Por favor, abram em Atos 13:36.
Porque Davi, depois de haver servido ao conselho de Deus na sua própria geração, adormeceu, foi reunido a seus pais e viu a corrupção.
Vamos fazer uma oração.
Querido Senhor, queremos agradecer-Te pelo privilégio de estarmos reunidos em Teu nome. Como Te agradecemos, sabendo que onde está o Teu nome, ali está a Tua presença. Senhor, desejamos a Tua presença mais do que qualquer outra coisa.
Enquanto estamos em Tua presença, prepara o nosso coração. Abre o nosso coração para que possamos ouvir a Tua Palavra e permitir que ela opere em nós de tal maneira que produza fruto para Ti. Entregamos este tempo em Tuas mãos. Pedimos a Tua bênção, para que sejas glorificado. Pedimos em Teu nome. Amém.
Graças a Deus por nos reunir nesta ocasião. Esperamos no Senhor pela Sua bênção. Confiamos que, sempre que o povo de Deus se reúne em nome de nosso Senhor Jesus, a Sua presença está aqui conosco. E, com a Sua presença, sabemos que haverá bênção, para a glória de Deus.
No princípio, não havia nada além de Deus. Ora, Deus é um Deus triúno: Deus Pai, Deus Filho e Deus Espírito Santo.
Se pudermos usar uma descrição em termos humanos, podemos dizer que, no princípio, houve uma conversa entre as Pessoas da Divindade. Nosso Deus é um Deus triúno: Deus Pai, Deus Filho e Deus Espírito Santo.
Houve, por assim dizer, uma consulta entre Eles. Deus Pai amava o Seu Filho. Ele queria dar tudo ao Seu Filho amado. Mas, sendo Deus, Ele conhecia o fim desde o princípio. Ele sabia que, no decorrer desse processo, haveria um problema.
Então, enquanto o Pai compartilhava o Seu pensamento, o Seu Filho Se apresentou e disse: “Pai, se esta é a Tua vontade, prossegue. Estou disposto a oferecer a Mim mesmo como o Homem que redimirá as pessoas perdidas”.
Foi com base no que o Senhor Jesus disse que o Pai prosseguiu com a criação.
De fato, quando Deus criou os céus e a terra, tudo era belo. De toda a criação de Deus naquele tempo, os seres mais elevados eram os arcanjos. Entre os arcanjos estava Lúcifer, a estrela brilhante, a obra-prima da criação de Deus.
Ele foi dotado de dez dons maravilhosos. Deveria ser o anjo principal, o anjo sobre o trono de Deus. Deveria conduzir os anjos na adoração a Deus.
No princípio, tudo era belo. Tudo era como Deus queria que fosse. Mas, infelizmente, Lúcifer, por causa da abundância do seu comércio e de seus grandes talentos, começou a olhar para si mesmo.
Irmãos e irmãs, é sempre perigoso olhar para nós mesmos. Porque, quando olhamos para nós mesmos, o que esperamos ver? Ou nos vemos como perfeitos e gloriosos e nos orgulhamos de nós mesmos, ou nos vemos como nada e ficamos abatidos.
Portanto, a questão é esta: nunca olhe para si mesmo. Olhe para Jesus, o Autor e Consumador da fé.
Quando Lúcifer, no princípio, conduzia os outros anjos na adoração a Deus, tudo estava correto, segundo a ordem de Deus. Mas, infelizmente, Lúcifer começou a olhar para si mesmo.
Queridos irmãos e irmãs, é sempre perigoso olhar para nós mesmos à parte de nosso Senhor Jesus. Porque, quando você faz isso, ou se considera mais excelente do que realmente é e se torna orgulhoso, ou fica abatido, porque não é nada, e tende a desistir.
Por isso, a Bíblia sempre nos exorta: tire os olhos de si mesmo e olhe para Jesus, o Autor e Consumador da fé. Esse é o único caminho seguro.
De fato, Lúcifer, por causa de seus grandes talentos, de sua importante função e de sua elevada posição de conduzir os anjos na adoração e no serviço a Deus, começou a olhar para si mesmo.
Irmãos e irmãs, como eu disse, é sempre perigoso olhar para si mesmo à parte de Cristo. Só pode haver dois resultados. Um é ficar exaltado e considerar-se mais do que realmente é; você se torna orgulhoso. Ou você fica abatido, menosprezando a si mesmo e se tornando desanimado.
É por isso que a Bíblia sempre nos exorta a desviar os olhos de nós mesmos e olhar para Jesus, o Autor e Consumador da fé.
De fato, Lúcifer começou a olhar para si mesmo. Ele não estava satisfeito com o que Deus lhe havia dado — com sua posição e com o serviço que Deus o havia chamado a realizar. Queria algo mais para si mesmo.
Isso não acontece também conosco? Se olhamos para nós mesmos, tendemos a nos considerar maiores do que realmente somos, ficamos orgulhosos e começamos a agir de acordo com isso. Ou olhamos para nós mesmos, desprezamos o que Deus nos deu, ficamos abatidos e tendemos a ser negativos.
Foi isso que aconteceu com Lúcifer. Em Isaías 14, lemos que, ao olhar para si mesmo, ele expressou seu sentimento cinco vezes. Não estava satisfeito com o que Deus lhe havia dado — com sua posição e com os dons que Deus lhe dera. Queria ser mais.
Para dizer claramente, ele queria ser igual a Deus. E quem é igual a Deus, senão o Filho unigênito de Deus? Em outras palavras, Lúcifer ambicionava tomar o lugar do Filho de Deus, Jesus Cristo. Essa foi a sua ruína.
Assim, em Isaías 14, lemos cinco vezes que ele queria algo mais. Queria ser igual a Deus. Queria tomar o lugar do Filho amado de Deus, Seu único Filho amado. Esse foi o pecado de Lúcifer.
Por causa dessa ambição, Deus o expulsou do céu. E tudo o que estava sob o seu domínio ficou sob maldição.
Cremos que a terra que conhecemos hoje estava anteriormente sob o domínio que Deus havia dado a Lúcifer para governar. Portanto, quando o juízo de Deus veio sobre Lúcifer, ele não apenas foi destituído de sua posição no céu, mas a terra, que estava sob seu governo, ficou em ruínas, cercada por águas, sob juízo.
Não sabemos quanto tempo isso durou, mas sabemos que houve um período em que a terra esteve cercada por águas. Chamamos esse período de Era Glacial. Na verdade, era o juízo de Deus sobre Lúcifer.
Mas Deus, sendo o Deus de amor, não permitiria que essas coisas negativas continuassem. Assim, a Bíblia começa com o Espírito de Deus pairando sobre a face do abismo. Em outras palavras, o amor de Deus começou a retornar à terra e, em seis dias, Deus a restaurou para que fosse habitável.
Deus tem um plano. Para Deus, destruir Lúcifer era fácil. Seu sopro poderia destruir Lúcifer. Mas Deus não faria isso, porque, se o fizesse, não obteria glória alguma. Seria como um adulto bater em uma criancinha. Não há glória alguma para essa pessoa.
Então, Deus, em Sua maravilhosa sabedoria, tinha um plano. Ele queria derrotar Seu inimigo não apenas por Si mesmo, mas por meio de alguém criado um pouco abaixo dos anjos. Contudo, pela graça de Deus, Ele usaria essa pessoa para derrotar Seu inimigo. Essa é a glória de Deus.
Portanto, queridos irmãos e irmãs, essa é a história da criação do homem. O homem, tal como nós somos, não foi criado para si mesmo. O homem foi criado para glorificar a Deus, cumprir o propósito de Deus e derrotar o inimigo de Deus, para que Deus seja glorificado.
Pensem em como será glorioso usar alguém inferior para derrotar alguém superior — não por si mesmo, mas confiando em Deus. É isso que Deus Se propõe a fazer.
Infelizmente, o homem falhou. Deus colocou o homem no jardim do Éden. Era um jardim maravilhoso, cheio de árvores frutíferas para o alimento do homem.
Deus deu ao homem esta incumbência:
Cultiva-o e guarda-o.
Cultivá-lo, porque o propósito de Deus é sempre que o homem aperfeiçoe aquilo que Deus providenciou, para a glória de Deus. Ao mesmo tempo, guardá-lo.
Ora, o que isso significa? Significa que, quando Deus plantou o jardim do Éden e colocou o homem nele, Satanás estava fora do jardim. Deus ordenou ao homem que fizesse duas coisas: cultivar e guardar.
Cultivar é aperfeiçoar aquilo que Deus providenciou. Esse é sempre o propósito de Deus. E guardar é proteger contra o inimigo de Deus, pois Satanás estava fora do jardim do Éden. Era um jardim de prazer.
Mas, como todos vocês sabem, o homem falhou em sua incumbência. Ele cultivou o jardim, mas não guardou o jardim.
Não sabemos por que, enquanto o homem cultivava o jardim, Eva, sua esposa, andava de um lado para outro, sem ajudá-lo no trabalho que Deus lhes havia dado para fazer. Por outro lado, vemos que o homem deixou de guardar o jardim.
O jardim não tinha um muro. Deus fez isso com um propósito, porque queria que o homem fosse esse muro. Agora, pensem nisso.
Quando Deus criou o homem, ele tinha tamanho poder e força que era capaz de guardar o jardim. Era capaz de ser o muro do jardim contra o inimigo. Esse é o propósito de Deus para o homem.
Mas, infelizmente, nossos primeiros pais falharam. Cultivaram o jardim, mas não vigiaram o jardim. Não agiram como o muro do jardim.
Pensem nisso. Que poder Deus deve ter dado a Adão, para que ele, sendo uma só pessoa, fosse capaz de guardar aquele grande jardim e agir como um muro contra o inimigo! Deus deu a Adão grande poder para fazer isso.
Mas Adão falhou. E, porque deixou de guardar o jardim, Satanás conseguiu entrar sorrateiramente, enganar sua esposa e, por meio dela, enganar Adão. Essa é a queda do homem. Que tragédia!
Mas Deus não pode ser derrotado. Ele tinha um plano.
A descendência da mulher esmagará a cabeça da serpente;
E a serpente Lhe ferirá o calcanhar.
Essa é a promessa de Deus. Deus não vai destruir o inimigo pelo Seu próprio poder, porque isso não Lhe daria glória. Deus usará o homem, um pouco abaixo dos anjos, para destruir o anjo que é superior ao homem. Essa é a glória de Deus.
Portanto, irmãos e irmãs, embora Adão tenha caído no jardim do Éden, Deus fez uma promessa:
A descendência da mulher esmagará a cabeça da serpente;
E a serpente Lhe ferirá o calcanhar.
Em outras palavras, Deus colocou inimizade entre Satanás e o homem — entre o homem e Satanás. Deus não quer que o homem tenha amizade com Seu inimigo. Deus quer que o homem seja um vaso em Sua mão para derrotar Seu inimigo. É nisso que está a glória de Deus.
Assim, ao lermos a Bíblia, vemos que a promessa de Deus acerca da descendência da mulher finalmente se cumpriu com a Sua vinda a esta terra. Deus enviou Seu próprio Filho amado ao mundo para ser a descendência da mulher, para derrotar Seu inimigo.
Nosso Senhor Jesus veio encarnado como homem. E, como homem, Ele foi tentado em todas as coisas, assim como nós.
Mas, graças a Deus, Ele foi fiel a Deus. Nunca cedeu a nenhuma tentação durante toda a Sua vida. Obedeceu ao Seu Pai, apesar de Si mesmo.
Vocês se lembram de como Ele dizia repetidamente:
Eu nada posso fazer por Mim mesmo.
Faço porque vi Meu Pai fazer.
Não posso ir a lugar algum por Minha própria iniciativa.
Vou porque Meu Pai Me enviou.
Ele resistiu a todas as tentações do inimigo de Deus e venceu. E, porque venceu, deu esse poder de vencer àqueles que creem Nele.
Irmãos e irmãs, ao lermos a Bíblia, chegamos ao seu último livro, Apocalipse. Qual é o tema de Apocalipse? Qual é a expressão que aparece repetidas vezes no livro de Apocalipse? É esta:
Ao que vencer.
Deus está levantando vencedores ao longo das eras. Desde o começo da história humana até o seu fim, Deus está levantando um povo de vencedores.
O que significa ser vencedor? Significa vencer o inimigo de Deus. Essas pessoas vencem todas as tentações que o inimigo procura colocar diante do homem. São obedientes a Deus, fiéis a Deus, leais a Deus; e, por meio delas, Deus pode derrotar Seu inimigo. Esses são os vencedores.
O chamado para vencer não está apenas no último livro da Bíblia, Apocalipse. Na verdade, o chamado para vencer existe desde o início do fracasso do homem.
Deus chama Seu povo a vencer — a vencer Satanás, vencendo todas as tentações com que Satanás tenta o homem. Negue a si mesmo. Obedeça ao Senhor. Siga-O. Confie Nele até o fim. Esses são os vencedores que Deus procura.
Portanto, irmãos e irmãs, não é apenas no último livro da Bíblia, Apocalipse, que encontramos o chamado para vencer. Na verdade, desde o início do fracasso do homem, Deus começou a chamar vencedores.
É por isso que vocês encontram em Apocalipse 14 inúmeras pessoas que venceram ao longo das eras pela graça de Deus.
Irmãos e irmãs, estamos vivendo no fim desta era. Fico pensando se o Senhor voltará enquanto eu ainda estiver vivo.
Ouvi algumas pessoas dizerem que outra pessoa colocou essa ideia em mim, mas não. De alguma forma, em meu espírito, sinto que estamos vivendo no fim desta era. É bem possível que nosso Senhor volte enquanto ainda estivermos vivos.
Vocês esperam isso? Ou estão esperando que o Senhor adie Sua volta porque ainda têm seus próprios planos? Vocês ainda não estão prontos para Ele. “Espera, Senhor, até que eu tenha desfrutado daquilo que queria fazer; então me arrependerei, e Tu virás.” Não é isso que vocês esperam?
Mas o Senhor não vai atender ao seu egoísmo. Se o Senhor vier sem a sua permissão, Ele virá — na verdade, quando você não estiver esperando. Você não espera que Ele venha. É verdade.
Nossa atitude é: “Senhor, ainda não desfrutei do mundo. Dá-me tempo para desfrutar do mundo, e então me arrependerei e esperarei que Tu voltes, para que eu possa ser arrebatado”. Não é esse o nosso pensamento secreto e egoísta?
Fico pensando se estamos vivendo no fim desta era. Esta era já dura vinte séculos. Isso não é tempo suficiente?
Tenho uma esperança secreta: que meu Senhor volte enquanto eu ainda estiver vivo. Não sou profeta, nem falso profeta. Apenas espero que o Senhor volte enquanto eu ainda estiver vivo. Creio que isso é possível.
O Senhor está vindo.
E, quando Ele vier, lemos em Mateus 24 que tudo parecerá normal, como sempre tem sido ao longo de vinte séculos. Mas, de repente, duas estarão moendo no moinho pela manhã; uma será tomada, e a outra será deixada.
Dois estarão trabalhando no campo; um será tomado, e o outro será deixado. Dois estarão dormindo em sua cama; um será tomado, e o outro será deixado.
Por quê? Porque a terra é redonda. Em alguns lugares é manhã; em outro lugar é dia; em outro lugar é noite. Mas, onde quer que você esteja, verá isto acontecer: um será tomado, e o outro será deixado.
Quem é tomado é quem está pronto — pronto em todo tempo, preparando-se para a vinda do Senhor. E quem é deixado é aquele que diz: “O Senhor vai adiar Sua volta”, e começa a bater em seus companheiros de trabalho. Para sua surpresa, o Senhor volta de repente.
Irmãos e irmãs, se isso acontecesse hoje, vocês sabem se estariam entre os que são tomados ou entre os que são deixados? Essa é uma pergunta séria. Não podemos nos dar ao luxo de ficar acomodados.
Irmãos e irmãs, sinto profundamente que o Senhor pode vir enquanto eu ainda estiver vivo. Ele me mantém vivo por tanto tempo porque quer vir durante a minha vida. Estou pronto para Ele? Estou preparado para Ele? Ou, se Ele vier, ficarei para trás?
Ora, isso não significa que alguém que ficar para trás não seja salvo. Pela graça de Deus, se você crê no Senhor Jesus como seu Salvador pessoal, Ele o salvará. Não há dúvida quanto a isso.
Mas não se trata de salvação; trata-se de salvação plena. Eu realmente creio, irmãos e irmãs, que, se o Senhor viesse agora, vocês gostariam de ser arrebatados, não gostariam?
Nós, que estamos aqui no auditório nesta manhã, se o Senhor vier agora, esperamos estar entre os que serão arrebatados? Ou vocês estão satisfeitos em ficar para trás?
Não estou dizendo que aqueles que ficarem para trás não sejam salvos. Eles são salvos pela graça de Deus. Mas serão disciplinados durante o período do reino milenar.
Somente aqueles que estiverem prontos para ir se tornarão reis e reinarão com Cristo durante o reino milenar. Será uma grande diferença.
Isso não significa que vocês deixarão de ser salvos. Graças a Deus, vocês são salvos. Somos salvos para sempre. E, um dia, Deus nos salvará plenamente. Mas aqueles que não estiverem preparados terão de sofrer nas trevas durante o período do milênio.
Portanto, creio que a Bíblia é muito clara para nós. Irmãos e irmãs, graças a Deus, estamos vivendo neste momento decisivo.
Este não é o momento de ficarmos acomodados. Este é o momento de despertarmos, de nos entregarmos totalmente ao Senhor e de permitirmos que Seu Espírito opere em nossa vida.
Deixemos que Ele examine nosso coração para ver se há algum mal em nós que nos impeça de ser tomados. Creio que essa é a atitude que devemos assumir hoje.
Portanto, Senhor, tem misericórdia de nós. Agradecemos-Te por nos dar esta oportunidade de nos reunirmos para estudar. Oramos, Senhor, para que ninguém fique para trás, mas que todos, pela Tua graça, escolham ir e sejam tomados, para estar Contigo e reinar Contigo por mil anos, para a glória de Deus. Amém.