Bem, boa noite, irmãos.
Ao nos prepararmos para examinar a Palavra, gostaria de compartilhar alguns versículos. Eles não estão na folha de anotações. O primeiro é Provérbios 4:23:
Guarda o teu coração com toda a diligência;
Porque dele procedem as fontes da vida.
Deus Se interessa muito pelo nosso coração, porque dele procedem as fontes da vida — tudo vem do nosso coração. E o Senhor não corta as ervas daninhas apenas na superfície. Ele cava fundo.
Naquele versículo de Salmos 139:23, “Sonda-me, ó Deus”, o hebraico é, na verdade, “Cava fundo, ó Deus”. Temos orado para que o Senhor faça isso neste fim de semana: do nosso coração procedem as fontes da vida.
Também tenho esta confiança, em Mateus 15:13:
Toda planta que Meu Pai celestial não plantou será arrancada pela raiz.
Portanto, vocês estão seguros. Se eu disser alguma coisa que seja da carne e do sangue, que venha apenas de mim, confio que Deus a arrancará pela raiz e a lançará fora. Queremos ouvir o Senhor. É por isso que estamos reunidos.
Ao examinarmos a Palavra de Deus, há um princípio absolutamente indispensável: a dependência total do Espírito Santo de Deus. Este é o Livro dEle. Ele o deu, e Ele precisa iluminá-lo. Somente Deus pode revelar Deus. Não há outra possibilidade.
E Ele prometeu que, se nos achegarmos como criancinhas, com a boca bem aberta, Ele nos formará e nos encherá. Confiamos que Ele Se revelará a nós.
Então, com esses pensamentos em mente, vamos nos curvar juntos e entregar nosso tempo ao Senhor.
Pai celestial, obrigado. Obrigado por cada homem que Tu reuniste neste lugar. Pedimos, Senhor, que, ao nos reunirmos, possamos contemplar o Senhor Jesus de uma maneira nova, de uma maneira viva.
Sabemos, Senhor, que não merecemos isso, mas Jesus merece. Pedimos a Ti, em nome do Senhor Jesus, que Te encontres conosco neste fim de semana. Agradecemos antecipadamente porque Tu já estás fazendo isso agora e continuarás a fazê-lo, numa maré crescente de bênçãos. Entregamos este fim de semana a Ti, em nome de Jesus. Amém.
Antes de começarmos, deixem-me dizer uma coisa. Certa vez, ouvi alguém dizer: “Antes de falar, deixem-me dizer alguma coisa”. Então, antes de falar, quero fazer alguns comentários.
Primeiro, deixem-me explicar as anotações que vocês receberam. Nosso irmão coloca todos os versículos na tela, então vocês não precisam realmente das anotações. Elas estão na ordem em que os versículos serão citados. Às vezes, isso ajuda. Algumas pessoas fazem pequenas anotações ao lado deles. Se não ajudar, simplesmente deixem de lado. Queremos apenas estar com o Senhor, e achei que isso poderia ser útil para alguns.
Portanto, essas anotações são isso: os versículos estão praticamente na ordem. Talvez eu pule um ou dois, e assim por diante.
Lá atrás, há livros sobre a mesa, e vocês podem pegá-los gratuitamente, enquanto houver exemplares. Se algum que vocês quiserem já tiver acabado, é só nos avisar, e providenciaremos para que vocês o recebam. Não há cobrança por isso.
Mas, se quiserem que alguns sejam enviados a vocês, por favor, lembrem-me. São setenta e nove anos de memória — ela já está cheia, vocês entendem? Ando me esquecendo de muita coisa. Então, anotem o que gostariam de receber e deixem seu endereço; assim, providenciaremos o envio.
Agora, viemos para ser abençoados pelo Senhor, mas queremos abençoá-Lo. Viemos para bendizer o Senhor. Ele Se alegra com a nossa reunião, e queremos estar aqui para bendizê-Lo.
Sejam todos bem-vindos. Faz muitos anos que não vejo alguns de vocês, e é uma grande alegria poder revê-los e ter comunhão com vocês novamente. Alguns de vocês eu nunca conheci, acho — ou já me esqueci.
Mas, de qualquer forma, boa parte da bênção deste fim de semana será a comunhão. Vocês sabem, em Malaquias está escrito que o povo de Deus se reuniu e conversou, e o Senhor prestou atenção e registrou aquilo.
É tão precioso: vocês simplesmente conversam uns com os outros, e Deus escreve isso no Seu diário — um livro de memória. Isso é tão precioso para o Senhor. Portanto, façam deste um tempo de comunhão.
Talvez vocês sejam tímidos e digam: “Bem, eu não conheço fulano”. Não há desconhecidos aqui. Há muitas pessoas estranhas, mas não há desconhecidos. Todos nós somos estranhos, mas vamos desfrutar da companhia uns dos outros e desfrutar do Senhor.
Uma palavra especial: estou feliz por termos jovens aqui. Louvado seja o Senhor por isso. Não se sintam intimidados. Vocês têm Cristo em vocês. Compartilhem Cristo conosco quando estivermos juntos.
Não fiquem apenas sentados, dizendo: “Vou esperar algum adulto, algum sujeito superespiritual, compartilhar alguma coisa”. Todos somos irmãos em Cristo, todos somos criancinhas dando os primeiros passos, e todos estamos conhecendo o Senhor. Precisamos simplesmente compartilhar uns com os outros, e isso será uma parte importante do nosso encontro.
Então, sejam bem-vindos. Provavelmente vocês estão dizendo: “Quem é esse sujeito? Ele nem tem uma Bíblia”. Tenho dificuldade para enxergar, e todos os versículos estão impressos em letras bem grandes nesta folha. Portanto, minha Bíblia está aqui. Eu só não queria que vocês pensassem aquilo.
Sejam bem-vindos à nossa breve meditação sobre o Senhor Jesus a partir do livro de Jonas. Não quero chamá-lo de livro. Vou continuar chamando-o de livro, mas ele é o testemunho de Jonas. Jonas está dando seu testemunho.
Nossa esperança é que, neste estudo introdutório, possamos ter uma ideia do livro — perceber um pouco da sua mensagem. São apenas quatro capítulos. É um livrinho curto. Mas qual é a mensagem? Qual é a revelação de Cristo?
Se Deus retirasse Jonas da sua Bíblia, que revelação de Cristo você perderia, que nenhum outro livro apresenta da mesma maneira? Cada livro tem uma revelação especial do Senhor, e estamos orando para que Deus abra este livro para nós.
Agora, não vamos começar em Jonas 1:1 e estudar cinco versículos, esse tipo de coisa. Vamos, por assim dizer, sobrevoar o livro inteiro para captar sua mensagem. Será uma espécie de sobrevoo.
Nem sequer vamos começar em Jonas. Vamos decolar em 2 Reis, depois sobrevoar o livro de Jonas e, então, seguir até o Novo Testamento. Em outras palavras, quero apenas que vocês tenham uma visão ampla, até nos concentrarmos no coração de Deus.
O que Ele quer que saibamos neste fim de semana a partir deste livro, deste testemunho?
Tenho percebido que uma das maneiras mais fáceis de chegar ao coração de Deus, ao estudar qualquer livro da Bíblia, é simplesmente fazer observações gerais sobre o livro como um todo. Você o lê repetidas vezes e, depois de algum tempo, certas coisas começam a aparecer.
Minha primeira observação tem a ver com duas passagens do Novo Testamento que mencionam Jonas. Acompanhem, por favor: Mateus 12:38-41.
Então alguns dos escribas e fariseus Lhe responderam, dizendo: Mestre, queremos ver um sinal de Ti.
Mas Ele respondeu e lhes disse: Uma geração má e adúltera busca um sinal; e nenhum sinal lhe será dado, senão o sinal do profeta Jonas:
Pois, assim como Jonas esteve três dias e três noites no ventre do monstro marinho, assim estará o Filho do Homem três dias e três noites no coração da terra.
Os homens de Nínive se levantarão no juízo com esta geração e a condenarão; porque se arrependeram com a pregação de Jonas; e eis que aqui está Quem é maior do que Jonas.
E, então, em Lucas 11:29:
E, ajuntando-se as multidões a Ele, começou a dizer: Esta geração é uma geração má; busca um sinal, e nenhum sinal lhe será dado, senão o sinal de Jonas.
Pois, assim como Jonas se tornou um sinal para os ninivitas, assim também será o Filho do Homem para esta geração.
A rainha do Sul se levantará no juízo com os homens desta geração e os condenará; porque veio dos confins da terra para ouvir a sabedoria de Salomão; e eis que aqui está Quem é maior do que Salomão.
Os homens de Nínive se levantarão no juízo com esta geração e a condenarão; porque se arrependeram com a pregação de Jonas; e eis que aqui está Quem é maior do que Jonas.
Agora, essas duas passagens do Novo Testamento, no meu entendimento, fornecem a chave que abre a mensagem do livro de Jonas.
O que estou dizendo é isto: se vocês tivessem apenas o Antigo Testamento — se tivessem apenas aqueles quatro capítulos, o testemunho de Jonas — e ouvissem o que ele disse e como explicou tudo, não creio que chegariam ao coração de Deus. Vocês precisam daquilo que Jesus disse no Novo Testamento.
É uma grande ilustração daquele princípio indispensável: somente Deus pode revelar Deus. Ele precisa ser o Mestre, e Jesus certamente foi o Mestre quanto ao livro de Jonas. Ele nos deu a chave.
Observem Lucas 11:30:
Pois, assim como Jonas se tornou um sinal para os ninivitas, assim também será o Filho do Homem para esta geração.
Essa pequena expressão, “Jonas se tornou um sinal” — Jonas se tornou um sinal para os ninivitas. Eles se arrependeram porque viram um sinal. Viram um sinal em Jonas. Isso é essencial. Essa é uma chave.
Jesus disse a respeito de Sua própria geração — e, na verdade, de todas as gerações — que nunca será dado outro sinal a uma geração adúltera. Jonas é o único sinal.
Isso é verdade hoje, na nossa geração. Será verdade amanhã, se o Senhor não voltar. Cada geração tem apenas um sinal: Jonas. Se vocês não entenderem esse sinal, não alcançarão o coração de Deus.
A primeira menção a Jonas na Bíblia não está em seu testemunho. Não está nos capítulos 1, 2, 3 ou 4 de Jonas. Está em 2 Reis 14:25:
Ele restabeleceu os limites de Israel, desde a entrada de Hamate até o mar da Arabá, segundo a palavra do Senhor, Deus de Israel, que Ele falara por intermédio de Seu servo Jonas, filho de Amitai, o profeta, que era de Gate-Hefer.
Nessa passagem, deixando de lado as intrigas políticas de 2 Reis — o que estava acontecendo —, não é para isso que estou chamando a atenção. Estou chamando a atenção para isto: a Bíblia chama Jonas de servo do Senhor. A Bíblia chama Jonas de profeta do Senhor.
Ele era um servo. Era um profeta. Mas não era um sinal.
Você pode ser profeta e servo do Senhor sem ser um sinal. Ele era servo e profeta antes de se tornar um sinal.
Agora, deixem-me perguntar. Não aconteceu assim; é apenas minha imaginação. Vocês sabem o que o livro diz. Tenho certeza de que conhecem a história de Jonas, como ele resistiu e fugiu da presença do Senhor. Mas e se Jonas não tivesse fugido da presença do Senhor? E se tivesse obedecido imediatamente?
Jonas 1:2 diz:
Levanta-te, vai a Nínive, aquela grande cidade, e clama contra ela; porque a sua maldade subiu até Mim.
E se ele não tivesse fugido? E se tivesse ido a Nínive e obedecido ao Senhor? Ele é profeta. É servo do Senhor. Nínive teria se arrependido?
A resposta é: Nínive não teria se arrependido. Eles se arrependeram quando viram o sinal e, sem isso, não teriam se arrependido.
Jonas profetizou apenas duas vezes no testemunho de Jonas. Uma das profecias se cumpriu; a outra, não.
A que se cumpriu está em Jonas 1:12:
Tomai-me e lançai-me ao mar; assim o mar se aquietará para vós.
Isso é uma profecia, e aconteceu.
A outra, que não se cumpriu, está em Jonas 3:4:
Ainda quarenta dias, e Nínive será destruída.
Isso não aconteceu. Não aconteceu, embora Jonas fosse servo do Senhor, embora Jonas fosse profeta do Senhor.
Se ele não fosse um sinal, não poderia ter cumprido o propósito de Deus para o arrependimento de Nínive.
Quero falar com muita seriedade a vocês, irmãos, porque nosso Senhor Jesus disse que nenhum outro sinal jamais será dado a qualquer geração.
Não basta ser cristão. Não basta ser servo do Senhor. Não basta ser profeta. Você precisa ser um sinal.
O livro de Jonas é o testemunho pessoal de um homem que era servo e profeta, e que disse: “Deixem-me contar como Deus me transformou em um sinal”. Esse é o livro. É disso que ele está falando.
Aquele que foi transformado em um sinal dá seu testemunho.
O livro de Jonas faz esta pergunta a todo cristão sincero, a todo aquele que estuda a Bíblia: Você é um sinal?
O sinal de Jonas — não um sinal qualquer. Você precisa saber o que é o sinal de Jonas. Mas você é um sinal?
Ao final deste fim de semana, minha oração é que cada irmão aqui possa dar uma resposta honesta a essa pergunta. Acho que é isso que está no coração do Senhor.
Ele não vai perguntar se você é servo do Senhor. Não vai perguntar se você é professor da Bíblia. Não vai perguntar se você é pastor. Não vai perguntar se você é missionário. Não vai perguntar se você é um artista cristão. Não vai perguntar se você contribui financeiramente para missões.
Ele nem sequer vai perguntar se você é um cristão dedicado, se é fiel. Ele não vai perguntar isso.
A pergunta para este fim de semana — e que Deus nos ajude — é: Você é um sinal? Você é o sinal de Jonas?
É disso que trata este livro. Embora eu vá falar, o testemunho é de Jonas. Quero apresentar a vocês o testemunho de Jonas.
O livro de Jonas é o que muitos comentaristas chamam de um dos profetas menores. Vocês sabem, os teólogos dividiram os profetas em dois grupos: os profetas maiores e os profetas menores.
Os profetas maiores não são chamados de maiores porque têm uma mensagem maior e os outros têm uma mensagem menor. Não é por isso.
Há quatro profetas maiores: Isaías, Jeremias, Daniel e Ezequiel. São chamados de maiores apenas por esta razão: seus livros são longos. É por isso que são maiores. Têm mais capítulos. Essa é a única razão.
Os profetas menores — os doze profetas menores — têm capítulos mais curtos.
Na verdade, na Bíblia hebraica não existe essa divisão. Eles simplesmente colocam todos os profetas juntos. Curiosamente, Daniel não. Eles não consideravam Daniel um profeta. Não vou entrar nesse assunto. Mas é interessante.
Além dos profetas maiores e menores, havia outros profetas que nunca escreveram nada. Eram profetas orais. Por exemplo, Elias nunca escreveu um livro, e Eliseu nunca escreveu um livro. Samuel, Ido, Jeú, Gade — há pessoas que eram profetas e nunca escreveram um livro.
Há também outros que presumimos serem profetas. São chamados simplesmente de homem de Deus, vidente, mensageiro do Senhor, e assim por diante. Também havia profetisas. Temos Débora, Hulda, Miriã e as filhas de Filipe, entre outras.
Há centenas de profetas. Lembram-se dos dias de Elias, quando Obadias disse: “Alimentei secretamente cem profetas numa caverna”? Muitos profetas.
Estou mencionando isso para ressaltar este princípio. Mais uma vez, ele nos ajudará a chegar ao coração de Deus. É isso que queremos. Queremos saber por que Deus registrou isso. Está na nossa Bíblia como texto inspirado. Por quê?
Todo profeta — fosse maior, menor, um profeta oral ou um profeta cujo nome não foi registrado —, sempre que havia um profeta, Deus vinha a ele e lhe dava uma palavra para tratar de uma crise.
Geralmente, era uma crise política. Geralmente, Deus vinha e dizia: “Você precisa falar ao povo, porque a Síria vai invadir, ou a Babilônia vai invadir, ou Israel está entrando numa aliança ímpia com o Egito ou com Edom”. Sempre há uma crise, e Ele levanta um profeta.
Às vezes, é uma crise moral. As pessoas estão se voltando para a idolatria, e Deus levanta um profeta e diz: “Trate disso”. Às vezes, estão se voltando para o materialismo, e isso é uma crise; então Deus envia um profeta e diz: “Trate dessa questão específica”.
Às vezes, todo o governo é opressor e corrupto, e o sacerdócio é corrupto. Ele levanta um profeta para tratar disso. Às vezes, os próprios profetas eram corruptos e diziam: “Deus diz isto”, e Ele os chama de profetas mentirosos.
É por isso que, quando vocês abrem um dos profetas, o livro começa mais ou menos assim: “E a palavra do Senhor veio a Isaías nos dias de Uzias, Jotão, Acaz e Ezequias”. Por que Ele lhes disse isso?
Ele quer que vocês estudem os dias de Uzias, Jotão, Acaz e Ezequias. Isso está na Bíblia. Estudem esse período e encontrem a crise, porque os profetas tratavam de uma crise.
Em Ezequiel, a palavra do Senhor veio no quinto dia do quarto mês, no quinto ano do reinado do rei Joaquim, na terra dos caldeus, junto ao rio Quebar. Por que Ele lhes diz isso?
Porque, sem isso, vocês não conhecerão a mensagem. Vocês precisam conhecer a crise. Encontrem a crise, e encontrarão a mensagem.
Agora, há dois livros entre os profetas que são diferentes. Um é o do profeta Habacuque, e o outro é o do profeta sobre o qual vamos refletir: Jonas.
Qual é a crise? Qual é a crise no livro de Habacuque? Qual é a crise no livro de Jonas? É uma crise política? Existe alguma ameaça de invasão por outro país? Há uma aliança ímpia? Há corrupção? Qual é a crise?
Porque, se vocês não encontrarem a crise, não encontrarão a mensagem.
Vejam, no caso de Habacuque e de Jonas, não era uma crise política. Era algo muito pessoal. Não envolvia Israel. Não envolvia Judá. Não se tratava de outra nação, de alguma aliança ímpia. Não se apresenta nenhuma data, nenhum contexto histórico.
Sabemos que Jonas foi um dos primeiros profetas por causa da referência em 2 Reis, que o situa nos dias de Eliseu. Portanto, foi um dos primeiros profetas, mas isso é tudo o que sabemos. Isso nem sequer é mencionado em seu testemunho.
O que Habacuque e Jonas têm em comum é que Deus está tratando de uma crise no coração deles. Eles tinham uma crise no coração, e Deus precisava tratar disso.
Se vocês não perceberem isso, não alcançarão, como eu disse, o coração de Deus. A emergência, a necessidade, a crise estava no coração de Jonas. Era uma crise da alma, uma crise do coração, uma crise espiritual — uma questão entre ele e o Senhor que precisava ser tratada.
Quando Deus tratou disso, Jonas disse: “Deixem-me escrever meu testemunho. Vocês precisam ouvir como Deus veio ao meu encontro nesta crise. É tremendo”. Então Jonas começa a apresentar este livro maravilhoso.
Qual era o problema de Jonas? Qual era sua crise? Precisamos examinar isso.
Agora, nesta lição introdutória, é isto que quero fazer. É uma espécie de pequeno esboço, para que vocês saibam aonde vou daqui em diante.
Quero identificar o problema, a crise. Precisamos saber qual é a crise. Depois, quero mostrar a vocês o método que Deus usa para tratar de uma crise como essa.
Não vou lhes dizer a solução. Vamos entrar nesse assunto depois. Veremos como Deus resolveu a questão. Mas a única coisa que quero fazer hoje à noite é identificar a crise e apresentar o método que Deus sempre usará quando esse for o problema. Está bem? É nesse ponto que estamos e, se o Senhor permitir, é nessa direção que vamos.
É interessante ver como os comentaristas abordam isso. Provavelmente tenho uns cinquenta comentários sobre o livro de Jonas. É impressionante examiná-los e ver como eles enxergam essas coisas.
Muitos deles fazem do problema uma questão da mente de Jonas: a maneira como ele pensava, como racionalizava, como tentava entender as coisas. Dizem que ele tem um problema teológico. Tem uma visão fraca de Deus. Pensa que Deus é tolerante com o pecado e que simplesmente deixará as pessoas escaparem impunes.
Jonas 1:3 diz:
Mas Jonas se levantou para fugir para Társis, da presença do Senhor; e desceu a Jope, e encontrou um navio que ia para Társis: pagou, pois, a sua passagem, e desceu para dentro dele, para ir com eles a Társis, da presença do Senhor.
Agora, se ele era profeta — e era —, tenho certeza de que sabia que não se pode fugir de um Deus onipresente.
Salmos 139:7-12 diz:
Para onde me irei do Teu Espírito?
Ou para onde fugirei da Tua presença?
Se subir ao céu, Tu aí estás:
Se fizer a minha cama no Seol, eis que Tu ali estás.
Se tomar as asas da alva,
E habitar nas extremidades do mar;
Ainda ali a Tua mão me guiará,
E a Tua destra me susterá.
Se eu disser: Certamente as trevas me encobrirão,
E a luz ao meu redor se tornará noite;
Nem mesmo as trevas me escondem de Ti,
Mas a noite resplandece como o dia.
Jonas 4:2 diz:
Ah! Senhor! Não foi isso o que eu disse, estando ainda na minha terra? Por isso me apressei a fugir para Társis; pois eu sabia que Tu és Deus cheio de graça e misericordioso, tardio em irar-Se, abundante em benignidade, e que Te arrependes do mal.
Então eles dizem que o problema está aqui em cima. Ele tem uma teologia ruim. E Nínive — que é a capital da Assíria — já tinha uma reputação. Era uma nação terrorista. Eles já haviam sido advertidos de que Israel seria ameaçado pela Assíria. Agora Deus diz: “Quero que você vá a Nínive”.
Isaías 10:7, falando da Assíria, diz:
Todavia, ele assim não o imagina, nem o seu coração assim o pensa; antes, no seu coração está o destruir e o exterminar não poucas nações.
Essa é Nínive. Eles estão determinados a matar, determinados a destruir.
Isaías 10:14 registra a Assíria falando:
E a minha mão achou, como a um ninho, as riquezas dos povos; e, como se ajuntam os ovos abandonados, assim eu ajuntei toda a terra: e não houve quem movesse a asa, ou abrisse a boca, ou piasse.
A Assíria dizia que destruir uma nação era tão fácil quanto estender a mão para dentro de um ninho de pássaro e tirar os ovos. Essa era a Assíria. Eram terroristas.
Fontes extrabíblicas relatam algumas das coisas terríveis que eles faziam. Não vou entrar nisso. Naum, é claro, veio cerca de cem anos depois, mas descreve a mesma coisa. Eles a chamam de cidade sanguinária e chamam seu povo de devastadores.
Alguns sugerem que não parecia lógico Deus ter misericórdia de uma nação perversa como Nínive. A missão não fazia sentido. Eles eram uma ameaça ao povo de Deus.
Os comentaristas bíblicos também dizem: “Talvez o problema não estivesse lá em cima. Talvez fosse a maneira como ele se sentia”. Ele era um profeta judeu, e aqueles eram gentios. Dizem que seu problema era emocional.
Ele era um patriota, um judeu de sangue puro. Vocês sabem, deve ter sido chocante para Jonas receber uma missão como aquela, em Jonas 1:2:
Levanta-te, vai a Nínive, aquela grande cidade, e clama contra ela.
Vocês percebem isso? Eu lhes disse que há profetas maiores, profetas menores, profetas cujos nomes não foram registrados — centenas de profetas. Nenhum profeta, nenhum, antes ou depois de Jonas, jamais foi chamado para ir a uma nação pagã. Nenhum. Somente Jonas.
Não estou dizendo que o coração de Deus não se voltava para o mundo inteiro. Ele sempre tem um coração voltado para o mundo inteiro. Por meio de Moisés, Ele estava alcançando os egípcios. Sabemos disso. Com a arca da aliança, Ele estava alcançando os filisteus. Sabemos disso. Por meio de Josué, Ele estava alcançando os cananeus. Sabemos disso. Por meio de Eliseu, Ele estava alcançando a Síria. Sabemos disso. Por meio de Daniel, Ele estava alcançando a Babilônia.
Deus tem um coração voltado para o mundo inteiro. Mas Ele nunca, jamais, comissionou outro profeta judeu para ir a uma nação pagã. Então alguns dizem que essa é a crise: o exclusivismo judaico. “Sou judeu. Não posso ir para lá.”
Será esse o problema?
Alguns acham que ele estava tentando proteger o povo de Deus. “Vou fugir porque não quero que a Assíria seja perdoada e depois venha nos invadir.” Alguns dizem que ele estava tentando proteger Deus. Ele conhecia o coração de Deus — Deus é amoroso, perdoador. “Vou chegar lá e dizer: ‘Deus disse que vocês serão destruídos em quarenta dias’, e depois isso não acontece. O que eles vão pensar de Deus?”
Talvez ele estivesse tentando salvar a própria pele. Ele dá uma profecia que não se cumpre. Lembrem-se: esse profeta deve ser morto. É assim que se reconhece um profeta verdadeiro. Se a profecia não se cumpre, então ele não é um profeta verdadeiro.
Qual era o problema dele? Estava na mente? Eram suas emoções — o que sentia a respeito de Deus, o que sentia a respeito de Israel? Era sua paixão, seus sentimentos intensos? Ele odiava tanto assim Nínive?
Jonas 1:2-3 diz:
Levanta-te, vai a Nínive, aquela grande cidade, e clama contra ela.
Mas Jonas se levantou para fugir para Társis, da presença do Senhor.
Talvez esse fosse o problema. Deus disse: “Vá”. Jonas disse: “Não”.
Era um problema da vontade dele. Que importa o que ele pensava, se desobedece? Que importa o que ele sentia, se desobedece? Talvez esse seja o problema. Deus precisa fazer um profeta rebelde parar de desobedecer.
Aqui está algo interessante: quase todos os que abordam este precioso livro o chamam de livro missionário. Impressionante.
Um dos maiores milagres missionários que já aconteceram no planeta Terra ocorreu neste livro. Nínive confiou no Senhor. Um livro missionário.
Vamos tratar de um homem que não tem um coração missionário. Não há dúvida de que Jonas não tinha um coração missionário.
Alguns interpretam Jonas 1:3 — “Ele se levantou para fugir da presença do Senhor” — não como se ele estivesse tentando escapar de um Deus onipresente, mas, segundo eles, mais provavelmente como se dissesse: “Eu me demito. Deixo meu trabalho. Não quero mais ser profeta”.
Eles extraem essa ideia de um versículo como 1 Reis 17:1:
E Elias, o tisbita, que era dos moradores de Gileade, disse a Acabe: Vive o Senhor, Deus de Israel, perante Quem estou—
Um profeta permanecia na presença do Senhor. Jonas disse: “Estou deixando a presença do Senhor”. Então eles acham que ele simplesmente está desistindo. Está dizendo: “Não quero mais ser profeta. Não gosto desta missão. Não quero lidar com Nínive. Quero que meu povo esteja seguro”, e assim por diante.
Jonas não apenas não tem um coração missionário; ele tem um coração antimissionário. Ele nem sequer diz: “Arrependam-se ou queimem”. Ele apenas diz: “Queimem”. Não lhes dá uma opção.
Quando leio sobre David Brainerd ou Adoniram Judson, leio sobre missionários que tinham um profundo encargo pelas pessoas às quais foram enviados. Hudson Taylor ansiava pelos chineses. Tinha um encargo por eles.
Ross Olson tinha um encargo por Bangladesh. E Jim Elliot, pelos indígenas aucas na Nova Guiné. Havia um encargo. Eles oravam, jejuavam, sacrificavam-se. John Paton amava os pecadores das ilhas dos mares do Sul. Isso é ser missionário.
Então chego a Jonas, o grande livro missionário. Ele tem um coração antimissionário. Não tem um coração missionário.
Claramente, há um problema. Ele está confuso. Há um problema em algum lugar. Ou está na cabeça dele, ou nas emoções, ou na vontade.
Irmãos, todas essas coisas que mencionei — sua mente, suas emoções, sua vontade — não são o problema dele. São sintomas. Essa não é a crise.
O fato é, e veremos isso ao prosseguir, que Deus nem sequer estava chamando Jonas para ir a Nínive. Deus queria ir a Nínive. Queria usar Jonas. Queria ir em Jonas.
Deus é Quem quer ir ao campo missionário. Você não é missionário. Há apenas um Missionário: Ele vive no seu coração. Há apenas um Evangelista: Ele vive no seu coração. Há apenas Um que ganha almas: Ele vive no seu coração. É Ele Quem quer ir ao campo.
Mas Ele precisa ir por meio de alguém que tenha sido transformado em um sinal.
Essa é a crise do livro. Você diz: “Jonas tinha um problema”. Jonas se tornou um sinal. Jonas não tinha um problema. Jonas era o problema. Jonas era o problema.
A crise da qual Deus trata não é aquilo em que ele acreditava, não é o que sentia, não é o que fazia, não é o que deixava de fazer. A crise do livro é quem ele era.
Jonas era o problema, e Deus precisava levá-lo à morte. A vida de Jonas precisava morrer, e ele precisava ressurgir por uma vida que não era a sua, para poder se tornar um sinal e o instrumento de redenção de Deus para essa nação pagã.
Ele nunca seria um missionário segundo o coração de Deus enquanto Deus não o tirasse do caminho.
Como Deus vai tratar de um coração que não é missionário, de um coração antimissionário? Ele precisa ser crucificado. Precisa ser tirado do caminho. Essa é a questão do livro.
Deus disse: “Não tenho outro sinal para uma geração adúltera, senão o sinal de Jonas”. Jonas diz: “Deixem-me contar o que aconteceu comigo. Vocês nem imaginam como eu era antimissionário. Não sabem como eu odiava as pessoas às quais Ele me enviou. Esse é o meu coração natural. Esse é o coração natural de vocês”.
Ele disse: “Quero lhes contar o que Deus fez. Ele me matou. Tirou-me do caminho — a mim, do caminho. Eu achava que tinha um problema. Tentei entendê-lo. Tinha emoções intensas em relação a Israel e a Nínive. Não era uma questão de ter um problema”.
Ele disse: “Deixem-me lhes dizer: eu era o problema. Quero contar como Deus tratou comigo e o que Ele fez comigo. Eu era servo. Era profeta. Mas não era um sinal. Quero contar o que Deus fez para transformar este profeta, este servo, em um sinal”.
Quando olho para trás e vejo o que Deus fez, preciso contar meu testemunho a vocês. É disso que trata o livro de Jonas. A crise do livro é o próprio Jonas, e Deus o tira do caminho.
Agora, neste momento, ainda não vou lhes dizer exatamente o que é o sinal. Chegaremos a isso. Mas, ao nos prepararmos para encerrar, quero mostrar o método de Deus para tratar não apenas de Jonas, mas de todo cristão que não é um sinal.
O princípio é sempre o mesmo. Ao percorrerem o livro de Jonas, vocês perceberão que ele é um livro de milagres — muitos milagres.
Vejo aqui três tipos diferentes de milagres. Um deles é físico: os milagres físicos.
Jonas 1:4 diz:
Mas o Senhor lançou sobre o mar um grande vento, e houve no mar uma forte tempestade, de modo que o navio estava a ponto de se despedaçar.
Falaremos disso depois, mas Deus já lançou alguma tempestade na sua vida? Imaginem isso. Ele lançou uma tempestade.
Jonas 1:11 diz:
Porque o mar se tornava cada vez mais tempestuoso.
Jonas 1:13 diz:
Porque o mar se tornava cada vez mais tempestuoso contra eles.
Jonas 1:15 diz:
Então tomaram Jonas e o lançaram ao mar; e o mar cessou a sua fúria.
Milagre. Ele iniciou a tempestade. Fez com que piorasse. Fez com que piorasse ainda mais. E a fez parar num instante.
Jonas 1:17 diz:
E o Senhor preparou um grande peixe para que tragasse Jonas.
Isso é um milagre.
Para muitas pessoas, isso é tudo em que pensam quando pensam em Jonas: o peixe. Ele só é mencionado duas vezes no livro inteiro. Uma vez, Deus designou um peixe; outra vez, Deus lhe disse que vomitasse Jonas. É só isso.
Elas estão tão ocupadas passando uma fita métrica ao redor da boca do peixe, quando deveriam passá-la ao redor do coração de Deus. É um livro sobre a misericórdia do Senhor, o amor do Senhor. Elas não percebem a mensagem de Jonas.
Se Deus quisesse, Jonas poderia ter sobrevivido sem o peixe. Poderia ter sobrevivido debaixo d’água por três dias. Temos um Deus de milagres.
Jonas 4:6 diz:
Então o Senhor Deus preparou uma planta e a fez crescer por cima de Jonas, para que fizesse sombra sobre a sua cabeça.
Por enquanto, não se preocupem: era uma aboboreira? Era uma trepadeira? Era um pepineiro? Era um cogumelo? Não me importo com isso. Foi um milagre. Cresceu num dia e morreu num dia. Milagre.
Não vou passar por todos esses versículos, mas, em Jonas 4:7, Deus fala a um verme. Em Jonas 4:8, Ele fala ao vento oriental. Em Jonas 4:8, Ele faz o sol lançar seus raios sobre Jonas. Até no começo, em Jonas 1:7, Ele controlou a superstição deles quando lançaram sortes e tentaram descobrir quem era o responsável.
Meu ponto, irmãos, é este: o método de Deus é o milagre.
Se você vai se tornar um sinal, precisa de um Deus poderoso que realiza milagres. Se eu vou me tornar um sinal, se Deus vai pôr fim à vida de Ed Miller e me fazer ressurgir por uma vida que não é a minha, isso exige um Deus poderoso que realiza milagres.
Vocês precisam ouvir o testemunho de Jonas.
Há um milagre ainda maior do que os milagres físicos. Há o milagre moral neste livro. A cidade inteira é salva — toda a cidade de Nínive.
Quanto a conversões, acho que esse é o maior número de pessoas que já veio ao Senhor de uma só vez. Talvez durante a tribulação, dependendo da sua interpretação, possa haver um alcance evangelístico maior.
Isso está descrito em Jonas 3:5-10. Não vou ler essa passagem agora. Ouçam apenas Jonas 4:11:
E não hei Eu de ter compaixão de Nínive, aquela grande cidade, em que há mais de cento e vinte mil pessoas que não sabem discernir entre a sua mão direita e a sua mão esquerda; e também muitos animais?
Algumas traduções dizem “animais”. Cento e vinte mil não sabem distinguir a direita da esquerda. Algumas pessoas acham que essa é a população total de Nínive — cento e vinte mil —, e que são tão ignorantes que nem sequer sabem a diferença entre o certo e o errado.
Suponho que isso poderia ser verdade se Ele estivesse falando do Congresso. Eu não disse isso. Está bem.
Mas muitos acham que os cento e vinte mil são bebês, criancinhas. Não sabem distinguir a direita da esquerda. Ele disse: “Você quer que Eu destrua a cidade? Ela tem cento e vinte mil bebês”.
Se esse for o caso, isso seria o quê? Um quarto ou um quinto da população total? Poderíamos estar falando de meio milhão de pessoas. Meio milhão de pessoas sendo salvas num só dia. Um milagre moral.
Este livro está cheio de milagres — não apenas dos milagres físicos, mas também desse milagre moral.
Eu nem acho — bem, eu sei — que houve tanta gente assim no Pentecostes, não é? Nos dias seguintes, quero dizer, houve trinta e cinco mil, vocês sabem.
Vocês não pensariam que, num livro com tantos milagres e um milagre moral como esse, não poderia haver um milagre maior do que meio milhão de pessoas sendo salvas num só dia?
Esse não é o principal milagre do livro de Jonas. Por mais maravilhoso que seja, por maiores que sejam todos aqueles milagres físicos, houve um milagre espiritual.
Jonas foi transformado em um sinal. Esse é o grande milagre. Esse é o grande milagre.
Jonas diz: “Mal posso esperar para dar meu testemunho. Mal posso esperar para contar como isso aconteceu — como Deus tomou um homem sem coração missionário, com um coração antimissionário, e com ódio pelas pessoas às quais Ele me enviou”.
“Ele me tirou do caminho. Depois me levantou com uma vida que não era a minha — uma vida sobrenatural, ressurreta. Então, por meu intermédio, Ele realizou uma obra poderosa.” É disso que trata o livro.
Quero sugerir um pequeno esboço. É assim que examinaremos o restante, se o Senhor permitir.
Mais uma vez, a crise do livro não é o que Jonas pensava, não é o que Jonas sentia, não é o que Jonas fazia, não é o que Jonas deixava de fazer. A crise do livro é o próprio Jonas.
Deus precisa tratar da vida de Jonas — da vida de Ed Miller. Coloquem seu próprio nome aí. A sua vida. Ele precisa tirar você do caminho, pôr fim a você, para que você possa conhecer a vida de Cristo.
Jonas pôde se identificar com a morte, o sepultamento e a ressurreição de Cristo durante aqueles três dias. Entraremos nesse assunto ao examinarmos essa relação.
De qualquer forma, é isto que vamos examinar. Os próximos dois capítulos, os capítulos 1 e 2, mostram como Deus tirou Jonas do caminho. O capítulo 3 mostra como Deus levantou Jonas com uma vida que não era a sua.
Quanto ao capítulo 4, vejam, no testemunho de Jonas, é isto que ele está dizendo. Ele o divide em duas partes. Diz: “Quero contar o que Deus fez por mim antes de eu me tornar um sinal”.
Gostaríamos que terminasse no capítulo 3: eles viveram felizes para sempre. Mas então temos o capítulo 4.
Ele disse: “Quero contar como Deus tratou comigo e foi atrás de mim antes de eu me tornar um sinal. Depois, quero contar o que Deus fez por mim depois que me tornei um sinal”.
Esse capítulo 4 é decisivo: como Deus trata conosco antes de sermos um sinal e, depois, quando já somos um sinal.
Quero encerrar esta lição introdutória. Alguns de vocês já conhecem este salmo, mas Salmos 67, na minha opinião, é o grande salmo missionário do livro de Salmos.
Quero que vocês observem as duas extremidades — como ele começa e como termina. Salmos 67:1-2:
Deus tenha misericórdia de nós e nos abençoe,
E faça resplandecer sobre nós o Seu rosto; Selá.
Para que se conheça na terra o Teu caminho,
E entre todas as nações a Tua salvação.
A versão King James diz: “Deus tenha misericórdia de nós”. “Tem misericórdia de mim.” A American Standard diz: “Deus seja gracioso para conosco”.
Observem os dois últimos versículos, Salmos 67:6-7:
A terra tem dado o seu fruto:
Deus, o nosso Deus, nos abençoará.
Deus nos abençoará;
E todos os confins da terra O temerão.
Vocês percebem como esse é um salmo missionário? Deus precisa tratar comigo para que eles possam ouvir. Deus precisa tratar com você para que eles possam ouvir.
Não começa com “Deus nos abençoe”. É: “Tem misericórdia de nós e nos abençoa. Sê gracioso para conosco”. Esse é o testemunho de Jonas: “Deixem-me contar como Deus teve misericórdia de mim e me abençoou, para que os confins da terra pudessem ouvir”.
Este é o livro de Jonas. Espero que esta breve visão geral ajude vocês a ter um coração receptivo e a permanecer em oração enquanto examinamos tudo isso, porque, neste testemunho, Deus vai descrever como Ele agiu.