Bom dia, irmãos e irmãs. Vamos orar mais uma vez.
Senhor, nós nos alegramos por nos reunirmos em Tua presença hoje. Nós nos alegramos porque, neste momento que temos agora, embora seja um pouco diferente do habitual, Tua presença permanece sempre a mesma. Tu sempre tens algo que desejas nos dizer, algo com que nos encorajar e tocar nosso coração.
Somos gratos por podermos declarar que Jesus Cristo é o Senhor deste momento. Olhamos para Ti, para que nos conduzas, nos guies e verdadeiramente toques o coração de todos nós.
Senhor, ao considerarmos esta questão do estudo bíblico, esta questão da Palavra de Deus, que tenhamos, de maneira renovada, uma fome cada vez maior por Ti e por Tua Palavra. Em nome de Jesus, amém.
Podemos ler alguns versículos de 2 Timóteo? No final de 2 Timóteo 3.
Sabemos que 2 Timóteo é a última carta de Paulo. Estamos perto do final dessa carta; portanto, estas são algumas das últimas palavras de sua última carta, o que torna ainda mais importante aquilo que está em seu coração. É interessante que, quando começa a encerrar essa carta, ele volta à importância da Palavra de Deus.
Se olharmos para 2 Timóteo 3:16-17, enquanto encoraja Timóteo — e todos nós —, ele diz:
Toda a Escritura é inspirada por Deus
e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção,
para a educação na justiça;
a fim de que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra.
Gosto muito de como começa: toda a Escritura. Há várias razões pelas quais, às vezes, talvez não gostemos de todas essas descrições, especialmente quando se trata de ser útil para a repreensão e a correção. Gostamos de ter as Escrituras para o ensino e o encorajamento. Mas, na verdade, se enxergarmos o coração de Deus, veremos a beleza de Suas repreensões e de Suas correções.
Paulo está realmente procurando reforçar, para Timóteo e para todos os demais, a importância de estarmos verdadeiramente na Palavra de Deus. Antes, ele havia falado sobre manejar corretamente a Palavra de Deus, para que sejamos habilitados para toda boa obra.
Há algo abrangente aqui. Paulo fala de toda a Escritura e de toda boa obra. Não são algumas obras, nem umas poucas; é para toda boa obra. Vemos como dependemos vitalmente da Palavra de Deus.
Então, ao passar para o capítulo 4, ele volta a falar sobre o motivo disso. Ele fala dos tempos que virão. Se vocês olharem para 2 Timóteo 4:3-4 — e aqui ele está falando aos crentes, não ao mundo —, ele diz:
Porque virá tempo em que não suportarão a sã doutrina;
mas, tendo comichão nos ouvidos, amontoarão para si doutores conforme as suas próprias concupiscências;
e desviarão os ouvidos da verdade,
voltando às fábulas.
Isso é muito claro, e creio que vemos essa realidade se manifestar nos dias em que vivemos: quantos crentes desejam ouvir aquilo que lhes agrada, buscam a satisfação pessoal e não estão realmente se apegando à verdade.
Se vocês olharem para esses versículos, tudo está centrado naquilo que o homem deseja — na satisfação pessoal do homem. O que vai me satisfazer? O que vai me fazer sentir bem? O que vai agradar aos meus ouvidos?
É uma maneira egocêntrica de olhar para a Palavra de Deus e tentar ouvi-la, em vez de colocar a Palavra de Deus diante de nós e permitir que ela nos instrua. Às vezes, ela nos instrui de maneiras que nos deixam desconfortáveis. Mas vemos Seu grande amor e sabemos que Ele está realizando essa tão grande salvação na qual fomos introduzidos.
Então, por que estou compartilhando isso? Como mencionei na oração, esta manhã é um pouco diferente das nossas mensagens habituais. A partir de 31 de janeiro, teremos um estudo bíblico nas sextas-feiras em que não há a reunião habitual, estudando os livros de Reis.
Agora, quais são essas sextas-feiras? Não sei de que outra maneira descrevê-las, mas atualmente temos o que chamamos de encontros regulares de comunhão bíblica nas noites de sexta-feira. Então, a outra sexta-feira — vamos chamá-la de sexta-feira livre — será um momento de estudo bíblico.
Nesta manhã, Jim, Jeffrey e eu vamos apresentar esse encontro. Vou compartilhar um pouco de como chegamos até aqui. Jim vai compartilhar algumas das lições fundamentais que vemos ao começar a examinar os livros de Reis. Jeffrey falará sobre os recursos de estudo que usaremos, a ajuda disponível e algumas das perguntas que vamos considerar.
Começaremos em 31 de janeiro, e estudaremos os livros de Reis.
Agora, como chegamos até aqui? Se olharmos para várias reuniões da família da igreja, esta questão foi levantada: por que não fazemos alguma coisa nas sextas-feiras livres, para aqueles que estiverem disponíveis? Temos esse tempo disponível. Vamos aproveitá-lo ao máximo.
Depois de uma série de reuniões da família da igreja e de orações, decidimos seguir em frente e começar alguma coisa. Isso surgiu por meio da comunhão dos santos, ao compartilharmos uns com os outros nesses momentos. Somos gratos por podermos dar esse passo de fé como igreja e ter esse tempo juntos.
Será aqui, no local de reuniões, e provavelmente o número de pessoas que vierem determinará em qual sala nos reuniremos. Será das 19h30 às 21h, nas sextas-feiras livres.
Deixem-me esclarecer algumas coisas. Não haverá um serviço organizado para cuidar das crianças, mas elas são bem-vindas. Se os pais quiserem trazer os filhos e deixá-los sentados por perto — se forem pequenos e quiserem colorir ou fazer alguma outra atividade —, tudo bem. Apenas não haverá uma estrutura formal para cuidar deles. Se alguns quiserem organizar algo informalmente, tudo bem, mas isso não será oferecido pela organização. Estamos incentivando a participação de toda a família.
Outra pergunta importante que as pessoas fazem: haverá lanche? A resposta é que não vamos oferecê-lo. Mas quem quiser providenciar um lanche depois será muito bem-vindo.
Jim, Jeffrey, eu e outros estamos apenas conduzindo o estudo bíblico. Quanto às demais coisas, se alguém tiver esse encargo no coração, louvado seja Deus. Vocês sabem que eu sempre gosto de um bom lanche depois. Então, deixaremos isso em aberto, caso alguém se sinta tocado a fazer isso.
Então, por que estamos estudando os livros de Reis? Enquanto tínhamos comunhão e buscávamos o Senhor, percebemos que a maioria dos crentes, de modo geral, tem uma compreensão razoavelmente boa do Antigo Testamento a partir de Gênesis. Temos Adão, Abraão, Isaque, Jacó, José, Moisés, Josué, Juízes, Samuel, Davi e, por fim, Salomão. A maioria das pessoas compreende razoavelmente bem essa sequência, em diferentes níveis.
Mas, depois de Salomão, quando o reino se divide em dois, temos todos esses reis no norte e todos esses reis no sul. Alguns têm o mesmo nome. Há Jeroboão I e Jeroboão II, e assim por diante. Parece que uma confusão completa se instala. Quando isso está acontecendo? Quando aquilo está acontecendo?
Ao mesmo tempo, surgem esses profetas: este profeta durante o reinado deste rei, aquele profeta durante o reinado daquele rei. Então, queríamos aproveitar esse tempo e, de maneira simples, buscar o Senhor juntos, para que Ele nos desse luz e pudéssemos compreender melhor o que poderíamos chamar de segunda metade do Antigo Testamento.
Jeffrey apresentará alguns dos recursos de estudo que temos para nos ajudar a acompanhar tudo isso também de maneira visual. Foi por isso que escolhemos começar por Reis.
Na primeira sexta-feira à noite, estudaremos 1 Reis 1–11. Parece muita coisa, mas, na verdade, vamos observar um panorama da vida de Salomão, apenas para fazer essa transição — principalmente o primeiro capítulo e, depois, os capítulos 9 e 10. Isso será baseado nas informações que Jeffrey fornecerá.
A dinâmica habitual será esta: quando nos reunirmos, um de nós abrirá o encontro compartilhando por cerca de dez ou quinze minutos, apresentando o capítulo específico e estabelecendo a direção do estudo.
Todos os demais terão recebido, antecipadamente, perguntas relacionadas àquele capítulo. Então, abriremos para um estudo participativo: o que vocês perceberam no capítulo, como podemos encorajar uns aos outros e, talvez, as perguntas que tenham surgido durante a leitura.
Jeffrey explicará isso um pouco mais, mas haverá oportunidades de fazer perguntas pela internet e enviar questões sobre os capítulos, para que sejam abordadas antes ou depois do estudo específico que tivermos realizado.
O ponto principal do nosso tempo juntos é que não queremos que nós três fiquemos dando uma palestra de uma hora e meia. Queremos que todos venham preparados, para que seja um estudo conjunto — buscando o Senhor e aprendendo com Ele e com Sua Palavra. É isso que desejamos.
Algumas pessoas perguntaram: “Qual é a diferença entre estudo bíblico e comunhão bíblica?” Na verdade, eles se complementam muito bem.
A comunhão bíblica, que já praticamos, é quando lemos a Palavra e o Senhor imprime algo em nosso coração. Aquilo se torna uma palavra rhema para nós. Vemos isso acontecer com muita frequência nas aberturas das reuniões de domingo pela manhã.
O irmão lê a passagem das Escrituras. Às vezes, no sábado, vocês recebem uma apresentação do texto que será lido no domingo, olham para ele e dizem: “Como isso vai se relacionar com a manhã de domingo?” Mas o Senhor, em Sua fidelidade, falou aquela palavra em comunhão com o irmão. Ele compartilha, e todos nós somos encorajados.
O estudo bíblico é um pouco mais detalhado: ele examina o contexto e os antecedentes. O que Deus está realmente dizendo aqui? O que Deus está realmente buscando? Qual é o contexto? Como toda esta carta aos coríntios, ou estes livros de Reis, se relaciona com o que Deus diz, com o que Deus está fazendo, com o que Deus deseja e com Seu propósito? Há um objetivo em vista.
Muitas vezes, o estudo bíblico consiste em receber essa Palavra e guardá-la no coração. Mesmo que ela não seja uma palavra rhema naquele momento, ainda é o logos, a Palavra de Deus. Vocês a guardam ali e, às vezes, o Espírito Santo vem e a ilumina.
Sei que provavelmente todos nós já passamos por momentos em que estudamos a Palavra de Deus e sentimos que não tiramos nada daquilo. Depois, em alguma circunstância ou situação, aquele versículo que estudamos anos atrás se ilumina. O Espírito Santo sopra sobre ele.
É isso: colocar a Palavra de Deus em nosso coração e em nossa vida, para que tenhamos esse fundamento para prosseguir.
Por exemplo, pensem em Apocalipse 3:20, onde o Senhor está falando à igreja em Laodiceia. Ele diz:
Eis que estou à porta e bato:
se alguém ouvir a Minha voz e abrir a porta,
entrarei em sua casa e com ele cearei, e ele, Comigo.
Muitas vezes, esse versículo é usado como uma excelente mensagem do evangelho, porque o Senhor verdadeiramente deseja entrar no coração e na vida das pessoas e salvá-las. Louvado seja Deus por isso. Milhões entraram no reino de Deus por meio desse versículo, e somos gratos por isso.
Mas, quando fazemos um estudo bíblico, percebemos que, em seu contexto, esse versículo não se refere diretamente aos incrédulos. Ele é dirigido aos crentes. A igreja em Laodiceia, naquele momento, estava em uma condição de queda e havia deixado o Senhor do lado de fora.
Então, vemos que essa verdade se aplica. Louvado seja Deus, o Senhor está à porta do coração de cada pessoa, batendo para entrar, inclusive no caso dos incrédulos. Mas, no contexto daquela passagem específica, ao estudá-la, vemos como o Senhor realmente deseja usar aquela palavra.
A comunhão bíblica e o estudo bíblico são verdadeiramente complementares. Caminham juntos e encorajam todos nós. É fundamental que tenhamos ambos. Precisamos de estudo e precisamos de comunhão, e esperamos que um fortaleça o outro.
Agora vou passar a palavra ao Jim.
Bom dia. Estou aqui para apresentar um pouco do contexto daquilo que vamos estudar. Como Mac estava dizendo, este é um território desconhecido para muitos de nós.
Quantos de nós conhecemos realmente os livros de Reis — os dois livros? Provavelmente poderíamos responder: “Bem, sei que Elias está ali. Falamos que Salomão está ali. Consigo lembrar de alguns reis — Ezequias, Josias”. Mas há mais reis além de Ezequias e Josias.
Então, estamos entrando em águas desconhecidas. Mas isso é bom, porque vamos nos familiarizar com essas coisas.
É sempre bom estar diante de algo desconhecido, porque assim deixamos de lado aquela atitude de: “Ah, eu já sei disso. Ah, sim, eu já conheço isso”. Quando pensamos assim, nos fechamos para qualquer coisa nova.
Lembro-me das aulas de história dos Estados Unidos no penúltimo ano do ensino médio. Usávamos o mesmo livro didático que havíamos usado no oitavo ano. Eu pensava: “Já sei essas coisas”. Então, aquela aula era muito entediante para mim, porque eu já sabia tudo. Vocês entendem o que estou dizendo, não é?
Alguém comenta alguma coisa sobre um versículo, e pensamos: “Ah, já li isso milhões de vezes”. Alguns de nós, que sublinhamos a Bíblia, lembramos por que sublinhamos determinada passagem. Então, não conseguimos sair daquela ideia: “Certo, é isso que significa”.
É por isso que digo que é bom estar diante de algo desconhecido, porque estamos em lugares novos, com os quais ainda não estamos familiarizados. Estamos abertos à descoberta.
Os livros de Reis são um bom lugar para descobrir que Deus é soberano — não o povo, mas Deus. Deus é soberano em todas essas coisas. Podemos descobrir como Ele trata Seu povo.
Ao apresentar esse contexto, Mac fez uma breve referência a isso, mas quase metade do Antigo Testamento se passa durante o período de 1 e 2 Reis. Metade.
Temos 1 e 2 Reis e 1 e 2 Crônicas; todos abrangem, de modo geral, o mesmo período. Depois, temos quase todos os profetas que deixaram escritos. Vou deixar de fora Daniel, Zacarias, Malaquias e Ageu, porque são aqueles que chamaríamos de profetas do período do exílio. Mas estou incluindo Ezequiel, porque grande parte do que ele registra acontece quando nem todos haviam sido levados ao cativeiro.
Podemos acrescentar Provérbios e Cântico dos Cânticos, porque Salomão viveu naquele período. Então, cerca de metade do período histórico do Antigo Testamento está nos livros de Reis.
Quero apresentar três coisas que vamos procurar observar. Primeiro, há três perspectivas sobre o que acontece em 1 e 2 Reis. Há também um conflito que queremos examinar. Depois, queremos olhar para o desfecho.
Hoje, os livros didáticos apresentam uma pequena prévia do que está no capítulo e do contexto por trás dele, para que, ao ler, vocês tenham um propósito. Não quero determinar o propósito da leitura de vocês. Quero pintar o cenário de fundo. Todo o restante ficará em destaque à frente, mas quero apresentar um pouco desse contexto e dizer: “Certo, é isso que está por trás de tudo”.
Quando eu ensinava história e abordava a Guerra Fria, dizia aos alunos que havia três perspectivas sobre ela: a tradicional, a revisionista e a pós-revisionista. Essas perspectivas influenciam a maneira como a história que vocês estão lendo é apresentada.
Se vocês sabem que aquela é uma perspectiva tradicionalista, dizem: “Certo, sei como o autor pensa sobre esse período”. O revisionista diz: “Eu não vejo dessa maneira; vejo de outra forma”. O pós-revisionista diz: “Também não vejo dessa maneira; vejo assim”.
Embora eu vá apresentar três perspectivas, todas estão entrelaçadas.
A primeira coisa que podemos dizer é que não se sabe quem escreveu 1 e 2 Reis. Há especulações, e podemos descartar várias possibilidades, mas não há um nome registrado que nos diga quem fez isso.
Mas sabemos uma coisa: esses livros foram escritos do ponto de vista de alguém que estava no exílio. Foram escritos da perspectiva de um membro do remanescente. Não sabemos ao certo quem, dentro desse remanescente, mas temos a visão de uma pessoa no exílio — alguém na Babilônia, quando todos estavam no cativeiro.
Sabemos disso até por 2 Reis 25, que termina falando de um dos reis que foi libertado naquela época. Portanto, sabemos que quem escreveu estava no exílio naquele momento.
Essa pessoa olha para trás e nos apresenta uma espécie de história política do que aconteceu nesses dois reinos. Na verdade, esse é o reino de Deus, não é? Ele nos apresenta uma história política do reino de Deus, e ela é muito objetiva.
Há uma perspectiva de causa e efeito. Ele olha para trás e diz: “Vejo este rei; foi isso que aconteceu, foi por isso que aconteceu, e foi isso que aconteceu como consequência”. É esse olhar do exílio sobre a história política.
É uma pessoa olhando para trás e dizendo: “Por que estamos aqui? Por que acabamos aqui? Foi por isso que acabamos aqui”.
Em segundo lugar, temos uma perspectiva sacerdotal. Vocês podem dizer: “Espere um pouco, Jim. Você acabou de dizer que quem escreveu Reis estava no exílio”. Um dos livros que acompanha Reis é Crônicas.
Quando lemos Reis, precisamos realmente ler Crônicas. Primeiro Crônicas trata mais de Davi, e 2 Crônicas trata de Salomão e dos reis. Acredita-se que Crônicas tenha sido escrito por Esdras, e Esdras era sacerdote e escriba.
Então, temos essa perspectiva sacerdotal. Especialmente quando chegarmos a 2 Reis, veremos que muitos desses reis são abordados mais extensamente em relação ao reino do sul. Recebemos um relato mais amplo sobre eles.
Temos o relato objetivo e, depois, passamos ao subjetivo e vemos algumas das coisas que realmente impulsionavam esses homens em uma direção ou em outra. Recebemos esse olhar sacerdotal, que vai além da superfície e, às vezes, nos permite enxergar o coração.
A terceira perspectiva não está diretamente relacionada a quem escreveu Reis ou Crônicas. A terceira é a perspectiva do profeta. São todos os profetas que deixaram registros escritos do que aconteceu naquele período — com exceção daqueles quatro que mencionei antes.
Nessa perspectiva profética, podemos enxergar o ponto de vista de Deus sobre tudo — não apenas o que está acontecendo, mas o que se passa em Seu coração e em Sua mente em relação ao Seu povo.
Veremos que Deus é zeloso. Ele tem zelo por Seu povo. Tem zelo por Seu testemunho. Podemos ver que Ele está irado. Podemos ver que Seu coração está ferido. Podemos ver que Ele deseja colocar o barco de volta no rumo certo, por assim dizer.
Não vemos apenas o olhar do homem sobre tudo isso — o que está no coração do homem, como ele vê as coisas objetiva e subjetivamente —, mas também podemos ver como Deus Se sente e como Ele vê as coisas.
Um profeta não é alguém que apenas prediz alguma coisa. É alguém a quem Deus falou. Deus está dizendo: “É isso que Eu vejo, e quero que você lhes diga. Quero que lhes diga como Me sinto. Quero que lhes diga onde estão errando. Quero que lhes diga como voltar para Mim”.
Um profeta antevê as consequências das ações. Ele antevê uma obra completa que Deus realmente deseja realizar ao chamar Seu povo de volta. Portanto, vemos tanto a predição de acontecimentos quanto a proclamação da realidade presente: “É isso que está acontecendo”.
Essas perspectivas estão todas entrelaçadas. Não podemos ler Reis sem ler todas essas outras coisas, porque elas contribuem para os diferentes aspectos do relato.
Não sei quantos de vocês têm uma Bíblia cronológica. Acabei de ganhar uma no Natal. Minha esposa é tão boa comigo. “O que você quer?” “Quero isto.” E ela comprou para mim.
Quantas vezes, em nossa leitura habitual, lemos os profetas e dizemos: “Por que ele está dizendo essas coisas?” Os profetas estão falando a uma situação específica.
É como quando lemos 1 Coríntios nas noites de sexta-feira. Vocês acham que Paulo simplesmente está tirando assuntos do nada e dizendo: “Ah, acho que agora vou falar sobre isto. Agora preciso falar sobre aquilo”? Não. Ele está falando a uma circunstância. Está tratando de algo específico na vida dos coríntios.
Todos os profetas estão falando a algo específico na vida de Israel e de Judá. Alguma coisa está acontecendo ali.
Não podemos ler 1 Reis e Crônicas sem perguntar: “Quais profetas estão presentes aqui? O que estão dizendo?” Isso amplia nossa compreensão não apenas daquela época, mas de quem Deus é, de como Deus olha para as coisas, de como Ele as vê e de como é Seu coração em meio a tudo isso.
Irmãos e irmãs, esse é realmente o propósito da Palavra de Deus: revelar Deus a nós. Sim, vamos adquirir conhecimento com esse estudo. Receberemos ensinamentos e revelações maravilhosos. Mas a revelação será sobre quem Deus é.
Às vezes, será sobre quem nós somos. Deus está dizendo: “Esse é você, e é assim que Me sinto a seu respeito”. Essa é a maravilha de estudar a Bíblia: descobrimos quem Deus é.
Essa é a nossa busca: “Senhor, quero ver-Te”. Não quero apenas acumular conhecimento para usá-lo como uma arma contra alguém, convertê-lo ou mostrar que estou certo — porque é isso que muitos de nós queremos fazer, não é?
Em segundo lugar, temos o conflito. Há um centro de conflito, e duas coisas causam ou constituem o centro desse conflito.
A primeira é o templo. Logo no início de Reis, temos a construção do templo. O restante de Reis fala sobre o que acontece com o templo, especialmente em Judá.
Temos um conflito em torno da adoração — da verdadeira adoração. Não vou entrar nesse assunto, porque essas são coisas que vamos descobrir. Não vou dar nenhum spoiler aqui.
Mas há um conflito em torno da verdadeira adoração, e o templo é, de fato, o testemunho de Deus — o testemunho de Deus ao mundo.
Sobre o que Kenny falou? Sobre Salmos 27:4:
Uma coisa pedi ao Senhor […]
que eu possa morar na Casa do Senhor.
É isso. Esta é a casa do Senhor. É aqui que Deus habita — Deus habitando no meio de Seu povo.
O ponto principal é que, se somos realmente adoradores — se nosso coração foi realmente conquistado por Alguém a Quem verdadeiramente adoramos —, isso vai transformar nossa vida. Vai mudar nossa vida.
Quando nos apaixonamos por alguém e começamos, entre aspas, a adorar essa pessoa, somos atraídos a ela. Essa é uma boa maneira de olhar para a adoração. Somos atraídos à pessoa.
De repente, percebemos que estamos olhando para todas as qualidades daquela pessoa e querendo agradá-la. “O que posso fazer para agradar você?” Como eu disse, minha esposa me comprou uma Bíblia cronológica.
Se Ele habita no meio de Seu povo, como Seu povo deve responder à Sua presença ali? Vou resumir com o versículo de Miqueias — acho que é no capítulo 6 — que costumávamos cantar nos anos setenta. É Miqueias 6:8:
Ele te declarou, ó homem, o que é bom;
e que é o que o Senhor pede de ti,
senão que pratiques a justiça, e ames a misericórdia,
e andes humildemente com o teu Deus?
Esse é o testemunho. Qual é o testemunho dos reinos? Esse também deveria ser o nosso testemunho.
Não estamos apenas olhando para a história passada. Este é o período do reino. Bem, nós estamos no reino de Deus, não estamos? É a mesma coisa, e isso se aplica a nós.
Esse é outro aspecto do estudo: quando estudamos alguma coisa, precisamos aplicá-la. Gosto muito de aritmética. Eu não era o melhor em matemática, mas a matemática na teoria é ótima. No entanto, precisamos aplicá-la.
Não podemos simplesmente conhecê-la sem aplicá-la. Sem aplicação, ela não tem utilidade. São apenas números, apenas teorias. Mas, quando é aplicada, produz um efeito.
É por isso que se diz que aprendemos com a história que não aprendemos com a história. Por quê? Porque não aplicamos aquilo que aprendemos.
O outro conflito é o coração do rei. Em cada rei, há um conflito em seu coração sobre quem vai governar.
Deixem-me ler um ou dois versículos de 1 Reis 9, começando no versículo 4. Aqui é Deus falando a Salomão. Salomão tem seu sonho, vai oferecer sacrifícios a Deus, e Deus diz: “O que você quer de Mim?” Salomão diz: “Quero sabedoria”. Então Deus diz a Salomão, em 1 Reis 9:4-5:
E, se tu andares perante Mim, como andou Davi, teu pai,
com inteireza de coração e com sinceridade,
para fazeres segundo tudo o que te mandei,
e guardares os Meus estatutos e os Meus juízos;
então, confirmarei o trono de teu reino sobre Israel para sempre,
como falei acerca de teu pai Davi.
Ao longo de todo o livro de Reis, quando se fala dos reis — especialmente no reino do sul —, cada rei é comparado a Davi. Deus está dizendo: “É isso que busco em um rei”.
Por que isso? O que sabemos sobre Davi? Ele tinha um coração segundo o coração de Deus.
Essa é a batalha: quem governa o coração? Veremos que cada rei enfrenta essa luta. Quem governa o coração? Ou até onde permitirei que esse governo alcance meu coração?
Essas coisas se aplicam à nossa própria vida, mas esse é o conflito em cada rei: o que há em meu coração? Ele agiu como Davi?
Essa é a própria questão que dá origem a um reino dividido. Todo bom relato histórico tem conflito. É por isso que as pessoas gostam de estudar história: gostam do conflito. Querem ver o que o causou e querem ver sua resolução.
A terceira coisa é que há um desfecho. Há uma resolução. Não sei quantos de vocês conhecem os livros de Reis e de Crônicas, mas eles não terminam bem.
Se olharmos para o exílio, a pessoa exilada que nos apresenta a visão objetiva do que está acontecendo diz: “Estamos no cativeiro”. Não termina bem.
É como em Salmos 137:1:
Junto aos rios da Babilônia,
ali nos assentamos e choramos,
quando nos lembramos de Sião.
Eles penduraram suas harpas. Já não cantavam, e seus captores diziam: “Vamos, cantem para nós uma canção de Sião”. Como podemos cantar? Esse é o olhar objetivo sobre a situação. Termina mal.
Ou podemos olhar como um sacerdote, de uma perspectiva subjetiva. De repente, percebemos que os reis nos decepcionaram. O que fazemos agora? É aqui que vemos pessoas procurando o Messias. Quem nos salvará? Quem nos salvará dessas coisas?
Quando nos vemos como realmente somos, o que procuramos? Procuramos um Salvador. Vemos isso em Reis.
Também temos a perspectiva profética. No final de cada profeta que lemos, há algo de esperança. Há esperança de restauração.
Em Isaías 43:4-6, o Senhor diz:
Visto que foste precioso aos Meus olhos, e digno de honra, e Eu te amei;
darei homens por ti e os povos, pela tua vida.
Não temas, pois, porque estou contigo:
trarei a tua descendência desde o Oriente
e te ajuntarei desde o Ocidente.
Direi ao Norte: entrega;
e ao Sul: não retenhas;
trazei Meus filhos de longe
e Minhas filhas, das extremidades da terra.
Há esperança de sermos restaurados àquele relacionamento — não apenas ao relacionamento, mas ao propósito que Deus sempre quis que Seu povo tivesse.
O desfecho de tudo isso, com o retorno deles e tudo o mais, é como os Cânticos de Romagem. Se vocês os lerem, verão que começam em um lugar ruim, mas terminam em um lugar bom. Todos os passos ao longo do caminho são bons.
Creio que o objetivo do Espírito para nós, ao estudarmos Reis, está resumido em Salmos 84:5-7:
Bem-aventurado o homem cuja força está em Ti,
em cujo coração se encontram os caminhos para Sião.
Passando pelo vale de Baca, fazem dele um manancial;
de bênçãos o cobre a primeira chuva.
Vão indo de força em força;
cada um deles aparece diante de Deus em Sião.
Essa é a esperança que nasce do estudo da Palavra. De repente, forma-se em nosso coração o caminho para Sião — um caminho de volta a Deus, um caminho para onde Deus cumpre tudo o que sempre desejou cumprir em Seu povo.
É isso que queremos ver em Reis. Queremos ter esse coração, nosso coração renovado dessa maneira. Não queremos desanimar, dizendo: “Ah, isso termina mal”.
Sim, logo de início podemos dizer que termina mal, mas as Escrituras não terminam em 2 Reis 25. Elas prosseguem para Esdras, Neemias e Ester. Depois, prosseguem para João Batista e para o nascimento de Cristo. Depois, prosseguem para a crucificação, a ressurreição, a volta do Senhor e nossa permanência com Ele para sempre.
Quero mostrar alguns dos recursos que teremos e disponibilizaremos, além de um site onde publicaremos algumas perguntas.
Talvez, antes de tudo, eu queira apenas mencionar que a glória de Deus é encobrir uma coisa, e a glória dos reis é investigá-la. Isso está em Provérbios 25:2.
A glória de Deus é encobrir as coisas;
mas a glória dos reis é esquadrinhá-las.
Este é um princípio verdadeiro: o Senhor esconde coisas de nós de propósito, e isso é glorioso. Há tantas riquezas insondáveis e inesgotáveis de Cristo para descobrirmos por toda a eternidade.
Isso também se aplica à Bíblia e às Escrituras. É algo glorioso quando lemos uma passagem pela centésima vez e parece que nunca a havíamos lido antes. De repente, tudo faz sentido.
Seja uma luz de revelação, seja uma convicção que nos penetra o coração, é glorioso. O Senhor escondeu muitas coisas e, como disseram antes, essa parte das Escrituras parece ser a mais bem escondida de nós.
Nossos irmãos já mencionaram isso, mas lembro-me de tentar ler a Bíblia inteira fielmente. Esta é a época do ano em que muitos de nós renovamos nossos planos de leitura bíblica, o que é bom. Acho saudável ler a Bíblia inteira para ter uma visão geral de tudo — uma visão panorâmica das Escrituras.
Mas precisamos perseverar em algumas passagens. Todos sabemos que pode ser um pouco difícil em Levítico, em outros lugares ou até em Êxodo, quando há muitos detalhes. Mas posso dizer, com certeza, que é quando chego aos reis depois de Salomão que fico mais perdido.
Quando chego aos profetas, não sei ao certo a quem Ezequiel está falando. Na segunda metade de Isaías, sinto como se estivesse de repente no Novo Testamento. Mas, no início de Isaías, fico perdido. Com outros profetas, pergunto: “Por que Deus está irado? O que está acontecendo? Por que importa que isso seja no tempo de Uzias? Quem é Uzias?”
Já fiquei tão perdido ao ler as Escrituras, e descobri que isso acontece de propósito.
É como a comida. Desde bem pequenos, conseguimos mastigar alguns alimentos — aquelas papinhas de bebê. Mas, com o tempo, aparecem alimentos que ficam presos nos dentes, e precisamos ter dentes. Há um preço a pagar para comer certos tipos de alimento, como um bife e coisas assim.
Com a Bíblia, às vezes precisamos investigar alguma coisa. Mas é algo glorioso quando buscamos e encontramos algo do Senhor.
Isso significa dedicar um pouco mais de tempo, fazer um esforço extra. Mas, à medida que essas buscas vão se acumulando, novas coisas começam a fazer sentido — coisas que não poderiam ter feito sentido sem um pouco mais de suor e de tempo, sem algumas pausas extras para dizer: “Espere um pouco”.
Se estou fazendo minha leitura bíblica e tenho apenas um tempo limitado no dia, tentando ler meus três ou quatro capítulos, aceito não compreender metade do que leio — ou boa parte do que leio.
Talvez eu compreenda um parágrafo, e o Senhor me edifique. Gradualmente, vou entendendo cada vez mais por meio das mensagens que ouço e da leitura. Então, na décima vez, penso: “Ah, agora vejo o que está acontecendo”.
Mas algumas dessas coisas nunca fazem sentido de verdade até que façamos um estudo um pouco mais aprofundado. É isso que esperamos fazer.
Não esperamos que vocês sejam edificados apenas nessas sextas-feiras livres. Pensamos também nos anos que virão, quando estivermos lendo as Escrituras, para que possamos nos sentar, ler um profeta e dizer: “Certo, sei onde estou. Sei com quem ele está falando e consigo perceber o coração por trás daquela voz. Consigo compreender o que estou lendo”.
Mais tarde, ao lermos as Escrituras, mesmo de maneira mais rápida, conseguiremos acompanhar e não ficar tão completamente perdidos. Às vezes, como foi mencionado, a edificação vem depois. Estamos em outra situação, meditando na Palavra, e nos lembramos de alguma coisa.
Queremos guardar algumas coisas no coração.
Quero mencionar algumas das coisas que causam confusão — e nos deixar ainda mais confusos, para que todos apareçam nas sextas-feiras à noite. Não, espero que isso não pareça uma propaganda. Só precisamos explicar o que estamos fazendo.
Conhecemos Saul, Davi e Salomão. Esse período é chamado de Reino Unido, o que simplesmente significa que havia um único povo de Deus unido, os israelitas.
Talvez a maioria das pessoas nesta sala entenda isso, mas, para aqueles que são como eu era nos primeiros cinco anos da minha vida cristã, eu nunca entendia o que estava acontecendo. Depois de Salomão, tudo se dividiu.
De um lado, temos Roboão; do outro, Jeroboão. Lembro-me de ler esses nomes e simplesmente não me importar com quem era quem. Eu só estava tentando avançar na leitura, e estava perdido.
Basicamente, Roboão pertence à linhagem de Davi, e Jeroboão não. Com a morte de Salomão, quando seu filho deveria assumir, o reino se dividiu.
Então, temos esses dois reinos seguindo em paralelo. Talvez vocês se lembrem do momento em que entenderam: “Certo, nos livros de Reis há dois reinos separados”.
Mas então chegamos a um ponto que era muito confuso para mim. Temos Roboão, o rei Asa, Josafá e, depois, Jeorão, ou Jorão, de um lado. Logo depois dele vem Acazias. Quase ao mesmo tempo, temos Jorão, ou Jeorão, do outro lado, e antes dele havia Acazias.
Vocês conseguem distinguir quem é quem ao ler essas passagens? De um lado está Jorão, às vezes chamado de Jeorão; do outro está Jeorão, às vezes chamado de Jorão. Depois de Jorão vem Acazias, por pouco tempo, mas há outro Acazias que veio imediatamente antes de Jorão do outro lado.
Já fiquei muito perdido com isso. Certa vez, estava frustrado, tinha um tempo extra e comecei a ler essas passagens. Anotei cada rei, tentei separá-los em duas colunas, registrei seus períodos de reinado e procurei comparar tudo com Crônicas.
Esse foi o começo de desfazer um pouco da confusão e de realmente me importar com o que aconteceu com aquelas pessoas. Creio que esse é o tipo de coisa em que podemos ajudar uns aos outros, para compreender um pouco melhor.
Sempre conhecemos algo sobre Elias e Eliseu. Vocês sabiam que eles atuavam no reino do norte, e não no reino do sul? No sul é onde está o templo, onde está a linhagem de Davi e onde há alguns reis bons. No norte, não havia tantos reis bons — talvez nenhum.
Outro ponto que causa confusão aparece no final da sequência dos reis do sul: Jeoaquim e Joaquim. Quando lemos esses nomes, todos podem parecer confusos, porque não são nomes comuns nos Estados Unidos. Mas creio que, à medida que estudarmos juntos, os próprios nomes passarão a ter um significado para nós, como acontece com Josias e Ezequias.
Teremos um quadro disponível. Essa pequena folha pode caber dentro de uma Bíblia, de uma Bíblia de estudo ou ficar ao lado do seu caderno. Ela contém a linha do tempo.
Vocês podem ver Salomão e, depois, a divisão do reino entre norte e sul. Ela percorre os reis, apresenta seus anos de reinado e suas datas e mostra quem governava ao mesmo tempo. É uma longa linha do tempo que vai até o final.
Também há mapas. O reino do sul inclui Jerusalém e Benjamim, enquanto o reino do norte inclui as outras tribos. Essas dez tribos, sem contar a tribo de Levi, estavam no norte e foram levadas antes do reino do sul.
Sei que isso já foi mencionado em mensagens, e provavelmente muitos de nós sabemos disso. Mas lembrem-se de que nem sempre souberam, e lembrem-se de que alguns de nós nesta sala estão completamente perdidos. Na verdade, todos nós ainda estamos um pouco perdidos em algumas áreas.
Essas dez tribos foram levadas primeiro pelos assírios. Sua maldade era maior, e elas foram levadas antes. Mais tarde, os babilônios levaram a parte sul do reino — Judá e Benjamim, com alguns levitas que estavam ali.
É por isso que hoje costumamos chamar o povo de Israel de judeus, por causa de Judá. As outras dez tribos foram tão assimiladas que é difícil descobrir para onde todas foram. Há várias descobertas e testes de DNA, mas, basicamente, muita coisa se perdeu. Ainda assim, o povo de Deus, o remanescente, retornou.
Gosto muito de mapas e quadros. Gosto de ver a localização geográfica de alguma coisa, não apenas porque isso me ajudará espiritualmente, mas porque ajuda minha memória.
Quando sei que a Babilônia fica ali, junto ao rio Eufrates, isso me ajuda a associar as coisas de determinada maneira. Então, espiritualmente, às vezes encontramos algo na Bíblia em que o rio Eufrates realmente importa. Há uma Babilônia espiritual, e há algo relacionado a passar para o outro lado do rio — não como aqui em Richmond, mas na Bíblia.
Há algo nisso. Abraão atravessou, e assim por diante. Algumas dessas anotações de estudo bíblico, bem coisa de nerd, acabam se conectando a algo maravilhoso.
Por exemplo, um irmão pregou aqui, há muito tempo, sobre Enoque e Matusalém. Li isso na série Deus falou e achei excelente. Também vi em outros livros: Matusalém morreu no ano em que aconteceu o dilúvio.
Não conseguimos descobrir isso em nosso plano habitual de leitura de quatro capítulos por dia. Precisamos nos sentar ao ler “fulano gerou fulano”, organizar essas pessoas em um quadro, observar como as datas se encaixam e conectar tudo.
É realmente maravilhoso. Quando entramos nos detalhes, às vezes encontramos tesouros gloriosos do Senhor.
Esse é o nosso desejo: queremos investigar e encontrar mais de Cristo. Queremos entrar nessa glória em que o Senhor escondeu coisas para encontrarmos nesses reis e profetas.
Essas são coisas de Cristo. Aquilo que o Senhor esconde é o tesouro de Seu Filho. Todas essas coisas foram escritas com um propósito. Não são mera história, meros detalhes ou coisas que podemos simplesmente pular.
É útil encorajarmos uns aos outros. Às vezes, realmente não temos vontade de estudar, mas o fato de fazermos isso com outras pessoas ajuda. Também ajuda poder apresentar perguntas.
Temos um site onde publicaremos perguntas, e enviaremos um e-mail a respeito. O endereço é thetimeofthekings.com.
No primeiro estudo, vamos abordar os onze primeiros capítulos. Normalmente, não estudaremos tantos capítulos; cobriremos uma seção menor. Se vocês não conseguirem ler os onze capítulos, tudo bem. Como o irmão Mac disse, talvez possam ler os dois primeiros ou os últimos capítulos.
O site apresenta a leitura e algumas perguntas. Por exemplo: por que houve conflito em torno da ascensão de Salomão ao trono? O que causou o declínio de Salomão? Como começa a história de Jeroboão?
Jeroboão é importante ao longo de todo o livro de Reis. Uma das expressões recorrentes fala de andar nos pecados ou nos caminhos de Jeroboão.
Queremos trazer algumas de nossas próprias anotações de leitura e estudo, coisas para compartilhar e quaisquer perguntas que tenhamos.
Também há um espaço no site para enviar perguntas anonimamente. Está escrito “Submit Questions”, isto é, “Enviar perguntas”, e vocês podem digitar algo ali. Se houver alguma coisa que queiram perguntar — “Podemos conversar sobre isto?” ou “Podemos falar sobre a pedra que tem o nome do rei Onri?” —, podem colocar ali de forma anônima, a menos que acrescentem o nome.
Se vocês forem realmente alérgicos a sites e computadores, provavelmente poderão escrever alguma coisa em um papel, colocá-lo na caixa lá atrás e, mais cedo ou mais tarde, por meio de pombos-correio, ele chegará até nós.
Acima de tudo, eu queria apenas nos encorajar. Todos queremos encorajar uns aos outros, lembrando que somos o povo de Deus. Somos chamados como reis e sacerdotes, e é algo glorioso para um rei investigar uma coisa de Deus — as coisas que Deus escondeu em Sua Palavra.
Há uma espécie de fome em nosso coração. Mesmo quando estamos lendo a Bíblia, temos aquele sentimento: “Ah, algum dia quero investigar isso. Há alguma coisa escondida ali que preciso examinar”.
Há esse desejo, produzido pelo Espírito Santo dentro de nós, de investigar as coisas ocultas de Deus.
Sei que muitos de nós estamos fazendo vários estudos, lendo a Bíblia inteira e dedicando tempo à Palavra. Assim como nos reunimos nas noites de sexta-feira para ter comunhão em torno de 1 Coríntios, também queremos encorajá-los, se puderem participar — não como algo pesado, um fardo ou uma cobrança, mas como um convite alegre e feliz —: vamos investigar, buscar e encontrar o Senhor juntos.
Teremos esses encontros nas sextas-feiras livres.
Só quero acrescentar que nem todos nós somos tão nerds, a ponto de gostarmos de fazer quadros e tabelas. Mas alguns são, e alguns de nós serão beneficiados pelo trabalho que outros fizerem nesse sentido.
Não pensem: “Ah, preciso fazer isto, aquilo e mais aquilo”. Há pessoas que adorariam fazer esse tipo de coisa. Há outras que gostam de pensar nesses pequenos detalhes.
Viemos com o que temos. Não estamos dizendo que todos precisam fazer isto, aquilo ou mais alguma coisa. Leiam a Palavra, venham com aquilo que leram, olhem para as perguntas e venham compartilhar juntos.
Na verdade, não estamos fazendo nossos próprios quadros. Estamos pegando emprestado deste aqui. Então, vocês nem precisam ser tão nerds. Vamos apenas procurar aprender uns com os outros e nos ajudar mutuamente.
Muito bem, vamos orar juntos.
Senhor, nós Te adoramos juntos. Vemos como é glorioso que tenhas escondido as riquezas de Cristo, até mesmo na Palavra de Deus.
Senhor, o desejo do nosso coração é encontrar-Te, estar Contigo e descobrir mais de Ti. Oramos para que, ao termos comunhão uns com os outros e ao começarem esses encontros nas noites de sexta-feira, possamos encontrar-Te.
Que possamos encorajar uns aos outros, buscar juntos Tua face e examinar Tua Palavra para encontrar a Ti mesmo. Em nome de Jesus, amém.