Bem, hoje vocês vão receber uma porção dobrada de Max. Mac fará a abertura; Mac vai falar aqui, então…
Vamos começar abrindo em 2 Coríntios 11:2-3.
Porque zelo por vós com zelo de Deus; pois vos tenho preparado para vos apresentar como virgem pura a um só esposo, que é Cristo. Mas receio que, assim como a serpente enganou a Eva com a sua astúcia, os vossos pensamentos sejam desviados da simplicidade e pureza da devoção a Cristo.
Agora abram em Apocalipse 3, no final da carta à igreja de Laodiceia: Apocalipse 3:21-22.
Sabemos que, em cada uma dessas sete cartas, há um chamado para vencer. Este é o último, dirigido a Laodiceia.
Ao que vencer, dar-lhe-ei assentar-se Comigo no Meu trono, assim como também Eu venci e Me assentei com Meu Pai no Seu trono. Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas.
Por fim, abram em Apocalipse 12:10-11.
Então ouvi grande voz no céu, proclamando: Agora vieram a salvação, o poder, o reino do nosso Deus e a autoridade do Seu Cristo; pois foi expulso o acusador de nossos irmãos, o mesmo que os acusa de dia e de noite diante do nosso Deus. Eles o venceram por causa do sangue do Cordeiro e por causa da palavra do seu testemunho; e não amaram a própria vida, mesmo diante da morte.
Vamos orar.
Senhor, mais uma vez somos gratos, como em cada dia do Senhor, pelo grande privilégio de nos lembrarmos de Ti à Tua mesa. Senhor, isso realmente estabelece em nosso coração um fundamento para a vida. Estabelece em nosso coração a esperança, Senhor, da Tua volta. Faz-nos voltar o foco para esta questão, Senhor: qual é a questão central da vida?
E, Senhor, ao prosseguirmos, agradecemos porque, nos dias em que vivemos, Tu és um Deus que ainda fala conosco. Nós nos achegamos, Senhor, como aqueles que desejam ouvir o que o Espírito diz às igrejas. Senhor, não buscamos apenas conhecimento; buscamos ouvir palavras de vida.
E, ao nos oferecermos a Ti, Senhor, pedimos que uses este tempo juntos para nos preparar, para nos equipar para os dias em que estamos vivendo. Pois é somente pela Tua graça e pela Tua misericórdia, e somos gratos por isso. Em nome de Jesus, amém.
À medida que lemos e ouvimos cada vez mais sobre a volta iminente do nosso Senhor, também ouvimos cada vez mais o chamado para vencer. Por que esse chamado para vencer está se tornando mais forte nestes dias?
É simplesmente porque a igreja, de modo geral, está numa condição enfraquecida. Sabemos, ao olhar para o nascimento da igreja na terra, no livro de Atos, que ela teve um nascimento saudável. Tinha um testemunho claro daquilo que a caracterizava e de a Quem pertencia. Eles passaram a ser conhecidos como cristãos porque eram pessoas que se posicionavam por Cristo. Havia clareza.
Além disso, naquela igreja primitiva, havia uma simplicidade na mensagem. Eles declaravam que Jesus Cristo é o Senhor. Ele é o seu Salvador; Ele é o seu Senhor.
Mas, ao atravessarmos os séculos e chegarmos ao tempo presente, vemos que a igreja está realmente numa condição enfraquecida. Como povo de Deus, não estamos onde deveríamos estar. Embora exteriormente tenhamos muitas formas de piedade, grande atividade religiosa e muitas obras piedosas em andamento, interiormente falta a realidade da vida de Cristo em Seu povo.
É por isso que temos zelo nesta hora. Porque estamos vivendo nestes tempos anormais, o Espírito clama para que vençamos.
O que tem estado em meu coração ultimamente, ao considerar esse assunto, é que o Senhor tem colocado sobre mim essa questão de vencer. Quero apenas compartilhar alguns pensamentos, porque desejo experimentar isso mais.
É interessante: quando você começa a pensar em vencer, isso pode parecer esmagador. Mencionei a algumas pessoas nesta semana que eu estava compartilhando sobre vencer, e elas disseram: “Uau”. Há quase um mistério, uma aura de mistério, algo que coloca isso em outra categoria, diferente da vida cristã normal.
Quando cantamos aquele hino, “Não ouso ser derrotado”, como isso tocou você? Vou confessar: quando ouvi esse hino pela primeira vez, muitos anos atrás, numa conferência, fiquei completamente intimidado. Eu disse: “Nunca serei um vencedor”.
Ouvimos esse hino: “Não ouso ser derrotado. Faze de mim um vencedor”. A tragédia com tantos crentes é que dizemos: “Está bem, vou fazer isso. Não vou ser derrotado. Vou ser um vencedor”. Essa é a resposta errada.
A resposta melhor é: “Bem, eu não posso ser um vencedor”. Mas, infelizmente, isso é apenas metade da resposta correta. Precisamos ver que não podemos ser vencedores em nós mesmos; mas, porque temos Aquele que venceu vivendo dentro de nós, podemos vencer.
O hino diz: “Faze de mim um vencedor”. Ele diz: “Não ouso ser derrotado”, mas não para aí. É tendo o Calvário em vista. Aquele pequeno coro não está olhando para nós. Ele diz: “Um vencedor, um vencedor” — por causa do Calvário. É isso. É por causa do Calvário.
“Faze de mim um vencedor, um conquistador, um conquistador, Senhor” — mas não para aí — “um conquistador, Senhor, em Ti”. Não em nós mesmos. Como estamos Nele, e Ele está em nós, há uma vida vencedora que deseja se manifestar plenamente.
A tragédia é que muitos de nós — e provavelmente todos já passamos por esses ciclos em nossa vida — nos esforçamos demais. Então, finalmente, chegamos ao ponto de perceber: “Eu não consigo”. Lembramos disso por algum tempo, mas depois voltamos a tentar. Então percebemos que não conseguimos. É a mesma coisa com vencer.
Meu desejo hoje — e, de fato, o Senhor tem falado comigo — é que vejamos o vencer como um aspecto da vida cristã normal, que o vejamos da perspectiva Dele. Foi por isso que li aquele versículo sobre voltar à simplicidade que há em Cristo.
Na última vez que compartilhei, falei sobre o Senhor nos ensinar a contar os nossos dias, com esse espírito de estarmos preparados. Nós tornamos complicado até mesmo estar preparados, estar prontos. Afastamo-nos da simplicidade de viver cada dia para o Senhor e de fazer cada dia valer pela Sua graça.
Vimos, nas parábolas do Senhor sobre a Sua segunda vinda, que eles foram elogiados simplesmente por serem servos bons e fiéis. Não foram elogiados por todo o seu conhecimento bíblico, pelo grande conhecimento das profecias, por sermões eloquentes ou por estarem em todas as reuniões ou conferências.
“Você participou de tantas conferências; portanto, é um vencedor.” Não. Eles foram elogiados porque havia uma vida de Cristo que reconheceram e à qual responderam. É isso que realmente buscamos.
Agora, quero deixar algo claro. Quando digo que eles não foram elogiados por grande conhecimento bíblico, conhecimento das profecias, presença nas reuniões, conferências e tudo isso, não quero ser mal compreendido. Essas coisas brotam da vida cristã normal.
Na vida cristã normal, buscaremos conhecer a Palavra de maneira mais profunda. Na vida cristã normal, buscaremos conhecer mais sobre a volta do nosso Senhor. Na vida cristã normal, o fruto disso será o desejo de nos reunirmos com os irmãos.
Na vida cristã normal, desejaremos estar juntos quando os irmãos se reunirem numa conferência ou em outras ocasiões. Na vida cristã normal, onde pudermos servir, buscaremos essas oportunidades. Mas essas coisas exteriores, por si mesmas, não nos tornam espirituais. É a vida interior; e então vemos essa vida se manifestar entre o Seu povo.
Infelizmente, foi por isso que mencionei antes como, no cristianismo de hoje, há tanta forma exterior. Há uma forma exterior de piedade, muitas atividades — mas onde está a vida? Onde está a vida?
Já compartilhamos antes sobre a primeira vinda do nosso Senhor. Naquele templo aconteciam todo tipo de atividades religiosas gloriosas. Havia tanto brilho, tanta pompa e tudo o mais, mas o que faltava era a glória do Senhor. Não havia a glória do Senhor naquele templo.
É isso que Ele busca: que Sua vida seja vista e manifestada em Seu povo. À medida que vivemos e andamos diariamente na graça do nosso Senhor Jesus Cristo, no amor do Pai e na comunhão do Espírito Santo, Ele pode realizar essa obra. Foi assim que Paulo encerrou 2 Coríntios. Ele nos chama simplesmente a andar nisso.
Nesse espírito de estarmos preparados, nesse espírito de voltarmos à simplicidade, o que é um vencedor?
A palavra vencedor vem da palavra grega nikeō. Se Luke estivesse aqui, eu pediria a ajuda dele. Luke é o especialista em falar grego. Mas é nikeō. E, como vocês veem no grego, é Nike — N-I-K-E.
A Nike recebeu seu nome da deusa grega da vitória. Nike significa simplesmente vitória, ou conquistar, vencer. Sempre que você vê palavras como conquistar, vitorioso ou vencer, é a mesma raiz, com o significado de vitória.
Na verdade, aquele símbolo da Nike — gosto de imaginá-lo como um V. Ele é, de fato, a asa da deusa, mas não vamos entrar nisso. Quando virem aquele símbolo, pensem num V de vitória em Cristo. É por isso que só uso Nike. Espero que, se eu colocar isso por fora, talvez também funcione por dentro.
Mas, quando pensamos nessa palavra, vitória, quem conquista a vitória? Quem já conquistou essa vitória? É Cristo. Ele já a conquistou por nós, como lemos em Apocalipse 3:21. Ele conquistou a vitória, e Ele é o Vencedor.
Ele venceu o mundo. Ele venceu o pecado. Ele venceu a carne. Ele venceu o diabo. Porque Ele venceu, e nós cremos Nele, temos essa vida vencedora vivendo dentro de nós. Ela deseja se manifestar plenamente.
Cada um de nós tem essa vida vencedora — essa vida plenamente vitoriosa e plenamente suficiente — vivendo dentro de nós. Como Ele venceu? Como nosso Senhor venceu?
Para mim, essa é uma imagem maravilhosa, porque às vezes pode ajudar a remover a intimidação que sentimos diante dessa ideia de vencer. Sabemos que, em Apocalipse, vemos nosso Senhor como o Leão da tribo de Judá. Ele venceu como o Leão da tribo de Judá? Não. Ele venceu como o Cordeiro de Deus.
Ele Se humilhou até a morte, e morte de cruz. Foi assim que Ele venceu.
Como aqueles de Apocalipse 12 venceram? Foi por alguma grande manifestação de poder? O texto diz que venceram por causa do sangue do Cordeiro, da palavra do seu testemunho e porque não amaram a própria vida, mesmo diante da morte.
É isso que vemos realizado em Cristo por nós. São três coisas muito simples e diretas. Não é um doutorado. Não foi porque fizeram todas aquelas grandes obras. Eles não venceram por causa de todo o seu conhecimento bíblico, de seu conhecimento da história profética, de sua posição de serviço, ou porque eram apóstolos, mestres, presbíteros, irmãos responsáveis, professores da escola dominical ou pessoas que serviam na música.
Não foi por isso que venceram. Venceram porque permitiram que a vida de Cristo dentro deles os sustentasse e os guardasse. Não é o exterior; é a vida Dele.
É por isso que há um chamado para cada um de nós — não apenas para alguns poucos. Há esse chamado:
Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas.
O inimigo tem sido muito eficaz em distorcer toda essa ideia de vencer. Mas aqueles venceram porque tinham uma vida diária com o Senhor. Tinham um relacionamento vivo com Ele e entraram nessa realidade. Não era algo distante; estava dentro deles. Havia uma realidade interior no relacionamento e na vida que tinham com o Senhor.
Quando pensamos nessa questão de vencer, é interessante que todos concordam que não se trata de um grupo de elite. Não é um grupo especial de cristãos. Não são, de alguma forma, pessoas melhores do que os outros irmãos.
Alguns jovens perguntaram ao irmão Sparks: “O que é um vencedor?”. Vou ler para citar corretamente. Ele disse:
Um vencedor não é alguém perfeito, alguém de uma elite ou um super-homem. Um vencedor é simplesmente alguém que está na vontade de Deus ao final de sua vida terrena — alguém que está na vontade de Deus ao final da corrida. Não importa quantas vezes tenha caído ou saído do caminho; no fim, por causa do sangue do Cordeiro, levantou-se novamente e voltou à corrida. Esse é o vencedor.
Não há nada de especial nisso. Já ouvimos o irmão Kong compartilhar em várias ocasiões que o vencedor é simplesmente alguém que vive a vida cristã normal — não alguma vida acima do normal, superior à dos outros crentes, mas uma vida cristã normal.
Isso nos parece estranho porque muitos de nós vivemos uma vida abaixo do normal. Não estamos nos apropriando da plenitude das riquezas, da plenitude da herança que temos em Cristo. Ficamos satisfeitos. Nós nos acomodamos. Sentimo-nos sobrecarregados e dizemos: “Não consigo fazer isso. É duro demais, difícil demais”.
Amamos este mundo e os desejos desta vida. Nós nos distraímos com tantas coisas. Por causa da graça de Deus e dos dias em que vivemos, de modo geral não há, em nosso meio, uma grande pressão que nos leve a buscar a Deus mais profundamente.
Em outros países — na China, em Cuba e em muitos outros onde há perseguição — existe uma pressão exterior, e você será levado a buscar refúgio em Deus. Mas o Senhor simplesmente nos mostra Sua mesa. Ele coloca Sua mesa diante de nós todos os domingos para demonstrar o amor de Cristo: “Eu morri por vocês”.
Qual é a sua resposta? O que você está fazendo por Mim? Ele simplesmente quer que respondamos entregando-nos a Ele.
O irmão Lance disse que vencer significa simplesmente passar por cima — superar qualquer obstáculo que haja em nossa vida, pela vida do Vencedor dentro de nós, pela Sua graça, permitindo que essa vida vencedora nos conduza através de tudo.
Eu estava lendo algumas coisas sobre o vencedor, e é interessante como muitas pessoas dizem: “Ah, vencer é tudo uma questão de obras. Não é pela graça. Deus é todo graça, mas, quando se trata de vencer, é pelas obras. É o que você está fazendo”.
Então recorri a um irmão que era um grande defensor da graça. Não sei quantos de vocês se lembram do irmão Floyd Pollett, mas, se houve um irmão que defendia a graça ao máximo — de maneira muito equilibrada e plena —, era ele. Ele também era muito direto.
Estou avisando de antemão: ele era muito direto nessa questão de ser pelas obras e não pela graça. O irmão Floyd Pollett disse:
É uma idiotice dizer que isso é contrário à doutrina da graça. São pessoas que, de fato, conhecem mais da Sua graça em sua vida diária do que o restante de nós.
Ele está dizendo que os vencedores não vivem apenas de obras. Eles conhecem mais do que o restante de nós a graça de Deus que foi disponibilizada a cada um de nós. Eles se apropriaram de algo.
É para isso que o Senhor nos chama: a alcançar aquilo para o que fomos alcançados. Há uma provisão abundante que Ele fez para nós em Cristo, e Ele simplesmente quer que entremos de fato nessa realidade.
Quando paramos e pensamos nessa questão do vencedor, vemos uma das táticas que o inimigo usa contra o povo de Deus para desacreditar Cristo e Sua Palavra.
Lembrem-se de como Eva foi desviada. Como ela foi desviada? O inimigo questionou e enfraqueceu a confiança no Senhor e em Sua autoridade, dizendo: “Foi assim que Deus disse?”. Ela mordeu a isca. Foi enganada e, por fim, afastada daquele lugar de simplicidade em Cristo.
Era um lugar maravilhoso de paz e vida, uma vida simples com o Senhor, desfrutando das riquezas daquele jardim. Mas ela cedeu ao inimigo. Isso nos mostra como o inimigo pode atacar nesta hora, particularmente em relação à Palavra de Deus, a Cristo e à Sua autoridade.
Por um lado, ele tenta tirar algo daquilo que Cristo fez. Tenta tirar algo de Cristo, de Sua obra e da Palavra de Deus. Vemos hoje quantos dizem que há muitos caminhos para a salvação, que não se pode confiar na Bíblia ou que não se deve preocupar com o pecado.
Tantas verdades fundamentais estão sendo corroídas, atacadas e tratadas como se não fossem nada. Há tanto engano, e muitos caem nessa armadilha. “Foi assim que Deus disse?” A Palavra de Deus é questionada hoje.
Se não conhecemos essa Palavra e alguém diz: “Foi assim que Deus disse?”, isso pode semear a dúvida dentro de nós, e podemos ser desviados. Isso é tirar algo de Cristo.
Por outro lado, o inimigo pode agir fazendo com que seja Cristo mais alguma coisa. “Ah, é bom que você ame a Cristo, mas, se quiser ser um cristão melhor, também precisa fazer isto.” Ele tenta acrescentar algo a Cristo, em vez de ser apenas a graça do Senhor.
Foi nisso que os de Colossos caíram: Cristo mais alguma forma distorcida de gnosticismo que os levaria a um ensino superior. Vimos os judaizantes no livro de Atos: era Cristo mais a circuncisão. Era sempre Cristo mais alguma coisa.
O inimigo entrou no meio de muitos crentes e tentou transformar o vencer em algo especial. “Se quiser ser um desses, você precisa fazer isto, isto e isto. Nem todo cristão pode ser um vencedor. Esse é o grupo especial. Esse é o grupo de elite.”
Às vezes, quando ouvimos essa palavra, vencer, deixamos de prestar atenção. “Nunca poderei chegar lá. Nunca poderei fazer isso.” O inimigo enganou tanto o cristianismo nestes dias e, por causa deste tempo de declínio, nós nos afastamos daquilo que esse chamado para vencer realmente é.
É vital aprendermos a viver essa vida cristã normal, a viver essa vida vencedora, para que possamos ser o testemunho que Deus nos chamou a ser. Mas, por termos esse conceito falso de vencer — de que se trata apenas de um pequeno grupo de elite —, nem sequer buscamos aquilo que Deus deseja.
Vejam novamente Apocalipse 12:10-11. Ali vemos a atividade do inimigo:
Agora vieram a salvação, o poder, o reino do nosso Deus e a autoridade do Seu Cristo; pois foi expulso o acusador de nossos irmãos, o mesmo que os acusa de dia e de noite diante do nosso Deus.
Vocês veem a intensidade da batalha: dia e noite, o inimigo está acusando. Gosto muito de como o texto diz que ele é o acusador não apenas “dos irmãos”, mas de “nossos irmãos”. Estamos ligados uns aos outros.
Ali está o inimigo acusando todos nós. Muitas vezes, não é apenas que nós mesmos somos acusados; nós acusamos uns aos outros. As acusações começam a circular por toda parte. Mas há uma batalha na qual cada um de nós já nasce envolvido.
O inimigo conhece o valor da vida diária, e ele é muito constante. Reconheçam a constância dele. Ele é mais constante na sua batalha do que nós na nossa. Fomos equipados com tudo e, ainda assim, às vezes ficamos negligentes. Recuamos. Nós nos acomodamos. O inimigo nunca está satisfeito; está sempre buscando só mais um pouquinho.
Precisamos ser despertados nesta hora. Ao considerar não apenas a batalha na qual fomos introduzidos, mas também a vitória na qual fomos introduzidos, somos gratos por aqueles de quem se dá testemunho em Apocalipse 12.
Agora, ao falar hoje sobre vencer, não vamos entrar em acontecimentos ou períodos proféticos. Estamos olhando particularmente para essa questão de vencer.
Esses elementos básicos que lemos são simplesmente o essencial para andar em vitória, para vencer. Sou grato pela simplicidade que há aqui. Eles o venceram por causa do sangue do Cordeiro.
Louvado seja Deus, eles não venceram por alguma grande obra ou mérito próprio. Foi tudo por causa da obra consumada Dele. Esse é o fundamento sólido e seguro que temos.
É isso que Ele quer que vejamos, e esse é o privilégio que temos em cada dia do Senhor ao participar da mesa: ver a grande obra realizada pelo sangue do Cordeiro.
Do que fala o sangue do Cordeiro? Poderíamos fazer um sermão inteiro sobre isso, mas vamos tentar resumir nesta manhã. O sangue do Cordeiro fala da nossa tão grande salvação. Fomos redimidos do mundo, da carne e do pecado, e do inimigo, e fomos introduzidos na grande salvação que temos Nele e na plenitude dessa provisão.
O sangue do Cordeiro também fala da nossa purificação diária: Ele é fiel e justo para nos purificar de todos os nossos pecados e de toda injustiça. O sangue do Cordeiro é também nosso escudo, nossa defesa e nossa proteção.
Que isso fique firmado em nosso coração: a plenitude da provisão, a completude da provisão, a suficiência absoluta da provisão que temos em Cristo.
Como podemos vencer? Porque Ele venceu. Podemos atravessar o dia, quaisquer que sejam as circunstâncias em que nos encontremos, de maneira vitoriosa, porque Ele venceu. Estamos cobertos pelo sangue do Cordeiro.
Quando saímos para este mundo, quando vamos trabalhar, quando vamos à escola, louvado seja Deus, o sangue do Cordeiro está sobre nós. Estamos em Cristo e temos um lugar de proteção. Que nos tornemos cada vez mais conscientes disso.
Gosto muito daquele pequeno coro: “Nenhuma arma formada contra nós prevalecerá; estamos sob o sangue do Cordeiro”. Louvado seja Deus, isso é mais do que apenas um corinho bonito. É uma grande verdade.
Muitas vezes, quando vemos certas coisas, recuamos e podemos nos esquecer. Mas que o Espírito Santo nos faça lembrar disso quando nos sentirmos intimidados ou formos pegos de surpresa: “Ah, obrigado, Senhor, pelo sangue do Cordeiro. Obrigado por essa vitória. Posso permanecer firme nela”. Esse é o fundamento seguro e sólido que temos.
O inimigo está aí nos acusando dia e noite. Quando nos acusa, ele é implacável. Ele nos acusa de muitas coisas falsas, mas, por causa dos nossos pecados e falhas, também nos acusa de muitas coisas verdadeiras — coisas que fizemos.
Mas, louvado seja Deus, sejam falsas ou verdadeiras, a resposta é o sangue do Cordeiro. Isso resolve a questão ali mesmo.
Há uma história maravilhosa sobre Martinho Lutero. Ele não a escreveu; contou a alguém, e, se vocês pesquisarem no Google, encontrarão muitas interpretações e versões diferentes. Vou tentar manter a simplicidade.
Lutero disse que certa vez teve um sonho. Nesse sonho, o inimigo veio até ele e estava escrevendo, numa folha de papel, todos os pecados de Martinho Lutero. Era uma lista enorme, minuciosa.
Uma versão da história diz que Lutero perguntou: “Isso é tudo? Não consegue pensar em mais nada?”. Então o inimigo voltou a escrever e acrescentou mais alguns. Depois Lutero perguntou: “Terminou?”. O inimigo disse: “Sim”.
Lutero disse: “Está bem, agora escreva por cima de tudo isso: o sangue do Cordeiro”. O sangue do Cordeiro responde a toda acusação.
Isso é algo que podemos conhecer na mente, mas cada um de nós luta com isso às vezes, por causa da veracidade da acusação. Quando o inimigo nos acusa, dizemos: “É verdade”. Não há problema em dizer: “É verdade”, mas não pare aí.
“É verdade, mas o sangue do Cordeiro me purifica de todos esses pecados e responde a todas essas acusações.” Louvado seja Deus por isso.
Mencionei 1 João 1:9 há pouco:
Se confessarmos os nossos pecados, Ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça.
Louvado seja Deus. Esse é outro versículo que podemos recitar e conhecer, mas será que está sendo gravado em nosso coração? Quando essas coisas surgem, conhecemos a realidade disso?
Além disso, Romanos 8:33 diz:
Quem intentará acusação contra os eleitos de Deus?
Quem pode apresentar uma acusação? Ninguém pode. Se Deus é por nós, quem poderá se levantar contra nós? Nada nos separa do amor de Cristo.
Louvado seja Deus, o sangue do Cordeiro nos dá um fundamento sólido e seguro para essa vida cristã normal, para essa vida à qual fomos chamados. Todas as nossas vitórias — aquilo que chamamos de nossas vitórias — são simplesmente permanecer pela fé na vitória Dele.
À medida que respondemos ao sangue do Cordeiro e temos uma consciência limpa e um coração limpo diante Dele, isso também nos permite ter um testemunho claro.
Se não temos esse fundamento sólido, se não temos clareza sobre o que Deus fez por nós e sobre o fato de que todos os nossos pecados foram perdoados, não há como termos um bom testemunho.
Esse segundo ponto é a palavra do seu testemunho. Eles podem ter a palavra do seu testemunho porque conhecem o sangue do Cordeiro e tudo o que ele realizou. Podem permanecer firmes nisso.
À medida que permanecemos cada vez mais firmes naquilo que Cristo fez, podemos ter um testemunho claro, simples e precioso. Qual é a palavra do nosso testemunho? Quem é a palavra do nosso testemunho? Jesus Cristo é o Senhor.
Não é alguma enorme declaração doutrinária. Jesus Cristo é o Senhor. Essa é a palavra do nosso testemunho.
Por toda a Escritura, se você entrar num programa de estudo bíblico e digitar esta pequena expressão — “para que saibam que Eu sou o Senhor” —, verá que esse é o desejo de Deus. Desde Êxodo, ao lidar com Seu povo, Ele disse que Seu povo saberia que Ele é o Senhor, e que o mundo e Faraó saberiam que Ele é o Senhor.
Ao longo do período dos reis, há esse desejo de que saibam que Ele é o Senhor. Você chega ao profeta Ezequiel e, mais de cinquenta vezes naquele livro, aparece essa pequena expressão: que tanto o povo de Deus quanto o mundo saibam que Ele é o Senhor.
Isso é tudo o que Ele deseja hoje: que nossa vida reflita o testemunho. Não se trata apenas de um testemunho com a boca. Trata-se de uma realidade interior na vida — que Ele é o nosso Senhor, que Ele é Aquele a Quem pertencemos.
Quanto mais seguro for o nosso fundamento, mais claro e ousado será o nosso testemunho. Por que às vezes não temos um testemunho claro? Por que não temos um testemunho ousado? É porque nosso fundamento está abalado.
Mas, louvado seja Deus, ao conhecermos o sangue do Cordeiro, podemos ter esse testemunho claro, declarando que Jesus Cristo é o Senhor, permitindo que Ele seja verdadeiramente exaltado em nossa vida — não apenas dizendo isso com os lábios, mas permitindo que isso se manifeste na vida.
Aqueles que são conquistados por Ele dão testemunho Dele. Esse era o testemunho de Paulo. Ele era constrangido pelo amor de Cristo, para não mais viver para si mesmo, mas para Aquele que morreu e ressuscitou. Louvado seja Deus por isso.
Eu estava pensando nessa questão do testemunho e em como ela é vital nestes dias. Fui levado de volta ao Antigo Testamento, à história de Ebenézer em 1 Samuel.
Uma pedra foi erguida ali. Que possamos erguer a pedra do nosso testemunho — a pedra de testemunho que diz: “Até aqui me ajudou o Senhor”. Isso é um testemunho público. Aquela pedra foi colocada à vista, para que todos a vissem.
Era algo conhecido publicamente: “Foi assim que o Senhor me ajudou”. Nossa vida reflete isso? A vida Dele está se manifestando de tal maneira que o Senhor é o meu Senhor, que Ele me ajudou até aqui e continuará me guardando até o fim?
Louvado seja Deus, que haja esse testemunho, porque ele é tão necessário em meio a estes dias maus e sombrios. Tivemos aquele tempo na passagem do ano sobre a proclamação do evangelho. É preciso haver esse testemunho público de vida no mundo, para que muitos sejam atraídos a Ele.
Também é preciso haver esse testemunho público de vida entre o povo de Deus. Infelizmente, hoje, com a igreja numa condição enfraquecida, muitos se afastaram do Senhor. Tornaram-se desanimados e descontentes.
Ouvimos Johnny compartilhar outro domingo sobre as ovelhas perdidas. Infelizmente, há muitas ovelhas perdidas que pertencem a Ele, mas que, por muitas razões diferentes, se afastaram.
Será que haverá uma luz brilhante? Será que haverá esse testemunho vivo — “Jesus é o Senhor” — que as atraia e as conduza de volta a Cristo? Não apenas em palavras, mas em ações e em vida, no amor de Cristo que nos conquistou.
Quando temos o sangue do Cordeiro como nosso fundamento seguro e permitimos que o Senhor Se torne esse testemunho em nossa vida, entramos nesse terceiro aspecto. A resposta normal e natural é não amar a própria vida, mesmo diante da morte. Entregaremos nossa vida.
Não começa aí. Se não conhecemos o sangue do Cordeiro e Seu grande amor por nós, se não conhecemos a firmeza do nosso testemunho e o poder do testemunho de que Jesus Cristo é o Senhor, não há como entregarmos nossa vida.
Mas, uma vez conquistados por isso, uma vez conquistados pelo Seu amor, seremos aqueles que entregam a vida voluntariamente. Sim, às vezes isso pode significar a morte física de um mártir. Mas, para a maioria de nós, significa não amar a vida do ego, seguir o caminho da cruz.
Significa não amar a vida do ego, mesmo diante da morte, mas permitir que o Senhor opere profundamente dentro de nós. Muitos têm compartilhado, ao longo dos anos, que o maior impedimento em nossa vida pessoal e o maior impedimento em nossa vida juntos é o ego.
O amor ao próprio ego é o maior impedimento para que o testemunho de Jesus seja fortalecido nesta hora e tem sido assim ao longo da história. O amor ao próprio ego é aquilo contra o que mais lutamos em nossa vida.
Quanto mais enxergarmos a vitória que temos Nele, conquistados pelo Seu amor, mais entregaremos nossa vida. Seremos aqueles que estão dispostos a permitir que Sua vida se manifeste de maneira mais plena e maior.
Quando vocês olham novamente para Apocalipse 2 e 3, onde Ele chamou cada uma daquelas igrejas a vencer, veem que Ele conhecia cada uma delas. Ele sabia exatamente o que estava acontecendo.
Quando o chamado para vencer foi dirigido a todos — “Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz” —, não era um chamado para esperar que as coisas melhorassem. Não era um chamado para sair dali e ir a outro lugar. Era um chamado para vencer exatamente onde você está.
Bem no meio das circunstâncias. Você está num lugar onde os irmãos abandonaram o primeiro amor? Vença, porque Ele venceu. Está num lugar comprometido com o mundo? Vença.
Está num lugar onde há falso ensino, como o de Jezabel? Vença ali. Permita que a vida Dele se manifeste por meio de nós, para ser essa luz brilhante em meio às trevas.
Estamos num lugar que tem nome de que vive, mas está morto? Vença; leve vida para ali. Estamos num lugar como Laodiceia, que diz: “Somos ricos e não precisamos de nada”? Como isso é trágico. Vença ali mesmo, bem no meio dessa situação.
Isso é dizer não ao ego. O ego se manifesta: “Eu quero isto. Eu quero aquilo. Gosto disto. Não gosto daquilo”. Podemos criar tantas desculpas.
Louvado seja Deus, quando nosso Senhor Jesus esteve nesta terra, Ele venceu o sistema religioso que encontrou entregando Sua vida. Ele venceu como o Cordeiro.
Ele venceu a situação do mundo sob o cruel Império Romano. Não Se deixou intimidar. Não permitiu que o Império Romano O vencesse. Não permitiu que o judaísmo O vencesse. Ele venceu ao entregar Sua vida.
Qualquer que seja a situação em que nos encontremos, qualquer que seja a nossa vida na assembleia, é assim que vencemos. É ali que isso realmente se torna prático.
Muitas vezes nos sentimos incompreendidos. Ficamos ofendidos. Não somos valorizados. Somos deixados de lado. Alguns não gostam de que hoje vamos comer espaguete do Joe’s Inn, então isso vai ofender algumas pessoas. Elas não gostam do Joe’s Inn; gostam de outro lugar. Algumas gostam da pizza do Domino’s. Outras gostam da Pizza Hut.
Há tantas oportunidades de ofendermos uns aos outros, mas precisamos superar isso — não em nós mesmos, mas Nele, permitindo que Sua vida se manifeste dessa maneira.
Mais uma vez, estou usando isso como exemplo de uma vida que responde. Muitas vezes, você conversa com alguém e diz: “Bem, você não estava naquela reunião”. A pessoa responde: “Bem, não gosto daquela reunião. Ela não acontece como eu gostaria, então não vou”.
Ou: “Aquela pessoa está lá. Não vou àquela reunião”. De alguma maneira, pensamos que a vida espiritual é outra coisa, mas não. A vida espiritual é abrir mão de si mesmo. A vida espiritual é entregar sua vida e ir estar com irmãos cuja companhia, às vezes, você não aprecia.
Não sorria, Roger. É, às vezes você precisa me aguentar, Roger.
Mas vemos como isso está dentro do nosso próprio coração. É sempre um momento maravilhoso? Fico empolgado para me levantar toda quarta-feira à noite e vir à reunião de oração? Não. Quer dizer, ai… Há uma luta nisso. Eu adoraria ficar em casa e simplesmente relaxar um pouco.
Levantar e ir trabalhar, ir a uma reunião de irmãs, chegar aqui no horário — seja o que for —, há tantas oportunidades concretas para a vida vencedora se manifestar.
Mais uma vez, não estou focalizando o exterior. Estou olhando para a origem e a fonte daquilo que influencia nossas atividades. Para que estamos vivendo? Essa vida vencedora simplesmente deseja que vivamos para Ele e entremos nessa realidade.
Enquanto isso não estiver firmado, enquanto não conhecermos o poder do sangue do Cordeiro, continuaremos servindo a dois senhores. Serviremos a nós mesmos e continuaremos vivendo em escravidão. Tentaremos servir ao Senhor, mas não faremos isso muito bem. Será com um coração dividido e uma mente vacilante.
O Senhor precisa resolver isso dentro do nosso coração: a quem estamos servindo? É por isso que aprecio o chamado a Laodiceia, onde eles eram mornos. Ele disse: “Seja quente ou frio”.
Se você não quer seguir o Senhor, não O siga. Não tente manter uma encenação. Não tente apenas participar de atividades ou cerimônias religiosas. Se não quer segui-Lo, siga o seu próprio caminho, mas seja honesto com Ele.
Ele conhece você. Ele ama você. Não vai virar as costas para você porque você diz: “Não Te quero, Senhor”. Ele não nos salvou porque nós O queríamos. Ele nos salvou porque Ele nos queria.
Se dissermos: “Bem, quero seguir meu próprio caminho”, está bem — seja honesto com Ele. Mas, se você quer ter esse coração de ser verdadeiramente liberto do ego, entregue-se a Ele. Permita que Ele, de maneira mais plena e maior, faça de você alguém que não ama a própria vida, mesmo diante da morte — uma vida do ego entregue por Ele.
Não amar a própria vida, mesmo diante da morte, não é apenas saber disso mentalmente. Podemos fazer um grande sermão. Se você olhar para muitas doutrinas do cristianismo, é relativamente fácil montar um sermão sobre elas. Mas, quando você começa a viver isso, é aí que a realidade nos alcança.
Precisamos viver mais profundamente na realidade de tudo aquilo que ouvimos.
Algumas coisas precisam ser esclarecidas sobre vencer. Isso não tem nenhuma relação com a sua idade. Amém. Daqui a pouco vou falar dos mais velhos, Shirley.
Se você é um crente novo — talvez conheça o Senhor há apenas uma semana, um mês ou um ano —, pode dizer: “Ah, isso é para os mais velhos. É para os mais maduros”. Não, não é.
Essa vida vencedora é para cada um de nós. Os crentes novos talvez não tenham tanto conhecimento bíblico ou muita experiência, mas, se você é fiel à luz que Deus lhe mostrou, se é fiel àquilo que conhece Dele — “Ele é meu Salvador” —, isso é vencer.
Talvez tudo o que você saiba seja: “Eu era cego, mas agora vejo”. Se você é fiel a isso, se é fiel àquilo que Ele colocou em suas mãos, isso é vencer.
Vamos trazer isso de volta ao nível simples, para enxergarmos a normalidade e a simplicidade dessa vida vencedora. É simplesmente ser fiel àquilo que Deus colocou em nossas mãos e andar nisso, sabendo Quem Ele é: “Eu era cego e agora vejo. Eu O conheço”. Louvado seja Deus.
Se Ele voltar e formos levados, isso é vencer.
E, para alguns de nós que somos mais velhos, às vezes alguém diz: “Bem, para mim é tarde demais. Estraguei mesmo a minha vida. Desperdicei a minha vida”. Não, nunca é tarde demais.
Sempre há essa oportunidade de nos arrependermos, voltarmos a Ele, nos entregarmos a Ele e, quaisquer que sejam os dias que nos restem nesta terra, andarmos com Ele e O servirmos. Essa é a vida vencedora.
É ser fiel a Quem Ele é para nós, àquilo que colocou em nossas mãos, e andar nisso — sem elevar isso à condição de algo especial.
A vida vencedora não significa que viveremos uma vida perfeita, sem pecado. Se vivêssemos uma vida perfeita, sem pecado, não precisaríamos do sangue do Cordeiro.
Mas, porque vamos pecar, conhecemos a preciosidade desse sangue. Nossos pecados não nos impedem de prosseguir. Nós os confessamos. Nós nos arrependemos. Se precisamos pedir perdão, resolvemos isso e seguimos em frente. Continuamos.
Aprendemos cada vez mais o poder do sangue para nos levantarmos de novo e continuarmos. O acusador dos irmãos está sempre ali. Assim que pecamos, ele diz: “Está vendo? Você não é um vencedor. Nunca poderá fazer isto. Nunca poderá fazer aquilo”.
O sangue do Cordeiro responde a essa acusação. Essa questão de vencer é simplesmente viver a vida cristã normal, viver como aqueles que Ele nos chamou a ser.
No início, compartilhamos o chamado a cada um com respeito a essa questão de vencer. O que estava em meu coração era que víssemos o quanto o inimigo a distorceu.
Acabamos de ler em Deuteronômio como, quando o povo recebeu a lei, Moisés lembrou que até mesmo a lei de Deus não estava longe. No final de Deuteronômio, ele diz que ela está no seu coração.
Esse vencer não é algo distante. Está em nosso coração. É uma vida que temos, se permitirmos que Ele verdadeiramente Se manifeste da maneira que deseja.
Que possamos parar e considerar cada vez mais o desejo Dele de que vençamos, e que cada um conheça aquilo que eu chamaria de simplicidade de vencer. Espero que, ao chegarmos ao final, estejamos enxergando um pouco mais dessa simplicidade.
Disse ao Herbert outra noite que eu ia compartilhar sobre a simplicidade de vencer, e ele riu na minha cara — porque é meu irmão. Mas há uma simplicidade, e o inimigo a distorceu tanto. Que o Senhor nos leve de volta a esse lugar.
O irmão Christian Chen descreveu o vencedor como alguém que foi vencido pelo amor de Cristo — alguém que foi vencido pelo amor de Cristo e agora vive e serve para agradá-Lo.
Isso se parece com o quê? Parece um servo por amor. No Antigo Testamento, esse servo era alguém que amava seu senhor e a casa dele, alguém que não viveria mais para si mesmo, mas simplesmente viveria para seu senhor.
Talvez, se o termo vencer nos intimida, possamos simplesmente dizer servo por amor. São termos muito semelhantes. Os vencedores são simplesmente aqueles que estão preparados. Conhecem a realidade do sangue do Cordeiro, seu testemunho é claro e não amam a própria vida, mesmo diante da morte.
Para nos encorajar, gostaria que encerrássemos em Romanos 8, porque a palavra vencedor é usada ali no grego. Se vocês olharem Romanos 8:35, o texto diz:
Quem nos separará do amor de Cristo? Será tribulação, ou angústia, ou perseguição, ou fome, ou nudez, ou perigo, ou espada?
Louvado seja Deus, o sangue do Cordeiro venceu tudo isso.
Então Romanos 8:36 diz:
Como está escrito: Por amor de Ti, somos entregues à morte o dia todo; Fomos considerados como ovelhas para o matadouro.
Ali está essa entrega da vida até a morte. Mas vejam Romanos 8:37. Este é o versículo encorajador que o Senhor deseja que seja realidade na vida de cada um de nós. Não está longe; está dentro de nós. Está disponível para nós.
Em todas estas coisas, porém, somos mais que vencedores, por meio Daquele que nos amou.
Essa expressão, “mais que vencedores”, tem como raiz a palavra Nike. É vencer de maneira abundante. Há um prefixo que dá o sentido de “mais que” ou de uma vitória esmagadora, mas a raiz é a mesma palavra usada para vencer, para vitória. É essa palavra, Nike.
Gosto muito de como o texto diz: “Em todas estas coisas, porém”. Porque não podemos ser separados do amor de Cristo, por causa do sangue do Cordeiro, por causa de tudo o que Ele fez, podemos ser aqueles que vencem abundantemente — não apenas vencem um pouquinho.
Cada um de nós, por causa desse lugar de segurança que temos no amor de Cristo, pode vencer. Não se trata do nosso amor por Ele. Trata-se do amor de Cristo, do Seu amor por nós e do amor do Pai.
Podemos ser mais que vencedores por meio Daquele que nos amou.
O texto continua, em Romanos 8:38-39:
Porque estou persuadido de que nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as coisas presentes, nem as futuras, nem os poderes, Nem a altura, nem a profundidade, nem qualquer outra criatura poderá nos separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor.
Esse amor agora está em nós, desejando se manifestar de maneira mais plena e maior.
Que o Senhor toque nosso coração neste dia, ao considerarmos Sua volta iminente, ao ouvirmos esse chamado que é dirigido a todos:
Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz.
Como nosso irmão Kong compartilhou no passado, o último chamado à igreja é esse chamado para vencer. Que ele não nos intimide. Que não pensemos que é misterioso. Que o vejamos na simplicidade que há em Cristo e na disponibilidade que temos, para que cada um de nós entre nessa realidade.
Porque, pela Sua graça, podemos. Vamos orar.
Senhor, somos tão gratos por essa provisão maravilhosa e extraordinária que temos em Ti. Senhor, somos gratos por todas as Tuas preciosas e magníficas promessas.
Senhor, somos gratos pelo sangue do Cordeiro. Somos gratos pela palavra do nosso testemunho: Jesus Cristo é o Senhor. E temos, sim, esse desejo de responder não amando a própria vida, mesmo diante da morte.
Senhor, pedimos que, ao pararmos e reconsiderarmos toda essa questão de vencer, Tu a tornes mais clara no coração de todos nós. Remove de nós as mentiras do inimigo. Remove as maneiras sutis pelas quais o inimigo torna isso complicado e permite que voltemos à simplicidade de viver a vida cristã normal.
Faze de nós aqueles que estão preparados para a Tua volta. Em Teu nome oramos. Amém.