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THAT THE WORD OF THE LORD MAY RUN AND BE GLORIFIED
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    Receive One Another As Christ Received You© 2026 Christian Testimony Ministry
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    Receive One Another As Christ Received You
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    Pittman, Kenny

    O Acolhimento Mútuo segundo Cristo

    Bom dia. Abram comigo, por favor, em Romanos 15. Vamos ler os primeiros dezessete versículos.

    A propósito, acho que a maioria de vocês sabe que estamos chegando ao fim de Romanos, depois de bastante tempo. Temos mais uma mensagem sobre o capítulo 15 para concluí-lo — ele é longo demais para tratarmos de tudo em uma só mensagem — e depois uma mensagem sobre o capítulo 16. Então terminaremos. Minha surpresa estará no capítulo 16, por isso não deixem de vir.

    Leitura Bíblica: Romanos 15:1-17

    Mas nós, que somos fortes, devemos suportar as fraquezas dos fracos e não agradar a nós mesmos.
    Cada um de nós agrade ao seu próximo no que é bom, para edificação.
    Porque também Cristo não agradou a Si mesmo; mas, como está escrito:
    As afrontas dos que Te afrontavam caíram sobre Mim.
    Porque tudo quanto foi escrito anteriormente foi escrito para o nosso ensino, para que, pela perseverança e pela consolação das Escrituras, tenhamos esperança.
    Ora, o Deus da perseverança e da consolação vos conceda o mesmo modo de pensar uns para com os outros, segundo Cristo Jesus:
    para que, concordemente e a uma só voz, glorifiqueis ao Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo.
    Portanto, acolhei-vos uns aos outros, como também Cristo vos acolheu, para a glória de Deus.

    Pois digo que Cristo Se tornou ministro da circuncisão, em favor da verdade de Deus, para confirmar as promessas feitas aos pais,
    e para que os gentios glorifiquem a Deus por Sua misericórdia; como está escrito:
    Por isso, eu Te louvarei entre os gentios,
    E cantarei ao Teu nome.
    E novamente Ele diz:
    Alegrai-vos, gentios, com o Seu povo.
    E outra vez:
    Louvai ao Senhor, todos os gentios;
    E todos os povos O louvem.
    E outra vez diz Isaías:
    Haverá a raiz de Jessé,
    E Aquele que Se levanta para governar os gentios;
    NEle os gentios esperarão.
    Ora, o Deus da esperança vos encha de toda alegria e paz no crer, para que abundeis em esperança, pelo poder do Espírito Santo.

    E eu mesmo, meus irmãos, estou também persuadido a vosso respeito de que vós mesmos estais cheios de bondade, repletos de todo conhecimento, sendo capazes também de admoestar uns aos outros.
    Mas vos escrevo, em parte, com maior ousadia, como que trazendo estas coisas novamente à vossa memória, por causa da graça que me foi dada por Deus,
    para que eu seja ministro de Cristo Jesus aos gentios, ministrando o evangelho de Deus, a fim de que a oferta dos gentios seja aceitável, santificada pelo Espírito Santo.
    Tenho, pois, motivo de gloriar-me em Cristo Jesus nas coisas que dizem respeito a Deus.

    Senhor, nós Te agradecemos por Tua Palavra. Nós Te louvamos porque Tua Palavra é viva, e esperamos que o Espírito Santo vivifique a todos nós, para termos ouvidos que ouçam e olhos do coração que vejam. Faze-nos compreender e entrar na realidade da Tua Palavra.

    Nós Te dizemos novamente, Senhor: se Tu não falares, não há valor algum em simplesmente expor palavras. Portanto, que o Espírito Santo venha sobre nós hoje e nos interprete o que Deus escreveu por meio do apóstolo Paulo. No precioso nome de Jesus, amém.

    A Expressão Prática da Vida Cristã

    Bem, esta é a última seção de Romanos. Já lhes disse isso antes. Ela começa no capítulo 12 e vai até o capítulo 16, e estamos examinando o aspecto prático da vida cristã.

    Vocês se lembram de que ela começa em Romanos 12:1:

    Apresentai-vos como sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional.

    Ou “serviço de adoração”, dependendo da sua versão. Mas depois diz algo mais:

    Para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.

    Portanto, esses últimos capítulos — Romanos 12 a 16 — tratam de experimentar a perfeita vontade de Deus. É dessa seção que estamos tratando. Ela aborda a vida cristã individual, mas, se vocês a examinarem, terão de concluir que trata do testemunho de Deus em um povo. Assim, ela tem muito a ver com a vida da igreja, e hoje vamos nos concentrar novamente na vida da igreja.

    O título que escolhi vem de Romanos 15:7:

    Acolhei-vos uns aos outros, como também Cristo vos acolheu.

    É uma ordem bastante clara.

    Ela remete a Romanos 14, onde Paulo estava falando de um irmão forte e de um irmão fraco. Agora, não vou colocar vocês em nenhuma categoria. Tenho certeza de que vocês vão me colocar na categoria do irmão fraco. Mas, ainda assim, devemos acolher uns aos outros como Cristo nos acolheu.

    Essa é uma ordem muito prática. A maioria das comunidades, a maioria dos grupos que dão testemunho do Senhor, enfrenta problemas nessa questão de não acolher uns aos outros no Senhor — de rejeitar uns aos outros — e de não perceber que é isso que somos chamados a fazer para experimentar a perfeita vontade de Deus.

    Perseverança, Encorajamento e Esperança

    Vamos examinar três coisas. Primeiro, em Romanos 15:1-7, perseverança, encorajamento e esperança. Acho que vocês provavelmente sabem que, para viver a vida da igreja e experimentar a perfeita vontade de Deus, precisam de perseverança. Precisam de encorajamento. E, afinal, precisam de esperança.

    Vocês não podem viver juntos como povo de Deus e ser o testemunho de Jesus na terra — a expressão do próprio Senhor — sem esses três elementos.

    A segunda parte é a esperança das nações, em Romanos 15:8-13. Acho que vemos algo muito maravilhoso nesses versículos. Por fim, a explicação que o próprio Paulo dá de seu ministério — a oferta das nações — está nos versículos 14-17.

    Com todas as dificuldades, provações e responsabilidades da vida da igreja, tudo foi colocado à disposição de vocês e de mim para que possamos acolher uns aos outros e, acreditem ou não, realmente edificar e encorajar uns aos outros no Senhor.

    Tudo foi colocado à nossa disposição. Não poderemos chegar diante do Senhor na eternidade e dizer: “Senhor, Tu não disponibilizaste graça suficiente. Não nos deste o suficiente para fazer isso. Entendemos a ordem, mas não foi suficiente”.

    Mas, se vocês examinarem este capítulo, verão uma provisão inesgotável que nos foi dada para que possamos fazer isso, e fazê-lo com alegria no crer.

    A Primeira Lei da Comunhão: Não Agradar a Nós Mesmos

    Em Sua provisão inesgotável, o Senhor tornou possível que perseveremos. A perseverança é tão importante. Nessa provisão, vocês veem a expressão prática de um grande encorajamento que nos foi dado — não apenas algum encorajamento. Estou falando de um encorajamento tremendo, abundante. Como diz, creio eu, Hebreus 6:18, uma forte consolação. Como isso é maravilhoso.

    E, finalmente, além disso, temos a mais elevada esperança que se possa imaginar — não uma pequena esperança, não alguma esperança, mas a mais elevada esperança. Isso é tremendo. Deus nos deu a esperança das esperanças. Nenhuma esperança se compara àquela que nos foi dada no Senhor Jesus Cristo.

    Quando li os primeiros sete versículos, fiquei com a impressão de que eles tratam de leis da comunhão. Talvez vocês nem gostem da palavra lei. Vocês dizem: “Não vivemos debaixo da lei”. Bem, isso é verdade. Vivemos debaixo da graça, certo?

    Mas existem leis da comunhão que, se as violarmos, nos impedem de acolher uns aos outros como Deus acolheu vocês e a mim. Não conseguiremos fazer isso. Precisamos entender o que está por trás da comunhão. Como ela funciona? O que o apóstolo Paulo está dizendo a esses irmãos fortes sobre como acolher irmãos fracos, ajudá-los a perseverar, encorajá-los e dar-lhes esperança?

    Romanos 15:1 diz: “Mas nós devemos” — observem a ênfase:

    Nós, que somos fortes, devemos suportar as fraquezas dos fracos e não agradar a nós mesmos.

    Está muito claro com quem ele está falando: com o irmão forte. Não é ao irmão fraco que ele está dando essa obrigação adicional. Ele está dizendo:

    Nós, que somos fortes, devemos suportar as fraquezas dos fracos e não agradar a nós mesmos.

    Gosto do que diz Griffith Thomas. Ele chama isso de nota fundamental e de obrigação profunda. Isso é para tornar a comunhão real, para experimentar a perfeita vontade de Deus. Irmãos e irmãs, essa é uma obrigação colocada sobre vocês e sobre mim. É para os fortes em relação aos fracos, e é uma responsabilidade adicional que nos foi dada na vida da igreja.

    A primeira lei da comunhão é não agradar a nós mesmos.

    Nossa, essa é difícil, não é? Porque acho que a maioria de nós — sejam sinceros comigo; vocês me conhecem, mas também vou ser sincero com vocês — muitas vezes vive apenas para agradar a si mesma.

    Mas há uma lei divina na comunhão que mudará tudo na vida da igreja. Se a enxergarmos e a conhecermos, tudo será diferente: não agradar a nós mesmos.

    Este mundo iludido e moribundo diz: “Tudo gira em torno de mim. Eu, eu, eu”. Isso também é verdade para muitos cristãos. Vocês sabem disso. É verdade para muitos de nós. Vivemos para nós mesmos. Vivemos para agradar a nós mesmos. Estamos sempre perguntando: “Senhor, o que Tu farás por mim?”.

    Mas a primeira coisa que Paulo estabelece é que não devemos agradar a nós mesmos. Isso é muito importante.

    Para mim, Romanos 7 é um capítulo muito profundo. Já passamos por ele, então não vamos voltar. Muitos não o entendem. Acham que Romanos 7 — aquilo que chamo de agonia espiritual de Paulo — é Paulo olhando para seus dias como fariseu dos fariseus, antes de ser salvo. Se pensassem assim, estariam enganados.

    Ele já tratou da justificação e a explicou. Em Romanos 6, começa a explicar o processo santificador do Espírito Santo, e está prestes a entrar em Romanos 8 e explicar nosso grande destino final, que é a glorificação.

    Se vocês examinarem Romanos 7 e o lerem com atenção, descobrirão o que está errado. A palavra eu aparece trinta vezes em Romanos 7. Não há nada parecido. “Eu, eu”, repetidamente. A palavra me aparece ali dezesseis vezes. E o grande final está em Romanos 7:25, onde Paulo diz:

    Eu mesmo.

    Acho que muitos de nós dizem: “Eu mesmo”. Essa é toda a nossa preocupação. Esse era o problema de Paulo.

    Irmãos e irmãs, todos nós falamos sobre o inimigo, e estamos resistindo ao inimigo, como devemos fazer. Frequentemente falamos sobre o pecado e todos os seus problemas, como devemos fazer. Mas poucos de nós entendem o problema do eu, o problema da vida centrada em si mesma.

    Pensem bem: aqueles que vivem para si mesmos causam tanto dano na igreja de Deus quanto qualquer outra coisa. O eu governa.

    Paulo finalmente foi liberto de si mesmo. Ele disse:

    Dou graças a Deus por Jesus Cristo.

    Fui liberto. Liberto. É disso que precisamos.

    Portanto, essa primeira obrigação é muito real e muito importante. Não devemos viver para nós mesmos — não devemos agradar a nós mesmos.

    A Vida Voltada para os Outros

    Vou contar novamente uma história sobre um livro que mudou minha vida. Muitos de vocês já a ouviram, e Linda também. Se olharem para ela, logo vai começar a revirar os olhos.

    Eu era um jovem cristão e admito que, naquela época, amava o Senhor, mas não entendia tão bem a vida cristã. Encontrei um livro de um homem — acho que seu nome era David Brack — cujo título era O Perigo do Amor a Si Mesmo.

    Nossa, aquilo mudou minha vida. Todo o seu tema era o que ele chamava de vida voltada para os outros. Vocês entendem como isso é poderoso?

    Essa é a vida cristã que mudará tudo na igreja, se entendermos: não apenas agradar a nós mesmos, mas ter o foco que o Senhor Jesus tinha, que era uma vida voltada para os outros.

    Nunca mais fui o mesmo desde então. Bem, vocês podem dizer: “Irmão, você ainda tem um longo caminho pela frente”. Eu seria o primeiro a concordar com vocês.

    Mas essa é uma obrigação de que precisamos na igreja. Se vocês vão ajudar os fracos, fortalecê-los para que perseverem, ajudá-los a ser encorajados no Senhor e a ir até o fim com o Senhor, se vão lhes dar esperança eterna, precisam entender essa primeira lei da comunhão.

    O versículo 1 é negativo: não agradar a nós mesmos. O versículo 2 é positivo:

    Cada um de nós agrade ao seu próximo, visando ao que é bom, para edificação.

    Edificar é construir, em oposição a destruir. Acho que vocês vão admitir, assim como eu tenho de admitir, que há muita destruição na igreja. Precisamos edificar uns aos outros. Precisamos encorajar uns aos outros. Precisamos ajudar uns aos outros. Precisamos oferecer uns aos outros a mais elevada esperança que nos foi dada.

    A Fonte da Comunhão: O Próprio Cristo

    Essa motivação única é tão importante que tudo será transformado por meio dela. Vejam Romanos 15:3. Essa, a propósito, é a fonte. Vocês acham que podem fazer isso por conta própria? Acham, por um momento sequer, que podem viver assim por conta própria?

    Paulo rapidamente desfaz esse pensamento insensato:

    Porque também Cristo não agradou a Si mesmo; mas, como está escrito:
    As afrontas dos que Te afrontavam caíram sobre Mim.

    Essa é uma citação de Salmos 69:9. Pensem no Senhor Jesus. Pensem naquele momento no Getsêmani, naquela hora de trevas. Vocês se lembram de que o Senhor disse:

    É chegada a Minha hora.

    Ele pediu aos três mais próximos — Pedro, Tiago e João — que orassem com Ele por uma hora, e eles não conseguiram. Ele Se prostrou com o rosto em terra, e a cena é tão vívida: gotas de suor como sangue escorriam de Sua testa.

    Nunca vi nada parecido. Tomo um anticoagulante e preciso ter cuidado. Se eu me cortar, posso sangrar por qualquer parte. Eu disse à minha médica — ela estava me alertando sobre todas essas coisas que poderiam acontecer —: “Entendi. A senhora não quer que eu entre numa luta de espadas”.

    Mas ali, naquele jardim de trevas, gotas de suor de agonia escorriam de Sua fronte. Ele disse:

    Pai, se for possível, afasta isto de Mim.
    Contudo, não se faça a Minha vontade, mas a Tua.

    Agora, pensem nisso. Acho que muitas vezes diminuímos o Senhor. Gostamos de nos consolar e dizemos: “Ah, aqui está o Senhor em Seu momento de maior fraqueza, duvidando, duvidando”.

    Vocês conseguem imaginar dizer que o Senhor da glória, que veio e cumpriu toda a vontade de Deus, em algum momento duvidou? Ele não duvidou. Estava confirmando a vontade de Deus. Era só isso que estava fazendo.

    Uma vez que a conheceu, dirigiu-Se resolutamente à cruz, sem jamais voltar atrás, sabendo que aquela era a perfeita vontade de Deus.

    É isso que precisamos enxergar. Nós não conseguimos fazer isso. Vocês não conseguem. Eu não consigo. Nem os melhores entre vocês conseguem. Somente Aquele que não agradou a Si mesmo, que vive em vocês, é capaz de fazer isso.

    Esse é o segredo. No Novo Testamento, vocês sempre começam não pela lei, mas pela fonte. Entendem a diferença? Isso é muito importante.

    A fonte na nova aliança não são mais leis, embora eu esteja falando da lei da comunhão. Provavelmente já deixei vocês confusos. Mas é sempre a fonte. A única fonte é o Senhor Jesus.

    O Senhor Jesus estava sempre voltado para os outros. Estava sempre voltado para fazer a vontade de Deus. Ele dizia: “Não falarei, a menos que sejam as Tuas palavras. Não farei coisa alguma, a menos que Tu a estejas fazendo, Pai”.

    Sempre, sempre voltado para os outros. Esse é o Senhor que vive em vocês e em mim. É isso que torna possível encorajar, ajudar outros a perseverar e oferecer a mais elevada esperança que já se pôde imaginar.

    O Encorajamento das Escrituras

    Como podemos ter perseverança, encorajamento e esperança? Romanos 15:4 diz:

    Porque tudo quanto foi escrito anteriormente foi escrito para o nosso ensino, para que, pela perseverança e pela consolação das Escrituras, tenhamos esperança.

    Irmãos e irmãs, ouçam com muita atenção o que isso diz. Este Livro nos foi dado como o encorajamento supremo. Como isso é maravilhoso. Como este Livro é maravilhoso. Ele nos dá encorajamento divino do começo ao fim — o encorajamento das Escrituras.

    Vou contar uma pequena história. Linda provavelmente nem se lembra dela. Certa vez, levamos nossa família à Disney World. Acho que às vezes as pessoas fazem daquilo uma espécie de lugar de peregrinação. Já ouvi falar de pessoas que foram à Disney dez vezes. Eu não suportaria ir até lá e ficar naquelas filas dez vezes. Seria uma loucura fazer isso.

    Mas, certa vez, estávamos esperando para entrar em uma atração — nem me lembro qual era —, e acho que a espera era de uma hora e meia. Quem teve essa ideia de ficar num curral, com outros seres humanos, durante uma hora e meia, para ir a uma atração que dura dez minutos? É a coisa mais maluca de que já ouvi falar.

    Mas percebi algo enquanto estava naquela fila. Havia um menino judeu hassídico — ou talvez um rapaz, já no fim da adolescência. Ele usava aquele característico chapéu preto, as franjas pendendo da roupa e todas as vestes pretas. Estava esperando naquela fila durante uma hora e meia, e tinha as Sagradas Escrituras abertas.

    Aquilo me trouxe uma convicção tão profunda. Fui tão tocado. Pensei em todas as horas que passei em filas, no lazer e na vida sem ter as Sagradas Escrituras comigo. Eu não tinha comigo essas maravilhosas palavras de encorajamento.

    Eu os encorajo: comprem uma Bíblia de bolso. Da próxima vez que chegarem cedo ao consultório médico — e o atendimento sempre atrasar —, levem uma Bíblia de bolso e leiam. Perdoem-me, profissionais da saúde.

    Não consigo lhes dizer quantas vezes fiquei assistindo a programas esportivos durante horas e depois pensei: “Meu Deus”. Esta é a fonte de encorajamento.

    O Guinness, Livro dos Recordes diz que este é o livro mais vendido de todos os tempos. Em 1995, seis bilhões de exemplares haviam sido vendidos. Isso foi há trinta anos. Vocês conseguem imaginar quantos existem agora? Quanta esperança chegou ao mundo, quanto encorajamento, quantos segredos de perseverança, por meio deste único Livro?

    As pessoas estão procurando esperança. Estão procurando como perseverar. Estão recorrendo a este único Livro, porque o encorajamento das Escrituras é uma lei da comunhão.

    Este Livro tão poderoso nos ensina a perseverar nas dificuldades mais duras. Ensina-nos a descobrir o maior encorajamento. Ensina-nos a ter a mais elevada esperança. Por isso eu os encorajo: leiam-no com frequência, vez após vez.

    Sempre penso em 1 Coríntios 10:11 quando penso nas Escrituras. Lembrem-se de que Paulo só tinha as Escrituras da antiga aliança, mas escreveu:

    Ora, estas coisas lhes aconteceram como exemplos; e foram escritas para nossa admoestação, sobre nós, a quem os fins dos séculos têm chegado.

    Tudo isso foi escrito para a edificação de vocês. Tudo isso é para lhes ensinar a perseverar. Tudo isso é para lhes dar esperança — e dar esperança a mim. Esse é o encorajamento das Escrituras.

    O Deus da Perseverança e do Encorajamento

    Mas Deus fez algo mais. Acho isso extraordinário. Ele não apenas nos deu esta preciosa Palavra; deu-nos a Si mesmo. Vejam Romanos 15:5:

    Ora, o Deus da perseverança e da consolação vos conceda o mesmo modo de pensar uns para com os outros, segundo Cristo Jesus.

    Vocês percebem a mudança? Já não se trata apenas do encorajamento das Escrituras. Paulo queria que eles enxergassem algo muito profundo: o próprio Deus da perseverança e do encorajamento.

    E Romanos 15:6 diz que devemos, concordemente e a uma só voz, glorificar ao Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo.

    Além das Escrituras, Deus deu a Si mesmo a vocês. Sempre penso em 2 Coríntios 1:3: o Pai de toda consolação — o Deus de todo encorajamento. Ele é capaz de encorajar vocês, quaisquer que sejam as circunstâncias. E depois vem a explicação: para que vocês sejam capazes de encorajar outros, sejam quais forem as circunstâncias em que se encontrem.

    Como isso é maravilhoso. Foi-nos dado o Deus do encorajamento.

    Foi-nos dado o Deus que nunca falha. Ele é a própria perseverança. Vocês podem falhar. Sei que isso talvez incomode algumas pessoas, mas vocês podem falhar. Eu posso falhar. Vou falhar. Já falhei. Mas Ele nunca falha.

    Em Sua extraordinária sabedoria, Deus disse: “Não lhes darei apenas uma lei. Não lhes darei apenas regras para seguir. Darei a eles a Mim mesmo, e poderei viver por meio deles”.

    Com esse segredo, podemos perseverar, somos encorajados e temos a mais elevada esperança.

    A Terceira Lei da Comunhão: Acolher Aqueles que Cristo Acolhe

    A terceira lei da comunhão está em Romanos 15:7:

    Portanto, acolhei-vos uns aos outros, como também Cristo vos acolheu, para a glória de Deus.

    É simples. Quem vocês acolhem? Aqueles que Cristo acolheu. Quem vocês rejeitam? Aqueles que Cristo rejeitou.

    Agora, não quero dizer que vocês não devam pregar o evangelho às pessoas, amá-las ou tentar trazê-las para a família de Deus. Mas, quanto àqueles que vocês acolhem, é uma fórmula simples. Não é um cálculo complicado. Se Deus os acolheu, vocês têm de acolhê-los. É simples.

    Não me esqueço da história de Jerry. Trabalhamos juntos para a Prefeitura de Richmond. Eu era um jovem estagiário, o primeiro da minha turma a ir trabalhar para a Prefeitura de Richmond.

    Certa vez, Jerry entrou no escritório onde eu trabalhava, aproximou-se e perguntou o que eu achava da Bíblia. Não sei o que o levou a conversar comigo sobre aquilo, mas eu disse: “Como você pode acreditar na Bíblia? Ela foi escrita por homens e está cheia de contradições”.

    Essas foram minhas palavras. Não estou exagerando. Aquele bom batista sacudiu o pó das sandálias o mais rápido que pôde e saiu do escritório. Tenho certeza de que pensou: “Esse sujeito nunca vai chegar lá”.

    Um ano depois, ele voltou àquele escritório, no departamento de estruturas, e me ouviu compartilhando o evangelho ao telefone. Naquela época, ainda se podia fazer isso nos escritórios. A propósito, isso foi há muitos anos.

    Ele se aproximou devagar, com aquele olhar desconfiado de batista. Olhou para a minha mesa de consulta, onde estavam todos os meus desenhos e outras coisas, e ali eu tinha a Bíblia e folhetos evangelísticos. Ele percebeu que alguma coisa tinha acontecido.

    Então disse: “Você acredita na Bíblia?”. Olhei para ele e disse: “Em cada palavra. Ela é a Palavra inspirada de Deus”.

    Naquele dia, ele me acolheu como irmão, e eu o acolhi como irmão. Acolham uns aos outros como Deus acolheu vocês. A terceira lei da comunhão. Nunca se esqueçam dela.

    Não abordem as pessoas dizendo: “Em que você crê? O que você crê sobre o arrebatamento? Há dois arrebatamentos ou um só? O que você crê sobre o reino? O que você crê sobre cura? O que você crê sobre os dons do Espírito?”.

    A propósito, eu era carismático. Vocês podem perceber pela minha empolgação. Ainda sou carismático. Vocês vão me perdoar.

    Mas não façam isso. Determinem uma única coisa: Cristo os acolheu? Então vocês devem acolhê-los. Essa é a perfeita vontade de Deus.

    A Esperança das Nações

    Vamos ao segundo ponto: a esperança das nações, em Romanos 15:8-13.

    Romanos 15:8-9 diz que Jesus Cristo Se tornou ministro da circuncisão, em favor da verdade de Deus, para confirmar as promessas feitas aos pais, e para que as nações glorifiquem a Deus por Sua misericórdia.

    Isso diz respeito à esperança das nações. Não sei se vocês já leram o suficiente para perceber, mas a palavra esperança ocorre mais em Romanos do que em qualquer outro livro do Novo Testamento: dezessete vezes. Se quiserem ver esperança, leiam Romanos. Ali vocês veem esperança verdadeira.

    O texto diz que Jesus Cristo veio como ministro da circuncisão. Se vocês lerem Romanos 15:8-13, verão que isso revela o duplo ministério do Senhor Jesus Cristo.

    Ele veio primeiro aos judeus. Todo mundo sabe disso. Paulo começa essa maravilhosa obra-prima do evangelho, em Romanos 1:16, dizendo que o evangelho é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê, primeiro do judeu e também do grego — ou das nações, ou dos gentios. Todos esses termos significam a mesma coisa.

    O Senhor Jesus veio primeiro à circuncisão, aos judeus. Ele tinha de fazer isso. Veio confirmar as promessas feitas aos pais. Se não tivesse feito isso, não teria sido fiel.

    Deus fez todas essas promessas aos judeus, o povo de Deus no Antigo Testamento. O Senhor Jesus veio primeiro para os Seus. Lemos em João que os Seus não O receberam, mas a todos quantos O receberam Ele deu o direito de se tornarem filhos de Deus.

    Isso é um encorajamento para nós: Deus nunca desiste de Seu povo. Não é precioso? Vocês acham que, se Deus desistisse dos judeus, poderia desistir de nós? Será que realmente cremos que Ele vai desistir?

    Ele veio confirmar as promessas feitas aos pais. Essa foi Sua primeira missão. Ele disse aos Seus discípulos:

    Fui enviado às ovelhas perdidas da casa de Israel.

    Quando enviou os doze apóstolos, disse-lhes que fossem às ovelhas perdidas de Israel, e não aos samaritanos.

    Como é maravilhoso que Ele nunca Se esqueça de Seu povo. Vou ler Hebreus 6:18 para vocês. O texto trata da promessa feita a Abraão:

    Para que, por duas coisas imutáveis, nas quais é impossível que Deus minta, tenhamos forte consolação, nós, que nos refugiamos em lançar mão da esperança que nos foi proposta.

    Que encorajamento isso nos traz. O texto não diz apenas que Deus não mentirá. Deus não pode mentir. Não apenas Ele não pode mentir; é impossível que Deus minta.

    Essa é a nossa esperança. Essa é a razão da esperança. Tudo o que lemos neste Livro — cada promessa entre as dezenas de milhares que ele contém —, Ele jamais pode mentir. Se mentisse, não seria fiel.

    A Misericórdia para com os Gentios

    Mas há uma segunda parte de Seu ministério:

    Para que as nações glorifiquem a Deus por Sua misericórdia.

    Embora Sua primeira missão fosse às ovelhas perdidas de Israel, Seu ministério também era dirigido às nações. As nações são os gentios. Deixem-me resolver um pequeno mistério: quando vocês leem a Bíblia, veem os judeus, ou os filhos de Israel, e depois veem as nações — em algumas versões, os gentios.

    Deus só vê vocês em um grupo ou no outro. Ou vocês estão no grupo dos judeus, ou estão no grupo das nações. Este último inclui quase todo mundo nesta sala.

    Embora Seu primeiro ministério fosse às ovelhas perdidas de Israel, Seu segundo ministério é às nações, para lhes mostrar misericórdia. Romanos 11 diz que, por causa da incredulidade deles — dos judeus —, vocês agora se tornaram objetos de misericórdia. Como isso é maravilhoso. Que encorajamento. Que esperança.

    Paulo então faz algo extraordinário. Ele cita as Escrituras do Antigo Testamento:

    Por isso, eu Te louvarei entre os gentios,
    E cantarei ao Teu nome.

    Ele não veio apenas aos judeus; veio também a nós. No Livro estava escrito a respeito dEle que viria às nações.

    Vocês podem pensar que o Antigo Testamento trata apenas dos judeus, o povo de Deus no Antigo Testamento. Mas Paulo lê esses quatro versículos, e creio que os descobriu depois de ser salvo no caminho de Damasco e de ir para a Arábia por três anos.

    Esse fariseu dos fariseus releu as Escrituras, debruçou-se sobre as Escrituras e descobriu um segundo ministério do Messias. Esse segundo ministério do Messias era mostrar misericórdia aos gentios. Isso sempre esteve em Seu coração.

    Às vezes pensamos que fomos uma ideia de última hora. Algumas pessoas pensam: “Bem, Ele tentou com os judeus, e eles fracassaram, então desistiu deles. Depois a Divindade olhou ao redor e disse: ‘Quem mais podemos chamar? Vamos chamar as nações’”.

    Não é assim que Deus pensa. O que Paulo está demonstrando nesses versículos é que Seu coração sempre esteve voltado para as nações. Até mesmo a Abraão, antes de os filhos de Israel existirem, Ele disse:

    Em ti serão benditas todas as nações.

    Que encorajamento. Vocês sempre estiveram em Seus pensamentos. Não foram uma ideia de última hora; foram pensados de antemão. Entendem a diferença?

    Desde o princípio, nas promessas do Antigo Testamento, havia promessas de que Ele Se voltaria para as nações. Seu propósito é que haja um só povo — um só povo de Deus — sob o Messias.

    Romanos 15:10 diz:

    Alegrai-vos, gentios, com o Seu povo.

    Vemos o grande coração de Deus desejando ter um só povo: as nações e os judeus alegrando-se juntos.

    Esse sempre foi Seu propósito eterno. Não é uma ideia nova para a nova aliança. A nova aliança é o cumprimento do único propósito de Deus.

    Depois, Romanos 15:11 diz:

    Louvai ao Senhor, todos os gentios;
    E todos os povos O louvem.

    E Romanos 15:12 diz:

    Haverá a raiz de Jessé,
    E Aquele que Se levanta para governar os gentios;
    NEle os gentios esperarão.

    Como isso é maravilhoso. Antes de ser salvo, eu sempre ouvia a expressão: “Os judeus são o povo escolhido de Deus”. Eu não sabia mais do que isso. Até namorei uma moça judia ortodoxa no ensino médio. Linda vai me dar o troco por essa.

    Mas nunca enxerguei, até o dia em que o Senhor, o Deus da glória, veio ao meu encontro, que Ele é o Deus das nações. NEle, as nações esperarão. Como isso é maravilhoso. Esse sempre foi o coração de Deus.

    O Deus da Esperança

    Quando o texto fala da raiz de Jessé, lembrem-se de que Jessé era o pai de Davi. A raiz de Jessé precede Jessé. A raiz está ali antes mesmo de surgir o caule, que é Jessé, e depois Davi. A raiz de Jessé é Aquele que é a esperança de todas as nações. É o próprio Deus.

    Vejam Romanos 15:13. Observem novamente a fonte. Paulo sempre volta à fonte. Vocês pensam que ele está apenas falando sobre esperança, a esperança das nações. Muitas vezes pensamos na esperança como uma coisa ou uma emoção, mas Paulo não via a esperança como uma coisa ou uma emoção.

    Ele diz:

    Ora, o Deus da esperança.

    Não é maravilhoso? Assim como disse em Romanos 15:5:

    Ora, o Deus da perseverança e da consolação.

    O apóstolo Paulo via que toda a esperança do mundo — de judeus e gentios — estava inteiramente no Deus da esperança.

    Se vocês lerem 1 Pedro 1:3, verão que o texto fala de uma esperança viva. Se lerem Tito, o penúltimo livro do apóstolo Paulo, verão que ele fala da bendita esperança.

    Temos Aquele que é a própria esperança. Por causa dEle, podemos ajudar os fracos a perseverar. Por causa desse Deus da esperança, podemos encorajá-los a prosseguir com o Senhor. E, por causa desse Deus da esperança, temos a mais elevada esperança já dada à humanidade.

    A Oferta das Nações

    Agora vamos ao último ponto: a oferta das nações. Romanos 15:14 diz:

    E eu mesmo, meus irmãos, estou também persuadido a vosso respeito de que vós mesmos estais cheios de bondade, repletos de todo conhecimento, sendo capazes também de admoestar uns aos outros.

    Para mim, isso foi algo estranho de Paulo escrever. Ele disse à igreja em Roma: “Estou persuadido”. Ele usa essa expressão com frequência. É uma expressão caracteristicamente paulina.

    No final de Romanos 8, quando está falando das poderosas obras de Deus, ele diz:

    Estou persuadido de que nem a morte, nem a vida…

    E prossegue com todas aquelas coisas diferentes:

    Nem qualquer outra criatura poderá separar-nos do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor.

    Nada nos separará. Essa é a nossa esperança. Ele diz a essa igreja de Roma:

    Estou persuadido de que estais cheios de bondade, repletos de todo conhecimento e capazes de admoestar uns aos outros.

    Fico pensando se ele não cometeu um engano. Sei que vocês, defensores de Paulo, vão ficar furiosos comigo só por mencionar uma coisa dessas. Mas, na verdade, Paulo enxergou além da condição deles e viu a fonte que estava neles.

    Ao ver a fonte de vida transbordando na igreja em Roma, ele podia dizer: “Estou convencido. Estou persuadido. Estou profundamente convencido de que vocês estão cheios de toda bondade e repletos de todo conhecimento”.

    Por que isso? Pensem bem. O Deus que está em vocês, a fonte, é bondade.

    Vocês se lembram do jovem rico. Os três Evangelhos Sinóticos contêm a história do jovem rico. Ele veio ao Senhor Jesus, e é preciso respeitar sua sinceridade e seu desejo de conhecer o Senhor. Ele disse:

    Bom Mestre, que farei para herdar a vida eterna?

    Vocês se lembram do que o Senhor disse:

    Por que Me chamas bom?
    Ninguém é bom, senão Um, que é Deus.

    O Senhor precisava demonstrar algo a esse homem. Ele o amava. Se vocês lerem com atenção, o texto diz que Ele olhou para o jovem com amor.

    Esse jovem rico, apegado às riquezas, achava que era bom. Acho que muitos de nós pensam que são bons. Não há bondade em vocês. Não há bondade em mim, exceto aquela que é depositada pelo Espírito Santo. Ela vem da própria fonte.

    O Senhor citou cinco dos mandamentos. Vocês podem ler depois, por conta própria. O jovem rico disse:

    Tenho guardado tudo isso desde a minha juventude.

    Vocês acham que há alguma possibilidade de ele estar enganado? Quem diria uma coisa dessas? Ele não disse: “Eu fiz isso”. Disse: “Tenho guardado tudo isso”.

    Mas Paulo enxergou algo mais resplandecente brilhando na igreja em Roma: o Deus de bondade.

    O Senhor não estava castigando o jovem rico. Não sabemos; esse homem talvez tenha voltado e seguido o Senhor mais tarde. O Senhor queria demonstrar algo a ele. Disse: “Se você guardou todos os mandamentos, faça isto”:

    Vende tudo o que tens, dá-o aos pobres e vem, segue-Me.

    Vocês acham que é isso que o evangelho ensina? Acham que a mensagem do evangelho é: “Livre-se de tudo o que possui e venha Me seguir”? Não. Aquilo era para convencer esse jovem de que estava errado a respeito de sua bondade.

    Ele deveria ter caído de joelhos e dito: “Senhor, não consigo fazer isso”. Em vez disso, foi embora triste.

    Pedro deixou isso muito claro. Ele disse:

    Senhor, quem, então, pode ser salvo?

    Ali estava um homem que havia deixado tudo — suas redes, seu barco. Quem, então, pode ser salvo?

    O Senhor Jesus disse aquelas palavras profundas:

    O que é impossível aos homens é possível a Deus.

    Essa é a lição que precisamos enxergar: em nós não há bondade, exceto a bondade que foi depositada em nós.

    O Pleno Conhecimento em Cristo

    Não há pleno conhecimento à parte de Cristo. Observem essa expressão: “cheios de bondade” e “repletos de todo conhecimento”. Vocês poderiam dizer: “Bem, há alguma bondade. De vez em quando, talvez eu até diga uma palavra gentil a alguém”.

    Mas Paulo diz: “Vocês estão cheios de bondade”, e cheios de conhecimento. A palavra grega é epignosis, e significa pleno conhecimento.

    É um conhecimento encontrado somente no Senhor Jesus Cristo. Esse conhecimento na fonte, essa bondade na fonte, pode nos tornar capazes de encorajar uns aos outros no Senhor. Essa é a boa e perfeita vontade de Deus.

    Romanos 15:15-16 diz que Paulo escreveu com ousadia por causa da graça que lhe foi dada por Deus para ser ministro de Cristo Jesus às nações, realizando um serviço sacrificial da mensagem das boas-novas de Deus, a fim de que a oferta das nações fosse aceitável, santificada pelo Espírito Santo.

    Vocês perceberam que, em Romanos 15:8, o Senhor Jesus era ministro da circuncisão? Depois Paulo diz:

    Sou ministro de Cristo Jesus às nações.

    O próprio Paulo diz em Romanos que é o apóstolo das nações. Deus nos amou tanto que não apenas deu Seu Filho unigênito, ministro da circuncisão e Aquele que mostraria misericórdia aos gentios, mas também nos deu nosso próprio ministro especial: o apóstolo Paulo.

    Paulo era o apóstolo dos gentios. Sua missão era tornar conhecido aos gentios o mistério de Deus. Era levar o plano de Deus aos gentios.

    Não é segredo: ele escreveu treze dos vinte e sete livros do Novo Testamento. Esse homem tinha uma missão, assim como o Senhor Jesus tinha uma missão, e essa missão era ser o apóstolo das nações.

    Que grande encorajamento isso traz. Metade do Novo Testamento foi escrita por esse homem para nós, para nos ajudar a entender como perseverar. Quarenta e oito por cento do Novo Testamento nos foi dado por esse mensageiro especial das boas-novas para que fôssemos encorajados.

    Metade do Novo Testamento, escrita pelo apóstolo Paulo, foi dada para que entendêssemos a esperança que é Deus, a fonte.

    Como são maravilhosos os Seus caminhos. É difícil assimilar isso quando pensamos em quanto Ele nos amou. É difícil imaginar que Ele daria Seu Filho unigênito. É difícil imaginar que daria, como diz Atos 9, esse vaso escolhido, que sofreria muito, que seria o apóstolo das nações e nos introduziria em todo o propósito de Deus.

    Esse é o encorajamento em Romanos 15. Vocês precisam enxergar até onde Deus foi. Precisam entender quanto Ele nos amou antes da fundação do mundo.

    Gloriar-se Somente em Cristo Jesus

    Paulo encerra isso em Romanos 15:17:

    Tenho, pois, motivo de gloriar-me em Cristo Jesus nas coisas que dizem respeito a Deus.

    Irmãos e irmãs, essa é a única coisa em que vocês podem se gloriar. Não podem se gloriar em si mesmos. Não podem se gloriar em seu conhecimento. Não podem se gloriar em sua bondade. Não podem se gloriar no fato de serem fortes, a menos que Ele os torne fortes.

    Não podem se gloriar no fato de terem palavras de encorajamento. Não podem se gloriar no fato de terem qualquer esperança fora do Deus de toda esperança.

    Isso é Romanos 15:1-17. Que o Senhor nos faça realmente acolher uns aos outros como Ele acolheu vocês e a mim.

    Não podemos fazer isso a menos que enxerguemos o Deus da perseverança. Não podemos fazer isso a menos que enxerguemos o Deus do encorajamento. Não podemos fazer isso a menos que conheçamos o Deus da esperança.

    Essa é a perfeita vontade de Deus em Cristo Jesus.

    Pai, nós nos achegamos e entregamos estas palavras de volta a Ti, pedindo que o Espírito Santo as escreva em nosso coração.

    Senhor, escreve-as profundamente em nosso coração. Faze-nos enxergar as coisas de uma maneira como nunca enxergamos antes. Faze-nos apreender tudo o que disponibilizaste para nós em Cristo Jesus, para que completes Tua obra em nós e tenhas um testemunho vivo em um povo neste mundo.

    É isso que pedimos juntos, em nome do Senhor Jesus. Amém.