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    The Eternal Value Of Our Service © 2026 Christian Testimony Ministry
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    The Eternal Value Of Our Service
    The Eternal Value Of Our Service
    Graham, Mac

    O ministério espiritual do serviço

    Gostaria que abríssemos nesta manhã em 2 Coríntios 8. Vamos ler os cinco primeiros versículos.

    Agora, irmãos, queremos dar-vos a conhecer a graça de Deus que foi concedida às igrejas da Macedônia;
    que, em grande provação de aflição, a abundância da sua alegria e a sua profunda pobreza transbordaram na riqueza da sua liberalidade.
    Pois testemunho que, segundo as suas possibilidades e mesmo além delas, deram espontaneamente,
    suplicando-nos, com muita insistência, o favor de participarem na assistência aos santos;
    e não somente como esperávamos, mas primeiramente deram a si mesmos ao Senhor e a nós, pela vontade de Deus.

    Agora abram também em Filipenses 4. Paulo acabara de receber uma oferta da igreja de Filipos e estava agradecendo por ela.

    Não que eu procure a própria oferta, mas procuro o fruto que aumenta o vosso crédito.
    Mas recebi tudo integralmente e tenho em abundância; estou plenamente suprido, tendo recebido de Epafrodito o que enviastes: aroma suave, sacrifício aceitável e agradável a Deus.
    E o meu Deus suprirá todas as vossas necessidades segundo as Suas riquezas na glória em Cristo Jesus.

    Oração inicial

    Senhor, somos gratos nesta manhã porque, ao nos reunirmos, nosso irmão nos levou de volta ao próprio fundamento desta vida: como Tu amaste o mundo de tal maneira que deste o Teu Filho unigênito, para que todo aquele que Nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.

    Somos gratos pelo preço que pagaste. Somos gratos pela vida que recebemos e somos gratos porque essa vida agora está dentro de nós. Senhor, estando essa vida em nós, ela deseja ouvir a própria palavra que vem do trono de Deus.

    Assim, Senhor, ao abrirmos hoje o coração a Ti, desejamos Te ver de maneira mais plena e profunda. Não estamos aqui apenas para aprender a Teu respeito, mas para permitir que a Tua vida fale conosco e para termos um encontro Contigo. Esse é realmente o desejo do nosso coração a cada dia.

    Neste tempo que temos juntos, somos gratos porque podemos buscar juntos a Tua face e porque Tu falas conosco na unidade do Teu coração. Senhor, entregamos este tempo em Tuas mãos, em nome de Jesus. Amém.

    As igrejas da Macedônia e o coração de serviço

    Ao olharmos os versículos que lemos em 2 Coríntios 8, o contexto era este: Paulo estava se preparando para ir a Corinto recolher uma oferta dos santos de lá e levá-la a Jerusalém.

    Agora, as igrejas da Macedônia… Bem, aqui vai uma pergunta para acordar todo mundo. Digam o nome de uma das igrejas da Macedônia. Filipos, Tessalônica e aqueles que buscavam o Senhor, os verdadeiros investigadores da Palavra de Deus: os bereanos. Isso mesmo.

    Essas eram as igrejas da Macedônia, e elas já haviam dado uma oferta. Paulo estava usando o testemunho delas para encorajar os irmãos de Corinto a agir. Os coríntios já haviam assumido o compromisso de contribuir, e Paulo estava trazendo isso à memória deles.

    É precioso observar esses irmãos da Macedônia. Eles viviam em cidades muito pobres, em uma região pobre, e sofriam muito sob o domínio dos romanos. Eram bem diferentes dos irmãos de Corinto, que era uma cidade mais próspera. Essas outras cidades eram pobres e afligidas, e Paulo estava usando o exemplo delas para encorajar os coríntios.

    Então, sobre o que vou compartilhar hoje? Sobre contribuição? Não, porque essa não é realmente a questão. A questão aqui é um coração de serviço.

    Ao olharmos esses versículos, espero que possamos enxergar além da contribuição e ver o coração de serviço desses queridos irmãos da Macedônia. E, além de um coração de serviço, vemos que o serviço, como lemos em Filipenses, é um ministério espiritual.

    Quando servimos uns aos outros, há ali um ministério espiritual. Ele vai além do imediato e permite que a Noiva seja preparada. Cada vez que há serviço no Senhor, mais ouro é acrescentado à cidade.

    Ao considerarmos o serviço, que o Senhor nos ajude a enxergar que ele vai além do imediato. Há valor eterno em nosso serviço ao Senhor e uns aos outros. É isso que Ele busca. Vai muito além de uma simples oferta material.

    O serviço no propósito de Deus

    Por que estamos considerando isso? Uma das razões é que teremos a conferência daqui a algumas semanas. Qual é o tema da conferência? Servindo ao propósito de Deus em nossa geração. O testemunho a respeito de Davi é que ele serviu ao propósito de Deus em sua própria geração.

    Temos isso em mente, mas esta não é uma mensagem apenas para a conferência. O encargo é que isso alcance todos os dias da nossa vida, porque somos chamados a servir a Deus e a servir uns aos outros diariamente.

    É para o nosso encorajamento individual, para que sejamos fortalecidos, para que nossa vida em conjunto seja fortalecida e, por meio disso, o testemunho do Senhor seja fortalecido. E que isso apresse a volta do Senhor.

    Muitas vezes, quando olhamos as coisas no âmbito natural, temos o hábito de classificar o serviço por ordem de importância. É mais importante alguém ensinar as crianças na conferência do que aqueles que estão ensinando lá embaixo agora? Não. Eles são simplesmente chamados a ser fiéis com aquilo que o Senhor colocou em suas mãos naquele dia.

    É um serviço diário. O homem gosta de dar maior destaque a certas coisas. Às vezes, quando há um público maior ou mais pessoas, dizemos: “Nossa, esse é um serviço maior”. Não, não é.

    O Senhor está nos chamando a servi-Lo fielmente todos os dias com aquilo que Ele coloca em nossas mãos. Essa deve ser a nossa perspectiva. Vemos nesses queridos irmãos como foram conquistados pelo Senhor e como O serviam com um coração puro.

    O serviço como testemunho do Corpo de Cristo

    Ao servirem aos irmãos de Jerusalém que estavam passando por um tempo difícil, esses queridos irmãos da Macedônia e de Corinto deram, por meio desse serviço, um testemunho maravilhoso da unidade do Corpo de Cristo.

    Esse é um testemunho concreto, visível nesta terra: há irmãos em um lugar cuidando de irmãos em outros lugares. Para mim, uma das belezas da reunião de oração de quarta-feira à noite é que muitas vezes oramos por pessoas que nem sequer sabemos quem são.

    Talvez um irmão tenha ido a algum lugar. Kenny foi a San Antonio, e havia irmãos lá; nós oramos por esses irmãos. Hoje Jeffrey está em Rockville, Maryland, e oramos por aqueles irmãos.

    Há um testemunho da nossa unidade com eles. Nossa unidade não se baseia em um relacionamento pessoal nem no fato de conhecê-los. Nossa unidade com eles se baseia em estarmos em Cristo e na unidade que temos no Corpo de Cristo.

    Quanto mais essa vida é expressa, mais esse testemunho é fortalecido. Esses queridos irmãos da Macedônia haviam recebido muita ajuda espiritual dos irmãos de Jerusalém e eram gratos pela oportunidade de responder e ajudar de maneira material.

    Mas o desejo é enxergar muito além do material e perceber que nosso serviço é um verdadeiro ministério espiritual ao Senhor. É isso que Ele busca.

    Aroma suave e sacrifício aceitável

    Como Paulo descreveu a oferta que recebeu? Voltem a Filipenses 4. Paulo havia recebido a oferta e estava muito agradecido por ela.

    Em Filipenses 4:18, ele testemunha que havia recebido tudo integralmente e estava plenamente suprido, tendo recebido de Epafrodito o que eles haviam enviado. Mas o que ele diz que essa oferta era?

    Aroma suave, sacrifício aceitável e agradável a Deus.

    Essa era a sua realidade espiritual. Embora o que tivessem enviado talvez fosse dinheiro, Paulo enxergou além disso. Era um sacrifício espiritual, agradável a Deus. Era um aroma suave. A fragrância de Cristo emanava daquela oferta, muito além de uma simples provisão material.

    É para isso que o Senhor está nos chamando nesta hora. Há uma grande batalha pelo testemunho. Há uma batalha pelo serviço de uns aos outros nesta geração tão centrada em si mesma.

    Há tanto foco em nós mesmos, mas o Senhor está procurando, vez após vez, tirar nossos olhos de nós mesmos, para que cuidemos uns dos outros diariamente.

    Apreciei o testemunho de Herbert durante os avisos: eles haviam trazido mais comida e não disseram: “Bem, vamos guardar essa comida no congelador. Depois nós comemos”. O Espírito falou com eles, e eles a levaram a uma família necessitada.

    Louvado seja Deus por isso. Aquilo foi um aroma suave, um sacrifício maravilhoso em favor daquela família. Esse é o coração de serviço que nosso Senhor deseja zelosamente nestes dias: tirar os olhos de nós mesmos e voltá-los para Ele.

    Cinco tesouros do serviço espiritual

    O fundamento do serviço: a graça de Deus

    Ao olharmos esses versículos, cada um nos traz uma pequena lição, um aspecto desse assunto. Talvez possamos chamá-los de cinco tesouros encontrados nesses versículos.

    O primeiro versículo nos apresenta o fundamento do nosso serviço. Se voltarmos a 2 Coríntios 8:1, veremos que o fundamento do nosso serviço é a graça de Deus.

    Agora, irmãos, queremos dar-vos a conhecer a graça de Deus que foi concedida às igrejas da Macedônia.

    O fundamento de todo o nosso serviço é a graça de Deus. Paulo não está elogiando os irmãos da Macedônia por algo que possuíam em si mesmos, alguma qualidade ou capacidade superior. Ele os está elogiando pela graça de Deus.

    Todo o nosso serviço acontece simplesmente ao respondermos à graça de Deus. Antes, Paulo havia encorajado os irmãos de Corinto a não receberem a graça de Deus em vão. Todos nós recebemos a graça de Deus em Cristo Jesus.

    Como diz em João, Ele era cheio de graça e de verdade. Aprecio como lembramos uns aos outros que a graça não é uma coisa. A graça é uma Pessoa. É uma vida dentro de nós. Foi isso que recebemos.

    Esses irmãos da Macedônia haviam recebido essa graça, e havia abundância nela. Quanta graça nós recebemos? Recebemos uma plenitude.

    Vejam 2 Coríntios 9:8. Sei que não deveríamos ter favoritos, mas esse é um dos meus versículos favoritos de toda a Escritura, porque há nele tamanha plenitude, abrangência e inclusão de todas as coisas.

    E Deus é poderoso para fazer abundar em vós toda a graça, a fim de que, tendo sempre toda a suficiência em tudo, tenhais abundância para toda boa obra.

    Às vezes, enfrentamos uma situação e dizemos: “Não há como eu fazer isso”. Na verdade, essa é uma boa atitude, se a usarmos da maneira certa, porque realmente não podemos. Mas, às vezes, paramos aí e permitimos que isso nos paralise, porque nossos olhos estão voltados para nós mesmos.

    Se tirarmos os olhos de nós mesmos e percebermos a graça que recebemos, veremos que há uma capacidade que Deus colocou dentro de nós. Há uma vida em nós que pode vencer qualquer situação.

    Essa é a beleza desse versículo. Sempre digo que ele foi escrito por um advogado, porque o advogado fechou todas as brechas possíveis para qualquer argumento que alguém pudesse apresentar.

    Deus é poderoso para fazer abundar em vocês toda a graça — não apenas alguma graça. Não apenas um pouquinho, mas graça abundante. Para que, sempre — não às vezes, mas sempre —, tendo toda a suficiência em tudo, não apenas em algumas coisas, vocês tenham abundância, não apenas o suficiente, para toda boa obra.

    Esse é um versículo abrangente, que descreve a graça de Deus que recebemos. É um versículo abrangente, que descreve a vida de Cristo dentro de nós. O Senhor está nos chamando a responder a essa graça.

    A graça e a responsabilidade espiritual

    É triste que, nos dias em que vivemos, a graça tenha sido tão distorcida. É quase como se, por termos graça, estivéssemos dispensados de toda responsabilidade espiritual.

    Mas a graça de Deus faz exatamente o contrário. Em vez de nos dispensar da responsabilidade, ela cria em nós um senso maior de responsabilidade espiritual.

    O que é responsabilidade espiritual? Como tantas vezes ouvimos nosso irmão Stephen compartilhar, é responder à capacidade Dele. Não vem de nós mesmos.

    Às vezes, quando pensamos em responsabilidade espiritual, pensamos: “Ah, agora tenho que fazer alguma coisa”. Mas responsabilidade espiritual é simplesmente responder à capacidade Dele. Quanto mais conhecemos a Sua capacidade, maior é a nossa resposta a Ele.

    Esta vida cristã é realmente uma vida de resposta. Quando viemos à mesa nesta manhã, o que é adoração? O que é lembrar-nos Dele? É responder ao Seu grande amor.

    Nosso irmão compartilhou sobre João 3:16, e houve uma resposta. A adoração é uma resposta ao contemplarmos o Senhor. Quando nos reunimos para orar na quarta-feira à noite, nossas orações são uma resposta aos encargos e à direção que Ele coloca em nosso coração.

    Nossa vida diária de serviço é uma resposta à medida que o Espírito nos toca, à medida que o Espírito nos torna sensíveis a isto ou àquilo. Somos aqueles que respondem à Sua graça.

    A graça em todas as circunstâncias

    Louvado seja Deus, irmãos e irmãs, a graça de Deus não depende das circunstâncias. Não é uma graça relativa. Há nela um caráter absoluto, uma plenitude, sejam as circunstâncias boas ou ruins.

    Há uma suficiência completa nessa graça. Muitas vezes, esperamos que as circunstâncias melhorem um pouco, pensando que então poderemos fazer alguma coisa. Mas a graça de Deus está disponível independentemente das circunstâncias.

    Sempre penso na vida de José. Durante a primeira parte de sua vida, as circunstâncias foram terríveis. Contudo, o testemunho da vida de José era que Deus estava com ele.

    Seus irmãos o traíram. Ele foi vendido como escravo. Foi acusado falsamente pela mulher de Potifar. Acabou na prisão. Contudo, em tudo isso, Deus estava com ele.

    José conhecia a graça de Deus que estava com ele e, por meio dessa graça, respondia. No tempo determinado, Deus pôde exaltá-lo grandemente.

    Depois, quando José estava no trono, havia graça para não se tornar egocêntrico. Ele continuou respondendo à graça de Deus. Muitas vezes penso que a maior tentação da vida de José talvez tenha sido quando ele foi exaltado e tinha tudo neste mundo ao seu alcance.

    Ele era o segundo homem mais poderoso do mundo. Isso pode ser uma tentação maior do que o sofrimento e a aflição. Contudo, José respondeu à graça de Deus tanto nas circunstâncias consideradas ruins quanto nas circunstâncias de exaltação.

    Isso não depende das circunstâncias. Depende Dele. Essa é a vida que temos. Esses queridos irmãos da Macedônia, apesar das circunstâncias, tinham esse fundamento: a graça de Deus. Essa era a origem do seu serviço.

    O florescimento do serviço

    Então, à medida que responderam à graça de Deus, vemos o florescimento do seu serviço. A partir do fundamento do serviço, ele começou a florescer de uma maneira que não esperaríamos.

    A letra-chave de hoje é “F”: fundamento, florescimento. Vejam 2 Coríntios 8:2:

    Que, em grande provação de aflição, a abundância da sua alegria e a sua profunda pobreza transbordaram na riqueza da sua liberalidade.

    Que testemunho maravilhoso. Há aqui um duplo paradoxo: em grande provação de aflição, havia abundância de alegria; em profunda pobreza, havia liberalidade transbordante.

    Nossa! É algo que não conseguimos compreender a partir de nós mesmos. Isso mostra como a vida de Cristo dentro deles floresceu de maneira tão maravilhosa.

    Muitas vezes, na aflição, nosso egocentrismo aparece naturalmente. Ficamos concentrados em nosso problema e em nossa necessidade: “Estou passando por isso agora. Não posso me preocupar com mais ninguém. Tenho que resolver este problema. Tenho que superar isso. Tirem-me desta situação”.

    Mas, na Macedônia, em meio às aflições dos crentes, a vida de Cristo se manifestou. Eles responderam à graça de Deus, e a vida de Cristo se manifestou em um espírito de alegria e liberalidade que não vinha deles mesmos.

    Em nosso serviço diário uns aos outros — em casa, no trabalho e em tudo —, passamos por tempos de aflição e por várias provações. Que aprendamos com esses queridos irmãos e sejamos encorajados a encontrar essa alegria enquanto passamos por essas coisas.

    Foi por isso que escolhi aquele hino: Jesus nos chama em meio ao tumulto. No tumulto da vida, Ele nos chama a segui-Lo, a atravessar essas situações e a permitir que Ele trabalhe.

    A vida de Cristo na aflição

    A vida de Cristo dentro dos macedônios, e a vida de Cristo dentro de nós, cuida dos outros. Se olharmos para a vida de Cristo, não veremos uma vida centrada em si mesma. Veremos Alguém que cuidou dos outros em meio a todas as aflições da Sua vida.

    Na cruz, naquela grande aflição, com quem Ele estava preocupado? Estava preocupado com Sua mãe. Estava preocupado conosco. Ele disse:

    Pai, perdoa-lhes; porque não sabem o que fazem.

    Em Sua aflição, Ele disse:

    Não se faça a Minha vontade, mas a Tua.

    Essa é a vida de Cristo. Não é cuidar de si mesmo em meio à aflição, mas cuidar dos outros ao nosso redor.

    A história de José sempre me impressiona. Vocês se lembram de quando José estava na prisão? Ele cuidava de dois servos de Faraó, o copeiro e o padeiro.

    José era inocente, havia sido acusado falsamente e estava preso. Contudo, ele não estava absorvido pela autocomiseração nem preocupado apenas com sua própria aflição. Ele cuidava daqueles homens.

    Certa manhã, percebeu que eles estavam com uma expressão diferente no rosto, porque haviam tido sonhos. Não vamos entrar nos sonhos, mas o ponto é que, mesmo sendo acusado injustamente e estando aflito, José percebeu o sofrimento dos outros.

    Quando passamos por dificuldades, conseguimos perceber nossos irmãos e irmãs? Conseguimos reconhecer as situações na vida dos outros, ou estamos tão concentrados em nossa aflição que alguém pode estar em extrema necessidade bem ao nosso lado e nós nem percebermos?

    Será que a graça de Deus e essa vida de Cristo dentro de nós podem se manifestar de maneira mais plena à medida que respondemos a Ele? Que tiremos nossos olhos de nós mesmos e os voltemos para Ele e uns para os outros.

    A liberalidade e a simplicidade de coração

    Esse duplo paradoxo também diz que, em sua profunda pobreza, houve um transbordamento de liberalidade. Esses irmãos eram realmente pobres. Muitas vezes, quando passamos por um tempo de aperto ou nos sentimos empobrecidos, nosso egoísmo aparece.

    Começamos a acumular coisas. Nem pensamos em dar. Os cristãos podem aprender certo linguajar: “Não devo pedir nada”. Então dizemos: “Estou passando por esta situação. Não tenho dinheiro. Você poderia orar por mim?”.

    Podemos dizer: “Meu carro quebrou”, ou: “Meus filhos não têm roupas para começar as aulas. Ore para que o Senhor providencie”. Muitas vezes, estamos pedindo isso a alguém que sabemos que tem algum dinheiro.

    Temos maneiras de lidar com as coisas e de parecer espirituais quando, na verdade, estamos sendo muito egocêntricos. Que o Senhor nos convença disso, porque a vida de Cristo não pensa em si mesma, nem mesmo na pobreza.

    Cristo Se fez pobre por nossa causa. Louvado seja Deus por isso. Em toda a Escritura, vemos esse coração. Ele percebeu a pequena oferta da viúva.

    Ela colocou um pouco na caixa de ofertas, enquanto outros colocavam muito. Contudo, Ele disse que ela havia dado mais do que todos os outros, porque dera tudo o que tinha para viver. Ela entregou tudo ao Senhor.

    Há aquele cântico: “Tudo a Jesus entrego”. Foi isso que aquela viúva fez. Ela entregou tudo a Ele.

    Pedro e João, depois do dia de Pentecostes, estavam indo ao templo, e havia ali um homem coxo pedindo esmolas. Eles disseram:

    Não tenho prata nem ouro; mas o que tenho, isso te dou.

    Talvez não tenhamos prata nem ouro, mas temos a vida de Cristo. É isso que se manifesta. O testemunho de Paulo aos coríntios era:

    Como pobres, mas enriquecendo a muitos;
    como nada tendo, mas possuindo todas as coisas.

    Essa é a vida de um cristão. Possuímos todas as coisas.

    Quem são os pobres e aflitos? Muitas vezes, pensamos nos outros. Mas, irmãos e irmãs, quando olhamos de verdade, nós somos os pobres e aflitos. Nosso problema é que muitas vezes não percebemos isso.

    Pensamos que temos alguma coisa. Pensamos que somos ricos. Pensamos que temos capacidades. Contudo, somos pobres e aflitos. Mas há dentro de nós uma vida rica que se manifesta, porque todas as nossas obras de justiça e tudo o que temos em nós mesmos não passam de trapos de imundícia.

    Essa foi a advertência a Laodiceia. Eles pensavam que eram ricos e que não precisavam de nada, mas eram pobres e aflitos e não percebiam isso.

    Percebemos quem somos em nós mesmos? Louvado seja Deus, em Cristo temos uma riqueza. Fomos introduzidos em uma grande riqueza.

    Que paradoxo: somos pobres e aflitos e, no entanto, somos as pessoas mais ricas desta terra, porque temos dentro de nós essa vida vencedora, vitoriosa. Ele simplesmente deseja Se manifestar à medida que respondemos à Sua graça.

    É interessante que o texto diga que eles responderam com liberalidade. Quando estudo, gosto muito de voltar ao termo original. Fiquei impressionado quando examinei essa palavra.

    Outra tradução dessa palavra é simplicidade. É a mesma palavra usada em 2 Coríntios 11:3, a respeito da simplicidade e da pureza da devoção a Cristo.

    Ela fala de um coração sem duplicidade, de pureza e de verdadeira abertura de coração. Havia autenticidade na liberalidade deles. Havia simplicidade e sinceridade.

    Era generosidade sem outras motivações. Eles simplesmente davam por dar. Não estavam pensando: “Vou fazer isso para que as pessoas vejam a grande oferta que dei”.

    Eles não deram porque as pessoas leriam a seu respeito por toda a eternidade. Quando deram essa oferta, não faziam ideia de que, cerca de dois mil anos depois, estaríamos falando sobre eles.

    O Senhor tocou o coração deles, e eles deram com autenticidade e sinceridade, sem outras motivações. Isso toca meu coração. O Espírito Santo precisa nos sondar.

    Qual é a motivação do nosso serviço? Há sinceridade? Há simplicidade em servir ao Senhor e uns aos outros? Ou gostamos dos elogios dos homens?

    Há uma tentação tão grande, especialmente com a aproximação da conferência. As pessoas elogiam Richmond pela conferência, e todos sabem que devem dizer: “Ah, não, não, não somos nós. É o Senhor”. Mas, por dentro, talvez digamos: “Isso mesmo”.

    Não. Louvado seja Deus por Sua fidelidade. Não roubem a Sua glória. Não estamos nisso pelos elogios dos homens. Não fazemos isso por nenhuma outra motivação, mas simplesmente com um coração sincero, em simplicidade.

    A natureza voluntária do serviço

    Desse desejo de um coração puro pelos irmãos, vemos a natureza voluntária do serviço deles. Tinham o fundamento do serviço e, à medida que ele florescia, havia em seu coração um espírito voluntário.

    Vejam 2 Coríntios 8:3:

    Pois testemunho que, segundo as suas possibilidades e mesmo além delas, deram espontaneamente.

    Louvado seja Deus. Houve essa resposta voluntária. Eles deram até além do que pensavam ser capazes de dar, segundo as suas possibilidades e além delas.

    Agradeço ao Senhor pelos momentos de testemunho que temos a cada mês, porque ouvimos sobre irmãos que responderam à graça de Deus e atravessaram algo que estava além de sua própria capacidade.

    Muitas vezes, passamos por uma crise ou aflição na vida: um filho fica gravemente doente, um ente querido falece depois de muitos anos ou de repente, ou perdemos o emprego inesperadamente. A reação inicial é natural: “Não consigo passar por isso”.

    Isso é muito normal, e nosso Senhor, em Sua compaixão, entende. Mas então percebemos: um passo de cada vez, um dia de cada vez.

    “Não sei como vou passar por isso, mas hoje, Senhor, conheço a Tua suficiência.” Então damos aquele passo.

    Muitas queridas irmãs nesta sala foram casadas por muitos anos, e agora seus maridos estão com o Senhor. É como perguntar: “Como vou conseguir seguir em frente?”. Você não sabe a resposta, mas sabe Quem está ali.

    Você dá um passo, depois outro, e continua dia após dia. Alguns dos mais antigos talvez se lembrem de uma mensagem que Mike Mann compartilhou há muitos anos, em Pope Avenue: “Continue caminhando, continue caminhando, continue caminhando, continue caminhando”.

    Como diria um bom rapaz do interior de Bowling Green, simplesmente continuamos caminhando, passo a passo. Então, de repente, percebemos que estamos atravessando aquela situação.

    Estamos entrando em outro aspecto da vida. O que aprendemos por meio da aflição, ao responder à graça de Deus, é que vemos o Senhor e O conhecemos de uma maneira que jamais teríamos conhecido antes.

    Agora vemos mais da Sua plenitude. É por meio de crises e aflições que enxergamos cada vez mais e aprendemos mais da vida de Cristo.

    Esses queridos irmãos responderam àquela graça e deram espontaneamente. Deram aquela oferta voluntária. Não foi uma resposta provocada por alguém; era o desejo do seu próprio coração.

    As ofertas voluntárias e a casa de Deus

    Esse é um dos princípios da edificação da casa de Deus. Em toda a Escritura, quando a casa de Deus foi edificada, seja o tabernáculo, seja o templo, os materiais vieram das ofertas voluntárias do povo.

    Lembram-se do tabernáculo? Eles deram tanto que Moisés teve que dizer: “Parem de dar”. Como já dissemos antes, ninguém jamais ouviu um sermão sobre parar de dar.

    Até o templo foi construído por meio de uma resposta voluntária, de uma oferta que vinha do coração. É assim que a casa de Deus é edificada.

    Irmãos e irmãs, hoje, ao sermos constrangidos pelo amor de Cristo — como fomos lembrados do Seu amor à mesa nesta manhã —, respondemos livremente.

    Não é uma resposta que consiste em fazer algo para Ele. É uma resposta que consiste em permitir que Ele viva em nós e faça o que deseja fazer em nossa vida e por meio dela, para que Seu caráter seja formado e expresso por meio de nós.

    Ele deseja isso zelosamente. Lembro-me do Salmo 123, um dos Cânticos de Romagem: assim como os olhos dos servos olham para a mão do seu senhor, e os olhos de uma serva olham para a mão da sua senhora, os olhos do nosso coração estão voltados para Ele.

    À medida que somos conquistados por Ele e Ele nos conduz, que tenhamos essa resposta voluntária. Quando Ele disser: “Faça isto”, que haja uma resposta com plenitude e alegria de coração.

    A comunhão do serviço

    Ao respondermos, somos introduzidos na comunhão do serviço. Irmãos e irmãs, há uma comunhão preciosa em servir ao Senhor e uns aos outros.

    Vejam 2 Coríntios 8:4:

    Suplicando-nos, com muita insistência, o favor de participarem na assistência aos santos.

    Em algumas traduções, essa palavra, participação, é traduzida como comunhão. Gosto muito de ver que os macedônios não queriam apenas ser convidados a servir; eles suplicavam pelo privilégio de servir.

    A palavra traduzida como “suplicando” é forte. Eles eram enfáticos. Quase exigiam: “Queremos servir”.

    Às vezes, é preciso suplicar a nós, persuadir-nos ou nos pressionar. Mas aqui não havia pressão. Paulo não estava tentando envergonhá-los para que servissem nem fazendo com que se sentissem obrigados. Havia uma resposta voluntária.

    Eles enxergavam o valor. Enxergavam o que Deus buscava e queriam fazer parte disso. Louvado seja Deus por isso.

    Muito disso se perdeu entre o povo de Deus hoje, mas que o Senhor restaure essa resposta voluntária no coração de todos nós.

    Por que eles puderam responder assim? Porque enxergavam além. Enxergavam a verdadeira natureza do serviço. Viam que era um ministério espiritual, e não apenas uma oferta material.

    O serviço como ministério espiritual

    Os capítulos 8 e 9 de 2 Coríntios estão ligados. A oferta é chamada de ministério. Vejam 2 Coríntios 9:1:

    Pois é supérfluo escrever-vos a respeito deste ministério aos santos.

    Mais uma vez, eles estavam enxergando além do material. Estavam enxergando o valor espiritual, o ministério desse serviço. Quando servimos uns aos outros, há ministério, há cuidado e há edificação acontecendo.

    Essa é a verdadeira natureza do serviço. Que o Senhor abra nossos olhos para enxergá-la. A verdadeira natureza do serviço vai além do imediato, porque realiza a obra de preparar a Noiva.

    A Noiva deve poder testemunhar que se aprontou. Há ouro sendo acrescentado àquela cidade eterna.

    Em Apocalipse 19, com o que a Noiva está vestida? Ela está vestida de linho fino, resplandecente e puro, que são os atos de justiça dos santos.

    Quando os crentes respondem pela graça de Deus, com esse coração voluntário, esses são os atos de justiça dos santos. Não são atos provenientes da nossa própria justiça. São simplesmente os atos daqueles que responderam à graça de Deus.

    Uma bela vestimenta está sendo tecida. Essa é a Noiva se preparando. Cada vez que um serviço espiritual é realizado, poderíamos dizer que mais um ponto é dado naquela veste e mais ouro é acrescentado à cidade.

    Que o Senhor abra nossos olhos para enxergar além do imediato e reconhecer o valor eterno do serviço para o qual Ele nos chamou.

    O versículo 4 é muito rico no que diz sobre a espiritualidade do serviço. Li na versão New American Standard Bible. Ela diz que eles suplicavam pelo “favor” de participar da assistência aos santos.

    Essa palavra, “favor”, é a palavra grega charis, graça. Participação é comunhão. Assistência é diakonia, a palavra da qual vem diácono, que significa ministério ou serviço espiritual.

    Eles estavam suplicando para entrar, pela graça de Deus, na comunhão do ministério espiritual.

    A prioridade espiritual do serviço

    Vamos nos reunir nesta noite para orar pela conferência, e temos orado nas noites de quarta-feira. Para mim, o ponto central é compreender a natureza espiritual do que está diante de nós e nos apropriar disso.

    Podemos ficar tão concentrados nos aspectos práticos do serviço. Mas, se não tratarmos das questões no âmbito espiritual, é em vão que oramos apenas por questões práticas.

    É evidente que precisamos orar pelas coisas práticas. Não estou dizendo o contrário. Mas precisamos manter as coisas na perspectiva correta. O que é vital? O que é essencial? É preparar o caminho do Senhor.

    Isso vale para o nosso serviço na conferência e para o nosso serviço diário uns aos outros, em nossos grupos e no cuidado mútuo. É enxergar além do imediato e perceber tudo o que Ele busca.

    A primeira prioridade: entregar-nos ao Senhor

    Ao considerarmos o testemunho desses queridos irmãos da Macedônia — o fundamento e o florescimento do seu serviço, sua resposta voluntária e sua comunhão no serviço —, qual foi o primeiro passo deles?

    Qual foi a primeira coisa que fizeram? Às vezes, fico pensando por que Paulo e o Espírito Santo colocaram isso no quinto versículo. Parece que deveria vir primeiro, mas é quase como se ele fosse construindo um crescendo: este é o ponto central.

    Vejam 2 Coríntios 8:5:

    E não somente como esperávamos, mas primeiramente deram a si mesmos ao Senhor e a nós, pela vontade de Deus.

    Primeiramente, deram a si mesmos ao Senhor. Irmãos e irmãs, esse é todo o princípio e a essência da nossa vida cristã em conjunto e da nossa vida cristã individual.

    É o segredo da nossa força para cada dia: primeiro, entregar-nos ao Senhor. Talvez não gostemos da palavra por ouvi-la tantas vezes, mas isso fala de consagração pessoal.

    É entregar-nos ao Senhor para que Ele viva a Sua vida em nós e para que Seu caráter seja formado dentro de nós. Não é apenas para ocasiões especiais; é uma questão diária. É o fundamento de toda a nossa vida.

    Em nossa vida individual, em casa, no trabalho, em nossa vida familiar e na casa de Deus, trata-se de primeiro nos entregarmos ao Senhor e permitirmos que Ele tenha a preeminência em nossa vida.

    A preeminência de Cristo nas famílias cristãs

    Ultimamente, temos orado pelas famílias cristãs. Há uma grande batalha pelas famílias cristãs, e vemos tantas sendo destruídas nestes dias.

    Isso chega ao centro da questão nas famílias cristãs. Em qualquer casamento, quem ocupa o primeiro lugar na família?

    Muitas vezes, a esposa coloca o marido em primeiro lugar, ou o marido coloca a esposa em primeiro lugar. Mas cada cônjuge deve colocar o outro em segundo lugar. Cristo é o primeiro.

    Se Cristo não tem a preeminência, se Cristo não está em primeiro lugar, não há fundamento para esse casamento. Dizer que você deve colocar sua esposa ou seu marido em segundo lugar parece contrário aos conceitos naturais de casamento, mas essa é a ordem correta.

    Muitas vezes, os casamentos se desfazem porque o marido ou a esposa coloca o outro em primeiro lugar, ou coloca a si mesmo em primeiro lugar. Cristo acaba sendo importante na família, mas não tem a preeminência.

    Isso também é verdade na casa de Deus. O princípio se aplica a todos os aspectos da vida. Cristo precisa ter o lugar de preeminência, o lugar de destaque.

    Não estamos falando de primeiro lugar apenas em termos da quantidade de tempo que dedicamos. Estamos falando de preeminência e prioridade.

    Como qualquer serviço nosso pode ter verdadeiro valor eterno, a menos que Ele esteja em primeiro lugar em nossa vida? Se Ele não é o Senhor da nossa vida, se o que fazemos não procede Dele, então tudo o que fazemos procede de nós mesmos, e não há valor eterno.

    O Senhor está muito mais interessado em nós do que em nosso serviço. Está muito mais interessado em quem somos Nele. Está muito mais interessado em que Seu caráter seja formado em nós do que naquilo que fazemos para Ele.

    Sim, Ele quer que O sirvamos, mas isso vem em segundo lugar. Esses queridos irmãos primeiro deram a si mesmos ao Senhor e depois aos outros. Que lição para nós.

    O serviço como expressão de uma vida rendida

    O serviço realizado por esses queridos irmãos da Macedônia era uma manifestação exterior. Era um testemunho de vidas rendidas a Ele.

    Vemos isso na vida de irmãos e irmãs. Falamos sobre entregar nossa vida ao Senhor, e alguém pode perguntar: “O que isso significa?”. Mas então você vê a vida de Cristo em alguém e diz: “Essa é uma vida rendida”.

    Esse é o testemunho. É o testemunho visível de uma vida entregue, rendida e dirigida por Ele.

    Ligando isso novamente ao serviço ao propósito de Deus em nossa geração: é uma vida na qual Ele tem a preeminência e o primeiro lugar, e na qual, ao sermos dirigidos pela vontade de Deus, obedecemos e respondemos.

    Esse é o nosso serviço: responder à vontade de Deus. É o testemunho de Davi na passagem da qual vem o tema da conferência.

    O Senhor encontrou Davi, um homem segundo o coração de Deus. Muitas vezes, paramos aí, mas o versículo continua:

    Achei Davi, filho de Jessé, homem segundo o Meu coração, que fará toda a Minha vontade.

    Davi tinha um coração disposto a responder à vontade de Deus. Ele obedecia e respondia dessa maneira.

    O fruto do ministério espiritual

    À medida que esses queridos irmãos responderam à graça de Deus, vemos o testemunho desse ministério em 2 Coríntios 9. Paulo explica o que essa oferta significou e como afetou aqueles que a receberam.

    Vejam 2 Coríntios 9:12:

    Pois o ministério deste serviço não somente supre plenamente as necessidades dos santos, mas também transborda em muitas ações de graças a Deus.

    Louvado seja Deus, ele supriu as necessidades dos santos. As necessidades dos santos precisam ser supridas. Mas não para aí.

    Há um transbordamento. Em meio à aflição, com alegria e liberalidade — sem outras motivações —, eles deram aquela oferta. Ela supriu as necessidades dos santos, mas depois transbordou em ações de graças a Deus.

    Deus recebeu a glória. Deus recebeu o louvor.

    Continuem em 2 Coríntios 9:13:

    Por causa da prova dada por este ministério, glorificarão a Deus pela vossa obediência à confissão do evangelho de Cristo e pela liberalidade da vossa contribuição para eles e para todos.

    Mais uma vez, manifestou-se um espírito de adoração. A resposta deles tocou a vida de Cristo nesses queridos irmãos, e o aroma suave daquela oferta chegou até eles. Houve uma resposta de adoração.

    Não é isso que desejamos ao servir uns aos outros, seja em nossos grupos ou em qualquer outro lugar? Desejamos que Deus seja glorificado, que haja uma resposta de glorificação ao Senhor e de ações de graças a Ele.

    2 Coríntios 9:14-15 diz:

    Enquanto também, em oração por vós, sentem saudades de vós, por causa da suprema graça de Deus em vós.
    Graças a Deus pelo Seu dom indescritível!

    Louvado seja Deus. Qual é esse dom indescritível? Vocês acham que Paulo está falando do dinheiro? O dom indescritível é o Senhor Jesus Cristo.

    Eles haviam tocado a vida de Cristo nesses queridos irmãos. Ao entregarem a própria vida e se derramarem, esses crentes permitiram que a vida de Cristo fosse liberada e manifestada. Essa vida tocou os irmãos de Jerusalém.

    Sempre que servimos aos irmãos e irmãs, o que desejamos? Desejamos que eles toquem Cristo.

    Daqui a pouco teremos uma refeição aqui. Qual é o principal objetivo dessa refeição? Não é simplesmente comer. É a comunhão. É compartilhar a vida de Cristo uns com os outros.

    Quando alguém vem se reunir conosco, o que desejamos? Desejamos que diga: “Ah, gostamos do modo como as pessoas se vestem aqui. Gostamos de não precisar usar gravata. Gostamos da música”?

    Não. Nosso desejo é que diga: “Não entendo tudo isso, mas toquei Cristo”. A vida de Cristo — foi isso que esses queridos irmãos de Jerusalém tocaram.

    Ao orarmos pela conferência, qual é a oração principal? Que as pessoas na conferência tenham um encontro com Cristo.

    Será que, ao final da conferência, elas dirão: “Obrigado, Senhor, por esse dom indescritível da vida do Teu Filho, que nos foi manifestada e nos tocou”?

    Sim, somos gratos por todo o outro serviço. Mas, por meio desse serviço, Cristo foi visto, Cristo foi tocado, e Cristo conquistou corações e vidas.

    O valor eterno do serviço

    Às vezes, podemos ficar tão ocupados com o serviço que perdemos a perspectiva. Há um fim em vista. Há um propósito em vista.

    Aprecio esse lembrete que recebemos dos queridos irmãos da Macedônia: eles tinham uma verdadeira perspectiva do valor eterno do serviço.

    Sem enxergarmos o coração de Deus e a Sua visão para o Seu propósito, permaneceremos no imediato. Mas, quanto mais o Senhor revela a Si mesmo e o Seu coração a nós, mais enxergamos além.

    Vemos para que Ele está nos chamando: para que tenha um lugar de habitação entre nós, para que Sua vida seja expressa entre o povo de Deus e para que o testemunho do Senhor Jesus seja fortalecido nestes últimos dias.

    Seríamos uma luz sobre um monte, brilhando em meio a um lugar escuro. A Noiva seria preparada.

    Como tudo isso acontece? Acontece à medida que cada um de nós, como crente, serve ao propósito de Deus em sua própria geração.

    Que as lições que vemos nesses queridos irmãos da Macedônia nos encorajem. Que nos deem uma nova perspectiva e abram os olhos do nosso coração para enxergarmos o valor eterno do nosso serviço ao Senhor e uns aos outros.

    Oração final

    Senhor, quando pensamos nas perplexidades da vida, ficamos maravilhados por nos chamares para ser Teus servos.

    Mas, Senhor, nisso Tu nos dás uma oportunidade de entrar cada vez mais na plenitude da Tua vida e de enxergar o tesouro que temos neste vaso de barro.

    Que estejamos dispostos a permitir que esse vaso de barro seja quebrado, para que o tesouro possa se manifestar para a Tua glória e para a Tua honra, e para que Tu sejas Aquele que recebe o louvor. Em Teu nome, amém.