Testimony Ministry LogoChristian Testimony MinistryCTM
  • Home
  • Speakers
  • Venues
  • Topics
  • Scripture
  • Fellowship Finder
THAT THE WORD OF THE LORD MAY RUN AND BE GLORIFIED
About CTMContact CTMPrivacy PolicyRelated Ministries
    A Primer for the Impatient About Waiting © 2026 Christian Testimony Ministry
    0:00
    A Primer for the Impatient About Waiting
    A Primer for the Impatient About Waiting
    Cox, Jack

    A espera no Senhor com expectativa e esperança

    E é daí que vem esta mensagem. Vou usar analogias com a caça. Espero que a caça não ofenda vocês. Se ofender, bem, desculpem. Superem isso.

    O breve esboço do que quero compartilhar hoje é o seguinte: Deus nos pediu que esperássemos por algumas coisas. Vamos falar sobre aquilo pelo que Ele nos pediu que esperássemos, o que significa esperar, por que esperamos, a perspectiva do Senhor sobre a espera e, finalmente, algumas orientações para esperar.

    Os objetos da espera cristã

    Então, pelo que estamos esperando?

    A volta do Senhor

    A primeira coisa que geralmente vem à mente quando alguém fala em “esperar” é que estamos esperando pela volta do Senhor. É isso que costuma vir à minha mente.

    Em Lucas 21:34-36, o Senhor fala sobre Sua segunda vinda, Sua volta. E o ponto principal aqui é que devemos permanecer atentos. Muitas coisas vão acontecer, mas devemos permanecer atentos, vigiar e orar para que sejamos fortalecidos.

    Além disso, quando se trata de esperar pelo Senhor, as Escrituras falam bastante sobre a espera por Sua primeira manifestação. Em Lucas 2, encontramos Ana e Simeão, que haviam esperado a vida inteira pela primeira vinda do Senhor. E, como estavam esperando, estavam preparados quando o Senhor apareceu e O reconheceram. Mesmo sendo Ele um bebê, eles O reconheceram.

    E Simeão disse que estava muito aliviado porque sua espera havia terminado e a consolação e a redenção de Israel haviam chegado. Agora ele podia partir em paz.

    A atuação do Senhor em situações específicas

    Outra coisa pela qual esperamos é que o Senhor aja. Embora essa não seja a primeira coisa que nos vem à mente quando pensamos em esperar no Senhor, é aquela que realmente praticamos no dia a dia, enquanto esperamos que o Senhor aja em determinada situação.

    Brenda e eu estamos orando há algum tempo para que alguns de nossos filhos voltem para o Senhor e para que Ele aja na vida deles. Sabem, é um processo difícil. Mas o Senhor está trabalhando em nós durante essa espera. Confiamos, temos expectativa e esperança de que Ele vai agir no Seu tempo. Só precisamos esperar e ficar atentos a isso.

    Há um exemplo nas Escrituras de alguém que não esperou. Na verdade, há muitos exemplos de pessoas que não esperaram. E aquele sobre o qual quero falar hoje, ao qual volto bastante nesta mensagem, está em 1 Samuel 13, quando Saul estava esperando por Samuel.

    Saul não soube esperar muito bem. Quando vocês leem o relato, quase não dá para culpá-lo por não ter esperado. Tudo estava desmoronando. O povo estava indo embora. Os filisteus estavam se reunindo aos milhares. O texto diz que eram mais numerosos que a areia da praia. E estavam preparados para avançar sobre Israel, porque Israel havia se tornado odioso aos filisteus. Gosto dessa palavra, “odioso”. Preciso usá-la no meu trabalho algum dia.

    Samuel havia dito a Saul que esperasse sete dias. Então, no sétimo dia, Saul não conseguiu esperar mais. Ele não esperou até o fim. Tomou para si a responsabilidade de fazer aquilo que Samuel, o profeta do Senhor, havia sido designado para fazer.

    Naquele dia, Saul não teve fé para esperar até o fim e fazer as coisas da maneira certa. E, naquele dia, perdeu seu reino. Ele não foi deposto naquele dia, mas o Senhor disse:

    O teu reino não subsistirá.

    Mas Davi, o sucessor de Saul, esperou. Houve muitas oportunidades para Davi tomar o trono de Saul com as próprias mãos, mas ele não fez isso. Esperou que o Senhor lhe entregasse o trono de Israel.

    As respostas à oração

    Pelo que mais esperamos? Esperamos por respostas à oração. E isso é muito semelhante a esperar pela atuação do Senhor.

    Sim, podemos pedir e orar para que o Senhor faça alguma coisa, mas tudo depende do tempo dEle. Como Diane disse em seu testemunho algumas semanas atrás, o Senhor trabalha numa escala de tempo eterna. Mas o que podemos fazer é orar, esperar com expectativa e esperança e ficar atentos à resposta.

    O significado da espera

    Então, o que significa esperar? Às vezes, as palavras simples são as mais fáceis de explicar. Podemos esperar no trânsito. Podemos esperar por alguém. Podemos esperar que eu termine para vocês almoçarem.

    Quando eu era mais novo, às vezes precisava esperar minha mãe me buscar na escola. E eu ficava muito bravo, furioso mesmo, se ela se atrasasse apenas alguns minutos. Eu era muito mimado, muito impaciente naquela época. Ficava furioso por estar perdendo tempo.

    Mas não é desse tipo de espera que vamos falar hoje. Há algumas definições ou usos diferentes da palavra “esperar” nas Escrituras.

    A espera em emboscada

    O primeiro é ficar à espreita. Embora vocês fiquem à espreita quando estão caçando, não é desse tipo de espera que vamos falar hoje.

    A passagem do tempo

    O segundo é simplesmente passar o tempo. Isso traz a ideia de ficar sentado sem fazer nada. Durante muito tempo, essa foi minha concepção de esperar no Senhor: “Vou simplesmente ficar sentado sem fazer nada. E talvez, um dia, o Senhor faça alguma coisa”.

    Essa era minha atitude quando esperava minha mãe: “Vou ficar sentado sem fazer nada e perder meu tempo”. É por isso que às vezes fico tão frustrado ao esperar: parece uma completa perda de tempo. Mas não é desse tipo de espera que estamos falando aqui.

    Se pensamos na espera como uma maneira de passar o tempo, sempre procuramos formas de fazer o tempo passar mais rápido. Quero abrir aqui um parêntese bastante prático.

    A distração digital e a perda da contemplação

    Se pensamos na espera apenas como passar o tempo, hoje temos a possibilidade de fazer o tempo passar mais rápido. Se estamos esperando sem fazer nada, apenas ociosos, podemos tirar o celular do bolso e começar a olhar a tela. Procuramos alguma publicação interessante, algum tuíte picante no Twitter, alguns vídeos no YouTube ou vemos se alguém curtiu as fotos que publicamos. Podemos mergulhar nisso e passar horas apenas passando o tempo, sem fazer nada, só olhando aquela tela.

    Mas isso realmente não é esperar em nenhum sentido da palavra. Estamos desperdiçando tempo. Estamos passando o tempo. Esses aplicativos que temos no celular foram projetados por pessoas muito inteligentes para prender nossa atenção. Isso se chama engajamento. E é assim que eles ganham dinheiro: mantendo a sua atenção.

    Eles mantêm sua atenção estimulando partes do cérebro. E o cérebro fica viciado nesses pequenos estímulos. Procuramos um tuíte, procuramos uma publicação e recebemos uma pequena dose de gratificação instantânea. Nesse processo, nossa mente fica viciada nisso.

    O que isso realmente faz é pegar algo que o Senhor destinou à contemplação e à oração — a quietude — e transformar em outra coisa. Basicamente, transforma isso em alimentar nossa carne com comida de baixo valor nutritivo.

    Transforma esses momentos, que deveriam ser de contemplação, num frenesi neuroquímico de gratificação instantânea. E isso acaba destruindo nossa capacidade de nos sentarmos e contemplarmos o Senhor.

    Então, como incentivo, tentem guardar o celular por várias horas. Vejam se, assim, o Senhor pode realmente falar com vocês.

    Certo, chega desse parêntese. A espera sobre a qual vamos falar hoje é o exemplo máximo de gratificação adiada. Nossos celulares nos dão gratificação instantânea — talvez o exemplo máximo de gratificação instantânea —, e esperar no Senhor é o exemplo máximo de gratificação adiada.

    E ela é adiada porque colocamos a satisfação de nossos desejos e vontades inteiramente nas mãos do Senhor e no Seu tempo. Simplesmente esperamos e confiamos que nosso desejo será satisfeito quando Ele estiver pronto.

    A espera com expectativa e esperança

    Isso nos leva ao terceiro tipo de espera. É desse tipo que vamos falar hoje: esperar com expectativa e esperança.

    O primeiro uso desse termo, desse tipo de espera, está em Gênesis 49:18. O texto diz:

    A Tua salvação espero, ó Senhor.

    A palavra hebraica traduzida aqui como “esperar” aparece traduzida de várias maneiras nas Escrituras. Essas diferentes traduções esclarecem bastante o significado da palavra, que vai além de simplesmente esperar:

    • Aguardar ansiosamente
    • Ter expectativa
    • Ter esperança
    • Esperar com esperança
    • Olhar
    • Olhar com expectativa

    É desse tipo de espera que quero falar hoje. Quando eu era criança, e até outro dia, confundia o segundo tipo de espera — passar o tempo — com o terceiro: esperar com expectativa e esperança, ou observar com expectativa e esperança.

    Sim, quando vocês realmente estão esperando por alguma coisa, têm uma expectativa cheia de esperança. Vocês têm esperança, estão atentos e ansiosos pelo que virá. É sobre isso que vou falar hoje.

    As práticas da espera com expectativa

    Como é esse tipo de espera? Bem, antes de tudo, é ter a expectativa de que algo aconteça. Quando esperamos no Senhor, temos a expectativa de que Ele aja.

    Na verdade, será que pulei alguma coisa? Pulei bastante coisa aqui. Desculpem. Essa expectativa é muito mais forte do que simplesmente esperar que alguma coisa aconteça.

    Podemos esperar que o sinal fique verde. Podemos esperar almoçar hoje. Essas são formas muito leves e superficiais de expectativa, porque não há um envolvimento real, uma participação ou um interesse pessoal nisso. Não é algo que desejamos intensamente.

    A profundidade da expectativa com esperança

    Mas a expectativa de que estamos falando aqui nas Escrituras é muito mais profunda, muito mais forte. É como a expectativa de um noivo esperando sua noiva entrar e caminhar até o altar. Ou a expectativa pelo nascimento do primeiro filho — ou de qualquer filho. Desculpe, Noah, de qualquer filho.

    É algo que vocês acompanham todos os dias. Quando esperávamos o nascimento de qualquer um de nossos filhos, de todos eles, diante do menor sinal, dizíamos: “Será que chegou a hora? O bebê está vindo? Será que vai nascer logo?”. É algo que ficamos animados para ver, muito animados para ver.

    Antes da minha primeira viagem de caça, eu estava bastante apreensivo, pensando se conseguiria ficar sentado em silêncio num abrigo de caça e esperar durante horas até que algo aparecesse. Mas consegui. Quando cheguei lá, consegui ficar sentado e esperar em silêncio durante horas, porque descobri que estava esperando com expectativa. Estava ansioso pelo que viria. Estava empolgado com o que poderia aparecer.

    Ter fé de que o Senhor vai agir, de que Ele voltará, é a expectativa que nos permite esperar nEle. Se não estamos animados com o que Ele vai fazer, a espera se torna muito mais uma simples passagem do tempo, muito mais ociosidade.

    A necessidade da esperança

    Mas o que acontece se vocês perdem essa expectativa? Se estão esperando e acabam decidindo que aquilo realmente não vai acontecer?

    Isso acontece às vezes quando vocês estão caçando. Está ventando demais, chovendo demais, fazendo frio ou calor demais, ou alguma outra coisa, e vocês simplesmente sabem que o animal não vai aparecer. Nesse momento, perdem a esperança, perdem a expectativa, e a espera se torna uma tortura, porque estão apenas sentados, sem fazer nada, e nada vai acontecer.

    Passa a ser apenas uma questão de força de vontade: “Vou ficar sentado aqui até o horário acabar, porque é isso que devo fazer”. É uma tortura esperar sem expectativa. É algo que todos nós já fizemos, que eu já fiz e que provavelmente farei de novo muito em breve.

    Então, vocês precisam de esperança para esperar. Se não têm esperança, a espera é uma tortura. Sem a esperança da volta de Cristo ou a promessa de que Ele responderá às nossas orações, esperar nEle se torna apenas uma questão de força de vontade. E essa força de vontade, mais cedo ou mais tarde, vai acabar.

    A fé que Ele nos dá é o que nos proporciona a expectativa para esperar nEle.

    A vigilância e uma visão desimpedida

    Parte dessa espera também envolve observar, ficar atento para que aquilo aconteça. Esperar e vigiar aparecem juntos com frequência nas Escrituras, e há uma razão para isso. Se vocês estão esperando com expectativa, vão ficar atentos ao que esperam, assim como ficávamos atentos ao nascimento de nossos filhos.

    Se temos a expectativa de que o Senhor faça alguma coisa, estaremos atentos à Sua atuação. Esperaremos que Ele faça isso. Procuraremos sinais de que está acontecendo. E, para isso, precisamos de uma visão clara, uma visão que não esteja confusa nem obstruída por outras coisas.

    Se estou sentado num abrigo esperando um animal aparecer, não sei exatamente de que direção ele virá. Pode vir por trás, pela direita ou pela esquerda, ou aparecer bem longe. Não sabemos. Por isso, precisamos de uma visão clara e desimpedida.

    Se formos honestos, quanto às coisas que esperamos do Senhor — Sua volta, respostas à oração —, realmente não sabemos exatamente como Ele vai responder ou como vai agir.

    Os fariseus, no tempo de Cristo, estavam esperando pelo Messias. Mas achavam que sabiam exatamente como o Messias apareceria quando viesse e, por causa disso, não O reconheceram de modo algum. Não estavam olhando com uma visão desimpedida. Olhavam através de seus próprios preconceitos e usavam viseiras muito restritivas.

    Mas podemos olhar para as Escrituras e ver, por meio delas, e também em nossa própria vida e na vida dos outros santos ao nosso redor, que o Senhor age de maneiras inesperadas. Ele age até em vasos desprezados. Mas sempre age de maneira perfeita para cada situação.

    A quietude e a escuta

    Também precisamos de ouvidos atentos.

    Quando vocês saem para caçar e ficam sentados na mata por algum tempo, começam a ouvir os sons da mata à medida que os animais se movimentam. Começam a ouvir diferentes animais e, às vezes, conseguem perceber quando o animal que estão caçando se aproxima. Mas precisam ficar muito quietos e em silêncio para ouvir isso.

    Não é algo imediato. Pode levar de vinte a trinta minutos para a mata se acalmar depois que vocês entram nela, antes de começarem a ouvir as coisas.

    Da mesma forma, se estamos esperando no Senhor, também precisamos estar atentos para ouvi-Lo. Precisamos reconhecer Sua voz e ouvi-Lo, perceber Sua atuação. Isso também não é imediato. Acho que leva algum tempo até nos aquietarmos e conseguirmos ouvir o Senhor.

    Não podemos estar correndo de um lado para o outro, fazendo todo tipo de coisa, parar por um milésimo de segundo e dizer: “Senhor, fala comigo”, e depois continuar correndo. Precisamos de um tempo para nos aquietar, ouvir e ter comunhão com o Senhor.

    Não podemos simplesmente dizer: “Pare. Senhor, fala comigo”, e então tirar o celular do bolso, colocá-lo diante do rosto e esperar que o Senhor fale conosco. Precisamos nos aquietar e saber que Ele é Deus.

    A oração e a comunhão com o Senhor

    De que outra forma a espera se manifesta? Ela se manifesta em orar para que essas coisas aconteçam.

    Nessa área, a espera é muito diferente da caça. Quando estou caçando, não oro aos animais para que apareçam. Eu oro, sim. Oro por coisas que o Senhor traz à minha mente, pela minha família, pela igreja, pelos nossos amigos, por situações no trabalho, para que os animais apareçam. Mas não oro ao animal para que apareça.

    Por outro lado, quando esperamos no Senhor, podemos realmente ter comunhão com Aquele por Quem esperamos e orar a Ele. Essa oração ao Senhor e essa comunhão com Ele aumentam nossa expectativa e nossa esperança de que Ele vai agir.

    E também, de maneira um tanto paradoxal, à medida que aumenta nossa expectativa, aumenta nossa paz de que o Senhor vai agir. É um paradoxo ter, ao mesmo tempo, uma expectativa forte e crescente e paz.

    Os propósitos da espera

    Por que esperamos? Sabemos que o Senhor faz tudo com um propósito. Ele não é um Deus sem propósito. Então, qual é o propósito de esperarmos nEle com expectativa?

    Bem, a resposta curta é: tornar-nos semelhantes a Ele. E isso é muito verdadeiro. Mas hoje quero ir um pouco mais fundo e falar sobre como essa transformação acontece por meio da espera.

    A impaciência e a suposição de um entendimento superior

    Antes de entrarmos nisso, quero falar sobre por que não esperaríamos. Por que, às vezes, não esperamos? A principal razão pela qual não esperamos, acredito eu, é que pensamos saber mais. Sabemos o que é melhor. Achamos que somos o centro do universo e que temos uma visão completa de tudo o que está acontecendo.

    Quando lemos os versículos de 1 Samuel sobre Saul não ter esperado, encontramos algumas pistas do que ele estava pensando e vendo. Em 1 Samuel 13, Saul diz:

    Porquanto vi que o povo se espalhava de mim, e tu não vinhas nos dias aprazados, e os filisteus se ajuntavam em Micmás.

    Observem o que Saul disse aqui: “Vi que o povo estava se dispersando. Vi que você não vinha. Vi que os filisteus estavam se reunindo”. Parece que Saul achava que ele estava vendo tudo, e o Senhor não estava vendo nada daquilo.

    Quando escolhemos agir fora do tempo do Senhor, estamos, em essência, dizendo que enxergamos a situação melhor do que Ele.

    Portanto, não fiquemos impacientes, pensando que sabemos mais do que o Senhor porque enxergamos melhor a situação. Ele vê tudo. Ele é o único que é onisciente.

    O aprendizado da submissão

    A primeira maneira pela qual essa espera nos transforma à imagem do Filho é o aprendizado da submissão. Esperar no Senhor é deixar que Ele esteja no controle. É submeter nosso tempo ao Seu tempo. Esse treinamento na submissão é um dos aspectos da espera que nos transforma à Sua imagem.

    Existe uma tática maquiavélica no mundo dos negócios em que alguém faz outra pessoa esperar sem motivo algum, apenas para fazê-la se submeter à sua autoridade. A vítima entra na sala do chefe. O chefe a faz esperar alguns minutos, simplesmente porque quer. É uma forma de controle. É dizer: “Submeta-se a mim. Submeta-se ao meu tempo”.

    É algo muito doentio quando as pessoas fazem isso umas com as outras. Se vocês têm um chefe que faz isso, talvez devam procurar outro emprego. Certo. Mas não estou falando aqui da submissão de uma pessoa a outra. Estou falando da submissão de uma pessoa a Deus.

    Quando o Senhor nos pede que nos submetamos ao Seu tempo, é uma submissão apropriada. Não é uma submissão mal-intencionada, maquiavélica. É uma submissão por meio da qual estamos sendo treinados para ser filhos. Deus não está numa demonstração de poder, precisando nos forçar a nos submeter.

    Cristo é o exemplo máximo dessa submissão. Durante toda a Sua vida, Ele Se submeteu plenamente à vontade do Pai e ao tempo da vontade de Seu Pai. Esperou trinta anos para começar Seu ministério público. E, considerando o quanto o Senhor amava as pessoas e queria servi-las, isso foi uma submissão e tanto.

    Quero destacar uma passagem de 1 Pedro que resume esse tipo de submissão e seus resultados. 1 Pedro 5:6-7:

    Humilhai-vos, pois, debaixo da potente mão de Deus, para que, a Seu tempo, vos exalte;

    Lançando sobre Ele toda a vossa ansiedade, porque Ele tem cuidado de vós.

    Devemos nos humilhar diante de Deus, e isso inclui esperar pelo Seu tempo. Vamos lançar nossas ansiedades sobre Ele, porque Ele sabe o que está fazendo e porque cuida de nós. No Seu tempo, no tempo apropriado, o texto diz que Ele exaltará aqueles que se humilharam diante dEle.

    O aprendizado da dependência

    O próximo fator transformador, que nos torna semelhantes a Ele por meio da espera, é aprender a depender. Dependemos do Senhor para agir quando esperamos nEle, e não tentamos forçar essa atuação.

    Quando Saul estava esperando por Samuel, não dependia plenamente do Senhor. Sabia que precisava da bênção do Senhor para vencer a batalha, mas agiu por conta própria para obtê-la. Agiu de maneira independente, em vez de esperar pelo representante do Senhor.

    Na minha vida profissional como consultor, esperam que eu aja de maneira independente, que seja autônomo e faça as coisas acontecerem. Sou pago para isso. Mas o que faço profissionalmente vai na direção contrária à maneira como o Senhor deseja que nos comportemos quando esperamos nEle.

    Não devemos agir de maneira independente para tentar antecipar o tempo do Senhor. Ele vai agir quando for agir, no Seu tempo apropriado. A única maneira de influenciarmos Sua atuação e Sua volta é depender de Sua vontade e nos submeter a ela.

    Em outras palavras, a única maneira de apressarmos o Dia do Senhor é esperar nEle com expectativa e esperança e viver nessa expectativa.

    A transformação por meio da submissão e da dependência

    Por meio dessas coisas, experimentamos a transformação. Não acho que alguém possa esperar no Senhor e continuar igual. Abrir mão dos próprios desejos, submeter-se ao Senhor e agir em dependência dEle é transformador.

    Não é a espera em si que nos transforma à imagem de Cristo, mas a submissão e a dependência do Senhor, que abrem caminho para o Espírito Santo realizar Sua obra transformadora em nós. Ele não vai transformar uma mente que não está disposta nem quer cooperar.

    O exercício da fé

    Outro propósito da espera é exercitar a fé. Mais uma vez, trata-se de abrir mão do controle e deixar que Deus realize a obra no Seu tempo.

    Hebreus 11:1 diz:

    A fé é a prova das coisas que se esperam.

    Nossa espera e as coisas que fazemos enquanto esperamos são a evidência daquilo que esperamos com esperança. Portanto, esperar é um exercício de fé, e sempre é bom exercitar esses músculos da fé.

    A recompensa da expectativa realizada

    Depois da espera, há também um retorno tremendo. Há uma recompensa por esperar. Há um alívio enorme quando aquilo que esperamos finalmente aparece. Como Simeão no templo, quando viu Cristo. Ele ficou aliviado por ter visto a redenção e a consolação de Israel.

    Esperar pelo Senhor e depois vê-Lo agir é uma bênção tremenda, da qual sempre nos lembraremos quando essas coisas acontecerem. Essa recompensa parece consolidar a transformação que o Senhor está realizando em nós.

    Neste país, neste mundo, hoje damos muita importância à gratificação instantânea. Quase toda a nossa economia se baseia nisso. Mas as coisas pelas quais esperamos no Senhor proporcionam uma gratificação e uma satisfação muito mais profundas e duradouras do que qualquer gratificação instantânea que nossa carne possa desejar.

    Há uma expressão em inglês que diz: “Valeu a pena esperar”. Quero dizer que sempre vale a pena esperar no Senhor, porque, quando Ele age, sempre age da maneira certa, no momento certo, de modo perfeito.

    Esperar é um presente. E é uma bênção maravilhosa ver o Senhor agir no Seu tempo perfeito e ter nossas expectativas cheias de esperança realizadas.

    A perspectiva do Senhor sobre a espera

    Qual é a perspectiva do Senhor sobre a espera? Ele quer uma noiva que esteja esperando por Ele, esperando e procurando por Ele com expectativa e esperança.

    A prontidão da noiva

    Hoje, em nosso país, não estamos muito acostumados a uma visão patriarcal do casamento. Gostamos de dividir as coisas meio a meio. Mas nosso relacionamento com Cristo é muito patriarcal. Ele está no controle. Ele é a Cabeça suprema desse relacionamento. Tem a autoridade máxima, e não há uma divisão de autoridade meio a meio.

    Imaginem um noivo esperando no altar, e sua noiva não aparece porque está ocupada demais fazendo compras.

    Ou, como a maioria de nós já não vai ao altar há algum tempo, exceto Joe e Lauren — parabéns mais uma vez —, imaginem que vocês tenham planejado uma noite especial com sua esposa. Fizeram uma ótima reserva e prepararam tudo. Estão prontos para sair, mas ela não se arrumou porque estava ocupada demais olhando o Instagram.

    O Senhor quer que estejamos esperando. Quer uma noiva que esteja esperando, procurando por Ele e pronta para se mover quando Ele Se mover.

    A atenção dos servos

    O Senhor também quer servos inteiramente atentos a Ele. Enquanto esperamos com expectativa e esperança, por definição, estaremos atentos ao que o Senhor está fazendo.

    Aquilo pelo que esperamos, aquilo em que depositamos nossa expectativa e esperança, torna-se o centro do nosso universo. Não vou falar sobre a senhora com o adesivo no carro. Vou deixar Kenny falar disso em outra mensagem. Mas eu já vi aquela senhora com o adesivo. Eu a vi por aí, ao vivo.

    Aquilo pelo que esperamos torna-se o centro do nosso universo. E o Senhor é o centro do universo. Ele apenas quer que façamos dEle o centro do nosso universo.

    Certo.

    As disciplinas práticas da espera

    Algumas orientações para esperar. Vou beber mais um pouco de água aqui.

    Estas são algumas coisas mais práticas que o Senhor me mostrou, e é aqui que entramos em mais analogias com a caça.

    A observação cuidadosa e o discernimento

    A primeira coisa é observar. Desculpem, isso está incomodando por estar tão grande?

    Abraão procurava uma cidade. Saul procurava por Samuel. E, se estamos esperando com expectativa e esperança pela atuação do Senhor, precisamos estar atentos para vê-Lo agir.

    É natural que, se temos essa esperança e essa fé de que Ele vai agir, estejamos atentos a isso. Essa observação não é apenas uma olhada rápida. Não é simplesmente olhar ao redor. É examinar ao longo do tempo e em detalhes, procurando pequenas mudanças, olhando de diferentes perspectivas para perceber o que realmente está acontecendo. Também envolve olhar na direção certa e nos lugares certos.

    Quando vocês saem para caçar, precisam estar alertas e olhar ao redor. Se estou sentado num abrigo olhando o celular, ou fecho os olhos para descansar alguns minutos, o animal que estou caçando pode passar bem ao meu lado sem que eu o veja ou ouça.

    Como aconteceu desta vez: esta foto foi tirada por uma câmera de monitoramento de animais. Naquele momento, eu estava sentado num abrigo à direita, e um veado passou atrás de mim, aquele pequeno veado à esquerda. Eu não estava olhando na direção certa.

    Precisamos olhar, e olhar no lugar certo. Qual é a aplicação espiritual disso? Precisamos olhar na direção que reflete o caráter dEle.

    Para ilustrar isso, deixem-me contar uma história. Eu tinha um amigo na faculdade. O nome dele era Daniel. Daniel era um sujeito muito legal. Fui a um encontro de ex-alunos cerca de cinco anos depois de me formar, e alguns amigos dele estavam sentados conversando.

    Daniel — não este Daniel aqui, mas meu amigo da faculdade — disse: “Estou realmente orando e esperando que o Senhor me envie uma esposa cristã piedosa”.

    “Que ótimo, Daniel. Isso é maravilhoso.”

    Então outro amigo disse: “Bem, Daniel, há alguma mulher cristã na igreja que você frequenta?”.

    Ele respondeu: “Bem, não tenho ido à igreja. Não tenho uma igreja que esteja frequentando”.

    Alguém perguntou: “Então, Daniel, como você espera que Deus lhe traga uma esposa cristã?”.

    Ele disse: “Tenho ido a bares e boates, esperando que o Senhor a leve até lá”.

    É uma história verdadeira.

    Daniel certamente estava procurando, mas na direção errada. Não estava olhando na direção do caráter do Senhor. No tempo dos fariseus, eles esperavam pelo Messias e estavam atentos à Sua vinda, mas olhavam com base em seus próprios preconceitos.

    Procuravam um Messias cujo caráter combinasse com o deles, um Messias severo e legalista. Deixaram completamente de perceber a misericórdia de Deus. Não perceberam que Deus valorizava a misericórdia mais do que o sacrifício. Por isso, não reconheceram o Messias quando Ele veio.

    Talvez esse seja um dos perigos insidiosos de todo o movimento da prosperidade ou do movimento “o amor vence”, que aflige as igrejas modernas. Ele ensina às pessoas que Deus é apenas um avô rico. Há uma citação de C. S. Lewis sobre isso. Avôs simplesmente nos dão coisas.

    Estou ansioso para dar coisas ao meu neto. E avôs não disciplinam. Pegamos o bebê e depois o devolvemos aos pais. Não disciplinamos. Assim, procuramos apenas um Deus carinhoso, com jeito de tio afetuoso, que só nos dá coisas boas.

    Se isso é tudo o que procuramos em Deus, um Deus que nos dá coisas, quando o anticristo aparecer, trouxer paz e consertar a economia, poderemos cair nessa. Se estamos seguindo o evangelho da prosperidade, a doutrina da prosperidade, e tudo o que esperamos é um Deus que nos dê coisas, então, quando alguém vier e nos der coisas, poderemos pensar: “Talvez seja Deus”. Podemos ser enganados.

    Se não esperamos retidão, justiça e misericórdia, além de amor, podemos deixar de reconhecer Deus quando Ele agir, porque estamos esperando pela coisa errada e olhando na direção errada.

    Outra advertência sobre observar: acontece algo curioso quando vocês ficam sentados na mata, caçando e observando. Acho que isso acontece com todo mundo que caça. Depois de várias horas observando com expectativa e esperança de que um animal apareça, tudo começa a parecer aquele animal.

    Esta é uma paisagem que fiquei observando durante várias horas no outono passado. Se vocês se imaginarem olhando fixamente para essa paisagem, começarão a ver veados. Mas garanto que não há nenhum veado nessa foto.

    Quando vocês estão sentados procurando porcos para caçar, aquele toco de árvore que estão observando há três horas de repente parece um porco. Vocês veem o menor movimento: “Ah, é um veado. Vou atirar nele”. Ou ouvem um ruído atrás de vocês: “É o maior urso da mata”.

    Temos uma expectativa tão forte que nossa mente começa a preencher as lacunas. Começa a ver coisas que não estão realmente ali. É por isso que muitos caçadores são atingidos por tiros todos os anos, mesmo usando roupas de cor laranja fluorescente. Se alguém deseja muito uma coisa, tudo começa a se parecer com ela.

    Isso também pode acontecer quando esperamos no Senhor. Podemos nos tornar vulneráveis a falsos profetas e falsos mestres, que nos levarão a um falso messias, porque estamos tão ansiosos. Começamos a preencher as lacunas.

    Mas precisamos ser como os bereanos em Atos, que, ao receberem um ensinamento, o examinavam de todos os ângulos. Examinavam-no à luz de toda a Escritura. Precisamos fazer o mesmo quando ouvimos um ensinamento, especialmente o de hoje. Vocês precisam examiná-lo à luz das Escrituras, de toda a Escritura, e não apenas das suas partes favoritas.

    Outra coisa curiosa que acontece durante a caça é que o animal mais barulhento da mata provavelmente não é o animal que vocês querem. O mesmo pode ser verdade quando esperamos no Senhor.

    Quando vocês estão sentados na mata, no abrigo, pode haver uma enorme distração, todo tipo de barulho, e vocês pensam: “É o maior animal que já vi na vida”. Mas é apenas um esquilinho. Vocês podem estar olhando para aquele esquilo aqui, enquanto aquilo que realmente querem está ali, em outro lugar.

    Quando há muito barulho, talvez esse barulho não seja aquilo que procuramos. Mais uma vez, precisamos examinar as coisas de todos os ângulos e olhar com atenção aos detalhes do que está acontecendo.

    Mas, como incentivo, se estamos esperando no Senhor e procurando por Ele, Ele enviará sinais encorajadores de que está agindo. Se estamos orando pela salvação de alguém, e essa pessoa simplesmente menciona algo sobre o Senhor ou faz uma pergunta sobre Ele, isso pode ser um sinal encorajador de que o Senhor está agindo em sua vida, de que ela está pensando nEle. Mas só vemos esses sinais que trazem alegria se realmente estamos atentos e esperando com expectativa e esperança.

    A prevenção de obstáculos à obra do Senhor

    A próxima orientação é: não atrapalhem.

    Voltando ao nosso versículo-chave em 2 Pedro, precisamos aguardar e apressar o Dia do Senhor. O que significa apressar o Dia do Senhor? Para responder, vou voltar a algumas analogias com a caça.

    Quando vocês estão caçando, há muitas coisas que não devem fazer na mata. Se estão caçando porcos selvagens, não devem comer, porque eles sentirão o cheiro e não se aproximarão. Vocês estarão impedindo a chegada dos porcos ou, com certeza, não estarão apressando sua chegada.

    Se ficam se mexendo e fazendo barulho, estão dificultando a chegada do animal. Essas coisas não apressam a chegada da sua presa. O princípio fundamental aqui é que as coisas que fazemos enquanto esperamos no Senhor precisam estar centradas naquilo pelo que esperamos.

    Se estou sentado numa plataforma de caça comendo batatas chips, estou concentrado na minha fome, e não na minha presa.

    Podemos levar essa analogia longe demais e dizer: “Então precisamos parar de fazer tudo enquanto esperamos no Senhor”. Não é esse o caso. Mas precisamos considerar as coisas que estamos fazendo. Elas dificultam ou apressam a chegada do Senhor?

    Precisamos considerar o impacto das coisas que fazemos sobre a igreja. Precisamos considerar o que estamos fazendo e o impacto disso em nossa própria vida espiritual como parte da igreja.

    Precisamos fazer perguntas como: “Isso que estou fazendo é um envolvimento que me prende ao mundo? Ou vai edificar o corpo de Cristo?”.

    Mais uma vez, o princípio fundamental para não atrapalhar é levar em conta aquilo pelo que esperamos enquanto fazemos as coisas.

    Deixem-me ler: Nossas ações devem levar em conta aquilo pelo que esperamos. Se nossas ações atrapalham aquilo pelo que esperamos, então não devemos praticá-las.

    O estudo do Senhor e de Seu caráter

    A próxima orientação é estudar. Quando vocês estão caçando, estudam o ambiente ao redor. Mais uma vez, essa é uma forma mais profunda de olhar e observar. Estudar o ambiente pode ajudar vocês a antecipar o que vai acontecer quando o animal aparecer.

    Da mesma forma, quando esperamos no Senhor, precisamos estudá-Lo, compreendê-Lo e entender as coisas que Ele pode fazer. Esse estudo pode nos ajudar a identificar e descartar impostores que apareçam e desviem nossa atenção. Estudar o Senhor e Seu caráter nos ajudará a reconhecê-Lo quando Ele agir.

    Às vezes, quando saio para caçar um animal diferente, que nunca cacei nem vi na natureza, penso: “Será que vou reconhecê-lo quando aparecer? Como ele vai ser? Qual será o tamanho dele?”.

    Estudar antes me ajuda a reconhecê-lo. Ajuda a saber como ele será. Mas, mesmo que eu saiba: “Certo, é assim que os ursos são” — todo mundo sabe como são os ursos —, sempre há alguma surpresa quando o animal aparece. Há algo singular, alguma coisa que vocês aprendem.

    Quando esperamos no Senhor, mesmo depois de estudar, sempre há alguma surpresa maravilhosa que Ele nos mostra quando age, quando Se manifesta.

    A espera em comunhão com outros cristãos

    Certo, a próxima orientação: esperem com outras pessoas.

    Algumas semanas atrás, Brenda e eu fomos ao Maine para caçar ursos. Quando cheguei lá, não estava muito animado com a ideia de ir me sentar na mata para caçar ursos. Estava ansioso para estar no Maine e contemplar a bela paisagem. Estava ansioso para me desligar do trabalho por uma semana. Estava ansioso por muitas coisas, mas não estava empolgado com a caça aos ursos.

    Na primeira noite — chegamos à tarde —, depois do jantar, nos sentamos com o guia e o fiscal de caça. Durante cerca de uma hora, junto com os outros caçadores, conversamos sobre ursos. Falamos sobre como se comportavam, como eram, o que fazer quando um urso aparecesse, todas essas coisas sobre ursos. Depois daquela hora de conversa, eu estava animado para ir me sentar na mata e tentar caçar um urso.

    Acho que eu estava completamente distraído pelo trabalho e por todas as coisas relacionadas à viagem. Mas foi somente quando comecei a conversar sobre ursos com outras pessoas que fiquei animado para esperar por eles.

    Espero que vocês percebam a analogia aqui. Podemos facilmente nos distrair com o mundo, ficar cansados e perder de vista aquilo pelo que esperamos. Essa comunhão com outras pessoas, essas conversas com outros cristãos sobre aquilo pelo que esperamos, encorajam nossa alma e nosso espírito a esperar.

    Quando esperamos com outras pessoas e o Senhor começa a agir, podemos compartilhar isso com elas. Elas também podem compartilhar conosco o que estão vendo, e isso nos encoraja. Fortalece nosso espírito e aumenta nossa fé para que continuemos esperando.

    Além disso, se a espera é uma experiência compartilhada, ela nos dá a oportunidade de reconhecer o que é real e o que não é. A própria comunhão com outras pessoas nos ajuda a enxergar os detalhes reais e a observar melhor.

    Há também outro aspecto da espera com outras pessoas. Voltando à caça, nas primeiras vezes em que cacei, fui acompanhado. Fiquei sentado com outras pessoas enquanto caçávamos. Isso foi muito útil para mim como iniciante, porque eu não fazia ideia do que fazer durante a caça, enquanto estava sentado num abrigo.

    “Deixo o rifle carregado? Mantenho-o levantado?” Todas essas coisas, todas essas perguntas. “O que faço enquanto espero?”

    Da mesma forma, esperar no Senhor e esperar com outras pessoas pode ser uma ótima oportunidade para os cristãos mais experientes encorajarem os mais novos. Provavelmente temos mais experiência de espera do que eles.

    Se vocês são cristãos mais experientes e estão esperando por alguma coisa, convidem um cristão mais novo para esperar com vocês. Isso pode ser uma maneira de ensiná-lo e discipulá-lo, ajudando-o a entender como é esperar.

    Se vocês são cristãos mais novos e estão esperando por alguma coisa, sintam-se à vontade para procurar um cristão mais experiente e dizer: “Você pode orar comigo e esperar comigo por isso?”.

    A confiança na orientação do Espírito Santo

    A próxima orientação: confiem no seu guia. No pouco tempo em que tenho caçado, a maioria das caçadas envolveu guias. Esses guias sempre foram homens que caçam desde crianças. Caçam praticamente a vida inteira, sempre que podem. Conhecem o terreno e os animais, porque já os viram muitas vezes.

    E, o melhor de tudo, eles querem que vocês consigam caçar um animal. Querem que a viagem de caça seja bem-sucedida.

    Espero que vocês percebam a analogia aqui também. Temos um Guia, um Guia que nos ajuda em nossa espera. E esse Guia tem guiado desde o princípio dos tempos. Ele conhece a situação. Conhece o terreno. Ele criou o terreno. Conhece cada um de nós.

    Mas, o melhor de tudo, Ele quer que tenhamos sucesso. Quer que recebamos aquilo pelo que esperamos. Portanto, confiem no seu Guia, o Espírito Santo, enquanto esperam.

    A manutenção do foco em meio ao desconforto

    A próxima orientação que vem da caça — talvez pareça um pouco dura, mas acreditem, não é — é: não busquem o conforto.

    Muitas vezes, quando vocês saem para caçar, encontram situações desconfortáveis. Estão sentados junto a uma árvore. Estão com frio, com calor, há insetos. Há todo tipo de coisa que pode deixá-los desconfortáveis, e tudo isso acontece ao mesmo tempo.

    Quando estão sentados ali, podem ser tentados a eliminar esse desconforto de qualquer maneira. Podem ficar mudando de posição, tentando encontrar a posição perfeita para se sentar. Podem ficar espantando mosquitos. Podem passar repelente.

    Se não tomarem cuidado, essas coisas que estão fazendo acabam dificultando a chegada do animal que estão caçando. Se ficam espantando mosquitos, o animal nunca vai aparecer.

    Quando fazemos isso, quando nos empenhamos em buscar conforto, nosso foco deixa de estar no animal que estamos caçando e passa a estar no nosso conforto. Quando estamos desconfortáveis, é fácil perder de vista o objetivo final de caçar um animal, apenas para aliviar algum desconforto.

    A analogia espiritual é esta: esperar no Senhor pode nos levar ao desconforto. Pensem na cruz. Pode haver pessoas, tanto cristãs quanto não cristãs, que questionem nossa hesitação em fazer alguma coisa porque estamos esperando. Podem questionar nosso desejo inexplicável de que o Senhor volte.

    Esses questionamentos trazem uma pressão sutil, e às vezes nem tão sutil, para que nos conformemos, e essa pressão pode ser desconfortável. Saul, quando esperava por Samuel, estava bastante desconfortável com a possibilidade de ser derrotado. Por isso, procurou uma maneira de aliviar aquele desconforto.

    Quando começamos a procurar maneiras de aliviar o desconforto, estamos concentrados no nosso próprio conforto, em vez de estarmos concentrados no Senhor. Se estamos buscando conforto, não estamos buscando o Senhor.

    Se estamos procurando nosso próprio conforto, tentando ficar confortáveis, provavelmente vamos deixar de perceber o Senhor.

    O discernimento e a rejeição de alternativas inferiores

    A próxima orientação: não se contentem com menos.

    Quando fui caçar ursos algumas semanas atrás, esperei vários dias para ver um urso. Não tinha visto nada. Na verdade, vi um urso. Mas, na quinta-feira, já estava pronto para atirar em qualquer coisa. Era simplesmente: “Que apareça alguma coisa em que eu possa atirar”. Um coiote, por exemplo. Decidi: “Se aparecer um coiote, vou atirar nesse coiote”.

    Mas fazer isso seria me contentar com algo inferior. Eu estava esperando por um urso, não por um coiote.

    Quando esperamos no Senhor, às vezes outras opções nos são apresentadas. Para Saul, a outra opção era oferecer o sacrifício por conta própria. E essa foi a alternativa inferior que ele escolheu.

    Isso nos leva de volta à observação e ao estudo, para sabermos o que é aquilo pelo que esperamos e o que é uma alternativa inferior. Será que realmente desejamos a verdadeira resposta, a verdadeira atuação do Senhor, ou uma atuação inferior?

    O estudo pode nos mostrar: “Essa opção que está aparecendo realmente vem do Senhor? Ou é algo inferior?”. Ou será que queremos apenas satisfazer um desejo de gratificação instantânea, obter uma resposta agora e seguir em frente?

    Se esperamos que o Senhor aja na vida de nossos filhos, ficamos satisfeitos quando eles colocam a própria vida em ordem sem o Senhor? Isso pode ser uma alternativa inferior àquilo pelo que esperamos.

    O inimigo e o mundo nos apresentarão muitas opções para encurtar nossa espera, mas precisamos estar atentos e discernir se essas opções realmente vêm do Senhor.

    O cultivo da alegria durante a espera

    Certo, a última orientação. E a espera de vocês pelo almoço está quase terminando. Aproveitem a espera.

    Esperar pode ser difícil. Pode ser uma luta. Mas devemos ter alegria em saber que o Senhor está trabalhando. Devemos ter alegria em saber que Ele está fazendo as melhores coisas no Seu melhor tempo, no tempo apropriado. Devemos ter alegria em saber que Ele está realizando uma transformação em nós. Está nos transformando à imagem de Seu Filho.

    Às vezes somos como o Bisonho. Ficamos tão tristonhos, tão abatidos. “Ai, pobre de mim. Sou tão horrível.” Mas o Senhor é muito melhor. Aquilo pelo que esperamos é muito melhor. E as coisas que Ele está fazendo em nós e ao nosso redor são muito melhores.

    Que motivo realmente temos para ficar tristes quando o Senhor está agindo, mesmo que não possamos ver diretamente essa atuação?

    Podemos ter alegria em nossa espera, porque Ele está realizando coisas nela, e isso deve nos alegrar. Essa alegria está presente mesmo que não possamos ver o Senhor agindo imediatamente.

    Conclusão

    Para concluir, quero apenas resumir. O Senhor quer que esperemos. E, nessa espera, Ele nos transforma, conduzindo-nos à dependência dEle e à submissão a Ele.

    Ele quer que esperemos com expectativa e esperança. E, nessa espera, vai trazer alegria e satisfação além do que podemos imaginar.

    Espero que minha mensagem de hoje tenha sido encorajadora. Espero que tenha apontado vocês para o Senhor. Vamos orar.

    Oração final

    Pai, obrigado, Senhor, porque Tu nos dás a oportunidade de esperar. Talvez não pareça fazer sentido que esperar seja uma coisa boa, Senhor, mas sabemos que o Teu tempo é perfeito e que o Teu tempo é o melhor.

    Pedimos, Senhor, que Tu nos dês entusiasmo e alegria em nossa espera e nos ajudes a esperar uns com os outros. Oramos em Teu nome.