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THAT THE WORD OF THE LORD MAY RUN AND BE GLORIFIED
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    Abraham - The Spirit Of Revelation © 2026 Christian Testimony Ministry
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    Abraham - The Spirit Of Revelation
    Abraham - The Spirit Of Revelation
    Pittman, Kenny

    Abraão: o Espírito de Revelação e o Altar da Resposta

    Bom dia. Bom dia. Bom dia.

    Gostaria de pedir que abrissem comigo suas Bíblias em Êxodo 3. Vocês conhecem muito bem estes versículos. Eles serão nossos versículos fundamentais.

    Começando em Êxodo 3:5-6:

    Não te chegues para cá; tira os sapatos dos teus pés; porque o lugar em que tu estás é terra santa.
    E disse: Eu sou o Deus de teu pai, o Deus de Abraão, o Deus de Isaque e o Deus de Jacó. E Moisés encobriu o seu rosto, porque temeu olhar para Deus.

    Depois, em Êxodo 3:15:

    E Deus disse mais a Moisés: Assim dirás aos filhos de Israel: O Senhor, o Deus de vossos pais, o Deus de Abraão, o Deus de Isaque e o Deus de Jacó, Me enviou a vós; este é o Meu nome eternamente, e este é o Meu memorial de geração em geração.

    Agora vou ler Êxodo 4:5. Esta é a explicação dada a Moisés:

    Para que creiam que te apareceu o Senhor, o Deus de seus pais, o Deus de Abraão, o Deus de Isaque e o Deus de Jacó.

    Vou ler em Mateus, no Novo Testamento, bem rapidamente — Mateus 22. Creio que são versículos conhecidos, os versículos 30-33. Foi quando os fariseus vieram e tentaram confundir o Senhor a respeito do casamento no céu. Aquela mulher havia sido casada com sete irmãos, e eles Lhe perguntaram de quem ela seria esposa na ressurreição.

    Começando em Mateus 22:30:

    Porque, na ressurreição, nem se casam nem são dados em casamento; mas são como os anjos no céu.
    E, acerca da ressurreição dos mortos, não tendes lido o que vos foi dito por Deus, que diz:
    Eu sou o Deus de Abraão, o Deus de Isaque e o Deus de Jacó?
    Deus não é Deus dos mortos, mas dos vivos.
    E, ouvindo isto, as multidões se maravilhavam da Sua doutrina.

    Outro versículo que gostaria de ler é Atos 7:2. Ele diz respeito a Abraão:

    O Deus da glória apareceu a nosso pai Abraão, estando ele na Mesopotâmia, antes de habitar em Harã.

    Por fim, um versículo em que o próprio Senhor fala a respeito de Abraão — João 8:56:

    Abraão, vosso pai, exultou por ver o Meu dia; e viu-o, e alegrou-se.

    Vamos fazer uma oração.

    Senhor, nós Te agradecemos pela Tua Palavra. Olhamos para Ti para que nos abras a Tua Palavra. Isso é algo que nenhum homem pode fazer, mas é atribuição do Espírito Santo.

    Por isso dizemos, Senhor, mais uma vez, assim como Pedro disse:

    Só Tu tens as palavras da vida eterna. Para quem iremos?

    Se Tu não falares, Senhor, não haverá nada de valor nesta manhã. Mas, se Tu falares, as Tuas palavras podem realizar — e realizarão —, segundo a Tua própria promessa, tudo aquilo para o que as envias.

    Esta é, portanto, a nossa oração, em nome do Senhor Jesus. Amém.

    O Deus de Abraão, Isaque e Jacó

    Neste próximo fim de semana, Jeffrey e eu estaremos com os irmãos e irmãs em Newark, Nova Jersey. Newark não tem a melhor reputação do mundo, mas há irmãos e irmãs ali que são uma bênção.

    Jeffrey ficará com os jovens — fazemos isso todos os anos —, e eu ficarei com os mais velhos. Provavelmente acharam que os jovens não me entenderiam.

    Quando eu estava orando, depois do convite, sobre o que deveria falar ali, por muito tempo não consegui ter clareza. Parecia que nada ficava claro para mim. Mas, perto do fim do ano passado, o Senhor realmente começou a falar comigo sobre este assunto: o Deus de Abraão, de Isaque e de Jacó.

    Se vocês se lembram da palavra que compartilhei há alguns meses, “EU SOU: a Maior Revelação”, ela tratava exatamente desta cena em Êxodo 3. Abordava estes mesmos versículos:

    Eu sou o Deus de Abraão, de Isaque e de Jacó.

    Isso é extraordinário. Deus prosseguir e dizer: “Este é o Meu nome eternamente” é algo incrivelmente extraordinário. E Ele dizer: “Este é o Meu memorial de geração em geração” é igualmente extraordinário.

    Depois lemos aqueles versículos em que o Senhor foi questionado pelos saduceus. Eles não acreditavam na ressurreição, por isso estavam tentando, por assim dizer, apanhar o Senhor numa armadilha. Mas o Senhor disse que Deus é o Deus de Abraão, o Deus de Isaque e o Deus de Jacó. Este é o Seu nome para sempre. Ele não é o Deus dos mortos, mas o Deus dos vivos.

    Agora, irmãos e irmãs, isso é extraordinário. Está nos três Evangelhos Sinóticos. “O Deus de Abraão, o Deus de Isaque e o Deus de Jacó” aparece quatro vezes no Antigo Testamento e cinco vezes no Novo Testamento. Isso pareceu confirmar para mim que este é o encargo que o Senhor queria que eu compartilhasse.

    Também compartilharei sobre José, a última pessoa apresentada no livro de Gênesis, no Antigo Testamento. Acho extraordinário o significado desses homens. Eles representam muito mais do que histórias bíblicas. Se tudo o que extraímos do Antigo Testamento são histórias bíblicas, então perdemos tudo o que o Senhor tem a nos dizer.

    A Obra de Deus no Ser Humano

    O livro do irmão Stephen, Homens Segundo o Coração de Deus, fez uma grande diferença para nós como uma assembleia ainda no início, em 1982, quando o irmão Stephen ministrou essas mensagens. Ainda me lembro delas. Aliás, recusei-me a reler o livro antes de terminar minha preparação.

    Stephen disse o seguinte, e acho extraordinário e perspicaz. Creio que devemos levar isso a sério:

    Gênesis é o primeiro livro da Bíblia, e é um livro de biografias. Às vezes pensamos que a Bíblia é um livro de doutrinas, de ensinamentos, de verdade. Isso é verdade, mas, quando abrimos a Bíblia, ela reflete o fato de que o interesse de Deus não é primordialmente o ensino; Seu interesse é o homem.

    Não apenas o propósito de Deus é voltado para o homem, mas também o lugar da obra de Deus é no homem. Pois Deus realiza Sua obra no homem até que ele venha a ser aquilo que Deus originalmente planejou que ele fosse.

    É um excelente livro. Vocês deveriam lê-lo.

    Anos atrás, eu estava a sós com Stephen. Aqueles de vocês que conhecem nosso irmão Stephen sabem que ele não é muito de conversar. Eu era jovem, estava intimidado e me perguntava como puxar conversa com aquele querido irmão mais velho.

    Então eu disse: “Stephen, por que a Bíblia diz: ‘Eu sou o Deus de Abraão, o Deus de Isaque e o Deus de Jacó’?”

    Stephen, com sabedoria, disse: “Por que você não descobre por si mesmo?”

    Eu poderia ter ficado ofendido e ido embora, pensando que ele não queria conversar comigo. Mas sou grato por aquela sabedoria. Ele disse: “O que você acha que isso significa?”

    Ao longo desses anos, tenho considerado e refletido sobre aquela pequena repreensão indireta, e cheguei a algumas conclusões.

    Abraão, Isaque, Jacó e José

    Tentarei compartilhar, nas próximas semanas e meses, conforme Deus permitir, sobre Abraão. Hoje, creio que Abraão representa o espírito de revelação — assim como lemos em Efésios 1:17:

    O espírito de sabedoria e de revelação.

    Tentarei compartilhar sobre Isaque. Aquilo que o Senhor tem gravado em mim ao longo desses anos é esta expressão em 1 Pedro 1:4:

    Uma herança incorruptível, incontaminável e que não se pode murchar, guardada nos céus para vós.

    Quanto a Jacó, quando vemos a obra de Deus em sua vida, não consigo pensar em nada mais apropriado do que aquela expressão em Romanos 8:29:

    Conformes à imagem de Seu Filho.

    Creio que esse é o resultado final da obra que Ele está realizando em Seu propósito.

    E penso em José, o último dos patriarcas. Certamente há um significado no fato de ele ser o último. Penso naquela expressão repetida tantas vezes nas cartas às sete igrejas em Apocalipse 2 e 3:

    Ao que vencer.

    Este é o último chamado à igreja. Que experimentemos o que esses homens experimentaram.

    Há três coisas que veremos hoje, se Deus quiser e se tivermos tempo:

    1. A revelação de Abraão.
    2. O que Abraão viu.
    3. A resposta de Abraão àquela revelação.

    Creio que, se virmos o que Abraão viu, haverá uma resposta. E precisamos ver qual foi a resposta de Abraão.

    A Revelação de Abraão

    Vamos começar com este pensamento a respeito da revelação de Abraão. Depois de Moisés, Abraão é o personagem mais mencionado no Novo Testamento. Eu poderia lhes dar os números, mas vocês não precisam dos números. As quantidades são próximas, mas acho muito significativo que Abraão seja mencionado tantas vezes.

    Na verdade, quando vocês abrem o Novo Testamento, em Mateus 1:1-2, está escrito:

    Livro da geração de Jesus Cristo, Filho de Davi, Filho de Abraão.
    Abraão gerou a Isaque; e Isaque gerou a Jacó; e Jacó gerou a Judá e a seus irmãos.

    Isso deixa muita gente de fora logo de início. Esse é o significado desses dois: Davi, o homem segundo o coração de Deus, e Abraão.

    Creio que Abraão, de maneira muito real, nos mostra o início da restauração realizada por Deus. Vocês poderiam dizer que ela começou com Noé. Eu não penso assim. A verdadeira restauração, da queda para o propósito de Deus, no Antigo Testamento, começa com Abraão.

    Ele é o pai de uma nação. Deus busca um povo. Deus busca um testemunho. Deus busca uma expressão de Si mesmo. É isso que o pai Abraão representa.

    O que mais se destaca na vida de Abraão é a revelação. Esta expressão chamou minha atenção repetidas vezes: Deus apareceu a Abraão.

    Estêvão, o mártir, em Atos 7:2, apresentou aquele incrível resumo de toda a vida de Abraão, e simplesmente disse:

    O Deus da glória apareceu a nosso pai Abraão.

    Fim da história. Abraão era, de fato, um homem de revelação. Repetidas vezes Deus apareceu a Abraão, e repetidas vezes Deus falou com Abraão. Essas revelações são muito ricas e significativas.

    Atos 7:2 confirmou esse encargo para mim. Depois o Senhor disse algo extraordinário:

    Abraão viu o Meu dia.

    Vocês podem achar estranho o Senhor dizer isso, mas esse é o espírito de revelação. Não é uma questão de tempo. Não é uma questão de acontecimentos. É enxergar, pelo Espírito, o interior do coração de Deus.

    O Senhor disse estas palavras extraordinárias a respeito de Abraão e de mais ninguém:

    Abraão viu o Meu dia e se alegrou.

    Deixem-me ler alguns versículos. Gênesis 12:7:

    E apareceu o Senhor a Abrão e disse: À tua descendência darei esta terra; e edificou ali um altar ao Senhor, Que lhe aparecera.

    Isso é muito significativo. Vocês precisam observar esta expressão: “O Senhor lhe apareceu.”

    Gênesis 17:1:

    Sendo, pois, Abrão da idade de noventa e nove anos, apareceu o Senhor a Abrão e disse-lhe: Eu sou o Deus Todo-Poderoso; anda em Minha presença e sê perfeito.

    Deus apareceu a Abraão. Vejam Gênesis 18:1:

    E apareceu-lhe o Senhor junto aos carvalhos de Manre.

    Mais uma vez, essa expressão é muito importante. Depois, em Gênesis 26:2:

    E apareceu-lhe o Senhor e disse: Não desças ao Egito; habita na terra que Eu te disser.

    Irmãos e irmãs, essas expressões são de importância vital. Creio que o espírito de revelação conquistou aquele homem. Creio que o espírito de revelação transformou aquele homem. Creio que o espírito de revelação impeliu aquele homem a seguir o Senhor aonde quer que Ele fosse.

    É exatamente isso que Abraão representava. Vocês se lembram de que Hebreus registra que ele saiu sem saber para onde ia. Mas, por causa da revelação divina, ele seguiu o Senhor.

    Irmãos e irmãs, isso é algo que todos nós precisamos conhecer. Vocês não sabem exatamente para onde estão indo. Nem sequer sabem exatamente como chegarão lá. Mas de uma coisa vocês sabem: vocês podem seguir Aquele Que os está conduzindo.

    Essa é a mensagem do espírito de revelação em Abraão. O Deus da glória já apareceu a você? Já apareceu?

    Essa é uma pergunta importante. Você tem apenas conhecimento do Deus vivo? Tem apenas religião? Tem apenas tradição? Ou algo muito mais profundo do que tudo isso — algo que transforma a vida — moveu seu coração e seu espírito, de modo que o Deus da glória Se revelou a você?

    Irmãos e irmãs, se esse for o caso, haverá uma diferença em sua vida. Creio que é isso que está faltando na igreja.

    Você já viu o dia do Senhor? O Senhor da glória Se revelou a você de tal maneira que você já não é o mesmo, mas foi tomado, conquistado e impelido a segui-Lo aonde quer que Ele vá?

    Creio que essa é a revelação de Abraão.

    A Primeira Aparição: o Chamado de Deus

    A segunda coisa que quero que passemos algum tempo considerando é esta: o que Abraão viu? Isso é importante. Se esse personagem é tão importante na economia e no propósito de Deus no Novo Testamento, então o que ele viu é importante. O que ele viu foi para o nosso benefício.

    Vocês se lembram do que Paulo escreveu aos coríntios:

    Estas coisas lhes aconteceram como exemplos; e foram escritas para nossa advertência, para nós sobre quem têm chegado os fins dos séculos.

    É isso que creio que precisamos ver. O que Abraão viu? Vamos considerar algumas das aparições.

    A primeira aparição está em Gênesis 12:1-5. Aliás, não é fácil dar conta da tarefa que tenho para o próximo fim de semana — trinta e oito capítulos em um único fim de semana —, mas vamos orar pela graça do Senhor.

    Ora, o Senhor disse a Abrão: Sai-te da tua terra, da tua parentela e da casa de teu pai, para a terra que Eu te mostrarei;
    E farei de ti uma grande nação, e abençoar-te-ei, e engrandecerei o teu nome; e sê tu uma bênção;
    E abençoarei os que te abençoarem, e amaldiçoarei aquele que te amaldiçoar; e em ti serão benditas todas as famílias da terra.
    Assim, partiu Abrão, como o Senhor lhe tinha dito, e foi Ló com ele; e era Abrão da idade de setenta e cinco anos quando saiu de Harã.
    E tomou Abrão a Sarai, sua mulher, e a Ló, filho de seu irmão, e todos os bens que haviam adquirido, e as almas que lhes acresceram em Harã; e saíram para ir à terra de Canaã; e chegaram à terra de Canaã.

    Isso representa o chamado. Foi quando Abraão foi chamado pela primeira vez.

    Irmãos e irmãs, às vezes acho que nós, cristãos, pensamos no chamado de maneira errada. Pensamos no chamado como ser chamado para um ministério especial, e pode ser que você seja. Mas pensamos nesses grandes patriarcas como pessoas chamadas, enquanto não pensamos tanto em nós mesmos como chamados.

    O chamado é, sem dúvida, a primeira coisa que Abraão viu. Ele foi chamado para sair de Harã e entrar na terra da promessa, que é Canaã.

    Se vocês leem a Palavra, entendem, por 1 Coríntios, que todos nós somos chamados para ser santos. Foi isso que Paulo disse à igreja de Corinto. Você é chamado. Eu sou chamado. Abraão foi chamado. Paulo foi chamado. Cada um de nós precisa ver esta primeira revelação: somos chamados.

    Somos chamados para sair de algo e somos chamados para entrar em algo. Somos chamados para sair de nossa antiga terra e de todos os ídolos de Ur, na Mesopotâmia — até mesmo de Harã, onde eles pararam até que o velho pai morreu —, e entrar na terra prometida.

    Você é chamado para sair deste mundo e entrar em Cristo.

    Essa é a primeira revelação que Abraão teve. Outra coisa a respeito desse chamado é que Romanos 8:28-29 diz que somos chamados segundo o propósito. Não é um chamado genérico que simplesmente diz: “Segue-Me.” Temos o maior chamado, porque somos chamados segundo o Seu grande propósito eterno, do qual Ele jamais Se desvia.

    Portanto, em primeiro lugar, nossa vida é um chamado. Nossa vida é um chamado segundo o propósito. Essa é a revelação que Abraão viu.

    A Bênção Sétupla

    Vocês se lembrarão de que nesses versículos há uma bênção sétupla. É uma bênção tremenda. Muitas vezes ouço pessoas falarem disso em relação a Israel, mas, irmãos e irmãs, isso é para nós. Isso é para o povo de Deus, e é uma bênção completa.

    A bênção sétupla é a seguinte:

    1. Farei de ti uma grande nação.

    2. Abençoar-te-ei.

    3. Engrandecerei o teu nome.

    4. Tu serás uma bênção.

    5. Abençoarei os que te abençoarem.

    6. Amaldiçoarei aquele que te amaldiçoar.

    7. Em ti serão benditas todas as famílias da terra.

    Quando pensei nessa bênção, pensei: pode haver bênção maior? Existe alguma coisa que se compare a ela?

    Então o Senhor me levou a Efésios 1, onde está escrito:

    Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, Que nos abençoou com toda bênção espiritual nas regiões celestiais em Cristo.

    Aqui estão sete bênçãos. Vocês podem achar que elas são muito abrangentes — e são mesmo. Mas, quando pensamos no que temos em Cristo Jesus, quando Paulo foi capacitado pelo Espírito Santo a escrever aquela incrível carta aos efésios, ele disse que fomos abençoados com toda bênção espiritual nas regiões celestiais, em Cristo Jesus.

    Portanto, irmãos e irmãs, Abraão não tem nenhuma vantagem sobre nós. Vocês entendem? Entendem o que o apóstolo Paulo escreveu quando disse que vocês foram abençoados com toda bênção espiritual nas regiões celestiais, em Cristo Jesus?

    Para mim, essa é a primeira coisa que Abraão viu. Tinha a ver com o chamado. Precisamos ver que somos chamados, andar nesse chamado e ver que somos chamados segundo o propósito.

    Algumas pessoas pensam que somos chamados apenas para receber bênçãos. Graças a Deus pelas bênçãos. Mas não: somos chamados para coisas muito maiores — segundo o Seu grande propósito.

    A Segunda Aparição: a Terra e a Cidade

    Vamos examinar a segunda aparição, em Gênesis 13:14-17:

    E disse o Senhor a Abrão, depois que Ló se apartou dele: Levanta agora os teus olhos e olha, desde o lugar onde estás, para o norte, para o sul, para o oriente e para o ocidente;
    Porque toda esta terra que vês te hei de dar a ti e à tua descendência, para sempre.
    E farei a tua descendência como o pó da terra; de maneira que, se alguém puder contar o pó da terra, também a tua descendência será contada.
    Levanta-te, percorre essa terra no seu comprimento e na sua largura; porque a ti a darei.

    Abraão viu a terra, e Abraão viu a cidade. Vocês se lembram do que está em Hebreus: ele viu a cidade cujo Arquiteto e Construtor é Deus.

    Vocês já viram a terra da promessa? Irmãos e irmãs, ela não é Canaã. É Cristo. É a plenitude do Senhor Jesus.

    Canaã é uma figura de uma terra que mana leite e mel — riquezas abundantes que não se podem imaginar. Mas o que vocês têm no Senhor Jesus excede, de longe, tudo o que Canaã jamais foi.

    Foi isso que Abraão viu. Ele viu a terra, e ele viu a cidade.

    Lembro-me de que Linda e eu fomos visitar a propriedade Biltmore, na Carolina do Norte. Não sei se vocês já viram a Biltmore. É uma visão e tanto para um arquiteto frustrado como eu. É uma bela visão.

    Acho que me disseram que tinha quarenta e oito banheiros, ou algo assim. Eu não queria que Linda tivesse ideias para a nossa nova reforma. Mas foi isso que disseram. É a maior residência particular de todos os Estados Unidos.

    Os Vanderbilt, que tinham dinheiro demais e juízo de menos, construíram aquilo no meio da mata da Carolina do Norte. É uma demonstração marcante da beleza de um projeto grandioso.

    Naquele dia, o artista que havia feito a ilustração oficial da Biltmore a bico de pena estava ali, vendendo suas reproduções. Eram lindas. Se vocês gostam de desenhos a bico de pena, eu adoro esse tipo de coisa.

    Como era o próprio artista, se você pagasse o preço que ele estava pedindo, ele escrevia o que você quisesse no espaço reservado. Olhando para a magnificência daquela grande propriedade, eu lhe disse — porque ele era cristão, e conversei com ele sobre isso —: “Por que você não escreve nesse espaço: ‘cujo Arquiteto e Construtor é Deus’?”

    Quanto maior é o que Ele está fazendo, o que Ele está construindo. Que coisa gloriosa.

    Bem, Abraão viu a terra e viu a cidade. Você já viu a terra?

    Irmãos e irmãs, é uma terra gloriosa. A terra é o lugar onde Deus habita. A cidade é o único lugar no universo onde Deus estabeleceu o Seu nome.

    Nós somos a cidade do Deus vivo. Nós, a igreja, somos a terra onde Ele escolheu habitar, e somos o único lugar onde Ele estabeleceu o Seu nome para sempre.

    Isso não é glorioso, irmãos e irmãs? Algumas pessoas dizem que falamos demais sobre a igreja. Bobagem.

    Para Ele, de fato, a igreja é glória. Ele deu tudo por ela, para lavá-la e purificá-la, e para que, no fim, ela não tivesse mancha, nem ruga, nem coisa semelhante.

    Foi isso que Abraão viu. Você já viu?

    Você vai à igreja? Sente-se obrigado a ir a uma reunião? Ou já experimentou a realidade da terra, a realidade da cidade onde, como nosso irmão orou antes da reunião, Deus ordenou a bênção?

    Isso mudará sua vida quando você enxergar. Você não desejará nenhuma outra terra. Não buscará nenhuma outra cidade, senão esta, cujo Arquiteto e Construtor é Deus.

    A Terceira Aparição: Melquisedeque, o Grande Sumo Sacerdote

    A terceira aparição está em Gênesis 14:18-20:

    E Melquisedeque, rei de Salém, trouxe pão e vinho; e era sacerdote do Deus Altíssimo.
    E abençoou-o e disse: Bendito seja Abrão do Deus Altíssimo, possuidor dos céus e da terra;
    E bendito seja o Deus Altíssimo, Que entregou os teus inimigos nas tuas mãos. E Abrão deu-lhe o dízimo de tudo.

    Irmãos e irmãs, Melquisedeque é uma figura misteriosa que é mencionada apenas duas vezes no Antigo Testamento: uma vez aqui, em Gênesis 14, e uma vez naquele grande salmo profético, Salmos 110:4:

    Tu és sacerdote eternamente, segundo a ordem de Melquisedeque.

    É claro que isso fala de nosso Senhor Jesus. Mas, quando vocês vão a Hebreus, começam a entender exatamente Quem é esse Sumo Sacerdote.

    Temos estudado Hebreus juntos, e o tema de Hebreus é, de fato, o próprio Cristo. Todo o livro é construído em torno desta verdade: Ele é sacerdote para sempre, segundo a ordem de Melquisedeque.

    Salmos 110:4 é repetido muitas vezes em Hebreus. Melquisedeque pode ser mencionado apenas duas vezes no Antigo Testamento, mas é mencionado nove vezes no Novo Testamento, sempre em Hebreus.

    Abraão viu Melquisedeque, o grande Sumo Sacerdote — o sacerdote de Deus, que não tinha princípio nem fim de dias. Esse sacerdote parecia ter surgido do nada. Creio que foi uma aparição de Cristo no Antigo Testamento.

    Ali Abraão viu Alguém Que o transformou para sempre.

    Você já viu? Já viu o grande Sumo Sacerdote?

    Irmãos e irmãs, seria uma pena passarmos estes meses, e talvez anos, estudando o livro de Hebreus sem termos aquela revelação viva que Abraão teve desse grande Sumo Sacerdote — o Sacerdote do Altíssimo.

    Como precisamos enxergar isso. Abram em Hebreus 8. Vou ler. Neste momento, estou indo melhor com o tempo do que imaginava, e John ainda não se levantou duas vezes, então acho que estou bem.

    Hebreus 8:1-2 diz:

    Ora, o ponto principal do que estamos dizendo é este: Temos tal Sumo Sacerdote, Que Se assentou à destra do trono da Majestade nos céus;
    Ministro do santuário e do verdadeiro tabernáculo, o qual o Senhor armou, e não o homem.

    Quando o escritor diz: “Ora, o ponto principal do que estamos dizendo é este”, podem ter certeza. Todo o seu assunto era o grande Sumo Sacerdote.

    Este é Aquele Que Abraão viu e a Quem deu o dízimo depois que aqueles quatro reis foram derrotados.

    Você já viu o Sumo Sacerdote Que Se compadece de nós? É isso que Hebreus diz. Esse Sacerdote do Altíssimo — como pode ser que Ele Se compadeça de nós? Ele nos conhece. Conhece a nossa estrutura, sabe que somos apenas pó.

    Mais ainda, Ele é misericordioso. Graças a Deus porque esse Sacerdote do Altíssimo, esse Cristo segundo a ordem de Melquisedeque, é misericordioso.

    Podemos ir ao trono da graça e ali receber misericórdia e encontrar graça em tempo de necessidade.

    Foi isso que Abraão viu. Ele viu que Ele era um Sumo Sacerdote fiel.

    Não consigo lhes dizer quantas vezes fiquei angustiado ao descobrir minha própria infidelidade. Cheguei ao ponto de não mais me desculpar com Deus. Em vez disso, digo aquele versículo:

    Se somos infiéis, Ele permanece fiel; porque não pode negar-Se a Si mesmo.

    Foi isso que Abrão viu.

    Ele viu outra coisa, porque o Senhor disse: “Ele viu o Meu dia, exultou nele e se alegrou.” Ele viu que Ele é um Sacerdote Que vive sempre para interceder por nós.

    Vocês podem imaginar? Eu já acharia muito especial se houvesse algum anjo de posição inferior que vivesse e intercedesse por mim. Acharia extraordinário se tivesse meu próprio anjo pessoal para fazer isso.

    Irmãos e irmãs, é muito mais do que isso. Esse grande Sumo Sacerdote, Que ascendeu ao trono e está à direita da Majestade nas alturas, vive sempre para interceder por vocês segundo Deus.

    Vocês já viram isso?

    A Quarta Aparição: o Filho Prometido

    E a quarta aparição? Creio que essa quarta aparição se estende até o fim. Ela tem a ver com a aparição do Filho prometido.

    Quando falamos de Abrão e Sarai — mais tarde, Abraão e Sara —, a vida deles realmente gira em torno desse filho prometido. Nossa vida deveria girar em torno do Filho prometido.

    Isso era fundamental para eles. Portanto, penso que a quarta aparição é uma série de aparições relacionadas ao filho prometido.

    Vejam Gênesis 15:1:

    Depois destas coisas veio a palavra do Senhor a Abrão em visão, dizendo: Não temas, Abrão; Eu sou o teu escudo e o teu grandíssimo galardão.

    Esse foi o começo. Não menciona o filho, mas esse foi o começo. O que Abrão viu foi o grande EU SOU. O que Abrão viu foi que Deus era tudo.

    Ele lhe disse:

    Eu sou o teu escudo e o teu grandíssimo galardão.

    Daquele momento em diante, não era a terra que encantava Abraão. Não era a cidade que encantava Abraão. Era o filho prometido que atraía toda a sua atenção.

    Eu sou o teu escudo e o teu grandíssimo galardão.

    É Ele mesmo.

    Nunca me esquecerei — se vocês me permitirem esta pequena digressão — de que, no início da nossa história, nosso querido irmão Llewellyn Miller nos trouxe um hino de A. B. Simpson. Eu era um cristão recém-nascido, tinha apenas seis meses no Senhor, em 1972.

    Foi há muito tempo. Sei que alguns de vocês acham que a gente não vive tanto assim. Mas, em 1972, o Senhor Se revelou a mim. Nunca me esquecerei disso.

    Nunca me esquecerei daquela noite. Nunca me esquecerei daquele momento. Em 4 de fevereiro de 1972, de fato, o Deus da glória apareceu a mim, chamou-me para sair da minha família e da minha terra, e entrar em Cristo. Desde então, nunca mais fui o mesmo.

    O irmão Llewellyn compartilhou conosco, naqueles primeiros anos, este hino. Ele deixou uma marca indelével em nosso espírito. Tornou-se nosso lema, se me permitirem usar essa palavra: “Ele Mesmo.”

    Antes era a bênção,
    Agora é o Senhor;
    Antes era o sentimento,
    Agora é a Sua Palavra;
    Antes eu queria Seus dons,
    Agora reconheço o Doador como meu;
    Antes eu buscava a cura,
    Agora somente Ele mesmo.

    Esta foi a revelação que veio a Abraão:

    Eu sou o teu escudo e o teu grandíssimo galardão.

    Que possamos ver a mesma coisa.

    A Promessa do Filho

    Gênesis 15:2-4 diz:

    E disse Abrão: Ó Senhor Deus, que me hás de dar, pois ando sem filhos, e o possuidor da minha casa será Eliézer de Damasco?
    Disse mais Abrão: Eis que não me tens dado descendência, e eis que um nascido na minha casa será o meu herdeiro.
    E eis que veio a palavra do Senhor a ele, dizendo: Este não será o teu herdeiro; mas aquele que sair das tuas próprias entranhas será o teu herdeiro.

    A grande dádiva de Deus a Abrão era o filho prometido. Ela fazia tudo o mais na vida do patriarca parecer pequeno. A terra já não significava tanto. A cidade já não significava tanto. As bênçãos já não significavam tanto.

    O que começou a significar tudo foi o filho prometido. Essa é a revelação que creio que Abraão teve.

    Foi o ponto culminante da vida de Abraão. O resumo de sua vida, em Gênesis 15:6, diz:

    E creu ele no Senhor, e Ele lhe imputou isto por justiça.

    Esse é o ponto culminante de sua vida. Irmãos e irmãs, a fé é uma chave para a revelação. É, de fato, uma chave para a revelação.

    Há outra coisa a respeito da revelação: a revelação produz fé viva.

    Nunca ouvi ninguém pronunciar essas palavras com tanto carisma quanto o irmão Lance. Quantas vezes ele nos ministrou mensagens sobre fé viva?

    A chave não é o que fazemos ou quanto nos esforçamos para crer. É ver Quem Ele é. A revelação produz fé viva.

    Acho que vocês entenderam. “Crê somente”, é o que está escrito.

    Anos atrás, nosso querido irmão Michael Woods me deu uma placa. Ela está em meu escritório até hoje. Tem aquelas palavras de Marcos:

    Crê somente.

    Muitas vezes me vejo olhando para aquela placa, na correria do dia, em meio às exigências da vida, e dizendo: “Senhor, essa é a única coisa que Tu queres: apenas crer.”

    Nele está tudo. Foi isso que Abraão viu.

    O Deus do Impossível

    Vocês sabem o que aconteceu depois. Abram em Gênesis 17:15-19. Foi quando a promessa veio, e Abraão e Sara mal podiam acreditar.

    Disse Deus mais a Abraão: A Sarai, tua mulher, não chamarás mais pelo nome de Sarai, mas Sara será o seu nome.
    E a abençoarei, e também dela te darei um filho; e a abençoarei, e será mãe de nações; reis de povos sairão dela.
    Então caiu Abraão sobre o seu rosto, e riu-se, e disse no seu coração: A um homem de cem anos há de nascer um filho? E dará à luz Sara, da idade de noventa anos?
    E disse Abraão a Deus: Quem dera que viva Ismael diante de Ti!
    E disse Deus: Não, mas Sara, tua mulher, te dará um filho, e chamarás o seu nome Isaque; e com ele estabelecerei a Minha aliança, por aliança perpétua para a sua descendência depois dele.

    Abraão caiu por terra, rindo diante daquela impossibilidade. Deus disse: “Você terá um filho. O nome dele será, para sempre, riso.” Acho isso muito especial.

    Não foi apenas Abraão que riu. Vejam Gênesis 18:11-13:

    E eram Abraão e Sara já velhos e adiantados em idade; já a Sara havia cessado o costume das mulheres.
    Assim, pois, riu-se Sara consigo, dizendo: Terei ainda prazer depois de haver envelhecido, sendo também o meu senhor já velho?
    E disse o Senhor a Abraão: Por que se riu Sara, dizendo: Na verdade darei eu à luz ainda, havendo já envelhecido?

    Ouçam isto. Escrevam estas palavras em seu coração:

    Haveria coisa alguma difícil ao Senhor?

    Irmãos e irmãs, o que Abraão viu? Ele viu o Deus do impossível.

    Era impossível — aquele patriarca de cem anos e aquela senhora de noventa anos, que já não podia dar à luz de maneira natural. Mas Deus tinha uma revelação para lhes mostrar: “Eu sou o Deus do impossível.”

    Existe alguma coisa difícil demais para Mim?

    A Revelação Suprema: a Oferta de Isaque

    Então chegamos a Gênesis 22. Não há capítulo mais profético e solene em toda a Bíblia.

    Isso nos diz uma coisa: todas as bênçãos prometidas vêm por meio do Filho prometido.

    Vocês se lembram da história. Deus disse a Abraão:

    Toma agora o teu filho, o teu único filho, Isaque, a quem amas, e vai-te à terra de Moriá; e oferece-o ali em holocausto.

    Vocês podem imaginar? No começo daquele capítulo está escrito: “Deus pôs Abraão à prova.” Inacreditável.

    Creio que, se alguma vez uma lágrima caiu do céu, deve ter sido naquele momento. Porque Deus sabia que aquela era precisamente a sentença que caberia a Ele:

    Toma o teu filho, o teu único filho, a quem amas, e oferece-o em holocausto.

    Creio que esta é a revelação suprema — conhecer Deus em Seu coração. É a revelação suprema. Nada se compara a ela.

    Quando Abraão levou seu filho Isaque, Isaque perguntou: “Meu pai, vejo a lenha, vejo o fogo, vejo a faca; mas onde está o cordeiro para a oferta?”

    Sem hesitar, Abraão disse:

    Deus proverá para Si o cordeiro para o holocausto.

    Ele ergueu aquela faca, crendo que Deus, Que havia prometido, ressuscitaria Isaque dentre os mortos. Em absoluta obediência, estava prestes a cravar aquela faca no peito do filho prometido.

    Então algo aconteceu. O Anjo do Senhor apareceu e disse: “Não faças mal ao menino”, e impediu o golpe da faca.

    Agora, pensem nisso. A maioria dos estudiosos da Bíblia diz que, quando a expressão “o Anjo do Senhor” aparece no Antigo Testamento, ela fala do Senhor Jesus aparecendo no Antigo Testamento.

    Imaginem isto por um momento: aqui está o Filho único, o Filho amado, impedindo que a faca penetrasse no coração de Isaque, porque Ele sabia que ela estava reservada para Ele.

    Vocês podem imaginar?

    Há uma grande diferença entre essa história e a história de nosso Senhor Jesus. Naquele altar de madeira, Isaque foi poupado pelo Anjo do Senhor.

    Mas, naquela velha e rude cruz de madeira, no Gólgota, o Senhor Jesus não recebeu tal misericórdia. Nenhuma voz veio do céu dizendo: “Não faças mal ao menino.” Nenhum anjo apareceu.

    Aquelas palavras em Isaías 53 nos deixam maravilhados. Vemos como Deus escolheu esmagá-Lo por sua causa e por minha causa.

    Que revelação é esta.

    Sempre me lembro do hino de Anne Ross Cousin, “Ó Cristo, Que Fardos Curvaram Tua Cabeça”. Amo a quinta estrofe:

    O Senhor ordenou que Sua espada despertasse;
    Ó Cristo, ela despertou contra Ti.
    Teu sangue devia saciar a lâmina flamejante;
    Teu coração devia ser sua bainha;
    Tudo por minha causa, para estabelecer minha paz;
    Agora essa espada dorme para mim.

    Nunca mais. Fomos libertos do juízo e conduzidos à bênção porque o Seu coração se tornou a bainha da espada da ira de Deus.

    Essa é a maior revelação.

    A Revelação Deve Produzir uma Resposta

    Deixem-me encerrar com apenas alguns pensamentos. Se vocês veem que Abraão representa o espírito de revelação, e se veem o que Abraão viu, tem de haver uma resposta.

    É impossível não haver uma resposta se vocês viram o que Abraão viu. Irmãos e irmãs, precisamos ter revelação, mas a revelação sozinha não basta. Precisamos ter uma resposta à revelação.

    Nosso irmão Stephen, em seu livro Homens Segundo o Coração de Deus, disse:

    Na história da vida de Abraão, vemos um objeto que se destaca muito, e esse objeto é o altar. Ao longo de sua vida, ele edificou altar após altar — não apenas um altar, mas quatro altares. A edificação de altares tem um significado simbólico na vida de Abraão.

    Vamos pensar por um momento, antes de encerrarmos, a respeito dos altares. Você já edificou um altar? Já edificou um altar?

    O Primeiro Altar: uma Resposta ao Chamado

    O primeiro altar surgiu quando Abraão foi chamado. Lemos sobre ele em Gênesis 12. Quando o Senhor Se revelou pela primeira vez e Abraão foi chamado, ele fez a única coisa que, em seu espírito, se sentiu impelido a fazer: edificou um altar ao Senhor.

    Você já edificou um altar ao Senhor?

    Isso me leva a Romanos 12:1:

    Rogo-vos, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, que apresenteis os vossos corpos em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso serviço espiritual.

    Ou seu culto racional, ou seu culto espiritual de serviço — qualquer que seja a tradução de sua preferência. Você já edificou um altar?

    Ali, em Gênesis 12, Abrão edificou um altar.

    O Segundo Altar: a Escolha do Lugar de Habitação

    O segundo altar aparece em Gênesis 12:8. Tinha a ver com o lugar onde ele habitaria. Depois daquele chamado, Abraão foi para o monte a leste de Betel, entre Betel e Ai. Ali armou sua tenda para habitar, e ali edificou um altar ao Senhor.

    Irmãos e irmãs, Betel é a casa de Deus. Ai é um monte de ruínas.

    Em algum momento de sua vida, se você leva Deus a sério, terá de fazer uma escolha sobre onde vai habitar. Será na casa de Deus ou num monte de ruínas?

    O mundo não passa de um monte de ruínas.

    Vocês se lembram de que, depois daquela grande revelação que Pedro teve em Mateus 16, quando o Senhor disse: “Quem dizem os homens que Eu sou?”, e Pedro disse: “Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo”, o Senhor disse:

    Pois que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro, se perder a sua vida?

    Tome a sua cruz. Siga-Me.

    Irmãos e irmãs, quantos de nós desperdiçamos anos e décadas por um monte de ruínas? Creio que muitos de nós precisamos edificar um altar aqui e decidir onde vamos habitar. Qual é o propósito de nossa vida?

    O Terceiro Altar: as Promessas de Deus

    O terceiro altar aparece em Gênesis 13:18. Ló se separou de Abraão, e então o Senhor apareceu e mostrou a Abraão as grandíssimas e preciosas promessas.

    Ele disse: “Olhe para o norte. Olhe para o sul. Olhe para o leste. Olhe para o oeste. Veja aquela terra. Eu a darei a você.”

    Estas são as grandes promessas. Ele disse:

    Porque toda esta terra que vês te hei de dar a ti e à tua descendência, para sempre.
    E farei a tua descendência como o pó da terra.

    Irmãos e irmãs, essas são promessas que não podem ser medidas. Se vocês conseguem contemplar o norte, o sul, o leste e o oeste, podem ver a vasta extensão de Suas promessas.

    A promessa era que sua descendência seria como o pó da terra — incontável. Incontável.

    Esta é a grande promessa. Penso em 2 Pedro 1:4:

    Pelas quais Ele nos tem dado as Suas preciosas e grandíssimas promessas; para que por elas vos torneis participantes da natureza divina.

    Pensem no que Abraão viu. Naquele momento, ele edificou um altar ao Senhor. As grandíssimas e preciosas promessas.

    Vocês se lembram de Hebreus 6. O texto fala especificamente de Abraão. Diz que, quando Deus fez a promessa a Abraão, como não podia jurar por ninguém maior, jurou por Si mesmo.

    Depois diz que, por duas coisas imutáveis, nas quais é impossível que Deus minta, temos forte encorajamento e uma âncora para a alma.

    Isso não é belo, irmãos e irmãs? Não há nada que se compare ao que nos foi dado em Cristo: grandíssimas e preciosas promessas. Por elas nos tornamos participantes da natureza divina.

    Vocês podem imaginar? Cristo vivendo em nós — Sua cidade, Sua terra.

    O Quarto Altar: a Entrega Total Àquele Que Tudo Entregou

    Depois há o quarto altar, o altar final. Nós o vemos em Gênesis 22:9. Este foi o último altar.

    Ele viu algo. Viu um Deus Que deu tudo.

    Há um ditado famoso de que gosto particularmente: “Todos dão algo; alguns dão tudo.” Na verdade, isso foi dito por um veterano da Guerra da Coreia que foi ferido e recebeu a condecoração Coração Púrpura. Não foi um grande presidente ou governante; foi um homem simples.

    Ele viu o segredo: todos dão algo, mas, mais importante, alguns dão tudo.

    Faço uma ressalva a esse grande e antigo ditado. Acho que deveria ser diferente, pelo menos para o cristão:

    Todos dão algo.
    Um deu tudo.

    Foi isso que Abraão viu. Ali ele edificou aquele altar sobre o qual Isaque foi colocado.

    Esta é a resposta que você precisa ter. Se essas coisas, ao vê-las no Espírito, não tomarem e conquistarem você, nada acontecerá. Mas, se algo da grandeza dessa revelação tomar e conquistar você, você dará tudo Àquele Que deu tudo.

    Esse é o encargo. Esse é o encargo a respeito de Abraão. Este é o nosso altar.

    Conclusão e Oração

    Que o Senhor da glória, o Deus da glória, apareça a nós como apareceu a Abraão. Que vejamos o Seu dia como Abraão viu.

    Essa revelação produzirá fé viva. Quando vemos o que ele viu, tem de haver uma resposta. A única resposta é um altar sobre o qual você é oferecido.

    Sei que há jovens, e talvez pessoas mais velhas, nesta sala que têm medo de uma mensagem assim. Nunca tenham medo.

    Vocês jamais se arrependerão de nada que entregarem por Ele, e as bênçãos que receberão são incontáveis.

    Essa é a história de Abraão: o espírito de revelação, o homem dos altares, que se entregou àquilo que viu.

    Vocês orarão comigo agora?

    Senhor, muitas vezes tenho me contido e recuado. Hebreus diz que Tu não Te agradas daqueles que retrocedem.

    Mas hoje, sendo Tu minha testemunha, aqui com todos os irmãos e irmãs, nós nos colocamos sobre o altar.

    Nós nos entregamos a Ti, Àquele Que deu tudo. E dizemos: Senhor, nunca nos deixes ir.

    Ó Senhor, como é belo ver o Teu dia, contemplar o Teu rosto face a face.

    Pedimos que realizes esta obra em nós. Dá-nos o espírito de revelação. Faze-nos enxergar.

    Depois, pelo Teu Espírito Santo, faze-nos responder.

    Em nome de Jesus, amém.