Sei que, ao longo dos anos, nesses períodos de perguntas e respostas, sempre gostei de ouvir as respostas dos nossos irmãos. Nos últimos dois anos, porém, passei a ter uma perspectiva completamente diferente sobre esta sessão.
A pergunta é: como vivemos, na prática, essa vida de substituição? “Tenho enfrentado lutas pessoais, e tem sido difícil ver minha vida de preocupação e inquietação refletir a realidade de que já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim.”
Agora, quando alguém escreve essas perguntas, nunca sabemos exatamente o que está querendo perguntar. Vou aproveitar algumas palavras usadas nesta pergunta para destacar alguns pontos.
De certa maneira, sempre fico um pouco preocupado quando alguém diz “na prática”. Muitas vezes, sei que, na minha própria vida, quando eu dizia “na prática”, o que estava perguntando era: “Olhe, apenas me diga o que fazer. Dê-me uma lista de duas ou três coisas. Diga-me o que fazer”.
Essa questão de confiar no Senhor, de Cristo ser a minha vida — isso eu entendo. Está bem, agora me diga o que fazer.
Bem, Ele vai dizer. Nós não vamos dizer o que você deve fazer, mas, graças a Deus, você pode ir a Ele. Ele lhe dirá o que fazer, porque deseja que essa vida seja vivida e expressa em nós de maneira prática.
Às vezes, quando as pessoas escrevem perguntas, citam apenas parte de um versículo. Esta pessoa escreveu a primeira parte de Gálatas 2:20:
Já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim.
Mas, graças a Deus, o versículo não termina aí.
Abram em Gálatas 2:20, e vamos ler o versículo inteiro.
Estou crucificado com Cristo;
e já não vivo eu, mas Cristo vive em mim;
e a vida que agora vivo na carne,
vivo-a na fé do Filho de Deus,
o Qual me amou e Se entregou a Si mesmo por mim.
A vida que agora vivo na carne, vivo-a pela fé — não pela fé na nossa própria fé, mas pela fé no Filho de Deus, o Qual me amou e Se entregou por mim.
Há uma vida de fé aqui. Esta pessoa percebe que sua vida não estava refletindo a realidade daquilo que estava vendo nesse versículo. Há uma verdade, uma realidade, aqui.
Mas, às vezes, para usar outra expressão dessa pessoa, ela diz: “Não estou vendo”. Agora, o que estamos procurando? Qual é a nossa perspectiva? Estamos enxergando com os nossos olhos naturais? Temos a nossa própria perspectiva?
“Ah, não estou vivendo essa vida. Eu me preocupo, fico inquieto e tudo mais.”
É por isso que não andamos por vista. Andamos por fé. Se andarmos por vista, tropeçaremos o tempo todo. Mas, graças a Deus, o andar para o qual fomos chamados é um andar de fé. É fé Naquele que nos amou, morreu por nós, agora habita em nós e venceu todas as coisas.
A pergunta tratava da preocupação e da inquietação, mas podemos aplicar isso amplamente a qualquer desafio da vida. Você conhece a verdade; conhece a realidade.
Eu jogava futebol americano. Joguei como defensor de ponta por muitos anos. Quando uma jogada pelas laterais vinha na sua direção, vinham alguns jogadores da retaguarda, dois jogadores da linha avançando para bloquear, todos aqueles homens correndo em sua direção, e o jogador com a bola logo atrás deles. Lá vinham eles.
Sabem qual era a responsabilidade do defensor de ponta? Não era derrubar o jogador com a bola. Era apenas tirar os bloqueadores do caminho. Então o defensor de segunda linha ficava com toda a glória, porque era ele quem derrubava o jogador com a bola.
Enfim, nesta pergunta, podemos ver como essa verdade se aplica a qualquer coisa.
Vamos usar a preocupação e a inquietação como exemplo nesta manhã. Será que a preocupação e a inquietação são o verdadeiro problema? Todos nós nos preocupamos e ficamos inquietos. Ontem à noite, eu estava sentado aqui, preocupado e inquieto: “Será que vou receber uma pergunta?” Então recebi a pergunta e fiquei preocupado e inquieto: “Será que tenho uma resposta?”
Mas será que o verdadeiro problema é a preocupação e a inquietação? Vou fazer o papel de médico por um minuto. Na verdade, a preocupação e a inquietação são apenas sintomas de uma questão mais profunda.
Muitas vezes, diante das coisas contra as quais lutamos na vida, pensamos: “Ah, tenho um problema com a preocupação”. Não, esse não é o problema. Converso com muitos irmãos e irmãs sobre finanças. Eles dizem: “Tenho um problema com as finanças”. Não, isso é um sintoma de uma questão mais profunda.
O que a preocupação e a inquietação revelam aqui é que não confiamos no Senhor. Deus disse algo. Vamos crer nessa realidade, permanecer nela e andar por fé? Ou vamos nos orientar pelos nossos sentimentos e pelo que vemos?
Essa é a batalha que enfrentamos nessa vida de substituição. O Senhor sabe que, enquanto passamos por este mundo, haverá coisas que nos deixarão ansiosos. Haverá coisas que nos farão ficar preocupados e inquietos. Não somos condenados por isso.
Mas, quando a preocupação e a inquietação nos sobrevêm, o que fazemos? Qual é a nossa resposta?
Abram em Mateus 6. Em Mateus 6:25-34, o Senhor trata da preocupação, da inquietação e da ansiedade. O Sermão do Monte é um dos maiores discursos do nosso Senhor. Como sou contador, sempre gosto de contar os versículos. Há cerca de dez versículos relacionados à ansiedade e à inquietação, o que faz desse assunto um dos principais temas do Sermão do Monte.
A questão não é começarmos a nos preocupar e a ficar inquietos. A questão é: qual é a nossa resposta?
Por isso vos digo: não andeis ansiosos pela vossa vida,
quanto ao que haveis de comer ou beber;
nem pelo vosso corpo, quanto ao que haveis de vestir.
Não é a vida mais do que o alimento,
e o corpo mais do que o vestuário?
Porque os gentios procuram todas estas coisas;
pois vosso Pai celestial sabe
que necessitais de todas elas.
Mas buscai primeiro o Seu reino e a Sua justiça;
e todas estas coisas vos serão acrescentadas.
Não andeis, pois, ansiosos pelo dia de amanhã:
porque o dia de amanhã cuidará de si mesmo.
Basta a cada dia o seu mal.
O Senhor conhece nossas ansiedades e inquietações. Quando começamos a nos preocupar e a ficar inquietos, e o Senhor nos mostra isso, é a Sua bondade amorosa que está se manifestando a nós.
Ele está dizendo: “Olhe, aqui está um sintoma na sua vida. Há algo na sua vida em que você não conhece a realidade da Minha vida. Há uma área da sua vida em que você não conhece Cristo como a sua vida, e Eu quero demonstrar isso a você”.
Às vezes, sentimo-nos condenados quando começamos a nos preocupar e a ficar inquietos. Mas não; Ele diz: “Esta é uma oportunidade. Este é um sintoma. Há algo na sua vida em que você não está confiando em Mim. Você não está andando nesse caminho de fé. Não está permanecendo na realidade. Quero demonstrar Quem Eu sou em meio a essa ansiedade no trabalho, a essa ansiedade por um filho que não se comporta como você gostaria, à ansiedade com as escolas ou à ansiedade nas assembleias”.
Essas coisas são oportunidades. Mas, muitas vezes, não andamos por fé, e sim por vista ou pelos sentimentos, e isso acaba nos paralisando. Negamos à própria vida vencedora que está em nós a oportunidade de se manifestar e de Ele demonstrar Quem é para nós.
Que possamos ver essas coisas como oportunidades e não nos sentir condenados pelos sentimentos iniciais. Em nós mesmos, somos assim; mas, em Cristo, há uma vida vencedora. Há uma vida segura.
Há uma batalha pela vida e pela alma de cada um de nós. Pedro trata dessa batalha em 1 Pedro 5.
Há uma antiga frase cuja autoria procurei várias vezes no Google, mas nunca consegui descobrir sua origem. Ela diz simplesmente: “Você crê naquilo em que crê?”
Todos nós cremos em Quem Deus é. Cremos que Ele é a nossa segurança, o nosso consolo e o nosso Provedor. Mas, na vida, será que nossa maneira de viver reflete essa realidade? Demonstramos de maneira viva que, em meio a tudo o que está acontecendo, cremos no Senhor?
Humilhai-vos, pois, debaixo da poderosa mão de Deus,
para que Ele vos exalte no devido tempo;
lançando sobre Ele toda a vossa ansiedade, porque Ele tem cuidado de vós.
Sede sóbrios, vigiai:
o vosso adversário, o diabo, como leão que ruge,
anda ao redor, buscando a quem possa devorar.
Sabemos que Ele cuida de nós? Ele quer que lancemos sobre Ele tudo aquilo que nos preocupa e inquieta, permitindo que Ele supra e intervenha.
O adversário anda ao redor, procurando alguém que esteja confiando em si mesmo. Mas, graças a Deus, temos Alguém que venceu o inimigo.
Ao qual resisti, firmes na vossa fé,
sabendo que os mesmos sofrimentos se cumprem
nos vossos irmãos que estão no mundo.
“Senhor, eu creio. Não vejo e não sinto. Às vezes, posso até questionar, mas permaneço firme em Ti. Estou andando por fé. Estou crendo em Ti em meio a esta circunstância que me deixou completamente sem descanso. Mesmo quando tudo parece estar indo por água abaixo, estou crendo em Ti.”
Parte do nosso discipulado e treinamento nestes dias é aprender, por causa da intensidade da batalha, a permanecer firmes em Cristo.
O Senhor conhece cada um de nós. Ele vê áreas da nossa vida em que não confiamos Nele e em que somos vulneráveis a perder o descanso, ficar preocupados e inquietos.
Em Seu grande amor, na maneira magistral como nos discipula para vivermos em Cristo, Ele organiza circunstâncias que nos permitem encontrá-Lo como nossa plena suficiência e segurança em tudo.
Que possamos ver a preocupação e a inquietação como a bondade amorosa de Deus expondo um sintoma em nossa vida. Não tratamos apenas dos sintomas; chegamos à raiz, ao cerne do problema. Cristo já tratou disso, e quer demonstrar de maneira maravilhosa que Ele é a nossa plena suficiência e segurança.
Graças a Deus, há vitória em qualquer situação em que nos encontremos.
Antes de responder às perguntas que me foram entregues, gostaria de dizer algumas palavras.
Chamar esta sessão de “perguntas e respostas” não é inteiramente correto, porque todos nós temos perguntas, mas somente Deus é a resposta.
Não pensem que nós, estes poucos irmãos, poderemos responder a todas as suas perguntas, ou mesmo a todas as suas verdadeiras perguntas. Não podemos fazer isso. Somente Deus é a resposta.
Sempre que você tiver um problema real, vá ao Senhor. Não vá ao homem. Os homens talvez possam remover alguns dos seus obstáculos, mas ninguém pode responder à sua pergunta.
Espero que isso não os desanime. Na verdade, deveria encorajá-los. Sempre que temos um problema real — um problema espiritual, não apenas uma questão na nossa mente —, o único caminho é ir diretamente a Deus.
Por que, então, temos este período de perguntas e respostas? Porque o homem pode ser usado por Deus para ajudar a remover alguns obstáculos que estão no caminho, para que vocês possam ir a Deus e receber a resposta.
É por isso que estamos aqui nesta manhã.
Recebi duas perguntas. Uma está em chinês, e a outra, em inglês. Vou começar pela pergunta em chinês e traduzi-la para o inglês.
A pergunta se refere à mensagem do irmão Carl no domingo. Ele mencionou: “Se o Senhor viesse agora, você estaria pronto?” A pessoa que fez a pergunta não entendeu muito bem o que significava ter a certeza de estar pronto.
Espero não ter dado a impressão errada. Não creio que tenha afirmado categoricamente que estou pronto. Não ouso fazer isso. Minha única esperança é que, pela graça de Deus, eu esteja pronto.
Sempre que nos consideramos prontos, receio que, na maioria das vezes, isso demonstre que não estamos prontos. Precisamos nos humilhar diante do Senhor, entregar-nos a Ele e pedir-Lhe que nos prepare.
Não podemos nos preparar por nós mesmos. Isso seria esforço próprio. Só podemos nos entregar humildemente ao Senhor e dizer: “Senhor, prepara-me. Prepara-me para a Tua volta iminente”.
Essa é a única atitude que podemos assumir.
A segunda pergunta trata da certeza da salvação, da santificação e da vitória.
É verdade que podemos ter certeza da nossa salvação inicial, porque ela é obra de Deus. Se cremos no Senhor Jesus, temos certeza, porque a Palavra assim diz: seremos salvos.
Mas a pergunta é: a quem se refere o chamado final de Deus — o chamado para vencer?
Irmãos e irmãs, pela graça de Deus, todos os que creem Nele como Salvador foram salvos. Mas o último chamado de Deus à Sua igreja, àqueles que creram Nele, é o chamado para vencer.
Nosso Senhor Jesus venceu, e Sua vida vencedora está dentro de cada um de nós. Sua vida nos capacita a vencer, quaisquer que sejam as circunstâncias em que nos encontremos.
O chamado para vencer se dirige a todos os que creram Nele. Ele é o Vencedor. Ele nunca espera que alguém que creu Nele seja vencido. Quer que todos nós que cremos Nele sejamos vencedores, assim como Ele venceu.
Por quê? Porque Ele nos deu Sua vida vencedora.
Por nós mesmos, com a nossa própria vida, jamais poderíamos vencer o pecado, o mundo ou Satanás. Satanás é mais poderoso do que nós. Isso foi demonstrado na vida dos nossos antepassados, Adão e Eva.
Mas nosso Senhor Jesus veio a este mundo e, durante Seus três anos e meio sobre a terra, viveu uma vida vencedora a cada momento. Ele venceu o mundo. Venceu o pecado. Venceu Satanás. Venceu a Si mesmo.
Ele disse:
Eu nada posso fazer de Mim mesmo.
Não posso ir a lugar algum por Mim mesmo.
Nada posso dizer por Minha própria iniciativa.
Faço tudo conforme o que o Pai Me mostrou.
Essa é a vida vencedora. Graças a Deus, todos nós que cremos no Senhor Jesus temos essa vida em nós.
Não pensem que o chamado para vencer é algo impossível. Quando esteve na terra, o Senhor nos mostrou essa vida vencedora. Nós, que temos a vida de Cristo em nós, somos chamados a ser vencedores — não porque sejamos capazes de vencer, pois não somos, mas porque Ele venceu e é a nossa vida.
Se dependermos de nós mesmos, se tentarmos por nós mesmos, por mais que nos esforcemos, seremos vencidos pelo pecado, pelo mundo e por Satanás. Já fizemos o melhor que podíamos, mas o que descobrimos? Descobrimos que o nosso melhor não é páreo para a tentação.
Mas, graças a Deus, Ele nos deu Sua vida vencedora, para que todos os que creem no Senhor Jesus possam vencer.
Nossa vitória não depende de nós mesmos. Nossa vitória depende cem por cento da vida de Cristo em nós.
No livro de Apocalipse, o chamado para vencer é dirigido a todas as igrejas. Seja uma igreja gloriosa como Filadélfia, seja uma igreja derrotada como Laodiceia, o chamado é o mesmo:
Ao que vencer.
Onde quer que Deus tenha colocado você, nas melhores ou nas piores circunstâncias, o chamado é o mesmo, porque você tem a vida vencedora dentro de si: Cristo em você, a esperança da glória.
O que é a vida cristã? A vida cristã é uma vida de substituição.
Hoje não vivemos por nós mesmos. Já fizemos isso no passado, e ficou demonstrado que fracassamos. Portanto, não tente novamente ser o melhor cristão ou um cristão perfeito por si mesmo. Você não conseguirá.
É por isso que, quando Deus salva você, Cristo vem habitar no seu espírito. Pela Sua vida em você, pelo Espírito Santo que habita em você, Ele o conduzirá a essa vida vencedora.
Depois de crer no Senhor Jesus, você encontra algo muito diferente. Não é porque você mudou a si mesmo; é porque Cristo veio, pelo Seu Espírito, habitar no seu novo espírito. Ali, Ele está conduzindo você a essa vida de vitória.
Crer no Senhor Jesus é uma experiência muito real. Se você creu no Senhor Jesus, descobre que o Senhor Jesus está habitando no seu novo espírito, conduzindo você por um caminho de vitória. Mas isso exige sua cooperação.
O que devemos fazer? Não devemos tentar ser cristãos perfeitos. O que fazemos é seguir a direção do Espírito Santo que habita em nós.
Assim que você é salvo, encontra Alguém no seu espírito conduzindo você pelo caminho da santidade. Antes de crermos no Senhor Jesus, talvez tivéssemos o hábito de nos vangloriar. Quando nos vangloriávamos, sentíamo-nos bem com isso. Mas, depois de crermos no Senhor Jesus, quando nos vangloriamos além da realidade, uma voz mansa e suave nos diz: “Isso não é verdade”.
Às vezes, estamos tão acostumados a nos vangloriar que não paramos. Continuamos, mas depois nos sentimos mal. Quando começamos a orar à noite, a menos que confessemos, parece que nossa vida com o Senhor ficou bloqueada.
Irmãos e irmãs, é o Espírito Santo habitando em vocês, conduzindo-os à vida de santificação. Não é pelo nosso esforço, mas pela nossa obediência.
A vida cristã é uma vida de obediência: obedecer à direção do Espírito Santo que habita em nós.
Ele é compreensivo conosco. Não começará com grandes coisas. Começará com pequenas coisas, coisas comuns. Mas, gradualmente, Ele conduzirá você cada vez mais para o interior, até que seja completamente santificado pela Sua direção.
A pergunta é: o que acontece com os crentes que não vencem? Eles vão para o inferno? Continuam salvos? A grande tribulação envolverá todos os crentes, inclusive aqueles que já morreram, ou apenas os que estiverem vivos?
Irmãos e irmãs, o Senhor está voltando. Cremos que todas as profecias que precedem a vinda do Senhor já se cumpriram. Estamos vivendo no tempo do fim, em uma época em que nosso Senhor Jesus pode voltar a qualquer momento.
Estamos vivendo no tempo de Apocalipse 12. O Senhor está voltando, e é por isso que precisamos estar prontos.
O inimigo não está interessado na chamada igreja de hoje, porque grande parte do chamado cristianismo já caiu em suas mãos. Mas ele está intensamente interessado no filho varão que há de nascer da tribulação da igreja.
O filho varão em Apocalipse 12 é uma expressão coletiva. Não se refere a uma única pessoa e não pode se referir a Cristo, porque Cristo nasceu e permaneceu na terra durante Seu ministério terreno. Mas o filho varão, quando nasce, é imediatamente arrebatado ao terceiro céu.
O filho varão se refere aos irmãos que vencem Satanás. É uma expressão coletiva: os vencedores que estiverem vivos na vinda do Senhor.
O primeiro sinal da vinda do Senhor é o arrebatamento do filho varão. De repente, por todo o mundo — enquanto o mundo segue como de costume, comendo, bebendo e casando-se —, alguns estão moendo pela manhã; outros estão trabalhando no campo durante o dia; outros estão dormindo à noite.
Esses representam os cristãos que estarão vivos na vinda do Senhor. A terra é redonda; ao mesmo tempo, para alguns é manhã, para outros é dia, e para outros é noite.
O filho varão representa os vencedores que estiverem vivos na época da vinda do Senhor.
Ser arrebatado ao terceiro céu, passando pelo quartel-general do inimigo, ou ser deixado para atravessar a grande tribulação depende de quão fiel você é hoje.
Se você for fiel ao Senhor, quando Ele vier, Ele o levará para Si, para fazer parte do grupo que O receberá em Sua volta. Mas, se não for fiel, embora seja salvo, você será deixado durante a grande tribulação.
Isso significa que o Senhor não ama você? Não. Ele o ama tanto que até a grande tribulação lhe oferece outra oportunidade de se tornar um vencedor.
O Senhor quer que todo crente seja um vencedor, assim como Ele é. Estamos vivendo em uma época empolgante. Há uma grande oportunidade aberta a cada um de nós. Você vai aproveitá-la? Ou vai amar o mundo por causa de alguma pequena coisa que há nele e perder o glorioso arrebatamento?
O que você vai escolher?
Espero que cada um de nós escolha seguir fielmente o Senhor e ser arrebatado. Graças a Deus por isso.
Senhor, nós nos entregamos a Ti, confiando, Senhor, que, pela Tua graça e misericórdia, seremos aqueles que estarão prontos para a Tua volta. Vem, Senhor Jesus. Esse é o clamor do nosso coração. Em Teu nome, amém.
Recebi três perguntas, e creio que, em diferentes momentos da minha vida, já fiz todas elas.
A primeira pergunta é: usar uma cruz no pescoço é adoração a ídolos?
Na Bíblia, encontrei três exemplos ou categorias de idolatria.
A primeira categoria é a adoração a uma imagem de escultura — um ídolo de madeira ou de algum outro material, com um rosto ou uma figura, ao qual se atribui um espírito. Esses ídolos ainda existem e são comuns em todo o mundo.
Não creio que usar uma cruz necessariamente se enquadre nesse tipo de idolatria.
A segunda forma de idolatria se encontra em Colossenses 3:5-6. No final dessa passagem, a cobiça é chamada de idolatria. Essa forma é mais sutil do que a primeira. A cobiça envolve coisas que desejamos e nos esforçamos para possuir, muitas vezes permitindo que elas tenham prioridade sobre o nosso desejo pelo Senhor — dinheiro, fama, reconhecimento e assim por diante.
A terceira forma é sugerida em 1 João 5, quando João conclui advertindo-nos a guardar-nos dos ídolos. Ao longo do capítulo, ele fala de Cristo como luz, amor, vida, vitória e nossa esperança. A idolatria pode ser colocar nossa esperança em algo que não seja o Senhor Jesus.
Portanto, ao considerar se usar uma cruz é idolatria, talvez a pergunta seja: por que a estamos usando? É um testemunho de que o Senhor ocupa um lugar elevado em nosso coração? Ou estamos colocando nossa esperança no próprio objeto?
Gosto muito de assistir a beisebol. O jogador do campo direito do Los Angeles Dodgers usa uma cruz e, toda vez que vai rebater, ele a beija. Mesmo depois de beijá-la, ele ainda pode ser eliminado em uma jogada rasteira para o defensor da posição de interbases. Às vezes, podemos colocar nossa esperança em algo que não seja o Senhor.
Se penduramos uma cruz no espelho retrovisor e começamos a confiar nela, isso pode beirar a idolatria. Mas essas são questões pessoais. Devemos ir ao Senhor e perguntar: “Por que estou usando isto?”
Espero que você não esteja adorando a cruz que usa no pescoço. Espero que não seja o primeiro tipo de idolatria. Mas vamos considerar se isso se enquadra em alguma dessas formas.
A segunda pergunta é: como distinguir a paz de Deus do conforto da alma, especialmente no que diz respeito a ser guiado?
A primeira coisa é que essas duas coisas não são necessariamente opostas. Às vezes, a paz de Deus nos traz conforto ao coração. Mas podemos ter conforto na alma sem ter a paz de Deus — uma sensação temporária de que algo é bom, enquanto algo mais profundo em nós sabe que aquilo não está certo.
Às vezes, temos a paz de Deus, mas não temos o conforto da alma.
O conforto da alma muitas vezes vem com a remoção de algo desagradável. Mas a paz de Deus vem independentemente do resultado.
Muitos dos meus filhos tiveram medo do escuro. O conforto da alma seria como dizer: “Vou acender a luz para você”. Isso remove o que é desagradável e traz conforto.
Mas a paz de Deus é diferente. Quando a luz continua apagada e uma criança está com medo, às vezes minha esposa vai e se senta no quarto com ela. A escuridão continua ali, mas a presença da mãe permite que a criança vença o medo. Eu gostaria de poder dar esse exemplo com o pai em vez da mãe, mas não seria verdade.
Quando há algo que desejamos muito — um emprego, uma determinada faculdade, um relacionamento —, podemos sentir conforto quando o recebemos. Então talvez nos perguntemos se isso é o conforto da alma ou a paz de Deus.
Pode ser ambos. Mas, quando há algo que desejamos muito, e ainda assim amamos o Senhor e nos perguntamos se esse desejo é da carne, é então que nos colocamos de joelhos. Perguntamos ao Senhor, lutamos com isso diante Dele e permitimos que Ele nos faça amadurecer.
Ele pode ou não nos dar o que desejamos, mas podemos ter a paz de Deus.
A última pergunta é: como sabemos quando uma tradição se tornou um obstáculo à nossa experiência coletiva da novidade da vida de Cristo, especialmente quando o corpo reúne pessoas de diferentes idades?
A palavra tradição é um termo neutro. Significa simplesmente algo transmitido, esperamos que para o bem, de uma geração para outra ou de um grupo para outro.
Muitas coisas que fazemos quando nos reunimos não são ordenadas especificamente na Bíblia. Talvez as façamos porque foram úteis aos irmãos e irmãs na casa de Deus. Também fazemos coisas tradicionais em nossas famílias e em nosso trabalho.
Há boas tradições na Bíblia. Paulo escreveu aos coríntios e aos tessalonicenses sobre tradições que haviam sido transmitidas. Ele disse:
Sede meus imitadores, como também eu sou de Cristo.
Também há tradições ruins. Somos advertidos a tomar cuidado com as tradições dos homens. O Senhor repreendeu aqueles que deixavam de lado o mandamento de Deus para guardar suas tradições.
Se algo é um mandamento do Senhor, não é apenas uma tradição. Orar não é uma tradição. É parte da vida de Cristo e é ordenado na Palavra.
A dificuldade está na área intermediária: quando uma prática foi viva e útil em algum momento, mas depois se torna mera imitação. Às vezes, a primeira parte permanece — “Sejam meus imitadores” —, enquanto a segunda parte, que é essencial, se perde — “como eu imito Cristo”.
Portanto, precisamos buscar continuamente o Senhor quanto à maneira como fazemos as coisas. Até mesmo sobre nos reunirmos no próximo ano, precisamos orar. Não podemos simplesmente presumir que nos reuniremos porque sempre nos reunimos.
No entanto, às vezes a geração mais jovem pergunta sobre as tradições não porque tenha percebido falta de vida, mas porque não entende e quer entender.
A geração mais velha não deve abandonar práticas apenas para agradar à geração mais jovem. Mas, se algo tem sido uma verdadeira bênção do Senhor e está vivo para nós, devemos explicá-lo.
As questões fundamentais são comunicação e amor.
Não podemos simplesmente dizer: “Façam o que fazemos. Não façam perguntas”. Isso é perigoso. As crianças e os jovens estão pensando, ouvindo e observando o tempo todo. Não são massas misteriosas de carne que nos acompanham aonde quer que vamos. Têm capacidade de compreender por que fazemos as coisas conforme o Senhor nos conduziu.
Precisamos conversar com eles e explicar por que fazemos as coisas dessa maneira. Essas são oportunidades preciosas de compartilhar a vida que nos foi transmitida.
A segunda questão é o amor. O mundo está comunicando uma mensagem claramente aos nossos filhos por meio dos amigos, dos professores, da televisão e da internet. Nós temos a mensagem do Senhor, e às vezes ela pode parecer antiquada.
Mas, se falamos do púlpito e depois ignoramos os jovens, apenas dizendo que façam o que fazemos sem perguntar por quê, talvez eles não saibam que os amamos.
A vantagem que temos sobre o mundo é que nossos filhos podem saber que seus pais e os irmãos e irmãs na casa de Deus os amam. Se souberem que os amamos, esse amor dará espaço para o Senhor alcançar o coração deles.
Se há uma tradição que nós mesmos não entendemos e que apenas seguimos mecanicamente, devemos perguntar ao Senhor: “Por que estamos fazendo isto?” Mas, se algo é real para nós, vamos explicá-lo. E, sempre que nos reunirmos, por qualquer motivo, vamos amar uns aos outros.
Pode haver uma separação natural entre as gerações, e as diferenças culturais podem torná-la mais acentuada. O respeito e as formas adequadas de tratamento podem ser coisas boas, mas não podemos permitir que impeçam o amor do Senhor de fluir para os mais jovens.
Quando eles perguntarem: “Por que fazemos as coisas desta maneira?”, conversem e expliquem. É uma oportunidade maravilhosa.
Talvez vocês sintam necessidade de ficar em pé por um minuto. Por que não fazem isso? Não sei quanto a vocês, mas estes assentos não foram feitos para mim. Isso — alonguem-se. Estamos na reta final agora. Muito bem, podem se sentar novamente.
A pergunta mais pertinente ao que compartilhamos neste fim de semana é: em meio aos problemas de uma igreja, devemos nos apegar a Cristo. Por favor, explique o que significa apegar-se a Cristo.
Isso se refere a reter o Cabeça. Abram em Colossenses 2.
Ninguém, pois, vos julgue pelo comer, ou pelo beber,
ou por causa de dias de festa, ou de lua nova, ou de sábados:
que são sombra das coisas vindouras;
mas o corpo é de Cristo.
Ninguém vos prive do vosso prêmio
com pretexto de humildade e culto aos anjos,
detendo-se nas coisas que viu,
inchado sem motivo pela sua mente carnal,
e não retendo o Cabeça,
do Qual todo o corpo, suprido e unido
pelas juntas e ligamentos,
cresce com o crescimento de Deus.
Paulo pressupõe que a igreja entende que nos reunimos na vida de Cristo e pela vida de Cristo. Reter o Cabeça significa que Cristo é o nosso suprimento de vida. Ele também é o nosso Juiz, nosso Chefe, nosso Cabeça e nosso Governante.
A igreja deve fazer tudo o que puder para garantir que Cristo seja sempre o Governante.
Às vezes, homens ou mulheres tentam nos conduzir e se tornar nossos chefes no lugar do Cabeça. Alguém nos diz que devemos observar determinadas festas, guardar dias especiais, seguir regras alimentares ou realizar certos atos religiosos. A pergunta é: o Senhor disse isso, ou é simplesmente uma pessoa nos dizendo o que fazer?
Talvez o Senhor nos conduza a jejuar juntos por causa de um problema. Mas, quando pessoas autoritárias aparecem e nos dizem o que fazer, precisamos perguntar se é Cristo quem está falando.
Eu era pastor até o dia em que o Senhor cortou a minha cabeça e disse: “Não quero que você seja o pastor. Eu sou o Pastor”. Aprendi da maneira difícil que eu não era o pastor.
Conheço, porém, um homem que é chamado de pastor e que conduz os santos a ouvir o Senhor. Esse é um bom pastor subordinado ao Senhor. Quando outros têm uma ideia, ele diz: “Vamos perguntar ao Senhor sobre isso”. Isso é reter o Cabeça.
O exemplo mais claro está em Atos 15. Alguns crentes de Jerusalém diziam que os gentios precisavam ser circuncidados para ser recebidos. Os discípulos levaram a questão diante do Senhor e se reuniram em Jerusalém.
Houve um debate acalorado. Alguns crentes insistiam na circuncisão, enquanto outros diziam que deixassem os gentios em paz. Então Pedro se levantou e testemunhou que o Senhor o havia enviado à casa de Cornélio e que os gentios receberam o Espírito Santo sem circuncisão.
Depois Paulo e Barnabé falaram sobre como o Senhor havia operado entre os gentios.
Por fim, Tiago se levantou e disse que o Senhor havia aceitado os gentios e que não se deveria exigir que fossem circuncidados. Então disseram:
Pareceu bem ao Espírito Santo e a nós.
Ali estava uma igreja em uma situação de divisão, mas eles retiveram o Cabeça até ouvirem o Cabeça.
Isso exige muita paciência. Muitas vezes, as pessoas estão em lados opostos de uma questão e continuam tentando convencer umas às outras. Mas apegar-se ao Cabeça frequentemente significa colocar nossa própria ideia aos pés da cruz e dizer: “Senhor, o que Tu queres?”
“Nosso irmão pensa assim, e outro irmão pensa de outra maneira, mas estamos unidos sob o Cabeça. Só podemos crescer quando o Cabeça nos conduz. Senhor, o que Tu dizes?”
Se esperarmos diante do Senhor em verdadeira humildade, Ele nos mostrará o caminho. Talvez não seja a ideia de uma pessoa nem a de outra; talvez seja a ideia do Senhor.
É isso que significa reter o Cabeça. Ele é o nosso Juiz final.
Quando eu era um cristão recém-convertido, fumava dois maços de Marlboro por dia. Um irmão me julgou e disse: “Você é cristão. Não deveria fumar”.
Senti-me culpado. Conversei com meu sogro, que era um cristão maravilhoso, sábio e espiritual. Eu disse: “O irmão fulano diz que eu não deveria fumar”.
Sabem o que meu sogro disse? “O que o Senhor está dizendo a você?”
Eu pensava que a questão era entre mim e aquele irmão. Não era nada disso. Ele disse: “O que o Senhor diz a você?”
Perguntei ao Senhor. Ele começou a falar comigo e, depois de alguns meses, parei de fumar. Mas aprendi uma lição: não deixe simplesmente que uma pessoa lhe diga o que fazer. Pergunte ao Senhor.
Às vezes, alguém lhe diz alguma coisa e pode estar certo. Mas vamos buscar a resposta no Senhor. Isso é reter o Cabeça.
A próxima pergunta é: como equilibrar o conhecimento adquirido no estudo bíblico com a aplicação prática dessas verdades?
Vamos começar com o nosso Salvador. Abram em Isaías 50:4.
O Senhor Deus Me deu a língua dos instruídos,
para que Eu saiba sustentar com palavras aquele que está cansado:
Ele desperta manhã após manhã,
desperta o Meu ouvido para que Eu ouça como os instruídos.
O Senhor Deus abriu o Meu ouvido,
e Eu não fui rebelde,
nem Me retirei para trás.
Aqui está nosso Senhor Jesus falando profeticamente. Ele diz: “Vou ao Meu Senhor todas as manhãs e escuto a Sua palavra. Quero ser obediente e talvez ter uma palavra que possa ajudar outra pessoa”.
É por isso que é importante começar a manhã abrindo a Palavra de Deus e ouvindo algo do Senhor. Não estou falando de ler doze capítulos. Leia uma porção e diga: “Senhor, fala comigo”.
Todo cristão deveria ter algum método regular de leitura de toda a Bíblia. Depois, leia-a novamente. Toda vez que você percorre a Palavra, conhece melhor o Senhor, vê mais e compreende mais.
Há equilíbrio em ler toda a Bíblia. Não devemos ser cristãos duvidosos, que se limitam ao Novo Testamento e negligenciam o restante da Palavra de Deus.
Se a comunidade com a qual você se reúne está estudando uma porção da Bíblia, aproprie-se dela. Se estão estudando o Evangelho de João, leia João repetidamente. Sublinhe, anote perguntas, observe palavras que se repetem e familiarize-se com o texto.
Espero que você tenha uma Bíblia na qual possa fazer anotações. Ainda não encontrei um bom estudante da Bíblia que tenha apenas uma Bíblia eletrônica. Vocês podem provar que estou errado, mas percebo que, com Bíblias eletrônicas, muitas vezes as pessoas não memorizam nem visualizam a Palavra da mesma maneira.
É bom saber onde algo está na página. Aproprie-se daquela porção das Escrituras. Conheça-a, compreenda-a e permita que ela se torne parte de você.
Depois, deixe que o Espírito Santo faça a aplicação prática. Às vezes, Ele armazena muita coisa na sua memória, e isso será usado mais tarde. Não devemos parar de estudar porque pensamos que não estamos sendo suficientemente práticos.
Deixe o Espírito Santo conduzir. Ele tornará real para você algo que estudou e talvez não tenha compreendido antes.
A última pergunta é: somos chamados a vencer na igreja. Como fazemos isso quando doutrinas bíblicas estão sendo comprometidas — questões de identidade, papéis de gênero, um evangelho pouco claro, práticas voltadas a agradar quem está buscando a fé ou restrições ao serviço sem vínculo formal como membro?
A primeira pergunta é: é ali que o Senhor quer você?
Na minha opinião, eu me mudaria para onde houvesse comunhão. Se você está morando em um lugar por conveniência, mas a única igreja próxima está fazendo muitas coisas estranhas, pergunte se o Senhor quer você ali ou se é apenas conveniente.
Se esse é o lugar que o Senhor escolheu para você, há um caminho para vencer ali. Entre as sete igrejas de Apocalipse, algumas estavam em condições ruins. Mas o Senhor lhes disse que saíssem? Ele lhes disse que vencessem onde estavam.
Também há um chamado para sair da Babilônia e separar-se. Mas isso se refere a uma igreja que se tornou prostituta por sua união com o mundo. Se é apenas o mundo, não é a igreja.
Mas, se o Senhor lhe disse que fosse a uma igreja onde há muitas dificuldades, como você vence?
Primeiro, você vai aonde lhe foi pedido que fosse e entrega sua vida. A primeira coisa que os exilados construíram ao voltar do cativeiro foi o altar. Portanto, seja um adorador.
Você já esteve em uma igreja onde muitas pessoas estão cantando, mas é quase possível identificar os adoradores? Seja um verdadeiro adorador. Entregue sua vida pelas pessoas e adore a Deus.
Depois, participe dos estudos bíblicos. Lance o fundamento: o ensino dos apóstolos, a comunhão, o partir do pão e as orações. Quando surgirem oportunidades, conheça sua Bíblia e compartilhe algo com os irmãos e irmãs.
Em muitas igrejas maiores, pode haver um pequeno grupo remanescente. Os morávios entraram na Igreja Anglicana e estabeleceram estudos bíblicos por meio da Sociedade para a Promoção do Conhecimento Cristão. John Wesley foi grandemente ajudado pelos morávios nesses grupos.
Vocês ficariam admirados com os lugares onde podem encontrar cristãos preciosos. Se Deus lhe pediu que estivesse ali, talvez haja outros cristãos preciosos, cheios do Espírito e que buscam o Senhor, os quais você poderá encontrar.
Esteja aberto: seja um verdadeiro adorador, um verdadeiro estudante da Bíblia e alguém que realmente vive a comunhão. Vá ao salão de comunhão, mas não fique apenas no salão — tenha comunhão.
A vida do Senhor está em você para brilhar até mesmo em um lugar que está nas sombras. Se é ali que o Senhor lhe disse que estivesse, Ele proverá um caminho para que você dê o testemunho de Jesus, mesmo em lugares difíceis.
Que o Senhor nos ajude e restaure Sua igreja, para que permaneçamos no testemunho de Jesus nestes últimos dias.