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THAT THE WORD OF THE LORD MAY RUN AND BE GLORIFIED
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    The Divine Closing Argument© 2026 Christian Testimony Ministry
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    The Divine Closing Argument
    The Divine Closing Argument
    Pittman, Kenny

    A segurança divina em Romanos 8:31-39

    Abram comigo em Romanos 8, no final do capítulo, nos versículos 31 a 39. Sei que vocês conhecem muito bem esses versículos. É importante lermos a Palavra de Deus, por isso vou lê-la.

    Romanos 8:31-39

    Que diremos, pois, a estas coisas? Se Deus é por nós, quem será contra nós?

    Aquele que não poupou o Seu próprio Filho, antes O entregou por todos nós, como não nos dará também com Ele, gratuitamente, todas as coisas?

    Quem intentará acusação contra os eleitos de Deus? É Deus Quem os justifica.

    Quem os condenará? É Cristo Jesus Quem morreu, ou antes, Quem ressuscitou dentre os mortos, Quem está à direita de Deus, Quem também intercede por nós.

    Quem nos separará do amor de Cristo? A tribulação, ou a angústia, ou a perseguição, ou a fome, ou a nudez, ou o perigo, ou a espada?

    Como está escrito:

    Por amor de Ti somos entregues à morte todo o dia;

    Fomos considerados como ovelhas para o matadouro.

    Mas, em todas estas coisas, somos mais que vencedores por Aquele que nos amou.

    Porque estou persuadido de que nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as coisas presentes, nem as futuras, nem as potestades,

    Nem a altura, nem a profundidade, nem qualquer outra criatura nos poderá separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor.

    Oração inicial

    Amado Senhor, voltamos a Ti, curvando-nos em Tua presença. Hoje tivemos a honra de nos lembrar de Ti à mesa do Senhor. Tu és, de fato, o nosso único banquete, e somos muito gratos por isso.

    Agora, ao abrirmos a Tua Palavra, pedimos que o Espírito de sabedoria e de revelação acompanhe o compartilhar, o ouvir e o enraizamento desta Palavra em nossos corações. Sabemos que somente Tu tens as palavras de vida eterna. E, mais uma vez, reunidos em Teu nome neste momento em torno da Palavra, pedimos que Tu nos abras a Tua Palavra e que ela realize aquela obra maravilhosa para a qual Tu a envias.

    Pedimos isso com confiança, querido Pai, porque o pedimos em nome do nosso amado Senhor Jesus Cristo. Amém.

    A conclusão do evangelho

    Bem, hoje estamos chegando ao final de Romanos 8. Acho que estes são alguns dos versículos mais poderosos da Bíblia. Eles nos dão a mais elevada segurança divina. Não há segurança maior do que esta.

    Esta é a conclusão da primeira parte, a parte principal, do livro de Romanos: os capítulos 1 a 8. Neles temos a apresentação do glorioso evangelho. Neste resumo da apresentação do glorioso evangelho de Deus, que está em Cristo Jesus, temos estas alegações finais divinas.

    Foi isso que Paulo disse ao final, quando resumiu o evangelho. Foi isso que o Espírito Santo deu ao apóstolo Paulo para transmitir a nós, o povo de Deus, em todas as gerações, para que conhecêssemos a mais elevada segurança divina possível. Esse é o peso destas palavras. Essa é a magnitude destas palavras.

    Elas nos mostram quão firme é o fundamento que foi posto para nós em Cristo Jesus. Nenhum outro fundamento poderia ser tão firme. Sei que já os entediei antes contando que passei mais de cinquenta anos projetando fundações. É uma das coisas que fazemos como engenheiros estruturais.

    Sempre procurávamos tornar a fundação suficientemente firme para suportar as cargas. Mas Deus vai muito além do que é suficientemente firme. Sabem, existem dois tipos de fundação. Basicamente, há as fundações rasas. Projetei muitas fundações rasas. Elas funcionavam; eram suficientes, mas não eram as mais seguras.

    Depois, há toda uma outra categoria de fundações, chamadas, de modo geral, de fundações profundas. Essas fundações descem até um substrato que é imóvel. Elas chegam à rocha firme. É isso que as diferencia.

    Não vou entediá-los demais com explicações, mas as mais profundas das fundações profundas chegam até a rocha firme e são imóveis. Elas jamais podem falhar. As fundações rasas podem falhar, mas as profundas jamais podem falhar.

    Muitas vezes me lembro daquele versículo de 1 Coríntios 3:11. Vou lê-lo na versão King James:

    Porque ninguém pode pôr outro fundamento além do que já está posto, o qual é Jesus Cristo.

    Este é o mais profundo dos fundamentos profundos. Sabem, o Senhor falou sobre edificar sobre a rocha, em contraste com edificar sobre a areia movediça. Quando somos edificados sobre esse fundamento inabalável, ele não pode — não pode — não pode ser abalado.

    Essa é a mais elevada segurança à qual chegamos no final. Mencionei no e-mail que enviei que esta é a alegação final divina, dada por meio do apóstolo Paulo, a respeito do evangelho de Deus.

    Como já mencionei, Romanos 1 a 8 tem como cenário um tribunal divino. É ali que o Deus justo, o justo Juiz, julga a humanidade e lhe oferece a única solução, com a mais elevada segurança.

    O tribunal divino e suas alegações finais

    Agora, deixem-me explicar o que são as alegações finais. Nos Estados Unidos, todo julgamento tem três partes. Há a declaração de abertura. É quando os fatos são expostos. As provas ainda não são apresentadas por completo, mas os fatos são expostos.

    Depois vem o julgamento propriamente dito. Essa é a parte mais longa. Dependendo do caso, um julgamento pode durar apenas alguns minutos, ou pode se estender por dias e meses. Então, bem no final do julgamento, vêm as chamadas alegações finais.

    Elas causam o maior impacto. Aliás, em 1968, associações jurídicas publicaram um estudo afirmando que elas podem causar o maior impacto de todos. Constatou-se que as pessoas acreditavam nas alegações finais e eram convencidas por elas mais do que pela declaração de abertura ou pelo próprio julgamento.

    Você pode perder a causa com alegações finais ruins. Pode conquistar a liberdade. Pode ser libertado de uma condenação e até da morte, se houver uma sentença de morte, por causa da força das alegações finais.

    Bem, esse é o cenário que estamos vendo: o tribunal e, agora, as alegações finais. Um dos autores daquele estudo jurídico que mencionei disse que o propósito das alegações finais é a persuasão. Esse era o único objetivo. Procuravam persuadir.

    Todo o julgamento havia transcorrido. Toda a causa, todas as provas, favoráveis e desfavoráveis, haviam sido apresentadas. Mas, ao chegar ao final, havia apenas um objetivo, e esse objetivo era persuadir.

    Acho que isso esclarece aquelas palavras do apóstolo Paulo no final, quando ele disse:

    Estou persuadido.

    Acho que esse é o contexto.

    Alguém expressou isso melhor do que eu poderia. Disse que Paulo chega aqui ao ponto culminante da posição cristã. Que maravilhoso. Que maravilhoso. Chegamos a esse ponto.

    Se me permitem uma ilustração, é como uma orquestra, sabem, uma orquestra sinfônica. Não fui a muitos concertos de orquestras sinfônicas. Não fazíamos muito isso quando eu era criança. Preferíamos ouvir algo como Elvis Presley. Mas fui uma vez.

    Lembro-me de que, acho que na quarta série, fomos com a nossa turma da escola a uma apresentação da Orquestra Sinfônica de Richmond. Eu não sabia o que era aquilo. Ficamos sentados, ouvindo uma música que eu nunca tinha ouvido.

    Então, ao chegarem ao final da apresentação, houve o crescendo. Vocês sabem o que é um crescendo: a intensidade da música aumenta até chegar ao ponto máximo, ao momento de maior ênfase, ao encerramento.

    No final, eu sabia o que fazer, porque todos se levantaram. Aquilo fez todos ficarem de pé. Sabem, quando lemos estas alegações finais, elas deveriam nos fazer ficar de pé.

    Não há nada igual. Elas deveriam nos levar a cair de joelhos, porque não podem ser comparadas a nada que jamais tenha existido. Essa é a importância destas palavras.

    Os quatro aspectos da segurança divina

    Vamos examinar apenas quatro pontos.

    1. Deus é por nós. Vocês precisam saber disso. Esta é a segurança divina de Romanos 8:31-32.
    2. Nenhuma acusação pode prevalecer. É o que vemos em Romanos 8:33-34.
    3. Nada pode nos separar. É o que vemos em Romanos 8:35-39.
    4. Estou persuadido. Se vocês compreenderam as alegações finais divinas, seu testemunho deve ser o mesmo do apóstolo Paulo. É o que vemos em Romanos 8:38-39.

    Bem, vamos examinar esses pontos e percorrê-los o mais rapidamente possível.

    Deus é por nós

    Romanos 8:31 começa com a ideia de que Deus é por nós. É uma pergunta. Na verdade, Romanos 8:31 contém duas perguntas. Ao examinar estas alegações finais, vocês começam a perceber que há várias perguntas.

    Isso é comum nos tribunais. Muitas vezes, os advogados — os promotores ou os advogados de defesa — usam a estratégia de fazer perguntas para demonstrar sua tese. Então, vocês talvez se perguntem por que há tantas perguntas.

    Ao percorrer o texto, vocês podem notar uma pergunta após outra. Neste caso, não são perguntas destinadas a levantar dúvidas. São perguntas que oferecem a mais plena segurança. Não são motivos para nos perguntarmos: “Será possível viver esta vida cristã? Será possível vencer?”

    São perguntas que oferecem a mais elevada segurança e eliminam toda dúvida. Sabem, nos tribunais dos Estados Unidos temos algo peculiar. Temos o que se chama de dúvida razoável.

    Em muitos países, as pessoas precisam provar sua inocência. Nós temos algo maravilhoso. Não estou ficando todo patriótico e com lágrimas nos olhos; não me entendam mal. Mas temos algo maravilhoso: quando se estabelece uma dúvida razoável, você pode sair livre.

    Toda a condenação, todo o julgamento, toda a acusação desaparecem diante da dúvida razoável. Irmãos e irmãs, estas alegações finais divinas não tratam de dúvida razoável; tratam da mais plena segurança. Aqui não há dúvida.

    Estas perguntas não nos levam a duvidar do que Deus fez. Elas nos levam a nos prostrar e adorar a Deus pelo que Ele fez. Essa é a diferença quando examinamos o final de Romanos 8.

    O significado de “estas coisas”

    Romanos 8:31 diz:

    Que diremos, pois, a estas coisas?

    Sobre o que vocês acham que o apóstolo Paulo estava falando ao fazer essa pergunta? Que diremos a estas coisas?

    Se vocês compreendem que as alegações finais são resumos, entendem que ele está olhando para os oito capítulos anteriores. Essas são “estas coisas”. Que diremos?

    Aliás, nos escritos de Paulo, ele usa com frequência essa expressão: “Que diremos?” Às vezes, diz: “Que diremos, pois?” Ele faz isso em Romanos e em outros livros, em passagens importantes.

    O livramento do dilema dos pecados

    Olhando para trás, vemos como Deus providenciou o único remédio divino para toda a condição arruinada do homem. O que são “estas coisas”? Paulo olha para trás e vê o livramento que Deus trouxe para o dilema dos pecados.

    Agora, o que são pecados? Pecados são os nossos atos. Pecados são aquilo que fazemos. A palavra está no plural porque continuamos a cometê-los: pecados. Contudo, nesta maravilhosa história do glorioso evangelho de Deus, somos completamente libertos dos pecados que cometemos, por toda a eternidade.

    Salmos 103:12 diz:

    Quanto está longe o oriente do ocidente,

    Assim afasta de nós as nossas transgressões.

    Vocês compreendem isso? Elas foram removidas. Não foram apenas encobertas. No Antigo Testamento, Davi diz:

    Bem-aventurado aquele cuja transgressão é perdoada, cujo pecado é coberto.

    Algo maravilhoso acontece com o glorioso evangelho. Aquelas ações, aqueles atos, aquelas coisas que fizemos desaparecem completamente. Aliás, no final de Jeremias 31, quando se fala da nova aliança, Deus diz, em Jeremias 31:34:

    E nunca mais Me lembrarei dos seus pecados.

    Isso não é maravilhoso? Não é? Ah, penso em nossa tendência de lembrar os pecados das pessoas. Fico admirado. Deus só pode esquecer; vocês e eu conseguimos lembrar.

    Conversem conosco em particular, e diremos: “Aquele irmão. Aquela irmã. Lembram-se do que fizeram comigo?” Mas Deus disse, ao final da apresentação da aliança mais gloriosa que já foi dada:

    Nunca mais Me lembrarei dos seus pecados.

    Que segurança. Que elevada segurança. Esse é o dilema dos pecados. Ele levou os nossos pecados. Ele nos justificou. Ele nos deu uma justiça que não é nossa. É somente Cristo, e Ele nos reconciliou plenamente com Deus. Isso faz parte de “estas coisas”.

    O livramento do dilema do pecado

    Há também o dilema do pecado. Notem a diferença: está no singular. Temos um problema com aquilo que somos. É a nossa natureza. É a nossa natureza.

    Pecamos — e aqui estamos tratando do pecado, no singular — porque somos pecadores. Vocês compreendem? A árvore sempre produz o seu fruto. Se forem espinhos e abrolhos, como o Senhor disse no Sermão do Monte, ela produzirá espinhos e abrolhos.

    Se a natureza for boa, se for uma árvore boa, uma árvore frutífera, ela produzirá fruto. Vocês se lembram de quando o Senhor fez aquela exortação — ou foi João Batista? Talvez eu esteja confundindo:

    Produzi frutos dignos de arrependimento.

    Há algo errado conosco. Não é apenas o que fazemos. O que fazemos é fruto do que somos.

    Então Deus, em Seu extraordinário livramento, faz algo maravilhoso. Se vocês lerem Romanos 6, verão que Ele nos inclui na morte de Cristo. Tudo o que somos em Adão está incluído naquele último Adão.

    Para aqueles que creem e estão em Cristo Jesus, o primeiro Adão chega a um fim abrupto na cruz. É essa a obra de santificação em Romanos 6. Morremos com Cristo. É morrer juntamente com Ele. Fomos sepultados com Cristo. É ser sepultado juntamente com Ele.

    E o texto diz algo maravilhoso: fomos ressuscitados com Cristo em novidade de vida. Que maravilhoso. Que segurança. É assim que Deus trata o dilema do pecado. Ele conhece a nossa natureza.

    O livramento do dilema do eu

    Mas há algo mais. Há outro dilema. Há o dilema do eu. Deixem-me dizer: acho que o eu foi o maior dilema com o qual Deus teve de lidar.

    Vocês se lembram de Paulo em Romanos 7, quando ele compartilha sua própria experiência e fala do processo de santificação. Ele descobre que lhe é impossível viver a vida cristã. Acho que essa é uma descoberta maravilhosa.

    Espero que todos nós, mais cedo ou mais tarde, cheguemos a esse ponto em que reconhecemos o dilema do eu e percebemos que não conseguimos. Não importa o quanto tentemos. Não importa quantas vezes você vá ao altar para um novo momento de consagração. Não importa o quanto ore. Há algo errado com o eu.

    Paulo é bastante explícito em Romanos 7:18. Ele diz:

    Porque eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita bem algum.

    Acho que isso é bastante claro. Ele enxergou algo, e isso trouxe livramento. Começou a ser o caminho para o progresso. Começou a ser a maneira pela qual ele era liberto daquilo que era. Em Romanos 7:14, ele disse:

    Eu sou carnal, vendido sob o pecado.

    Estou lhes dizendo: Deus, em Sua misericórdia, faz algo extraordinário. “Estas coisas” dizem respeito a um Deus que faz algo extraordinário. Para aquilo que não conseguimos fazer, Ele estabelece uma provisão divina, de modo que possamos fazê-lo.

    Vocês se lembram de que, quando estávamos em Romanos 7, falamos sobre o pecado que habita em nós como o problema. Bem, Deus, em Sua misericórdia, fala em Romanos 8 sobre o Espírito de Deus que habita em nós. Essa é uma solução divina.

    Isso não é extraordinário? Não é um encorajamento imenso saber que nos foi dado Deus, o Espírito Santo, para viver em nós, para estabelecer Sua residência permanente?

    Nosso filho Jonathan era monitor residente na Universidade da Virgínia. Acho que a única coisa que ele ganhou foi uma placa na porta dizendo: “Monitor residente”. As pessoas o procuravam, e ele dizia: “Acalmem-se. Não façam tanto barulho. Não queremos nos meter em problemas”. Acho que isso era o máximo que ele fazia.

    Mas nós temos o mais elevado dos assistentes residentes: Deus, o Espírito Santo. Uma das Pessoas do Deus triúno entrou em você e estabeleceu morada permanente. Agora, Ele torna possível vencer o pecado que habita em nós, porque podemos viver pelo Espírito Santo que habita em nós.

    Acho que isso é o que torna tudo tão extraordinário. O texto nos diz para andar no Espírito. Romanos 8 nos mostra como estamos sendo transformados pela obra do Espírito Santo. Estamos sendo conformados à imagem de Cristo.

    É assim que Deus resolve o dilema do eu. Vocês compreendem como isso é maravilhoso? Vai além de maravilhoso. Vai além de qualquer explicação.

    O propósito de Deus na salvação

    William R. Newell olhou para essa passagem e citou a expressão “estas coisas”:

    Que diremos, pois, a estas coisas?

    Ele disse: “Por ‘estas coisas’, Paulo evidentemente indica não apenas todo o processo de salvação por Cristo, desde o capítulo 3, com o grande livramento pelo auxílio do Espírito Santo encontrado no capítulo 8, mas também aponta, de modo mais direto, para aquilo que vem nos dizendo a respeito do propósito de Deus”.

    Imaginem: o propósito de Deus é que vocês sejam conformados à imagem de Seu amado Filho. Pode haver um propósito mais elevado do que esse? Acho que não. Isso faz parte de “estas coisas”. É para isso que Paulo olha ao voltar atrás. É isso que o leva a esse profundo resumo e a essa conclusão.

    A segurança suprema e sua evidência

    Então, em Romanos 8:32, lemos como essa segurança é grandiosa. Deixem-me ler Romanos 8:31 novamente:

    Que diremos, pois, a estas coisas? Se Deus é por nós, quem será contra nós?

    Essa não é uma palavra profunda? Se Deus é por nós, quem será contra nós? Quem pode ser seu inimigo se Deus está ao seu lado? Que inimigo pode prevalecer? Quem tem poder para vencer você?

    Esta era a alegação final: se Deus é por nós, quem será contra nós? Isso não significa que não haverá pessoas contra nós. Haverá pessoas contra nós, inimigos por todos os lados. Mas esse não é o ponto. O ponto é Aquele que está ao nosso lado.

    Essa é a conclusão gloriosa que, para mim, está tão clara. Essa é a segurança suprema. A pergunta “Se Deus é por nós, quem será contra nós?” elimina toda dúvida.

    Irmãos e irmãs, precisamos compreender isso de verdade. Esta é a nossa realidade. Nesta vida de peregrinação pelo deserto, em meio a dificuldades, testes e provações, a única segurança profunda e suprema que temos é que Deus é por nós.

    Deus era por nós quando criou o homem. Vocês se lembram do que o texto diz? Ele não criou o homem como um animal, semelhante aos outros animais do campo, sem forma ou feitio. Ele disse, referindo-Se a Deus Pai, Deus Filho e Deus Espírito Santo:

    Façamos o homem à Nossa imagem, conforme a Nossa semelhança.

    Maravilhoso. Isso nos mostra que Deus era por nós quando nos criou. E não apenas isso: Deus era por nós quando pecamos. Deixem-me ler Romanos 5:8:

    Mas Deus prova o Seu próprio amor para conosco, em que, sendo nós ainda pecadores, Cristo morreu por nós.

    Sabem, digo isso com frequência. Sei que pode parecer tolice, mas, se eu estivesse aconselhando Deus, diria: “Desista deles. Eles são o que são”. Mas Deus demonstra Seu amor. Quando ainda éramos pecadores, Deus era por nós.

    Deus era por nós quando éramos Seus inimigos. Romanos 5:10 diz:

    Porque, se nós, sendo inimigos, fomos reconciliados com Deus pela morte de Seu Filho, muito mais, estando já reconciliados, seremos salvos pela Sua vida.

    Éramos inimigos e fomos completamente reconciliados. Ele não destruiu Seus inimigos; Ele salvou Seus inimigos, com o mais elevado propósito.

    Vocês já pensaram na última parte de Romanos 5:10? Ele colocou em vocês o poder de Sua própria vida, Sua própria vida divina. Não estou dizendo que vocês são divinos. Vocês jamais serão divinos. Há somente Um que é divino.

    Ainda assim, Ele faz o inimaginável ao colocar Sua própria vida em nós. Vocês acham que serão salvos plenamente? Aqui estamos olhando além da salvação inicial. É a salvação completa.

    Vocês acham que isso é possível, conhecendo a si mesmos, conhecendo seus pecados, conhecendo seu pecado? É mais do que possível.

    Seremos salvos pelo poder de Sua vida.

    Que maravilhoso. Essa é a segurança suprema.

    Então, ao examinarmos Romanos 8:32, vemos a evidência suprema. Sei que vocês conhecem este versículo:

    Aquele que não poupou o Seu próprio Filho, antes O entregou por todos nós, como não nos dará também com Ele, gratuitamente, todas as coisas?

    Esta é a prova suprema. Sabem, um tribunal depende de provas. É preciso haver provas. Tudo gira em torno das evidências. Você não pode se levantar ali e dizer: “Bem, juiz, eu sinto, eu sinto que esse sujeito é um verdadeiro canalha, e o senhor deveria colocá-lo na prisão pelo resto da vida e nunca mais deixá-lo sair”.

    Nunca se trata de sentimento. Perguntem ao advogado. Ele está aqui. Perguntem ao Joe. Joe sabe mais sobre isso do que eu sequer conseguiria imaginar explicar a vocês. Trata-se de evidência. Trata-se da evidência suprema.

    Qual foi a evidência suprema de que Deus é por nós? A evidência suprema é que Deus não lhes negou Seu único Filho.

    Ele poderia ter enviado Gabriel. Tenho lido sobre Gabriel, o arcanjo. Gabriel me fascina. Não sabemos o suficiente sobre ele. Li sobre Gabriel aparecendo a Zacarias, aparecendo a Maria e aparecendo a Daniel no Antigo Testamento.

    Ele poderia ter dito: “Enviarei Gabriel. Gabriel serve. Gabriel é suficientemente bom”. Se Gabriel tivesse morrido por vocês, isso seria maravilhoso. Poderíamos dizer pelo resto de nossa vida cristã: “Gabriel, o anjo do Senhor, aquele que estava diante do Senhor, morreu por mim”.

    Mas Ele disse outra coisa. Disse, em essência: “Não lhes neguei Meu Filho unigênito”.

    Lembro-me daquele hino, “Quão grande és Tu”. Muitas vezes o tenho usado em oração. As duas primeiras linhas da terceira estrofe dizem:

    E quando penso que Deus, não poupando Seu Filho,

    O enviou para morrer, mal consigo compreender.

    Esta é a segurança mais elevada e celestial que pode ser dada.

    O Senhor tem algo mais a dizer por meio de Paulo:

    Como não nos dará também com Ele, gratuitamente, todas as coisas?

    Isso não é maravilhoso? Ele não apenas nos dá Seu Filho unigênito, mas também nos dá todas as coisas. Colossenses 3:11 diz:

    Cristo é tudo em todos.

    É o pacote completo. Você recebe o pacote divino completo. Recebe o que há de mais elevado.

    Pensem em 2 Coríntios 9:15, que fala sobre a graça de contribuir e termina com aquelas palavras maravilhosas:

    Graças a Deus pelo Seu dom inefável.

    Que maravilhoso. Poderia haver maior segurança?

    Nenhuma acusação pode prevalecer

    Bem, esta é a glória destas alegações finais. Agora vamos pensar em “Nenhuma acusação pode prevalecer”, em Romanos 8:33-34. Vou ler novamente:

    Quem intentará acusação contra os eleitos de Deus? É Deus Quem os justifica.

    Quem os condenará? É Cristo Jesus Quem morreu, ou antes, Quem ressuscitou dentre os mortos, Quem está à direita de Deus, Quem também intercede por nós.

    Isso nos prova que, quando Deus é por nós, nenhuma acusação pode prevalecer. A pergunta que Paulo faz ao apresentar suas alegações finais é:

    Quem intentará acusação contra os eleitos de Deus?

    Agora, vocês podem fazer objeções a essas palavras. Podem pensar: “Essas palavras não se aplicam a mim. Não sou um dos eleitos de Deus”. Talvez pensem: “Bem, talvez isso se aplicasse a Martinho Lutero. Talvez se aplique a T. Austin-Sparks. Talvez se aplique a Stephen Kaung”. Trazendo a questão para mais perto de nós: “Isso não se aplica a mim”.

    Mas vocês sabem que são eleitos de Deus? “Eu não sou um dos eleitos de Deus?” Sabem, penso no Senhor quando Ele fala dos últimos dias. Acho que é Mateus 24:24. Não tenho certeza, mas acho que é.

    Ao falar de como os últimos dias seriam terríveis, o texto diz que, se aqueles dias não fossem abreviados, até os eleitos seriam enganados, se possível. Não é possível.

    Deixem-me dar esta segurança a vocês: isso não se aplica apenas a esses grandes servos de Deus. Graças a Deus, aplica-se a eles, mas essa condição de ser eleito de Deus se aplica a todos os que creem. Se você crê, é um dos eleitos de Deus.

    Agora, deixem-me dizer o que mudou toda a minha maneira de ver isso. Li, há algum tempo, uma declaração de Henry Ward Beecher: “Os eleitos são todos os que querem, e os não eleitos são todos os que não querem”. Você é um dos eleitos de Deus.

    Vocês acham que há alguma possibilidade de ser apresentada contra vocês uma acusação que possa prevalecer? É impossível, porque somos eleitos de Deus: eleitos, escolhidos antes da fundação do mundo. Como essa segurança é maravilhosa.

    O acusador e o defensor divino

    Mas ainda temos acusadores. Sabem, Apocalipse 12:10 descreve a cena em que o acusador dos irmãos é lançado fora. O texto diz que ele os acusava de dia e de noite — ou talvez seja de noite e de dia. Talvez minha memória não esteja boa.

    Ele os acusava. Nunca fazia uma pausa. Sabem, até os tribunais dos Estados Unidos fazem intervalos. A sessão fica longa demais, os jurados começam a cochilar, e o juiz diz: “Bem, acho que está na hora de suspender a sessão até amanhã, às oito da manhã”.

    O inimigo nunca tira folga. Nunca faz um intervalo. Está sempre acusando: dia e noite, noite e dia, acusações incessantes. Mas a segurança suprema é esta: quem intentará acusação contra os eleitos de Deus?

    Agora, talvez vocês se lembrem da história de Josué, o sumo sacerdote, em Zacarias 3:1-5. É uma história preciosa. O sumo sacerdote está diante do anjo do Senhor, e Satanás está ao seu lado, à sua direita, para acusá-lo.

    Pelo que entendo, o anjo do Senhor no Antigo Testamento é uma manifestação de nosso Senhor Jesus antes de Sua encarnação, antes de Ele vir à terra como homem. Vocês podem não concordar com isso, mas eu concordo, e já li essa interpretação muitas vezes.

    Todo o trabalho de Satanás é acusar: acusar-nos, destruir-nos, dizer-nos, como disse a Eva: “Deus realmente disse isso? Essas palavras são realmente verdadeiras? Elas não são verdadeiras a seu respeito, porque você não é um dos eleitos. São verdadeiras a respeito de outra pessoa”.

    Quem intentará acusação contra os eleitos de Deus? Como estas palavras são maravilhosas.

    Zacarias 3:2 diz:

    E o Senhor disse a Satanás: O Senhor te repreenda, ó Satanás; sim, o Senhor, que escolheu Jerusalém, te repreenda: não é este um tição tirado do fogo?

    Isso se refere a Josué. Como é maravilhoso. Vocês sabem quem era o defensor de Josué? Era o próprio Deus.

    O Senhor te repreenda, ó Satanás.

    Embora ele permaneça dia e noite acusando, e não pare até aquele dia de que lemos em Apocalipse 12:10, quando será lançado fora, quem pode apresentar uma acusação? Isso é um encorajamento maravilhoso. O próprio Cristo é o nosso defensor.

    Vocês se lembram de quando Martinho Lutero se posicionou na Reforma e foi acusado. Ele não se defendeu; conhecia Aquele que era seu defensor, o Supremo.

    E disse:

    Aqui estou.

    Não posso me retratar.

    Descanso na Palavra de Deus.

    Que Deus cuide disso.

    Vocês descansarão na segurança da Palavra de Deus de que ninguém pode apresentar uma acusação contra os eleitos de Deus?

    Ninguém pode nos condenar

    Ah, o texto continua em Romanos 8:34:

    Quem os condenará? É Cristo Jesus Quem morreu, ou antes, Quem ressuscitou dentre os mortos, Quem está à direita de Deus, Quem também intercede por nós.

    Isso não é maravilhoso? Não apenas uma acusação não pode prevalecer, mas ninguém pode nos condenar. Essa é a segurança no final de Romanos 8. É tão maravilhoso: ninguém pode nos condenar.

    Romanos 8:33 diz:

    É Deus Quem os justifica.

    Romanos 8:34 diz:

    Quem os condenará?

    Vocês se lembram da mulher que foi apanhada em adultério? Lembram-se dessa história? Não vamos lê-la. É uma história maravilhosa, em João 8:3-11.

    Ela certamente era culpada. Seus acusadores tinham pedras nas mãos e estavam prontos para condená-la à morte, uma punição justa segundo a lei.

    Então o Senhor fez algo. Nunca entendo o que Ele escreveu; gostaria de saber o que escreveu. Ele Se abaixou e escreveu algo na areia. Talvez tenha escrito: “Quem condenará? Quem pode acusar?”

    Esta é a segurança. Vocês se lembram? O Senhor ergueu os olhos, e todos aqueles homens haviam desaparecido. A mulher estava sozinha. Ninguém para acusar, ninguém para condenar.

    E Ele disse:

    Mulher, onde estão os teus acusadores? Ninguém te condenou?

    Ela respondeu:

    Ninguém, Senhor.

    E Ele disse:

    Nem Eu te condeno; vai-te e não peques mais.

    Que palavras maravilhosas. Aquele que tinha o direito de condenar não condenou. Esta é a segurança.

    Irmãos e irmãs, que o Senhor nos mostre isso. Isso mudará nossa vida. Mudará nossa perspectiva. Mudará nosso andar no Senhor, se realmente nos apropriarmos destas coisas em Cristo Jesus.

    Acho que alguém disse uma das coisas mais belas a esse respeito. Disse: “Nem mesmo Ele pode fazer as duas coisas” — referindo-se ao Senhor — “acusar e justificar ao mesmo tempo”.

    Depois disse: “E, visto que a justificação reside em uma Pessoa, o Senhor Jesus, nossa justiça, em Quem permanecemos sem condenação e livres de acusação, assim como o próprio Filho”.

    Talvez vocês pensem: “Wuest, assim como você, exagera”. Ele não exagera. Assim como o próprio Filho: sem condenação, livres de acusação, por causa da obra de livramento que Ele realizou. É tão maravilhoso assim.

    E ele disse: “É impossível, depois de ser justificado, que você seja novamente acusado e colocado sob condenação”. Esse é o maravilhoso evangelho. Como é belo. Como é maravilhoso.

    Os quatro fatos de Romanos 8:34

    Paulo cita quatro fatos em Romanos 8:34 para provar que isso é verdadeiro.

    Primeiro:

    É Cristo Jesus Quem morreu.

    “Já morreu” é a forma como Darby traduziu. Isso é adequado ao que chamamos de aoristo no grego. Não quero entrar em uma aula de grego, mas essa é simplesmente a melhor maneira, em inglês, de dizer que se trata de um fato histórico.

    Não é algo que vai acontecer; já aconteceu. Você sempre pode olhar para trás, tomar esse fato como referência e dizer: “Cristo já morreu por mim”. Ele está falando de fatos.

    Segundo:

    Ou antes, Quem ressuscitou dentre os mortos.

    Cristo foi ressuscitado por nós, e fomos ressuscitados em Cristo em novidade de vida.

    Terceiro, Ele ascendeu à direita de Deus. Já está ali, assentado.

    Quarto, Ele intercede por nós. Não é promessa; é fato. O quarto fato é muito claro: Ele intercede por nós. Vocês sabem o que diz Hebreus 7:25? O texto fala de Sua ocupação, da ocupação do Senhor no trono, e fala de nosso grande Sumo Sacerdote:

    Vivendo sempre para interceder por eles.

    Agora, vocês creem? Estão persuadidos de que Deus é por nós? Deveriam estar.

    Sabem, vocês podem ser condenados em um tribunal aqui nos Estados Unidos. Felizmente — talvez vocês não acreditem —, nunca fui condenado em um tribunal nos Estados Unidos. Talvez, para a maioria de vocês, seja difícil acreditar nisso.

    Mas é possível recorrer. Você pode ir a um tribunal de apelação, um tribunal superior. Então, se achar que não recebeu justiça, pode chegar até a suprema corte do estado. Depois, talvez possa chegar até a Suprema Corte dos Estados Unidos.

    Quando a Suprema Corte dos Estados Unidos toma uma decisão, essa decisão passa a ser a lei vigente no país. Está resolvido. Você não pode ir além da Suprema Corte dos Estados Unidos — mas nós podemos.

    Nós fomos à Suprema Corte do céu. A decisão foi tomada, e essa decisão jamais pode ser enfraquecida, jamais pode ser mudada, jamais pode ser alterada. Esta é a segurança suprema: quando a Suprema Corte decide, está resolvido.

    É a lei do céu e a lei da terra, e até debaixo da terra. Para mim, essa é a glória disso.

    Um irmão disse: “Não há fundamento para condenação, pois Cristo sofreu a pena. Não há lei que nos condene, pois não estamos debaixo da lei, mas debaixo da graça. Não há tribunal para julgamento, pois agora o nosso é o trono da graça, não o do julgamento”.

    “Não há juiz para nos sentenciar, pois o próprio Deus, o único Juiz, é Quem nos justifica.” Que maravilhoso.

    Nada pode nos separar

    Há ainda mais segurança: nada pode nos separar. Isso está em Romanos 8:35-39. Nada pode nos separar. Ninguém pode nos separar.

    Ao ler essas coisas, vocês veem as circunstâncias mais sombrias que se possa imaginar: sete circunstâncias sombrias, as situações mais desesperadoras que podem acontecer a qualquer um de nós.

    Há tribulação, angústia, perseguição, fome, nudez, perigo e espada. Sete é o número da perfeição na numerologia bíblica, e essas sete coisas terríveis não podem separar vocês do amor de Deus que está em Cristo Jesus.

    Mesmo diante das piores coisas, isso é impossível. Esses perigos tão grandes, esse perigo inimaginável, não podem nos separar. Pensem nisso, irmãos e irmãs. Que esperança teríamos se pudéssemos ser arrancados de Seu seio? Se pudéssemos ser separados do amor de Deus, que esperança haveria?

    Este é o ponto conclusivo de Paulo: nada pode nos separar.

    Sabem, acho isso tão maravilhoso. Precisamos enxergar. Precisamos permitir que o Espírito Santo nos mostre. Vocês se lembram do que o Senhor disse em Suas últimas palavras registradas por Mateus, em Mateus 28:20:

    Eis que Eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos.

    Essas foram Suas palavras de mais elevada segurança quando estava prestes a ser elevado ao trono. Acho que precisamos conhecer essas palavras de mais elevada segurança.

    Esse amor de Deus é um vínculo que não pode ser rompido. Vou usar uma palavra mais difícil — não uso muitas palavras difíceis —: um vínculo indissolúvel. Vocês entendem o que isso significa? Não se pode dissolvê-lo. Um vínculo indissolúvel não pode ser rompido. É uma ligação capaz de resistir a tudo o que procura destruí-la.

    Lembro-me desta história. Achei bastante engraçada. A supercola foi descoberta na Segunda Guerra Mundial, em 1942. Aliás, ela produz a ligação química mais forte. Talvez já tenham feito algo melhor; não sei. Mas já fiquei com supercola nos dedos e não conseguia separá-los.

    Eles estavam tentando produzir miras transparentes para armas durante a guerra, e aquilo foi um acidente: aquela substância pegajosa. Não conseguiam se livrar dela. Imagino que pegavam as coisas, e tudo ficava grudado.

    Até a supercola pode ser dissolvida. Peça emprestado à sua irmã ou à sua esposa aquele produto — como se chama? —, removedor de esmalte. É à base de acetona, certo? Ele dissolve a cola. Sei que, às vezes, já entrei em casa procurando alguma coisa quando meus dedos ficaram colados.

    Mas esse amor de Deus não foi um acidente. Esse amor de Deus existia desde a fundação do mundo. Esse amor de Deus não foi algo que simplesmente aconteceu. Existia desde o princípio, e é o vínculo indissolúvel.

    Nada nem ninguém pode nos separar do amor de Deus que está em Cristo Jesus. Esta é a alegação final.

    Mais que vencedores

    O texto também diz algo encorajador:

    Por amor de Ti somos entregues à morte todo o dia.

    Vocês talvez se perguntem por que isso está ali, em Romanos 8:36. Talvez pensem: “Isso é negativo. O que é isso? O que significa?”

    Paulo disse em 1 Coríntios 15:31:

    Cada dia morro.

    Mas então o texto diz algo maravilhoso:

    Mas, em todas estas coisas, somos mais que vencedores por Aquele que nos amou.

    Nessas circunstâncias mais sombrias, nós, que pertencemos ao Senhor, temos a mais elevada segurança de que podemos vencer essas coisas terríveis que se possa imaginar, essas sete coisas. Essa é a segurança que temos.

    Romanos 8:37 diz: “Mas”. Isso significa: apesar dessas sete coisas. Ainda assim, em todas estas coisas, somos mais que vencedores por Aquele que nos amou.

    A convicção de Paulo e o testemunho do crente

    Agora, deixem-me terminar com este ponto. Paulo chega aos dois últimos versículos. Ele diz:

    Porque estou persuadido de que nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as coisas presentes, nem as futuras, nem as potestades,

    Nem a altura, nem a profundidade, nem qualquer outra criatura nos poderá separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor.

    Lembrem-se do que eu disse sobre aquele estudo a respeito das alegações finais. Qual é o propósito das alegações finais? É persuadir vocês. Paulo deixou o melhor para o final: persuadir-nos.

    Primeiro, ele compartilhou seu próprio testemunho. Disse:

    Estou persuadido.

    Se vocês lerem o livro de Romanos, verão que ele diz isso cinco vezes. Se lerem o livro de Romanos, verão que ele fala duas vezes sobre estar plenamente persuadido.

    Agora, ao chegarmos ao final, estamos plenamente persuadidos de que nada pode nos separar do amor de Deus que está em Cristo Jesus? Nenhuma coisa. Nenhuma pessoa. Nenhum inimigo. Nenhum acusador.

    Não há ninguém, e não há nada. Essa era a alegação final. Não é possível.

    Ele prosseguiu falando dessas boas-novas no livro de Romanos — vocês sabem que Romanos 1:16-17 são os versículos-chave. As boas-novas de Deus são o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê. As boas-novas de Deus.

    Mas, depois, ele disse duas vezes em Romanos: “Minhas boas-novas”. Bem, essas são as suas boas-novas? Esse é o seu testemunho? Não era para ser apenas o testemunho de Paulo. Era para ser o seu testemunho.

    Você deve ser aquele que diz: “Estou plenamente persuadido de que nada, de que ninguém, de que nenhuma outra criatura é capaz de me separar do amor de Deus que está em Cristo Jesus”.

    Estas são as alegações finais. Vocês viram que Deus é por nós? Viram de verdade? Deus é por nós. Nós dizemos isso. Dizemos: “Deus, sabemos que Tu és por nós”. Isso está mais claro aqui do que em qualquer outra passagem.

    Vocês viram que, por causa disso, nenhuma acusação pode prevalecer? Têm consciência de que nada — nada —, ninguém, nenhum ser, coisa alguma pode nos separar? A palavra “nem” é repetida várias vezes para dar ênfase. Nada. Nem. Nem. Vez após vez.

    Era isso que Paulo queria deixar conosco no final da apresentação do glorioso evangelho.

    Aqui está a pergunta: vocês estão persuadidos? Estão plenamente persuadidos? Isso fará a diferença.

    Esse evangelho — o evangelho de Deus, o poder de Deus para a salvação — tornou-se o seu evangelho? Você pode dizer, como o apóstolo Paulo: “Meu evangelho”?

    Esta é a alegação final.

    Oração final

    Pai, nós nos curvamos diante do trono da graça, profundamente maravilhados por saber que estas coisas não foram apenas a imaginação de um homem em um momento de êxtase, ao concluir a apresentação do evangelho de Deus.

    Elas são a verdade de Deus, que jamais pode ser quebrada, jamais pode ser mudada, indissolúvel por toda a eternidade, porque foi isso que Tu fizeste.

    Agora, poderias abrir os nossos olhos? Somos como aquele servo de Elias que vê todos os inimigos ao nosso redor e é dominado pelo medo, muitas vezes sem crer, sem estar persuadido.

    O profeta orou para que Tu abrisses os olhos de seu servo. Abre os nossos olhos. Faze-nos enxergar, apropriar-nos e entrar neste glorioso, glorioso evangelho de Deus.

    O poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê; primeiro do judeu e também do grego.

    É isso que pedimos em nome do Senhor Jesus. Amém.