Senhor, é realmente uma questão de perspectiva. Alguns viram nisso um desperdício; nós vemos um grande tesouro. Somos gratos, Senhor, porque Tu és esse grande tesouro derramado. Tu Te entregaste por completo; não retiveste nada.
E, Senhor, por causa disso, podemos permanecer livremente em Tua presença agora. Sabemos que Tu fizeste provisão para este tempo em Cristo Jesus e, pela fé, entramos na plenitude de tudo o que tens para nós.
Ao considerarmos esta questão da história da igreja, como oramos antes e como já foi dito, Senhor, não estamos apenas examinando fatos. Queremos conhecer os Teus caminhos, compreender de verdade o Teu coração e compreender de verdade as lições, Senhor, para sermos encorajados e fortalecidos nos dias em que estamos vivendo.
Em nome de Jesus. Amém.
Voltemos a Mateus 16. Este é o precioso testemunho do nosso Senhor, e esta é a promessa que temos: Mateus 16:17-18.
E Jesus, respondendo, disse-lhe: Bem-aventurado és tu, Simão Barjonas:
porque não foi carne e sangue quem to revelou,
mas Meu Pai, que está nos céus.
E também Eu te digo que tu és Pedro,
e sobre esta pedra edificarei a Minha igreja;
e as portas do Hades não prevalecerão contra ela.
A preciosa promessa que temos nesse versículo é esta: “Edificarei a Minha igreja.” Ao examinarmos o testemunho de Jesus ao longo da história da igreja, somos gratos por termos essa preciosa promessa na qual podemos nos apoiar.
Quando consideramos isso juntos da última vez, vimos como a igreja teve um começo muito bom e saudável. O nascimento da igreja foi realmente um testemunho muito precioso. No tempo certo, na plenitude do tempo, nosso Senhor Jesus veio; e, na plenitude do tempo, a igreja nasceu no dia de Pentecostes.
Também consideramos que a questão central é a batalha pelo testemunho de Jesus. Vemos a intensidade dessa batalha na Igreja Primitiva, ao longo da história e hoje. Basta mencionarmos o nome de Jesus, ou o testemunho de Jesus, e há uma batalha imediata — um ataque imediato —, especialmente na cultura em que nos encontramos.
Quando encerramos da última vez, estávamos no final do primeiro século, realmente no final do período que chamamos de Novo Testamento. Embora tivesse havido um nascimento bom e saudável, já havia certo declínio e alguns problemas dentro da igreja. Ao examinarmos as cartas às igrejas nos capítulos 2 e 3 de Apocalipse, vemos coisas que o Senhor está observando e apontando, dando às pessoas a oportunidade de se arrependerem e voltarem atrás.
Algumas pessoas perguntaram sobre o PowerPoint enviado por e-mail. Se você não o recebeu, é só me avisar. Vou enviá-lo todos os sábados, e ele também estará no site do CTM, caso queiram baixá-lo de lá. Chega de assuntos administrativos.
Nosso roteiro geral para hoje é ver como a igreja se espalhou pelo Império Romano, como sofreu perseguições severas, como enfrentou sérios problemas internos e como o chamado cristianismo foi legalizado sob Constantino — e o impacto disso.
É impressionante como aquilo que o inimigo não conseguiu fazer por meio da perseguição, a corrupção interna conseguiu fazer, causando verdadeiro dano ao testemunho de Jesus.
De modo geral, sabemos que a expansão da igreja ocorreu, evidentemente, pela mão divina e soberana de Deus. Esse é o fator predominante. Mas o Senhor usa coisas práticas nesta terra ao longo da história.
Por causa do governo romano, havia um excelente sistema de estradas e controle dos mares, permitindo deslocamentos seguros. Havia muitas rotas comerciais e muita circulação entre as cidades do Império Romano. Isso abriu caminho para que o evangelho avançasse de muitas maneiras preciosas.
Havia também uma língua comum: o grego. Hoje temos o inglês como língua comum. É interessante: quando vamos ao Brasil ou a outro país, eles perguntam: “Vocês sabem que língua será falada no céu?” E dizem: “Inglês, porque os americanos são preguiçosos demais para aprender qualquer outra.” O restante do mundo inteiro aprende inglês! Mas, enfim, isso não vem ao caso.
Uma língua comum realmente facilita as coisas, e somos gratos por isso. Mas, quando chegamos à razão principal — a mão de Deus operando —, o evangelho era uma oferta nova, cheia de frescor, para as pessoas. Ele oferecia esperança a todos, sem distinção.
As pessoas também viam a vida dos crentes. Havia um testemunho vivo sendo manifestado por meio da vida de vários irmãos, assim como pelo testemunho dos mártires. Há aquela frase: “O sangue dos mártires rega a semente do evangelho.” Por meio de muitas vidas que foram entregues, o evangelho avançou de maneira poderosa.
O evangelho oferecia esperança a todos, sem distinção. Esse era um ensino tão novo, considerando a sociedade do Império Romano naquela época. Ele oferecia um evangelho sem discriminação, aplicável a qualquer pessoa, em qualquer lugar, a qualquer momento.
Se você fosse homem ou mulher, livre ou escravo, nobre ou pobre, judeu ou gentio, romano ou estrangeiro, esse evangelho estava ali para você. O evangelho oferecia esperança e consolo. Oferecia esta nova ideia: a vida eterna.
A maioria das outras religiões tinha muito preconceito. Havia preconceito contra as mulheres; escravos e homens livres eram separados. Certas coisas podiam estar abertas aos romanos, mas não aos estrangeiros. Os judeus tinham certos privilégios, mas não se relacionavam com os gentios. Aqui, porém, estava uma verdade sendo anunciada a toda a humanidade.
O amor de Deus não fazia distinção. Pecado é pecado, não importa quem você seja. Antigamente, se você fosse rico, nunca pecava, porque tinha dinheiro; os pobres é que eram os pecadores. Mas não: esse evangelho chamava o pecado de pecado.
O mesmo valia para o perdão. O perdão estava disponível para qualquer pessoa — não apenas para os ricos que podiam pagar por alguma coisa ou para aqueles que podiam oferecer algo. Pelo sangue do Cordeiro, você era purificado de todos os seus pecados e perdoado.
Era uma esperança tão revolucionária que alcançava as pessoas de maneira extraordinária, poderosa. Além disso, não se tratava de tentar criar algo supostamente novo. O evangelho preservava os relacionamentos familiares, honrava o trabalho e ensinava as pessoas a respeitar seus senhores. Mostrava-lhes como viver nesta terra, em sua época.
A vida dos crentes era um dos maiores meios pelos quais o evangelho avançava, porque o testemunho de Jesus era visto na vida deles. Como temos orado pelo evangelho nas noites de quarta-feira, realmente creio que essa é uma das principais maneiras pelas quais o evangelho avança.
O evangelho avança por meio do ensino; não estou diminuindo a importância disso. Mas também avança na vida dos crentes. As pessoas viam aqueles que conheciam vivendo vidas transformadas. Sabiam que aquelas pessoas haviam sido pecadoras, mas, quando Jesus Cristo entrou na vida delas, Ele as transformou.
Elas viviam de maneira moral em meio a uma sociedade imoral. Não eram tão centradas em si mesmas. Cuidavam dos outros e dos pobres. A aplicação prática do amor de Deus estava sendo vivida no dia a dia delas.
Isso teve um impacto tremendo, e terá um impacto tremendo nos dias em que estamos vivendo. Há muitas pessoas por aí com medo, assustadas com o que está acontecendo e com o que vai acontecer. Quando veem pessoas amando e cuidando dos outros, sem fazer distinção de ninguém, que evangelho glorioso é esse! É isso que se propaga.
Elas viam a vida familiar fortalecida. Viam um novo respeito pelas mulheres. As mulheres já não eram cidadãs de segunda classe; eram respeitadas e honradas. Dentro da igreja, mulheres e homens atuavam juntos e serviam juntos. Que testemunho precioso era esse!
As pessoas olhavam para aquele grupo tão diverso e viam unidade. Havia pessoas livres e escravos, nobres e pobres, homens e mulheres, judeus e outros — todos adorando esse único Deus, Jesus Cristo. Isso impactava a vida delas, e o evangelho avançava de maneira poderosa.
Eles realmente viviam o que falavam. Não apenas falavam sobre isso; viviam aquilo. Era algo visto na vida deles. Cristo é visto em nossa vida? Esse é o nosso desejo — não apenas falar sobre Ele, mas que Ele seja visto em nossas decisões e em nossos relacionamentos.
Quando vamos a uma loja e alguém fura a fila, ou alguém faz alguma coisa contra nós, essas pessoas veem a fragrância de Cristo sendo exalada por nós, de uma maneira que dá testemunho nos dias em que estamos vivendo?
Um escritor deu este testemunho, descrevendo a vida dos crentes. Achei precioso e realmente não consegui cortar nenhuma parte.
Habitam em seus próprios países, mas simplesmente como peregrinos.
Como cidadãos, participam de tudo com os outros, mas suportam tudo como estrangeiros.
Toda terra estrangeira é para eles como sua pátria,
e toda terra em que nasceram é uma terra de estrangeiros.Casam-se como os demais; geram filhos, mas não destroem sua descendência.
Têm uma mesa em comum, mas não um leito em comum.
Estão na carne, mas não vivem segundo a carne.
Passam seus dias na terra, mas são cidadãos do céu.Obedecem às leis estabelecidas e, ao mesmo tempo, superam as leis em sua maneira de viver.
Amam a todos e são perseguidos por todos.
São pobres, mas enriquecem a muitos.
São completamente desprovidos de tudo, mas desfrutam de completa abundância.São injuriados, mas abençoam.
Quando fazem o bem, são castigados como malfeitores.
Ao sofrerem castigo, alegram-se porque são vivificados.
Isso parece familiar: fazer o bem e, ainda assim, ser castigado como malfeitor. Eles se alegravam sob o castigo porque a vida de Cristo era vista nesses queridos irmãos. Esse é um testemunho precioso, e é realmente isso que desejamos nestes dias.
Precisamos manter em mente o contexto: esses crentes viviam no Império Romano. Não viviam em uma grande sociedade democrática e livre. Havia um César sobre eles, e enfrentavam muitos desafios.
Seus desafios podem ser divididos em duas categorias: desafios externos, como a perseguição pelo Império Romano e o paganismo; e desafios internos, como heresias, conceitos errados sobre o homem e Deus, disputas sobre o governo da igreja e disputas sobre a Ceia do Senhor e o batismo.
Muitos desafios externos vinham do intelectualismo grego, especialmente do gnosticismo. Em essência, o gnosticismo ensinava a existência de dois deuses ou dois princípios: o bem e o mal, a luz e as trevas.
Eles tentavam infiltrar esse ensino na igreja. Diziam: “Jesus é luz, e o inimigo é trevas”, usando o nome de Jesus, mas sem reconhecer Quem Ele realmente era. Diziam que as coisas espirituais eram boas, enquanto as coisas materiais e a matéria eram más.
Havia tanto intelectualismo associado a esse ensino que ele parecia elevado. As pessoas pensavam: “Essas pessoas são tão inteligentes. Sabem tanto. O que estão dizendo deve ser verdade.” Mas era um falso ensino.
A Ceia do Senhor começou a ser revestida de poderes espirituais especiais e poderes sacrificiais, em vez de permanecer na simplicidade da mesa e do cálice pelos quais nos lembramos do Senhor. Da mesma forma, começaram a surgir ensinos sobre o batismo infantil e o batismo de pessoas que não criam.
Ao examinarmos a perseguição, é interessante perceber que, por trás de tudo, por causa do amor do Senhor por Seu testemunho, Ele permite a perseguição para purificar e fortalecer as pessoas. Ao longo da história, em tempos de purificação, o testemunho de Jesus é fortalecido.
Quando os tempos se tornam pacíficos e muito tranquilos, a negligência e o conformismo começam a se infiltrar. Mencionamos da última vez a perseguição sob Nero. A razão fundamental da perseguição era que César era considerado um deus.
Esperava-se que os cidadãos romanos honrassem César como deus, se prostrassem, o adorassem e queimassem incenso a ele. É claro que os crentes não faziam isso. Portanto, havia um conflito imediato.
Mencionamos da última vez Domiciano, aquele que manteve o apóstolo João na ilha de Patmos. Sob Trajano, muitas perseguições eram esporádicas. Durante esse período, desenvolveu-se uma grande distinção entre judeus e cristãos. O judaísmo e o cristianismo passaram a ser reconhecidos como separados e, enquanto os judeus continuavam a receber proteção, os cristãos sofriam perseguição cada vez mais.
Sob Septímio Severo, a situação ficou mais séria. A conversão foi literalmente proibida. Por volta do ano 202, o cristianismo tornou-se crime. Foi a primeira vez que o cristianismo foi declarado ilegal.
Sob Décio, por volta dos anos 249–251, ocorreu a primeira perseguição em todo o império. Todos precisavam ter um certificado comprovando que haviam oferecido sacrifício a César; caso contrário, morreriam. Você precisava ter a marca ou enfrentar a morte.
A pior perseguição ocorreu sob Diocleciano. Igrejas foram queimadas, Bíblias foram destruídas, e os crentes perderam todos os direitos civis. Mais de 400 mil foram mortos. Foi realmente muito trágico.
Muitas dessas histórias são difíceis porque tratam de mártires. Não é apropriado entrar em todos os detalhes, mas, se vocês consultarem O Livro dos Mártires, de Foxe, ou outros livros de história, encontrarão relatos explícitos do que aconteceu.
Durante muitos anos, mantive O Livro dos Mártires, de Foxe, ao lado da minha cama. Lia uma história à noite, antes de dormir. Talvez esse seja meu jeito estranho de pensar, mas quaisquer problemas que eu tivesse na vida pareciam desaparecer. Eu não tinha problema nenhum comparado ao que eles passaram.
Por meio desses mártires, a semente do evangelho foi regada. Apesar da perseguição, o cristianismo — o testemunho de Jesus — continuou a se espalhar.
Vamos considerar dois mártires: um idoso e uma jovem. O primeiro foi Policarpo. Policarpo vivia em Esmirna e tinha mais de noventa anos. Ninguém sabe exatamente quantos anos ele tinha, mas era chamado de bispo ali em Esmirna — o irmão que estava à frente.
Foi expedido um mandado de prisão contra ele. Soldados vieram prendê-lo em uma casa de fazenda fora da cidade de Esmirna. Os irmãos que estavam na casa disseram: “Você precisa escapar e fugir. Eles estão vindo atrás de você.” Mas ele disse: “Seja feita a vontade de Deus”, e decidiu não fugir.
Quando os soldados chegaram, ele os recebeu. Perguntou se gostariam de comer ou beber alguma coisa, e eles aceitaram. Então disse: “Tenho um pedido: vocês me dariam a oportunidade de orar por uma hora antes de me levarem?”
Eles concordaram. Esses soldados não tinham muita certeza de quem estavam prendendo. Tinham um mandado de prisão, mas então se viram diante de um homem com mais de noventa anos. Ficaram pesarosos com aquilo.
Policarpo foi para o cômodo ao lado e derramou seu coração em oração. Todos podiam ouvi-lo, e seus corações foram tocados. Até os soldados estavam chorando — não o suficiente para soltá-lo, mas lamentavam ter de levar aquele idoso.
Levaram-no para a cidade, ao anfiteatro onde os cristãos estavam sendo martirizados. O oficial romano disse: “Olhe, você é um homem idoso. Eu realmente não quero ter de fazer isso com você. Não poderia simplesmente se curvar diante de César, queimar um pouco de incenso e encerrar essa questão?”
Policarpo respondeu:
Há oitenta e seis anos O sirvo, e Ele nunca me fez mal algum.
Como posso blasfemar contra meu Rei, que me salvou?
O oficial romano ficou ainda mais irritado e disse: “Se você não fizer isso, vou queimá-lo no fogo.” Policarpo respondeu:
Tu me ameaças com um fogo que arde por algum tempo e logo se apaga.
Não conheces o fogo que aguarda os ímpios no juízo vindouro, no castigo eterno.
Por que estás esperando? Vem, faze o que quiseres.
Ele não estava recuando. Estava pronto para partir. Permanecia firme pelo testemunho do Senhor.
Amarraram-no a um poste. Normalmente, as mãos das pessoas eram pregadas ao poste, mas ele pediu que suas mãos ficassem livres para poder louvar ao Senhor naquele momento. Colocaram lenha ao redor dele e acenderam o fogo.
Nos relatos históricos, nunca temos certeza absoluta de cada detalhe, porque existem versões diferentes. Não é como a mídia que temos hoje, que diz a verdade e relata tudo com precisão! Mas o relato mais comum é que o fogo se ergueu ao redor dele, ardendo por todos os lados, mas sem queimá-lo.
O oficial romano viu aquilo e ordenou a um soldado que o matasse. O soldado entrou com uma espada e o matou.
Policarpo havia dito que sabia que seria queimado por Cristo. Alguns dias antes, sonhara que seu travesseiro pegava fogo. Ele disse: “Ah, vou ser queimado por Cristo.” Ainda assim, não recuou.
Esse é um testemunho precioso. Às vezes, a vida desses mártires pode nos impressionar profundamente, mas havia graça entre eles. Eram simplesmente irmãos e irmãs que confiavam no Senhor naquele momento.
Quando nos encontramos em situações difíceis, há graça para aquele momento. Não sabemos como agiríamos. Nenhum de nós pode dizer: “Se isso acontecesse comigo, eu agiria assim.” Não, não sabemos. Mas nós O conhecemos, e Ele é Aquele que nos guarda. Louvado seja Deus por isso.
Havia também uma irmã mais jovem, Perpétua. Ela vivia em Cartago, no norte da África. Tinha vinte e dois anos, era casada e amamentava um bebê quando foi presa.
Cinco jovens, todos com cerca de vinte e dois a vinte e cinco anos, foram presos. O pai de Perpétua era pagão e veio suplicar a ela. Disse: “Pense em sua filha. Apenas adore César, curve-se diante de César, e você será libertada. Sua filha terá uma mãe.”
Ele também apelou ao respeito que ela tinha por ele como pai. Disse: “Por favor, honre meus cabelos brancos e apenas diga que você não é cristã.”
A resposta dela foi esta. Ela disse: “Está vendo este vaso?” Ele respondeu: “Sim, estou.” Ela disse: “Ele poderia ser chamado por outro nome que não fosse aquilo que ele é?” Ele respondeu: “Não.” Então ela disse: “Da mesma forma, não posso ser chamada de outra coisa senão aquilo que sou: cristã.”
Os cinco jovens foram levados. Primeiro, os três rapazes foram colocados no anfiteatro, e animais selvagens foram soltos contra eles. Ursos, leões e leopardos os devoraram rapidamente.
As mulheres receberam um tratamento diferente. Perpétua e outra irmã, Felicidade, foram colocadas em uma rede e expostas a um animal enfurecido, que arremessava a rede de um lado para o outro, quase as matando. Depois de serem gravemente feridas e pisoteadas, os soldados acabariam de matá-las.
O soldado aproximou-se de Perpétua, a última que ainda estava viva. Ele tinha a espada na mão. Ela literalmente pegou a espada e a colocou junto à própria garganta, dizendo: “Termine o que precisa fazer. Seja feita a vontade de Deus.” Ele a matou, e ela entrou na glória.
Ninguém sabe o que aconteceu com o marido ou com a criança; isso não foi registrado. É uma história emocionante. Você pensa em uma mãe escolhendo entre sua criança e sua vida. Mas havia um relacionamento com Cristo, e algo que eles viam em Cristo, que os levava, mesmo tão jovens, a permanecer firmes pelo testemunho do Senhor.
Chega de histórias de mártires. Mas vocês podem ver como a fé deles transmitiu uma mensagem a outros e encorajou muitos.
Durante esse período, surgiam muitas heresias e falsos ensinos. O termo frequentemente usado é “pais da Igreja Primitiva”. Não gosto muito desse termo, mas ele é usado para fins históricos. Esses irmãos foram usados pelo Senhor para defender a verdade à medida que os falsos ensinos tentavam entrar.
No entanto, eles eram apenas homens. Algumas das decisões que tomaram sobre práticas dentro da igreja acabaram causando muito dano e criando problemas que ainda existem hoje.
O primeiro foi Clemente. Alguns dizem que ele provavelmente é aquele mencionado em Filipenses 4:3. Uma das coisas que ele começou a enfatizar foi a sucessão apostólica.
À medida que a igreja se enfraquecia, muitas vezes uma pessoa passava a supervisionar uma assembleia local. Essa pessoa que estava à frente, chamada de apóstolo ou bispo, nomeava seu sucessor para garantir que alguém espiritual desse continuidade ao trabalho.
Havia pessoas ambiciosas buscando a liderança pelos motivos errados, como Diótrefes em 3 João 1:9. Clemente estava tentando proteger a igreja, porque alguns irmãos não eram tão espirituais quanto outros, e algumas pessoas buscavam a liderança por ambição.
Era uma boa ideia e uma boa intenção, mas buscava realizá-las da maneira errada. No início, parecia que a liderança espiritual estava sendo preservada. Mas, com o tempo, aquilo se transformou em algo que nunca se pretendeu que fosse.
Inácio fez distinção entre bispos e presbíteros e se opôs à heresia gnóstica. Policarpo, aquele querido irmão de quem falamos, que foi martirizado, confrontou a heresia de Marcião.
Marcião ensinava que o Deus do Antigo Testamento e o Deus do Novo Testamento eram dois deuses diferentes. Apresentava o Deus do Antigo Testamento como frio, condenatório e associado à escravidão, enquanto retratava o Deus do Novo Testamento como amor, perdão, liberdade e a permissão para fazer tudo o que se quisesse.
Isso trouxe muita confusão entre as assembleias. Felizmente, homens como Policarpo podiam esclarecer essas questões.
Tertuliano começou a desenvolver o ensino sobre a Trindade. Sabemos que a palavra Trindade em si não está na Bíblia, mas o ensino está lá. Ele foi um dos primeiros a esclarecer o relacionamento entre o Pai, o Filho e o Espírito Santo — Sua unidade e a maneira como Eles operam juntos.
Ele também escreveu contra o batismo infantil, que estava começando a se desenvolver. Orígenes enfatizou que somente pessoas nascidas de novo fazem parte da verdadeira igreja. Isso pode parecer óbvio, mas certas pessoas que não haviam nascido de novo estavam começando a entrar no meio deles, e nenhuma distinção estava sendo feita.
Infelizmente, Cipriano começou a afirmar a primazia do bispo de Roma. Esses homens defendiam a verdade, mas algumas de suas práticas produziram mudanças que não eram bíblicas.
Muitas mudanças no governo da igreja foram feitas por conveniência prática — para preservar o testemunho e garantir que pessoas espirituais estivessem na liderança. À medida que a igreja se enfraquecia, havia menos pessoas espiritualmente fortes. Algumas pessoas ambiciosas queriam assumir a dianteira, enquanto outras queriam se afastar.
O melhor é quando irmãos e irmãs trabalham todos juntos na unidade que temos Nele. Sempre haverá pessoas que querem assumir a dianteira e que sempre têm uma resposta. Também haverá aquelas que ficam para trás e deixam os outros fazerem tudo.
O Senhor deseja o sacerdócio universal de todos os crentes, para que realmente atuemos juntos.
No Novo Testamento, presbíteros, bispos e diáconos serviam nas assembleias locais. Presbíteros e bispos eram essencialmente os mesmos, com os diáconos servindo ao lado deles.
Inácio foi o primeiro a diferenciar presbíteros de bispos. Ele ensinava que cada assembleia era governada por um bispo e também tinha presbíteros e diáconos.
Mas presbítero e bispo são, na verdade, a mesma pessoa. Na sexta-feira à noite, quando estávamos nos preparando para estudar a carta à igreja em Éfeso, examinamos Atos e o contexto de Éfeso.
Em Atos 20:17, Paulo, de Mileto, mandou chamar os presbíteros da igreja em Éfeso. Mais adiante, em Atos 20:28, ele disse:
Olhai por vós e por todo o rebanho,
no qual o Espírito Santo vos constituiu supervisores,
para pastoreardes a igreja de Deus,
que Ele comprou com Seu próprio sangue.
Os presbíteros que Paulo chamou em Atos 20:17 eram os supervisores, ou bispos, aos quais ele falou em Atos 20:28. Presbítero e supervisor — ou bispo — referem-se à mesma pessoa. Bispo ou supervisor descreve a função; presbítero descreve a pessoa.
Não eram cargos separados, como Inácio os diferenciou. A partir daí, o sistema foi se desenvolvendo. No segundo século, originalmente cada assembleia tinha seu próprio bispo, mas, depois, bispos diocesanos passaram a supervisionar várias assembleias de uma região.
O poder do bispo cresceu. Um bispo supervisionava toda uma área metropolitana, e isso continuou a se afastar cada vez mais do plano original de Deus.
Mais tarde, no terceiro século, os presbíteros começaram a ser vistos como sacerdotes que ofereciam sacrifícios à mesa do Senhor. A primazia do bispo de Roma foi afirmada. No quarto século, os bispos metropolitanos, ou arcebispos, passaram a exercer autoridade sobre os bispos das áreas rurais.
Sempre havia uma disputa pelo poder. No Império Romano, havia um Império do Ocidente e um Império do Oriente. O bispo de Constantinopla queria estar em igualdade com o bispo de Roma.
Finalmente, Leão, no quinto século, reivindicou a supremacia do bispo de Roma como sucessor de Pedro. É triste como aqueles que pensavam estar resolvendo um problema e preservando algo, ao usarem os caminhos do homem em vez dos caminhos de Deus, abriram a porta para uma grande tragédia.
Essa é uma grande lição. Sempre que enfrentamos problemas ou situações com os quais não sabemos bem como lidar, há em nós uma tendência a recorrer à engenhosidade humana e às soluções mais convenientes.
Sou grato até pelas pequenas coisas, como as refeições sobre as quais Kenny compartilhou. Não foi simplesmente: “Está bem, vamos fazer isso.” Houve um processo ao longo de alguns meses, com diferentes reuniões de irmãos, até chegarmos à unidade.
Como diz Atos 15:28, a respeito do concílio em Jerusalém:
Pareceu bem a nós e ao Espírito Santo.
Esse é o processo. Não se trata simplesmente do que o homem quer fazer; precisamos encontrar o caminho de permitir que o Senhor conduza todo o processo.
Também vemos como a Ceia do Senhor se deteriorou. Na Igreja Primitiva, ela era como a celebramos: um sacrifício de louvor e ação de graças. Documentos antigos falam de um único cálice e de um único pão compartilhados por crentes nascidos de novo, como testemunho e memória do Senhor.
Então ela começou a assumir um caráter diferente. Tornou-se não apenas um sacrifício de louvor, mas algo apresentado como um ato sacrificial.
Por volta do ano 250, Cipriano começou a usar o termo sacerdote. O bispo ou presbítero passou então a ser chamado de sacerdote, o lugar da celebração passou a ser chamado de altar, e a observância passou a ser chamada de sacrifício.
Faziam orações sobre Cristo sendo oferecido em sacrifício e, na prática, estavam refazendo ou revivendo o sacrifício que o Senhor realizou de uma vez por todas. Vemos como isso permeia a igreja romana até hoje.
Essas eram pessoas fiéis. Muitas permaneceram fiéis até o fim e foram martirizadas por suas crenças. Apegavam-se à verdade absoluta em algumas doutrinas, mas, nas práticas dentro das assembleias, apoiaram-se no próprio entendimento e voltaram aos antigos caminhos.
Havia pessoas fiéis que permaneceram firmes em meio a tudo isso. Agora começamos a entrar nesses nomes todos tão curiosos. Os montanistas nunca se chamaram por esse nome; ao longo da história da igreja, esses grupos geralmente receberam seus nomes de outras pessoas. Eles simplesmente se chamavam cristãos.
Os montanistas estavam principalmente na Turquia e no norte da África. Viam o declínio e o formalismo dentro da igreja romana e convocavam as pessoas a retornar ao caminho bíblico.
Essas pessoas eram muito carismáticas por natureza, às vezes de maneira extrema. Alguns historiadores as desprezam porque, ocasionalmente, se deixavam levar demais. A maioria dos carismáticos se deixa levar um pouco demais, mas a maioria dos fundamentalistas também fica um pouco fundamentalista demais às vezes. É preciso haver um equilíbrio de vida. A questão é a vida Dele.
Eles esperavam a volta do Senhor e viviam aguardando Seu retorno. Rejeitavam o poder crescente dos bispos e rejeitavam a inclusão de incrédulos como membros da igreja.
No início, permaneceram dentro da igreja romana e tentaram reformá-la por dentro. Por fim, foram expulsos, mas permaneceram ali talvez por uns duzentos anos.
Tertuliano foi um dos principais irmãos associados a eles. Alguns dizem que provavelmente era o irmão mais espiritual entre os chamados pais da igreja. Ele enxergava muitas coisas com grande discernimento.
Ele escreveu: “Onde há apenas três, ainda que sejam leigos, ali está a igreja.” Mesmo naquela época, a linguagem de clero e leigos já estava começando a se desenvolver. Mas ele estava dizendo que, se há três crentes comuns reunidos, ali está a igreja.
Ele estava se opondo àqueles que diziam que, a menos que você fosse a determinado edifício ou lugar e fizesse certas coisas, não estava na igreja. Alguns tiraram suas palavras do contexto e disseram: “Onde quer que haja alguns crentes, ali há uma igreja. Vocês se encontram no Starbucks, tomam café juntos, e ali está a igreja.”
Em certo sentido, isso é verdade: vocês fazem parte da igreja universal, e todos são crentes. Mas, quando falamos do testemunho de Jesus, a maneira como esse testemunho se expressa é por meio da assembleia local.
Uma assembleia local é formada por irmãos e irmãs reunidos. Mesmo que sejam apenas três reunidos para testemunhar de Quem Ele é, comprometidos com Ele e uns com os outros, permanecendo firmes pelo Seu coração e propósito nestes dias, isso é uma expressão da vida Dele. É isso que O satisfaz.
Somos gratos pela igreja universal. Quem nasceu de novo faz parte dessa igreja, e somos um com todos os crentes. Mas Deus também escolheu trabalhar por meio da assembleia local — do testemunho local —, onde Ele nos edifica juntos e nos faz conviver de perto, com todos os atritos que isso traz.
Ali aprendemos a perdoar uns aos outros, a suportar uns aos outros e até a permitir que pessoas de Bowling Green se reúnam conosco. O Senhor usa tudo isso para nos fortalecer.
Havia outro querido grupo chamado de novacianos. Eles tiveram destaque do terceiro ao sexto século, principalmente por toda a Itália, e saíram da igreja romana.
Como a igreja romana estava enfatizando obras, desempenho e formalismo, os novacianos enfatizavam o caráter interior. Não é simplesmente uma questão de cumprir rituais; o caráter de Cristo precisa estar dentro de você.
Você precisa da vida de Cristo em seu interior — não apenas de cerimônias externas, de ir às reuniões ou de fazer isto ou aquilo. Você precisa que essa vida e esse caráter sejam formados dentro de você. Isso estava muito ausente em grande parte da igreja romana naquela época.
Eles também tinham uma posição rigorosa em relação àqueles que haviam negado a fé durante a perseguição.
As perseguições eram severas em certos períodos. Alguns crentes, sob intensa perseguição, negavam o Senhor. Mais tarde, quando a situação ficava mais fácil, arrependiam-se genuinamente e voltavam. Essa não era necessariamente a questão.
A questão era que alguns crentes pouco comprometidos recuavam imediatamente quando vinha a perseguição e adoravam César. Então, quando a perseguição cessava, voltavam a se reunir com os crentes. Quando vinha outra perseguição, recuavam novamente.
Não havia arrependimento genuíno, mas algumas igrejas não tinham discernimento e simplesmente os recebiam de volta. Essa é sempre uma questão difícil, e não podemos ser dogmáticos a respeito de cada situação.
Ao longo da história, pessoas negaram o Senhor, caíram e depois voltaram. Provavelmente todos nesta sala, depois de se tornarem cristãos, já estiveram em algum lugar aonde gostariam de nunca ter ido. Mas louvado seja Deus pelo sangue do Cordeiro: nós nos arrependemos, voltamos e fomos reconciliados com Ele.
Os novacianos queriam sustentar a posição de que você não podia simplesmente ser cristão por conveniência. Queriam defender o testemunho e a pureza da igreja. Às vezes, levavam isso longe demais; às vezes, era uma atitude correta.
Ao olharmos para trás, precisamos ter muito cuidado ao julgar as pessoas na época em que viveram. De modo geral, esses crentes eram fiéis ao testemunho do Senhor e queriam defendê-lo quando viam tantas outras coisas acontecendo.
Então veio aquilo que chamamos de grande mudança: Constantino entra em cena.
Naquele momento, o Império Romano tinha o que se chamava de tetrarquia. Havia dois governantes principais, um sobre o Oriente e outro sobre o Ocidente, com sucessores subordinados a eles. Esses quatro homens eram os governantes.
Constantino e Maxêncio estavam lutando para decidir quem se tornaria o principal governante do Império do Ocidente. Em 312, travaram a Batalha da Ponte Mílvia, uma batalha entre dois rivais pelo controle do Império Romano do Ocidente.
Maxêncio tinha forças superiores e o exército mais poderoso. O exército de Constantino era muito menor.
Segundo a história — mais uma vez, há relatos diferentes —, na noite anterior à batalha, Constantino disse que teve uma visão. Viu o sinal da cruz com as palavras: “Por este sinal, conquista.”
Ele usou isso como motivação para seus homens. Disse: “Por este sinal, conquista”, e eles avançaram e venceram a batalha. Constantino tornou-se imperador do Império do Ocidente.
Cerca de doze anos depois, ele derrotou Licínio, que governava a parte oriental do império, e unificou o Império Romano.
Há uma grande dúvida sobre se Constantino realmente se converteu, porque não se vê uma grande mudança em sua vida. Ou será que ele estava simplesmente usando a religião para motivar seus homens? Vemos políticos fazendo isso hoje, usando a religião para motivar diferentes grupos de eleitores.
No entanto, vemos o dano que Constantino causou ao testemunho do Senhor. Depois de conquistar o poder, ele promulgou o Edito de Milão e proclamou a liberdade religiosa para todos.
Ele restituiu os edifícios e as propriedades da igreja e até enviou dinheiro do governo às cidades para pagar o clero. Aí vocês sabem a quem o clero tinha de obedecer.
O clero foi isento das leis locais, e o governo tinha controle sobre ele. Os soldados recebiam roupas e dinheiro para se converterem. Aos soldados pobres, dizia-se: “Vocês podem continuar pobres, mas, se se converterem ao cristianismo, nós lhes daremos roupas novas e uma boa gratificação.” Quantas pessoas deixariam de se converter nessas circunstâncias?
O impacto de Constantino foi a criação de uma aliança profana. O cristianismo tornou-se uma religião de Estado, e houve uma aliança entre o Estado e a igreja.
O imperador tornou-se chefe da igreja visível e, ao mesmo tempo, servia como sumo sacerdote de uma religião pagã idólatra. Ele dizia que era o chefe da igreja e começou a tomar decisões sobre heresias e doutrina — embora não tivesse a menor ideia do que estava falando.
A igreja, nesse sentido, tornou-se aberta a todos. O cristianismo era popular e aceito, e muitos incrédulos entraram na igreja.
Aquilo que o inimigo não conseguiu fazer por meio da perseguição, fez pela corrupção interna e por meio dessa aliança profana.
Até esse ponto, podíamos usar termos como testemunho de Jesus, cristianismo e igreja de maneira relativamente equivalente. Mas, depois disso, ocorreu uma grande separação. Veremos isso da próxima vez.
No final do quarto século, o cristianismo havia se espalhado principalmente pelas regiões ao redor do Mediterrâneo, pela Turquia e pelo norte da África, e um pouco pela França.
Durante esses tempos de perseguição, somos gratos porque houve pessoas que permaneceram firmes pela verdade. Elas não amaram a própria vida até a morte. É bom orarmos, como temos feito, para que estejamos preparados para qualquer perseguição que possa estar à frente e para que possamos ser fortes Nele.
Precisamos manter um relacionamento pessoal e renovado com Ele, sem cair nas tradições dos homens ou nas soluções mais convenientes. Às vezes, boas intenções podem levar a resultados desastrosos.
Como diz aquele ditado? “O caminho para o inferno está pavimentado de boas intenções.” Muitos desses homens tinham intenções realmente boas. Pensavam estar preservando e salvando o testemunho, mas aquilo acabou sendo um desastre — talvez não durante a vida deles, mas séculos depois.
Algo pode parecer funcionar bem quando fazemos um ajuste ou uma correção hoje, mas, a longo prazo, talvez não funcione. Precisamos manter esse relacionamento renovado com Ele.
Também não devemos nos tornar dependentes de um só homem. Nos lugares onde bispos foram nomeados, uma pessoa era considerada a pessoa espiritual. Mas, quando olho ao redor desta sala, vejo uma sala cheia de pessoas espirituais.
Todos têm o Senhor revelado em seu interior. Todos têm o Espírito em seu interior. Todos manifestamos Cristo de maneiras diferentes, e cada um tem uma medida de Cristo. Podemos receber uns dos outros e ouvir uns aos outros.
Essa é uma de nossas maiores proteções e um de nossos maiores recursos nos dias em que estamos vivendo e diante do que poderemos enfrentar no futuro: ouvir, cuidar e amar uns aos outros.
Quanto mais pudermos ouvir os jovens e os idosos, os homens e as mulheres, as diferentes pessoas — ouvindo, cuidando e mantendo um ambiente em que possamos compartilhar uns com os outros e levar as questões de volta ao Senhor para encontrar Seu caminho —, mais teremos esse meio extraordinário de sermos guardados por Ele.
Isso nos impede de cair em algumas das armadilhas nas quais caíram aqueles que vieram antes de nós. Somos gratos pelos fiéis que nos precederam. Queremos ser aqueles que são fiéis e servem ao propósito de Deus em nossa geração.
Podemos encerrar aqui hoje.
Senhor, somos gratos — gratos por Ti e gratos por Tua vida. Senhor, somos gratos por essas pessoas que vieram antes de nós.
Não queremos cair na armadilha de dizer: “Não entendo como eles puderam fazer isso. Eu nunca faria isso.” Senhor, não conhecemos a nós mesmos.
Mas nós Te conhecemos e queremos nos tornar cada vez mais dependentes de Ti nos dias em que estamos vivendo. Somente Tu tens as palavras de vida eterna, e queremos andar nesse caminho, Senhor.
Em nome de Jesus. Amém.