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THAT THE WORD OF THE LORD MAY RUN AND BE GLORIFIED
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    A Family Serving The Purpose Of God © 2026 Christian Testimony Ministry
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    A Family Serving The Purpose Of God
    A Family Serving The Purpose Of God
    Graham, Mac

    A Família como Testemunho de Deus

    Muito bem. Bom dia. Gostaria que começássemos abrindo no primeiro capítulo da Bíblia: Gênesis 1:26-28.

    E disse Deus: “Façamos o homem à Nossa imagem, conforme a Nossa semelhança; e domine ele sobre os peixes do mar, sobre o gado, sobre toda a terra e sobre todo animal que rasteja sobre a terra”.

    E criou Deus o homem à Sua própria imagem; à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou.

    E Deus os abençoou; e Deus lhes disse: “Frutificai e multiplicai-vos, enchei a terra e sujeitai-a; dominai sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu e sobre todo ser vivente que se move sobre a terra”.

    Agora, mais alguns versículos de Êxodo. Êxodo 10. Esta é a penúltima praga. Êxodo 10:21.

    E o Senhor disse a Moisés: “Estende a tua mão para o céu, para que haja trevas sobre a terra do Egito, trevas que se possam apalpar”.

    Então Moisés estendeu a mão para o céu, e houve densas trevas em toda a terra do Egito por três dias.

    Não viam uns aos outros, e ninguém se levantou do seu lugar por três dias; mas todos os filhos de Israel tinham luz em suas habitações.

    E, por fim, em Efésios 3. Esta é a segunda oração de Paulo nesta carta, começando em Efésios 3:14.

    Por esta razão, dobro os meus joelhos perante o Pai, de Quem toda família nos céus e na terra recebe o nome, para que, segundo as riquezas da Sua glória, vos conceda serdes fortalecidos com poder por meio do Seu Espírito no homem interior;

    para que Cristo habite em vossos corações pela fé; e para que, estando arraigados e fundamentados em amor, possais compreender, com todos os santos, qual seja a largura, o comprimento, a altura e a profundidade,

    e conhecer o amor de Cristo, que excede todo conhecimento, para que sejais cheios de toda a plenitude de Deus.

    Vamos orar.

    Senhor, somos tão gratos por termos este privilégio de nos reunir ao redor da Tua mesa. Senhor, como nossos irmãos compartilharam durante a Ceia, por causa daquele acontecimento, o maior de toda a história, podemos estar na Tua presença.

    Estamos aqui hoje e já fomos abençoados. Viemos nos lembrar de Ti, mas Tu nos abençoaste, e Te agradecemos por isso. Senhor, também somos gratos porque não nos deixaste sozinhos. Tu nos deste o Espírito Santo. Tu nos deste a Tua Palavra.

    Nós nos oferecemos a Ti, Senhor, para que o Teu Espírito tenha grande liberdade em todos os nossos corações e em nossas vidas, para usar a própria Palavra de Deus para penetrar, para realizar essa divisão entre alma e espírito.

    Reconhecemos que os dias em que vivemos são estes últimos dias. Ninguém precisa falar da maldade destes dias. Há uma intensidade nela. Às vezes, há uma escuridão que podemos até sentir. Mas, Senhor, somos gratos porque podemos olhar para o alto. Podemos ver a Ti.

    Ao nos achegarmos à Tua Palavra hoje, Senhor, fixamos nossos olhos em Ti. Nós nos oferecemos a Ti, para que tenhas plena liberdade de trabalhar na vida de cada um de nós. Em nome de Jesus, amém.

    O Propósito de Deus para a Família

    Tenho observado recentemente que o Senhor tem falado conosco, como assembleia, e compartilhado diversos encargos a respeito da família. Algumas semanas atrás, Roger compartilhou sobre os filhos de Israel, falando das famílias ali. Antes disso, nosso irmão Tak compartilhou sobre as famílias de geração em geração.

    Recentemente, também, em uma reunião aberta de oração, uma irmã mencionou a necessidade de orar pelas famílias. Temos orado pelas famílias várias vezes. Não creio que nenhum de nós precise ser convencido de que há uma grande batalha pela família hoje. Nós a vemos, estamos envolvidos nela e sentimos a intensidade dessa batalha.

    Sabemos que, por causa dessa batalha, há algo de crucial na família que é o foco do ataque do inimigo. É triste ver que, mesmo entre os crentes hoje, há separações e divórcios nas famílias. Dizemos que há uma batalha pela família, mas, às vezes, há uma batalha dentro da família que também precisamos enfrentar. Louvado seja Deus, Ele abriu um caminho.

    Nesta manhã, eu gostaria de voltar a considerar a questão da família: o propósito de Deus para a família, a batalha de Deus pela família e como podemos ser encorajados e preparados para permanecer como o testemunho de Deus nestes dias.

    Foi por isso que voltamos e lemos aqueles versículos de Gênesis 1. Quando estamos considerando algum assunto, é sempre bom voltar e examinar sua primeira menção. Ao examinarmos essa primeira menção em Gênesis 1:26-28, vemos que esse pensamento da família não veio do homem.

    Não foi como se duas pessoas estivessem nesta terra e dissessem: “Ei, vamos formar uma família”. A família estava no coração de Deus desde a eternidade passada. Era algo que Ele desejava — não algo que veio do homem, nem uma ideia que surgiu depois. A própria origem da família veio do coração de Deus.

    Vemos como a família surgiu: Deus teve comunhão em Si mesmo e disse:

    “Façamos o homem à Nossa imagem”.

    A motivação para a família veio de um desejo e de um coração de amor. Havia um propósito na família. Deus queria ter uma noiva, uma companheira eterna para o Seu Filho.

    Assim, a própria origem e o pensamento por trás da família eram o amor. Quando vemos a família de Deus, essa deve ser a característica das famílias: o amor de Deus sendo expresso de muitas maneiras diferentes.

    Também observamos que, desde o princípio, a própria natureza da família era coletiva. Ele disse:

    “Façamos […] homem e mulher”.

    Esses dois cooperadores juntos — Deus tinha um propósito para eles. Homem e mulher trabalhando juntos para realizar o Seu propósito. Nenhum dos dois é completo sem o outro.

    Esse propósito era derrotar o inimigo nestes dias, cumprir o Seu propósito eterno, trazer o Seu reino e preparar aquela noiva. Há um alvo e um propósito em vista. Não estamos aqui apenas para nós mesmos.

    Louvado seja Deus, quando estamos na família, há muitas bênçãos; mas isso vai muito além de nós. Não se trata apenas de nós. À medida que Ele nos encoraja nessa questão da família, vemos que há um chamado sobre ela.

    O que eles deveriam fazer? Deveriam ser produtivos. Deveriam ser frutíferos. Isso vai muito além do aspecto físico; é espiritual. Há um crescimento espiritual e uma frutificação espiritual que Deus deseja da família.

    Eles também deveriam prevalecer e sujeitar, estando atentos às estratégias do inimigo, para que a vontade de Deus fosse feita nesta terra como é feita no céu. A família deve exercer domínio, exercer poder e permanecer como um testemunho de Deus nesta terra.

    Louvado seja Deus, estamos aqui com um propósito, e Ele está nos chamando a participar disso para cumpri-lo de maneira gloriosa. Há também o cuidado do jardim, o cultivo e a guarda dele, sendo esse muro de proteção.

    Sabemos que a primeira família não foi um muro muito bom, porque o inimigo conseguiu entrar, e houve a queda. Mas a família deve ser esse muro de proteção.

    A Árvore da Vida e a Frutificação Espiritual

    Agora, como eles deveriam realizar tudo isso? Apenas pelo fato de Adão e Eva terem sido criados? Eram capazes de realizar isso por si mesmos? Eles receberam instrução. Receberam encorajamento.

    O Senhor disse:

    “Podes comer de qualquer árvore do jardim, exceto da árvore do conhecimento do bem e do mal”.

    Na verdade, Ele os estava direcionando para a árvore da vida. Deveriam comer da árvore da vida e se alimentar dela. Isso lhes daria poder do alto para realizar o Seu propósito.

    Mas, infelizmente, sabemos que eles comeram da árvore do conhecimento do bem e do mal. Essa árvore fala dos padrões do mundo. Fala do eu. Fala de lidar com as coisas por nós mesmos.

    Essa escolha entre as árvores das quais nos alimentamos continua sendo uma escolha hoje. Estamos nos alimentando de Cristo, essa Árvore da Vida? Ou estamos nos alimentando da árvore do conhecimento do bem e do mal?

    Há muito conhecimento bom por aí, muitas coisas supostamente úteis, mas isso não tem valor eterno, porque alimenta o nosso eu. Não realiza o Seu propósito. Somos confrontados com essa escolha todos os dias da nossa vida.

    A Família no Propósito Coletivo de Deus

    Ao lermos aqueles versículos de Efésios 3, vemos como a família está intimamente envolvida na realização do propósito de Deus. Ele diz:

    “Toda família nos céus e na terra recebe o nome”

    Dele. Tudo isso tem um propósito.

    Como diz Salmos 107:41, Ele faz as famílias como um rebanho. Ele não quer que sejamos um grande conjunto de famílias individuais; Ele nos reúne. Quer que nós, como essas famílias, sejamos como um rebanho — a família de Deus e o testemunho de Deus —, não apenas um agrupamento de famílias individuais.

    Como muitos já compartilharam, as famílias são os elementos básicos da construção da igreja. À medida que essas famílias funcionam juntas, a igreja é edificada. As famílias são, de fato, a unidade básica de atuação de Deus.

    É interessante observar a história de Israel. Deus sempre desejou que houvesse essa expressão coletiva da Sua vida entre o Seu povo. Quando saíram do Egito naquele grande êxodo, saíram por famílias.

    Quando foram contados no livro de Números, como foram contados? Não foi apenas por agrupamentos: “Este é o grupo que mora nesta região, e este é o grupo que mora naquela região”. Foram contados por famílias.

    Quando Davi estava se preparando para estabelecer o reino, e as pessoas se reuniam a ele para estabelecer esse reino, como o Espírito Santo as registrou? Não disse apenas: “Estes são os que carregam lanças, e estes são os que carregam espadas”. Não, eles vieram por famílias.

    Tivemos até uma conferência sobre os filhos de Issacar. Ao examinar Crônicas, vemos que eles estão relacionados ali por famílias. O Senhor está nos transmitindo uma mensagem. Está nos mostrando a importância de como Ele deseja que as famílias estejam juntas, servindo ao Seu propósito e levando as pessoas a uma compreensão mais ampla do Seu coração e do Seu propósito.

    A Batalha pela Família de Deus

    Quanto mais vemos do coração e do propósito de Deus para a família, mais começamos a entender a intensidade da batalha em que estamos. Pela própria intensidade dessa batalha, deveríamos perceber a importância da família.

    A batalha pela família vai muito além das famílias individuais. É uma batalha pela família de Deus. É uma batalha pelo testemunho de Jesus. Esse é o alvo.

    Nós não somos o alvo. Podemos ser instrumentos usados aqui e ali, mas, à medida que essa batalha se intensifica, é o testemunho de Jesus — o coração de Deus e o propósito de Deus — que realmente está sendo atacado.

    É triste perceber hoje, quando olhamos para o testemunho do Senhor, que estamos em uma condição enfraquecida. Às vezes, isso pode ser desanimador. Pode nos fazer perder o ânimo. Pode nos fazer desfalecer.

    Mas Deus diz: “Olhem para o alto. A nossa salvação se aproxima”. Louvado seja Deus, essa é a nossa esperança, irmãos e irmãs, em meio a estes dias.

    Lemos aqueles versículos de Êxodo 10: embora tudo o mais estivesse escuro, havia luz nas habitações dos filhos de Israel. Aquela pequena expressão anterior diz que as trevas podiam ser apalpadas.

    Às vezes, quando estamos em meio à escuridão, quando há maldade ao redor, é impressionante como podemos sentir as trevas. Temos uma percepção de como tudo está escuro. Essa era a situação deles naquele momento. Mas, louvado seja Deus, havia luz em suas habitações.

    A Luz nas Habitações

    Gosto muito dessa expressão, “luz nas habitações”, porque, até aqui, tenho falado sobre família. Quando falamos de família, muitas vezes pensamos automaticamente em uma única configuração: isto é uma família. Mas, se pensarmos em luz nas habitações de maneira mais ampla, o que são famílias?

    Creio que a família assume diversas formas nas diferentes fases da vida. Louvado seja Deus, temos algumas irmãs que moram juntas e alguns irmãos que moram juntos. Oramos para que haja luz em suas habitações.

    Para mim, havia uma bela família no Novo Testamento: Maria, Marta e Lázaro. Que preciosidade. Às vezes, temos irmãos solteiros e irmãs solteiras — luz em suas habitações. Às vezes, temos recém-casados — luz em suas habitações.

    Às vezes, uma família tem filhos pequenos. Às vezes, os filhos já saíram de casa. Às vezes, somos viúvas, viúvos ou divorciados. Seja qual for a situação, o alvo é que haja luz na habitação.

    O Seu propósito e o Seu desejo são os mesmos para cada um: onde quer que estejamos, o Senhor deseja que a luz da Sua vida se manifeste. Seja qual for a fase da vida em que nos encontremos, isso não diz respeito apenas ao que poderíamos classificar como uma família convencional — mãe, pai e filhos.

    Isso inclui todos. Somos a família de Deus, e é isso que Ele busca. Há uma grande batalha por isso. Estamos dando ao Senhor a oportunidade de fazer essa luz brilhar em nossas famílias, em nossas habitações?

    Estamos recuperando práticas como os momentos devocionais, a oração, a comunhão e a adoração — aqueles momentos íntimos juntos na presença do Senhor —, para que a luz da Sua vida realmente se manifeste?

    As famílias não serão fortes se a Sua vida não for restaurada em nosso meio. Ouçam o que estou dizendo: apenas vir às reuniões não é suficiente. Isso pode acontecer uma vez por semana, ou talvez duas ou três vezes por semana. Louvado seja Deus por essas oportunidades, mas isso não é suficiente.

    Precisamos nos alimentar Dele diariamente. É necessário que, a cada dia, esse óleo do Espírito Santo seja derramado em nossos lares e em nossas vidas, para que a luz brilhe de maneira mais plena e mais intensa.

    Sabemos que a vida moderna é totalmente contrária à família, quando a vemos da perspectiva de Deus. Mas precisamos que a Sua luz e a Sua vida realmente resplandeçam.

    O Testemunho de Joiada e Jeoseba

    Hoje, gostaria de considerar uma família do Antigo Testamento. Eles viveram em alguns dos tempos mais sombrios do Antigo Testamento, mas permaneceram firmes pelo testemunho do Senhor.

    Quando falamos de famílias, às vezes podemos olhar para nossas próprias famílias e nos sentir condenados. Acho que todos sentem, em algum momento, que falharam em sua família. Mas, louvado seja Deus, não somos os juízes disso.

    Ao voltarmos para Ele, Ele diz que hoje é o dia. Podemos ouvir a Sua voz. Podemos ser encorajados. Podemos nos levantar. Podemos prosseguir. Podemos deixar o passado para trás e permitir que Ele entre com um novo frescor de vida e traga restauração ao nosso interior.

    Todos cometemos erros. Todos falhamos em diversos momentos, mas louvado seja Deus pelo sangue do Cordeiro. Louvado seja Deus pelo bálsamo curador desse óleo precioso que vem até nós.

    Talvez tenhamos permitido que os gafanhotos devorassem nossas famílias, deixando-as despojadas e nuas, mas Ele pode restaurar o que o gafanhoto consumiu. Há grande esperança Nele. É isso que queremos ver hoje: a esperança que temos para as famílias de Deus, a esperança que temos em nosso Senhor Jesus Cristo.

    Queremos ser encorajados por essa família que, como eu disse, permaneceu firme pelo testemunho de Deus durante um dos tempos mais sombrios da história de Israel.

    O Declínio de Judá

    Se recordarmos brevemente a história de Israel, sabemos como Israel alcançou seu apogeu sob Davi e Salomão. O templo foi construído, o reino estava unido, e a glória do Senhor apareceu ali. Foi um verdadeiro apogeu.

    Mas, tragicamente, por causa dos pecados de Salomão, após a sua morte o reino foi dividido entre o reino do norte, as dez tribos de Israel, e o reino do sul, as duas tribos de Judá e Benjamim.

    Embora o Senhor tenha enviado profetas ao reino do norte e estendido a mão a eles muitas vezes, nunca houve uma resposta ao Senhor. Em cerca de duzentos anos, foram levados cativos pelos assírios.

    O reino do sul, felizmente, teve períodos de avivamento, mas, infelizmente, depois disso voltava a cair. Havia avanços e retrocessos. Tragicamente, depois de aproximadamente trezentos anos, foram levados cativos pela Babilônia.

    Após a morte de Salomão, quando seu filho Roboão reinou, o reino foi dividido. Houve alguns reis maus, e então o Senhor levantou Asa e Josafá. Houve um avivamento durante algum tempo.

    Mas, infelizmente, durante o reinado de Josafá, ele permitiu que seu filho Jeorão se casasse com Atalia. Atalia era filha de Acabe e Jezabel, da nação de Israel.

    Quando se menciona o nome Jezabel, ele diz muita coisa. Quando falamos de Jezabel, estamos falando de muito mais do que uma pessoa ou uma mulher. Estamos falando de um espírito contrário a tudo o que Deus deseja.

    O espírito de Jezabel ataca incessantemente tudo o que Deus busca e procura realizar. É isso que vemos em Jezabel.

    Nunca conheci alguém que tivesse dado à filha o nome Jezabel. Talvez alguém tenha feito isso por desconhecimento, mas não ouvimos falar de muitas Jezabéis. Temos alguns professores aqui — não sei se alguma vez tiveram uma aluna chamada Jezabel.

    Mas vemos como esse nome, mesmo no mundo, carrega um estigma. De alguma maneira, por meio de uma aliança política, Josafá permitiu que seu filho se casasse com a filha de Jezabel, e isso teve um efeito imediato.

    Vamos voltar a 2 Crônicas 21. Depois que Josafá morreu e seu filho Jeorão se tornou rei, vemos a influência de Atalia sobre ele.

    Jeorão andou nos caminhos dos reis de Israel, como fizera a casa de Acabe, pois a filha de Acabe era sua mulher; e fez o que era mau aos olhos do Senhor.
    — 2 Crônicas 21:6

    Vemos aqui a influência que um marido ou uma esposa pode exercer sobre uma família. Podemos encorajar uns aos outros de maneiras boas e positivas, ou de maneiras negativas. Marido e esposa exercem uma influência direta um sobre o outro.

    Atalia exerceu grande influência sobre Jeorão, porque ela não seguia o Senhor. Era adoradora de Baal e levou aquela família à ruína. Por causa disso, o Senhor o feriu com uma enfermidade. Não entraremos nos detalhes repulsivos de como ele morreu, mas seu filho Acazias foi levantado.

    No capítulo seguinte, 2 Crônicas 22, Acazias foi feito rei. Mas vemos como esse mal continuou.

    Ele também andou nos caminhos da casa de Acabe, pois sua mãe o aconselhava a praticar a maldade.

    Fez o que era mau aos olhos do Senhor.
    — 2 Crônicas 22:3-4

    Vemos a condição espiritual de Judá se tornando cada vez mais sombria. Acazias foi tão mau que acabou sendo morto. Nesse momento, sua mãe Atalia, filha de Jezabel, assumiu o governo do reino do sul, Judá.

    Como dissemos, esse era o espírito de alguém que se opunha a tudo o que era do Senhor. A primeira coisa que ela fez foi começar a matar todos os descendentes da família real.

    Agora, lembrem-se de quem ela estava matando: seus filhos e netos. Não eram pessoas que ela não conhecia. Isso mostra a maldade daquele tempo, a perversidade e as trevas em que Judá havia caído.

    Era um momento desolador. Exteriormente, parecia que a promessa de Deus a Davi havia falhado. Deus havia prometido a Davi que um de seus descendentes sempre estaria no trono. Louvamos ao Senhor porque o Messias veio dessa descendência de Davi, mas Atalia estava no trono.

    Exteriormente, a situação parecia sem esperança, como se Deus tivesse falhado. Se relacionarmos isso à nossa situação hoje, quando olhamos para a condição exterior da igreja, pode parecer que Deus falhou.

    Vemos tanta confusão. Vemos divisões, heresias, contendas, coisas centradas no homem, ministérios humanos, isto e aquilo. Pode parecer que Deus falhou.

    Mas, louvado seja Deus, Ele disse:

    “Edificarei a Minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela”.
    — Mateus 16:18

    Pode parecer, neste tempo de trevas, que a promessa falhou, mas Deus, por meio da Sua promessa, realizará aquilo que começou.

    É por isso que é tão vital que nós, como povo de Deus, compreendamos qual é o coração e o propósito de Deus. Se olharmos apenas para as aparências exteriores, podemos dizer: “Como Deus vai conseguir edificar a Sua igreja? Como essa igreja ficará sem mancha nem ruga? É um caos completo. Ele precisa começar de novo”.

    Mas, louvado seja Deus, Ele realizará aquilo que começou. Vemos a mesma coisa aqui no Antigo Testamento.

    A Coragem de Jeoseba

    Isso nos leva a essa querida família. No mais sombrio dos tempos, quando tudo parecia tão sem esperança e sem solução, eles não pensaram em si mesmos. Seu coração estava voltado ao propósito e aos interesses de Deus.

    É um belo testemunho de um marido, uma esposa e um filho servindo ao propósito de Deus, porque sabiam que a única esperança para Israel era que a descendência de Davi estivesse no trono.

    A única esperança que Judá, como aquele reino do sul, tinha era que a descendência de Davi estivesse naquele trono. Qual é a nossa esperança hoje? A nossa esperança hoje está em Cristo. Trata-se de olhar para o alto — não olhar de maneira natural, mas olhar para o alto e saber que Ele está realizando uma grande obra.

    Às vezes, exteriormente, pode parecer um fracasso, mas sabemos que, no final, Ele realizará tudo o que deseja.

    Essa família era Joiada, sua esposa Jeoseba e seu filho Zacarias. Fiquei um pouco confuso sobre como pronunciar o nome da esposa, então pesquisei no Google. Encontrei umas dez maneiras diferentes de pronunciá-lo, portanto não posso estar errado.

    Há muita liberdade e variedade na pronúncia desse nome. Na verdade, no livro de Reis o nome dela aparece escrito de outra maneira. Se eu o pronunciar de algumas maneiras diferentes hoje, me perdoem.

    Jeoseba nos é apresentada pela primeira vez em 2 Crônicas 22:10. Isso nos dá um vislumbre da situação de maldade em que essa família vivia.

    Quando Atalia, mãe de Acazias, viu que seu filho estava morto, levantou-se e destruiu toda a descendência real da casa de Judá.

    Mas Jeoseba, filha do rei, tomou Joás, filho de Acazias, e o retirou secretamente dentre os filhos do rei que estavam sendo mortos; e colocou a ele e à sua ama no quarto de dormir.

    Assim, Jeoseba, filha do rei Jeorão e mulher do sacerdote Joiada — pois era irmã de Acazias —, o escondeu de Atalia, para que ela não o matasse.

    E ele esteve escondido com eles na casa de Deus durante seis anos, enquanto Atalia reinava sobre a terra.
    — 2 Crônicas 22:10-12

    Para mim, esse é um testemunho precioso dessa mulher. Ela era filha de um rei, casada com o sumo sacerdote e, de fato, era tia desse Joás a quem salvou.

    Que ato de coragem. Ela viu tudo o que estava acontecendo ali, todas aquelas pessoas sendo mortas, e não estava pensando em sua própria vida. Havia visto de perto a perversidade de Atalia.

    Não havia garantia de que ela também não seria morta se fosse descoberta tentando fazer o que fez. Mas, como filha de um rei, irmã de um rei e esposa do sumo sacerdote, ela conhecia o coração de Deus.

    Conhecia a preciosa promessa que o Senhor havia feito a Davi, de que haveria um descendente de Davi no trono. Colocou os interesses de Deus acima dos seus próprios interesses e deu esse passo quando viu aquela atrocidade acontecendo diante dos seus olhos.

    Aquele encargo pela linhagem real, aquele encargo pelo testemunho, era maior do que qualquer consideração natural. Que influência piedosa essa esposa, essa mãe, essa querida irmã exerceu sobre a família e a nação.

    Ela não permitiu que as circunstâncias em que se encontrava, as circunstâncias às quais estava sujeita, interferissem no chamado de Deus para a sua vida.

    Muitas pessoas tinham ouvido falar da promessa que Deus fizera a Davi. Não era uma promessa obscura. O povo sabia que o Senhor havia prometido a Davi que haveria um descendente seu naquele trono. Não era algum mistério secreto e oculto.

    As pessoas conheciam o coração e o propósito de Deus. Mas o que havia de diferente nessa querida Jeoseba era que isso havia impactado a sua vida. Isso a levou a não amar a própria vida, mesmo diante da morte. Ela negou a si mesma, negou seu modo natural de pensar e se posicionou pelo coração de Deus. Agiu em favor dos interesses de Deus.

    Louvado seja Deus por isso. Muitos talvez pudessem falar sobre o assunto, mas ele não impactava suas vidas. Não faziam nada. Não se posicionavam pelo testemunho. Mas isso impactou a vida dela de tal maneira que lhe era mais valioso do que a própria vida.

    Preservar aquela descendência de Davi era tão precioso para ela. Irmãos e irmãs, dissemos que não havia garantia de sua segurança, mas ela assumiu esse risco.

    Ao ouvirmos sobre o propósito de Deus e o coração de Deus, isso tem impactado nossas vidas? Gostamos apenas de nos sentar e conversar sobre isso, talvez realizar uma ou duas conferências a respeito? Isso impacta nossas vidas, as decisões que tomamos, os relacionamentos que temos e a maneira como nos posicionamos pelo Senhor?

    Saber que Deus tem o propósito de edificar a Sua casa e ter um testemunho para o Seu Filho impacta nossas vidas? Ou amamos tanto a nós mesmos que estamos nos protegendo?

    Louvado seja Deus, essa Jeoseba havia sido conquistada de tal maneira que não se importava com o que lhe aconteceria. Estava do lado do Senhor. Há aquele antigo hino que diz: “Quem está do lado do Senhor?”. Bem, Jeoseba estava do lado do Senhor.

    Foi pela graça de Deus. Sabemos de tudo isso. Foi pela Sua graça que ela respondeu ao impacto que o propósito de Deus teve em sua vida.

    Joás Escondido na Casa de Deus

    Enquanto escondiam essa criança na casa de Deus durante aqueles seis anos, gosto muito de como 2 Crônicas 22:12 diz que ele:

    “Esteve escondido com eles na casa de Deus”.

    Ele estava escondido com eles — em comunhão e relacionamento.

    Eles não apenas o esconderam na casa de Deus. Joás, essa querida criança naquela idade de formação, estava escondido com eles. Podemos ter certeza de que, durante aquele tempo, eles derramavam no coração dele e plantavam ali a Palavra de Deus, para que conhecesse o chamado de Deus para a sua vida.

    Também gosto muito do fato de que a ama estava escondida ali com ele, cuidando dele — essa pessoa cujo nome não é mencionado. Essa ama também devia saber do perigo.

    De alguma maneira, ela também havia sido conquistada. Ou havia visto algo, ou tinha respeito por Jeoseba, ou conhecia alguma coisa do coração e do propósito de Deus. Ela também estava disposta a arriscar a própria vida por causa do testemunho de Deus.

    Ela não queria apenas permanecer confortável, ficar quieta e ter uma vidinha tranquila. Arriscou sua vida por causa do testemunho. Louvado seja Deus.

    O Fortalecimento de Joiada no Senhor

    Depois daqueles seis anos, à medida que Joás crescia, Joiada, o marido, começa a aparecer mais na história. Nós o vemos preparando o caminho para que Joás se torne rei.

    Se vocês olharem 2 Crônicas 23:1, gosto muito da primeira pequena expressão ali:

    “No sétimo ano, Joiada se fortaleceu”.

    Louvado seja Deus. Lembrem-se de que Davi se fortaleceu no Senhor. Joiada percebeu que havia chegado o momento. Percebeu que estava ali para um tempo como aquele. Fortaleceu-se no Senhor para se posicionar pelos interesses do Senhor.

    Reuniu outros ao seu redor. Fez uma aliança com eles para que colocassem Joás como rei.

    Que lição isso é para nós, irmãos, maridos e pais. Estamos nos mantendo fortes no Senhor? No dia de trevas, no dia em que tantas coisas estão acontecendo, qual é o nosso foco? Com o que estamos preocupados?

    Somos daqueles que se fortalecem no Senhor? Estamos levando nossas famílias à presença do Senhor? Estamos sendo sacerdotes em nossas próprias famílias, assumindo o lugar que nos cabe como maridos e pais, para assegurar que nossa família esteja servindo ao Seu propósito?

    Louvado seja Deus por esse Joiada. Por meio dele, Deus pôde realizar essa grande obra.

    A Restauração do Rei

    Finalmente, quando Joás completou sete anos de idade, foi trazido para fora. Ao longo de 2 Crônicas 23, vemos que ele foi ungido rei sobre todo Judá, e Atalia foi morta.

    Há um versículo maravilhoso no final, em 2 Crônicas 23:21:

    Todo o povo da terra se alegrou, e a cidade ficou tranquila, pois haviam matado Atalia à espada.
    — 2 Crônicas 23:21

    Louvado seja Deus. Havia alegria. Havia paz. Quando Deus tem a pessoa que escolheu em seu devido lugar, quando o coração das pessoas reconhece o Senhor, há alegria e paz.

    Quando o Senhor Jesus entra em nossas vidas e em nossas habitações, e essa luz está brilhando, há alegria e paz ali. Isso não elimina todos os problemas, mas, em meio aos problemas, há alegria, paz e segurança.

    Era isso que eles estavam experimentando novamente. A vida havia entrado — aquela vida que o Senhor buscava.

    Joás e Zacarias: A Necessidade da Fé Pessoal

    Joás assumiu o reinado. Em 2 Crônicas 24:1-2, há um breve resumo do seu governo.

    Joás tinha sete anos quando começou a reinar, e reinou quarenta anos em Jerusalém. O nome de sua mãe era Zíbia, de Berseba.

    E Joás fez o que era reto aos olhos do Senhor durante todos os dias do sacerdote Joiada.
    — 2 Crônicas 24:1-2

    Há essa pequena ressalva: ele fez o que era reto durante todos os dias do sacerdote Joiada. Ao continuar a leitura, vemos que, quando Joiada morreu, Joás imediatamente se afastou do Senhor. É realmente triste.

    Ele seguiu o caminho de um homem piedoso, mas nunca entrou no relacionamento com o Senhor que Joiada tinha. Essa é uma grande lição para nós.

    Podemos seguir pessoas piedosas. No contexto da família, uma esposa pode seguir um marido piedoso, um marido pode seguir uma esposa piedosa, e os filhos podem seguir pais piedosos. Em uma assembleia, podemos seguir irmãos e irmãs piedosos.

    Mas temos esse relacionamento pessoal com Ele, de modo que, quando aquela pessoa não estiver mais presente, possamos prosseguir? Joás não tinha isso.

    Depois que Joiada morreu, os jovens príncipes de Judá vieram a Joás e lhe disseram como ele era maravilhoso. Prostraram-se diante dele e o adoraram. Bajularam-no, e isso foi tão agradável à carne. Ele deu as costas aos caminhos de Deus e introduziu novamente a adoração a Baal.

    Ele tinha tanta coisa diante de si. Tinha todas as preciosas promessas. Tinha tudo, mas nunca entrou na realidade disso.

    Em Sua misericórdia, embora Joás tivesse dado as costas ao Senhor, o Senhor não havia dado as costas a Joás. Vejam 2 Crônicas 24:19.

    Contudo, Ele lhes enviou profetas para os trazer de volta ao Senhor; embora estes testemunhassem contra eles, não quiseram ouvir.
    — 2 Crônicas 24:19

    Ele enviou profetas — está no plural. Estava lhes enviando uma palavra repetidas vezes, mas eles não quiseram ouvir. Que mensagem isso nos transmite.

    Finalmente, o filho de Joiada, Zacarias — louvado seja Deus —, teve seu coração tocado pelo Senhor de tal maneira que se levantou e profetizou contra Joás. Foi uma profecia de juízo.

    Vejam a reação em 2 Crônicas 24:21-22:

    Conspiraram contra ele e, por ordem do rei, o apedrejaram até a morte no pátio da casa do Senhor.

    Assim, o rei Joás não se lembrou da bondade que Joiada, pai de Zacarias, lhe havia demonstrado, mas matou seu filho. E, ao morrer, ele disse: “Que o Senhor veja e faça justiça!”.
    — 2 Crônicas 24:21-22

    Joás e Zacarias haviam crescido juntos. Na verdade, eram primos, considerando os laços familiares. Joiada havia sido tão bondoso com Joás, mas vemos que, quando alguém se afasta, pode haver tamanha maldade.

    É um contraste tão grande. Ambos cresceram sob a influência de Joiada e Jeoseba. Um se tornou mau; o outro se tornou, por assim dizer, bom.

    Para mim, isso pode ser um grande encorajamento aos pais. Ao servirem suas famílias, ao servirmos os irmãos e irmãs e ao servirmos uns aos outros, podemos oferecer o mesmo a pessoas diferentes; ainda assim, alguns escolhem seguir um caminho, e outros escolhem seguir outro.

    Quando as pessoas escolhem seguir outro caminho, afastando-se do Senhor, isso muitas vezes pode trazer condenação ao nosso coração. Sentimo-nos tão mal, como se tivéssemos falhado.

    Mas olhem o outro lado disso. Se seu filho segue o Senhor, se um irmão ou uma irmã segue o Senhor, você recebe a glória? Leva o crédito por isso? Não dá para querer as duas coisas.

    Se eles falham, você não pode se colocar debaixo de condenação e dizer que foi tudo culpa sua. Se eles têm êxito, então você precisa aplicar a mesma lógica e dizer: “Eu fiz tudo certo, então recebo a glória”. Não. Quem recebe a glória? É Deus.

    Se as pessoas não seguem o caminho que esperávamos, não permitamos que o inimigo nos ataque, nos destrua e nos maltrate. Podemos aprender com isso, sim. Continuamos orando e buscando alcançá-las, mas não permitamos que isso nos paralise e nos tire da corrida.

    O inimigo adora nos tirar de combate. Quando aquele filho, talvez aquele filho pródigo, se afasta, louvado seja Deus, nós o deixamos nas mãos do Senhor, e Ele pode trazê-lo de volta. Essa é a esperança que temos.

    Uma Família Conquistada pelo Propósito de Deus

    Ao pensar nessa família e no que Deus busca, vemos que era uma família com visão. Eles conheciam o coração de Deus.

    Teria sido muito fácil para eles ficar quietos, permanecer em paz e simplesmente viver suas vidas tranquilamente, sem perturbações. Naqueles tempos, como dizem as Escrituras, havia pessoas em Israel que serviam a Deus e serviam aos ídolos.

    Se quisessem servir aos seus ídolos e servir a Deus, podiam fazer isso, e não havia muita perseguição ou perturbação. Continuavam com as duas coisas.

    Joiada poderia ter permanecido tranquilamente como sacerdote, sem perturbar nada. Jeoseba poderia ter permanecido na família real e seguido sua vida. Mas não podiam, porque haviam sido conquistados. Algo havia conquistado o coração deles.

    Também estive pensando em Jeoseba. Ela não permitiu que nem mesmo sua afeição natural por seu filho Zacarias a impedisse de assumir um risco.

    E se ela tivesse dito: “Ah, não posso arriscar minha vida, porque, se eu for morta, o que vai acontecer com Zacarias? Preciso proteger minha família”. Podem surgir todo tipo de pensamentos. Não levem esse exemplo longe demais. Prestem mais atenção ao ponto principal do que ao exemplo.

    Quando Deus está buscando algo, precisamos ser aqueles que estão disponíveis para Ele naquele exato momento, ali para um tempo como esse.

    Sempre gostei do título da biografia de Norman Grubb, Once Caught, No Escape — “Uma vez capturado, não há como escapar”. Louvado seja Deus, ela havia sido capturada, e não havia como escapar. Precisava permanecer firme pelo testemunho do Senhor.

    Irmãos e irmãs, nesta hora de trevas em que vivemos, o Senhor precisa de pessoas que permaneçam firmes pelo Seu testemunho. Em meio a Judá, naquele tempo, havia uma família. Poderíamos chamá-los de vencedores, porque eram.

    O Senhor está procurando vencedores hoje, que se posicionem contra a corrente de todo o mal — inclusive contra a corrente dos sistemas religiosos e da cristandade — e permaneçam firmes pelo Seu coração e pelos Seus interesses.

    Podemos ser encorajados por Jeoseba. Pensamos também em Joiada, em como ele se fortaleceu e depois começou a reunir pessoas.

    Quando você tem um encargo no coração e um plano secreto que pretende executar, qual é uma das maneiras mais garantidas de fazer esse plano fracassar? Contar para outras pessoas.

    Joiada deu um passo de fé quando foi àqueles levitas e guardas e disse: “Vamos derrubar essa Atalia”. Bastaria uma pessoa para traí-lo.

    Mas ele se colocou do lado do Senhor, e o Senhor honrou isso. Achei impressionante que todos aqueles homens conseguissem guardar um segredo — especialmente quando voltaram para casa e contaram às esposas, e as esposas também conseguiram guardar o segredo —, e nada vazou.

    Louvado seja Deus por não haver Facebook nem Instagram naquela época. Certamente teriam arruinado toda a conspiração. Mas Joiada deu esse passo de fé.

    A Fidelidade para o Tempo Determinado

    Agora, uma pergunta de conhecimentos bíblicos. O texto diz que Joiada tinha cento e trinta anos quando morreu. Quem foi a última pessoa mencionada nas Escrituras com idade superior à dele?

    Anrão, o pai de Moisés, tinha cento e trinta e sete anos. Não consegui encontrar ninguém depois dele cuja idade registrada fosse superior à de Joiada.

    Para mim, isso mostra como Deus tinha um vaso e o preservou até o momento certo. Não ouvimos nada sobre Joiada durante aqueles primeiros cento e tantos anos.

    Na verdade, ele viveu durante os reinados de Asa, Josafá e dos reis maus, Acazias e Jeorão. Viveu durante todos aqueles períodos. Nasceu alguns anos antes de Asa se tornar rei.

    Ele havia visto muita coisa e tinha muita experiência, mas houve um momento em que Deus quis usá-lo. Foi fiel até aquele momento e, louvado seja Deus, quando o Senhor o chamou, ele deu um passo à frente.

    Aquela pequena expressão, “para um tempo como este”, também se aplica a nós. Estamos aqui para um tempo como este.

    Admiro Joiada porque ele tinha clareza sobre o propósito e as prioridades da sua vida. Temos clareza sobre o chamado de Deus para nossas vidas, sobre o motivo de estarmos aqui e sobre o que tudo isso significa?

    A Formação Espiritual na Vida Familiar

    Também admiro a maneira tão maravilhosa como Zacarias cresceu com um coração voltado ao Senhor. É interessante que as Escrituras não dizem como Joiada e Jeoseba educaram Zacarias.

    Acho que isso é realmente bom. Se vocês olharem o Novo Testamento, as Escrituras não dizem como Loide e Eunice criaram Timóteo. Mas sabemos que o criaram de maneira piedosa.

    Acho que isso é bom porque nos mostra algo de como o Senhor nos conhece. Se estivesse escrito que “Joiada e Jeoseba”, ou “Eunice e Loide”, fizeram isto, isto, isto e isto, o que teríamos feito?

    Teríamos escrito um livro, publicado no Instagram, criado um canal no YouTube e transformado isso em um sistema. “É assim que se faz.”

    Alguns anos atrás, havia aquele livrinho chamado A Oração de Jabez. Pegaram uma oração e a transformaram em um sistema: “Faça isto, e você será abençoado”.

    Adoramos criar sistemas, pensando: “Ah, é assim que Deus trabalha”. É por isso que, mesmo quando participamos da Ceia do Senhor todos os domingos pela manhã, se examinarmos o Novo Testamento, ele não descreve exatamente como a Ceia era realizada.

    Temos o princípio de nos lembrar do Senhor, o cálice e o pão, mas a maneira como isso se realiza na prática se dá na vida. Acontece na vida de cada assembleia.

    É o mesmo nas famílias. Não é: “Você tem que fazer isto, isto e isto”. Pelo contrário, à medida que as famílias de Deus O buscam, Ele nos mostrará o Seu caminho para nós. Ele nos conduzirá à maneira que deseja para que essa luz brilhe em nossa habitação.

    Louvado seja Deus.

    A Fidelidade de Zacarias até a Morte

    Estive pensando em Zacarias, porque teria sido tão fácil para ele, e todos teriam entendido, se não tivesse ido ao rei Joás. Se não tivesse profetizado, ninguém teria dito nada a respeito.

    Ele poderia ter dito: “Bem, eu tinha algo no coração, mas todos os outros profetas foram, e ninguém os ouviu, então não vou. Tenho algo no coração, mas ele rejeitou meu pai, portanto não vai me ouvir”.

    Mas a quem ele estava servindo? Estava servindo ao Senhor. Independentemente de qual pudesse ser o resultado — ele não sabia qual seria, embora tenha acabado sendo bastante trágico para ele —, foi fiel ao que Deus havia colocado em seu coração.

    Apesar do que outros pudessem pensar, apesar do seu próprio pensamento natural, ele havia sido conquistado pelo coração e pelo propósito de Deus. Serviu ao propósito de Deus e não amou a própria vida, mesmo diante da morte.

    Esse é o chamado dos santos nos dias e no tempo em que vivemos. Esse é o chamado do vencedor. É isso que vemos nessa família.

    O Conflito Espiritual Contemporâneo

    Embora o ataque ao testemunho possa ser diferente do que era naquela época — não temos reis e tudo aquilo —, a batalha continua hoje. Há uma grande batalha, irmãos e irmãs, na qual estamos envolvidos.

    Há uma batalha pela pessoa e pela obra do nosso Senhor Jesus Cristo. Há, de fato, um ataque frontal contra Quem o Senhor Jesus Cristo é e contra o que Ele fez.

    Infelizmente, tantos dentro da cristandade estão rebaixando-O, colocando-O em uma posição tão inferior. Estão enfraquecendo e diluindo a obra que Ele realizou. Conhecemos a Palavra de Deus de tal maneira que possamos defender Quem o Senhor Jesus Cristo é e a obra que Ele realizou?

    Louvado seja Deus, temos esta Ceia todos os domingos para nos fazer lembrar daquela que foi a maior vitória de toda a história.

    Outra questão que sofre um ataque frontal é a Palavra de Deus. Anos atrás, a Palavra de Deus era o que as pessoas chamariam de uma fonte de autoridade.

    Em qualquer área de estudo, há certos livros ou documentos que são reconhecidos como fontes de autoridade, nos quais se pode confiar. Se você faz referência a um deles, as pessoas dizem: “Ah, está bem”.

    Lembro-me de que, quando estudava contabilidade, certos professores de contabilidade eram considerados autoridades. Se você os citasse, as pessoas diziam: “Ah, está bem, é isso mesmo”.

    Mas agora, infelizmente, para muitos a Palavra de Deus não é um documento com autoridade. Mas é para nós? Ou permitimos que aquilo que os outros dizem a respeito dela enfraqueça o seu impacto?

    Precisamos ser aqueles que defendem isso, posicionando-nos da maneira correta. Não estou falando de lutar fisicamente, mas há uma batalha espiritual acontecendo aqui.

    A própria definição de família está sob um grande ataque. Sabemos o que é uma família. Somos aqueles que se posicionam em defesa disso?

    Até mesmo a igreja de Deus está tão distorcida hoje. A palavra igreja é usada de maneira tão ampla que qualquer pessoa no mundo pode dizer: “Uma igreja disto”, ou “uma igreja daquilo”, sem que isso tenha qualquer semelhança ou relação com a igreja que vemos nas Escrituras.

    Até mesmo o termo cristão é aplicado de maneira tão ampla hoje. É como se o inimigo tentasse ampliar algo para dissipá-lo e diluí-lo, ou tentasse fragmentá-lo, restringi-lo e torná-lo menos valioso e menos precioso.

    Irmãos e irmãs, precisamos estar atentos a esse ataque no qual estamos envolvidos. Precisamos perguntar a nós mesmos: percebemos o valor, a realidade e a preciosidade do coração e do propósito de Deus?

    O Chamado à Vigilância Espiritual

    Assim como essa família, temos uma escolha. Podemos ficar quietos. Podemos continuar levando vidas confortáveis.

    Uma das coisas tristes de viver nos Estados Unidos é que ainda se pode viver bem sem ser cristão. Ser cristão aqui não nos custa muito em comparação com muitos outros lugares.

    Podemos ficar quietos. Não queremos ser radicais demais nem comprometidos demais. Talvez façamos uma pequena concessão aqui e outra ali, para que todos continuem gostando de nós.

    Mas estive pensando nessa história de Judá. O que teria acontecido se essa família tivesse ficado quieta? O que teria acontecido se eles não tivessem tomado uma posição?

    Teologicamente, sei que Deus continua no controle e que alguma outra coisa teria acontecido. Mas o ponto é: o que teria acontecido naquele momento? O que vai acontecer hoje se nós, como povo de Deus, não despertarmos para a batalha em que estamos?

    Isso vai muito além de nossas famílias individuais ou de nossas habitações individuais. O testemunho de Deus está sofrendo um ataque frontal, e precisamos ser aqueles que estão envolvidos nessa batalha espiritual.

    Louvado seja Deus, temos armas. Temos a oração. Temos a Palavra de Deus. Temos oportunidades de estar juntos para encontrar a Sua vida e trazê-la para o nosso meio.

    Cada um de nós precisa perguntar a si mesmo, mesmo quando trazemos isso para a vida familiar individual: qual é a condição da minha família? Há luz brilhando na habitação?

    A Devoção Diária como Liberdade Espiritual

    Para mim, uma das maiores tragédias de hoje, entre tantas tragédias, é como o inimigo entrou, enganou e distorceu a mente de tantos crentes, levando-os a pensar que o altar familiar ou os momentos devocionais diários são apenas legalismo.

    “É tudo legalismo. Você precisa ser livre na graça.” Ah, irmãos, nós somos livres. Na verdade, é exatamente o contrário.

    A liberdade que temos Nele é a de nos reunir livremente em nossos lares e estudar a Palavra de Deus; reunir-nos livremente em nossos lares e orar; reunir-nos livremente como família e adorar; reunir-nos livremente como família e ter comunhão.

    Agora, isso assumirá formas diferentes, em horários diferentes do dia e de maneiras diferentes dentro da família. Mas, pela graça de Deus, há um caminho para nós.

    Há um caminho para que nossas famílias permitam que essa luz intensa da vida resplandeça — não em um sistema, mas em vida. É por isso que temos tanto zelo nestes dias.

    Famílias fortes não surgem por acaso. A luz em nossa habitação não surge por acaso.

    Podemos entrar em um cômodo, apertar o interruptor e, pronto, há luz. Mas a luz da vida se desenvolve e brilha cada vez mais.

    Gosto muito daquele provérbio que fala da vida do Senhor: ela brilha cada vez mais. É como a manhã, como o nascer do sol, e brilha cada vez mais até a plenitude do dia. Há uma progressão nessa vida, e Ele tem zelo por ela.

    A questão central dessa batalha é uma batalha pela vida. É uma batalha pela Sua vida — para que a Sua vida seja expressa por meio do Seu povo como o testemunho de Deus.

    Conclusão: O Serviço ao Propósito de Deus nesta Geração

    Louvado seja Deus, vimos uma família que serviu ao propósito de Deus em sua geração. Que nós, como famílias — tanto famílias individuais quanto famílias reunidas —, sejamos aqueles que servem ao propósito de Deus em nossa geração.

    Que sejamos aqueles que apressam a Sua volta.

    Mais uma vez, ao considerarmos essa questão das famílias, queremos permitir que o Espírito Santo fale, porque, ao viajar por diversos lugares, tenho visto muitas famílias serem tiradas da corrida.

    É triste que eu já não fique mais chocado quando ouço falar de cristãos que estavam caminhando tão bem e que estão se divorciando. Estes são os tempos trágicos em que vivemos.

    Precisamos orar uns pelos outros. Precisamos orar por nossas famílias: famílias jovens, irmãos e irmãs que moram juntos, pessoas solteiras e nossos queridos mais velhos. Estamos todos juntos nisso.

    Que o Senhor nos fortaleça. Que Ele realmente coloque esse encargo em nós e vivifique nosso coração, para que o cuidado pelos Seus interesses e pelo Seu propósito seja vivido e visto em nossas famílias e em nossa vida juntos.

    Que sejamos aqueles que apoiam uns aos outros e sustentam os braços uns dos outros, caminhando com aqueles cujas pernas estão ficando um pouco fracas e cuidando uns dos outros, para que a luz brilhe intensamente nas habitações e na morada de Deus.

    Vamos orar.

    Senhor, somos gratos por termos tamanho privilégio de fazer parte da família de Deus. Senhor, somos gratos porque nos chamaste com um chamado tão grandioso.

    Senhor, também somos gratos porque nos chamas a desviar os olhos de tudo o mais e olhar para Ti. Senhor, quando nossos olhos naturalmente se voltam para nós mesmos, ficamos desanimados. Como nossos irmãos compartilharam na Ceia, vemos aquele pano de saco. Vemos todas as nossas falhas.

    Mas somos gratos porque estamos vestidos com vestes de justiça. Somos gratos porque podemos olhar para Ti.

    Senhor, realiza um avivamento em nosso coração, um avivamento do cuidado e da preocupação pelos Teus interesses e pela Tua família.

    Senhor, onde nós, como famílias, precisamos fazer ajustes, oramos para que tenhamos ouvidos para ouvir o que o Espírito está dizendo. Senhor, também protege as famílias nesta hora, porque a batalha é grande.

    Senhor, somos fracos, mas Tu és forte. Senhor, protege cada irmão e irmã. Protege os jovens. Protege os de meia-idade. Protege os idosos.

    Senhor, que possamos caminhar juntos na bondade e na graça de Deus que nos concedeste. Em nome de Jesus, amém.