Bem, bom dia.
Acho que a maioria de vocês sabe sobre o que vamos compartilhar. Enviei um e-mail no início desta semana. Abram em Romanos 15; vamos ler Romanos 15:18-33 — os últimos dezesseis versículos do capítulo.
Esta leitura é da versão de J. N. Darby. A maioria de vocês sabe que eu a uso junto com a KJV, a NASB e outras. Não sei por que chamaram a versão de Darby de Nova Tradução. Ela foi feita no século XIX. Se vocês pensavam que ela havia sido feita na década de 1970, não foi.
Começando, então, em Romanos 15:18. É Paulo quem está falando:
Pois não ousarei falar de coisa alguma que Cristo não tenha realizado por meu intermédio,
para a obediência das nações, por palavra e por obra,
no poder de sinais e prodígios,
no poder do Espírito de Deus;
de modo que eu, desde Jerusalém e pelas regiões ao redor até o Ilírico,
tenho anunciado plenamente as boas-novas do Cristo.E assim, empenhando-me em anunciar as boas-novas, não onde Cristo já havia sido nomeado,
para que eu não edificasse sobre o fundamento de outro;
mas, conforme está escrito:
Aqueles a quem nada foi anunciado acerca Dele verão;
e os que não ouviram compreenderão.Por isso também muitas vezes fui impedido de ir até vós;
mas agora, não tendo mais lugar nestas regiões,
e tendo há muitos anos grande desejo de ir até vós,
quando eu for à Espanha — pois espero ver-vos ao passar,
e ser por vós encaminhado para lá,
depois de primeiro ter-me satisfeito, em parte, com a vossa companhia.Mas agora vou a Jerusalém, ministrando aos santos.
Pois a Macedônia e a Acaia tiveram prazer em fazer uma contribuição
para os pobres dentre os santos que estão em Jerusalém.
Tiveram prazer nisso, de fato, e são devedores deles;
pois, se as nações participaram dos seus bens espirituais,
devem também ministrar-lhes nos bens materiais.
Tendo, portanto, concluído isso e lhes entregue com segurança este fruto,
partirei para a Espanha, passando por vós.Mas sei que, ao ir até vós, irei na plenitude da bênção de Cristo.
Rogo-vos, porém, irmãos, por nosso Senhor Jesus Cristo,
e pelo amor do Espírito,
que luteis juntamente comigo em orações por mim a Deus,
para que eu seja livre dos que não creem na Judeia,
e para que o meu serviço em favor de Jerusalém seja aceitável aos santos,
a fim de que eu vá até vós com alegria, pela vontade de Deus,
e encontre refrigério convosco.
E o Deus de paz seja com todos vós. Amém.
Vamos orar.
Pai, nós Te agradecemos pela Palavra que temos. Se não tivéssemos a Palavra, onde estaríamos? Mas temos a Palavra viva, Cristo, o Verbo que Se fez carne, a expressão falada de Deus.
Senhor, pedimos que unjas as Tuas palavras. É impossível assimilarmos, entendermos e compreendermos o significado das Tuas palavras sem o auxílio do Espírito Santo. As Tuas palavras, de fato, são espírito e vida. Unge-as e ajuda-nos a entender o que Paulo estava escrevendo aqui à igreja em Roma.
Pedimos essas coisas no nome poderoso e precioso de nosso Senhor Jesus Cristo. Amém.
Bem, enviei a vocês um esboço. Desculpem a minha voz. Acho que a maioria consegue acompanhar esse esboço, e creio que podemos dividir este capítulo em quatro partes. Mas, primeiro, precisamos entender o assunto. Sobre o que Paulo está falando?
Pedro disse que Paulo é difícil de entender. Vocês se lembram de que ele disse isso a respeito das epístolas de Paulo. Então, sobre o que Paulo está falando? Bem, ele está falando sobre o que Cristo realizou nele. É só disso que ele está falando.
Portanto, esse é o título, se vocês querem saber qual é: A Obra que Cristo Realizou Nele.
Quando Paulo chegou perto do fim desta carta — só nos resta mais um capítulo, o capítulo 16 —, começou a revelar a explicação mais transparente e pessoal de seu ministério. Ele deixou os santos em Roma conhecerem as coisas mais profundas de seu coração.
Aquilo de que ele queria se gloriar no fim de sua vida era somente — observem essa palavra — somente o que Cristo havia realizado nele.
Vocês acham que isso se aplica apenas a Paulo? Eu não creio. É uma mensagem para nós que cremos. No fim da nossa vida, no fim dos nossos dias, no fim de qualquer período em que o Senhor esteja tratando conosco, nós também devemos falar somente do que Cristo realizou em nós.
Essa é a mensagem da segunda metade de Romanos 15.
Alguns podem pensar que este é o fim da carta. Vocês olham para o capítulo 16 — eu disse que tenho uma surpresa a caminho — e pensam que são apenas cumprimentos e saudações. Como Romanos 15:33 diz “Amém”, vocês acham que a carta termina aqui e que não precisam ler o capítulo 16, porque, de qualquer maneira, não conseguem pronunciar metade dos nomes.
Mas este não é o fim. “Amém” aparece seis vezes em Romanos. Paulo usa amém — “assim seja”, “verdadeiramente” — ao longo de todo o livro.
No início, em Romanos 1:25, ele diz “Amém” quando a completa corrupção do homem é revelada e as poderosas obras de Deus são expostas. No fim de Romanos 8 e em Romanos 9:5, quando começa a mostrar os caminhos maravilhosos de Deus, ele novamente diz “Amém”.
Depois, em Romanos 11:36, ao concluir os caminhos maravilhosos de Deus em relação aos judeus e aos gentios, Paulo novamente diz “Amém”. E então chegamos a Romanos 15:33:
E o Deus de paz seja com todos vós. Amém.
Achamos que esse é o fim.
Não vou muito ao cinema, mas, não faz muito tempo, fui assistir a The Great Awakening e gostei muito. Acho que todo crente deveria assistir a esse filme. Talvez vocês não concordem comigo, e talvez não assistam a filmes. Sei que o irmão Kong não assistia, então vocês não precisam assistir. Não é uma ordem; é um incentivo.
No fim de um filme, passam todos aqueles nomes — os créditos —, e as pessoas se levantam e vão embora. Como vou tão pouco ao cinema, sou maluco o suficiente para ler os nomes. De vez em quando, vejo alguém no elenco e digo: “Conheço essa pessoa. Este filme não existiria se não fosse por ela”.
Aqui está o grande segredo, uma pequena pista: todos os nomes das pessoas que pertencem exclusivamente a Deus estão em Romanos 16. Aqui está a perfeita vontade de Deus: “Tenho um povo em Roma, e esse povo é Minha propriedade exclusiva”.
Quando vocês chegam aos últimos versículos de Romanos, aparece “Amém” duas vezes. Deus revelou, nesses últimos capítulos, qual é a Sua perfeita vontade. Essa é uma pequena pista do que vamos abordar.
Vamos examinar várias coisas aqui: a absoluta transparência de Paulo, o coração de Paulo. Isso não foi escrito apenas a respeito de Paulo, como uma lição de história. Foi escrito para vocês e para mim, para que Deus realize essa obra em nós — em todos os que invocaram o Seu nome.
Vemos o homem e sua missão. Vemos o propósito desse homem e vemos sua paixão. Isso nos chama a ser um povo assim. Será que Deus encontrará, em nossa geração, um povo como encontrou nesse irmão? É isso que Ele procura. Esse é o verdadeiro desfecho de Romanos.
Vou mencionar o esboço novamente, caso eu me desvie do assunto e vocês se perguntem aonde este velho irmão está querendo chegar. Lembrem-se destas quatro coisas:
Paulo não disse simplesmente “a pregação do evangelho”. Ele falou da plena pregação do evangelho. Que Deus opere assim, de maneira tão maravilhosa, em nós.
A segunda parte é o intenso desejo de Paulo de ir a Roma. Essas palavras estão cheias de emoção. Ele nunca havia ido a Roma, e nenhum outro apóstolo havia estado lá. Contudo, estava cheio de amor, paixão e desejo de um dia pôr os pés em Roma e encorajar aqueles crentes.
A terceira parte é o serviço de Paulo em favor de Jerusalém. Isso não é teoria. Foi uma expressão prática do amor de Deus aos santos judeus — judeus que haviam sido salvos em Cristo Jesus. Nossa vida deve estar cheia de serviço prático. Se não estiver, talvez precisemos perguntar: “A obra de Cristo foi realizada em mim?”. Acho que essa será a evidência decisiva.
Por fim, examinaremos o pedido de oração de Paulo em Romanos 15:30-33. É um pedido de oração poderoso. Veremos coisas maravilhosas a respeito de um homem que permitiu que Deus operasse nele e como, no fim, todas as suas orações foram respondidas.
A pregação das boas-novas por Paulo está em Romanos 15:18-21. A obra realizada na vida de Paulo resultou na plena pregação das boas-novas. Podemos dizer isso? Podemos dizer que a obra realizada em nossa vida resultou na plenitude do Senhor sendo levada às pessoas?
Creio que essa é a perfeita vontade de Deus. De Romanos 12 a Romanos 16, Paulo aborda questões práticas, e isso é a perfeita vontade de Deus. Tomamos essa expressão de Romanos 12:2.
A essência da transformação espiritual, do serviço e do ministério é Cristo em nós e por meio de nós. É isso. Não são vocês, irmãos e irmãs. Isso inclui vocês; vocês precisam cooperar com o Espírito Santo. Precisam permitir que o Senhor trabalhe em vocês e faça algo em vocês, para que Cristo possa ser plenamente manifestado.
Mas não são vocês; é Cristo em vocês. Nunca se esqueçam disso. Caso contrário, passarão a vida cristã se desgastando. Vão “suar balas”, como costumamos dizer. Não sei o que isso significa, irmão — “suar balas” —, mas já ouvi essa expressão muitas vezes.
Vocês estarão tentando viver a vida cristã e fracassarão repetidas vezes, porque serão vocês, e não Cristo em vocês. Essa é a essência da vida cristã.
Acho essa história maravilhosa. Creio que todos vocês sabem que ela está em Jeremias 18. O profeta foi enviado à casa do oleiro. Quantos de vocês se lembram dessa história?
Vou ler apenas alguns versículos, porque, caso contrário, ficaremos sem tempo.
A palavra que veio a Jeremias da parte do Senhor, dizendo:
Levanta-te e desce à casa do oleiro,
e ali te farei ouvir as Minhas palavras.
É uma declaração bastante extraordinária feita a Jeremias. Suponham que ele não tivesse ido; não teria ouvido as palavras do Senhor.
E desci à casa do oleiro,
e eis que ele realizava uma obra sobre as rodas.
Observem isso. Paulo disse, no fim de Romanos 15: “Não falarei de nada além do que Cristo realizou em mim”. Vocês estão girando na roda de Deus. Entendem isso?
Vocês são um vaso que está sendo formado. Esta vida está cheia de propósito: vocês estão sendo transformados e conformados à imagem. Assim como a visão de Jeremias era a visão de Israel sendo formado, ela é a visão de Paulo sendo formado. É a visão de vocês sendo formados e de mim sendo formado.
A mão do Senhor, o grande Oleiro, está dentro do vaso. Ele sabe exatamente quanta pressão aplicar por dentro do vaso para moldar vocês à imagem de Seu Filho amado. Esse Oleiro divino aplica exatamente a pressão necessária por fora do vaso para moldar vocês à imagem de Seu Filho glorioso.
Vocês são a obra sobre a roda. É simples assim. Essa é a vida cristã. Paulo disse: “Falarei somente do que Cristo realizou por meu intermédio”. É claro que ele se referia ao que Cristo realizou nele e por meio dele.
Que o Senhor nos ajude, mas vocês são uma obra sobre uma roda. Vocês são um pote de barro. Talvez fiquem um pouco ofendidos com isso. Falamos de utensílios de barro, não é? Não sei cozinhar; eu morreria de fome. Digo ao Senhor: “Não a leves para casa; vou morrer de fome”.
Mas esses utensílios são feitos de barro grosseiro. É isso que vocês são. Espero que não fiquem ofendidos com isso. Vocês são barro grosseiro sendo transformado e moldado à maravilhosa imagem do Senhor Jesus. Um dia, quando O virem, serão semelhantes a Ele, pois O verão como Ele é.
Essa é a maravilhosa história de Romanos 15. Deus, o Oleiro divino, está formando o vaso. Ele realizou uma obra, e hoje continua essa obra em todos os que vêm a conhecê-Lo. Ouvimos falar sobre sermos chamados. Ele vai realizar uma obra em vocês.
Não usamos com muita frequência a palavra inglesa wrought, mas wrought e work se referem, na verdade, à mesma ideia de realizar uma obra. É uma palavra mais antiga, mas Deus está trabalhando. É melhor aproveitarmos a oportunidade, nesta breve vida, para permitir que Ele trabalhe.
Vocês conseguem imaginar se chegássemos diante do Senhor e Ele dissesse: “Não conheço vocês”, porque não permitimos que aquelas mãos divinas fizessem o que jamais poderíamos fazer? Essa é a essência de Romanos 15.
Isso somos nós. Isso é Paulo. Isso é a igreja. Essa é a perfeita vontade de Deus. Que o Senhor opere em nós e por nosso intermédio, para que Sua obra finalmente possa ser realizada por meio de nós.
Era para a obediência das nações. Vocês sabem o que isso significa? Era para os gentios. Vocês não se alegram por Deus ter escolhido esse vaso eleito, como lemos em Atos 9, e o ter enviado aos gentios? Caso contrário, não estaríamos aqui.
Suponham que esse novo movimento de Deus, que detesto chamar de uma nova religião, tivesse incluído apenas os judeus. Como isso seria triste! Mas Paulo diz que era para a obediência das nações.
Esse vaso eleito nos foi dado para que todas as riquezas disponibilizadas em Cristo Jesus nos fossem reveladas. É a isso que Paulo se refere como o mistério.
Aos quais Deus quis dar a conhecer quais são as riquezas da glória deste mistério entre os gentios;
que é Cristo em vós, a esperança da glória.
É disso que se trata: Cristo em vocês. Quando Cristo é formado em vocês, a obra de Deus é realizada.
A segunda coisa de que Paulo fala é o poder. É a obra de Deus, e é o poder de Deus. Não é o nosso poder. Conseguem imaginar se fosse o nosso poder?
Vejam Romanos 15:19:
Por palavra e por obra,
no poder de sinais e prodígios,
no poder do Espírito de Deus;
de modo que eu, desde Jerusalém e pelas regiões ao redor até o Ilírico,
tenho anunciado plenamente as boas-novas do Cristo.
Nunca é o nosso poder. Se vocês acham que a vida cristã é vivida pelo próprio poder de vocês, ficarão exaustos e enganados. Precisam entender que se trata somente do que Cristo realizou em nós. Esse era o segredo que Paulo estava compartilhando.
Considerem Atos 9:17. Vocês sabem que Atos 9 registra a salvação de Paulo no caminho de Damasco. Depois que Paulo foi atingido pela luz e ficou cego, Ananias entrou na casa, impôs as mãos sobre ele e disse:
Saulo, irmão, o Senhor me enviou — Jesus, que te apareceu no caminho por onde vinhas —, para que tornes a ver e sejas cheio do Espírito Santo.
Ainda estaríamos cegos se não fosse por Cristo. Mas então Ananias disse algo maravilhoso: “Sejas cheio do Espírito Santo”. Esse é o poder que foi colocado em nós.
Vocês conseguem imaginar que o Deus da glória, em Seu grande propósito eterno, criou homens e mulheres à Sua própria imagem e determinou colocar a terceira Pessoa da Divindade, Deus Espírito Santo, na humanidade para ser o seu poder? É uma glória inconcebível. Está além de tudo o que poderíamos pedir ou imaginar, como diz Efésios 3:20.
Deus Espírito Santo vem e estabelece residência permanente em vocês, em mim e em Paulo, para realizar a obra que jamais poderíamos fazer por nós mesmos. Ah, como isso é maravilhoso!
O Senhor prometeu, de João 13 a João 17, que estava prestes a partir, mas que enviaria Alguém — um Consolador — exatamente como Ele. Deus é um só. O Antigo Testamento diz que Deus é um só. Muitas vezes tentamos separar Deus Pai, Deus Filho e Deus Espírito Santo, mas Deus é um só: três em um.
Ele envia o Seu Espírito Santo para habitar em vocês e em mim, para nos fazer lembrar de todas as coisas, para nos vivificar a fim de que andemos em comunhão, sejamos guiados pelo Seu Espírito e vivamos pelo Seu Espírito. Quando fazemos isso, aqueles que são guiados pelo Espírito de Deus serão os filhos de Deus. Serão moldados à Sua imagem.
Encontrei uma citação maravilhosa de Griffith Thomas sobre Romanos 15:19:
A poderosa obra aqui descrita está inteiramente além do poder até mesmo desse grande pensador e trabalhador, Paulo. Tem de ser a obra do Espírito Santo. Somente quando essa energia divina se apodera do trabalhador podemos esperar que os resultados se concretizem.
Pensem nisso. No poder de palavras e obras, de sinais e prodígios — mas Paulo termina com o verdadeiro segredo: no poder do Espírito Santo. Essa é a única maneira de essa obra ser realizada em nós.
2 Coríntios 4:7 diz que somos vasos de barro. Já falei sobre utensílios de barro; agora vocês sabem tudo o que eu sei sobre esse assunto. Mas Paulo disse que somos vasos de barro. Há um tesouro em vocês. Não é apenas algo que alguém lhes deu. É um tesouro divino vivendo em vocês, para que saibamos que o poder não vem de nós, mas de Deus.
Aprendam, ainda como cristãos novos na fé, a desenvolver sensibilidade à voz mansa e suave. Acho que foi o irmão Nee quem usou a expressão de que agora vocês têm um “Chefe residente”. Aprendam a seguir Sua direção.
Quando aprenderem não apenas a ouvir o vento, o terremoto e o furacão, mas a ouvir aquela voz mansa e suave, começarão a ser conformados à imagem de Cristo. A obra de Deus será realizada em vocês e em mim.
A terceira coisa, dentro deste primeiro ponto, é o resultado do poder divino. Se vocês dependerem do próprio poder, vou reconhecer o mérito de vocês: farão algum serviço para Deus. É possível servir ao Senhor na carne, na própria força e no próprio poder.
Mas Paulo, ao revelar seu coração com transparência, diz que há outro caminho. Há outro caminho. O resultado é que ele havia anunciado plenamente as boas-novas de Cristo.
Se vocês querem que a obra de Deus seja plenamente realizada em sua vida, não estou dizendo que vão ser o apóstolo Paulo. Lembrem-se do que o Senhor disse a Ananias: “Este é para Mim um vaso eleito, e preciso mostrar-lhe quão grandes coisas ele deve sofrer por causa do Meu nome”. Quantos de vocês estão levantando a mão agora, dizendo que querem ser Paulo?
Permitir que a obra do Senhor seja realizada em vocês não significa que sofrerão como Paulo. Paulo foi o pior cenário possível. Deus o conduziu por situações inimagináveis, registradas em 2 Coríntios 4 e 2 Coríntios 11. O encorajamento divino é este: se Deus pode realizar Sua obra nesse pior cenário, pode realizá-la em qualquer cenário.
Minha mãe nunca soube muito bem com o que eu trabalhava. Ela me apresentava e dizia: “Este é meu filho, o arquiteto”. Eu dizia: “Mãe, não sou arquiteto. Sou engenheiro”. Quero que vocês saibam que existe uma animosidade entre engenheiros e arquitetos.
Quando eu dizia às pessoas que era engenheiro estrutural, elas perguntavam o que isso significava. Eu dizia: “É a engenharia do pior cenário”. Recebemos a tarefa de projetar um edifício, submetê-lo a ventos com força de furacão, distribuir pessoas em todas as configurações possíveis, acrescentar terremotos e considerar o pior cenário imaginável.
Se o edifício permanecer de pé nessas circunstâncias, está tudo bem. Você foi bem-sucedido. Digo às pessoas que, enquanto meus edifícios não caírem, estou feliz. Na noite passada, sonhei que a fachada de um dos meus edifícios estava caindo. Foi realmente um pesadelo.
Mas, irmãos e irmãs, o apóstolo Paulo é o pior cenário possível. Ele demonstrou, sem sombra de dúvida, que Deus pode completar Sua obra em vocês e em mim. No fim, vocês serão capazes de fazer plenamente aquilo que Deus lhes pediu que fizessem.
Agora chegamos ao intenso desejo de Paulo de ir a Roma. Ele tinha uma paixão, não apenas uma ideia passageira.
Por isso também muitas vezes fui impedido de ir até vós;
mas agora, não tendo mais lugar nestas regiões,
e tendo há muitos anos grande desejo de ir até vós.
Era uma paixão que não diminuía. Não sei por que ele parecia tão concentrado em Roma, mas desejava isso de todo o coração. Planejou durante anos, e diz que foi impedido durante muitos anos. Mas seu coração estava lá. Queria ir até lá, ter comunhão com eles e conhecê-los.
Minha versão diz “um grande desejo”. Temos muitos desejos. Gosto de sorvete de chocolate com pasta de amendoim, mas não chamaria isso de um grande desejo. Aqui temos um desejo de verdade.
Isso é uma evidência de que a obra de Deus foi realizada nele: desejava conhecer o povo de Deus e ter comunhão com ele. Irmãos e irmãs, há quem diga: “Desde que eu tenha Deus, estou bem”. Isso não é verdade. Sinto muito por estourar a bolha do individualismo de vocês.
Deus sempre teve em Seu plano o Deus da glória unido ao homem em comunhão. Precisamos ter paixão por Deus e precisamos ter paixão pelo povo de Deus. Era isso que distinguia o apóstolo Paulo.
Paulo disse duas coisas a respeito dessa visita: “Tenho sido impedido”. Quero encorajar vocês com isso. Alguns de vocês estão convencidos — e devem estar — de que a vida cristã é difícil. Ela é difícil.
O que Paulo revelou, como encorajamento divino, é isto: “Tenho sido impedido muitas vezes, durante muitos anos”. Queridos irmãos e irmãs, isso faz parte do caminho. Vocês encontrarão dificuldades, lutas e barreiras que parecem impossíveis de superar. Começarão a se perguntar: “Será que algum dia chegarei ao fim?”.
Paulo disse: “Tenho sido impedido”. 1 Coríntios 16:9 diz:
Porque uma porta grande e eficaz se me abriu;
e há muitos adversários.
Todo aquele que serve ao Senhor gosta da primeira parte: “Uma grande porta se abriu para mim”. Mas há muitos adversários.
Irmãos e irmãs, precisamos enxergar que o mundo inteiro está contra nós. Mas também precisamos enxergar que Deus está conosco. O próprio Satanás, esse senhor diabólico deste mundo — o deus deste mundo, como diz 2 Coríntios —, está contra nós. Ele quer destruir Paulo, vocês, a mim e a igreja.
Mas Deus é por nós. E o maravilhoso é que Deus está em nós. Como somos capazes de atravessar cada dificuldade enquanto Ele realiza Sua obra em vocês e em mim!
A vida de Paulo ilustra Deus conduzindo um homem pelas situações mais profundas e sombrias para encorajar a todos nós. Isso não é impossível. É possível na pior situação.
Paulo nunca desistiu. Se isso tivesse acontecido comigo, eu teria dito: “Não vou a Roma. Adeus. Tenham uma boa vida com o Senhor”. Mas Paulo nunca desistiu. Queria ir até eles e depois seguir para a Espanha. Grandes planos, porque servia a um grande Deus.
Vocês têm grandes planos? Não porque querem ser alguém, mas porque servem a um grande Deus, capaz de fazer o impossível? É assim que a obra de Deus é realizada em vocês.
O próprio Satanás está contra nós. O mundo está contra nós. 1 João 5:19 diz:
O mundo inteiro jaz no maligno.
O mundo inteiro está contra vocês, mas Deus está com vocês. Deus é por vocês. Deus está em vocês.
Se vocês se renderem ao Espírito Santo, essa obra será realizada e concluída, até sua plenitude.
Vocês se lembram da história de Daniel. Gabriel apareceu a Daniel e disse: “Fui impedido de chegar durante vinte e um dias”. O príncipe da Pérsia, que muitos entendem ser um principado e uma potestade demoníaca sobre a Pérsia, o impediu.
Mas Gabriel disse: “Desde o momento em que abriste a boca, tuas palavras foram ouvidas”. Não é lindo? “Ouvi tuas palavras e farei o que digo que farei.”
O desejo de Paulo não era simplesmente ir ensinar os crentes em Roma. Seu intenso desejo era ter comunhão com eles. Romanos 1:11-12 diz:
Porque desejo muito ver-vos,
para vos comunicar algum dom espiritual,
a fim de que sejais fortalecidos;
isto é, para que eu, juntamente convosco, seja encorajado entre vós,
cada um pela fé do outro, tanto a vossa como a minha.
Paulo certamente queria compartilhar com eles o que o Senhor lhe havia mostrado, mas seu desejo era o encorajamento mútuo — estar com eles. Ele sabia que essa era a perfeita vontade de Deus.
Em Romanos 15:24, ele diz:
Quando eu for à Espanha,
pois espero ver-vos ao passar,
e ser por vós encaminhado para lá,
depois de primeiro ter-me satisfeito, em parte, com a vossa companhia.
O que vocês acham que significa “ter-me satisfeito com a vossa companhia”? Era comunhão. Irmãos e irmãs, neste breve período de vida, espero que vocês aprendam a amar a comunhão. Ela é o compartilhar de Cristo.
É isso que koinonia significa: o compartilhar de Cristo. Era tudo o que Paulo realmente queria. Era isso que significava tudo para ele. Que o Senhor nos dê essa paixão.
Peçam ao Senhor: “Dá-me uma nova paixão”. Lembrem-se do que Ele disse a respeito daquela igreja: “Você perdeu o seu primeiro amor”. Eles tinham ordem exterior e muitas coisas pelas quais foram elogiados, mas haviam perdido sua paixão por Cristo e sua paixão pelo povo de Deus na comunhão.
Aos olhos de Deus, aquilo não passava de ruína. Se não se arrependessem, o candelabro seria retirado. Vocês entendem a importância dessa única coisa?
A terceira coisa é o serviço de Paulo em favor de Jerusalém. Ele disse: “Uma coisa que quero fazer primeiro é ir a Jerusalém”. Isso é maravilhoso. Isso é serviço prático.
Talvez vocês pensem que Paulo vivia sempre no terceiro céu. Aliás, ele esteve lá. Talvez pensem que ele estava sempre arrebatado em glória e nunca se ocupava de coisas práticas.
Mas a Macedônia, onde ficava Filipos, e a Acaia, onde estava a igreja em Corinto, haviam recolhido uma oferta porque ouviram falar dos santos pobres em Jerusalém. Queriam ajudá-los porque já haviam participado da bênção espiritual que aqueles judeus crentes em Cristo conheciam. Queriam compartilhar bens materiais com eles.
Paulo queria ser a pessoa que levaria a oferta. Não é admirável? Ele poderia ter enviado Tito: “Tito, o que você vai fazer no próximo fim de semana? Leve isto aos santos que estão sofrendo em Jerusalém”. Mas Paulo disse: “Não, não, não. Quero ir a Jerusalém e quero levar esta dádiva, este fruto, a vocês”.
Leiam 2 Coríntios 8 e 2 Coríntios 9, e entenderão do que Paulo está falando. Ele disse que os crentes da Macedônia, em sua pobreza, haviam dado além de suas possibilidades. Esses capítulos revelam o serviço espiritual e a contribuição de uma maneira singular em comparação com muitas outras passagens da Bíblia.
Nunca me esquecerei de quando éramos um grupo jovem. Acreditem ou não, cheguei aqui quando tinha vinte anos. Éramos um grupo jovem, tendo encontros com o Senhor. Queríamos amar o Senhor. Não queríamos adotar um nome; queríamos simplesmente nos reunir com irmãos e irmãs e amá-los.
Havia pessoas de todas as idades, desde aquelas que eu chamava de muito velhas, com cinquenta anos, até pessoas como eu, com vinte. O Senhor vinha ao nosso encontro, e estávamos crescendo. Não sabíamos o que fazer. Compramos um lugar, mas logo ele ficou pequeno para nós. Então compramos este terreno e pensamos: “Senhor, queremos um local de reunião para todos os irmãos e irmãs que Tu reuniste”.
Isso era impossível para nós. Éramos famílias jovens. Não tínhamos muito para dar. Contudo, o Senhor agiu de maneira maravilhosa. Eu poderia contar histórias de crianças quebrando seus cofrinhos e colocando o dinheiro na oferta para construir este lugar.
Não havia pessoas ricas convivendo conosco. Lembro-me de uma irmã que deu seu anel de diamante. Era a única coisa de verdadeiro valor que ela possuía.
De alguma forma, em poucos meses, tínhamos quatrocentos mil dólares para construir este lugar. Isso é a graça do Senhor. Isso é a misericórdia de Deus. Isso é a graça de contribuir.
O irmão Kong compartilhou conosco duas mensagens sobre a graça de contribuir, uma de 2 Coríntios 8 e outra de 2 Coríntios 9. As comportas se abriram. Entendemos que contribuir não era simplesmente uma ordem, não era simplesmente dez por cento, não era algo que fazíamos a contragosto, não era uma questão de passar a bandeja e ver quem ficaria constrangido a ponto de jogar nela a carteira inteira.
Fomos movidos pelo Espírito de Deus em unidade, jovens e velhos, e Deus proveu de maneira milagrosa. Mal podíamos acreditar. Mas foi o Senhor quem fez isso.
Há certa discussão entre os comentaristas sobre se Paulo realmente chegou a Jerusalém. Ele chegou lá, acreditem em mim. Em Atos 24:17, em sua defesa diante de Félix, Paulo disse:
Ora, depois de muitos anos, vim trazer esmolas à minha nação e ofertas.
Ele fez isso. Seu desejo e sua paixão de servir aos santos de maneiras práticas foram cumpridos. O apóstolo, o próprio vaso eleito, levou aquela oferta a Jerusalém e se certificou de que ela chegasse lá.
O último ponto é o pedido de oração de Paulo. Paulo cria na oração da igreja.
Muitos de vocês talvez não saibam o que quero dizer quando falo em “oração da igreja”. Alguns ainda podem pensar na igreja como um edifício, um lugar onde nos reunimos. Lance costumava dizer: “Um lugar onde você poderia deixar seu guarda-chuva”.
Nós somos a igreja. Acho que a maioria de vocês foi bem ensinada e sabe disso. Somos o povo que Ele reuniu. Como isso é maravilhoso! Paulo cria nas orações da igreja.
Nos primeiros anos, tivemos a alegria de receber Lance Lambert, Stephen Kong, Johannes Fasius e outros irmãos que enfatizaram para nós a importância da oração coletiva — a oração da igreja.
Isso não significa que a vida cristã não exija seu próprio lugar de oração em secreto. Não quero diminuir a importância disso. Precisamos ter momentos particulares e intensos de oração com o Senhor. Mas há algo maior em vista: a oração da igreja, a oração coletiva.
Nunca me esquecerei do impacto disso. Costumávamos ter uma escola de oração, em que os irmãos compartilhavam conosco e nós praticávamos. Sou muito grato, irmãos e irmãs. Isso nos marcou profundamente.
Passamos a crer que o momento de oração coletiva às quartas-feiras é um dos momentos mais valiosos de toda a vida da igreja. Não estou aqui para fazer ninguém se sentir mal. Mas, se todos entendessem o valor da oração coletiva, encontrariam uma maneira de vir.
Certa vez, um irmão jovem me disse que costumava ver Jerry dormindo no sofá nas noites de quarta-feira. Aqui está a história. Esse irmão foi profundamente tomado pela compreensão da oração da igreja e de sua importância quando era jovem. Ele tinha vinte e oito anos; eu tinha vinte.
Ele estava tão tomado pela necessidade da oração coletiva que não faltava a nenhuma reunião. Vou contar a verdade: nosso irmão costumava passar mal fisicamente quando saía para a reunião de oração coletiva. Acho que às vezes precisava parar o carro e vomitar à beira da estrada.
Mas, no instante em que atravessava esta ponte, aquela escuridão se dissipava. Ele encontrava naquelas reuniões algo da perfeita vontade de Deus. Espero que vocês também encontrem. Isso fará diferença em sua vida pessoal, na vida da igreja e em nosso serviço ao propósito de Deus em nossa geração.
O irmão Kong costumava dizer que a oração coletiva era o momento mais importante depois da Mesa do Senhor. Ah, que o Senhor nos dê um coração segundo o Seu e paixão pelo tempo de oração!
Paulo pediu três coisas quando solicitou que a igreja orasse. Vamos ler Romanos 15:29-32:
Mas sei que, ao ir até vós, irei na plenitude da bênção de Cristo.
Rogo-vos, porém, irmãos, por nosso Senhor Jesus Cristo,
e pelo amor do Espírito,
que luteis juntamente comigo em orações por mim a Deus;
para que eu seja livre dos que não creem na Judeia;
e para que o meu serviço em favor de Jerusalém seja aceitável aos santos;
a fim de que eu vá até vós com alegria, pela vontade de Deus,
e juntamente convosco encontre descanso.
Esse era um chamado à igreja em Roma, onde ele nunca havia estado, para que orasse por ele. Ele tinha três pedidos, e quero mostrar como esses três pedidos foram respondidos abundantemente.
Primeiro, ele pediu para ser livre dos homens maus.
De Atos 9 até o fim de Atos, boa parte do livro é composta de testemunho após testemunho de Paulo sendo livre dos homens maus — os judeus que literalmente queriam destruí-lo.
Quando ele chegou a Jerusalém, a segunda oração foi respondida: ele entregou a dádiva. Mas tentaram agarrá-lo no templo. Do lado de fora, começaram a espancá-lo. Então a coorte romana chegou, ouviu o tumulto, interrompeu aquilo e levou Paulo sob custódia. Eles estavam literalmente tentando matá-lo.
Vocês acham que Deus ouviu a oração dele? Ele foi livre dos homens maus.
Tentaram convencer Félix e Festo a enviá-lo de volta a Jerusalém depois que ele havia sido levado a Cesareia. Havia uma conspiração para matá-lo, e o próprio filho da irmã de Paulo ouviu falar dela. Vocês acham que Deus o livrou dos homens maus? Como Ele respondeu grandemente àquela oração!
Festo queria ceder aos judeus porque desejava agradá-los. Disse a Paulo: “Volte a Jerusalém e seja julgado lá”. Paulo disse: “Não fiz nada de errado. Sou romano. Apelo para César”.
Alguns talvez pensem que isso foi Paulo agindo, e não o Espírito Santo. Mas vocês creem que Deus é um Deus que planeja tudo do começo ao fim? Paulo era cidadão romano. Quando apelou para César, foi salvo daqueles homens maus. Foi livre.
Ele foi levado a Cesareia, onde ficou detido por dois anos. O rei Agripa II veio e ouviu Paulo. Disse:
Por pouco me persuades a tornar-me cristão.
Paulo respondeu:
Prouvera a Deus que, por pouco ou por muito, não somente tu, mas também todos os que hoje me ouvem, se tornassem tais como eu sou, exceto estas cadeias.
Agripa disse que, se Paulo não tivesse apelado para César, poderiam tê-lo soltado. Mas Deus estava atuando naquela oração. Ele a respondeu além do que se poderia pedir ou imaginar. Salvou Paulo de uma morte certa.
O segundo pedido era que seu serviço em favor de Jerusalém fosse aceito pelos santos. Paulo de fato levou a oferta a Jerusalém. Como testemunhou mais tarde diante de Félix, havia ido levar esmolas e ofertas. O serviço prático foi cumprido.
O último pedido era que Paulo pudesse ir e estar com os crentes em Roma. Paulo nunca imaginou que Deus responderia àquela oração dessa maneira. Ele foi a Roma como prisioneiro, sob custódia, para ser julgado diante de César.
Pensava que chegaria a Roma na plenitude de Cristo e desfrutaria de comunhão com eles. Mas Deus não trabalha da maneira como pensamos que Ele vai trabalhar. Ele trabalha à Sua própria maneira.
Vou ler os dois últimos versículos de Atos. Foi assim que a oração foi grandemente respondida:
E permaneceu dois anos inteiros em sua própria casa alugada,
e recebia todos os que iam até ele,
pregando o reino de Deus,
e ensinando as coisas concernentes ao Senhor Jesus Cristo,
com toda a ousadia, sem que ninguém o impedisse.
Pensem nisso. Ele não parecia um prisioneiro. Tinha seu próprio apartamento, e precisou pagar por ele durante dois anos. Mas o texto diz que recebia todos os que iam até ele.
Vocês se lembram da paixão dele? “Quero estar com vocês. Quero ter comunhão com vocês.” Deus respondeu abundantemente a essa oração. Paulo recebia todos os que iam até ele, pregando o reino de Deus e ensinando as coisas concernentes ao Senhor Jesus Cristo com toda a liberdade.
Observem a última expressão: sem impedimento. Antes, ele havia dito à igreja em Roma: “Muitas vezes, com grande desejo, quis ir até vocês, mas fui impedido”. Vejam esta resposta: ele recebia todos os que iam até ele sem impedimento.
Que maravilha! Como essa história é maravilhosa!
Vocês sabem que ele realizou sua maior obra naquele lugar? Ele está falando da obra que Cristo realizou nele. Naquele lugar, escreveu as epístolas da prisão: Efésios, Colossenses, Filipenses e Filemom.
As pessoas pensavam que ele era um prisioneiro, mas aquele lugar era a resposta à última de suas três orações.
Irmãos e irmãs, se vocês se entregarem ao Senhor e permitirem que Ele realize uma obra em vocês, Ele responderá às suas orações. Talvez elas não sejam respondidas da maneira que vocês imaginavam, mas Ele responderá às suas orações, e vocês chegarão na plenitude da bênção.
Senhor, pensamos nessas palavras tão transparentes. Pensamos nesse homem que Tu usaste tão grandemente, e, para nós, isso parece um livro de história. Senhor, queremos que seja uma carta pessoal dirigida a nós.
Ah, constrange-nos pelo amor de Deus, para que Tu possas realizar a Tua obra também em nós.
Senhor, não permitas que, no fim dos nossos dias, se diga: “Vocês resistiram a Mim”. Queremos nos render a Ti. Queremos pedir que nos tomes inteiramente, para que sejamos inteiramente Teus, e para que Tu também realizes a Tua obra em nós.
É isso que pedimos juntos, no poderoso nome de Jesus. Amém.