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THAT THE WORD OF THE LORD MAY RUN AND BE GLORIFIED
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    Romans 10 - The Way Of Salvation© 2026 Christian Testimony Ministry
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    Romans 10 - The Way Of Salvation
    Romans 10 - The Way Of Salvation
    Pittman, Kenny

    O caminho da salvação

    Prontos? Vocês estão prontos?

    Bom dia, irmãos e irmãs. Como é bom estarmos juntos na presença do Senhor, lembrando-nos dEle e desfrutando da comunhão uns com os outros no Senhor. E como é bom considerar a Sua Palavra. Sua Palavra é tão plena. Como poderíamos viver sem ela?

    Bem, acho que todos vocês sabem que enviei um esboço. Alguns provavelmente até o leram. Aliás, há um irmão — ele é meu irmão favorito, porque me diz isso todas as vezes. O William me diz: “Obrigado pelo esboço. Eu o li”. Ele realmente leu. Então, se vocês tiverem alguma pergunta, procurem o William. Essa é a nossa sugestão.

    Estamos concluindo Romanos 10. Hoje vamos examinar Romanos 10:14-21, mas queremos começar a leitura em Romanos 10:12-13, para situar o contexto. Isso vai ajudá-los a entender, porque Paulo não interrompe seu raciocínio aqui. Por isso, queremos voltar a esses versículos.

    Estou lendo a versão de Darby. Romanos 10:12-13:

    Pois não há diferença entre judeu e grego:
    porque o mesmo Senhor de todos é rico para com todos os que O invocam.
    Pois todos, qualquer um
    que invocar o nome do Senhor, serão salvos.

    Quero que vocês prestem atenção nesse versículo ao começarmos. Romanos 10:14-21:

    Como, pois, invocarão Aquele em Quem não creram?
    E como crerão nAquele de Quem não ouviram?
    E como ouvirão sem alguém que pregue?
    E como pregarão, se não forem enviados?
    Conforme está escrito: Quão formosos são os pés dos que anunciam boas-novas de paz,
    dos que anunciam boas-novas de coisas boas!
    Mas nem todos obedeceram às boas-novas;
    pois Isaías diz: Quem creu em nossa mensagem?
    Assim, a fé vem pela mensagem, e a mensagem, pela Palavra de Deus.
    Mas digo: Porventura não ouviram?
    Sim, certamente, sua voz saiu por toda a terra,
    e suas palavras, até os confins do mundo habitado.
    Mas digo: Porventura Israel não soube?
    Primeiro, Moisés diz: Eu vos provocarei a ciúmes por meio dos que não são nação;
    por meio de uma nação sem entendimento vos provocarei à ira.
    Mas Isaías é muito ousado e diz: Fui achado pelos que não Me buscavam;
    fui manifestado aos que não perguntavam por Mim.
    Mas a Israel Ele diz: Todo o dia estendi Minhas mãos a um povo desobediente e contradizente.

    Vamos orar.

    Pai, somos tão gratos porque Tu nos deste esta Palavra. Como esta Palavra é preciosa. Como todas as Tuas palavras são preciosas. Sem as Tuas palavras, diz o salmista, pereceríamos.

    De fato, chegamos Àquele que proferiu palavras de vida eterna, palavras de espírito e vida. E pedimos novamente hoje, ao considerarmos estes oito versículos, que Tu os unjas e nos concedas ouvir essas palavras de vida.

    Senhor, chegamos a Ti. Nós nos curvamos diante de Ti. Agradecemos por tudo o que nos deste, querido Pai, em Cristo Jesus. E pedimos que nos faças compreender estes oito versículos, hoje, no profundo do nosso espírito. Em nome de Jesus, amém.

    Os caminhos de Deus em Romanos 9–11

    Sabem, já mencionei algo antes. Tenham paciência comigo. Vou mencionar de novo, até entrar nesta minha cabeça dura — e talvez na de vocês também. Estes três capítulos tratam dos caminhos de Deus.

    Quando digo estes três capítulos, refiro-me a Romanos 9, 10 e 11. Estamos tratando dos caminhos de Deus. Isso está em Romanos 11:33:

    Ó profundidade das riquezas, tanto da sabedoria como do conhecimento de Deus!
    Quão insondáveis são os Seus juízos e inescrutáveis os Seus caminhos!

    Foi assim que Paulo concluiu essa grande seção. E é isso, de fato, que estamos vendo nesses três capítulos.

    Hoje vamos examinar um caminho específico. Esse é o caminho que, em certo sentido, é o mais importante dos caminhos de Deus revelados a nós. É o caminho da salvação — as boas-novas.

    Agora, pensem nisso por um momento. Sem a revelação desse caminho da salvação, não teríamos comunhão com Deus. Estaríamos mortos em nossos pecados. Estaríamos sem esperança neste mundo, como Paulo escreveu aos efésios. Onde estaríamos? Estaríamos desesperados.

    Essa é, portanto, a importância desse caminho — o caminho da salvação, ou as boas-novas. Acho que toda a misericórdia de Deus, em certo sentido, está concentrada nesse caminho. É a porta que se abre para nós. É o caminho de passagem. É o caminho para a vida. É o caminho para a Sua abundância, que Ele nos manifestou em Cristo Jesus.

    Por isso, penso que esse caminho da salvação, do qual estes versículos tratam, é de suprema importância.

    Estes oito versículos — sei que li dez, então espero não estar confundindo vocês logo no começo — revelam como Deus agirá para levar um povo à Sua plenitude. Sem esse caminho, isso não pode acontecer. Mas, por meio desse caminho, temos a garantia divina de que isso acontece, acontecerá, e nada poderá impedir que aconteça, porque, afinal, são os caminhos de Deus.

    Agora, quando chegamos ao final desses versículos — esta talvez seja a introdução mais curta que já fiz —, descobrimos que há aqueles que recusam o caminho das boas-novas. Eles o recusam. Eles o rejeitam.

    Imaginem: esse é o único caminho que Deus tornou disponível a todos os povos do mundo e, ainda assim, diante dessa graça maravilhosa, há aqueles que o rejeitam. Há aqueles que o recusam. Mas, graças a Deus, em Sua misericórdia, há aqueles que recebem as boas-novas.

    Esse é, portanto, o desfecho destes oito versículos. Vamos examiná-los em três seções. Espero que essa pequena divisão ajude. Ao que parece, vai me ajudar — ou talvez ajude a todos nós, se pensarmos nisso.

    Primeiro, Paulo trata de quatro perguntas fundamentais a respeito das boas-novas. Sem compreender essas quatro perguntas fundamentais — o que elas significam —, não podemos compreender o caminho da salvação. Isso está em Romanos 10:14-15.

    Segundo, temos a questão de crer na mensagem. Precisamos crer na mensagem. Se não crermos nela, nunca poderemos entrar no caminho da salvação. Isso está em Romanos 10:16-18.

    Finalmente, chegamos ao ponto que mencionei: as boas-novas recusadas ou recebidas, em Romanos 10:19-21. Esse é o nosso esboço, e que o Senhor nos ajude ao examiná-lo.

    A certeza da salvação

    Primeiro, quero voltar a Romanos 10:13. Acho que esse versículo estabelece todo o contexto. E, se não entendermos o contexto, não poderemos entender do que Paulo está falando.

    Pois todos, qualquer um que invocar o nome do Senhor, serão salvos.

    Portanto, sem dúvida, Paulo está tratando da salvação. E, se aceitarmos o fato de que estes três capítulos são uma revelação dos caminhos de Deus, então é do caminho para a salvação que ele está tratando. Não apenas da salvação, mas do caminho para ela: Seu caminho divino para entrar nela e como ele foi disponibilizado.

    Creio que esse versículo 13 oferece uma extraordinária garantia divina. Acho que mencionei isso da última vez. Mas essa é uma extraordinária garantia divina.

    Ele diz: “Pois todos”. Quero apenas ler as palavras de Paulo e acrescentar minha própria ênfase: “Pois todos”. Ora, quem fica de fora? Todos devem estar incluídos.

    “Qualquer um.” É um chamado universal a toda a humanidade, a toda a Sua criação, para entrar nesse caminho da salvação.

    Pois todos, qualquer um que invocar o nome do Senhor, serão salvos.

    Acho que já mencionei isso antes, mas foi a expressão serão salvos que tanto me chamou a atenção. Há uma enorme diferença entre serão e poderão ser. Sabem, podemos dizer: “Você poderá fazer alguma coisa”, mas há uma grande diferença quando dizemos: “Você deverá fazer alguma coisa”.

    Nunca vou me esquecer de que, durante minha formação como jovem engenheiro, os sócios mais velhos, que tinham muito mais sabedoria do que eu jamais tive, me diziam: “Queremos que você entenda a importância da palavra ‘deverá’”. Eles fizeram questão disso, e a lição ficou gravada.

    Lembro-me dos documentos legais que produzíamos — chamados documentos de construção, que são os projetos e as especificações usados para executar a obra. Eles diziam: “Certifique-se de colocar nessas especificações ‘deverá’. Não coloque ‘poderá’. Não deixe isso a critério de quem vai construir. Ele poderá substituir qualquer coisa que quiser. Diga-lhe o que deverá fazer”.

    E, acreditem ou não, isso ficou gravado. Acho que li algo que explica a diferença entre deverá e poderá com ainda mais clareza do que essa ilustração.

    Sabem, Romanos é um documento legal. Já conversamos sobre como estamos no tribunal — o mais alto tribunal, o tribunal divino. E este é um documento legal. Nos documentos legais, há uma enorme diferença entre deverá e poderá.

    Uma pessoa escreveu o seguinte a respeito de um documento legal: “Há uma distinção importante entre ‘deverá’ e ‘poderá’. ‘Deverá’ é uma ordem. Tudo o que vem depois de ‘deverá’ é obrigatório. É exigido. Tem de ser feito”.

    Por outro lado, poderá indica algo discricionário. O que vem depois de poderá é opcional e fica a critério da pessoa que toma a decisão.

    O Senhor disse:

    Qualquer um, todos os que invocarem o nome do Senhor, serão salvos.

    Espero que agora vocês apreciem mais profundamente essa expressão. Ela, por si só, nos dá a mais plena garantia divina.

    As quatro perguntas a respeito da salvação

    Agora, vamos examinar Romanos 10:14-15. Acho que esses dois versículos nos mostram algo maravilhoso. Neles, Paulo faz quatro perguntas. Como sabemos que são perguntas? Ele começa cada uma com “como”. Todas as quatro começam com “como”.

    Essas quatro perguntas revelam o segredo de Deus quanto à maneira de entrarmos no caminho da salvação — como essa porta foi aberta para nós. O que Deus fez para tornar esse caminho disponível a vocês e a mim? Por isso, é importante compreendermos essas quatro perguntas.

    Penso naquela coisa maravilhosa escrita pelo autor de Hebreus, em Hebreus 2:3. Ele começa com a palavra “como” e diz:

    Como escaparemos nós,
    se negligenciarmos tão grande salvação?

    Irmãos e irmãs, pensem no significado disso. Ele está ressaltando para aqueles crentes hebreus a importância dessa salvação. E esse é o único lugar em que essa expressão aparece, estabelecendo o contexto: tão grande salvação.

    Então, como escaparemos se negligenciarmos tão grande salvação? É uma advertência solene, mas expressa o próprio espírito destes oito versículos. Se negligenciarmos o que Deus fez, onde estaremos? Que esperança teremos? Em que se apoiará o nosso futuro? De onde virá a nossa certeza?

    Acho que essa é a importância dessas perguntas. Deixem-me lê-las para vocês.

    Primeira:

    Como, pois, invocarão Aquele em Quem não creram?

    É uma boa pergunta. Como invocarão? O versículo 13 disse: “Todos, qualquer um” — três ênfases, aliás —, “que invocar o nome do Senhor, será salvo”. Mas como podemos invocar alguém que nem sequer conhecemos? Como podemos fazer isso? É uma boa pergunta. Pensem nela.

    A segunda pergunta, creio eu, também é importante:

    E como crerão nAquele de Quem não ouviram?

    Outra boa pergunta.

    A terceira pergunta:

    E como ouvirão sem alguém que pregue?

    E a quarta:

    E como pregarão, se não forem enviados?

    Pensem nessas perguntas. Elas nos revelam o caminho de Deus para a salvação e, por isso, precisamos compreender a realidade delas. São tão abrangentes. Nesses poucos versículos está concentrado todo o caminho da salvação.

    Quando as examinamos, vemos que são tão abrangentes que nos permitem conhecer e receber plenamente essa tão grande salvação. O texto diz que precisamos invocar o Senhor, certo? Diz que precisamos crer no Senhor, certo? Diz que precisamos ouvir a Palavra de Deus por meio de Seus mensageiros e de Sua mensagem. Não é isso que ele diz?

    E então, se examinarmos a quarta pergunta, ela diz que esses mensageiros precisam ser enviados pelo Senhor. É isso que o texto nos diz.

    A responsabilidade humana e a provisão divina

    Penso que, naturalmente, podemos dividir essas quatro perguntas em duas partes. Espero que vocês consigam me acompanhar. Espero não confundi-los ainda mais com quatro, dois e todos esses números, mas elas podem ser divididas em duas partes: a responsabilidade do homem e a provisão de Deus. É só isso que vocês precisam saber.

    Temos uma responsabilidade, e Deus faz uma provisão. Na responsabilidade do homem, vemos as duas primeiras: invocar o nome do Senhor e crer no Senhor. Na provisão de Deus, vemos as duas últimas: a pregação da Palavra e o envio de Seus mensageiros. É isso que torna tudo possível.

    Naturalmente, gostaríamos que essas perguntas fossem respondidas na ordem em que aparecem: um, dois, três, quatro, certo? Faz sentido. Era assim que fazíamos na escola. Não sei como os jovens fazem na escola hoje, mas era assim que fazíamos.

    Mas, na verdade, acho que há um segredo. Precisamos examiná-las na ordem quatro, três, dois, um. Se não as examinarmos na ordem inversa, toda a responsabilidade recai sobre o homem. Se as examinarmos na ordem certa — que, a meu ver, é essa —, começaremos a compreender o que Deus fez para tornar tudo possível.

    Ele enviou Alguém. Ele disponibilizou Sua Palavra. E então, somente então, podemos invocar o nome do Senhor e crer no Senhor. Por isso, acho que essa é uma maneira muito correta de examinar o assunto.

    Vocês talvez perguntem: “Irmão, por que você examinaria isso de trás para a frente?”. Alguns poderiam dizer: “Irmão, por que você faz tudo ao contrário?”. Mas acreditem em mim: a razão é que Deus toma a iniciativa. O homem responde.

    Nós invertemos as coisas. Não somos nós que tomamos a iniciativa. Deus tomou a iniciativa. E, porque Ele tomou a iniciativa e disponibilizou, em Sua provisão, tudo de que precisamos para entrar no caminho da salvação, podemos conhecer essa tão grande salvação.

    Cristo, o Enviado

    Esse é o ponto em que quero que vocês pensem. Portanto, vamos considerar isso na ordem inversa, se vocês não se importarem. Primeiro, o Enviado.

    O texto diz:

    E como pregarão, se não forem enviados?

    Pensem nisso. Deus enviou Seu Filho unigênito. Esse é o segredo de tudo.

    O caminho da salvação depende, literalmente, desse único ato de Deus. Se Ele não tivesse enviado Seu Filho unigênito — o Enviado —, a salvação nunca estaria disponível a vocês, a mim e ao mundo inteiro.

    Como pregarão, se não forem enviados? Deus enviou Seu Filho unigênito. Creio que vocês conhecem esse versículo; alguém o mencionou durante nosso momento de memória do Senhor. João 1:14:

    E o Verbo Se fez carne e habitou entre nós,
    e vimos a Sua glória,
    glória como do Unigênito do Pai,
    cheio de graça e de verdade.

    Graças a Deus, Ele enviou Seu único Filho. Onde vocês estariam sem isso? Não estariam aqui. Estariam sem esperança. Mas, porque Ele enviou o Enviado, estamos aqui e somos salvos.

    Por favor, lembrem-se disso acima de tudo. Não sigam a ordem natural das coisas. Deem graças porque a salvação — a porta da salvação — foi aberta para vocês pelo envio do Enviado.

    Sabem, Ele é o Messias. Isso significa o Ungido, certo? Vocês sabiam que “Messias” aparece apenas quatro vezes na Bíblia? Eu teria imaginado que aparecesse mais vezes, mas aparece apenas quatro.

    Aparece duas vezes em Daniel, em versículos consecutivos: Daniel 9:25 e Daniel 9:26, no Antigo Testamento. No Novo Testamento, aparece somente no Evangelho de João — em João 1:41, eu acho, mas não me cobrem isso — e depois, creio eu, em algum lugar de João 4. Não posso dizer com certeza, mas são apenas quatro vezes.

    Esse Ungido foi enviado a nós. Ele não é apenas o Ungido — pois, no Antigo Testamento, “Messias” significa “Ungido”. É interessante: quando traduzimos o termo hebraico Messias para o grego, ele significa literalmente Cristo.

    Há apenas um Ungido que foi enviado. E somente por causa desse Ungido que foi enviado temos essa experiência maravilhosa e essa realidade do caminho da salvação.

    Isso é de grande importância, irmãos e irmãs. Precisamos compreender que Ele não é apenas a mensagem de Deus; Aquele que foi enviado é o Mensageiro de Deus. E isso vem em primeiro lugar quando estudamos essas quatro perguntas.

    Ele é o único caminho para a salvação. Vocês se lembram daqueles capítulos maravilhosos, João 13 a 17, registrados somente no Evangelho de João? Lembram-se de que, antes da cruz, o Senhor estava dando a mais elevada certeza ao Seu povo?

    Ele lhes dizia que estava indo para o Pai e que eles conheciam o caminho. É claro que Tomé — numa das poucas vezes em que o ouvimos falar na Bíblia, e pelo menos podemos dizer a seu favor que era uma pessoa coerente — duvidava nas situações sobre as quais lemos.

    Ele disse:

    Não conhecemos o caminho e não sabemos para onde Tu vais.

    E o Senhor disse algo profundamente significativo em João 14:6. Ele não disse: “Bem, vou lhes dizer qual é o caminho”. Ele lhes disse — e eles devem ter ficado admirados:

    Eu sou o caminho.

    Vocês entendem a diferença? O caminho da salvação não é algum processo pelo qual conduzimos as pessoas para que sejam salvas. O caminho da salvação é, literalmente, a Pessoa do Senhor Jesus Cristo. É descobrir que Ele é tudo. É descobrir que Ele é, como diz aquela expressão antiga, “o pacote completo”. E, se vocês precisarem de uma explicação dessa expressão, por favor, perguntem a outra pessoa.

    Ele é tudo. Deus nos deu tudo quando nos deu o Senhor Jesus — o Enviado, o Ungido. E, é claro, sem isso, nunca conheceríamos a salvação.

    Por causa de Quem Ele é e do que fez — talvez eu tenha ficado tão empolgado que não terminei aquele versículo de João 14:6. Eu terminei? Deixem-me lê-lo novamente, só para me lembrar.

    Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida:
    ninguém vem ao Pai, senão por Mim.

    Isso não é poderoso? Não há outro caminho. Não há outra porta. Não há outro acesso.

    Sabem, o mundo fica furioso conosco, os crentes, quando dizemos isso. “Você quer dizer que alguém não pode vir pelo budismo? Quer dizer que alguém não pode ser hindu, xintoísta ou qualquer outra coisa?”

    Essas não são palavras nossas. São palavras do Senhor. Ou — perdoem-me por dizer isso — o Senhor foi o maior mentiroso que já existiu, ou isso é verdade. Pois bem, isso é verdade.

    Eu teria imaginado que talvez Ele dissesse: “Vou lhes mostrar o caminho”. Ele não disse isso. “Vou lhes ensinar a verdade.” Ele não disse isso. “Vou lhes falar sobre a vida.” Ele não disse isso.

    Ele disse:

    Eu sou o caminho.
    Eu sou a verdade.

    Observem essas duas palavras: “Eu sou”. Eles sabiam exatamente o que Ele estava dizendo.

    Aquelas pessoas judias foram levadas de volta a Êxodo 3, quando Deus apareceu a Moisés na sarça ardente e lhe disse:

    EU SOU te enviou.

    Eles sabiam. Essa era a afirmação suprema: “Eu sou”.

    Portanto, em primeiro lugar, Ele é o Enviado. Por causa dEle, podemos invocar o Senhor. Por causa dEle, podemos crer no Senhor. Por causa dEle, você será salvo. É isso: o Enviado.

    Os apóstolos e os crentes como enviados

    Mas algo me chamou a atenção quando considerei esses pontos: Ele não apenas foi o Enviado; Ele continua agindo nesse caminho da salvação. Ele envia outros.

    Vocês se lembram dos apóstolos? A maioria provavelmente sabe disso, mas a palavra grega para apóstolo, acho que é algo como apostolos. Não posso afirmar, e não me cobrem o grego. Algumas pessoas mal confiam no meu inglês, então não me cobrem o grego aqui. Significa “o enviado” — um embaixador, alguém que é enviado.

    Assim, Deus continua seguindo Seu caminho. Ele não apenas foi o Enviado; na verdade, Ele é o Apóstolo. Vocês se lembram de Hebreus 3:1?

    Portanto, santos irmãos, participantes de uma vocação celestial,
    considerai o Apóstolo e Sumo Sacerdote da nossa confissão, Jesus.

    Isso não é maravilhoso? Para mim, é maravilhoso. Ele é o Apóstolo. E, ainda assim, em Seu caminho para assegurar que possamos entrar nesse caminho da salvação, Ele continua enviando, e enviou Seus próprios doze apóstolos.

    Que maravilha. Temos os escritos de muitos deles. Como é maravilhoso termos a Palavra de Deus por causa desses que foram enviados. Um apóstolo é um embaixador do evangelho. Essa é sua única tarefa — ser um embaixador do evangelho. Ele é um mensageiro que foi enviado.

    Paulo estava explicando quem são os apóstolos em 2 Coríntios 5:20. Ele disse:

    Somos, portanto, embaixadores por Cristo,
    como se Deus exortasse por nosso intermédio:
    rogamos por Cristo: Reconciliai-vos com Deus.

    Sabem, creio que todas as nações da terra têm o costume de enviar embaixadores a outras nações com as quais mantêm relações. Esses embaixadores são responsáveis por uma coisa: levar a mensagem soberana do reino, estado ou país de onde vieram à nação para a qual vão.

    Achei isso interessante. Eu não sabia quantos embaixadores os Estados Unidos tinham. Não sei se isso realmente me importa, mas descobri que têm 168 embaixadores. É muita gente enviada.

    Vocês sabem qual país tem o maior número de embaixadores no mundo? Irmão, você é espiritual demais para mim. Deixe-me fazer a pergunta de outra maneira: qual país tem o maior número de embaixadores no mundo? Aliás, você está certo. Qual país tem mais embaixadores? Isso não deveria ser tão difícil. Bem, é a China. Fiquei surpreso.

    A China tem 173 embaixadores. Não conheço um único embaixador dos Estados Unidos. Conheço um embaixador — apenas um. Não levem isso a mal, está bem? Não entendo muito de política, certo? Não sei dessas coisas.

    Mas Mike Huckabee foi enviado para ser embaixador em Israel. O que eu aprecio no único embaixador que conheço pelo nome é que ele é um embaixador de Cristo. É um verdadeiro crente. É um pastor batista. É alguém que conhece o Senhor.

    Acho maravilhoso que ele tenha sido enviado a Israel. Talvez possa lhes mostrar o caminho da salvação entre suas atividades diplomáticas e falar do Messias, o Enviado.

    Assim, os embaixadores são enviados pelo Senhor. É isso que os apóstolos são.

    Os embaixadores celestiais levam uma mensagem muito mais vital do que esses embaixadores terrenos. Pensem nisso. Segundo Paulo, a eles foi confiada a mensagem do Rei dos reis e Senhor dos senhores. Essa é uma responsabilidade tremenda.

    Eles são enviados para dizer a este mundo enfermo pelo pecado:

    Reconciliai-vos com Deus.

    Que mensagem. Essa é a mensagem de que este mundo precisa. Deus quer reconciliar você com Ele. Reconcilie-se com Deus.

    Pensem nisso. Quando o Senhor foi elevado ao céu para Se assentar junto à Majestade nas alturas, Ele continuou enviando Seus embaixadores ao mundo. Acho isso maravilhoso.

    1 Coríntios 1:17 diz o que eles devem fazer:

    Porque Cristo não me enviou para batizar,
    mas para pregar as boas-novas;
    não com sabedoria de palavras,
    para que a cruz de Cristo não seja anulada.

    Agora quero levá-los um passo adiante. Os enviados não terminam aí. Você é um enviado. Eu sou um enviado. Todo crente é um enviado.

    Devemos continuar sendo os embaixadores que levam essa mensagem celestial, esse caminho da salvação, a este mundo. Se não levarmos essa mensagem, este mundo morrerá em pecado. Que responsabilidade. Que responsabilidade.

    Ah, acho que precisamos considerar que também somos os enviados. Graças a Deus pelo Enviado. Graças a Deus pelos enviados, os apóstolos. Mas nós também temos uma responsabilidade. Vocês sabiam disso?

    Vocês sabiam que são embaixadores do reino dos céus? São, sim. Sua única tarefa é levar a mensagem desse Rei nas alturas, desse Rei exaltado, do único Rei, a um mundo que está morrendo. E esse é o caminho de Deus para a salvação.

    Nunca me esquecerei do que o irmão Kong costumava dizer a nós, jovens, que, aliás, não tínhamos muita clareza — não me importo de confessar isso. Não tínhamos muita clareza. Mas lembro-me de que ele dizia algo com bastante frequência, e, depois de anos, aquilo finalmente entrou na minha cabeça.

    Ele nos dizia: “Deus pode mudar Seus métodos, mas nunca muda Seus caminhos.” Achei isso uma sabedoria profunda.

    Ele ainda está enviando pessoas. Ainda está enviando Seus enviados. Na verdade, deixem-me ler alguns versículos de Mateus 9 que vocês conhecem muito bem. Vocês conhecem esses versículos. Muitas vezes oramos com base neles quando falamos do evangelho.

    Mateus 9:36-38:

    Mas, vendo Ele as multidões, moveu-Se de compaixão por elas,
    porque estavam aflitas e abandonadas, como ovelhas que não têm pastor.
    Então diz aos Seus discípulos: A seara é grande, mas os trabalhadores são poucos;
    rogai, pois, ao Senhor da seara
    que envie trabalhadores para a Sua seara.

    Irmãos e irmãs, creio que esse deveria ser nosso pedido frequente ao céu: que Deus continue enviando pessoas que tenham um encargo pelo caminho da salvação; que Deus coloque sobre nós o que colocou sobre o apóstolo Paulo:

    Uma necessidade me foi imposta.
    Ai de mim se não pregar as boas-novas.

    O ministério da pregação

    Creio que essa é a quarta pergunta — ou melhor, a terceira. Ela diz uma coisa fundamental que esses enviados são comissionados a fazer: são enviados para pregar a mensagem. Essa é a única coisa que foram chamados a fazer.

    Precisamos, irmãos e irmãs, compreender a importância da pregação. Talvez não lhe demos muito valor. Talvez pensemos: “Aqui está a Palavra de Deus”. Mas Deus, de alguma maneira, em Seus caminhos misteriosos, escolheu a pregação como o meio pelo qual esse evangelho deve chegar ao mundo.

    Pensem nisso. Coríntios fala da loucura da pregação, certo? Vocês se lembram desses versículos? O texto fala da loucura da pregação. 1 Coríntios 1:21 diz:

    Pois, visto que, na sabedoria de Deus,
    o mundo não conheceu a Deus por sua sabedoria,
    aprouve a Deus, pela loucura da pregação,
    salvar os que creem.

    Para o mundo, a pregação é loucura. Mas, para Deus — e sabemos disso por 1 Coríntios 1:18 —, ela é o poder de Deus para a salvação. Pensem nisso: a pregação. Isso não é extraordinário?

    Não sei quanto a vocês, se conseguem se lembrar de como era antes de serem salvos. Para alguns, é preciso voltar bem longe. Para o Jerry, aliás, é preciso voltar muito mais longe do que para mim. Mas, para mim, foi há cinquenta e três anos.

    Lembro-me de uma ocasião — estou falando do poder da pregação, entendam; é a isso que quero chegar — em que, ainda adolescente, no ensino médio, fui comprar pneus para meu pobre Ford Falcon 1962. Aliás, esse era um carrinho terrível que a Ford fabricava.

    Lembro-me de ir — essa parte eu não posso contar. Vou dizer que me lembro de ir à Virginia Tech e atravessar a montanha Afton, quando uma carreta me ultrapassou enquanto eu dirigia meu Ford Falcon 1962.

    Mas, certo dia, fui comprar pneus para aquela pequena lata-velha. Havia um borracheiro ali. Enquanto eu esperava que colocassem os pneus, ele me falou do Senhor.

    Eu nunca tinha ouvido aquilo. Era vivo. Era cheio de convicção. Ele disse algumas coisas. Acho que disse algo como: “Deus quer você”. Pensei: “Quem é Deus? E por que Ele me quereria, se fosse Deus?”.

    Aquelas palavras ficaram gravadas em meu coração por cerca de quatro anos, até que fui salvo. E percebi que aquele borracheiro não estava ali simplesmente para colocar pneus; ele era um embaixador do evangelho.

    Como embaixador, como enviado, ele compartilhou comigo o caminho da salvação. Pois é, essa é a importância da pregação. Pode ser apenas uma palavra, mas, quando o Espírito Santo está por trás de uma palavra, ela pode transformar. Ela tem poder para convencer os homens do pecado, da justiça e do juízo.

    Irmãos e irmãs, como a pregação é poderosa. A pregação é a única coisa, na perspectiva de Deus e no caminho da salvação, que transformará este mundo enfermo pelo pecado. Acho isso maravilhoso.

    A necessidade de ouvir espiritualmente

    Portanto, Ele não apenas provê enviados, mas também provê Sua Palavra para ser anunciada — Sua Palavra viva. Agora, a segunda pergunta — lembrem-se de que estamos seguindo a ordem inversa; isso talvez ainda esteja um pouco confuso — trata da importância de ouvir.

    Vocês sabem como é importante ouvir? É muito importante. Estou chegando à idade em que todos me dizem: “Uso aparelho auditivo”. Bem, graças a Deus, temos um aparelho auditivo melhor do que aquele que vocês compraram na Costco. Temos o Espírito Santo, o Espírito Santo que habita em nós, que pode falar conosco, e podemos ouvir as palavras celestiais.

    Vocês têm aparelhos auditivos divinos. Quantos anos você tem, vinte? Você tem um aparelho divino… Você não tem vinte anos. Perdoe-me. Sinto muito. Vocês entendem a importância de ouvir?

    Era disso que tratava a segunda pergunta:

    Como crerão, se não ouviram?

    Deus assegura que ouçamos. Ele envia Seus embaixadores, e esses embaixadores têm uma única missão: trazer até nós a mensagem do reino dos céus. Então nossos ouvidos podem ser abertos, e podemos ouvir.

    Agora, se vocês não acham que ouvir é importante na Bíblia, leiam Apocalipse 2 e 3. Esses capítulos são o coração de Apocalipse. Ali estava a mensagem às igrejas. Era Cristo, o Cabeça ressurreto da igreja, vindo àquelas sete igrejas da Ásia, andando entre elas e examinando se eram um verdadeiro testemunho de Jesus.

    Quando lemos essas sete mensagens às sete igrejas, descobrimos que muitas delas tinham problemas espantosos. Muitas delas. E o Senhor fala diretamente a esses problemas espantosos, um por um. Ele conhece a situação e trata dela.

    Sabem, é bem difícil ouvir que sua igreja tem Satanás no meio dela. Mas o Senhor sabia como tratar disso.

    Mas este é o ponto: ao final de cada uma dessas mensagens individuais, havia uma mensagem específica. Essa mensagem específica era a mesma para todas aquelas igrejas. Para mim, isso a coloca num nível mais elevado.

    A mensagem era:

    Quem tem ouvidos para ouvir,
    ouça o que o Espírito diz às igrejas.

    Essa é a mensagem mais importante. Se não ouvirmos, não poderemos conhecer o caminho da salvação. É por isso que isso é tão importante.

    Irmãos e irmãs, a razão de eu seguir a ordem inversa é assegurar a vocês que um ouvido capaz de ouvir não vem de vocês; ele é provido pelo próprio Deus. Que diferença.

    Sabem, se dependesse de mim ter um ouvido capaz de ouvir, eu nunca ouviria. Eu seria — bem, surdo como uma pedra. “Morto como uma pedra”, acho que é a expressão certa. A Linda me diz que misturo essas expressões, então vocês terão de me perdoar. Mas eu seria surdo como uma porta. Vamos dizer assim.

    Mas Deus, em Sua misericórdia, dá ao Seu povo ouvidos capazes de ouvir. E, quando Ele nos dá esses ouvidos, podemos invocar o Senhor, podemos crer no Senhor e podemos ser salvos.

    Como isso é maravilhoso. Em outras palavras, o caminho da salvação começa quando Deus nos dá um ouvido capaz de ouvir. Sem isso, nunca poderemos ser salvos.

    Por isso, precisamos orar pelas pessoas. Quando oramos pelo evangelho, quando oramos por nossos entes queridos que parecem surdos em relação ao Senhor e não conseguem ouvir nada, precisamos orar: “Senhor, dá-lhes um ouvido capaz de ouvir”.

    Se nos firmarmos nisso: “Senhor, eles são surdos. Não conseguem Te ouvir. Mas é Teu desejo que todos os homens” — acho que está em 1 Timóteo 2 —,

    sejam salvos e cheguem ao conhecimento da verdade,

    então pediremos: “Dá-lhes um ouvido capaz de ouvir”. E isso fará a diferença.

    A mensagem e a Palavra viva

    Acho muito importante compreendermos isso. Somente depois que essas coisas são feitas podemos invocar o Senhor e ser salvos.

    Agora, deixem-me voltar a Romanos 10. Talvez vocês tenham pensado que me desviei do assunto. Mas, voltando a Romanos 10:15, o texto diz algo maravilhoso:

    E como pregarão, se não forem enviados?
    Conforme está escrito:
    Quão formosos são os pés dos que anunciam boas-novas de paz,
    dos que anunciam boas-novas de coisas boas!

    Irmãos e irmãs, isso significa que o anúncio das boas-novas pelos enviados é belo aos olhos de Deus. Ele diz: “Vocês têm pés formosos”.

    Talvez vocês não tenham pés bonitos, mas entendem o que estou dizendo. No sentido espiritual, vocês têm pés formosos. É isso que Ele procura em Seu povo: aqueles que levam as boas-novas a um mundo que está morrendo, trazendo essa mensagem de vida a um mundo que está morto.

    Há um grande contraste quando lemos Provérbios 1. Acho que vocês provavelmente conhecem esse texto, mas vou lê-lo. É Provérbios 1:15-16. O assunto aqui é consentir em acompanhar os pecadores.

    Filho meu, não andes no caminho com eles;
    desvia o teu pé da sua vereda:
    porque os seus pés correm para o mal
    e se apressam a derramar sangue.

    Pensem nisso. Há dois tipos de pés neste mundo. Na perspectiva de Deus, há apenas dois tipos. Há aqueles que têm pés formosos. Esse é o versículo de Isaías citado por Paulo, Isaías 52:7.

    Vocês têm pés formosos? São um desses enviados? Estão levando essa mensagem do reino? Se estão, Deus Se alegra. Mas, se não, seus pés são rápidos para correr para o mal. Rápidos. Eles se apressam. Há apenas dois tipos.

    Bem, acho que vocês entenderam: por meio desse chamado, o mundo é transformado. Essa é a mensagem mais elevada que podemos levar. Esse é o maior privilégio concedido ao homem: podermos ser portadores da mensagem celestial do caminho da salvação.

    Que o Senhor nos ajude a ser esses portadores. Acho que ultimamente estamos recebendo um encargo cada vez maior por isso. Vamos orar para que o Senhor o faça.

    A fé na mensagem anunciada

    O segundo ponto é crer na mensagem. Precisamos crer nessa mensagem que foi anunciada. Agora, vejam Romanos 10:16:

    Mas nem todos obedeceram às boas-novas.

    É interessante que Paulo tenha dito “obedeceram às boas-novas”. Ele não disse “creram nas boas-novas”. Isso seria apropriado. É o que ele vem dizendo em toda essa passagem. Mas aqui, por algum motivo, esse homem ungido de Deus disse: “Nem todos obedeceram às boas-novas”.

    Vocês sabem por quê? Porque, quando você crê nas boas-novas, a evidência concreta é que você obedece. Essa é a diferença. É por isso que ele não disse “creram”. Ele sabia.

    Na verdade, quando escreveu esse maravilhoso livro de Romanos, ele usou uma expressão própria a respeito da obediência. É uma expressão exclusivamente paulina. Aparece apenas em dois lugares, e somente no livro de Romanos.

    Em Romanos 1:5, ele diz que esse evangelho é dado para a obediência da fé entre todas as nações. Observem o que ele disse: não apenas crer; é a obediência da fé.

    Quando chegamos ao final de Romanos 16, encontramos novamente a mesma expressão: é para a obediência da fé entre todas as nações.

    Irmãos e irmãs, se vocês realmente ouviram o caminho da salvação, a evidência será a obediência. Já não será uma luta; será a evidência manifesta de que creram na mensagem.

    Paulo cita Isaías 53:1:

    Quem creu em nossa mensagem?
    E a quem foi revelado o braço do Senhor?

    Essa era a mensagem dos sofrimentos inimagináveis do Senhor Jesus em Isaías 53. Era a mensagem do Enviado e daquilo por que o Enviado — o Apóstolo e Sumo Sacerdote da nossa fé — teve de passar para que vocês fossem introduzidos nessa salvação.

    É extraordinário. Acho que, quando lemos Isaías 53, devemos fazê-lo com reverência e temor. Vocês conseguem imaginar o que o texto diz? Aprouve a Deus esmagar Seu Filho. Conseguem imaginar? Esse foi o custo do caminho da salvação.

    Quem creu em nossa mensagem?

    É o início de Isaías 53.

    E a quem foi revelado o braço do Senhor?

    Custou-Lhe tudo trazer esse caminho da salvação. Custou-Lhe tudo trazer esse caminho.

    São os sofrimentos inimagináveis do Senhor. Acho que, quando lemos esse capítulo, deveríamos realmente nos prostrar diante do Senhor e dizer: “Tu fizeste isso por mim? Tu fizeste isso pelo mundo?”.

    O Único Se tornou pecado — alguém orou isso durante o momento de memória do Senhor — para que nos tornássemos justiça de Deus em Cristo. Quem poderia imaginar? Ele fez tudo isso para abrir esse caminho da salvação.

    Sabem, irmãos e irmãs, apesar de tudo o que Deus fez, alguns ainda não creem. Como isso é terrível. Conseguem imaginar?

    Tentem pensar nisso. Essa é a maior afronta a Deus que já houve. Ele não enviou um profeta. Não enviou um anjo. Não enviou Gabriel. Enviou Seu único Filho.

    Se vocês lerem Isaías 53, verão que Ele foi ferido por Deus. Em Isaías 52, o texto diz que Sua aparência estava mais desfigurada do que a de qualquer homem. Acho isso impressionante.

    Esse é o caminho da salvação que Ele trouxe. Li algo que me tocou profundamente. Era de W. H. Griffith Thomas. A respeito dos judeus que ainda não criam, ele disse: “Portanto, oportunidades lhes foram oferecidas e foram deliberadamente recusadas”. Que afirmação forte.

    Ele disse outra coisa que me tocou. Disse que a rejeição nacional e quase universal resultou na rejeição nacional e quase universal do evangelho por Israel. Quando lemos esses três capítulos, vemos que apenas um remanescente foi salvo. Como isso é terrível.

    Depois li outra coisa que me encorajou, pelo menos em nossa condição de embaixadores e enviados: a responsabilidade de proclamar essa mensagem é nossa. A responsabilidade de recebê-la ou rejeitá-la é daqueles que a ouvem.

    Que o Senhor, em Sua misericórdia, nos ajude a ser esses enviados fiéis.

    A fé por meio da Palavra de Cristo

    Agora, vejam Romanos 10:17. Esse é um ponto muito importante. Sem ele, vocês nunca compreenderão o caminho da salvação.

    Assim, a fé vem pela mensagem,
    e a mensagem, pela Palavra de Deus.

    É aquela mesma mensagem: “Quem creu em nossa mensagem?”, de Isaías 53.

    Isso é muito importante. Precisamos compreender. Gosto do que Darby diz ao falar dessa mensagem. Ele afirma que a palavra traduzida por “mensagem” aqui, nas duas ocorrências em Romanos 10:17, inclui tanto aquilo que se ouve quanto o próprio ouvir.

    Vocês entenderam? Acho que a Brenda está balançando a cabeça. “Não estou entendendo. Não estou entendendo”, certo? Inclui o que é ouvido — aquilo que se ouve — e inclui o ouvir.

    Isso é muito poderoso. Esse é o caminho de Deus. As pessoas podem ouvir sons. Mais adiante, o texto diz que as palavras chegaram aos judeus. As pessoas podem ouvir palavras, mas têm a capacidade de ouvir interiormente? Essa é a diferença. Essa é a diferença decisiva em Romanos 10:17.

    É disso que precisamos. Não precisamos apenas ter a mensagem, que são as palavras; precisamos também do ouvir interior que vem por meio dessa mensagem.

    Achei isso magnífico. Nunca ouvi outra pessoa dizer isso, e gosto muito. Não é apenas a Palavra exterior e escrita, mas a Palavra viva.

    Sabem, há uma diferença. Os judeus tinham a Palavra. Amavam a Palavra. Liam a Palavra. Estudavam a Palavra minuciosamente. Memorizavam. Vocês acham que conseguiriam memorizar os cinco primeiros livros da Bíblia — o Pentateuco? Acham que conseguiriam? Tentem. Eu tenho dificuldade para me lembrar de uns poucos versículos.

    Eles amavam a Palavra, mas nunca tiveram esse ouvir de que se fala aqui. Esse era o problema. Tinham aquilo que era ouvido, mas não tinham o ouvir. Isso explica o dilema da rejeição das boas-novas.

    Sabem, no idioma grego original, há duas palavras para “palavra”. A maioria de vocês sabe disso. Há logos. É a mais comum.

    Na verdade, quando lemos João 1:

    No princípio era o Verbo,
    e o Verbo estava com Deus,
    e o Verbo era Deus,

    a palavra usada é logos. Isso é um fato. É a Palavra escrita de Deus. É a expressão manifesta. A Palavra escrita de Deus é Cristo. Ele é o Logos.

    Mas, em outras passagens, com menos frequência, aparece a segunda palavra grega, rhema. Rhema significa a Palavra viva. E, para mim, isso é o ouvir. Entendem agora? Sim, Brenda, você entendeu agora? O rhema é o ouvir.

    É quando a Palavra de Deus — da qual precisamos, a Palavra escrita de Deus — é vivificada em nosso espírito e se torna a Palavra viva de Deus.

    Assim, quando lemos sobre a alimentação dos cinco mil, em João 6:63 — perdão, não João 6:53 —, depois da alimentação dos cinco mil, vocês se lembram de que houve aqueles que se escandalizaram e foram embora, porque acharam ofensivo comer Seu corpo e beber Seu sangue.

    Se vocês lerem o Antigo Testamento, poderão entender por que os judeus se escandalizaram, certo? Faltava-lhes entendimento. Mas Ele disse algo:

    As palavras que Eu vos tenho falado são espírito e são vida.

    Ali aparece a palavra grega rhema, a Palavra viva. Vocês se lembram de que Ele Se voltou para Seus discípulos. Então lhes disse:

    Quereis vós também retirar-vos?

    Vocês se lembram da resposta de Pedro. Ele disse:

    Para quem iremos?
    Tu tens as palavras de vida eterna.

    Vocês sabem que ali também aparece rhema? Nas duas ocasiões. Esse é o ouvir.

    Não precisamos apenas da Palavra de Deus. Não estou diminuindo a importância da Palavra de Deus — vocês entendem isso? A Palavra de Deus tem importância absoluta. Mas, para entrarmos no caminho da salvação, precisa haver algo mais profundo. É necessário que nos seja concedido ouvir. É necessário que nos seja concedido esse ouvir por meio da Palavra viva de Deus.

    Bem, acho que vocês estão começando a entender. Na verdade, o texto fala disso na segunda parte de Romanos 10:17: “E a mensagem, pela Palavra de Deus”. A palavra ali, esse segundo termo, é rhema. É assim que a mensagem entra em nós, cremos nela, invocamos o nome do Senhor e somos salvos.

    Isso é da máxima importância. Bem, acho que vocês entenderam. Espero que tenham entendido.

    Na verdade, deixem-me dizer uma coisa. Não gosto da forma como essa versão traduz Romanos 10:17: “A mensagem, pela Palavra de Deus”. Não gosto da forma como a versão King James o traduz: “A mensagem vem pela Palavra de Deus”.

    Gosto do que alguém disse — acho que foi Wuest —, que em todos os melhores manuscritos está escrito: “A mensagem vem pela Palavra de Cristo”. É aí que a Palavra viva é vivificada em Cristo. Vocês entendem como isso é importante?

    Acho que isso explica tudo: por que alguns são salvos e outros não. Talvez tenham ouvido palavras. Talvez tenham ouvido sons. Mas nunca ouviram a Palavra viva de Deus sendo vivificada e transformando-os. Esse é todo o segredo do caminho da salvação.

    Na verdade, aqueles de vocês que têm a New American Standard Bible talvez gostem dela porque diz “a Palavra de Cristo”. Acho que isso é exato.

    Bem, vocês entenderam o ponto. Deixem-me ler Romanos 10:18 para caminharmos para a conclusão:

    Porventura não ouviram?
    Sim, certamente, sua voz saiu por toda a terra,
    e suas palavras, até os confins do mundo habitado.

    Isso significa que sim. É uma afirmação enfática: certamente ouviram. Mas não receberam a Palavra viva. O rhema não se tornou sua própria palavra, vivificada para eles por Deus. É isso que explica o dilema dos judeus.

    Isso significa que, certamente, a Palavra foi anunciada. Sua voz saiu. Mas eles não foram vivificados pelas palavras vivas de Cristo. Esse é o ponto.

    As boas-novas recusadas e recebidas

    Agora, deixem-me concluir o mais rápido possível. A última seção: as boas-novas recusadas e recebidas. Acreditem ou não, apesar de tudo o que Deus fez, há aqueles que recusam as boas-novas.

    O texto diz:

    Mas digo: Porventura Israel não soube?

    Eles ouviram, mas não conheceram.

    Vocês se lembram do que Paulo disse em Filipenses 3:10? Essa é a diferença entre conhecer o caminho da salvação e não conhecê-lo. Ele disse:

    Para que eu O conheça.

    Não é apenas ouvir exteriormente, mas conhecê-Lo. Essa era a diferença.

    Acho que isso é fundamental quando falamos das boas-novas recusadas ou recebidas. Um irmão escreveu: “Não há desculpas para a negligência e a rejeição de Israel. Não se tratava simplesmente de não ouvir e não crer, mas de algo muito pior. Significava negligência inequívoca e recusa, rejeição e desprezo deliberados”.

    Bem, irmãos e irmãs, essa é a misericórdia de Deus para conosco, os gentios. Sabem, quando eles não creram como nação, a porta do evangelho foi escancarada para nós, os gentios. Conseguem imaginar que misericórdia de Deus?

    Essa porta correspondia à segunda parte da promessa da aliança com Abraão:

    E a bênção será para todas as nações.

    Foi a primeira vez que isso aconteceu.

    Fomos abençoados com a maior bênção: ouvir o caminho da salvação, por causa da rejeição dos judeus. Eles são aqueles que recusaram, e nós somos aqueles que receberam.

    Agora, o plano de Deus fracassou? Vocês poderiam dizer: “O plano de Deus fracassou, e Ele recorreu a uma segunda opção, inferior à primeira”. O plano de Deus não fracassou. Ele sabia que os judeus o recusariam.

    Ele sabia que os judeus, como nação — a única nação na terra escolhida por Deus, o único povo escolhido como nação —, O recusariam. Ele sabia. Ainda assim, essa foi a oportunidade de abrir aquela porta para nós que cremos.

    Essa é a misericórdia de Deus. Essa é a misericórdia de Deus.

    Quando examinamos o último versículo, ele diz:

    Mas a Israel Ele diz:
    Todo o dia estendi Minhas mãos
    a um povo desobediente e contradizente.

    Agora, pensem nisso. Houve um irmão chamado James Denney. Era um teólogo escocês citado por muitas pessoas. Era um homem brilhante. Teve uma vida relativamente curta, mas era um irmão brilhante no Senhor. Muitos dos autores que conhecemos citam James Denney.

    Ele explicou que, aqui, mesmo em meio à rejeição, Deus continua de braços estendidos para os judeus durante todo o dia.

    Vocês acham que isso é misericórdia? Ele nunca desistirá. Quando chegarmos ao capítulo 11 — entraremos nisso mais adiante —, todo o Israel será salvo. Eles se tornarão objetos de misericórdia, assim como nós somos objetos de misericórdia.

    Mas, quanto àqueles que recusaram, isso foi apenas temporário. E Deus lhes trará o caminho da salvação.

    Gosto desse versículo 21. Experimentem por um momento — não agora; vão para casa — manter os braços estendidos durante todo o dia. Talvez vocês aguentem cinco minutos. Eu talvez aguente dois. Se você for o Jeff Holder, talvez aguente uma hora.

    Mas Deus nunca abaixa Seus braços. Sabem, Pedro disse:

    Um dia para o Senhor é como mil anos.

    Por toda a eternidade, Ele nunca abaixará Seus braços até que aqueles judeus incrédulos, que O rejeitam, voltem para casa. Essa será a Sua alegria.

    E é disso que trata o capítulo 11. Bem, acho que isso é suficiente.

    Oração final

    Que compreendamos que, por causa de Seu caminho da salvação, Ele nunca pode falhar. Seu propósito nunca falhará. Seu propósito de ter um povo para Si nunca falhará. Isso é impossível.

    Vamos fazer uma oração.

    Senhor, nós Te agradecemos pela plenitude destes oito versículos. Ainda Te dizemos, Senhor, que não sabemos se os compreendemos completamente, mas queremos que nos dês um ouvido capaz de ouvir.

    Queremos que tornes Tua Palavra viva para nós. Queremos que a tornes real para nós. Queremos que sopres sobre ela, e queremos que essas palavras de vida nos transformem para sempre, para que conheçamos o caminho da salvação, as boas-novas.

    Que sejamos Teus enviados nesta era, para levar essa mensagem ao mundo. E que Tu, por fim, em Tua paciência perseverante e em Teu amor incessante, mantendo os braços estendidos durante todo o dia, finalmente salves os judeus.

    É isso que pedimos em nome de Jesus. Amém.