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    The Evidence Of Being Fully Persuaded © 2026 Christian Testimony Ministry
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    The Evidence Of Being Fully Persuaded
    The Evidence Of Being Fully Persuaded
    Pittman, Kenny

    As evidências da plena convicção

    Bem, bom dia.

    Gostaria que vocês abrissem em alguns versículos conhecidos. Primeiro, no livro de Romanos. Acho que todos vocês já sabem que este tem sido o versículo que estamos usando como base para o tema de estar plenamente convicto: Romanos 4:21.

    Falando de Abraão, foi isto que o apóstolo Paulo escreveu a respeito dele:

    E estando certíssimo de que o que Ele tinha prometido também era poderoso para o fazer.

    Aqui se trata de Deus, não de Abraão. O que Ele prometeu, Ele — novamente, Deus — também é poderoso para fazer. Certo? Acho que, a esta altura, vocês já conhecem bem esse versículo.

    Agora vou ler algumas versões diferentes, só para confundir vocês. Não o John; ele não vai ficar confuso. Está balançando a cabeça.

    Sim, eu leio versões diferentes com frequência. Sei que vocês acham que tenho uma preferência, e provavelmente têm razão, mas leio várias versões diferentes.

    Hebreus 11:1, na Revised Standard Version, de 1901. Acho que o Lance usou a de 1901.

    Ora, a fé é a certeza das coisas que se esperam, a convicção das coisas que se não veem.

    Também em Hebreus 11:1, a versão King James, da qual gosto muito, diz:

    Ora, a fé é a substância das coisas que se esperam, a evidência das coisas que se não veem.

    Hoje, o encargo é tratar das evidências de estar plenamente convicto. Portanto, essa palavra, evidência, é muito importante.

    O testemunho alcançado pela fé

    Gostaria de ler em Hebreus. Há uma palavra que tem se destacado para mim no estudo deste capítulo: testemunho.

    Hebreus 11:2 fala daqueles antigos do Antigo Testamento que foram heróis da fé:

    Porque, por ela, os antigos alcançaram bom testemunho.

    É uma expressão muito importante: alcançaram testemunho.

    Hebreus 11:4, falando de Abel:

    Pela fé, Abel ofereceu a Deus maior sacrifício do que Caim, pelo qual alcançou testemunho de que era justo, dando Deus testemunho dos seus dons; e, por ela, depois de morto, ainda fala.

    O versículo seguinte, Hebreus 11:5:

    Pela fé, Enoque foi trasladado para não ver a morte, e não foi achado, porque Deus o trasladara; visto como, antes da sua trasladação, alcançou testemunho de que agradara a Deus.

    E então, se vocês olharem para a conclusão desse famoso capítulo, Hebreus 11:39-40:

    E todos estes, tendo alcançado testemunho pela fé, não alcançaram a promessa: provendo Deus alguma coisa melhor a nosso respeito, para que eles, sem nós, não fossem aperfeiçoados.

    Na minha versão, a de Darby, aparece “testificação”, mas a palavra no original é a mesma: testemunho.

    Gostaria de ler na versão King James uma passagem do meio deste capítulo, Hebreus 11:13-16. Ouçam com atenção, porque a mensagem inteira está contida nestes três versículos:

    Todos estes morreram na fé, sem terem recebido as promessas; mas, vendo-as de longe, e estando persuadidos delas, e abraçando-as, confessaram que eram estrangeiros e peregrinos na terra. Porque os que isto dizem claramente mostram que buscam uma pátria. E se, na verdade, se lembrassem daquela de onde haviam saído, teriam oportunidade de tornar. Mas agora desejam uma melhor, isto é, a celestial; pelo que também Deus não Se envergonha deles, de Se chamar seu Deus, porque já lhes preparou uma cidade.

    Oração inicial

    Vamos fazer uma oração.

    Senhor, somos tão gratos pela Tua Palavra. Não podemos viver sem a Tua Palavra. E nós Te dizemos, toda vez que nos reunimos, que dependemos inteiramente de Ti.

    Nós trememos. Trememos diante da Tua Palavra. Esperamos em Ti pela Tua Palavra. Olhamos para Ti, esperando a Tua obra.

    Lembramo-nos do que Pedro disse naquele dia em que tantos se escandalizaram, se afastaram e nunca mais andaram Contigo. Ele disse, em João 6:68:

    Senhor, para quem iremos nós? Tu tens as palavras da vida eterna.

    Senhor, pedimos ao Espírito Santo que nos faça uma visitação muito especial nesta manhã, para que as Tuas palavras não se percam, para que sejam ouvidas e para que sejamos movidos pelo Espírito das Tuas palavras e conquistados para sempre.

    Fazemos juntos esta simples oração, em nome do nosso Senhor Jesus. Amém.

    O fundamento da plena convicção

    Acho que vocês sabem que o encargo que tem pesado profundamente sobre o meu coração é este: estar plenamente convicto. Acho essa expressão extraordinária.

    Lembro-me de quando o Espírito Santo a tornou viva para mim no início deste ano. Apesar das tantas vezes que eu havia lido o livro de Romanos, isso nunca havia me chamado a atenção. Não havia sido implantado em meu coração da maneira como Tiago fala da Palavra de Deus.

    Um dia — e, a propósito, Stephen, se você conhece o irmão Kong — fui procurá-lo para perguntar sobre o estudo da Palavra e como estudá-la. Ele disse: “Bem, leia a Palavra”. É um bom conselho.

    Ele disse: “Escolha um livro”. Então escolhi o livro de Romanos. Depois ele disse: “Leia o livro cinquenta vezes”. Certo? Esse foi o primeiro conselho dele.

    Bem, ele foi muito mais brando do que Watchman Nee, que disse àquelas irmãs que lessem o livro cem vezes. Creio que já li esse livro muitas, muitas vezes além das cinquenta, mas essa expressão nunca havia ficado comigo como ficou no início do ano, quando o Espírito Santo pareceu sussurrá-la para mim: estar plenamente convicto.

    Paulo revela isso. Na verdade, este é o segredo de Abraão, o pai da fé: estar plenamente convicto de que o que Ele prometeu, Ele também é poderoso para fazer.

    Isso ficou tão profundamente impresso no espírito do apóstolo Paulo, enquanto escrevia sua majestosa obra-prima sobre o evangelho, o livro de Romanos, que ele prosseguiu dizendo, apenas dois versículos depois, que isso não foi escrito somente por causa de Abraão, mas também por nossa causa.

    Depois, em Romanos 14:5, ele disse:

    Cada um esteja inteiramente seguro em sua própria mente.

    Creio que isso mostra a importância dessa expressão.

    Ele também disse, a propósito de Timóteo, seu amado filho na fé, que Timóteo havia sido plenamente convencido desde a juventude. Ele conhecia esse grande segredo. Ele o enxergava. E esse não deve ser apenas o segredo de Abraão ou de Timóteo; deve ser o nosso segredo.

    Vocês se lembram de que o apóstolo Paulo usava essa expressão — ninguém mais parece usá-la como Paulo — repetidas vezes: “Estou persuadido. Estou persuadido”.

    Quando ele concluiu aquele grande testemunho diante do rei Agripa, Agripa ficou tão tocado que disse, em Atos 26:28:

    Por pouco me queres persuadir a que me faça cristão!

    Paulo disse, em Atos 26:29:

    Prouvera a Deus que, ou por pouco ou por muito, não somente tu, mas também todos quantos hoje me estão ouvindo se tornassem tais qual eu sou, exceto estas cadeias.

    Portanto, creio que vemos claramente que o encargo dele é que cada um de nós faça parte de um povo plenamente convicto.

    Falamos sobre o fundamento de estar plenamente convicto. Em que você se baseia? Pode se basear na sua própria fé? Você acha que Abraão fez isso? Pode se basear em si mesmo? Que fundamento incerto!

    Há três expressões claras na Palavra de Deus. Elas se referem especificamente a Abraão e Sara, a respeito do filho prometido.

    • Ele prometeu.
    • Ele é poderoso para cumprir.
    • Aquele que prometeu é fiel.

    Você pode fundamentar sua plena convicção no fato de que Ele prometeu. Também pode fundamentá-la naquela segunda expressão de Romanos 4:21: Ele é poderoso para cumprir.

    Você não é capaz. No momento em que começar a pensar que é capaz, cairá. Mas, quando descobrir aquela expressão repetida na Palavra de Deus — que Deus é poderoso para fazer —, descobrirá o fundamento secreto da plena convicção.

    Por fim, Hebreus 11:11 diz que Sara sabia de algo. Era um grande segredo. Seu fundamento era que Aquele que prometeu é fiel. Como isso é tremendo!

    Sem essas três palavras, Ele é fiel, não poderíamos viver a vida cristã. Esse é todo o segredo.

    A segurança da plena convicção

    Na última vez, examinamos a segurança de estar plenamente convicto. Estar plenamente convicto significa estar completamente seguro. Creio que a Bíblia, acima de tudo, é um livro de segurança incomparável.

    Quando você lê a Bíblia, certas coisas precisam tocá-lo. Fico profundamente comovido com a segurança que Deus nos dá repetidas vezes em Sua Palavra.

    Examinamos várias expressões negativas que revelam uma segurança positiva extraordinária:

    • Nada pode nos separar do amor de Deus.
    • Nenhuma tentação vos sobreveio, senão a que é comum ao homem.
    • Com toda tentação, Ele providenciará o escape, para que vocês possam suportá-la.
    • Nada é impossível para Deus.

    E esta promessa:

    Não te deixarei, nem te desampararei.

    Eu lhes digo, irmãos e irmãs: nestes últimos seis meses, isso tem se tornado cada vez mais vivo para mim. Quanto a nós, poderíamos dizer que tudo é impossível. O Senhor disse isso ao jovem rico, em Mateus 19:26:

    Aos homens é isso impossível, mas a Deus tudo é possível.

    E, se isso não bastasse, há aquela expressão maravilhosa, aquela grande garantia bíblica:

    Não te deixarei, nem te desampararei.

    Quando chegamos ao Novo Testamento, a única vez em que essa expressão é usada é pelo escritor anônimo e ungido de Hebreus. Ao concluir seus pensamentos em Hebreus 13:5, ele disse:

    Não te deixarei, nem te desampararei.

    Isso, sim, é segurança. É uma segurança extraordinária.

    A fé como evidência viva

    Hoje é a última mensagem. Já lhes disse: ela trata das evidências de estar plenamente convicto.

    Meu receio é este: depois de falar algumas vezes, isso pode acabar se tornando apenas uma expressão de efeito. Acho que podemos fazer isso. Pode se tornar apenas palavras. Em outras palavras, pode se tornar uma doutrina. Pode se tornar algo que temos na Bíblia.

    Mas, irmãos e irmãs, creio que isso precisa, de fato, se tornar nossa experiência. Deve ser o seu segredo. Deve ser o meu segredo. Deve ser o segredo de todo crente.

    E, se tivermos esse segredo, haverá evidências. Vocês verão. Verão isso nas pessoas.

    Deixem-me colocar assim. Acho que esta é a maneira mais simples de explicar Hebreus 11. Não é uma exposição de doutrina. Longe disso. É uma ilustração de pessoas que estavam plenamente convictas e cuja vida causou impacto.

    É isso que Hebreus 11 é. Não é uma mensagem doutrinária. Basicamente, é o Espírito Santo dizendo: “Olhe para esta vida. Olhe para aquela vida. Olhe para Abraão. Olhe para Noé. Olhe para essas pessoas. O que havia de diferente nelas?”

    Elas estavam plenamente convictas e experimentaram isso durante a vida.

    Outra coisa sobre Hebreus 11, caso vocês ainda não tenham percebido, é que ele fala de dificuldades muito grandes. Muitos de nós passamos por grandes dificuldades, mas, em meio a essas grandes dificuldades — até mesmo às maiores —, aqueles que conhecem esse segredo como experiência própria vencerão e serão um testemunho do Deus vivo.

    É isso que Hebreus 11 é. Nunca pensem que se trata apenas de doutrina.

    Se você está plenamente convicto, haverá evidências na sua vida. Vocês se lembram de que lemos Hebreus 11:1 na versão King James:

    Ora, a fé é a substância das coisas que se esperam, a evidência das coisas que se não veem.

    A fé não é apenas um ideal. Não é apenas uma ideia, um sentimento ou uma emoção. É uma evidência expressa na vida de pessoas que foram tomadas por ela.

    Essa é a diferença entre estar plenamente convicto e ter uma doutrina. Essa certeza — a fé é a certeza — e essa evidência — a fé é a evidência das coisas que não se veem — se unem para produzir um testemunho vivo.

    Foi por isso que li aquela palavra tantas vezes: testemunho. No fim, algo foi expresso na experiência deles. Era um testemunho vivo e pleno, que causou impacto e continua causando impacto até hoje.

    A graça da fé como experiência

    Estava lendo algo de Matthew Henry que me ajudou. Falando de Hebreus 11:1, ele disse: “Aqui temos uma definição, ou descrição”. Eu, particularmente, acho que não é uma definição de fé. A fé é a coisa mais difícil de definir. Acho que é uma descrição da fé.

    Ele a chamou de “a graça da fé”. Gosto disso. A fé é graça.

    Ele disse que é a firme convicção — ele sabia que significava estar plenamente convicto —, uma expectativa de que Deus realizará tudo o que nos prometeu em Cristo. Isso não é uma boa notícia?

    E essa convicção, ele continuou dizendo, é tão forte que dá à alma uma espécie de posse. Em outras palavras, podemos nos apropriar disso. Pode se tornar parte da nossa experiência.

    Todo o relato do Antigo Testamento, quando eles estavam entrando na terra, era que deveriam tomar posse da sua herança. É disso que deve tratar a experiência de todo crente: tomar posse daquilo que nos pertence em Cristo Jesus, nosso Senhor.

    É uma espécie de posse para a alma. Isso é experiência. Ela nos dá o desfrute presente dessas coisas. Dá substância a elas na alma. Isso é experiência. É disso que precisamos.

    Não precisamos de mais doutrina. Em certo sentido, até me custa dizer isso, não precisamos de mais ensino — mas o ensino é importante. Nunca vou menosprezar o ensino.

    Toda vez que me lembro de algo tão verdadeiro que o irmão Nee disse, eu mesmo descubro essa verdade. Toda vez que você chega a uma passagem — até mesmo ao Salmo 23, sobre o qual já se falou um zilhão de vezes e que talvez já tenhamos ouvido milhares de vezes —, ela se torna viva novamente.

    Essa é a Palavra de Deus. Toda vez, ela está viva novamente. A Palavra tem poder e vida em si. Creio que, por meio disso, podemos tomar posse daquilo que nos pertence em Cristo Jesus.

    As quatro evidências em Hebreus 11:13

    Hoje queremos nos concentrar principalmente em um versículo. Bem, principalmente em um versículo. Vocês me conhecem bem, então não vou exagerar demais.

    Esse versículo é Hebreus 11:13. Aqui estão as evidências daqueles que estavam plenamente convictos:

    1. Viram as promessas de longe.
    2. Estavam persuadidos delas.
    3. Abraçaram-nas.
    4. Confessaram que eram estrangeiros e peregrinos na terra.

    Essas são as evidências de estar plenamente convicto. Era isso que esses heróis da fé tinham, e é isso que devemos ter para estar plenamente convictos.

    Visão e propósito

    Primeiro, vamos olhar para a visão deles, para o propósito deles:

    Vendo-as de longe.

    Irmãos e irmãs, vou dizer isto, e vou ser categórico: não há nada mais importante na vida cristã, ou na sua caminhada espiritual, do que aquilo que você vê.

    Se você não vir algo no Espírito que o conquiste e mude o rumo da sua vida, como aconteceu com essas pessoas, nunca estará plenamente convicto. Mas elas viram de longe.

    Viram algo, e esse algo mudou sua vida e as conquistou.

    Esta é a primeira evidência de estar plenamente convicto: a visão. Sei que algumas pessoas têm dificuldade com essa palavra. Acham que a usamos demais. Se vocês quiserem usar outra palavra, por mim tudo bem.

    Mas a verdade é que, se você não vir algo, nunca será uma dessas pessoas que têm um testemunho vivo e estão plenamente convictas.

    O que elas viram mudou toda a sua vida: seu rumo, sua direção, sua ênfase e seu propósito. O que viram era o que havia de mais importante para elas.

    Lembro-me de anos atrás, da primeira vez que ouvi Provérbios 29:18. Quando o ouvi, foi como se o Espírito Santo tivesse soprado vida naquelas palavras:

    Onde não há visão, o povo perece.

    Aquilo se tornou vivo para mim. Eu sabia que essa era a questão.

    Daquele dia em diante, sempre orei: “Senhor, dá-me visão, para que eu veja coisas que os olhos naturais não podem ver, que o coração humano não pode conhecer e que meus próprios sentidos não podem perceber. Dá-me essa visão”.

    Sem visão, o povo perece. Minha versão diz: “Sem visão, eles abandonam a contenção”. Outras versões dizem: “O povo fica desenfreado”. Acho isso bastante expressivo. Correm de um lado para outro, fazendo o que bem entendem, muitas vezes pensando que estão servindo a Deus, mas correndo desenfreadamente na própria imaginação.

    Outra versão diz que as pessoas ficam sem controle. Sabe, a visão governa você. Quando você vê algo, como essas pessoas viram, aquilo o toma. Você já não está sem controle. Já não vive para si mesmo, para o mundo, apenas para a carreira ou apenas para a família. Vive para um propósito maior e mais elevado.

    Outra versão diz: “As pessoas logo se desviam”. Acho que isso é verdade. Se não virmos realmente algo que nos sustente, vamos nos desintegrar. Seguiremos nosso próprio caminho, faremos nossa própria vontade e viveremos nossa própria vida.

    Mas graças a Deus pelo dia em que a verdadeira visão entra no coração, como entrou no coração desses heróis da fé. Eles foram transformados para sempre.

    Já lhes contei antes — sem dizer a quem devemos dar o crédito — que, anos atrás, alguém orou esta frase numa reunião aqui: “Senhor, obrigado por interromperes a minha vida”.

    Essa é a vida cristã. Isso é visão.

    O que aconteceu foi que essas pessoas eram exatamente como eu e vocês: viviam sua própria vida, faziam sua própria vontade e seguiam seu próprio caminho. Então algo entrou — algo vindo do próprio Deus. Seus olhos começaram a se abrir, e elas viram de longe coisas que nunca haviam visto antes. Foram transformadas e conquistadas para sempre.

    Para mim, esse é o cerne da questão.

    Acabamos de ter uma conferência de famílias, e tudo girou em torno de enxergar o propósito de Deus. Tudo girou em torno de servir ao propósito de Deus em nossa geração.

    Nos meses de preparação, sentimos muito fortemente diante do Senhor que precisávamos voltar a ser um povo que realmente vê algo. E aquilo que vemos precisa ter um impacto tão tremendo sobre nossa vida que nos transforme para sempre e nos conquiste para sempre.

    Amo o hino 385, “Já O Ouviste, Viste e Conheceste?”. É um dos meus hinos favoritos.

    Já O ouviste, viste e conheceste? Não é teu coração um coração conquistado?

    Acho que, se quisermos descrever o que aconteceu com essas pessoas em Hebreus 11 — o que as motivou e o que as transformou —, teremos de dizer que viram algo tão tremendo, ainda que de longe, que as conquistou para sempre.

    Ver é a coisa mais importante sobre a qual posso falar com vocês hoje. Se você não viu, nunca irá muito longe na vida cristã e nunca a experimentará em sua plenitude. Tudo se baseia no que você vê.

    Exemplos bíblicos de visão espiritual

    Penso em Jó 42:5. Vocês se lembram do que Jó disse ao final de suas calamidades:

    Com o ouvir dos meus ouvidos ouvi, mas agora Te veem os meus olhos.

    Como isso é tremendo! Esse foi o ponto decisivo para Jó, e é o ponto decisivo para nós.

    Também penso em Isaías 6:5. Vocês se lembram de quando o rei morreu e Isaías estava abatido. Lembram-se da condição do povo. Então veio uma revelação a ele, e percebeu que era um homem de lábios impuros, no meio de um povo de lábios impuros.

    Mas então ele disse algo absolutamente extraordinário:

    Os meus olhos viram o Rei, o Senhor dos Exércitos.

    Se isso simplesmente acontecesse conosco — se acontecesse de tal maneira que fôssemos tomados por essa visão —, nossa vida cristã individual e nossa vida corporativa como igreja seriam tão profundamente transformadas que, no fim, seríamos um testemunho vivo de Quem Ele é.

    O plano mestre de Deus

    Lembro-me da VCU — a VCU é meu maior cliente, a propósito. O Jerry sabe disso. Se não fosse pela VCU, minha empresa seria bem diferente, posso lhes dizer.

    A VCU compreendeu a importância da visão. Eles encarregaram um grupo de elaborar um plano mestre, e, durante anos, esse plano foi a orientação que os guiou.

    Ele se chamava VCU 2020: Uma Visão de Excelência. Com essa visão, conduziram aquela universidade, que antes era apenas uma instituição frequentada por alunos que iam e voltavam diariamente, e a transformaram numa universidade de destaque no cenário público.

    A visão fez isso. A Visão 2020 fez isso.

    Ainda tenho esse plano na estante do escritório, e fui beneficiado pela Visão 2020, acreditem. Mas aquela visão os preservou. Ela os sustentou. Quando não sabiam de onde viriam os recursos ou qual seria o próximo passo, sempre voltavam àquela visão. Essa era a base.

    Aquela visão de excelência os conduziu ao seu objetivo. Essa é a importância da visão.

    Vocês já viram o plano mestre? Já viram?

    Acho que, como crentes, vemos muitas coisas e, às vezes, vemos apenas fragmentos e partes. Lembro-me do irmão Fromke falando sobre um elefante. Achei que ele tivesse dito que havia um elefante num armário. Teria de ser um armário bem grande.

    Uma pessoa pega aquela cauda fina e diz: “Um elefante é como uma cobra”. Outra passa a mão naquela barriga enorme e diz: “O elefante é como uma baleia”. Outra pega aquela orelha grande e caída e pensa: “É isso que o elefante é”.

    Vemos fragmentos e partes. Precisamos ver o todo.

    Essa era a diferença em Hebreus 11. Eles viram de longe o plano mestre. Vocês estão entendendo? Não quero me repetir demais. Sei que as pessoas dizem: “Você se repete demais”. Mas vou deixar o ponto claro.

    Eles viram o plano mestre.

    Vocês já viram o plano mestre, como falamos neste verão, em Efésios 1:9-10? O grande propósito de Deus é fazer convergir tudo em Cristo. Esse é o todo.

    Cada pequena parte — a orelha, a cauda, o corpo grande, as pernas curtinhas e grossas, a tromba comprida — está envolvida nessa única realidade da economia de Deus. Esse é o plano mestre.

    E, de maneira ainda mais bela, quando você olha para Efésios 3:10, descobre que fazemos parte do plano mestre. O propósito eterno de Deus deve ser expresso na igreja.

    O que a igreja expressa? A multiforme sabedoria de Deus — não apenas uma parte dela.

    As pessoas pensam que a igreja é um pouco de Cristo expresso aqui, um pouco de Cristo expresso ali e um pouco de Cristo expresso em algum outro lugar do outro lado do oceano. Mas a intenção, o plano mestre, a visão de excelência, é que, no fim, a multiforme sabedoria de Cristo seja expressa por meio da igreja.

    Que coisa tremenda!

    Vocês veem o que tocou essas pessoas. Elas viram algo, e isso as transformou e conquistou para sempre.

    Outra coisa notável é que Hebreus 11:13 começa dizendo:

    Sem terem recebido as promessas.

    Irmãos e irmãs, nós vemos muito mais do que eles viram. Temos experimentado muito mais na economia do Novo Testamento do que eles sequer podiam imaginar.

    No entanto, essas pessoas, que viram de longe, foram tão conquistadas pelo que viram que isso as transformou para sempre. Tornaram-se um testemunho vivo daqueles que estão plenamente convictos.

    G. H. Lang disse que a fé enxerga longe. Gosto da maneira como ele colocou isso. A fé tem visão de longo alcance.

    A maioria de nós, como cristãos, tem uma fé de visão curta. O que vemos de perto — nossas circunstâncias, nossa família, nosso trabalho, nossos amores, nossas aversões, seja o que for — nos domina. Vemos e vivemos apenas o presente.

    Mas a diferença é que aquelas pessoas enxergavam longe. Não tinham as promessas, mas viviam desfrutando daquela visão. Acho isso extraordinário e tremendo.

    Naturalmente, eu enxergo bem de longe, entendam. Posso tirar os óculos — e provavelmente vou derrubar o microfone — e ainda consigo ver cada um de vocês. Mas, se ficar sem os óculos, não consigo ler esta Bíblia de jeito nenhum. Não consigo ver nada que esteja perto.

    Isso não significa que sou espiritual. Estou lhes dizendo como sou naturalmente. Mas a diferença da verdadeira visão é que ela enxerga longe. E essa visão de longo alcance os leva até o fim.

    Somos esse povo que enxerga longe? Somos esse povo de visão? Somos esse povo com esse glorioso sexto sentido?

    Creio que é isso que Deus está procurando.

    A convicção e o constrangimento do amor

    Há outro ponto a respeito dessas pessoas. Qual era a razão delas? A razão é simplesmente que estavam persuadidas. Essa é a outra parte:

    E estando persuadidos delas.

    Estavam totalmente persuadidas. Essa era a razão central. Essa era a evidência na vida desses santos.

    Pink disse algo que achei maravilhoso: a palavra persuadido significa confiança segura. Acima de tudo, essa palavra nos diz como eram essas pessoas.

    Vocês notarão que Hebreus 11:13 vem imediatamente depois do testemunho de Abraão e Sara. Logo na conclusão do testemunho deles, o texto diz:

    E estando persuadidos delas.

    Essa é a diferença. Que razão!

    Assim como Timóteo, Paulo, Abraão e Sara, Deus procura que todo homem e toda mulher estejam plenamente convictos. E, se você estiver, esta será a verdadeira evidência. Ela aparecerá. Será um testemunho. Esse segredo ficará claro.

    Penso em 2 Coríntios 5:14-15:

    Porque o amor de Cristo nos constrange, julgando nós assim: que Um morreu por todos; logo, todos morreram. E Ele morreu por todos, para que os que vivem não vivam mais para si, mas para Aquele que por eles morreu e ressuscitou.

    Aqui está a razão: eles foram constrangidos pelo amor de Deus. Você já foi constrangido pelo amor de Deus? O amor de Deus já o envolveu de tal maneira que você não consegue fazer outra escolha?

    É isso que Ele busca. Creio que é isso que Ele busca.

    Há uma diferença entre ser constrangido e ser compelido. Se você procurar compelido no dicionário, verá que a palavra muitas vezes fala de força e coerção.

    Mas, se você é constrangido, há uma força que tomou conta de você e o conduz àquele fim determinado.

    Irmãos e irmãs, fomos constrangidos pelo amor de Deus, e esses heróis da fé foram constrangidos pelo amor de Deus. Já não eram os capitães do próprio navio. Já não viviam para si mesmos, mas viviam para Ele.

    Já não procuravam impor sua própria vontade em tudo. O eu já não era o centro; Cristo havia Se tornado o centro supremo. Que diferença!

    Não posso contar minha ilustração sobre o centro do universo, ou vão me pôr para fora da sala. Mas outro dia vi um anúncio na televisão. Não sei se estava assistindo a golfe ou a outra coisa, mas eles disseram: “Vamos fazer de você o centro do universo”.

    Pensei: que coisa extraordinária! Você nunca será o centro do universo. Na sua própria cabeça, talvez seja o centro do universo.

    Mas, se você é uma dessas pessoas, descobrirá que o centro do universo é Cristo. Você é constrangido pelo amor de Cristo, tomado pelo amor de Cristo e conquistado pelo amor de Cristo. Não consegue fazer outra coisa senão entregar-se Àquele que morreu e Se deu por você. Agora você vive para Ele.

    Isso é uma mudança de centro, irmãos e irmãs.

    Pedro como exemplo de um coração conquistado

    Penso em Pedro. Vocês se lembram de tudo pelo que Pedro passou. Amo a história de Pedro. Ele é tão parecido com cada um de nós. As pessoas são duras demais com Pedro. Se você acha que Pedro tinha problemas demais, precisa olhar no espelho. Ficarei surpreso se você não disser: “Ali está Pedro”.

    O Senhor não o abandonaria. Sou tão grato por isso.

    Diante daquela jovem criada, Pedro negou o Senhor. No entanto, havia dito: “Senhor, ainda que todos Te abandonem, eu nunca Te abandonarei. Nunca Te negarei”.

    E o Senhor disse:

    Antes que o galo cante, três vezes Me negarás.

    Vocês se lembram.

    Mas sou tão grato por esse não ser o fim da história. Depois da Sua ressurreição, Ele disse:

    Ide, dizei a Seus discípulos e a Pedro.

    E então, naquele dia à beira do lago — que café da manhã! Vocês conseguem imaginar o Senhor preparando o café da manhã para vocês à beira do mar da Galileia?

    Eles haviam passado a noite naquele barco, frustrados, sem pegar um único peixe. Então João disse:

    É o Senhor.

    E Pedro se lançou à água e nadou até o Senhor.

    Havia algo nele, apesar de todas as suas falhas: ele havia sido conquistado. Ah, como eu gostaria de ser mais parecido com Pedro! Gostaria de estar plenamente conquistado.

    Então o Senhor o confrontou com aquela pergunta feita três vezes:

    Amas-Me mais do que estes?

    Vocês se lembram do final de João 21. Ele disse: “Pedro, quando eras jovem, ias pelo caminho que querias. Mas, quando fores velho, estenderás as mãos, e outro te levará por um caminho pelo qual não queres ir”.

    Irmãos e irmãs, essa é a razão. Ele havia sido conquistado. Estava persuadido. Acho que, naquele momento, Pedro estava mais convicto do que em qualquer outro momento daqueles três anos e meio. E isso o sustentou até o fim.

    O acolhimento das promessas com paixão

    Há uma terceira coisa nessas expressões de Hebreus 11:13:

    E abraçando-as.

    Acho isso muito importante. Vocês precisam prestar atenção nessa expressão: “e abraçando-as”. Ela fala do coração deles. Fala da paixão deles.

    Aqui está a experiência daqueles que estão plenamente convictos. Eles não apenas viram algo. Não estavam apenas persuadidos de algo. Abraçaram aquilo que viram.

    Essa é a diferença. Esse é o segredo. Eles abraçaram.

    Essa é uma palavra do coração. É uma palavra de paixão. Ah, que tivéssemos mais pessoas apaixonadas na igreja!

    Detesto o fato de o mundo ter roubado essa palavra, paixão, e a ter transformado numa palavra suja. Ela não é, de modo algum, uma palavra suja.

    Este era o segredo: eles as abraçaram.

    Vocês conseguem ver isso? Conseguem perceber isso no espírito? Você abraçou aquilo que viu? Abraçou aquilo de que foi convencido?

    Esse é um segredo. Creio que foi isso que fez a diferença.

    Alguém disse:

    A fé não apenas discerne o valor das coisas espirituais e está plenamente convencida de sua confiabilidade, mas também as ama.

    Essa é a progressão.

    Vocês se lembram de que Pedro disse em sua primeira epístola, em 1 Pedro 1:8:

    Ao Qual, não O havendo visto, amais.

    Ah, queira Deus que sejamos um povo de paixão, um povo com profunda paixão pelo Senhor!

    Acho que era isso que Davi era. Acima de tudo, Davi, no deserto, ainda como aquele jovem pastor, descobriu esse grande segredo que os heróis da fé descobriram. Esse grande segredo era uma paixão pelo próprio Deus e uma paixão pela casa de Deus.

    Vocês se lembram de Salmos 27:4, um dos meus versículos favoritos:

    Uma coisa pedi ao Senhor e a buscarei: que possa morar na casa do Senhor todos os dias da minha vida, para contemplar a formosura do Senhor e inquirir no Seu templo.

    Isso é paixão.

    Irmãos e irmãs, quero encorajá-los a ser um povo de grande paixão. Quero encorajá-los a ser um povo que se entrega por inteiro.

    Se você se entregar por inteiro ao Senhor, nunca se arrependerá. Se não se entregar por inteiro, vai se arrepender.

    Não estou dizendo que você perde a salvação. Não creio que possa perdê-la. Acho isso impossível. Foi pago um preço grande demais por ela.

    Mas creio que o elemento essencial de Hebreus 11 é um povo que se entrega por inteiro.

    Lembro-me de que, na conferência, justamente nesta última conferência, procurei um irmão idoso. Todos vocês o conhecem. Não vou dizer quem é. Não era o Stephen, a propósito. Vou diminuir um pouco o número de possibilidades. É o máximo que vocês vão conseguir de mim.

    Almocei com esse irmão e disse: “Irmão, há algo que há anos quero lhe dizer sobre a evidência que existe na sua vida”.

    Ele disse: “O que é?” Acho que ficou um pouco surpreso.

    Eu disse: “Irmão, você se entrega por inteiro”.

    Para minha surpresa, ele disse: “Concordo”. Ele não estava sendo orgulhoso. Disse que havia recebido isso dos pais e de muitos irmãos e irmãs que ele conhece, que nós também conhecemos, e que compartilharam conosco as coisas profundas de Deus.

    O impacto, assim como o impacto sobre esses heróis da fé, foi que eles se entregaram por inteiro — cem por cento.

    Você vai pedir isso ao Senhor? Vai pedir ao Senhor que o faça entregar-se por inteiro?

    Creio que esse é o testemunho que Ele procura no fim.

    E abraçando-as.

    Lembro-me de Salmos 73:25. Que impacto isso teve sobre mim anos atrás! Todos vocês conhecem esse salmo de Asafe:

    A Quem tenho eu no céu senão a Ti? E na terra não há quem eu deseje além de Ti.

    Que palavra! Creio que, se há uma palavra que descreve essas pessoas em Hebreus 11, é esta:

    A Quem tenho eu no céu senão a Ti? E na terra não há quem eu deseje além de Ti.

    É isso que devemos ser: um povo de coração, um povo de paixão, um povo que abraça aquilo que vê. Essa é a chave.

    O testemunho de Jesus

    Agora, a última coisa. Deixem-me concluir com alguns pensamentos.

    A última coisa a respeito dessas pessoas em Hebreus 11 é o testemunho delas. Muitos de vocês, se eu perguntasse qual é a palavra importante em Hebreus 11, diriam: “Fé”, certo? E eu concordaria. Parece ser a palavra mais importante.

    Mas esse não é o fim. É a fé que produz testemunho — testemunho vivo.

    Essa palavra, testemunho, é o que distinguiu essas pessoas. E não eram apenas suas palavras, a propósito. Pensamos em testemunho como aquele momento, uma vez por mês, em que nos levantamos aqui, com medo daquele cartão de oito minutos diante de nós.

    Isso era uma vida de testemunho.

    Se vocês lerem Hebreus 11:2, ele é o começo — e, se me permitem dar esse sentido às palavras, a conclusão — de todos os que são apresentados neste capítulo inteiro. Ele diz:

    Pela fé, estes alcançaram testemunho.

    Observem as palavras. O Espírito Santo é muito cuidadoso: alcançaram testemunho.

    Irmãos e irmãs, isso é uma obra do Espírito Santo. É realizado ao longo do tempo. Não é instantâneo. Mas, à medida que permitimos que o Espírito Santo trabalhe em nossa vida, o resultado da nossa vida — seja a vida cristã individual, seja a vida cristã corporativa — é que alcançamos um testemunho vivo.

    O texto diz isso várias vezes, como já lemos: em Hebreus 11:2, Hebreus 11:4 e Hebreus 11:5. Eles tinham um testemunho. Esse era o testemunho de Deus a respeito deles.

    Então, quando chegamos ao final do capítulo, em Hebreus 11:39-40, é assim que ele termina:

    E todos estes, tendo alcançado testemunho pela fé, não alcançaram a promessa: provendo Deus alguma coisa melhor a nosso respeito, para que eles, sem nós, não fossem aperfeiçoados.

    Creio, irmãos e irmãs, que vemos algo de um testemunho nessas pessoas. Aquela última expressão diz que elas confessaram ser estrangeiros e peregrinos na terra.

    Essa era a confissão delas. Esse era o testemunho delas.

    Vamos olhar para o conjunto.

    Elas viram algo que mudou sua vida. O que você vê é o mais importante.

    Estavam plenamente convictas daquilo que viram.

    Abraçaram aquilo com paixão.

    Testificaram, por meio da própria vida, que eram estrangeiros e peregrinos na terra.

    É isso que acontece com um povo plenamente convicto.

    Temos esse tipo de testemunho? Deus dirá a respeito de nós, como povo — ou de você, individualmente —: “Este é o Meu testemunho: vocês alcançaram testemunho”?

    No fim, o que Deus procura é um testemunho vivo em Seu povo.

    É por isso que essa expressão em Hebreus 11 é tão cheia de significado: alcançaram testemunho.

    E vocês se lembram de que, no último livro da nossa Bíblia, cronologicamente, Apocalipse, há uma expressão de importância fundamental: o testemunho de Jesus.

    No fim, creio que é isso que Deus busca. Foi isso que Ele encontrou nessas pessoas em Hebreus 11. É isso que Ele busca em nós como povo.

    João disse em Apocalipse 1:9:

    Eu, João, irmão vosso e companheiro convosco na tribulação, e no reino, e na paciência que estão em Jesus, estava na ilha chamada Patmos, por causa da palavra de Deus e do testemunho de Jesus.

    Essa era a explicação de toda a sua vida.

    Apocalipse 6 fala dos mártires que foram mortos e estavam debaixo do altar. Diz que foram mortos por causa do testemunho de Jesus.

    Em Apocalipse 12:17, o dragão faz guerra contra o restante da descendência da mulher, aqueles que guardam os mandamentos de Deus e têm o testemunho de Jesus.

    Vocês acham que essa expressão, alcançaram testemunho, é importante? Ela é de importância vital.

    É isso que a igreja deve ser no fim: um povo de testemunho.

    Vocês se lembram de Apocalipse 19:10, quando João ficou tão impressionado que se prostrou diante do anjo, e o anjo disse:

    Olha, não faças tal.

    Por quê?

    Sou teu conservo e de teus irmãos que têm o testemunho de Jesus.

    Temos o testemunho de Jesus? Alcançamos o testemunho de Jesus?

    Essa é a evidência de estar plenamente convicto. Esse é o resultado final.

    É uma expressão tão viva, presente na sua vida, que as pessoas entram em contato com ela quando estão na sua presença. Talvez você não diga nada, mas elas percebem algo diferente em você.

    É assim também com uma assembleia. Quando as pessoas entram no meio de vocês — até mesmo em meio ao caos de Corinto —, o testemunho é que os incrédulos declararão, como em 1 Coríntios 14:25:

    Deus está verdadeiramente entre vós.

    Isso é testemunho.

    Que o Senhor encontre, no fim, pessoas suficientes que tenham alcançado testemunho: um povo cuja vida inteira seja o testemunho de Jesus. Se Ele fizer isso, Seu propósito será cumprido.

    Eles as viram de longe, estavam persuadidos delas, abraçaram-nas e confessaram que eram estrangeiros e peregrinos. E, no fim, alcançaram testemunho.

    Um tesouro peculiar

    Quero ler um versículo para encerrar. Não estava pensando nele, mas acho que agora estou.

    Abram em Malaquias. Acho que todos vocês sabem que esse é o último livro do Antigo Testamento. Perdoem-me.

    Malaquias 3. Este é o povo que alcança testemunho. Malaquias 3:16 e a primeira parte de Malaquias 3:17:

    Então, aqueles que temiam ao Senhor falavam uns aos outros; e o Senhor atentou e ouviu; e um livro de memória foi escrito diante Dele, para os que temiam ao Senhor e para os que se lembravam do Seu nome. E eles serão Meus, diz o Senhor dos Exércitos, Minha própria possessão, naquele dia que farei.

    Vocês sabem o que é isso? É comunhão. É estar juntos no espírito de comunhão.

    E o Senhor observou. Isso não é belo? Ele vê um povo assim. Observou. Ouviu. E não apenas ouviu, mas escreveu um livro de memória a respeito deles.

    São pessoas que alcançaram testemunho. É isso que Ele procura. É isso que significa estar plenamente convicto. Essa é a evidência.

    E esta bela expressão na primeira parte de Malaquias 3:17:

    Eles serão para Mim um tesouro peculiar.

    Vocês conseguem imaginar? Conseguem imaginar? O próprio Deus reconhece como Seu o testemunho desse tipo de povo. Eles serão para Ele um tesouro peculiar.

    Seu tesouro. Seu tesouro.

    É disso que trata Hebreus 11. São as evidências de estar plenamente convicto. Não é doutrina. Não é ensino. Tem muito mais a ver com aquilo que você vê no coração do que com qualquer outra coisa.

    Mas, de fato, no fim, é aquilo que Deus viu nessas pessoas e aquilo que Ele procura em nós.

    Oração final

    Vamos orar?

    Senhor, nós nos voltamos novamente para Ti neste momento, com a mesma dependência absoluta, e pedimos que, se algo foi falado da Tua parte, Tu o seles em nosso coração.

    Assim como fizeste com essas pessoas, Tu nos conquistarás? Senhor, queremos Te dizer hoje, enquanto nosso coração está aquecido diante de Ti, que queremos nos entregar por inteiro.

    Queremos ser um povo que abraça aquilo que vê e tem paixão por aquilo que vê. Queremos ser, no fim, o povo que Tu procuras: um povo de testemunho, que dê o testemunho de Jesus; que, como disse aquele anjo, tenha o testemunho de Jesus.

    Opera em nós aquilo que não podemos fazer. Abre nossos olhos para aquilo que não podemos ver e faz de nós aqueles que correm após Ti todos os dias da nossa vida.

    Em nome de Jesus, amém.