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THAT THE WORD OF THE LORD MAY RUN AND BE GLORIFIED
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    Redeemed and Running © 2026 Christian Testimony Ministry
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    Redeemed and Running
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    Miller, Ed

    A redenção do Egito a Canaã: redimidos em fuga

    Mais uma vez, ao nos voltarmos para a Palavra de Deus, lembro ao meu coração e ao de vocês que existe um princípio de estudo bíblico absolutamente indispensável — um princípio que vocês não podem tratar como algo automático. Se o tratarem assim, Deus não o usará mais.

    Esse princípio é a dependência total do Espírito Santo de Deus. Não é apenas um princípio de estudo bíblico; à medida que vocês prosseguirem no Senhor, perceberão cada vez mais que é um princípio de vida. É assim que devemos viver: totalmente dependentes do Espírito Santo de Deus.

    Antes de orarmos, gostaria de compartilhar um versículo de João 4. É a história da mulher junto ao poço. João 4:10:

    Jesus disse: “Se tu conheceras o dom de Deus,
    e Quem é o que te diz: Dá-Me de beber;
    tu Lhe pedirias,
    e Ele te daria água viva.”

    Que verdade tremenda! Na natureza, a sede procura a água; mas, na graça, a água procura a sede. Nosso Senhor Jesus está à procura da sede.

    Quando Ele pede alguma coisa a você, é para que você se volte para Ele e Lhe peça que lhe dê aquilo que Ele está pedindo. Ele disse: “Dá-Me de beber”, mas, na verdade, queria que ela dissesse: “Dá-me de beber”.

    Portanto, tudo o que Ele pede de mim — se Ele me pede que ame minha esposa como Cristo amou a igreja —, preciso me voltar para Ele e pedir que realize isso em mim. Tudo o que Ele exige, em seguida Ele diz: “Agora, peça a Mim”. Se você conhecesse o dom e Quem está falando, pediria, e Eu lhe daria água viva.

    O Senhor deseja prover tudo o que nos pede. Vamos orar juntos e pedir que Ele encontre e satisfaça a sede.

    Nosso Pai, nós Te agradecemos porque Tu és a água viva e procuras a sede para satisfazê-la. Oramos nesta noite para que Te manifestes. Pedimos que retires o véu. Sabemos que somente Tu podes revelar Deus ao nosso coração.

    Sabemos que, quando O virmos como Ele realmente é, nos tornaremos semelhantes a Ele. Por isso, confiamos em Ti nesta noite. Obrigado pelo Espírito Santo, que habita em nosso coração. Agora entregamos este encontro a Ti, no nome incomparável de nosso Senhor Jesus. Amém.

    A segurança do ensino centrado em Cristo

    Bem, agradeço mais uma vez pelo privilégio de me permitirem vir e compartilhar o pouco de Cristo que Deus começou a me revelar.

    Como alguém que recebeu o privilégio de ensinar, encontro grande consolo em Mateus 15:13 — ou, pelo menos, em uma pequena parte desse versículo:

    Toda planta que Meu Pai celestial não plantou será arrancada.

    Amo essa verdade. Tudo o que não vem Dele não sobreviverá; será arrancado.

    Agora, creio de todo o coração em Salmos 119:128:

    Por isso, considero retos todos os Teus preceitos acerca de todas as coisas;
    e aborreço todo caminho falso.

    Embora eu odeie todo caminho falso, sei que não sou infalível. Quero apresentar Cristo a vocês em toda a Sua formosura e em toda a Sua beleza. Esse é o meu desejo, mas é possível que eu diga algo errado ou O represente de maneira equivocada em algum aspecto.

    Tenho a certeza de que, se Ele não plantou alguma coisa, vai arrancá-la. Portanto, vocês estão seguros. Estão seguros.

    Agradeço a Deus porque aquele que tem fome e sede de justiça não corre perigo por causa de qualquer coisa que Ed Miller diga. Aquele que tem fome e sede de justiça será saciado. Por isso, oro para que Deus proteja vocês de qualquer coisa que eu diga que venha da carne e do sangue, e para que ouçamos o que vem Dele — para que Seu Espírito Santo nos revele o Senhor Jesus de uma maneira nova.

    A redenção como libertação e entrada na herança

    Em nossos estudos semanais em Delaware, estamos percorrendo a história da redenção do povo de Deus, Israel. No momento, estamos no livro de Josué. Até aqui, temos examinado apenas um pequeno trecho da história da redenção, que abrange cerca de cinquenta anos. É só isso que estamos estudando.

    Temos chamado esse trecho de redenção de um lugar e redenção para outro: redenção do Egito e redenção para Canaã — redenção do Egito e de tudo o que ele representa, e redenção para Canaã e para tudo o que ela representa.

    Como vocês sabem, existe uma salvação que nos tira de algo e uma salvação que nos conduz a algo. Muitos do povo de Deus experimentaram a salvação que os tira de algo, mas ainda precisam enxergar, pelo Espírito de Deus, a salvação que os conduz a algo.

    Quando o povo de Deus foi libertado do Egito — e cantamos sobre isso nesta noite —, eles entoaram um cântico. Cantaram um cântico de vitória, o Cântico de Moisés. Em Êxodo 15:17, no final desse cântico, lemos estas palavras:

    Tu os introduzirás e os plantarás no monte da Tua herança,
    no lugar, ó Senhor, que fizeste para Tua habitação,
    no santuário, ó Senhor, que as Tuas mãos estabeleceram.

    Assim que foram libertados e saíram, entoaram um cântico e terminaram dizendo: “Tu nos farás entrar”. Amo Deuteronômio 6:23:

    E dali nos tirou,
    para nos fazer entrar,
    para nos dar a terra que jurara a nossos pais.

    Ele nos tirou para nos fazer entrar.

    Essa terra de Canaã, conforme a estamos estudando, era uma maravilhosa figura do próprio Senhor Jesus. Ele é a nossa herança. A terra de leite e mel representa Cristo.

    Assim como eles deveriam entrar naquela terra, nós entramos em Cristo. Assim como eles deveriam conquistar naquela terra, nós conquistamos em Cristo. Assim como eles deveriam descobrir sua porção naquela terra, nós descobrimos nossa porção em Cristo. Assim como eles deveriam se estabelecer ali, viver na terra e dela tirar seu sustento, nós devemos nos estabelecer e permanecer em Cristo — viver Nele e Dele.

    É esse pequeno trecho da história, a saída do Egito e a entrada em Canaã, que estamos examinando.

    Mais uma vez, ser apenas libertado de algo é somente uma pequena parte da nossa redenção. Louvado seja Deus, se Ele nos levou ao ponto de sermos libertados. Vocês poderiam citar todas as coisas das quais fomos libertados, mas, especialmente, libertados de mim — libertados do eu. Louvado seja Deus por essa libertação.

    Mas, nessa figura, a ausência de cananeus não era vitória. Eles precisavam possuir a terra. A terra é a figura de Cristo.

    Muitas vezes, os cristãos pensam que a ausência de legalismo é vitória. Não é. Algumas pessoas simplesmente descartaram a lei. Já vi isso: “Não precisamos mais da lei”.

    A vitória é Cristo. É uma Pessoa. É possuir Cristo. Essas figuras do Antigo Testamento ilustram isso maravilhosamente.

    Quatro estágios de maturidade espiritual

    Nesse pequeno estudo que estamos fazendo em Delaware, estamos considerando a jornada da Páscoa à travessia — do Egito à travessia do rio Jordão. Começamos com a ideia da Páscoa: eles foram redimidos pelo poder e pelo sangue.

    O poder é ilustrado pelas pragas, e o sangue é ilustrado pelo cordeiro pascal e pelo sangue aplicado aos umbrais e à verga da porta. Eles foram redimidos. Eram o povo de Deus. Trazendo isso para o Novo Testamento, eles haviam nascido de novo. Eram cristãos.

    Deuteronômio 1:2 diz que são onze dias de viagem desde Horebe, pelo caminho do monte Seir, até Cades-Barneia. Depois da permanência deles no Sinai, que era a vontade de Deus, faltavam apenas onze dias para entrar na Terra Prometida. Não deveriam ter levado mais trinta e oito anos e meio. Eram apenas onze dias. Ele nos salvou, tirando-nos de lá, para nos fazer entrar.

    Quero descrever esse pequeno trecho da história da redenção. São apenas cinquenta anos, mas, conforme o entendo, vejo quatro estágios de maturidade em Cristo.

    Não temos tempo para examinar os quatro. Vou mencioná-los, mas vamos estudar o primeiro e o último.

    Em todos os casos, eles são redimidos. Já estão salvos, redimidos pelo poder e pelo sangue. Mas, no primeiro estágio, ilustrado pela travessia do mar Vermelho, o povo de Deus está redimido e em fuga. Quero examinar isso nesta noite.

    Logo depois, eles estavam redimidos e se regozijando. É o Cântico de Moisés em Êxodo 15:

    Na Tua benignidade guiaste o povo que remiste;
    na Tua força o conduziste à Tua santa habitação.

    Depois, em Êxodo 14:30-31:

    Assim, o Senhor salvou Israel naquele dia da mão dos egípcios;
    e Israel viu os egípcios mortos na praia do mar.
    E Israel viu a grande obra que o Senhor fizera contra os egípcios,
    e o povo temeu ao Senhor;
    e creu no Senhor e em Moisés, Seu servo.

    Portanto, temos redimidos e em fuga, redimidos e se regozijando. Mas vocês conhecem a triste história. Eles recuaram em Cades-Barneia e, então, estavam redimidos e peregrinando sem rumo.

    Cada uma dessas descrições retrata uma experiência na vida do cristão: redimidos e em fuga, redimidos e se regozijando, redimidos e peregrinando sem rumo. Finalmente, quando chegaram ao Jordão e entraram na terra do descanso, estavam redimidos e descansando.

    Existe um grande passo entre estar redimido e em fuga e estar redimido e descansando. Neste privilégio que vocês me concederam nesta noite, gostaria de examinar o primeiro estágio: a travessia do mar Vermelho, redimidos e em fuga. Depois, se o Senhor permitir, amanhã examinaremos a travessia do Jordão: redimidos e descansando.

    Esse é o esboço do que está em meu coração.

    A condição dos redimidos em fuga

    Vamos deixar de lado os outros dois estágios, embora eu incentive vocês a meditarem neles, pois contêm muito ensino sobre nossa redenção. Nesta noite, vamos examinar este relato.

    Quero chamar a atenção novamente para algo que já mencionei várias vezes: essas pessoas são salvas. São o povo de Deus. São cristãos e estão atravessando pela fé. Agora, estão fugindo. Estão lutando, mas estão atravessando pela fé.

    Como Deus trata Seu povo quando está redimido e em fuga? Vocês podem fazer essa pergunta para cada uma daquelas descrições.

    Hebreus 11:29 diz:

    Pela fé passaram o mar Vermelho, como por terra seca;
    o que intentando os egípcios, foram tragados.

    Nada poderia ser mais claro do que esse versículo: eles atravessaram pela fé. Não deveria haver dúvida na mente de ninguém de que Israel atravessou pela fé. Isso está explicitamente declarado para nós.

    Mas que tipo de fé era aquela? Sabemos que era genuína porque Deus diz que era. Deus disse que era fé verdadeira. Vocês podem escolher a palavra que quiserem para descrevê-la. Estou simplesmente chamando-a de fé em luta. Eles tinham fé, mas era uma fé em luta.

    Certa vez, ouvi Dana Condon — e sei que todos vocês conhecem esse querido irmão — fazer o seguinte comentário: “Certeza e confiança nada mais são do que fé com uma história”. Fé com uma história.

    Antes de a fé ter uma história, às vezes lhe falta certeza e, às vezes, lhe falta confiança. Quanto mais a fé confia no Deus vivo e vê como Deus é fiel, mais segura e confiante ela se torna.

    Quando saíram do Egito, era uma fé sem história. Haviam experimentado um pouco, mas eram novos. Tinham acabado de ser redimidos pelo poder e pelo sangue. Por isso, tinham uma fé em luta.

    A realidade da fé em luta

    Isso é ilustrado de várias maneiras. Quando chegaram à margem do mar Vermelho, ouçam o que diz Êxodo 14:10:

    E, chegando Faraó, os filhos de Israel levantaram os olhos,
    e eis que os egípcios marchavam atrás deles;
    e temeram muito;
    então os filhos de Israel clamaram ao Senhor.

    Não me entendam mal. No plano terreno, acho que tinham muitos motivos para sentir medo. A Bíblia não diz apenas que ficaram com medo; diz que tiveram muito medo.

    Quando Deus os levou àquele lugar — foram guiados até lá pela nuvem —, Ele sabia o que Faraó pensaria. Êxodo 14:3 diz:

    Faraó dirá dos filhos de Israel:
    Estão embaraçados na terra;
    o deserto os encerrou.

    Deus os colocou naquela situação. Sei que Deus os colocou naquela situação; está no relato. Eles estavam cercados.

    Quando Deus os conduziu para o leste, isso significava que havia uma barreira entre eles e o deserto do Sinai: o mar Vermelho. Não tinham engenheiros para construir uma estrutura para a travessia — uma ponte ou algo assim. Não tinham barcos. Não tinham um plano.

    “Como vamos prosseguir? Como vamos continuar?” Não estavam preparados para aquilo. No baixo plano terreno, onde sei que nenhum de vocês vive, eles estavam cercados. Estavam presos. Enfrentavam uma situação impossível.

    Tinham acabado de sair do Egito, e Deus estava certo a respeito de Faraó. Ele achou que estavam vagando sem rumo. E era isso que eles também pensavam.

    Como estavam encurralados, achavam que estavam perdidos. O Egito mudou de ideia e começou a persegui-los. À frente havia água; dos lados, montanhas; atrás, o Egito, com seiscentos carros de ferro e muitos outros soldados. À frente estava o mar Vermelho. É claro que estavam com medo. Quem não estaria? Estavam ansiosos.

    Chamo a atenção para isso porque Hebreus diz: “Pela fé, Israel atravessou o mar Vermelho”. Então leio o relato e vejo que estão aflitos. Estão ansiosos. Estão nervosos. Estão com medo — com muito medo.

    Vocês não pensariam, diante de tudo o que vemos: “Se estou ansioso, se estou preocupado, se estou aflito, se estou com medo, não estou confiando em Deus. Não estou crendo. Não tenho fé”?

    Bem, eles estavam ansiosos. Estavam com medo. E Deus disse que atravessaram pela fé. Deve haver uma maneira pela qual a ansiedade não contradiga a fé.

    Eles não estavam apenas com medo; deixem-me mostrar também seu estado mental. Êxodo 14:11-12:

    Não havia sepulcros no Egito,
    para nos tirares de lá, para que morramos neste deserto?
    Por que nos fizeste isto, fazendo-nos sair do Egito?
    Não é esta a palavra que te falamos no Egito, dizendo: Deixa-nos, para que sirvamos aos egípcios?
    Pois melhor nos fora servir aos egípcios do que morrermos no deserto.

    Esses são os redimidos em fuga. Estão redimidos, mas estão fugindo. Seu raciocínio humano se manifesta de uma das formas mais repulsivas, porque estão questionando a sabedoria de Deus. Estão questionando a direção de Deus. Estão culpando Moisés.

    “Por que, afinal, você nos trouxe para cá? Nunca deveríamos ter vindo. Essa ideia é terrível. Tudo isso é uma estupidez. É uma tolice. Por que estamos nessa situação? Não deveríamos estar aqui.”

    Eles estavam um pouco sarcásticos. Era mais ou menos assim: “Muito bem, Moisés! O que foi? Não havia sepulturas suficientes no Egito? Você teve de nos trazer para cá para nos enterrar aqui?”

    A atitude deles era: “Moisés, nós já tínhamos avisado. Você não deveria ter se intrometido. Teria sido melhor ficarmos no Egito”.

    Então chego a Hebreus: “Pela fé, Israel atravessou o mar Vermelho”. E penso: “Fé? Eles tinham medo. Tinham ansiedade. Tinham ressalvas. Tinham dúvidas”.

    Isso não contradizia o fato de que tinham fé. Quero que vocês saibam e creiam de todo o coração que fé em luta não é incredulidade. A fé em luta é fé verdadeira, e Deus a aceita como verdadeira.

    A diferença entre fé em luta e incredulidade fica clara em Mateus 26:41, quando Ele disse a Pedro:

    Na verdade, o espírito está pronto, mas a carne é fraca.

    Judas traiu o Senhor. Ele não tinha um espírito disposto. A fé em luta tem um espírito disposto. Portanto, é fé verdadeira. Deus a vê como fé verdadeira.

    Não estou incentivando ninguém aqui — nem a mim mesmo — a confiar no Senhor e ficar preocupado, a confiar no Senhor e sentir medo, ou a confiar no Senhor e questioná-Lo. Não estou dizendo isso.

    Estou dizendo que, quando você está redimido e em fuga, pode experimentar isto: “Ainda estou com medo. Ainda tenho muitas dúvidas. Não sei o que está acontecendo”. Mas não deixe que isso negue o fato de que Deus vê seu coração. Ele vê fé verdadeira e a considera fé verdadeira.

    O passado, o presente e o futuro

    Quero mostrar a vocês, a partir do relato, como é a fé em luta. Espero que possam dizer: “Esse não sou eu”. Ou talvez digam: “Bem, talvez isso ainda esteja presente”. Mas louvado seja Deus por Sua graça. Louvado seja Deus por Sua misericórdia.

    Quero apresentar três pequenas imagens. Amo imagens construídas com palavras. Imaginem Israel à margem do mar Vermelho, olhando para trás, apavorado porque os egípcios estão chegando.

    Agora imaginem outra cena. Estão na metade da travessia, caminhando em terra seca, com duas paredes de água, uma de cada lado. Guardem essa imagem por um momento.

    Além disso, atravessaram à noite. Era uma noite de tempestade, e não conseguiam enxergar. Não sabiam o que havia à frente. Haveria animais selvagens do outro lado? Tinham ouvido falar de gigantes, cananeus e tudo o mais.

    Quero tomar essas três cenas como imagens do passado, do presente e do futuro. O Egito, que é o passado deles, está vindo para levá-los novamente à condenação. Os que estão redimidos e em fuga são tentados a olhar para o passado.

    As paredes de água representam a pressão do presente — o medo de que aquelas paredes de água desabem. A escuridão à frente representa o futuro: entrar no desconhecido.

    O Egito em perseguição representa o passado. Êxodo 14:22 diz:

    E os filhos de Israel entraram pelo meio do mar em terra seca;
    e as águas foram-lhes como um muro à sua direita e à sua esquerda.

    Isso representa as pressões do presente.

    Depois, em Êxodo 14:19-20, aprendemos que o Anjo de Deus e a coluna de nuvem se deslocaram para trás de Israel, colocando-se entre o acampamento do Egito e o acampamento de Israel. Havia nuvem e escuridão, mas ela iluminava a noite. Assim, um não se aproximou do outro durante toda a noite.

    Estava escuro quando atravessaram.

    Salmos 77:16-20 descreve aquela noite:

    As águas Te viram, ó Deus;
    as águas Te viram e temeram;
    os abismos também tremeram.
    As nuvens derramaram água;
    os céus fizeram ouvir um som;
    as Tuas flechas também correram de uma parte para outra.
    A voz do Teu trovão estava nos céus;
    os relâmpagos alumiaram o mundo;
    a terra tremeu e se abalou.
    O Teu caminho foi no mar,
    e as Tuas veredas nas grandes águas,
    e as Tuas pegadas não foram conhecidas.
    Guiaste o Teu povo como a um rebanho,
    pela mão de Moisés e de Arão.

    Não sei se isso é apenas poesia ou se descreve a própria noite — uma tempestade violenta. Sabemos que estava escuro para os egípcios. Parece que havia vento e uma tempestade violenta, talvez um terremoto, um temporal, trovões e relâmpagos. São três milhões de pessoas atravessando naquela noite de tempestade.

    Quando você está redimido — salvo pelo poder e pelo sangue —, é tentado a olhar para trás, para o Egito: “Eles querem me levar de volta à escravidão”. Você é tentado a olhar para toda a pressão dos dois lados e dizer: “Não sei se vou conseguir passar por isso. Aquilo vai desabar”.

    Quando você está redimido e em fuga, tem medo do amanhã. Tem medo do futuro. O que há pela frente? O desconhecido.

    O que eu gostaria de fazer é mostrar, porque o relato ilustra isso, como Deus trata aqueles que estão redimidos e em fuga quando olham para trás. O que Ele faz quando olham para as paredes de água? Como Ele lida com a escuridão do futuro?

    Ele ama os que estão redimidos e em fuga. Preferiria vê-los redimidos e descansando, mas, ao longo do caminho, sempre os encontra, exatamente como estão e onde estão, para levá-los ao lugar em que deseja que estejam.

    A proteção do Senhor diante do passado

    Como Deus trata os que estão redimidos e em fuga quando olham para trás? O Egito quer voltar e transformá-los novamente em escravos.

    Os redimidos estavam saindo como conquistadores. Não era uma fuga da prisão. Não era uma escapada de alguma penitenciária. Êxodo 13:16 diz:

    Com mão forte o Senhor nos tirou do Egito.

    E Êxodo 12:36 diz:

    O Senhor deu ao povo favor aos olhos dos egípcios,
    de modo que estes lhes deram o que pediram.
    E despojaram os egípcios.

    Eles estavam saindo como conquistadores. Não estavam escapando às escondidas no meio da noite. Êxodo 14:8 diz que os filhos de Israel saíam com ousadia. Foi assim que começou: “Estamos marchando para fora. Somos conquistadores. Estamos despojando os egípcios”.

    Então ouviram o som dos carros, e, de repente, toda aquela ousadia virou geleia.

    Êxodo 14:5-9 registra que Faraó mudou de ideia. Preparou seu carro, levou seiscentos carros escolhidos e todos os outros carros do Egito, com oficiais sobre eles. Perseguiu os filhos de Israel e os alcançou acampados junto ao mar.

    Então Êxodo 14:10 diz:

    E, chegando Faraó, os filhos de Israel levantaram os olhos,
    e eis que os egípcios marchavam atrás deles;
    e temeram muito;
    então os filhos de Israel clamaram ao Senhor.

    Eles olharam para trás e ficaram com muito medo.

    Talvez você já tenha experimentado isso. Espero que não seja verdade em sua vida, mas milhares de cristãos estão vivendo escravizados ao passado — como vítimas do passado, sob condenação. Veem aqueles cavaleiros e carros chegando e tremem.

    Olham para trás. O Egito representa toda aquela escravidão e sujeição: pecados passados, erros passados, decepções passadas e, talvez, até vitórias passadas. Dizem: “Não há nada que possamos fazer. O passado passou. Não podemos desfazer o que foi feito. Temos de viver com essas consequências terríveis”.

    “Não consigo perdoar os outros pelo que fizeram comigo. Não consigo me perdoar.”

    A propósito, não há nada na Bíblia que diga que você precisa perdoar a si mesmo. Se o Senhor perdoou você, não se preocupe em perdoar a si mesmo. Simplesmente se aproprie do perdão Dele.

    Mas e a culpa, a vergonha e a condenação do passado? Como Deus lida com isso?

    Êxodo 14:19-20 nos diz que o Anjo de Deus, que ia à frente do acampamento de Israel, se deslocou e foi para trás deles. A coluna de nuvem saiu da frente deles e se colocou atrás. Ficou entre o acampamento do Egito e o acampamento de Israel.

    Irmãos e irmãs, especialmente se há aqui alguém verdadeiramente redimido que ainda tem uma fé em luta — redimido e em fuga — e se sente vítima do passado, vocês nunca são vítimas do passado. Estão sempre à mercê do Senhor. Não estão à mercê de nada que tenha acontecido.

    O que Deus faz? Observem isto: Ele Se coloca entre eles e o passado deles.

    Quando olham para trás, para o passado, só conseguem ver o Senhor. O lado iluminado daquela nuvem estava voltado para o povo de Deus, para o lado deles. Muitas vezes ouvi pessoas dizerem: “Olhe pelo lado bom”.

    Alguém diz: “Não há lado bom na minha história. Não há lado bom no meu passado”. Não, leia com atenção. Há um lado luminoso no Senhor. Era o Senhor Quem dava a luz. Há um lado luminoso no Senhor.

    Aqui diante de vocês, não tenho um passado perfeito. Aqui diante de vocês, tenho perfeita paz a respeito do meu passado imperfeito, porque olho para trás e só consigo ver Jesus.

    Você pode olhar para trás e ver somente Jesus.

    Isso significa que o passado vai parar de perseguir você? Não. Leia o relato. Ele não vai parar de perseguir você. Significa que não vai alcançá-lo, porque, para chegar até você, precisa passar por Jesus. Portanto, não vai alcançá-lo.

    Mas, se você ler com atenção, perceberá que os egípcios — o passado — os estavam impelindo. Você diz: “Sim, eu sei. Meu passado também me impele. Ele me leva à loucura. Ele me faz perder a cabeça. Ele me leva a beber. Sei muito bem como ele me impele”.

    Não, não, não. Leia o relato. Os egípcios os estavam impelindo cada vez mais para dentro da vontade de Deus. Os egípcios os estavam impelindo em direção à Terra Prometida. Deus transforma essa maldição em bênção. Agora, o passado está, na verdade, levando-os para mais perto do Senhor. De fato, esse é o caminho mais curto até Jesus.

    Se você é cristão, digo com toda a convicção que Deus colocou em meu coração: por mais feio ou repulsivo que tenha sido seu passado, você não está à mercê dele. Você é cristão. Está à mercê do Senhor.

    Você tomou uma decisão tola. Não está à mercê dessa decisão tola. Está à mercê do Senhor. Fez alguma coisa que machucou alguém. Não era sua intenção, mas aconteceu. Se essa pessoa é cristã, ela não está à mercê do que você fez. Está à mercê do Senhor.

    Precisamos enxergar como Deus lida com isso. O passado nunca alcançará você. Ele o levará cada vez mais para perto de Jesus.

    Como Ele trata a fé imperfeita quando ela é tentada a olhar para trás? Ele Se coloca entre você e seu passado, de modo que, ao olhar para trás, tudo o que você vê é Jesus. Ah, que Deus grave isso profundamente em nosso coração.

    O poder do Senhor nas pressões do presente

    Os redimidos em fuga não têm apenas o problema da tentação de olhar para trás. Mais uma vez, Êxodo 14:22 diz:

    E os filhos de Israel entraram pelo meio do mar em terra seca;
    e as águas foram-lhes como um muro à sua direita e à sua esquerda.

    Qual era a altura daquelas paredes de água? A Bíblia não nos diz, e os comentaristas estão errados. Quanto mais prossigo no Senhor, mais isso se torna meu passatempo: ver o quanto consigo discordar do meu comentarista.

    Quando Jacó mencionou seu filho Rúben na bênção que deu antes de morrer, disse: “Rúben é instável como a água”. A água é instável.

    Como vocês imaginam aquelas paredes? Como as muralhas de Jericó? Paredes de água? Como dois montes de neve na entrada da garagem, empilhados dos lados, com um caminho pelo meio? Como água atrás do vidro de um aquário?

    Não sei como vocês imaginam, e não sei se estou certo. Mas eu as imagino mais como gelatina — alguma coisa instável.

    O que sustentava aquelas paredes? Ouçam Êxodo 14:21:

    Moisés estendeu a mão sobre o mar;
    e o Senhor fez retirar o mar por um forte vento oriental toda aquela noite,
    e fez do mar terra seca,
    e as águas foram divididas.

    Era o vento que sustentava aquilo. Êxodo 15:8 diz:

    Com o sopro das Tuas narinas amontoaram-se as águas.

    O Senhor simplesmente soprou. Mas não vejo aquilo como algo sólido. Vejo daquela maneira, e é por isso que considero essa uma ilustração tão extraordinária.

    Não conheço ilustração melhor do passado tentando alcançar você do que o Egito vindo atrás com aqueles carros. Não conheço ilustração melhor das pressões da vida do que aquelas paredes oscilantes, quando você precisa passar por elas e parece que ameaçam desabar sobre sua cabeça.

    Se você não sabe do que estou falando, deixe-me aplicar isso. Estou falando de todas as pressões que conhecemos: saúde, finanças, relacionamentos, família, compromissos, prazos, pecado, o desejo de crescer, a preocupação com nossos filhos, netos e bisnetos — pressões, pressões, pressões.

    E lá está você. Como Deus lida com isso? Em primeiro lugar, deixem-me chamar a atenção para o que já foi dito e lido. Foi Deus, não Satanás, Quem ergueu aquelas pressões. Deus é Quem colocou essas pressões em sua vida.

    Você diz: “Estou passando por dificuldades. Não sei como lidar com a pressão”. Bem, ótimo. Você não deve saber como lidar com a pressão. Deve saber como se relacionar com Jesus. Eu devo saber como me relacionar com Jesus. Não é a mesma coisa.

    Ele dispôs a pressão. Pelo Seu poder, ela permanece ali. Ele é Quem a sustenta, e Ele vai permitir que você passe por essa pressão.

    Vocês perceberam que ela tem um propósito redentor? As mesmas pressões que assustam vocês mataram os egípcios. Era a mesma água, a mesma pressão. Ela tem um propósito redentor, tanto no aspecto positivo quanto no negativo.

    Algumas pessoas olham para a pressão em sua vida e dizem: “Como é possível você ter paz numa hora dessas? Como pode dar graças por uma coisa dessas? Essa pressão na minha vida me mataria. Acabaria comigo”.

    No aspecto negativo, para aqueles que não estão respondendo — vocês sabem, o aroma de vida e o aroma de morte —, essas pressões acabarão desabando e levando todos eles.

    Mas você não precisa ficar atolado na lama. Não precisa perder as rodas do seu carro.

    O Senhor lida com sua pressão mantendo-a suspensa. Ele emprega Seu poder para conter essa pressão. Usa-a com um propósito redentor e, por fim, vai conduzir você através dela.

    Mas como? Êxodo 14:21 diz que Moisés estendeu a mão sobre o mar, e o Senhor fez o mar recuar por um forte vento oriental durante toda a noite e transformou o mar em terra seca.

    A única maneira de você atravessar as pressões do presente é aprender a caminhar sobre o terreno do milagre — um terreno que Ele já secou.

    Atravessar aquela pressão foi, para eles, uma caminhada de milagre. A parte deles — toda a parte deles — era caminhar em terra seca.

    Posso imaginar que, numa geração futura, uma criança dissesse ao avô: “Conte de novo sobre a travessia do mar. Como você fez aquilo?”

    “Ah, meu filho, você precisava ter me visto. Foi incrível. Eu caminhei em terra seca.”

    “Uau”, diz o menino. “Faço isso desde os três anos de idade.”

    O que há de difícil em caminhar sobre um terreno que Ele secou?

    Todas aquelas pressões que parecem tão assustadoras para os redimidos em fuga — quando a fé tiver uma história, quando você começar a confiar no Senhor e a ver Sua fidelidade —, você não vai olhar tanto para trás. Quando olhar, verá Jesus.

    Em meio a essas pressões, você diz: “Está bem, Senhor, não entendo. Isso tem um propósito redentor. Tu vais usar isso. Vou atravessar”. E Ele o fará atravessar. Você não vai se afogar. Não vai ficar preso.

    É assim que Deus lida com essa pressão.

    A promessa do Senhor diante do futuro desconhecido

    Os redimidos em fuga também têm medo do futuro desconhecido. Estava escuro, como sugeri. Eles não sabiam o que havia do outro lado. Haveria doenças? Animais selvagens? Sabemos que havia pessoas que odiavam o Senhor.

    Assim como Deus lida com o passado mostrando Sua presença, e com o presente mostrando Seu poder, vamos manter a aliteração. Como Ele lida com o futuro? Minha sugestão é: por Sua palavra de promessa.

    Êxodo 14:15 diz:

    E o Senhor disse a Moisés:
    Por que clamas a Mim?
    Dize aos filhos de Israel
    que marchem.

    Um dos princípios de estudo bíblico que tem sido muito útil para mim foi sugerido por Arthur T. Pierson: primeira menção, última menção e menção completa.

    A primeira vez que alguma coisa é mencionada na Bíblia tem uma importância especial, porque muitas vezes apresenta a maneira como ela será desenvolvida. A última menção também é significativa. Depois há a menção completa — algum lugar na Bíblia em que o assunto é tratado plenamente.

    A primeira vez que vocês encontram na Bíblia as palavras “sigam em frente” é justamente aqui. É uma pergunta simples: o que foi necessário naquele dia para que seguissem em frente? A resposta é: foi necessário um poderoso milagre. Foi isso que se exigiu.

    Falamos sobre seguir em frente no Senhor. O que será necessário para seguir em frente no Senhor? A resposta é um poderoso milagre de Deus.

    Para aqueles cuja fé ainda não tem uma história, isso é assustador. A impossibilidade de atravessar o mar Vermelho sem um milagre é apenas uma pequena figura. Foi necessário um poderoso milagre.

    Mas vou ser sincero com vocês. Comparado ao milagre de que preciso para viver uma vida santa, para ser conformado a Jesus, para oferecer a outra face, para amar Lillian como Cristo amou a igreja e para dar graças em tudo e por tudo — diante da impossibilidade dessas coisas —, eu preferiria enfrentar dez mares Vermelhos.

    Preferiria correr de frente contra aqueles carros de ferro a tentar obedecer a qualquer coisa com minhas próprias forças. Como preciso de um milagre de Deus para seguir em frente! Como vocês precisam de um milagre de Deus para seguir em frente — para caminhar sobre o terreno que Ele secou.

    Então o Senhor diz: “Sigam em frente”.

    O avanço pela fé

    Quero mostrar a vocês um maravilhoso sermão que Moisés pregou aos redimidos em fuga. Ele parece mais espiritual do que realmente é.

    Êxodo 14:13-14:

    Moisés disse ao povo: Não temais;
    estai quietos e vede o livramento do Senhor,
    que hoje vos fará;
    porque aos egípcios que hoje vistes,
    nunca mais tornareis a ver.
    O Senhor pelejará por vós,
    e vós vos calareis.

    Quantas vezes esse texto tem sido usado — e que texto maravilhoso! “Fiquem quietos. Vejam o poder do Senhor. Deus lutará por vocês.”

    Quando você está redimido e em fuga, essa é uma mensagem maravilhosa. Mas não da maneira como vocês a ouvem, nem da maneira como eu a ouvi.

    Lembro-me daqueles dias, quando a ouvi pela primeira vez. Era inteiramente nova para mim: “Fiquem quietos. Vejam o livramento do Senhor”. Entendi assim: “Sou passivo. Não faço nada. Sento-me. Espero por Deus. Se Ele não vier, nada acontece”.

    E nada aconteceu.

    Vocês sabem o que Deus disse logo depois de Moisés dizer: “Fiquem quietos e vejam o livramento do Senhor”? Aqui está o versículo seguinte, Êxodo 14:15:

    E o Senhor disse a Moisés:
    Por que clamas a Mim?
    Dize aos filhos de Israel
    que marchem.

    Que versículo extraordinário! Parece tão certo: “Basta ficar quieto, e você verá o livramento de Deus”. Deus diz: “Moisés, por que você está orando assim? Por que está dizendo isso a eles neste momento? Diga que sigam em frente”.

    Como enfrento o futuro desconhecido? Você segue em frente por um poderoso milagre de Deus.

    Você diz: “Bem, primeiro preciso ser fortalecido. Preciso que Deus me torne capaz”. Queridos amigos em Cristo, desistam desse sonho. Ele nunca tornará vocês suficientes. Quer que vocês conheçam a suficiência Dele.

    Ele não vai me tornar suficiente. Não vai me transformar nesse sentido. Eu sou eu. Carne é carne; sempre será carne. Ele quer que eu venha a conhecê-Lo. Avanço como um verme e os expulso. Sigo em frente na minha fraqueza. Por isso Ele diz: “Siga em frente”.

    As mãos no drama da redenção

    Ao me preparar para encerrar, quero mostrar algumas coisas que levam esse drama — e é mesmo um drama — à sua conclusão.

    Êxodo 15:9 registra a declaração do inimigo:

    O inimigo dizia: Perseguirei,
    alcançarei,
    repartirei os despojos;
    satisfar-se-á o meu desejo sobre eles;
    arrancarei a minha espada,
    a minha mão os destruirá.

    Não é de admirar que estivessem com medo. Há um inimigo lá fora, e ele declarou: “Minha mão os destruirá. Vou persegui-los. Vou alcançá-los. Minha mão os destruirá”.

    Mas, nesse drama, há outra mão. Êxodo 15:6:

    A Tua destra, ó Senhor, é gloriosa em poder;
    a Tua destra, ó Senhor, despedaça o inimigo.

    E Êxodo 15:10-12:

    Sopraste com o Teu vento,
    o mar os cobriu;
    afundaram como chumbo em águas poderosas.
    Quem é como Tu, ó Senhor, entre os deuses?
    Quem é como Tu, glorioso em santidade,
    terrível em louvores, operando maravilhas?
    Estendeste a Tua destra;
    a terra os tragou.

    Há uma mão que diz: “Vou destruí-los”. Há um inimigo que odeia vocês com todas as forças, que me odeia com todas as forças, e ele é real. Há um inimigo real lá fora.

    Mas há outra mão, e é a mão do Senhor. Embora estejam redimidos e em fuga, ainda não conseguem compreender a mensagem da graça: “Fiquem quietos”. Ainda não. Vão compreendê-la quando tiverem um pouco de história.

    Faraó tem sua mão e diz: “Vou destruir vocês”. Deus tem Sua mão e diz: “Vou livrar vocês”.

    Mas há outra mão no drama. Êxodo 14:15-16 diz:

    E o Senhor disse a Moisés:
    Por que clamas a Mim?
    Dize aos filhos de Israel
    que marchem.
    E tu, levanta a tua vara,
    e estende a tua mão sobre o mar, e divide-o.

    Estamos muito perto de: “Pela fé, atravessaram o mar Vermelho”.

    A mão de Satanás: “Vou destruir”. A mão de Deus: “Vou livrar vocês”. A mão de Moisés.

    Quando Deus disse a Moisés: “Estenda a mão”, não sei que versão da Bíblia vocês estão usando, mas foi isto que Moisés fez: juntou as mãos em concha assim, curvou-se e começou a tirar a água.

    Você não tem essa versão, Jerry? Vocês sabem que isso não está na Bíblia de vocês. Mas me pergunto quantos de vocês têm feito exatamente isso.

    “Estenda a mão.” O que isso significa?

    Quando Moisés estendeu a mão, não houve esforço da parte dele. Ele faria isso de novo, vocês sabem, quando recebeu ajuda para manter as mãos erguidas.

    Ouçam Êxodo 14:21:

    Moisés estendeu a mão sobre o mar;
    e o Senhor fez retirar o mar.

    Há uma mão que quer matar você. Há uma mão que quer livrar você.

    Mas esta mão não se moverá até que esta outra mão se mova. Deus diz: “Você estenda a mão”. Então, em união com Deus — eu não posso fazer isso sozinho. Ele não fará isso sozinho. Mas, em união comigo, Ele fará.

    Como Ele me faz seguir em frente? A resposta é: “Estenda a mão e veja-Me estender a Minha”.

    É como Pedro em Atos, com o homem aleijado. Pedro estendeu a mão para baixo e o levantou. Mais tarde, orou: “Senhor, continua estendendo a Tua mão para livrar”.

    Temos aqui a maravilhosa realidade da fé: se eu não estender a mão, Deus não estenderá a Dele. Mais tarde, quando a fé tiver uma história, você voltará àquele grande sermão: “Fiquem quietos e contemplem o livramento do Senhor”. Mas, no início, não entende isso. Pensa apenas que significa não fazer nada — que não tem participação alguma.

    Conclusão: o Senhor nos encontra onde estamos

    Deus nos leva a esse lugar impossível porque quer nos fazer seguir em frente. Ele vê sua fé. Ela é verdadeira.

    Você diz: “Sim, mas estou tão nervoso”. E daí? Você diz: “Estou com medo”. Isso não muda o fato.

    “Estou nervoso por causa do passado.” Olhe para Jesus. Ele Se coloca entre você e seu passado.

    “Estou com medo dessa pressão. Tenho tanta pressão na minha vida que você nem acreditaria.” Ele a conterá pelo Seu poder. Ele a conterá. Vai conduzir você através dela. Vai fazer você atravessar.

    “Mas não sei o que o futuro reserva. O amanhã está tão escuro. É tão assustador.” Ele diz: “Siga em frente”. Por um poderoso milagre de Deus, siga em frente.

    E eles seguiram, e vocês conhecem a história. É assim que Ele trata os redimidos em fuga.

    Se o Senhor permitir, amanhã examinaremos aquele grande passo: redimidos e descansando, quando atravessamos outra extensão de água — o Jordão. Salvação que nos tira de algo: redimidos e em fuga. Salvação que nos conduz a algo: redimidos e descansando. Isso é muito bom.

    Nosso Pai, obrigado pela Tua Palavra. Sempre precisamos dizer: “Não aquilo que nós achamos que ela significa”. Tu inspiraste as páginas da Bíblia. Colocaste essas histórias ali para o nosso coração e para a nossa instrução.

    Que Tu operes em cada coração tudo o que, por Tua inspiração, esses fatos devem significar. Nós Te damos graças, em nome de Jesus.