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    Onward Toward Jerusalem - Longing For Jerusalem © 2026 Christian Testimony Ministry
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    Onward Toward Jerusalem - Longing For Jerusalem
    Onward Toward Jerusalem - Longing For Jerusalem
    Pittman, Kenny

    O anseio por Jerusalém

    Bom dia.

    Nesta manhã, vamos nos concentrar em alguns salmos. Vocês já os conhecem, mas há aqui um ponto fundamental. Vou ler primeiro Salmos 87:2; observem a ênfase:

    O Senhor ama as portas de Sião
    Mais do que todas as habitações de Jacó.

    O Senhor ama as portas de Sião mais do que todas as habitações de Jacó.

    Agora, Salmos 132. Este é um dos Cânticos de Romagem. Vou lê-lo. É um salmo dividido em duas partes, e daqui a pouco vocês vão entender isso.

    Lembra-Te, Senhor, de Davi
    E de todas as suas aflições;
    Como jurou ao Senhor
    E fez voto ao Poderoso de Jacó:
    Certamente não entrarei na tenda de minha casa,
    Nem subirei ao meu leito;
    Não darei sono aos meus olhos,
    Nem repouso às minhas pálpebras;
    Até que eu ache um lugar para o Senhor,
    Uma morada para o Poderoso de Jacó.

    Eis que ouvimos falar dela em Efrata:
    Achamo-la no campo do bosque.
    Entraremos nos Seus tabernáculos;
    Prostrar-nos-emos ante o estrado dos Seus pés.
    Levanta-Te, Senhor, para o Teu lugar de repouso;
    Tu e a arca da Tua força.
    Vistam-se os Teus sacerdotes de justiça;
    E exultem os Teus santos.
    Por amor de Davi, Teu servo,
    Não rejeites a face do Teu ungido.

    O Senhor jurou a Davi com verdade;
    Não Se desviará dela:
    Do fruto do teu ventre porei sobre o teu trono.
    Se os teus filhos guardarem a Minha aliança
    E o Meu testemunho, que Eu lhes ensinarei,
    Também os seus filhos se assentarão sobre o teu trono perpetuamente.

    Porque o Senhor escolheu Sião;
    Desejou-a para Sua habitação.
    Este é o Meu lugar de repouso para sempre:
    Aqui habitarei, pois o desejei.
    Abençoarei abundantemente o seu mantimento:
    Fartarei de pão os seus necessitados.
    Também vestirei de salvação os seus sacerdotes:
    E os seus santos exultarão de alegria.
    Ali farei brotar o poder de Davi:
    Preparei uma lâmpada para o Meu ungido.
    Vestirei de vergonha os Seus inimigos:
    Mas sobre Ele florescerá a Sua coroa.

    O último salmo que gostaria de ler é Salmos 137. Estou lendo esses dois últimos salmos na íntegra de propósito.

    Junto aos rios da Babilônia,
    Ali nos assentamos e choramos,
    Quando nos lembramos de Sião.
    Nos salgueiros que há no meio dela,
    Penduramos as nossas harpas.
    Pois ali aqueles que nos levaram cativos nos pediam canções,
    E os que nos afligiam nos pediam alegria, dizendo:
    Cantai-nos um dos cânticos de Sião.
    Como cantaremos o cântico do Senhor
    Em terra estrangeira?
    Se eu me esquecer de ti, ó Jerusalém,
    Esqueça-se a minha destra da sua habilidade.
    Apegue-se a minha língua ao céu da minha boca,
    Se não me lembrar de ti;
    Se não preferir Jerusalém
    À minha maior alegria.
    Lembra-Te, Senhor, contra os filhos de Edom,
    Do dia de Jerusalém;
    Pois diziam: Arrasai-a, arrasai-a,
    Até aos seus fundamentos.
    Ó filha da Babilônia, que hás de ser destruída,
    Feliz aquele que te retribuir
    O que nos fizeste.
    Feliz aquele que pegar em teus pequeninos
    E os despedaçar contra a rocha.

    Isso talvez incomode um pouco vocês, mas vão entender no contexto.

    Senhor, a Tua Palavra é preciosa. A Tua Palavra contém grandes e profundos segredos. Só podemos conhecê-los pela revelação do Espírito Santo. As Tuas palavras são espírito e vida.

    Ao nos achegarmos a Ti nesta manhã, pedimos que nos abras a Tua Palavra. Faz o que o homem não pode fazer. Pela inspiração do Espírito Santo, faz-nos compreender o que não conseguimos compreender e não enxergamos. Senhor, abre os nossos olhos para contemplarmos os mistérios da Tua Palavra.

    Pedimos tudo isso no precioso nome do nosso Senhor Jesus e por amor a Ele. Amém.

    O movimento bíblico em direção a Jerusalém

    A maioria de vocês sabe que comecei, há pouco tempo, uma série intitulada Avançando em direção a Jerusalém. Esse é um encargo que o Senhor realmente imprimiu em mim depois de uma conferência que ministrei em San Antonio no último verão.

    Avançando em direção a Jerusalém. Na verdade, creio que a Bíblia está constantemente permeada por esse tema: avançando em direção a Jerusalém.

    Vocês podem ver isso nos primeiros relatos da história, quando Deus encontrou o rei em Jerusalém — o Seu rei —, e todo o encargo, a paixão e o anseio daquele rei eram ter Jerusalém.

    Vocês podem ver isso no final do Antigo Testamento, quando os remanescentes, sobre os quais lemos em Salmos 137, voltaram do cativeiro. Deus usou aquelas pessoas e aquele anseio para restaurar o que Ele desejava para Jerusalém.

    Depois, vocês podem ver isso no Novo Testamento. Lembram-se de quando o Senhor veio? Não sei se vocês já perceberam isso, mas eu percebi muitas vezes ao ler a Bíblia: aparece aquela expressão: “Ele seguia em direção a Jerusalém”. Ela está ali com um propósito.

    Ele foi até lá para realizar aquilo de que ouvimos nesta manhã: Sua obra suprema. E ali, ao realizar Sua obra suprema, Ele revelou o coração de Deus para Jerusalém — o que ela realmente significa.

    Agora, espero que vocês já saibam que não estou falando de uma cidade física. Estou falando de uma realidade espiritual em Jerusalém.

    Pensem nisso: quando chegamos ao final da Bíblia, em Apocalipse 21, há uma revelação maravilhosa, maravilhosa de Jerusalém, com toda a sua glória e toda a sua plenitude. Mal conseguimos imaginar o que nos aguarda. No entanto, podemos conhecer hoje a realidade disso, sua prefiguração, se vocês me permitem usar essa palavra.

    Acho que a Bíblia inteira está relacionada a Jerusalém.

    A contemplação, o anseio e a vida em Jerusalém

    O Senhor me deu três pensamentos quando me deu esse encargo de avançar em direção a Jerusalém.

    Primeiro, olhar para Jerusalém. Em Hebreus 11, muitas vezes chamado de galeria da fé, Abraão foi profundamente tomado por isso. Hebreus 11:10 diz que ele esperava uma cidade cujo Arquiteto e Construtor é Deus.

    Porque esperava a cidade que tem fundamentos,
    Da Qual Deus é o arquiteto e construtor.

    Era isso que dominava aquele homem, motivava aquele homem e transformava aquele homem.

    Quando vocês continuam a leitura de Hebreus 11, depois de Abraão, descobrem que todos aqueles santos do Antigo Testamento ali mencionados esperavam aquela cidade. Eram peregrinos. Eram forasteiros. Vagavam por este mundo, mas estavam à procura de uma cidade.

    E o texto conclui que Deus lhes dará essa cidade. Que maravilha. Seus olhos estavam naquela cidade. Eles estavam olhando para ela.

    A segunda parte, da qual trataremos hoje, é indispensável nesse avançar em direção a Jerusalém: ansiar por Jerusalém.

    Talvez você tenha visto alguma coisa — e precisa ver alguma coisa. Quando você vê algo, olhando para Jerusalém, e isso o alcança, o cativa e transforma sua vida, precisa haver algo mais. Caso contrário, você acaba sendo apenas um visionário.

    Temos visionários demais na igreja. Precisamos de pessoas muito mais práticas na igreja. Pessoas que não apenas viram alguma coisa, mas que anseiam por ela. É isso que quero dizer com ansiar por Jerusalém.

    Por fim, em outra ocasião, entraremos na parte prática: viver em Jerusalém.

    Talvez você tenha visto alguma coisa. Talvez ela seja muito real para você. Você consegue explicá-la às pessoas. Consegue falar sobre ela durante dias e dias, ir a conferências e dizer: “É isso que Jerusalém é. Esse é o pensamento de Deus para Jerusalém”.

    Mas, se você não tem esse anseio e não conhece a realidade de viver nela, perdeu de vista a intenção de Deus. Deus nunca pretendeu que isso fosse apenas uma mensagem. Deus nunca pretendeu que fosse uma palavra de conferência. Deus pretendeu que fosse uma realidade entre os santos.

    No fim, Seu coração, Seu encargo, Seu anseio e Seu desejo são que vivamos em Jerusalém. Em outras palavras, que a experimentemos hoje, enquanto estamos na terra, e que haja uma transição natural quando chegarmos à glória de que fala Apocalipse 21.

    O anseio de Deus por Jerusalém

    A primeira coisa que me veio, enquanto meditava nisso, refletia e pensava muito a respeito, foi o anseio de Deus por Jerusalém. Vocês precisam enxergar isso. Se não enxergarem, estaremos fora do rumo desde o começo.

    Antes de tudo, a Bíblia é clara a respeito do Seu anseio por Jerusalém. Para Deus, Jerusalém ocupa um lugar especial.

    Lemos Salmos 87:2:

    O Senhor ama as portas de Sião
    Mais do que todas as habitações de Jacó.

    Uma declaração e tanto; acho que vocês concordam. Mais do que todas as habitações de Jacó.

    Há algo no coração de Deus a respeito de Jerusalém que é tão real para Ele, tão importante para Ele, que Ele deu Seu Filho para produzir em Seu povo a realidade de Jerusalém. Acho que isso fica muito claro quando estudamos as Escrituras.

    Salmos 87:2 nos diz o que Deus ama e também quanto Ele ama. Nada em Israel podia se comparar a isso. Nada podia sequer começar a se aproximar desse pensamento de Sião, desse pensamento de Jerusalém, que está gravado no coração de Deus e é inseparável dele.

    Penso em Hebreus 12:22:

    Mas chegastes ao monte Sião,
    E à cidade do Deus vivo, à Jerusalém celestial.

    Não é um versículo maravilhoso? Ele explica, irmãos e irmãs, na linguagem do Novo Testamento — não nas figuras do Antigo Testamento —, a que chegamos e o que Deus tem para nós. Vocês chegaram ao monte Sião, à cidade do Deus vivo, à Jerusalém celestial.

    Às vezes, acho que as pessoas ficam presas em seus estudos e dizem: “Bem, é Sião? É Jerusalém? Há alguma diferença entre Sião e Jerusalém?”. As pessoas têm se dado a muito trabalho para diferenciá-las.

    Claro, vocês ouvem isso com frequência: Sião é o monte, e Jerusalém é a cidade. Mas, se olharem para a Palavra de Deus, elas são inseparáveis. Quando Deus fala do Seu amor, é Sião. Quando fala do Seu desejo, é Jerusalém. Quando diz ao povo o que fará, tudo é por causa da Sua justiça e de Jerusalém. São uma e a mesma realidade.

    Isaías 4:3 diz:

    E acontecerá que aquele que ficar em Sião,
    E aquele que permanecer em Jerusalém, será chamado santo,
    Todo aquele que estiver inscrito entre os vivos em Jerusalém.

    Vocês já perceberam o último ponto. Ele está procurando os que vivem em Jerusalém. É isso que esse versículo significa.

    Jerusalém como dádiva de Deus para Seu Filho

    Por que Deus a ama tanto? Vocês precisam pensar nisso. O que há em Jerusalém?

    Se olharem para a Jerusalém terrena, ela é uma pequena cidade empoeirada. Sei que os jardins fizeram maravilhas e que os judeus a transformaram. Mas lembrem-se: não estamos falando da cidade terrena. Se vocês acham que estou tentando transformar todos vocês em cristãos messiânicos, perderam completamente o sentido do que estou dizendo.

    Há uma razão pela qual Deus ama tanto essa realidade: ela é Sua dádiva para Seu Filho.

    Vocês se lembram de Apocalipse 21. No final, a cidade desce como uma noiva preparada para seu marido. É a dádiva de Deus. A cidade e a noiva são uma só.

    Salmos 2:6 diz:

    Eu, porém, constituí o Meu Rei
    Sobre o Meu santo monte Sião.

    É o lugar da Sua autoridade. É o lugar onde Deus escolheu estabelecer Seu Rei. Por isso ela significa tanto.

    É o lugar onde a casa de Deus é edificada — no monte Moriá. É a expressão da igreja. É a expressão de Deus com um povo por toda a eternidade.

    Não pensem que estou falando da cidade natural. Ela é Sua habitação, Seu lar eterno. Esse anseio em Seu coração é pela plena expressão de tudo o que Jerusalém e Sião significam.

    Não se trata simplesmente de os judeus retornarem à sua terra natal. Graças a Deus, acho que isso é uma ilustração. Para aqueles de vocês que acham que não me importo nem um pouco com a Jerusalém natural, eu me importo, sim.

    Creio que, em 1948, foi a mão soberana de Deus que chamou de volta a um lugar um povo que havia sido disperso, para que fosse uma expressão terrena da realidade celestial que Ele buscava.

    Eu diria às pessoas que deixaram para trás toda essa questão do Antigo Testamento e dizem: “Ah, não há mais nada a ver com isso. Deus já não tem mais nenhum interesse por aquele lugar”: dificilmente consigo aceitar isso.

    Quando leio Romanos 9, Romanos 10 e Romanos 11, e vejo como Ele ainda provocará os judeus ao ciúme e salvará todo o Israel, ainda não sei o que isso significa, mas creio nisso de todo o coração.

    Era isso que se antecipava em Gênesis 1 e Gênesis 2. Sempre se tratou dessa experiência viva de Jerusalém. É isso que vemos em todo o Novo Testamento. É isso que Deus busca, e Ele nos inclui nisso.

    Vocês entendem? Muitas vezes pensamos: “O que eu ganho com isso?”. Não estou dando uma bronca em vocês, porque isso também me inclui. Os cristãos podem ser as pessoas mais egocêntricas do mundo.

    Talvez vocês não pensem assim. Talvez não concordem comigo. Talvez queiram gritar comigo; se quiserem, fiquem à vontade para gritar, porque eu vou falar por cima de vocês.

    Mas podemos ser as pessoas mais egocêntricas do mundo: “O que eu ganho com isso? Tudo gira em torno de mim. Eu sou o centro do universo”.

    Quando lemos com atenção, vemos que tudo é para Deus. Tudo é para Seu Filho. Mas também vemos um mistério maravilhoso: isso nos inclui. Não é extraordinário?

    Você está incluído nessa realidade suprema que está no coração Dele para Seu Filho. Você deve ser uma parte viva dela, parte de sua plena expressão. E isso será por toda a eternidade. É isso que Jerusalém é.

    A Jerusalém do alto

    Creio que é exatamente disso que Gálatas está falando, quando Paulo escreveu à igreja da Galácia e tratou das duas alianças. Vocês se lembram de Gálatas 4.

    Ele disse que os dois filhos de Abraão são uma alegoria. Bem, para um engenheiro, é difícil até dizer essa palavra, quanto mais entender o que ela significa. Mas eles são uma alegoria; significam alguma coisa. Falam das duas alianças expressas nos dois filhos de Abraão: Ismael e Isaque.

    O texto continua dizendo que Ismael conduz à escravidão. Essa é a Jerusalém que agora existe. Mas, quando fala da outra Jerusalém, não menciona Isaque. Vai muito além de Isaque:

    Mas a Jerusalém que é de cima é livre, a qual é nossa mãe.

    Deus tem Seus olhos voltados para essa Jerusalém. Todo o restante é uma ilustração.

    A provisão de Deus para Jerusalém

    Vejam Salmos 132:13:

    Porque o Senhor escolheu Sião;
    Desejou-a para Sua habitação.

    Pensem nisso. Isso não diz muita coisa? Ele escolheu Sião — Jerusalém. Desejou-a para Sua morada.

    Se vocês pesquisarem a palavra hebraica traduzida por desejou, verão que ela fala de amor ardente. Fala de anseio. Ele está ansiando por Jerusalém.

    E Ele não diz isso apenas uma vez. Vejam Salmos 132:14:

    Este é o Meu lugar de repouso para sempre:
    Aqui habitarei, pois o desejei.

    Duas vezes. Duas vezes. Não bastou dizer uma vez; o Deus do céu e da terra precisou declarar duas vezes: “Eu o desejei”.

    Não há como se enganar quanto ao anseio do Seu coração. Jerusalém é Sua paixão, e Ele está comprometido com ela. Como isso é maravilhoso.

    Se vocês querem falar de desejo, falem do desejo de Deus. Pensem no que está em Seu coração. Pensem no que Ele está fazendo. Pensem em Seu objetivo final, e começarão a enxergar com muita clareza qual é o Seu anseio.

    E, é claro, a pergunta — a inquietação que tenho quando oro ao Senhor, quando busco o Senhor — é esta: “Senhor, esse é o meu anseio? Essa é a dor espiritual do meu coração?”.

    Se esse é o Teu anseio, se essa é a dor espiritual do Teu coração, que ela seja também a dor espiritual do meu coração.

    A partir de Salmos 132:15, Ele nos mostra quanto ama Jerusalém e quanto deseja Jerusalém. Em Salmos 132:15-18, Ele nos diz o que fará por Jerusalém:

    Abençoarei abundantemente o seu mantimento:
    Fartarei de pão os seus necessitados.

    Pensem nisso. Ele abençoará abundantemente o seu mantimento.

    Pensem nisso, irmãos e irmãs. Vocês, em Cristo — será que Ele poderia tê-los abençoado ainda mais? Lembrem-se de Efésios 1:3:

    Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo,
    Que nos abençoou com toda bênção espiritual
    Nos lugares celestiais em Cristo.

    Bem, eu sou um homem dos números. Vocês sabem disso. Gosto de números. Quando o texto diz toda bênção espiritual, trata-se de algo incontável. Inclui tudo. Não dá para acrescentar nada a essa lista.

    A Linda não me manda sozinho ao supermercado, porque tem medo do que vou trazer. Então ela me dá uma lista numerada: compre estas coisas, exatamente onde estão, o que está escrito no rótulo, qual é o peso. Até eu consigo seguir essas instruções.

    Depois, se trago biscoitos de que gosto, ela diz: “Você não devia ter comprado isso. Você não devia ter acrescentado nada à lista”. Não dá para acrescentar nada à lista.

    Então, quando vocês pensam em Deus e em Sua lista, Ele nos abençoará com toda bênção espiritual. “Abençoarei abundantemente o seu mantimento.” Observem esse adjetivo. É um adjetivo, não é? Ela não me ouviu. Esqueçam o advérbio — adjetivo. Que importância tem isso entre amigos? Tirei nota máxima em inglês, quero que você saiba, minha jovem filha. Acho que foi por misericórdia.

    “Abençoarei abundantemente o seu mantimento.” Com quanta abundância? Pensem no que ouvimos nesta manhã em Romanos 8:31. Será que Ele poderia nos amar mais?

    Depois, Ele diz:

    Fartarei de pão os seus necessitados.

    Somos vocês e eu. Temos falado sobre o que está no coração de Deus, mas aqui se trata de vocês e de mim. Nós somos os necessitados.

    Até que ponto Ele fartará de pão os necessitados? Ele não reteve Seu Filho unigênito, mas O deu a nós. Vocês conseguem imaginar? Aquele autor, aquele irmão, leu nesta manhã:

    Como não nos dará também com Ele, gratuitamente, todas as coisas?

    É incalculável o que Ele fez. Tudo de que precisamos — nenhuma necessidade fica de fora, nenhuma necessidade é esquecida. Bênçãos abundantes e incontáveis necessidades supridas. Esse é o Seu amor. É isso que Ele fará por Jerusalém.

    Depois:

    Também vestirei de salvação os seus sacerdotes:
    E os seus santos exultarão de alegria.

    Não sei o que vocês pensam da sua salvação, mas ela é a coisa mais grandiosa.

    Lembro-me de Hebreus, de uma daquelas grandes advertências. O texto pergunta:

    Como escaparemos nós, se negligenciarmos tão grande salvação?

    Tão grande. Que salvação Ele nos dará? Uma salvação tão grande.

    Depois, pensem em Hebreus 7:25, que fala desse grande Sumo Sacerdote:

    Portanto, pode também salvar completamente
    Os que por Ele se chegam a Deus.

    Gosto dessa expressão, completamente. Não a compreendo muito bem, mas a amo. No inglês, uttermost soa como uma palavra que o irmão Sparks usaria. Ele a diria três vezes, e eu perguntaria: “O que ele está dizendo?”.

    Mas, irmãos e irmãs, Ele vestirá Seus sacerdotes de salvação — não se trata apenas de ser salvo da morte. Muitas vezes dizemos: “Bem, você é salvo? Vai para o céu?”. Vocês sabem que isso é apenas uma pequena parte da salvação?

    Ele é capaz de nos salvar completamente. É capaz de nos conduzir a uma salvação plena, a uma salvação tão grande. Porque Ele ama tanto Jerusalém, essa Jerusalém celestial, é isso que fará por ela.

    O resultado é que eles exultarão de alegria: alegria indizível e cheia de glória.

    Quando descobrimos que, como necessitados, todas as nossas necessidades foram supridas, todas as bênçãos nos foram concedidas e a salvação é completa, temos de concluir que isso está além de tudo o que poderíamos pedir ou mesmo imaginar, como diz Efésios.

    Eu estava me empolgando demais e acho que já nem sei onde estou, mas vou tentar continuar.

    O Rei messiânico e o testemunho vivo

    Esse salmo é tão precioso. Salmos 132:17 diz:

    Ali farei brotar o poder de Davi:
    Preparei uma lâmpada para o Meu ungido.

    Agora, o que isso significa? Às vezes entramos no Antigo Testamento — com expressões sobre chifre e brotar — e ficamos intrigados, pensando: “O que será que isso significa?”.

    É uma passagem de natureza messiânica. O chifre, símbolo do poder de Davi, que há de brotar é o Senhor Jesus. É uma grande profecia messiânica. “Enviarei o Meu único Filho, e Ele assegurará isso; Ele é a garantia de que tudo isso será realizado.” Que extraordinário.

    Ele vai ainda mais longe:

    Preparei uma lâmpada para o Meu ungido.

    Vocês sabem o que isso significa? Sabem o que os candeeiros representavam em Apocalipse? Todas aquelas sete igrejas, com seus diversos problemas, com todas aquelas coisas que o Senhor procurava ajustar enquanto andava no meio delas — o candeeiro representava um testemunho vivo.

    Em cada um daqueles lugares — poderíamos citá-los e entrar em muitos detalhes —, havia um testemunho. No fim, o Senhor diz: “É isso que farei. Preparei ali um candeeiro — um testemunho”. Você faz parte disso. Você faz parte disso. Como esse pensamento é maravilhoso.

    O último versículo desse salmo, que fala duas vezes do desejo do Senhor, do anseio do Senhor, da paixão do Senhor, diz:

    Vestirei de vergonha os Seus inimigos:
    Mas sobre Ele florescerá a Sua coroa.

    Vestirei de vergonha os Seus inimigos. Vocês conhecem a maravilha de Apocalipse 20?

    Quando Satanás e seus grandes aliados são lançados no poço sem fundo, antes do reino — vocês conhecem a história; é o abismo. Alguns de nós estamos lendo Lucas agora e estudando Lucas 8. Aqueles demônios estavam com tanto medo que disseram: “Não nos ordenes que entremos no abismo. Manda-nos para os porcos”.

    Irmãos e irmãs, o abismo é, de fato, para Satanás. Nunca foi destinado a vocês nem a mim. Deus tem algo muito maior.

    Satanás é lançado ali. Depois, alguns versículos adiante, em Apocalipse 20:10, o texto fala do início da eternidade. Fala de Satanás, do falso profeta e da besta, e todos são lançados naquele lugar de fogo, para que nunca mais precisemos nos preocupar com eles.

    Não é maravilhoso? Isso é uma promessa. É uma garantia. O inimigo será eliminado. Você não precisa pensar que isso vai acontecer de novo, porque Sua promessa, em Seu anseio por Jerusalém, é acabar com Seu inimigo para sempre.

    Acho que esses poucos versículos abrem nossos olhos para vermos quão grande é Seu anseio, quão grande é Sua intenção e quão grande é Seu amor por Jerusalém.

    O zelo de Deus por Sião e Jerusalém

    Há outra coisa: Ele não apenas ama Sião e Jerusalém, não apenas anseia por Sião e Jerusalém, mas também tem zelo por Sião e Jerusalém.

    Abram em Zacarias 1. Está perto do final do Antigo Testamento, no penúltimo livro. Zacarias 1:14-17 é uma passagem maravilhosa. É isso que Deus diz que fará por Jerusalém.

    O grande dia do Senhor está perto — está perto e se apressa muito. A voz do dia do Senhor…

    Ah, estou lendo Sofonias. Perdoem-me. Eu sabia que não estava soando certo. É verdade, o grande dia do Senhor está perto, mas esse não é o ponto que estávamos tentando apresentar.

    Zacarias 1:14-17:

    E o anjo que falava comigo me disse: Clama, dizendo: Assim diz o Senhor dos Exércitos: Com grande zelo estou zelando por Jerusalém e por Sião.

    E estou muito indignado contra as nações que vivem tranquilas; porque Eu estava apenas um pouco indignado, e elas agravaram a aflição.

    Portanto, assim diz o Senhor: Voltei-Me para Jerusalém com misericórdia; nela será edificada a Minha casa, diz o Senhor dos Exércitos, e o cordel será estendido sobre Jerusalém.

    Clama outra vez, dizendo: Assim diz o Senhor dos Exércitos: As Minhas cidades ainda transbordarão de prosperidade; e o Senhor ainda consolará Sião e ainda escolherá Jerusalém.

    Vocês enxergam a misericórdia nisso? Deus estava um pouco indignado — isso é real —, e aqueles inimigos aumentaram a intensidade da aflição.

    Mas ouçam esta certeza: “Voltei-Me para Jerusalém com misericórdia. Nela será edificada a Minha casa”. Depois: “O Senhor ainda consolará Sião e ainda escolherá Jerusalém”.

    Não é maravilhoso? Bem no final do Antigo Testamento, essa é a proclamação do Senhor. Vocês enxergam nesses versículos o anseio de Deus por Jerusalém? Poderia ser maior? Enxergam o que Ele promete fazer por Jerusalém? Poderia haver algo mais? Acho que é evidente.

    O anseio de Cristo por Jerusalém

    Penso em outro momento da Bíblia relacionado ao anseio de Deus por Jerusalém. Vocês se lembram de quando o Senhor Jesus veio a Jerusalém, pouco antes daquele período do Seu maior sacrifício?

    Lembram-se de quando Ele parou e olhou para Jerusalém? Lembram-se do Seu anseio? Não consigo imaginá-lo. Se eu fosse o Senhor — e vocês são gratos por eu não ser —, só pensaria na agonia. Só pensaria naquela separação sobre a qual nosso irmão leu nesta manhã. Só pensaria no que Me aguardava em Jerusalém.

    Mas não foi isso que Ele disse.

    Em Mateus 23:37, e também em outros Evangelhos, Ele disse:

    Jerusalém, Jerusalém, que matas os profetas
    E apedrejas os que te são enviados!
    Quantas vezes quis Eu ajuntar os teus filhos,
    Como a galinha ajunta os seus pintinhos debaixo das asas,
    E vós não quisestes!

    Não acho que Ele tenha dito “Jerusalém, Jerusalém” com a mesma calma com que acabei de dizer. Ele deve ter clamado com toda a força da voz: “Jerusalém, Jerusalém, a cidade que mata os profetas”.

    Vocês conseguem imaginar o que Ele estava prestes a enfrentar? Não havia ninguém como Ele. Ele era o Filho de Deus.

    No entanto, Ele disse: “Quantas vezes quis Eu ajuntar vocês, como a galinha ajunta os seus pintinhos debaixo das asas, mas vocês não quiseram”. Vocês acham que isso revela um anseio em Seu coração por Jerusalém?

    Ele estava prestes a pagar um preço infinito, mas Seu anseio era por Jerusalém.

    Essa é a primeira coisa que está no meu coração. Irmãos e irmãs, tive de confessar. Tive de chorar. Tive de clamar e dizer: “Senhor, dá-me essa paixão. Dá-me esse anseio. Torna-o real”.

    Se for apenas uma mensagem, não me deixes compartilhá-la. Se for real, vamos considerá-la.

    O anseio de Davi pela habitação de Deus

    A segunda parte de Salmos 132 — que, na verdade, é a primeira parte; agora sei que estou confundindo vocês —, desse Cântico de Romagem, trata inteiramente de Davi. Acho isso notável.

    Nesse salmo, em que o coração de Deus por Jerusalém é expresso tão claramente, em que Seu desejo é mencionado duas vezes e em que vemos tudo o que Ele fará por ela, a maior parte trata de Davi: os primeiros doze versículos.

    Isso chama a atenção de vocês? Se eu estivesse escrevendo esse salmo, e não Davi, teria feito dois salmos separados.

    Mas, em Seu coração, Deus está à procura de homens e mulheres que tenham esse mesmo desejo no coração. Ele está procurando. Seus olhos percorrem toda a terra. Ele está procurando entre Seu povo, indagando: Há alguns que captarão essa visão? Há alguns cujo coração será conquistado por ela? Há alguns que serão constrangidos por ela?

    A primeira parte desse salmo trata de alguém que era assim. Vocês se lembram do que Deus diz em 1 Samuel 13:14:

    O Senhor buscou para Si um homem segundo o Seu coração.

    Quando Samuel foi enviado a Saul e lhe disse: “Você foi rejeitado”, que dia foi aquele para Saul. Mas Deus disse: “Encontrei um homem segundo o Meu coração para ser rei”. Não é maravilhoso? Havia um homem assim. Havia um homem desse tipo.

    Deus não disse simplesmente que era um seguidor. Não disse apenas: “Aquele que ungirei e farei rei”. Ele disse uma das coisas mais incomuns e maravilhosas da Palavra de Deus: “Um homem segundo o Meu coração”.

    Depois, em Atos 13:22, Ele diz isso de novo. É o resumo de Davi no Novo Testamento:

    Achei Davi, filho de Jessé, homem segundo o Meu coração, que fará toda a Minha vontade.

    O entendimento de Paulo, ao meditar no Antigo Testamento — tudo o que ele tinha —, era que Deus estava procurando um homem. Deus estava procurando um homem segundo o Seu coração, que fizesse toda a Sua vontade.

    Acho que essa é a explicação da primeira parte de Salmos 132. Vemos o anseio de Davi. É realmente notável.

    Não estamos falando apenas do anseio de Deus. Trata-se do anseio de homens e mulheres. Qual é o seu anseio? Deus dirá a seu respeito: “Procurei um homem. Procurei uma mulher. Alguém segundo o Meu coração, que faça toda a Minha vontade”?

    Acho que esse é um dos versículos mais preciosos de toda a Bíblia.

    Isso conquistou Davi. Isso o governou. Isso o constrangeu. Ele buscou essa realidade e tomou posse dela.

    Quando lemos Salmos 132, descobrimos a intensidade do seu anseio. Sei que sou uma pessoa intensa e que, provavelmente, metade de vocês, assim como eu, precisa tirar uma soneca quando eu terminar. Mas Davi era intenso. Ele era intenso. Aquela paixão era tão grande que ele era intenso.

    Vejam Salmos 132:2:

    Como jurou ao Senhor
    E fez voto ao Poderoso de Jacó.

    Pensem nisso. Vocês se lembram da proibição do Senhor quanto a jurar, no Novo Testamento, no Sermão do Monte? Ele disse para não jurar pelo céu, porque é a habitação de Deus; nem pela terra, porque é o estrado dos pés de Deus; nem por Jerusalém, porque é a cidade do Deus vivo.

    Aqui não houve repreensão. Ah, eu lhes digo, acho que às vezes somos tão legalistas. Diríamos: “Ah, ele não devia ter jurado. Mais uma falha de Davi”.

    Mas ele jurou ao Deus do céu. O que ele jurou foi que encontraria um lugar para Ele. O que ele jurou foi que não descansaria. O que ele jurou foi que não daria sono aos seus olhos nem repouso às suas pálpebras até encontrar um lugar para o Senhor.

    Vocês acham isso maravilhoso? Eu acho maravilhoso. Quem dera houvesse mais pessoas assim — mais pessoas desse tipo.

    Acho que é isso que Deus procura: esse anseio espiritual, “até que eu ache um lugar para o Senhor”. Era o anseio por Jerusalém.

    Davi e a arca da aliança

    Para Davi, tudo dizia respeito a Jerusalém. Vocês se lembram de como ele chegou à cidade ocupada pelos jebuseus, tomou aquela cidade com os que estavam com ele e a chamou de cidade de Davi? Lembram-se dessa história em 2 Samuel 5.

    Acho notável que ele a tenha chamado de cidade de Davi. Se eu fosse Davi, diria: “Ei, meu amigo, ela é a cidade de Deus. Não confunda as coisas, está bem?”. Mas não. Ela era tão sua. Ele a possuía. Ela lhe pertencia. Ele diria: “A cidade de Davi. Essa também é a minha cidade. Isso é igualmente real para mim, dentro da revelação limitada que tenho”.

    A expressão “cidade de Davi” aparece no Antigo Testamento talvez quarenta e cinco ou quarenta e sete vezes. No Novo Testamento, aparece duas vezes. Como isso é maravilhoso. Aquela cidade do Deus vivo tornou-se a cidade de Davi por causa do seu anseio. Vocês entendem?

    Creio que é isso que o Senhor quer. Creio que está bastante claro.

    Em Salmos 132:6, ele está falando da arca da aliança:

    Eis que ouvimos falar dela em Efrata:
    Achamo-la no campo do bosque.

    Aliás, Efrata é Belém. “Os campos do bosque” se refere a Quiriate-Jearim, se pronunciei corretamente. Vocês podem me corrigir depois.

    O que ele encontrou? O que ele encontrou? Era a arca da aliança. Ele diz em Salmos 132:8:

    Levanta-Te, Senhor, para o Teu lugar de repouso;
    Tu e a arca da Tua força.

    Como ele amava a arca.

    A arca é uma ilustração de Quem o Senhor é. A arca era revestida de ouro. Isso fala de tudo o que Deus é.

    Havia três coisas dentro da arca. Vocês se lembram do vaso com maná. O que acham que isso significa? Apenas que Deus consegue conservar alimentos por mais tempo do que nossa geladeira moderna? Significa: “Eu sou o pão da vida”.

    Havia a vara de Arão que floresceu. O que vocês acham que isso significa? A Miracle-Gro adoraria ter essa fórmula: aquele velho ramo morto que floresceu.

    Significa que Ele é nossa vida de ressurreição. Mesmo quando somos um velho ramo morto, podemos florescer no poder da Sua vida.

    E havia as tábuas de pedra. Elas foram quebradas, e Deus as escreveu novamente quando os filhos de Israel se rebelaram. Mas o Senhor era a própria personificação da lei. Ele a cumpriu. Você nunca precisará fazê-lo. Vou lhe contar um pequeno segredo: você não consegue.

    Essa é a arca. E Davi disse:

    Levanta-Te, Senhor, para o Teu lugar de repouso;
    Tu e a arca da Tua força.

    Parece-me que é isso que o Senhor está procurando: mais Davis. Se os encontrar, terá esses homens e mulheres segundo o Seu coração.

    Vocês podem estudar a história, mas, se estudarem apenas a história em 2 Samuel 5, 2 Samuel 6 e nos capítulos correspondentes dos livros dos Reis, perderão muita coisa. Vocês precisam enxergar o coração.

    A história é importante. Gosto muito de ouvir sobre a história. Vemos aqueles que vieram antes de nós e somos encorajados por isso. Mas o que precisamos enxergar, antes de tudo, é o coração. Essa é a diferença. Acho que é por isso que esse salmo é tão importante.

    Bem, deixem-me concluir. Vou dizer só mais uma coisa, já que só comecei cinco minutos depois da hora.

    Davi ansiava tanto por Jerusalém que fez papel de louco. Vocês se lembram de quando ele trouxe a arca. Lembram-se dele dançando, e da filha de Saul — a esposa de Davi — repreendendo o rei por fazer tamanho papel de louco.

    Pensei no que Paulo disse:

    Nós somos loucos por amor de Cristo.

    Já fui louco por muitas coisas. Alguns de vocês oraram por mim até que eu superasse isso, e podem ficar com todo o mérito. Eu costumava ir a tantos jogos dos Redskins e fazia um completo papel de louco. Não usava toda aquela pintura de guerra e essas coisas, mas tinha o traje completo. Gritava e voltava para casa sem conseguir falar. A Linda ficava pensando no que tinha acontecido.

    Eu fazia papel de louco pelas coisas deste mundo, que estão passando. Mas você está disposto, como Davi e como o apóstolo Paulo, a ser louco por Cristo? Acho que foi isso que Davi fez de tão notável.

    O anseio dos cativos por Jerusalém

    O último ponto sobre o qual quero falar é essa questão do anseio dos cativos por Jerusalém. Vejam Salmos 137. Não era apenas o anseio de Deus. Não era apenas o anseio de Davi. Era o anseio dos cativos por Jerusalém.

    Já lemos o salmo, mas essas pessoas foram entregues ao cativeiro — os próprios filhos de Deus.

    Talvez vocês achem isso muito cruel. Talvez Ele devesse apenas tê-los colocado sentados no canto por algumas horas. Talvez não devesse ter sido tão severo.

    Mas Ele já havia dito em Sua Palavra: “Eu estava apenas um pouco indignado”, e os inimigos agravaram isso: “Estou muito indignado contra eles”. Era uma disciplina amorosa.

    Nós compreendemos a disciplina amorosa? Compreendemos Hebreus 12? A Palavra diz que Ele disciplina e açoita todos aqueles que ama, porque eles haviam se afastado desse anseio por Jerusalém. Haviam adotado os ídolos da terra e se casado com as filhas da terra.

    Ele precisava fazer alguma coisa. Era uma medida de emergência. Ele entregou tudo ao cativeiro. Sua amada Jerusalém foi saqueada, tudo foi levado embora, e todos se tornaram prisioneiros da Babilônia.

    Mas Ele fez isso apenas para recuperar. Fez isso para restaurar no coração dos Seus aquilo que lhes faltava. Essa é a história de Salmos 137.

    É como a história do filho pródigo. Vocês se lembram de que o filho pródigo se afastou do pai porque queria aproveitar a vida naquele momento. Depois, enquanto estava naquele chiqueiro comendo cascas, começou a pensar na casa do pai. Começou a pensar que os servos estavam em situação melhor.

    Isso significa literalmente que os escravos estavam em situação melhor do que a experiência que ele estava vivendo entre as cascas de milho. Bem, eu já dei lavagem a porcos. Sei como é horrível. O cheiro é terrível.

    Mas Deus faz isso. Deus fez isso com os Seus. Ele os enviou ao cativeiro para curá-los para sempre.

    Quando lemos Salmos 137, o texto começa a mostrar como aquele anseio por Jerusalém voltou a se desenvolver:

    Junto aos rios da Babilônia,
    Ali nos assentamos e choramos,
    Quando nos lembramos de Sião.

    Eles começaram a pensar: “Essa realidade de Sião é tão grandiosa”. Choravam quando se lembravam dela.

    Depois, disseram:

    Nos salgueiros que há no meio dela,
    Penduramos as nossas harpas.
    Pois ali aqueles que nos levaram cativos nos pediam canções,
    E os que nos afligiam nos pediam alegria, dizendo:
    Cantai-nos um dos cânticos de Sião.

    Isso significa literalmente que os aterrorizavam. Zombavam deles. Ridicularizavam-nos. E, quanto mais os ridicularizavam, mais, creio eu, o Espírito Santo lhes falava sobre o amor de Deus por Jerusalém.

    Depois, o texto diz:

    Como cantaremos o cântico do Senhor
    Em terra estrangeira?

    E então diz algo notável em Salmos 137:5-6:

    Se eu me esquecer de ti, ó Jerusalém,
    Esqueça-se a minha destra da sua habilidade.
    Apegue-se a minha língua ao céu da minha boca,
    Se não me lembrar de ti;
    Se não preferir Jerusalém
    À minha maior alegria.

    Vocês já pensaram nisso?

    Algumas pessoas, como cristãs, são legalistas demais para mim. Dizem que Jerusalém deve ser sua única alegria. Não acho que isso seja verdade. Acima da sua maior alegria — isso não é um pouco diferente?

    Essas pessoas agora eram cativas. Um dia haviam experimentado a maravilha de Jerusalém naquela terra. Por causa de sua desobediência e de seu pecado, foram levadas ao cativeiro pela mão amorosa de Deus e pela misericórdia de Deus, para libertá-las de uma vez por todas e restaurar nelas aquele anseio que faltava.

    É isso que esse salmo significa.

    A restauração e o retorno

    Creio que isso está muito claro. Deus está procurando um povo assim.

    Quando olhamos para essas pessoas, vemos que elas mudaram o mundo naquela época. Deus colocou algo em seu coração, e isso as transformou. Depois, Ele agiu.

    Gosto muito de relacionar a história com aquilo que Deus está operando e falando aos corações. Ele moveu Ciro, rei da Pérsia. Vocês conseguem acreditar? Esdras 1:1-3 registra isso.

    Ciro disse, em essência: “Todos vocês, qualquer um de vocês cujo coração seja despertado, voltem e edifiquem a casa de Deus que está em Jerusalém, porque Ele é Deus”.

    Jerusalém voltou a estar diante dos seus olhos, e eles precisavam retornar. Pagaram um alto preço para voltar. Apenas cerca de sessenta mil responderam — números aproximados — e voltaram.

    Mas, com aqueles sessenta mil que novamente captaram aquela visão de um anseio por Jerusalém, eles mudaram o mundo. O testemunho de Deus foi mais uma vez restaurado naquela terra. O templo foi reconstruído. O muro ao redor de Jerusalém foi reconstruído. Depois, houve aqueles que começaram a viver em Jerusalém.

    Era isso que estava no coração de Deus. Que o Senhor encontre isso em nosso coração.

    A renovação do anseio por Jerusalém

    Só algumas perguntas. Vocês compreendem o anseio de Deus por Sião e Jerusalém? Isso é algum conceito estranho?

    Vocês são como Davi, um homem ou uma mulher segundo o Seu coração?

    Vocês são como esses cativos — se afastaram, perderam a paixão, perderam o anseio, se desviaram para o pecado? Ele está chamando vocês de volta.

    A Linda estava lendo para mim, nesta manhã, O Cão de Caça do Céu, porque eu não consigo entendê-lo; o inglês é muito elevado. Palavras lindas. Ela vai ter de me ensinar um pouco mais.

    Ele é o Cão de Caça do Céu. Nunca deixará de vir atrás de você. Nunca deixará de querer colocar em você Seu anseio e Seu amor. Ele não vai embora. Ele é o Cão de Caça do Céu.

    Mais cedo ou mais tarde, se houver esperança, se o fogo estiver quase apagado, Ele acenderá esse fogo outra vez. Ele se tornará uma chama, e você será constrangido a se entregar a isso. Você dirá: “Eu também desejo Jerusalém e desejo Sião”.

    Esse é o encargo que o Senhor colocou no meu coração. Talvez seja simples demais, mas acho que é real.

    Se vocês vão caminhar em direção a Jerusalém, precisam ter essa qualidade indispensável. Era a qualidade do próprio Deus. Era a qualidade do homem a respeito de quem Ele disse as coisas mais extraordinárias: Davi.

    Quando o Novo Testamento começa e fala do nascimento do Senhor Jesus, o primeiro nome mencionado é “Filho de Davi”.

    Talvez você seja alguém que não cumpriu aquilo que Deus tinha para sua vida. Talvez seja alguém que se afastou. Talvez seja alguém que escolheu outros amores. Talvez seja alguém que se desviou daquilo que um dia conheceu.

    Ele é o Cão de Caça do Céu. Nunca deixará você. Nunca abandonará você. Ele está chamando você de volta.

    Foi isso que os cativos fizeram, e eles mudaram o mundo.

    Oração final

    Senhor, simplesmente nos achegamos a Ti. São tão maravilhosas as coisas, os mistérios contidos na Tua Palavra, que mal conseguimos assimilá-los. Mas percebemos, mesmo com nossa luz limitada, que são verdadeiros para sempre.

    Senhor, quero confessar diante de Ti: quero ser alguém que tenha esse anseio que Tu tens, custe o que custar, aonde quer que eu vá. E quero que meus irmãos e irmãs experimentem esse anseio, para que Deus tenha um lugar para Si que nos inclua.

    Que maravilha. Amém.