Louvado seja o Senhor por podermos estar juntos assim. Vocês realmente gostariam de estar em algum outro lugar?
Ah, essa resposta foi fraca. Vocês realmente gostariam de estar em algum outro lugar?
Em nenhum outro lugar, a não ser na presença do Senhor.
Vou ler alguns versículos — alguns que já lemos antes e outros, para a parte principal da mensagem desta noite, que vou ler pela primeira vez. Estou lendo na versão New American Standard Bible.
Isaías 11:11a:
Então acontecerá —
Isso é um fato, quando vocês leem essas palavras.
Então acontecerá naquele dia
que o Senhor tornará a recuperar, pela segunda vez, com Sua mão,
o remanescente do Seu povo.
Josué 1:11b. Essa foi a ordem dada aos filhos de Israel quando estavam entrando na terra. Ele simplesmente lhes disse que entrassem. Foi isso que lhes foi dito:
Entrai para possuir a terra
que o Senhor, vosso Deus, vos dá,
para que a possuais.
Obadias 1:17, novamente na versão New American Standard Bible:
Mas no monte Sião —
Temos ouvido muito sobre o monte Sião. Louvado seja o Senhor. Que maravilha!
Haverá os que escaparem,
e ele será santo.
E a casa de Jacó possuirá as suas possessões.
Agora vou ler alguns versículos novos para esta noite: 1 Pedro 2:4-10. Vamos tratar bastante deles.
Chegando-vos a Ele,
uma pedra viva,
rejeitada, de fato, pelos homens como sem valor,
mas, para Deus, escolhida, preciosa,
também vós, como pedras vivas,
estais sendo edificados como casa espiritual,
sacerdócio santo,
para oferecer sacrifícios espirituais,
aceitáveis a Deus por Jesus Cristo;
porque está contido na Escritura:
“Eis que ponho em Sião uma pedra angular, eleita, preciosa,
e aquele que crê Nele não será envergonhado”.Para vós, portanto, que credes, é a preciosidade.
Mas, para os desobedientes:
“A pedra que os construtores rejeitaram como sem valor,
essa se tornou a principal pedra da esquina”;
e:
“Uma pedra de tropeço e uma rocha de escândalo”;
os quais tropeçam na palavra, sendo desobedientes,
para o que também foram destinados.Mas vós sois raça eleita, ou geração eleita,
sacerdócio real,
nação santa,
povo para possessão,
para que anuncieis as excelências Daquele
Que vos chamou das trevas
para a Sua maravilhosa luz;
vós, que outrora não éreis povo,
mas agora sois povo de Deus;
que não desfrutáveis de misericórdia,
mas agora encontrastes misericórdia.
E agora vou a Filipenses. É Filipenses 3:10-15, começando no versículo 10. Vocês conhecem esses versículos. Este era o clamor de Paulo no final:
Para conhecê-Lo,
e o poder da Sua ressurreição,
e a comunhão dos Seus sofrimentos,
sendo conformado à Sua morte;
se, de algum modo, eu chegar à ressurreição dentre os mortos.Não que eu já tenha obtido o prêmio,
ou já seja aperfeiçoado;
mas prossigo,
para ver se também posso tomar posse disso,
visto que também fui tomado por Cristo Jesus.
Deixem-me ler Filipenses 3:12 mais uma vez:
Não que eu já tenha obtido o prêmio,
ou já seja aperfeiçoado;
mas prossigo,
para ver se também posso tomar posse disso,
visto que também fui tomado por Cristo Jesus.
Irmãos, não considero que eu mesmo já tenha tomado posse;
mas uma coisa faço: esquecendo-me das coisas que ficam para trás,
e estendendo-me para as que estão adiante,
prossigo, olhando para o alvo,
para o prêmio da vocação do alto, de Deus em Cristo Jesus.Portanto, todos quantos somos perfeitos, tenhamos este modo de pensar;
e, se pensais de outro modo em alguma coisa,
também isso Deus vos revelará.
Vamos orar.
Senhor, somos tão gratos pelas Tuas palavras. Onde estaríamos sem as Tuas palavras? Senhor, somente as Tuas palavras são espírito e vida. Como oramos, nesta noite, para que, pelo Espírito Santo, Tu sopres sobre essas palavras e as envies para realizar a obra que queres fazer entre nós.
Senhor, se Tu não falares, não há valor algum em estarmos aqui. Senhor, não queremos ouvir palavras de homens. Queremos ouvir somente o que o Espírito diz às igrejas. Por isso, Senhor, pedimos que sopres sobre essas palavras, no precioso nome, no único nome, de nosso Senhor Jesus Cristo. Amém.
Bem, acho que, a esta altura, todos conhecem o nosso tema: o clamor, o clamor de Deus. Não era apenas o clamor; era o clamor de Deus para esta hora: restauração e posse.
No final, Ele está clamando ao Seu povo. Ele quer que Seu povo ouça esse clamor e quer que Seu povo responda a esse clamor. Quando isso acontecer, Ele terá um povo para Sua própria possessão.
E, quando isso acontecer, nós tomaremos posse daquilo para o qual fomos tomados em Cristo Jesus. Vocês entendem? Tudo se encaixa.
Quando ouvimos o clamor de Deus para esta hora e respondemos a esse clamor, a obra de restauração de Deus se realiza. A obra de restauração de Deus se realiza. Entramos em tudo e desfrutamos de tudo o que nos foi disponibilizado em Cristo Jesus. Nós nos deleitamos nessa vasta herança que jamais poderá perder o seu esplendor.
É disso que trata o tema. Como Ele é misericordioso!
Esta noite será a minha segunda e última mensagem sobre restauração. A primeira foi sobre a Sua própria possessão. Precisamos enxergar algo, irmãos e irmãs. Precisamos enxergar algo com muita clareza.
Precisamos ter uma nova perspectiva, na qual vejamos, antes de tudo, que a obra de restauração de Deus está centrada em Ele obter algo para Si mesmo. Se Ele não obtiver isso, Seu propósito jamais será cumprido.
Então, acho que a maioria de nós, como crentes — perdoem-me se eu ofender alguns de vocês —, acho que a maioria de nós, como crentes, é bastante centrada em si mesma. Nosso primeiro pensamento é: “Senhor, o que eu ganho com isso? O que Tu farás por mim?”
Ah, queridos irmãos e irmãs, acho que a chave — a chave — para Ele realizar Sua obra de restauração é enxergarmos que Ele deseja uma possessão para Si mesmo. Essa é a primeira mensagem.
A mensagem desta noite é sobre a restauração no que diz respeito à nossa própria possessão. Vejam, Deus nunca teve em vista apenas possuir um povo para Si mesmo. Ele tinha em vista que esse povo O possuísse.
Que esse povo reconhecesse a grande obra que Ele realizou para libertá-lo da casa da servidão e trazê-lo à vida eterna, e que, de fato, tomasse posse de tudo o que está disponível em Cristo Jesus.
Então, a primeira parte é a parte de Deus. A segunda parte é a nossa. E pensem nisso: se, da nossa parte, não respondermos, Ele terá o que deseja? Acho que não.
Creio que Deus assumiu o maior dos riscos. Não tenho certeza de que entendo — ou de que algum dia entenderei — por que Ele fez isso, mas Ele escolheu não trabalhar sem o homem. Vocês conseguem imaginar?
Pensem nisso, irmãos e irmãs. O Deus da glória, Que fez todas as coisas, e o Deus da glória, Que é dono de todas as coisas, não precisa de nós. Vocês acham que Ele precisa de nós?
Ele nos escolheu. Você foi divinamente selecionado. Você foi divinamente eleito. Você foi escolhido desde a fundação do mundo.
Você não foi uma ideia de última hora. Você estava no pensamento Dele desde o princípio. Não foi como se todas as outras opções tivessem fracassado e Ele dissesse: “Bem, vou ficar com as nações. Talvez elas deem certo”. Esse nunca foi o pensamento Dele.
Seu pensamento eterno, desde o princípio, é que tomemos posse da nossa própria possessão em Cristo Jesus. A glória do Seu propósito é que esse Deus, Que fez tudo e é dono de tudo, é Aquele Que nos traz e nos inclui nesse propósito.
Nunca vou me esquecer de uma ocasião, anos atrás, em que o irmão Kong estava falando sobre 1 Coríntios 1:9:
Fiel é Deus,
por Quem fostes chamados
à comunhão de Seu Filho Jesus Cristo, nosso Senhor.
Acho que esse é um dos versículos mais poderosos de toda a Bíblia. Ele começa com: “Fiel é Deus”. Que três palavras importantes! Nada do Seu propósito seria realizado sem essas três palavras. Pensem nisso: fiel é Deus, Que chamou vocês à comunhão de Seu Filho.
Ele fez uma afirmação que nunca vou esquecer. Foi em 2017; ele deu essas mensagens em Richmond, Virgínia. Ele disse: “A Divindade decidiu ampliar a Sua comunhão”.
Vocês conseguem imaginar? Eles tinham o universo inteiro — não apenas o nosso universo. Tinham o nosso sistema solar. Tinham tudo. E, ainda assim, um dia disseram: “Vamos incluir o homem”. É difícil assimilar isso. Esse sempre foi o propósito de Deus.
Bem, nesta noite quero que examinemos três coisas — apenas três. Acho que, se vamos entrar na posse da nossa própria possessão, essas três coisas precisam acontecer.
Primeiro, a restauração exige uma resposta. É a coisa mais importante que eu poderia dizer a vocês. Eu poderia me sentar agora mesmo. A restauração exige uma resposta.
Segundo, Ele precisa de um povo que possua a sua própria possessão, que se aproprie de Cristo e de tudo o que foi disponibilizado — a vasta herança — e entre nas riquezas da Sua graça. Que entre, como diz em Efésios 2, nas incomparáveis riquezas da Sua graça.
Acho que eu disse “fé”, mas é “graça”. Vocês entendem. A gente fica um pouco cansado no final desta semana. Tenho andado correndo de um lado para outro; talvez vocês tenham percebido. Mas, ah, que entremos, que nos apropriemos e que tomemos posse!
Se fizermos isso, Deus terá tudo o que está buscando. É isso que significa.
A restauração exige uma resposta. É de vital importância entendermos esta única coisa: se não respondermos, não há restauração. Deixem-me expressar isso da maneira categórica como creio que o Espírito Santo falou comigo: sem resposta, não há restauração.
Vocês entendem isso?
Creio que esse é um segredo da Bíblia. Esse Deus está buscando uma resposta. Esse Deus soberano derramou graça e misericórdia sobre nós e decidiu nos incluir em Seu plano eterno. É inconcebível.
Se vocês contassem essa história a alguém que nunca a ouviu, essa pessoa diria: “Você está inventando isso”. Mas é inteiramente verdadeiro — inteiramente maravilhoso.
Que o Senhor nos conduza a uma posse mais profunda daquilo que Ele tem — do Seu pensamento pleno, como o irmão Jerry expressou. Creio que é isso que Ele deseja que resulte desta conferência.
Deus não está apenas buscando um povo para Sua própria possessão; Ele está buscando uma resposta correspondente em um povo que possua a sua própria possessão em Cristo Jesus. Ele terá essa resposta correspondente? Ele a terá?
Acho que essa é a pergunta diante de nós. Ele está sempre buscando um remanescente que responda. Acho isso tão maravilhoso.
Deus nos conhece desde o princípio. Ele sabe como somos. Se Ele obtiver uma resposta de um remanescente, isso basta. Ele completará Sua obra. Isso basta.
Ah, essa é a história do retorno do cativeiro. Um remanescente tão pequeno voltou, dentre aquele milhão, mais ou menos, que foi para o cativeiro — sessenta mil, cinquenta e cinco mil.
Agora, se você estivesse administrando esse retorno, como uma espécie de diretor do retorno, diria: “Isso é um fracasso. Pensei que Ele tivesse chamado todos de volta”. Mas, para Deus, isso foi um sucesso.
Nunca vou esquecer que ouvi alguém dizer certa vez, a respeito de falar: “Se uma pessoa ouvir e responder ao que ouviu — seja ele ou ela —, isso basta”.
Deus está buscando um remanescente do Seu povo. Como lemos em Isaías 11:11a:
Então acontecerá.
Naquele dia, o Senhor tornará a recuperar, pela segunda vez, com Sua mão,
o remanescente do Seu povo.
Vocês conseguem imaginar se Deus tivesse dito: “A menos que Eu consiga todos, ninguém entra”? Como a Bíblia seria deprimente! Mas graças a Deus pela misericórdia que Ele demonstra para conosco.
Sem resposta, não há restauração. Sem resposta, não há posse. Isso é essencial. Quando falamos em possuir a nossa própria possessão, a resposta é a chave vital.
Sabem, irmãos e irmãs, Deus está sempre chamando, e Deus está sempre buscando uma resposta. Essa é a chave da Bíblia — do começo ao fim da Bíblia. Deus está sempre chamando e sempre buscando uma resposta.
Agora, minha esposa vai ter que me perdoar por isso. Linda, tape os ouvidos. Ela coloca um prazo de validade nas minhas ilustrações. Ela diz: “Isso vence como o leite no supermercado. Você fica dizendo: ‘Consumir até tal data’”.
Fiz uma coisa maluca na minha vida. Enquanto tentava dirigir uma empresa de engenharia, decidi voltar a estudar e fazer meu mestrado aos cinquenta anos. Meu sócio disse: “Você está completamente louco”. O primeiro pensamento dele foi: “Não vamos mais pagar você”. Eu disse: “Não, eu só quero fazer isso”. Então fiz.
E, para ser sincero com vocês, fiquei um pouco cansado das disciplinas de engenharia. Então fui falar com meu orientador. Vocês sabem, todos nós temos esses orientadores, e eles nos dizem qual é o nosso plano e por onde seguir.
Eu disse: “Gostaria de fazer esta disciplina sobre a história e a estética do jazz”. Ele olhou para mim como se eu fosse um marciano.
Ele me conhecia. Na verdade, eu havia feito projetos de engenharia para prédios da Universidade da Virgínia, e ele conhecia muito bem a minha empresa. Ele disse: “Por que você não faz análise matricial?”
E eu disse: “Não quero fazer análise matricial”. Finalmente o convenci. Eu disse: “Veja esta grade curricular. É permitida uma disciplina optativa”. E ele cedeu e disse: “Você pode fazer”.
Saí do escritório dele sorrindo e fui para aquela aula. Essa única disciplina me trouxe mais proveito para a minha engenharia do que todas as minhas disciplinas de engenharia. O professor explicava a história do jazz de uma maneira tão singular.
Não estou tentando convencer vocês a gostar de jazz. Se acham que estou, por favor, me perdoem. Não acompanho muito o jazz; eu só queria fazer a disciplina. E tirei nota A.
Lembro-me de ver aquele professor tocando teclado e nos contando a história do jazz. Ele disse: “Toda a história do jazz vem da experiência africana de chamado e resposta”. Toda ela.
Lembro-me dos meus tempos de menino, assistindo a Tarzan na televisão em preto e branco. Eles tocavam os tambores na selva, a uma grande distância. Então, muito longe dali, alguém ouvia aqueles tambores e começava a tocar os seus tambores em resposta. Havia uma resposta ao chamado.
Sabem, não ouvi mais nada do que aquele professor disse. Eu disse: “Isso é a Bíblia. Essa é uma explicação de toda a Bíblia”. Deus está sempre chamando, e Deus está sempre buscando uma resposta.
Vocês se lembram de quando o homem caiu? Eu disse a vocês: Deus nunca desiste. Vocês se lembram de quando Adão e Eva caíram e se esconderam Dele no jardim. Gênesis 3:9 diz:
E o Senhor Deus chamou o homem
e lhe disse: Onde estás?
Irmãos e irmãs, o Deus da glória ainda está nos chamando: “Onde você está? Onde eu estou? O que estamos fazendo com a nossa vida?”
Foi um chamado que ecoou na criação: “Onde estás?” Por que Ele fez isso? A comunhão havia sido rompida. O pecado entrou. Esse Deus de restauração queria restaurar o homem àquela comunhão, àquela comunhão exclusiva para a qual ele havia sido chamado.
Onde estás?
Vocês se lembram de como termina o Antigo Testamento? Acho que todos conhecem os dois versículos: Zacarias 1:3 e Malaquias 3:7.
Tornai-vos para Mim,
e Eu Me tornarei para vós,
diz o Senhor.
Esse é o chamado no final do Antigo Testamento. Ele está sempre chamando. Ele está sempre buscando uma resposta. Se Ele não obtiver a resposta, Sua obra não será completada.
Bem, eu disse a vocês, na outra noite, que Malaquias é um livro tão deprimente. A resposta que aqueles judeus deram ao Pai foi:
Mas vós dizeis:
“Em que havemos de tornar?”
Isso não se parece com Laodiceia? Eles eram ricos. Achavam que eram ricos e não precisavam de nada. “Em que havemos de tornar? Nós nos afastamos? Passamos a cuidar das nossas próprias coisas em vez das Tuas?”
Ah, que comentário triste, tão triste! Mas esse é o último chamado no Antigo Testamento. Esse é o chamado que ainda está sendo dirigido ao povo de Deus.
Nosso irmão falou nesta manhã sobre as cartas às sete igrejas. É interessante: para aquelas sete igrejas, o mesmo chamado divino foi dirigido a cada uma:
Quem tem ouvidos para ouvir,
ouça o que o Espírito diz às igrejas.
Como Deus é tão cheio de graça, Ele disse:
Ao que vencer.
Se alguns de vocês responderem, isso será suficiente.
Sabem, Deus não desistiu. Graças a Deus por isso. O Novo Testamento começa com Deus clamando novamente. Vocês conhecem a história de João Batista. Ele era a voz. Como vocês se sentiriam se fossem conhecidos apenas como “a voz”?
Ele era a voz de Deus clamando no deserto para que se endireitasse o caminho para o Seu próprio Filho, o Senhor Jesus. João 1:23 diz — novamente, esta é a versão New American Standard Bible:
Eu sou a voz do que clama no deserto:
“Endireitai o caminho do Senhor”,
como disse o profeta Isaías.
Irmãos e irmãs, há um chamado sendo dirigido a nós continuamente. A pergunta é: haverá uma resposta a esse chamado?
Acho que essa é a pergunta vital no clamor de Deus para esta hora: “Meu povo responderá a Mim? Meu povo Me ignorará como fez em Malaquias e dirá: ‘Em que havemos de tornar? O que fizemos?’ Seremos como Laodiceia e diremos: ‘Não precisamos de nada’?”
Ah, irmãos e irmãs, acho que, se tenho uma palavra para deixar com vocês, é esta: Deus está buscando a sua resposta. Deus está buscando uma resposta coletiva, para que Ele possa ter um povo para Sua própria possessão.
Ele chamou os filhos de Israel para fora do Egito, para serem um povo para a própria possessão de Deus e para possuírem o que Ele lhes deu na terra prometida. Essa é a figura da igreja no Antigo Testamento. É uma sombra, como se diz em Hebreus. É um tipo.
Naturalmente, quando chegamos ao Novo Testamento, vemos a igreja. Como a igreja é definida? Ela é definida como os chamados para fora, reunidos.
Essa é toda a definição da igreja. Não é tão complicado: os chamados para fora, reunidos.
Ah, penso em Romanos 8:28-29. Todos vocês conhecem esses versículos, mas vou lê-los. Há muitos novos aqui. Esses são dois dos versículos mais importantes da Bíblia. Eles explicam o propósito de Deus e Sua vontade eterna em dois versículos.
Mas sabemos que todas as coisas cooperam para o bem.
Sabem, muita gente transforma esse versículo em uma mensagem apenas para se sentir bem. Param exatamente aí. Dizem: “Ah, não se preocupe. Você pode ter sofrido um acidente de carro ou sua casa pode ter pegado fogo. Não se preocupe — todas as coisas cooperam para o bem”.
Não foi só isso que Ele disse. Era isto que Ele estava dizendo:
Todas as coisas cooperam para o bem
daqueles que são chamados segundo o propósito.
Se vocês deixarem isso de fora, não poderão compreender o que esse versículo significa.
Porque aos que de antemão conheceu —
Lembrem-se: vocês foram escolhidos, divinamente selecionados antes da fundação do mundo.
Também os predestinou
para serem conformados à imagem de Seu Filho,
a fim de que Ele seja o Primogênito entre muitos irmãos.
Pensem nisso, irmãos e irmãs. Pode haver um chamado mais elevado do que esse? Pode haver um chamado mais celestial do que ser chamado para ser conformado à imagem de Seu Filho, para que Ele seja o Primogênito entre muitos irmãos que sejam semelhantes a Ele?
É isso que Deus está buscando possuir como Sua própria possessão. Ah, como isso é maravilhoso! Não pode haver um chamado mais celestial do que esse.
A pergunta é: respondemos a esse chamado segundo o propósito? Vimos esse propósito? Nós nos apropriamos desse propósito e o tomamos como nosso? Essa é a pergunta que realmente está diante de nós nesta noite. Ouvimos o chamado de Deus e respondemos?
Deixem-me dizer como vocês fazem isso. É muito simples. Deus está buscando apenas disposição.
Agora, Jerry, acho que alguns desses irmãos… Acho que nosso irmão falou sobre levar uma mordida, vocês sabem, sobre alguém pegar o material dele. Ele meio que roubou a minha história da Corrie ten Boom. Quero que vocês saibam disso. Vou me esforçar para orar pedindo perdão, mas não tenho tanta certeza assim.
É preciso haver disposição para que haja uma resposta verdadeira. Estamos dispostos? Estamos dispostos?
Por que isso é tão importante para Deus? Por que Ele deseja uma resposta voluntária? Porque Deus não quer uma resposta coagida. Isso acontece quando você é forçado, quando é compelido, em vez de constrangido pelo amor de Deus. Ele nunca busca isso.
Ele nunca vai forçar você. Esse é o mistério do livre-arbítrio. Agora, não vou resolver a discussão sobre livre-arbítrio nesta noite. Acontece que sou calvinista — sei que alguns de vocês não vão acreditar nisso —, mas também sou arminiano, tudo ao mesmo tempo.
Creio que Deus é grande o bastante para predestinar as coisas antes da fundação do mundo, e creio que Ele é grande o bastante para nos dar livre-arbítrio, para que possamos responder livremente à Sua graça ou não.
Ah, sei que vou arranjar problemas com alguns de vocês, calvinistas fervorosos. Não invadam o palco todos de uma vez.
Graças a Deus pelo livre-arbítrio. Que Deus grandioso!
Ouvi aquela história que você me contou ontem à noite; foi poderosa. Mil novecentos e doze, escoceses, certo? Eles estavam ali conversando sobre predestinação e livre-arbítrio com os alunos do 9º ao 12º ano. Eles entenderam.
Disseram: “Nosso Deus é tão magnífico. Nosso Deus é tão grande. Nosso Deus é tão imenso que Ele pode fazer duas coisas ao mesmo tempo”.
Então, Ele está buscando uma resposta voluntária. Ele está buscando uma resposta voluntária.
Nunca vou esquecer todos aqueles anos em que Lance compartilhou conosco nessas conferências. Nosso querido irmão Lance — nós amávamos Lance. Somos tão gratos.
Não sei se vou contar um pouco dos bastidores. Talvez eu arranje problemas. Façam como no futebol — acrescentem um pouco de tempo no final. Eu gosto da Copa do Mundo. Deem-me algum pênalti, seja lá como se chamem essas coisas.
Sabem, em 1973, o irmão Kong nos disse — estávamos realizando outra conferência de comunhão cristã —: “Há um irmão na Inglaterra chamado Lance Lample. Acho que ele tem um dos testemunhos de Jesus mais claros de toda a Europa. Vale a pena correr o risco”.
Lance veio e esteve conosco por muitos anos. Lembro-me de que, muitas vezes, Lance, com aquele perfeito sotaque britânico, citava Salmos 110:3:
Teu povo se apresentará voluntariamente
no dia do Teu poder.
Somos um povo disposto?
Deixem-me ler algo do Antigo Testamento. Vocês veem isso muitas vezes, e não terei muito tempo para explicar. 1 Crônicas 29:9 diz — isso foi quando Davi estava falando sobre a oferta que estava sendo dada para o templo. Vocês se lembram: esteve no coração de Davi construir a casa de Deus durante toda a sua vida. Ele nunca a construiu, mas nunca deixou de preparar tudo para ela.
Em 1 Crônicas 29:9, está escrito:
E o povo se alegrou, porque ofertaram voluntariamente;
pois, com coração perfeito,
ofertaram voluntariamente ao Senhor.
E também o rei Davi se alegrou com grande alegria.
Agora, vocês entenderam isso? Eles ofertaram voluntariamente, com um coração perfeito. Então, para mim, um coração perfeito é um coração disposto. Essa é a definição simples. Como isso é maravilhoso!
Filipenses 2:13 diz:
Porque é Deus Quem opera em vós
tanto o querer como o realizar,
segundo o Seu bom prazer.
Isso não é maravilhoso? Pensem nisso. Estamos falando sobre a obra de restauração de Deus. É Deus Quem opera em vocês — a disposição, como diz uma versão — e o realizar, segundo o Seu bom prazer. Que maravilha!
Nunca vou esquecer: eu era um cristão jovem. O Senhor falou comigo sobre algo. Não vou contar o que era. Eu não estava disposto. Não conseguia fazer aquilo. Não queria fazer. Foram meses de agonia.
Fui ao meu querido irmão Kong. Disse algo a ele. Achei que ele me repreenderia, e eu teria compreendido. Eu disse: “Irmão, não estou disposto a fazer o que Deus está pedindo. Não consigo”.
Ele disse: “Por que você não ora assim?” Nunca vou esquecer essas palavras. Ele disse: “Apenas ore: ‘Senhor, estou disposto a ser disposto’”.
Vocês me ouviram? É Deus Quem opera em nós a disposição e o realizar, segundo o Seu bom prazer.
Naquele dia, fui para casa e orei: “Senhor, estou disposto a ser disposto”. Ele moveu meu coração e, poucos dias depois, veio a obediência. Vocês entendem?
Ah, que sejamos simplesmente dispostos a ser dispostos!
Acho que há uma história no Antigo Testamento que fala sobre disposição melhor do que qualquer outra: a história de Isaque e Rebeca. Vocês se lembram dessa história.
Abraão queria tudo para seu filho. Vocês sabem que isso é uma sombra do Pai e do Senhor Jesus. Sempre digo que Deus é centrado no Filho. Tudo o que Deus faz é para Seu Filho, com Seu Filho. O Filho é o centro do Seu universo.
Estamos aqui no centro do universo, em Ashland, Virgínia. Talvez vocês não saibam disso. Talvez nem acreditem, mas é isso que está no site deles: Ashland, com o quê, cinco mil habitantes? O centro do universo.
Paris deve estar com inveja. Londres deve estar furiosa. Nova York vai simplesmente vir até aqui e queimar Ashland até o chão. Desculpe, Ray.
Vocês entendem, irmãos e irmãs? Para Deus, o centro do universo é Seu Filho. Tudo diz respeito ao Seu Filho. Tudo é para Seu Filho.
Em Gênesis 24, Abraão disse ao seu servo: “Vá encontrar uma esposa para meu filho, não dentre o povo desta terra”. Isso não se parece com o propósito eterno de Deus? Deus disse ao Espírito Santo: “Vá encontrar uma esposa para Meu Filho, o Senhor Jesus”.
Do que trata a Bíblia inteira? Nunca vou esquecer, naqueles primeiros anos, a primeira vez que Lance disse isso. Ficamos todos maravilhados. Ele disse: “A Bíblia trata de um casamento no começo, com Adão e Eva, e a Bíblia trata de um casamento no final, quando a noiva está preparada e Cristo tem Sua noiva”.
Então Abraão disse ao seu servo: “Vá encontrar essa pessoa”. Vocês se lembram da cena junto ao poço. O servo orou. Ele propôs este sinal: “Quando as mulheres vierem, vou orar para que aquela que for a escolhida me dê de beber e também dê de beber aos meus camelos”.
E ela veio — Rebeca, aquela bela mulher. Ela veio, ele pediu água, e ela lhe deu de beber. Depois disse: “Também darei de beber aos seus camelos”. Deus respondeu àquela oração.
Mas o ponto principal da história está no final. Ele estava ali para levá-la a ser a esposa de Isaque. Foi à família dela e falou sobre ter vindo da parte de Abraão e sobre todas essas coisas. Então perguntaram a ela: “Você irá com este homem?”
Pensem nessa pergunta: “Você irá com este homem?” Isso não se parece com um apelo ao altar? Isso não se parece com o propósito de Deus? Isso não se parece com o propósito eterno? “Você irá com este homem?”
E vocês se lembram de que, em Gênesis 24:58, ela respondeu apenas:
Eu irei.
Aí está um coração disposto. Irmãos e irmãs, o Senhor Jesus está buscando um povo para Sua própria possessão, e Ele está esperando ouvir essas mesmas palavras: “Eu irei com Ele”.
É então que Ele poderá completar Sua obra de restauração.
A segunda coisa sobre a qual quero falar é um povo que possua a sua própria possessão. Sua restauração não está completa até que tomemos posse da nossa própria possessão.
Na verdade, quando chegamos a 1 Pedro 2:4-9, vemos a última ocorrência dessa expressão em toda a Bíblia: Deus está buscando um povo para Sua própria possessão. Descobrimos qual é o contexto: é a igreja. É a igreja.
O que vocês veem em 1 Pedro 2 é a resposta da igreja. Não é apenas um chamado individual. Às vezes, falamos sempre apenas de um chamado individual. O chamado individual é importante, mas aqui há um chamado coletivo para que um povo se levante e seja esse povo que Ele está buscando.
Acho isso tremendamente importante. Quero tomar algo emprestado. David, vou roubar algo de você, irmão. Essa é a minha mordida de volta. Vou tentar ser gentil.
Ele disse algo que considero uma das coisas mais profundas que já ouvi. Ele disse: “A unidade de possessão é a igreja”.
Pensem nisso. Deus sempre esteve buscando uma casa. Desde o princípio, Deus sempre esteve buscando uma casa.
Penso nos patriarcas. Penso em Abraão e penso em Jacó. Já falamos sobre Isaque, certo? Toda a história de Isaque nos mostra o plano eterno: Deus deseja uma esposa para Seu Filho.
Mas, com Abraão e Jacó, dois dos patriarcas mais importantes, vemos algo precioso sobre a casa de Deus.
Na verdade, quando Deus disse a Abraão pela primeira vez que saísse e fosse para uma terra — e vou ler alguns versículos daqui a pouco —, a primeira revelação de Deus envolvia a casa de Deus.
Deus falou a Abraão quando ele estava na Mesopotâmia, mas a primeira revelação de Deus envolvia a casa de Deus. De fato, a primeira menção à casa de Deus na Bíblia é quando Deus levou Abraão para diante de Betel, a casa de Deus, e para diante de Ai.
Havia apenas esses dois lugares, e ele armou sua tenda voltada para eles. Ele construiu um altar. Vocês conhecem a história. Tudo isso está em Gênesis; vocês conhecem muito bem a história.
O ponto é que, quando Ele Se revelou a Abraão pela primeira vez, o que queria lhe mostrar era a casa de Deus — Betel. Ao lado da casa de Deus, havia Ai.
Ai significa um monte de pedras. É isso que Ai significa. Betel significa a casa de Deus. Ai significa um monte de pedras — pedras desconectadas, pedras que não estão unidas em uma construção, pedras que provavelmente chamaríamos de entulho, simplesmente espalhadas por toda parte, sem propósito e sem ideia do que deveriam ser.
Agora, espero que vocês entendam aonde quero chegar. Acho que isso é verdade a respeito de grande parte da igreja. Não fazemos ideia. Sabemos que fomos salvos, mas não fazemos ideia. Somos apenas esse entulho solto, destinado a fazer parte da casa de Deus, mas que nunca foi incorporado à casa de Deus.
Mas agora, quando vocês vão a 1 Pedro 2, veem pedras vivas. Na verdade, em 1 Pedro 2, vocês veem a Pedra viva. Gosto disso.
Há uma versão — eu estava pensando na versão de Weymouth — que achei muito preciosa. Ela diz: “a Pedra eternamente viva”. Que beleza! Aqui havia uma casa a ser construída.
Foi sobre isso que Pedro falou: sobre essa Pedra eternamente viva. Essa foi a primeira. E vocês, diz 1 Pedro 2:5, como pedras vivas, são edificados para ser uma casa para o Senhor.
Essa foi a revelação dada a Abraão. Abraão voltou àquele lugar. Vocês sabem, ele voltou àquele lugar e construiu um altar novamente.
Aqui está a pergunta para nós, como povo de Deus: temos visto Betel, a casa do Deus vivo? Você a viu? Isso é precioso para Deus.
Quando vocês leem 1 Pedro 2, entendem a repetição da palavra precioso. O texto fala de essa Pedra eternamente viva ser preciosa. Para vocês que creem, é a preciosidade.
O Senhor Jesus é precioso para você? Ele é precioso para você? Cada um de nós nesta sala precisa responder a isso, se há de haver uma resposta.
Mas e a segunda parte dessa mesma revelação — a casa de Deus e o nosso chamado para sermos pedras vivas —, isso é precioso para você?
Acho que muitas vezes não é. Acho que ouvimos pessoas dizendo o tempo todo: “Ah, já tentei essa coisa de vida da igreja de que vocês falam. Fiquei ofendido. Não gostei. Não entendo. Vou ficar só eu e Deus”.
Quantos ainda não viram realmente essa visão a ponto de ela tomar conta de nós? Ela tomou conta de Abraão. Foi sua primeira revelação. Foi a revelação à qual ele voltou.
Ah, que vejamos a casa de Deus! Ah, que sejamos pedras vivas na casa de Deus! Ah, que sejamos edificados juntos na casa de Deus!
Se vocês forem assim, Deus fará Sua obra de restauração. Se fizerem isso, possuirão a sua possessão. Ah, precisamos enxergar isso.
Mas penso em outro patriarca. Penso em Jacó. Vocês sabem como Deus Se apresentou quando Moisés estava ali, junto à sarça ardente — àquela altura, Moisés já não era um libertador tão temível. Deus o havia humilhado.
Deus falou sobre enviá-lo, e ele disse: “Quem direi que me enviou?” E Ele disse: “Diga a eles: ‘EU SOU enviou você’. EU SOU O QUE SOU”.
Mas depois Ele disse: “Diga a eles: ‘O Deus de Abraão, o Deus de Isaque e o Deus de Jacó me enviou a vocês’”.
Irmãos e irmãs, Deus quer que vejamos a beleza da Sua casa. Ele quer que vejamos a beleza de Ele providenciar uma noiva para Seu Filho e tudo o que isso significa. A Bíblia inteira trata dessa única questão. Essa é a resposta final que Ele está buscando.
Quanto a Abraão, ele viu aquela casa de Deus e nunca mais foi o mesmo. Nunca mais foi o mesmo.
Jacó, vocês se lembram, teve aquele sonho com a escada. Ele pegou aquela pedra. Os jovens e as crianças estão estudando Jacó — é isso, irmão? E também os alunos do 9º ao 12º ano, estudando sobre fazer a Sua vontade.
Sobre aquela pedra, ele teve um sonho. Vocês se lembram do sonho dele, e seu sonho era sobre Betel. Ele disse: “Esta é a casa de Deus”.
Deixem-me ler alguns versículos. Este é Gênesis 28:16-17:
E Jacó despertou do seu sono e disse:
Certamente o Senhor está neste lugar;
e eu não o sabia.E temeu, e disse:
Quão temível é este lugar!
Este não é outro lugar senão a casa de Deus,
e esta é a porta dos céus.
Que revelação! Sabem, Jacó foi transformado por esse sonho. Mas, quando lemos Gênesis 35, vemos outra revelação.
Vemos Betel mencionada seis vezes em Gênesis 35. Até esse ponto, essas são as únicas ocasiões em que a casa de Deus foi mencionada na Bíblia: a Abrão, que se tornou Abraão, e a Jacó.
Jacó transformou esse lugar chamado Luz em El-Betel — a única vez em que essa palavra aparece em toda a Bíblia. Vocês acham isso importante? Eu acho importante.
El-Betel significa o Deus da casa de Deus. Betel significa a casa de Deus.
Há duas coisas que vocês precisam ver — apenas duas — para que Deus tenha o que deseja. Vocês precisam ver o Deus da casa de Deus. Vocês O viram? O Senhor Se revelou a vocês, e vocês conhecem o Deus da casa de Deus?
E então, vocês viram a casa de Deus? É disso que trata 1 Pedro 2.
O Deus da casa de Deus é aquela Pedra eleita e preciosa — a Pedra que os construtores rejeitaram —, verdadeiramente preciosa. Mas a casa de Deus são aquelas pedras vivas sendo edificadas para formar uma casa para o Senhor.
Irmãos e irmãs, precisamos ver essas duas coisas. Acho que a casa de Deus é da maior importância para a obra de restauração.
Gosto do que David disse. Nunca vou esquecer: a unidade para a possessão é a casa de Deus.
Sabem, lembro-me de quando eu era um crente mais jovem. Isso foi há muito tempo. Lembro-me de uma história do irmão Nee que mudou minha vida.
O irmão Nee foi à Inglaterra. Alguns de vocês conhecem essa história. George Cutting era um daqueles queridos irmãos, e escreveu um folheto famoso chamado Segurança, Certeza e Gozo. Acho que são essas as três palavras.
Ele usava a figura de um trem. A vida cristã é uma viagem de trem. Onde você está nessa vida cristã? Um folheto maravilhoso. Procurem e leiam.
Na verdade, outro dia aprendi algo com alguém que falou sobre vir de trem de Nova York, usando a palavra inglesa training. Eu nunca soube que existia isso. Achava que training era algo como ensinar um bebê, ensiná-lo a usar o banheiro ou adestrar um cachorro. É um substantivo: training. Não ensinam essas coisas aos engenheiros.
Ah, irmãos e irmãs, precisamos ver a casa de Deus. Precisamos ver o Deus da casa de Deus. É isso que fará a diferença.
O irmão Nee viu essas duas coisas, e isso mudou todo o seu ministério. George Cutting estava morrendo. Ele alternava entre momentos de consciência e inconsciência. Estava em seu leito de morte e, de vez em quando, recobrava a consciência.
George Cutting, que amava o Senhor de todo o coração, disse: “Não posso viver sem meu Senhor, e Ele não pode viver sem mim”. Que revelação!
Sabem, muitas vezes dizemos: “Não posso viver sem meu Senhor”. Mas Ele é tão precioso para você que você pode dizer: “Ele não pode viver sem mim”? Esse é o propósito eterno.
O irmão Nee voltou à China, e Deus ampliou sua revelação, assim como fez com Jacó. Ele disse: “Não posso viver sem meus irmãos e irmãs, e eles não podem viver sem mim”.
Você consegue viver sem seus irmãos e irmãs? Alguns de nós escolhem viver sem nossos irmãos e irmãs.
Sabem, pensamos na vida da igreja e dizemos: “Ah, é difícil. Essa vida da igreja é difícil”. Sabem, a cruz vai operar na vida da igreja. A cruz realmente fará sua obra na vida da igreja.
Tenho ouvido pessoas dizerem: “Ah, não gostei daquela igreja”. Todos querem procurar uma igreja perfeita.
Jessica, minha filha, acabou de viajar com a família para a Geórgia e a Flórida. Ela me mandou uma foto por mensagem. Adoro essa foto. Vou compartilhá-la com vocês, se quiserem. Mas têm que pedir com jeitinho.
Nunca vou esquecer: não consegui acreditar que aquilo estivesse realmente escrito naquele prédio. Isso foi em Pitts, Geórgia. Eu nem sabia que existia um lugar assim. É histórico. Conheço Pittsburgh, na Pensilvânia, mas ali, naquela localidade histórica da Geórgia, havia um prédio de igreja onde estava escrito: “A Igreja Perfeita”.
Não consegui acreditar. Sabem, se aquela realmente é a igreja perfeita, sugiro que, no final desta conferência, todos vendamos nossas casas e nos mudemos para Pitts, Geórgia.
A igreja perfeita. É, acho que talvez eu me oferecesse para ir até lá com uma latinha de tinta e fazer uma daquelas inserções na placa: “A Igreja Quase Perfeita”.
Porque sabem o que Lance sempre dizia? Acho que ele tirou isso de Charles Haddon Spurgeon: “Se existe uma igreja perfeita, no momento em que você entrar nela, a igreja deixará de ser perfeita”.
Irmãos e irmãs, como precisamos ver o Deus da casa de Deus! Como precisamos ver a casa de Deus! Como precisamos ser edificados juntos, pedras vivas moldadas e formadas, para que Deus tenha Sua casa espiritual e para que possamos anunciar os Seus louvores.
Acho que é disso que trata 1 Pedro 2.
Bem, vocês sabem, essa não foi apenas a revelação de Abraão, nem apenas a revelação de Jacó. Essa foi a revelação de Pedro.
Vocês se lembram de Cesareia de Filipe. Ele viu duas coisas, certo? O Senhor estava firmemente decidido a ir para Jerusalém, com o rosto como uma pedra, e perguntou: “Quem dizem os homens que Eu sou?”
Todos tinham suas suposições, que julgavam elogiosas, ao compará-Lo com outras pessoas. Alguns diziam João Batista, outros Elias, outros Jeremias ou um dos profetas.
O ponto principal, irmãos e irmãs, é que ninguém se compara ao Senhor Jesus. Não há comparação.
Ele os olhou no rosto e disse: “Quem dizem os homens que Eu sou?” O próprio Deus deu a Pedro a revelação:
Tu és o Cristo,
o Filho do Deus vivo.
Naquele dia, Pedro viu El-Betel. Vocês entendem? É por isso que ele escreveu 1 Pedro 2.
Então o Senhor acrescentou uma segunda parte àquela revelação. Ele disse:
Tu és Pedro,
e sobre esta rocha —
Referindo-Se a essa revelação do Senhor Jesus.
Edificarei a Minha assembleia;
e as portas do Hades
não prevalecerão contra ela.
Sabem o que Ele estava dizendo? Ele disse: “Pedro, você é uma pedra”. A pergunta era: ele seria uma pedra viva, edificada na casa de Deus?
Essa é a resposta. É isso que temos que fazer para possuir as nossas possessões.
Essa foi a revelação de Paulo. Vocês se lembram de que Paulo, no caminho de Damasco, ouviu dos céus:
Saulo, Saulo, por que Me persegues?
Consigo entender sua confusão. Ele provavelmente estava ali, cego, caído no chão, pensando: “Eu não estava perseguindo a Ti, Senhor”. Ele O chamou de Senhor imediatamente. “Senhor, eu não estava perseguindo a Ti. Eram aquelas pessoas; elas Te seguem”.
Mas aqui está o propósito eterno de Deus: você toca na igreja e toca no Senhor. Eles são inseparáveis.
Então, vocês se lembram de que Paulo entrou em Damasco e encontrou aquele homem, Ananias. Ali ele descobriu os irmãos. Ali ele descobriu um irmão no Senhor. Ali ele viu a casa de Deus.
Ele havia visto El-Betel, o Deus da casa de Deus. Mas, quando entrou em Damasco, viu Betel. Se não houvesse Ananias, não haveria Paulo. É claro que, naquele tempo, ele era Saulo, e não haveria Saulo. Ele continuaria cego.
Essa era a visão. Essa era a visão sobre a qual ele escreveu em Efésios — a mesma coisa que havia visto.
Vocês se lembram de Efésios 1:9-10? O texto fala do mistério de Deus de reunir todas as coisas em Cristo. Essa é a primeira parte. Isso é El-Betel. Esse é o Deus da casa de Deus.
Mas então, se vocês olharem para a segunda parte, em Efésios 3:9-11, verão a igreja. Vocês veem a igreja. Na economia de Deus, vocês não podem ver o Senhor sem ver a igreja. Para possuir suas possessões, precisam ver ambos.
Vocês se lembram de que o texto diz:
Aos principados e potestades
será dada a conhecer
a multiforme sabedoria de Deus,
segundo o propósito eterno.
Ah, precisamos ver isso. Essas duas coisas farão a diferença.
Não precisamos apenas fazer isso; precisamos ver o sacerdócio. 1 Pedro 2 fala do sacerdócio duas vezes: em 1 Pedro 2:5 e em 1 Pedro 2:9.
Em 1 Pedro 2:5, o texto fala de um sacerdócio santo. Em 1 Pedro 2:9, fala de um sacerdócio real.
Irmãos e irmãs, na igreja como um todo, tal como a vemos hoje, as pessoas não entendem o sacerdócio de todos os crentes. Se Deus vai realizar Sua obra de restauração e possuir um povo para Sua própria possessão, é necessário haver uma verdadeira restauração do sacerdócio de todos os crentes.
Sabem, ao longo da história da igreja, as pessoas creram nisso, mas não o praticaram. Martinho Lutero cria no sacerdócio de todos os crentes, e posso estar errado, mas acho que Martinho Lutero considerava isso um pouco radical demais. Ele nunca o praticou.
Mas lembro-me do que Daniel compartilhou conosco. Sou tão grato por aquelas pequenas introduções aos hinos. Lembro-me de ele dizer como Deus começou a restaurar isso, em 1825, por meio daquele pequeno grupo chamado os Irmãos.
Creio que a principal contribuição deles à igreja foi o sacerdócio de todos os crentes. Você é sacerdote. Eu sou sacerdote. Precisamos começar a funcionar como sacerdotes na casa de Deus, em vez de deixar todo o serviço espiritual a cargo de uns poucos escolhidos.
Isso é tão vital. Não haverá restauração sem isso.
O sacerdócio de todos os crentes. Havia uma irmã em Richmond — outra das minhas ilustrações já passou do prazo de validade —, uma irmã que eu batizei. Ela cresceu em um orfanato. Nunca conheceu seus pais. Era um orfanato católico. Eles salvaram sua vida. Ela se sentia em dívida com eles. Amava aquelas freiras. Elas a criaram e a ajudaram.
Um dia, antes de ser batizada, ela me disse: “Sabe, Kenny, tudo o que eu sempre quis foi ser freira”.
Eu disse: “Irmã, você sabia que Deus fez de você uma sacerdotisa?” Ela não conseguia acreditar. Nós a batizamos. Ela estava cheia de alegria — alegria indizível, transbordando de alegria.
Ah, precisamos ser esse povo. Precisamos ser a nação santa.
Sabem, a santidade era impossível no Antigo Testamento. Vocês sabem disso, certo? Era impossível. Não poderia haver verdadeira santidade sob a lei. Está escrito claramente em Gálatas e claramente em Romanos que não há como ser aperfeiçoado segundo a lei.
Mas deixem-me dizer o que Deus fez. Deus fez algo extraordinário. Ele colocou o Espírito Santo — a mão esquerda de Deus, sobre a qual Dana tem falado — dentro de vocês, para que Ele pudesse conduzi-los à santidade.
Quando Pedro escreveu sobre isso neste livro, 1 Pedro, disse que somos santificados, uma palavra da mesma raiz de santidade, que significa, em seu contexto grego, ser tornados santos.
É o Espírito Santo Quem está nos transformando em uma nação santa. Isso nunca aconteceu no Antigo Testamento. Graças a Deus.
Nesta última restauração, pela segunda vez, isso acontecerá. Se nos rendermos ao Espírito Santo, isso acontecerá.
Agora, o resultado de tudo isso está no que lemos ao final deste versículo. Deixem-me voltar a 1 Pedro. Acho que vocês conhecem esse versículo, mas vou lê-lo. 1 Pedro 2:9:
Mas vós sois raça eleita,
sacerdócio real,
nação santa,
povo para possessão,
para que anuncieis as excelências Daquele
Que vos chamou das trevas
para a Sua maravilhosa, ou admirável, luz.
Pensem nisso. Esse é o único propósito da igreja: anunciar as Suas excelências.
O testemunho de Jesus, como ouvimos tão bem nesta tarde, é a expressão de Quem Cristo é. A única missão da igreja não é expressar a si mesma. É anunciar as excelências Daquele Que nos chamou das trevas para a Sua maravilhosa luz.
Não temos luz em nós mesmos. Nosso irmão não estava falando sobre o candelabro? Vocês se lembram? O candelabro, em si, não tem luz. A palavra significa literalmente “portador de luz”. É somente isso que ele faz.
Nós somos a igreja. Somos o candelabro, mas portamos a luz.
Se vocês se lembram, como a palavra de Deus permanece fiel ao mesmo propósito do começo ao fim, quando olhamos para Gênesis 1, no relato da criação, vemos dois grandes luminares. Vocês se lembram? Um era o sol, para governar o dia, e o outro era a lua, para governar a noite.
O sol é a fonte de toda a luz. Sabem, a lua — não sei se vocês gostariam de se mudar para a lua algum dia. Não sei se Elon Musk consegue nos convencer a todos a nos mudar para a lua, mas, para mim, ela é uma esfera de aparência bem desagradável. É cheia de crateras.
Você parece gostar dela. Vai ser um dos voluntários do Elon Musk. Aquela superfície cheia de crateras e aquela poeira — não haveria beleza alguma na lua, esse pequeno luminar, se não fosse o sol irradiando sua própria luz sobre ela, e essa luz brilhando como um reflexo da lua.
Sabem, somos abençoados todos os meses; temos uma lua cheia. Agora, nem sempre é possível vê-la. A noite pode estar nublada. Adoro luas cheias. Vocês costumam sair quando há lua cheia? Acho que Linda às vezes fica se perguntando o que estou fazendo.
Saio para passear sob a lua cheia e as estrelas, e quase se pode ler um livro àquela luz refletida.
É assim que anunciamos as excelências Daquele Que nos chamou das trevas para a Sua maravilhosa luz.
Agora, o último ponto que quero apresentar é muito breve, mas é da maior importância. Tem a ver com uma das coisas que quero que vocês se lembrem acima de tudo: uma paixão por tomar posse.
Deixem-me perguntar algo: vocês têm uma paixão por possuir a sua possessão?
Deixem-me ler Paulo novamente — aquele breve testemunho de Paulo em Filipenses. No final de sua vida, à igreja que mais amava, que era Filipos, ele compartilhou seu segredo mais profundo.
Ele tinha um vínculo especial com Filipos. Em 2 Timóteo, escreveu ao seu próprio e amado filho na fé: “Toda a Ásia me abandonou”. Aquilo foi no final de sua vida. Vocês conseguem imaginar a dor, a tristeza?
Mas deixem-me dizer: os filipenses nunca o abandonaram. Os filipenses nunca mudaram. Você compartilha seus segredos mais profundos com aqueles que mais ama.
Com eles, compartilhou seu segredo mais profundo. Vou ler apenas esse versículo, e encerraremos. Mas acho que esse é o seu segredo. Acho que é um segredo muito grande. Este é Filipenses 3:12:
Não que eu já tenha obtido o prêmio,
ou já seja aperfeiçoado;
mas prossigo,
para ver se também posso tomar posse.
Esse era o seu segredo:
Para ver se também posso tomar posse disso,
visto que também fui tomado por Cristo Jesus.
Irmãos e irmãs, esse era o segredo. Foi isto que ele disse: “Prossigo em busca disso. Prossigo. Esse é o prêmio. Ainda não sou perfeito, mas uma coisa faço: esquecendo-me do que fica para trás, prossigo em busca dessa possessão”.
Deixem-me encerrar com isto: essa é a sua paixão?
Digo às pessoas o tempo todo: a paixão resolve muitos problemas. Sim, na vida cristã, temos muitos problemas, certo? A caminhada cristã não é fácil. O Senhor nunca disse que seria fácil.
Mas, se você tem uma paixão única pelo Senhor Jesus e por Seu propósito, muitos dos seus problemas são resolvidos. Esse era o segredo dele no final.
Ah, queridos irmãos e irmãs, que tenhamos essa mesma paixão. Sabem, falamos sobre as palavras com “R”, que, no fim, se resumem à restauração. Aqui estão as palavras com “P”: problemas, prosseguir, perfeição — tudo para possuir, porque fui tomado por Cristo Jesus.
Que respondamos dessa maneira.
Sabem, uma das coisas pelas quais mais oro é: “Senhor, aumenta em mim a paixão por Cristo e por Seu propósito”. Essa é uma oração que faço com frequência.
Se Paulo disse: “Ainda não sou perfeito”, eu nem vou entrar nesse assunto. Não ousaria pensar isso. Mas vou lhes dizer uma coisa: se isso for verdade a seu respeito, você será alguém que possui a sua própria possessão em Cristo Jesus, e Deus terá o que deseja.
Pai, tomamos todas essas coisas e as devolvemos a Ti, e oramos: fala conosco pelo Espírito Santo.
Senhor, somente o Espírito Santo pode tornar essas coisas claras, mas queremos ser esse povo que responde. Queremos ser esse povo que, na igreja, encontra seu lugar e sua função, para que Tu possas edificar a Tua igreja.
Um dia ela será uma igreja perfeita — a igreja perfeita —, sem mancha, sem ruga ou qualquer coisa semelhante.
Ó Senhor, dá-nos, acima de tudo, uma paixão por Ti mesmo e uma paixão pelo Teu propósito. Em nome de Jesus.