Testimony Ministry LogoChristian Testimony MinistryCTM
  • Home
  • Speakers
  • Venues
  • Topics
  • Scripture
  • Fellowship Finder
THAT THE WORD OF THE LORD MAY RUN AND BE GLORIFIED
About CTMContact CTMPrivacy PolicyRelated Ministries
    The Necessity of Assurance © 2026 Christian Testimony Ministry
    0:00
    The Necessity of Assurance
    The Necessity of Assurance
    Pittman, Kenny

    A Necessidade da Certeza Divina

    Bom dia.

    Gostaria de começar lendo apenas alguns versículos. Acho que vocês provavelmente conhecem todos eles, mas estarão mais familiarizados com eles — pelo menos, assim espero — quando terminarmos.

    É claro que todo crente conhece Hebreus 11:1. Vou ler na versão New American Standard Bible:

    Ora, a fé é a certeza das coisas que se esperam;
    A convicção das coisas que não se veem.

    Vou ler novamente. É tão importante:

    Ora, a fé é a certeza das coisas que se esperam;
    A convicção das coisas que não se veem.

    Também gostaria de ler Colossenses 2:2. Talvez vocês não estejam tão familiarizados com esse versículo, mas ele começa de uma maneira maravilhosa. Este era todo o propósito de Paulo ao escrever à igreja de Colossos:

    Para que os vossos corações sejam encorajados, estando unidos em amor, e alcancem todas as riquezas da plena certeza do entendimento, para o pleno conhecimento do mistério de Deus.

    Agora, voltando a Hebreus — Hebreus 6:11. Acho que a maioria de vocês conhece esta passagem:

    Mas desejamos ardentemente que cada um de vós mostre a mesma diligência para a plena certeza da esperança até o fim;
    Para que não sejais indolentes, mas imitadores daqueles que, pela fé e pela paciência, herdaram as promessas.

    Oração Inicial

    Vamos orar.

    Pai, nós Te agradecemos pela Tua Palavra. Mais uma vez, precisamos dizer: as Tuas palavras são espírito e vida. Como precisamos que as Tuas palavras penetrem na parte mais profunda do nosso espírito nesta manhã. Sem as Tuas palavras, não temos nada de valor para dizer, e reconhecemos de bom grado diante de Ti o quanto dependemos de Ti para falar.

    Fala, Senhor; o Teu servo ouve. Queremos simplesmente invocar o nome do Senhor para que liberes o que está na Tua Palavra, a fim de que ela realize plenamente a sua obra em nós, como Teu povo. Pedimos tudo isso em Teu nome e para a Tua glória. Amém.

    A Necessidade Absoluta da Certeza Divina

    Eu pensei que já tivesse terminado de falar sobre essa questão da certeza divina. Pelo visto, não. Então, prometo que esta é a última mensagem que compartilharei sobre a certeza divina — pelo menos por enquanto. Isso ainda ressoa no meu coração.

    Vocês se lembram daquelas três expressões. Eu as compartilhei certa vez durante um momento de testemunhos. Elas falam da altura, da profundidade e da extensão da certeza divina: Deus conosco. Deus por nós. Deus em nós.

    Deus conosco — pode haver certeza maior? Deus por nós — Romanos 8:31:

    Se Deus é por nós, quem será contra nós?

    E então, é claro, vocês pensam naquela certeza maravilhosa, que vai além da imaginação, tão extraordinária que dificilmente poderíamos concebê-la com qualquer pensamento humano: que Deus estaria em nós.

    Essas são as dimensões mais amplas da certeza divina, em toda a sua glória. Pensei que talvez ainda houvesse algo que precisássemos dizer para aplicar isso à nossa vida: a necessidade da certeza divina. Gostaria de examinar isso um pouco hoje, se pudermos.

    Agora, não estou falando de uma segurança humana — sabem, de eu chegar e dizer: “Você é uma pessoa fantástica. É meu melhor amigo”. Ou de você chegar e dizer: “Você é um sujeito muito bom”, embora isso seja realmente raro. Mas isso não é certeza divina.

    Não precisamos de um seguro divino. Algumas pessoas dizem: “Ah, só precisamos de pequenos gestos de bondade”. Precisamos, sim, de bondade, mas a certeza divina é muito mais importante.

    Também não precisamos de mais garantias do governo. Tenham medo quando o governo chegar e disser: “Eu tenho o que vocês precisam”. É um pequeno conselho — acho que Ronald Reagan disse algo assim certa vez.

    Aliás, eu estava pensando nisso e não sabia que havia um programa federal de garantias. Acabei descobrindo. Vocês conseguem imaginar? Ele se chama Federalwide Assurance for Protection of Human Subjects — uma garantia de âmbito federal para a proteção de participantes de pesquisas. O Departamento de Saúde e Serviços Humanos tem esse programa. Eu não sabia disso.

    Mas não estamos falando desse tipo de garantia. Infelizmente, o governo não é a resposta para vocês. A nossa resposta é o próprio Deus. Ouvimos isso nesta manhã.

    Esse é o encargo que tenho no coração. Já compartilhei sobre algumas das certezas mais profundas, mais elevadas e mais plenas da Sua Palavra. Essa certeza divina é eterna, dura para sempre. É o próprio Deus. Quanto mais profunda ela poderia ser?

    Hoje, gostaria de falar sobre a necessidade da certeza divina. Não há nada mais importante para você, como cristão, como crente, do que conhecer de maneira real a certeza divina. Você não pode viver sem ela. Há muitas coisas sem as quais você pode viver, mas esta é uma coisa sem a qual não pode viver.

    Não há nada mais importante para nós, como igreja de Deus — esse testemunho coletivo —, do que a certeza divina. Sem ela, nunca seremos o testemunho de Deus de maneira coletiva. Ela é absolutamente importante.

    Foi por isso que esse encargo veio ao meu coração quando pensei que já tivesse terminado esta série: essa palavra, necessidade. A necessidade. Gostaria de dizer: a necessidade absoluta da certeza divina. Vocês conhecem meu gosto por adjetivos.

    Quando olhamos para a Bíblia, acho que precisamos concluir que ela é um livro de certeza divina. Ela é muitas coisas, mas penso que, de fato, é um livro de certeza divina.

    Essa certeza divina nos fortalece na fé. Sem ela, não temos fé. Essa certeza divina manifesta em nós o testemunho de que somos filhos de Deus e, juntos, o testemunho de que somos o povo de Deus, nesse sentido coletivo.

    Qual é a importância dessa certeza divina? Hoje examinaremos algumas coisas: a necessidade da certeza, a plena certeza e o testemunho da certeza. Essa certeza produz algo — ela produz um testemunho.

    O testemunho da certeza foi o que definiu o povo de Deus no Antigo Testamento. Ele define o povo de Deus na era da igreja, na era da graça. E nos definirá por toda a eternidade.

    Que o Senhor nos ajude à medida que começamos a explorar esses poucos pensamentos e nos dê alguma luz.

    O Perigo de um Coração Incrédulo

    Em primeiro lugar, a necessidade da certeza. Vocês conhecem meu carinho pelo escritor de Hebreus. Gostaria de saber quem ele era, mas não consigo pensar em outra forma de chamá-lo a não ser aquele escritor ungido e anônimo.

    Ele percebeu algo entre os crentes judeus do primeiro século. Eles começaram a se afastar da certeza divina e a voltar às sombras, em vez de permanecer nas realidades. Na verdade, começaram a se afastar do próprio Deus.

    Assim, todo o propósito do escritor de Hebreus era trazê-los de volta àquela certeza divina, torná-la real para eles e fazê-los saber que esse era um segredo de que precisavam.

    Ele apelou a eles com aquela palavra de exortação. No final do livro, está escrito:

    Suportai a palavra de exortação.

    O livro está cheio de advertências — “para que não”. Penso em Hebreus 3:12, sobre o qual falaremos daqui a pouco:

    Para que não haja em vós um coração perverso de incredulidade.

    É de crentes que ele está falando. Algumas pessoas gostam de pegar as partes difíceis de Hebreus e dizer que ele está falando dos não salvos. Ele não está falando dos não salvos. Está falando dos salvos.

    Essa advertência — “para que não haja em vós um coração perverso de incredulidade” — acompanha a maioria das advertências em Hebreus. E há também aquele outro encorajamento em Hebreus: “Vamos”. “Vamos”, vez após vez. “Vamos nos aproximar de Deus. Vamos nos achegar.” E como diz o texto?

    Com plena certeza.

    É assim que devemos nos aproximar do Deus vivo. Ele estava tentando convencê-los de que haviam se afastado e trazê-los de volta ao segredo. Ele os encorajava e os advertia com as advertências mais profundas e mais fortes.

    Acho que Hebreus contém algumas das passagens mais difíceis de entender, passagens com as quais as pessoas lutam. Para se tranquilizarem, dizem: “Bem, ele está falando aos não salvos”. Lamento dizer: não está.

    Se você se afasta de Cristo — e é isso que deixa a maioria das pessoas tão temerosa —, que esperança você tem? Que esperança existe? Não há esperança. Para o crente, essa é a única esperança.

    Essa questão da necessidade da certeza divina é tão importante. Quero ler para vocês Hebreus 3:12. Acabamos de falar sobre isso. Ele disse algo àqueles queridos irmãos:

    Vede, irmãos, que não haja em nenhum de vós um coração perverso de incredulidade, ao vos afastardes do Deus vivo.

    Palavras fortes, não é? Eles tinham uma doença grave. Poderia ser uma doença fatal. Tinham um problema no coração — um problema terrível no coração. Tinham uma doença cardíaca.

    Muitas vezes falamos de diferentes doenças, e acho que as doenças cardíacas, pelo menos entre os homens, estão em primeiro lugar. Bem, entre os cristãos, estão em primeiro lugar. Temos uma doença no coração? Temos um coração perverso de incredulidade? São palavras fortes.

    Existe alguma cura? Graças a Deus, existe uma cura. Existe alguma vacina? Graças a Deus, existe uma vacina. Graças a Deus, podemos superar essa pandemia. Agora, se vocês acham que estou falando de COVID, perderam tudo o que venho tentando dizer.

    Há algo mais importante, algo tão debilitante: um coração perverso de incredulidade que pode nos afastar do Deus vivo. Essa era uma advertência — a mais severa das advertências, creio eu.

    Graças a Deus, existe uma resposta. Essa resposta é a certeza divina. Ela pode curar um coração ferido. Pode eliminar a doença mais mortal: a incredulidade.

    Vocês creem que a incredulidade é pecado? É, sim. Vocês creem que a incredulidade é uma doença? É uma doença da pior espécie. Pode acabar com vocês. Pode arruinar a caminhada de vocês.

    O antídoto de Deus, a cura de Deus, o remédio forte de Deus é sempre a Sua certeza divina. Essa é a necessidade.

    Penso no apóstolo Paulo. Vocês se lembram de quando ele estava falando do evangelho certa vez? Ele disse:

    Uma necessidade me é imposta.

    Lembram-se disso? Ao falar sobre pregar, ele disse: “Se eu não pregar o evangelho, uma necessidade me é imposta”.

    Queridos irmãos e irmãs, como precisamos que a necessidade da certeza divina seja imposta a nós. Ela nos livrará de todos os nossos males na vida cristã e nos fará vencer e triunfar na vida cristã. Acho que esse é o segredo.

    A Fé como Certeza Divina

    Agora, em Hebreus 11:1 — já lemos esse versículo, mas quero dedicar um bom tempo a ele —, vemos a necessidade da certeza divina:

    Ora, a fé é a certeza das coisas que se esperam;
    A convicção das coisas que não se veem.

    Um versículo muito importante. Um versículo muito importante. Se vocês querem entender a fé e entender a certeza divina, precisam compreender esse versículo.

    Ele estava no centro daquilo que aquele escritor ungido e anônimo estava dizendo aos crentes hebreus. Era, de fato, a cura.

    Darby usa a palavra “substanciar”, no sentido de tornar substancial. É substância. A certeza divina é tão poderosa — ela é substância. Ele prosseguiu dizendo que essa substância é certeza. Foi isso que ele revelou.

    Vocês se lembram de que a versão King James fala da substância das coisas que se esperam. As pessoas não pensam na fé como substância. Pensam na fé como algo etéreo, um pensamento, um desejo, uma esperança. Irmãos e irmãs, a certeza divina é a maior substância que já existiu.

    Ninguém questiona a importância da fé na vida cristã. Sem fé, não há vida cristã. Vocês se lembram do que esse mesmo escritor lhes disse em Hebreus 11:6:

    Mas sem fé é impossível agradar-Lhe:
    Porque aquele que se aproxima de Deus deve crer que Ele existe e que é galardoador daqueles que O buscam diligentemente.

    Isso mostra a importância absoluta da fé. Ele sabia disso.

    Ao preparar esta mensagem, lembrei-me de Habacuque, um dos últimos livros do Antigo Testamento. Em Habacuque, é revelado um segredo que se estende à era do Novo Testamento e nos apresenta a chave.

    Vocês se lembram de que Habacuque estava indagando diante do Senhor, e o Senhor falou com ele. Em Habacuque 2:1, ele se perguntava o que o Senhor lhe diria; então, o Senhor falou com ele.

    Irmãos e irmãs, que certeza isso nos dá. Não precisamos ficar nos perguntando se o Senhor falará conosco. Não precisamos apenas ter esperança de que o Senhor fale conosco. Ele falará conosco.

    Logo, o Senhor lhe disse:

    Escreve a visão, e aqueles que a virem correrão após ela.

    Ele conclui dizendo:

    O justo viverá pela fé.

    Essa é a visão. Essa é a visão.

    O apóstolo Paulo dava tanta importância a essa palavra. Naquele maravilhoso clássico, naquela obra-prima espiritual, em Romanos 1:17, ao falar do evangelho, foi esta a expressão que ele citou:

    O justo viverá pela fé.

    Isso significava tanto para ele. Escreveu aos gálatas sobre a maldição da lei e lhes disse mais uma vez, em Gálatas 3:11:

    O justo viverá pela fé.

    O escritor de Hebreus, em Hebreus 10:38, citou novamente esse versículo:

    O justo viverá pela fé.

    Essa é a visão. Esse é o segredo. Que maravilha. Não há como duvidar disso quando lemos. É a visão que estava por vir e que nunca terá fim: é assim que devemos viver — pela fé.

    Agora, caso vocês pensem que estou me afastando do assunto da certeza, não estou. Isto é tão importante: a certeza divina define a fé.

    Vocês se lembram desta expressão em Hebreus:

    Ora, a fé é a certeza.

    Essas duas coisas — fé e certeza — são gêmeas siamesas que jamais podem viver separadas uma da outra. São, se vocês quiserem colocar dessa maneira, lados opostos da mesma moeda, embora eu não goste muito dessa analogia.

    Sem certeza, não há fé. Sem fé verdadeira, não há certeza. Mas a fé é a certeza. Esse era o segredo que aquele que escreveu o livro de Hebreus estava tentando comunicar.

    A fé é absolutamente importante, mas não há fé à parte da certeza. Eu costumava acreditar, como tantas pessoas, porque alguém que eu respeitava me disse, que não havia uma definição de fé na Bíblia. Já não acho que isso seja verdade.

    Gosto muito do que William Newell diz em seu comentário sobre Hebreus. Ele usa a palavra em letras maiúsculas: há uma descrição e há uma definição da fé. Esta expressão em Hebreus 11:1 é essa descrição e essa definição:

    A fé é a certeza.

    Como isso é maravilhoso. Sem ela, é impossível. Sem ela, não há fé. Sem certeza, de quem é essa fé?

    Vocês se lembram de quando o apóstolo Paulo escreveu aquele versículo maravilhoso — um dos meus versículos favoritos. Acho que vocês já sabem disso. Temos esse versículo emoldurado em nossa casa: Gálatas 2:20.

    Estou crucificado com Cristo: contudo, vivo;
    Todavia, não eu, mas Cristo vive em mim:
    E a vida que agora vivo, vivo pela fé do Filho de Deus, o Qual me amou e a Si mesmo Se entregou por mim.

    Pode haver certeza maior do que essa? Esse é o segredo: Deus em nós. Cristo vive em mim. Então, ele disse:

    A vida que agora vivo, vivo pela fé.

    E se ele tivesse parado aí? Graças a Deus, não parou aí.

    Ele disse:

    A fé do Filho de Deus, o Qual me amou e a Si mesmo Se entregou por mim.

    Ele compreendeu algo tão maravilhoso, algo que todo crente precisa compreender: não é a sua fé. Não era a fé de Paulo.

    Não é uma fé que vocês possam produzir à força. Não é algo que, se repetirem a palavra um número suficiente de vezes, de alguma maneira ritualística, automaticamente se transforme em fé. Era a fé do Filho de Deus.

    Algo foi colocado dentro de Paulo. Esse algo, que tornou possível que ele vivesse a vida cristã, era a certeza que vem do próprio Deus. Isso transformou a sua fé. Sua pequena fé tornou-se a fé do Filho de Deus, o Qual o amou e a Si mesmo Se entregou por ele.

    Acho isso lindo. Talvez essa não seja a maneira como vocês entendem Gálatas 2:20, mas é a minha. Que segredo. Que grande segredo. Graças a Deus por ele.

    A Certeza como Substância e Evidência

    Essa expressão, “a fé é a certeza”, é tão bela. Ela resolve o mistério quando tentamos viver pela nossa fé e andar pela nossa fé. Conhecemos o segredo.

    O segredo que esse escritor estava tentando comunicar é que se trata de certeza. É algo colocado dentro de você que o transforma. É algo divino que vem sobre você — uma certeza profunda no seu espírito. Tudo o que você consegue dizer é o que João disse em suas epístolas: “Eu sei”.

    Nove vezes, essa expressão maravilhosa aparece nas epístolas de João — talvez apenas em 1 João: “Eu sei” ou “sabemos”. “Sabemos” é a expressão.

    A certeza divina faz com que o seu testemunho seja: “Sabemos”. Não estamos supondo. Não estamos apenas esperando. Não estamos apenas desejando. Para algumas pessoas, a fé é a nossa esperança em Deus, o nosso desejo em Deus. Esse não é o segredo.

    O segredo é inteiramente aquela certeza que vem sobre nós, e sabemos porque sabemos que é verdade. Essa certeza é substância real. Há substância nela.

    Não pensamos na fé como substância. Ela parece estar no ar, é difícil de agarrar. Por isso as pessoas dizem que não existe uma definição. “O que é a fé?” É substância. O escritor de Hebreus tinha certeza para lhes oferecer. Ele disse: “Esta é a maior substância que existe”.

    Os tradutores que produziram a versão King James disseram: “É evidência”. É evidência das coisas que se esperam. Todo o nosso sistema judicial não se baseia em esperança; baseia-se em evidências.

    Deus nos dá evidências — evidências irrefutáveis, incontestáveis, sólidas como rocha. É isso que temos em Cristo por meio da certeza que Ele nos dá.

    Lembro-me de ter estudado um pouco sobre nossa jurisprudência e nosso sistema judicial. Nosso sistema judicial se baseia neste conceito: além de qualquer dúvida razoável. Agora, isso significa que pode haver dúvida, certo? Vocês entendem isso. O que se diz é: além de qualquer dúvida razoável.

    Mas a certeza de Deus apaga toda dúvida. Não é apenas algo que vai além de qualquer dúvida razoável; ela apaga a dúvida.

    A fé é a certeza: evidência sólida como rocha; evidência indiscutível, inegável, inquestionável, incontestável, irrefutável — a evidência das coisas que se esperam. Vocês têm a evidência. Que maravilha. Como isso é claro. A fé é a certeza. É isso que significa.

    A evidência das coisas que não se veem — isso não é intrigante? Você nunca se levanta para testemunhar em um tribunal se não viu o que aconteceu. Não seria um testemunho de ouvir dizer? Pensem nisso.

    Você não pode chegar e falar do que não viu. Você é uma testemunha. Precisa lhes contar o que viu. Se você viu e o júri acredita, talvez se possa chegar a uma solução para o impasse do julgamento.

    Mas esta é a evidência das coisas que não se veem. Que maravilha. Acho isso extraordinário. Você não precisa ver.

    Sempre gostamos de usar aquela expressão terrível do mundo: “Ver para crer”. Acho isso terrível. Para os cristãos, é exatamente o contrário: crer sem ver.

    Quando essa certeza está entranhada no seu ser, você não precisa ver. Vocês se lembram do caso clássico de Tomé, o incrédulo — pobre homem. Fico me perguntando se ele perderá esse nome na eternidade e passaremos a chamá-lo apenas de querido Tomé, em vez de Tomé, o incrédulo.

    Quando o Senhor permitiu que ele colocasse as mãos no Seu lado e tocasse Suas mãos, disse:

    Tomé, tu crês porque vês.

    Então, o Senhor disse aquelas palavras maravilhosas:

    Bem-aventurados os que não viram e creram.

    A certeza é a evidência das coisas que não se veem. Como isso é maravilhoso.

    Acho que a visão pode ser uma terrível maldição para nós. Precisamos ver as coisas. Dizem que a visão é o nosso sentido mais apurado — alguns talvez discordem —, mas pelo menos Cícero pensava assim, aquele famoso estadista e filósofo romano. Ele disse que o mais apurado de todos os nossos sentidos é a visão.

    Mas como a Palavra de Deus é diferente. Temos dentro de nós uma prova que vai além da visão. Temos em nossas mãos uma evidência espiritual que vai além daquilo que podemos ver.

    Louvado seja o Senhor. Para mim, essa é a certeza mais encorajadora que poderia ser dada a esses crentes. A certeza divina é tão poderosa que supera todos os nossos sentidos.

    “Ver para crer” não é o segredo. Crer com base na certeza divina é o segredo que torna as coisas reais. Precisamos ver algo antes de aceitá-lo — é isso que significa “ver para crer”. Mas não, não precisamos.

    Você precisa que o Senhor lhe mostre algo de Si mesmo que seja tão real, mais real do que qualquer substância. Aquela cadeira à sua frente — vocês concordariam que ela é substância. Podem tocá-la. Podem segurá-la. Aquele hinário que vocês podem pegar — concordariam que ele é substância.

    Mas vocês concordam que a mais elevada de todas as substâncias é a certeza divina? Creem que a maior de todas as evidências é a certeza divina? Essa era a mensagem aos crentes hebreus.

    Ouçam o que Pedro disse em 1 Pedro 1:8-9. Sei que vocês conhecem essa passagem, mas vou lê-la mesmo assim:

    A Quem, não havendo visto, amais;
    Em Quem, embora agora não O vejais, crendo, exultais com alegria indizível e cheia de glória;
    Recebendo o fim da vossa fé, a salvação das vossas almas.

    Vejam isso. Sem vê-Lo, vocês podem amá-Lo. Sem vê-Lo, sabem que Ele é real, porque O viram no espírito. Que diferença isso faz.

    Vocês acham que a visão é a resposta? Não é. A certeza é a resposta.

    Lembro-me de que, quando estava no ensino médio, eu gostava de mágica, por sinal. Não sei bem por quê. Graças a Deus, Ele me salvou; já não gosto de mágica. Mas a mágica é engano. Não sei se vocês sabem disso. Mágica é prestidigitação.

    Todo o truque da mágica consiste em tentar convencer você de que aquilo que vê é real, quando, na verdade, nunca aconteceu. Eu me interessei muito por isso no ensino médio. Aliás, escrevi um dos meus trabalhos mais importantes sobre Houdini, porque o achava muito legal. Agora sei que havia muita escuridão nele.

    Pensem nisso. A coisa toda consiste em tentar convencer você de que aquilo que vê é real, quando nunca aconteceu. Vocês realmente acham que eles serram a mulher ao meio? Se fizessem isso, haveria muitos mágicos na prisão.

    Mas deixam vocês pensarem que fazem. É engano. É ilusão. É prestidigitação.

    Agora, pensem nisso, irmãos e irmãs. Deus não é um mágico divino que nos engana para que creiamos. Ele nos dá a mais elevada certeza, e não podemos deixar de crer. Ela se torna parte da própria essência do nosso ser. É o segredo da nossa vida.

    A Plena Certeza da Fé

    Acho que isto está tão claro: precisamos enxergar a necessidade da certeza. Vocês enxergam? Estão vendo? Era disso que o escritor de Hebreus estava tentando convencê-los, passo a passo.

    Ele começou dizendo: “Vocês têm esse problema no coração que parece incurável”. Mas existe uma cura. Então, começou a tirá-los das sombras e a trazê-los de volta à realidade, para lhes mostrar a fonte de todas as coisas. Esse era o segredo.

    Há uma segunda coisa de igual importância. Vocês precisam entender a profundidade da certeza na Bíblia.

    Em primeiro lugar, a palavra inglesa assurance, que estamos traduzindo como certeza, aparece apenas seis vezes na Versão Autorizada, a King James. A primeira ocorrência está em Deuteronômio e é terrivelmente negativa. Fala de não ter certeza alguma. Isso está no Antigo Testamento. É um pensamento terrível, desolador.

    Mas então vocês olham para Isaías 32:17, o único outro lugar no Antigo Testamento em que essa palavra é usada:

    E a obra da justiça será paz;
    E o efeito da justiça, quietude e certeza para sempre.

    Irmãos e irmãs, o contexto dessa passagem é o Rei que vem. O contexto é a vinda Daquele que é justo. O contexto é aquela água em lugar seco, que é o Senhor Jesus. O contexto é a sombra de uma grande rocha em terra sedenta.

    O resultado será quietude e certeza para sempre — não apenas temporariamente, mas para sempre. Acho isso extraordinário.

    Quando chegamos ao Novo Testamento, começamos a entender o que a certeza divina realmente significa. Em primeiro lugar, Atos 17:31 diz que a certeza é concedida a todos os homens por meio da ressurreição de Jesus dentre os mortos.

    É assim que recebemos certeza. É a Sua obra, tudo o que Ele fez. Por meio da ressurreição do Senhor Jesus dentre os mortos, recebemos a mais elevada certeza. Ele venceu. Ele pagou pelo pecado. Ressuscitou dentre os mortos. Ascendeu ao trono.

    Nesse trono, nos achegamos a um grande Sumo Sacerdote que nos oferece a mais elevada certeza. Este é o segredo da certeza:

    Ele deu certeza a todos os homens, ao ressuscitá-Lo dentre os mortos.

    Já examinamos Hebreus 11:1, mas há vários versículos que vocês precisam conhecer, porque eles trazem uma ênfase sobre a certeza que a Bíblia deixa clara.

    Em primeiro lugar, Colossenses 2:2 diz — lembrem-se, eu li esta passagem:

    Para que os seus corações sejam encorajados, estando unidos em amor, e alcancem todas as riquezas da plena certeza do entendimento, para o pleno conhecimento do mistério de Deus.

    Observem esta expressão:

    Todas as riquezas da plena certeza do entendimento.

    Vejam outro lugar. Em 1 Tessalonicenses 1:5, está escrito:

    Porque as nossas boas-novas não chegaram a vós somente em palavra, mas também em poder, no Espírito Santo e em muita certeza.

    Observem esta expressão:

    Em muita certeza.

    As duas últimas ocorrências estão em Hebreus. Hebreus 6:11 diz:

    Mas desejamos ardentemente que cada um de vós mostre a mesma diligência para a plena certeza da esperança até o fim.

    Vocês perceberam esta expressão?

    A plena certeza da esperança até o fim.

    Hebreus 10:22, a última ocorrência, diz:

    Aproximemo-nos com um coração verdadeiro, em plena certeza de fé.

    Observem a ênfase no Novo Testamento. Há uma única ênfase. Não é apenas certeza. Não é certeza parcial. Não é alguma certeza. É muita certeza, diz um dos versículos. Mas os outros dizem algo mais profundo: falam da plena certeza.

    Graças a Deus por isso. Essa é a coisa mais encorajadora que podemos saber: a certeza que temos é a mais plena de todas as certezas possíveis.

    Vocês entendem o que quero dizer? Não quero que pensem que estou coando um mosquito aqui. A única coisa que a Bíblia ensina é a plena certeza. É isso que a certeza divina é.

    Que palavra para aqueles crentes hebreus, e que palavra ela deveria ser para nós. É isso que o Novo Testamento revela: a plena certeza da fé abrange as riquezas inesgotáveis da certeza divina.

    Essa certeza é tão plena, irmãos e irmãs, que podemos estar plenamente convencidos. Ela é a única coisa que realmente convencerá vocês. Quando essa certeza divina entra no coração de vocês pelo Espírito Santo, algo acontece. Vocês ficam plenamente convencidos.

    Gosto do que Newell disse: “Plena certeza não significa que esperamos por ela ou a desejamos. Significa que a temos”. Vocês sabem a diferença? Nós a temos. Ela é nossa.

    A Plena Convicção Produzida pela Certeza Divina

    Acho isso tão convincente. Ficamos plenamente convictos. Vocês se lembram dessa expressão? Em 2019, antes de a COVID atingir o mundo inteiro e virá-lo de cabeça para baixo, compartilhei sobre essa expressão: “plenamente convicto”. Talvez alguns de vocês até se lembrem disso.

    Acho essa expressão tão importante. Somente a certeza divina pode nos tornar plenamente convictos. É um segredo que está na Bíblia.

    Em Romanos 4:21, está escrito sobre Abraão:

    E estando plenamente convicto de que o que Ele havia prometido, também era poderoso para cumprir.

    Ele estava plenamente convicto. Aqui está um homem — na verdade, ele é o pai da fé, não é? Ele estava verdadeiramente, plenamente convicto.

    Isso não era apenas para ele. Dois versículos depois — graças a Deus pelo versículo 23. Se não houvesse o versículo 23, poderíamos pensar: “Ah, esse é um grande homem de fé, um grande patriarca. Isso não é para mim. Não pode ser verdade para mim. Pode ser verdade para Abraão, mas nunca para mim”.

    Mas está escrito em Romanos 4:23-24:

    Ora, isso não foi escrito somente por causa dele, mas também por nossa causa.

    Vocês devem estar tão convencidos por essa certeza divina que o testemunho de vocês, como o de Abraão, seja o de estarem plenamente convictos. Esse é o resultado final.

    Então, no final do livro de Romanos, Paulo reforçou isso ainda mais:

    Cada um esteja plenamente convicto em sua própria mente.

    Esse é um segredo. Foi isso que transformou aqueles crentes hebreus, fazendo-os deixar de tropeçar e voltar a andar em fé.

    Em 2 Timóteo — e isso é importante, porque foi a última carta do apóstolo Paulo —, ele disse a seu amado filho na fé, Timóteo, esta descrição que nunca esquecerei. Ela está gravada no meu coração:

    Tu foste plenamente convencido.

    Não foi apenas por causa da sua mãe, da sua avó e de todo o ensino que ouvira desde a juventude que ele ficou plenamente convicto. Foi porque esse Deus de plena certeza colocou em seu coração algo tão profundo que ele ficou plenamente convencido.

    Esse é o ponto. Lembrem-se de que Paulo disse diversas vezes: “Estou convicto”.

    Estou convicto de que Ele é poderoso para guardar o que Lhe confiei até aquele dia.

    A pergunta é: fomos tão tomados por essa certeza divina que estamos entre os convictos? Somos como aqueles de quem William R. Newell falou: nós a temos, nós a conhecemos, ela se apoderou de nós?

    O Testemunho Produzido pela Certeza

    Creio que é isso que o Senhor busca. Então, penso na última coisa: essa plena certeza da fé, essa fé que é a certeza, produz em nós um testemunho.

    Se ela não produz em você um testemunho, então não há certeza real. Pensem nisso. Se ela não produz em você um testemunho, não há fé real — a fé do Filho de Deus.

    Mas, quando ela produz em você um testemunho vivo, aí está a diferença. Esses são os que conheceram essa plena certeza, e ela os transformou.

    Na verdade, Hebreus 11 — o capítulo que muitas vezes chamamos de galeria da fé — trata daqueles que estavam plenamente convencidos. Eles fizeram o impossível. Pensem nisso. Eram pessoas que tinham certeza, e essa certeza as transformou de tal maneira que seu testemunho era o de que podiam vencer todos os obstáculos.

    Esse é o poder. Essa é a necessidade da certeza divina.

    Se começarmos em Hebreus 11:2, está escrito:

    Pois, pelo poder desta, os antigos obtiveram testemunho.

    Esse é um versículo muito importante. Esse foi o resultado.

    Sei que alguns usam a New American Standard Bible, e eu a usei no início. Acho que ela fala dos homens de antigamente, mas eram os homens e as mulheres de antigamente, graças a Deus. Eles tinham um testemunho vivo. Foram transformados.

    Como? Gostaria que pudéssemos enxergar isso com tanta clareza. Acho que o capítulo 11 deixa isso absolutamente claro. Hebreus 11:4 diz:

    Pela fé, Abel ofereceu a Deus um sacrifício mais excelente do que Caim, pelo qual obteve testemunho de ser justo.

    Ele tinha um testemunho — um testemunho vivo, um testemunho poderoso. Hebreus 11:1 não é apenas um ensino. Hebreus 11 é a demonstração daqueles que estavam tão convencidos, que conheciam tão profundamente a plena certeza, que tinham um testemunho vivo.

    Creio que é isso que Deus busca em você: esse testemunho. Por ela, ele obteve testemunho. O testemunho é algo que você precisa obter.

    Não é algo que simplesmente lhe é concedido. Quando a plena certeza entra em você e você crê nela, responde a ela e obtém testemunho. Ela afeta a sua vida.

    Não apenas afeta a sua vida, mas também afeta aqueles com quem você vive. Não apenas afeta aqueles com quem você vive, mas também afeta aqueles que o conhecem. Este é o segredo do povo de Deus: um povo de certeza divina.

    Esse era o testemunho deles. Acho essa palavra tão extraordinária. Em Hebreus 11:5:

    Pela fé, Enoque foi trasladado para não ver a morte;
    E não foi encontrado, porque Deus o havia trasladado:
    Pois, antes de sua trasladação, tinha o testemunho de que agradava a Deus.

    Vocês simplesmente passaram por esse versículo ao ler? Esse é o resultado da certeza divina. Temos esse testemunho? Observem: ele tinha o testemunho. Acho isso muito, muito importante.

    Essa expressão, “pela fé”, aparece vez após vez. Mas agora, sempre que eu a ler, será “pela fé”, que é a certeza. Eles fizeram coisas extraordinárias.

    Você pode pensar: “Bem, isso é verdade para esses heróis da fé — Sansão, Davi, Abraão, Jacó, Isaque, Enoque e todos esses. É verdade para eles, mas não para nós. Somos apenas pessoas comuns”.

    Acho maravilhoso que essa galeria de Hebreus termine, no versículo 31, com Raabe, a prostituta. Não é maravilhoso? Vocês já perceberam como isso é maravilhoso?

    Hebreus 11:31 diz:

    Pela fé, Raabe, a prostituta, não pereceu com os incrédulos, tendo recebido os espias em paz.

    Não estou simplesmente implicando com as prostitutas. Se você está aqui e eu a ofendi, perdoe-me. Você deveria se sentir encorajada. Aliás, todos nós somos prostitutas até chegarmos a conhecer o Senhor; é pela fé que isso muda.

    Como isso é maravilhoso. Aqui está a pessoa menos provável, mas é com ela que esse escritor conclui: até mesmo Raabe, a prostituta. É uma história maravilhosa.

    Acho que isso deveria trazer algum encorajamento a vocês e a mim. Talvez você não seja um Abraão. Talvez não seja um Jacó. Talvez não sinta que se identifica com um Enoque, que andou com Deus e já não foi encontrado. Mas certamente todos nós podemos nos identificar com Raabe.

    A palavra de Deus é esta: essa mulher — a última — tinha um testemunho. Ela tinha um testemunho. Acho isso tão encorajador.

    Quando li, reli e reli novamente, pensei: “Senhor, há algo maravilhoso aqui”. Então, olhamos para Hebreus 11:39:

    E todos estes, tendo obtido testemunho…

    É assim que o capítulo termina. É a mesma palavra: testemunho. Algo aconteceu a essas pessoas. Elas viram algo. Aquilo se apoderou delas. Já não podiam se desvencilhar disso. Aquilo as tornou um testemunho vivo em um mundo que está morrendo.

    O mesmo pode acontecer com vocês e comigo.

    O Testemunho de Jesus em Apocalipse

    Até mesmo a Bíblia termina com esse pensamento. Sabem, a palavra mais importante do último livro da Bíblia, Apocalipse, é testemunho. É a palavra mais importante.

    Se vocês simplesmente passarem por essa palavra sem prestar atenção, perderão o essencial. Verão guerras, pragas, frascos, taças, sofrimento e tribulação, mas não verão o segredo.

    O segredo são aqueles que têm testemunho. Isso está muito claro.

    Quando João começou a escrever, não fez rodeios. Começou dizendo em Apocalipse 1:2:

    Dou testemunho da palavra de Deus e do testemunho de Jesus.

    Era isso que ele estava fazendo. Esse era todo o propósito do livro de Apocalipse. Em Apocalipse 1:9, ele disse:

    Estou aqui na ilha de Patmos por causa da palavra de Deus e do testemunho de Jesus.

    Ele era um testemunho vivo em um mundo escuro, e esse era o seu segredo, por meio da certeza que Deus lhe havia dado.

    Isso continua vez após vez. Vejam Apocalipse 6:9. Pensamos nos mártires debaixo do altar e sentimos tanta pena deles. Dizemos: “Graças a Deus, não sou um mártir debaixo do altar”.

    Mas o texto nos diz algo belo sobre eles. Diz que tinham um testemunho — um testemunho real. Este é o segredo de Apocalipse: o testemunho que sustentavam. Eles foram martirizados.

    Talvez você não seja um mártir que morre, mas deixe-me dizer algo: você é chamado a ser um mártir vivo.

    Vocês sabem quando o Senhor disse: “Farei de vocês testemunhas”, em Jerusalém, na Judeia e nos confins do mundo? Sabem o que essa palavra significa? Leiam de outra maneira: “Farei de você um mártir”.

    Alguém que tem testemunho. Alguém que viu algo. Isso o transformou a tal ponto que ele deixa uma marca profunda para sempre. É disso que trata o livro de Apocalipse.

    É claro que conhecemos os vencedores. Eles venceram, em Apocalipse 12:11. Venceram pelo sangue do Cordeiro; e o que diz depois?

    Pela palavra do seu testemunho.

    O que mais diz sobre eles?

    Não amaram a própria vida até a morte.

    Não é apenas o final de Hebreus 11; é o final da Bíblia. Essa questão do testemunho — é isso que Ele procura em nós.

    Falamos do remanescente em Apocalipse 12:17, e o texto diz que eles têm o testemunho de Jesus. Essa palavra já ficou presa na sua garganta, fazendo você perceber que há algo profundo nela?

    A diferença é que eles têm o testemunho de Jesus. A pergunta diante de nós é: temos o testemunho de Jesus? É isso que Deus procura no final.

    É por isso que Ele nos deu uma certeza tão elevada: para que fôssemos o Seu povo de testemunho.

    É claro, na última ocorrência — vocês se lembram da cena. Não consigo imaginar como seria ver as coisas que João viu. Então, o anjo apareceu a ele em Apocalipse 19:10. João caiu com o rosto em terra para adorar o anjo, e o anjo foi tão bondoso. Não o repreendeu.

    Ele disse:

    Vê que não faças isso. Sou conservo teu e dos teus irmãos que têm o testemunho de Jesus.

    Que palavra maravilhosa. Para mim, é isso que a certeza divina deve produzir em nós — não apenas nos homens de antigamente, não apenas nos antigos, não apenas naqueles crentes hebreus que haviam se afastado e para os quais Deus tinha uma palavra de certeza divina, mas em nós agora, durante a nossa vida.

    É isso que Ele busca. É isso que a necessidade da certeza divina pode produzir em nós: um povo de testemunho; um povo de testemunho que trará o Rei de volta; um povo de testemunho que introduzirá o reino.

    Um povo de testemunho diferente do mundo inteiro. Não acho que seja exagero dizer que é isso que Ele busca.

    Que poder glorioso é essa certeza divina. Que obra gloriosa ela realiza em um povo. Que testemunho de fé ela produz naqueles que a possuem. Nós a possuímos?

    Campbell Morgan diz algo que sempre me encoraja. Lembrem-se desta expressão:

    Para que os vossos corações sejam encorajados.

    Era disso que Hebreus tratava.

    Morgan, falando de Hebreus 11, disse: “Mas, enquanto aguardamos na perfeita certeza da vitória final, somos chamados a descansar na certeza que Ele nos dá”.

    Acho que ouvimos algo sobre descanso nesta manhã:

    Vinde a Mim, todos os que estais sobrecarregados e oprimidos, e encontrareis descanso para as vossas almas.
    Aprendei de Mim; porque sou manso e humilde de coração.

    O texto diz que vocês encontrarão descanso para a alma.

    Exortação Final e Oração

    Irmãos e irmãs, para mim, esta é uma palavra clara sobre a necessidade da certeza divina. Que sejamos aqueles que a possuem. Que a conheçamos a tal ponto que ela nos transforme.

    Sem ela, vocês não podem viver a vida cristã. Mas, com ela, assim como aqueles de Hebreus 11, podem fazer o impossível e realizar os maiores feitos, porque esse era o segredo deles.

    Esse era o segredo daqueles que estão no final, e este deve ser o nosso segredo: a necessidade da certeza divina.

    Pai, nós nos achegamos a Ti em nome de Jesus. Senhor, queremos pedir que possamos enxergar algo profundo — algo que seja substância real.

    Que possamos enxergar algo que seja evidência real, algo que nos transforme para sempre. Não queremos passar nossos dias apenas esperando e nos perguntando. Queremos passar nossos dias sabendo.

    E sendo aqueles cativos que têm o testemunho de Jesus. Farás essa obra profunda em nós? Nós Te pedimos que a faças.

    Abre os nossos olhos para que possamos ver — verdadeiramente ver —, com os olhos do nosso coração, essa grande certeza divina que nos foi disponibilizada em Cristo Jesus.

    Se fizeres isso, seremos transformados para sempre. Seremos aqueles que têm o testemunho. Seremos esse povo de testemunho que Tu procuras.

    Que faças isso em Teu precioso nome. Amém.