Bom dia.
Gostaria de pedir que vocês abrissem em Êxodo 3. Creio que todos conhecem essa história. Vamos ler alguns versículos e, depois, alguns do Novo Testamento.
Êxodo 3:1-6:
E Moisés apascentava o rebanho de Jetro, seu sogro, sacerdote de Midiã.
E levou o rebanho para além do deserto e chegou ao monte de Deus, a Horebe.
E o anjo do Senhor lhe apareceu numa chama de fogo, do meio de uma sarça: e olhou, e eis que a sarça ardia no fogo, e a sarça não se consumia.
E Moisés disse: Agora me virarei para lá e verei esta grande visão, por que a sarça não se queima.
E, vendo o Senhor que se virava para ver, chamou-o Deus do meio da sarça e disse: Moisés, Moisés. E ele disse: Eis-me aqui.
E Ele disse: Não te chegues para cá; tira as sandálias dos teus pés, porque o lugar em que tu estás é terra santa.
E Ele disse: Eu sou o Deus de teu pai, o Deus de Abraão, o Deus de Isaque e o Deus de Jacó. E Moisés encobriu o seu rosto, porque temeu olhar para Deus.
E agora, Êxodo 3:11-14:
E Moisés disse a Deus: Quem sou eu, que vá a Faraó e tire do Egito os filhos de Israel?
E Ele disse: Certamente Eu serei contigo; e este será o sinal de que Eu te enviei: quando houveres tirado este povo do Egito, servireis a Deus neste monte.
E Moisés disse a Deus: Eis que, quando eu vier aos filhos de Israel e lhes disser: O Deus de vossos pais me enviou a vós; e eles me disserem: Qual é o Seu nome? Que lhes direi?
E Deus disse a Moisés: EU SOU O QUE SOU. E disse: Assim dirás aos filhos de Israel: EU SOU me enviou a vós.
E agora, se puderem abrir também no Evangelho de João, em João 8, vamos ler um versículo. Novamente, acho que vocês provavelmente conhecem este versículo.
João 8:58:
Disse-lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos digo: Antes que Abraão existisse, Eu sou.
E, por fim, João 14:6 — novamente, um versículo conhecido:
Disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida.
Então, vamos fazer uma oração.
Senhor, somos tão gratos por termos a Tua Palavra. Sem a Tua Palavra, onde estaríamos? Estaríamos perdidos. Mas a Tua Palavra — verdadeiramente, o salmista tinha razão:
A entrada das Tuas palavras dá luz.
Pedimos que essa luz brilhe intensamente nesta manhã, enquanto abrimos a Tua Palavra, enquanto consideramos a Tua Palavra, enquanto meditamos nela e a compartilhamos.
Senhor, dependemos inteiramente de Ti e sempre dizemos, quando nos achegamos a Ti e abrimos a Tua Palavra: somente Tu tens as palavras da vida eterna. Fala conosco. Para quem iremos? Não há mais ninguém. Mas, se falares pelo Teu Espírito Santo, seremos grandemente ajudados.
Então, pedimos juntos, em nome do Senhor Jesus: fala conosco, por amor do Teu nome e para a Tua glória. Em nome de Jesus, amém.
Bem, creio que essas histórias e esses versículos são bastante conhecidos de vocês. O título da mensagem que tem estado no meu coração há alguns meses é simplesmente “Eu Sou: A Grande Revelação”.
Acho que, quando olhamos para a Bíblia como um todo, precisamos perceber essa revelação se desenvolvendo do início ao fim da Palavra de Deus. Não é exagero dizer que “Eu sou” é a grande revelação.
Essas duas palavras me impressionaram profundamente: “Eu sou”. Comecei a pensar nelas em relação ao chamado de Moisés e, depois, em relação ao Novo Testamento. Percebi que a revelação dada a Moisés naquele dia, no deserto de Midiã, foi aprofundada no Novo Testamento, adquirindo um significado ainda maior.
Creio, irmãos e irmãs, que é absolutamente essencial compreendermos o que isso significa, se quisermos viver uma vida cristã plena. Não é apenas um título. Não é apenas um nome — aliás, o nome que Deus assumiu. É algo que devemos conhecer e, finalmente, experimentar e viver.
Devemos conhecer o significado disso a tal ponto que experimentemos, literalmente, o “Eu sou” em nossa vida.
Então, de maneira geral, gostaria que considerássemos três coisas:
Moisés disse que era uma grande visão, e nós precisamos contemplar essa grande visão. Se não a contemplarmos, nunca poderemos servir ao Senhor. Se não a contemplarmos, nunca seremos úteis. Se não a contemplarmos, nunca compreenderemos quem Ele é.
A segunda coisa que quero que consideremos é esta: quando chegamos ao Novo Testamento, isso não permanece apenas como uma visão do Antigo Testamento que Moisés teve da sarça ardente. O apóstolo João tomou essa mesma expressão e ampliou e aprofundou seu significado ao registrar aquelas sete famosas declarações de “Eu sou” que o Senhor proferiu no Evangelho de João.
Por fim, creio que precisamos perceber que se trata de uma revelação progressiva e completa. Se enxergarmos isso, ela não será apenas uma experiência momentânea, mas algo que precisamos conhecer progressivamente. Se a conhecermos, começaremos a compreender como essa expressão, “Eu sou”, é completa.
São apenas duas palavras, mas estão cheias de um significado muito profundo para nós, como cristãos. E há mais uma coisa: isso vai mudar a sua vida.
Vai mudar o seu serviço. Vai mudar a expressão de vocês como povo, como testemunho de Jesus, se enxergarem, como Moisés e João enxergaram, a grandeza dessas duas simples palavras.
Então, isso expressa um pouco daquilo que tem estado no meu coração há alguns meses e que tenho revivido, meditado, considerado, pensado e contemplado: “Eu sou”.
E este versículo me veio ao final, e vou compartilhar apenas algumas considerações a partir dele: João 14:6.
Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por Mim.
Então, para aqueles que gostam de esboços, isso dá uma ideia de para onde, pela graça de Deus, vamos caminhar.
Creio que foi nessa história de Êxodo 3 que tudo mudou para o povo de Deus. Vocês conhecem a história. É uma história bastante vívida.
Moisés representava a glória, a sabedoria e o poder do Egito. É difícil exagerar a importância da posição que Moisés ocupava no Egito.
Quando chegamos a essa história em Êxodo 3, vemos como o Senhor o trouxe para Si, mudou e transformou aquele homem e o preparou para o serviço — o verdadeiro serviço.
Ele tinha mais capacidade natural do que todos nós reunidos aqui nesta sala, e talvez mais do que muitas pessoas no mundo. Parece que ninguém tinha mais sabedoria nem mais poder na corte, abaixo de Faraó. Ninguém conhecia e representava tamanha grandeza do Egito.
E, no entanto, o Senhor teve de fazer algo — algo que Ele precisa fazer com todos nós. Precisamos passar por uma redução espiritual que nos conduza ao verdadeiro serviço.
Creio que foi isso que Moisés viu. Vocês se lembram: Moisés deve ter se considerado alguém importante no Egito. Ele começou a tomar consciência da situação de seus irmãos e viu um capataz egípcio maltratando seus irmãos hebreus.
Todos vocês conhecem a história, então não vou entrar em tantos detalhes. Mas ele viu aquele capataz egípcio maltratando seus irmãos hebreus, olhou ao redor, não viu ninguém e feriu e matou o egípcio. Depois, enterrou-o na areia.
Bem, Moisés, com toda a sua sabedoria e todo o poder que representava, começou a sentir essa preocupação com seu próprio povo, os hebreus. E, no dia seguinte, viu dois irmãos hebreus brigando.
Ele foi intervir e disse: “Por que vocês estão brigando?” E um daqueles hebreus disse: “Quem o constituiu rei e juiz sobre nós?”
Que declaração profética foi aquela. Naquele momento, ele era a glória do Egito, mas Deus faria dele um juiz. Deus faria dele, por assim dizer, um senhor sobre o povo hebreu.
Acho que ele esperava que aqueles dois se submetessem e ouvissem sua grande sabedoria e seu grande poder. Mas eles disseram: “O que você vai fazer? Vai nos matar como matou o egípcio?”
E talvez, pela primeira vez em sua vida, esse grande guerreiro, esse grande príncipe, esse homem de grande sabedoria sentiu medo. Talvez tenha sido a primeira vez. E pensou: “Ah, não”.
Então, esse grande homem fugiu para Midiã, para o deserto de Midiã. Sua ideia de ser um libertador foi completamente abandonada. Ele só tinha ovelhas.
Bem, ele encontrou uma esposa. Ainda bem que Jetro tinha filhas. Ele encontrou uma esposa e teve filhos. Mas essa grande força do Egito foi relegada ao deserto de Midiã.
E esse era o propósito de Deus.
Agora, irmãos e irmãs, creio que, se alguma vez houve um encontro marcado por Deus, foi esse. O Senhor preparou tudo isso. O Senhor permitiu que Moisés — vocês conhecem a história —, lá entre os juncos, naquele cesto, chegasse ao Egito e fosse salvo com vida por meio da água. Daí o seu nome, Moisés.
Mas o Senhor tinha algo maior em mente para esse homem. Tudo isso fazia parte da preparação. Ele o deixou ascender às alturas no Egito e, no entanto, em Midiã, reduziu-o a umas poucas ovelhas no deserto.
Vocês conhecem a história. Quando a lemos — já lemos aqueles versículos —, vemos que ele estava no deserto de Midiã, cuidando das ovelhas de Jetro. Nem sei se as ovelhas eram dele.
Isso é que é redução. Nem sei se a Bíblia diz que as ovelhas eram dele. Acho que eram do sogro. Vocês conseguem imaginar trabalhar para o sogro, sem ter sequer suas próprias ovelhas, depois de ter sido essa grande mente do Egito?
E então ele contemplou uma visão. Havia uma sarça, e essa sarça estava em chamas. Mas o milagre era que ela não se consumia.
Agora, uma sarça no deserto de Midiã era uma visão comum. Essas coisas rolavam por toda parte. E aquela sarça velha, seca e morta era algo que Moisés precisava enxergar.
Ele achava que representava a glória do Egito. Achava que possuía toda a sabedoria e todo o conhecimento do mundo de sua época, superiores aos de todas as gerações anteriores.
Mas Deus tinha algo para lhe mostrar. Queria lhe mostrar que ele era uma sarça velha e seca. Quando se tratava de servir a Deus, quando se tratava de fazer diferença nas coisas de Deus, não era Moisés que fazia isso. Era isso que o Senhor queria lhe mostrar nessa visão.
Ele a chamou de uma grande visão.
Agora, vocês sabem, aqui nos Estados Unidos pensamos nos arbustos espinhosos de maneira diferente. Eu costumava brincar no mato. No meu tempo, não precisávamos usar capacete para andar de bicicleta e brincávamos no mato o dia inteiro.
Minha mãe, como muitas das mães de vocês, tinha uma daquelas vozes supersônicas. No fim do dia, bastava gritar, e a voz reverberava por metade do condado. Você saía do mato, voltava para casa e jantava com a família — sentava-se e realmente conversava com as pessoas, em vez de olhar para o celular. Era incrível.
E fiquei preso em mais arbustos espinhosos do que vocês podem imaginar. Eu me enroscava neles, brincando de soldado no mato. Os espinhos espetavam você por todos os lados. Eram arbustos verdes, viçosos, grandes e espinhentos, e, nossa, como doíam. Vocês sabem do que estou falando.
Bem, aquela sarça não era exatamente assim. Não era algo verde, viçoso e vivo. Era uma sarça velha e morta. Na verdade, a palavra usada na Bíblia significa literalmente um arbusto espinhoso.
Também cresci assistindo a filmes de faroeste na televisão. Nem sei se ainda existem. Provavelmente não são politicamente corretos. Talvez ninguém nesta sala se lembre de Hopalong Cassidy, mas eu me lembro de Hopalong Cassidy, Gunsmoke, Bonanza e todas essas coisas.
Era o nosso entretenimento em preto e branco. Os jovens ficam me olhando como se eu fosse um marciano quando falo de televisão em preto e branco. “Do que é que você está falando?”
E, naquelas cenas, esses arbustos espinhosos, essas sarças velhas, rolavam pela paisagem bem na frente de John Wayne, entendem? Coisas velhas e mortas. Coisas velhas e inúteis. Coisas sem valor algum.
Mas, muitas vezes, no deserto, fazia tanto calor, um calor tão abrasador, que essas coisas pegavam fogo de repente e eram consumidas num instante.
Agora, essa era a visão estranha. Moisés viu aquilo e disse: “Vi a sarça, e ela ardia no fogo, e o milagre era que não se consumia”.
E, de dentro daquela sarça, Deus falou com Moisés e disse:
Moisés, Moisés.
E Moisés disse:
Eis-me aqui.
E o Senhor disse:
Tira as sandálias dos teus pés, porque o lugar em que estás é terra santa.
Esse foi o início da transformação de Moisés. Foi o início de toda a mudança em Israel, que os levaria a ser uma expressão coletiva de quem Deus era.
Essa é a grande revelação do Antigo Testamento.
Moisés deve ter se perguntado o que aquilo significava. Deve ter pensado: “O que é isso? O que pode significar?” Mas há um significado muito profundo nisso.
Quando olhamos para essa cena, percebemos que essa é a lição vital e humilhante para Moisés. O que Deus queria que ele enxergasse era que ele próprio era aquela sarça velha, seca e morta.
Embora tivesse toda a sabedoria do Egito, embora representasse toda a glória do Egito e fosse o melhor do Egito, ele era apenas uma sarça velha, seca e morta. Que experiência humilhante. Pensem nisso.
Eu diria que isso é redução espiritual. Vocês se lembram da história de Gideão — uma verdadeira redução espiritual. Lembram-se de Juízes 7, da história de Gideão, não é?
Eles tinham um exército de 32 mil homens, e o Senhor disse: “Gideão, isso é demais, para que Israel não se glorie e diga: ‘A nossa mão nos trouxe a salvação’”.
Então, Ele disse: “Deixe que os tímidos e os que têm medo voltem”. E, naquele mesmo dia, 22 mil dos 32 mil voltaram. Vocês conhecem a história.
Mas Deus queria fazer algo ainda maior, algo que somente Ele pode fazer. Então disse: “Gideão, ainda é demais. Leve-os à água”.
Aquela cena estranha — vocês já pensaram naquela cena estranha à beira da água? Os que lambessem a água como cães deveriam ser separados daqueles que se inclinassem e bebessem a água curvados.
No fim, os que lamberam a água como cães foram escolhidos para ser o exército do Senhor: trezentos dentre 32 mil.
Agora, isso é redução espiritual. Sou um homem dos números — vocês sabem disso; têm me aguentado todos esses anos —, mas isso é menos de um por cento.
No entanto, a grande revelação do Antigo Testamento é que Deus quer fazer o impossível, e não por meio de nós. Ele o fará em nós, mas não por meio de nós.
Nunca tomem para si o crédito pelo que Ele faz. Permitam que Ele realize em vocês essa redução espiritual, para levá-los ao ponto de depender inteiramente Dele.
Ao final da visão está o “Eu sou”. Moisés disse: “Eis-me aqui”. Esse não era o ponto central de Êxodo 3.
O ponto central de Êxodo 3 não era: “Moisés, quem você é”. Era: “Moisés, EU SOU O QUE SOU enviou você”.
“O que direi a eles? Que nome direi a eles?” Diga-lhes: “Eu sou”. Duas palavras poderosas.
Vocês não são gratos por não estar escrito “Eu era”? Não são gratos por não estar escrito “Eu serei”? Que maravilha: “Eu sou”.
Conseguem imaginar uma revelação mais perfeita? Ele não apresenta um nome como “Eu sou paz. Eu sou esperança. Eu sou poder”. Mas, nessa revelação profunda, Ele simplesmente diz: “Eu sou”.
Agora, talvez vocês também tenham percebido que está tudo em letras maiúsculas: “EU SOU O QUE SOU”. “Diga-lhes: EU SOU enviou você”. Está tudo em maiúsculas. Vocês perceberam?
Os estudiosos da Bíblia nos dizem que, quando está tudo em maiúsculas — como, aliás, descobri que não se deve fazer nos e-mails —, esse é o próprio nome de Deus. O próprio nome de Deus é “Eu sou”.
Esse era o fogo dentro da sarça. Era isso que Moisés precisava enxergar. É isso que nós precisamos enxergar.
Não se trata de quem você é. Ele escolheu o melhor e nos mostrou que não era nada. Mas poderia igualmente ter escolhido o pior — e vocês concordariam — e lhe mostrado que não era nada.
Porque, no fim, o que Ele quer nos mostrar é: “EU SOU O QUE SOU”.
Irmãos e irmãs, essa era a grande visão. A sarça estava queimando — aquela sarça velha, seca e morta —, mas não se consumia.
E todos nós que seguimos o Senhor devemos conhecer esta grande revelação: nós somos aquela sarça.
Mas esse não é o fim da história. Gosto muito de Paul Harvey. As crianças vão novamente olhar para mim e pensar: “De quem esse marciano está falando?” Paul Harvey costumava sempre dizer: “E agora, o restante da história”.
Quando olhamos para o restante da história, vemos a grande revelação e o grande segredo do serviço. Vemos a grande revelação e o grande segredo da vida cristã. Vemos a grande revelação e o grande segredo do testemunho.
E esse segredo é o “Eu sou” que está dentro da sarça. Foi isso que Moisés viu. Ele ficou cativado por essa visão.
Essa visão transformou o homem, transformou o ministério e transformou os filhos de Israel. Para mim, essa é uma revelação tremenda.
Não é exagero dizer que é a maior revelação do Antigo Testamento: “EU SOU O QUE SOU”.
Agora, vocês se lembram do que o apóstolo João disse em 1 João 4:4. Todos conhecem esse versículo.
Filhinhos, sois de Deus e já os tendes vencido; porque maior é Aquele que está em vós do que aquele que está no mundo.
Esse é o fogo na sarça. Esse é o segredo da vida. Esse é o poder do serviço. Essa é a razão do testemunho. Para mim, é isso que faz dessa visão a grande visão e a grande revelação.
Agora, a segunda coisa que quero que consideremos — perdoem-me, estive resfriado nesta semana e não quero ficar fungando perto de vocês. Então, não me deixem abraçá-los, mesmo que eu fique tentado a fazer isso.
Quando chegamos ao Novo Testamento, essa grande revelação não é abandonada. Na verdade, ela é fortalecida.
O apóstolo João, em seu Evangelho, apropriou-se dessa expressão, “Eu sou”, e, de maneira extraordinária, aprofundou a revelação e deixou claro que a revelação da Bíblia é o “Eu sou”.
Vocês conhecem a história. Conhecem o Evangelho. Agora, o Evangelho de João é completamente diferente dos outros três, que são chamados de Evangelhos Sinóticos.
“Sinótico” — sei que às vezes vocês ouvem alguém falar de um Evangelho Sinótico e se perguntam do que essa pessoa está falando. Significa simplesmente resumo ou sinopse. Talvez venha da raiz “óptico” — aquilo que você vê.
Então, nos três Evangelhos — Mateus, Marcos e Lucas —, vemos uma espécie de resumo dos milagres, das palavras, dos sermões e das parábolas do Senhor. No Evangelho de João, não lemos uma única parábola. É um tanto curioso.
O Evangelho de João adota uma perspectiva diferente. Agora, por favor, não pensem que estou criticando os outros três evangelistas. Se não tivéssemos Mateus, Marcos, Lucas e João, não teríamos um quadro completo de quem é o Senhor Jesus.
Em Mateus, vemos Jesus como Rei. Em Marcos, vemos Jesus como o Servo de Deus. Vocês encontram repetidamente a palavra “imediatamente”, mostrando como Ele respondia imediatamente.
Em Lucas, vemos Jesus como Filho — o Filho do Homem. Nós O vemos como homem. E, quando chegamos ao Evangelho de João, vemos Jesus como o Filho de Deus, como o próprio Deus.
Um Evangelho extraordinário. Um Evangelho singular.
O que João faz é tomar aquela compreensão da grande revelação do Antigo Testamento e aprofundá-la. Ele mostra como ela é, de fato, plena.
Deixem-me ler três passagens de João 8. Três vezes, o próprio Senhor Jesus usou essa expressão no Evangelho de João para descrever quem Ele era.
João 8:23-24:
E Ele lhes disse: Vós sois de baixo; Eu sou de cima: vós sois deste mundo; Eu não sou deste mundo.
Por isso vos disse que morrereis em vossos pecados; porque, se não crerdes que Eu sou, morrereis em vossos pecados.
Agora, irmãos e irmãs, para todos vocês que estudam a Bíblia, o “Ele” ali está entre colchetes na minha versão. Darby o colocou entre colchetes. Em outras palavras, esse termo foi acrescentado nas traduções em inglês para tornar o sentido mais claro para nós. É uma palavra acrescentada; não está no original.
Então, significa literalmente: “Se não crerem que Eu sou, morrerão em seus pecados”. O Senhor não usou “Ele”. Ele tomou para Si essa grande revelação.
Bem, vejam João 8:28:
Disse-lhes, pois, Jesus: Quando levantardes o Filho do Homem, então conhecereis que Eu sou e que nada faço de Mim mesmo; mas falo estas coisas como o Pai Me ensinou.
Vejam João 8:58. Esse é um versículo notável. Quando o Senhor estava falando, Ele disse:
Antes que Abraão existisse, Eu sou.
Uma declaração surpreendente.
Antes que Abraão existisse, Eu sou. Agora, aqueles judeus sabiam exatamente o que o Senhor estava dizendo. Sabiam que o Senhor estava tomando essa identidade para Si e dizendo: “Eu sou o EU SOU”. Era isso que eles entendiam.
Não havia dúvida na mente deles. Na verdade, do ponto de vista deles, aquilo era o auge da blasfêmia. Por isso, lemos imediatamente no versículo seguinte que pegaram pedras para apedrejá-Lo.
Não era porque não gostavam do hebraico Dele. Ele havia reivindicado o que havia de mais elevado. Ele lhes disse:
Antes que Abraão existisse, Eu sou.
Eles sabiam o que Ele havia dito. Não havia dúvida. Não havia confusão. Disseram: “Ele assumiu o lugar do próprio Deus, o grande EU SOU”.
Bem, de fato, Ele o assumiu. João viu isso. João registrou isso. O Senhor disse isso de propósito: para lhes mostrar o aprofundamento da revelação no Novo Testamento.
Agora, deixem-me ler algumas daquelas outras sete declarações, e então passaremos ao nosso último ponto.
João 6:35. Estas são as sete declarações. Aliás, sete é um número perfeito na Bíblia. Vocês sabem disso, não é? Sete é o número da plenitude.
Então, se pensarem nisso, o que o Senhor estava fazendo era mostrar que Ele era o “Eu sou” completo.
João 6:35:
Disse-lhes Jesus: Eu sou o pão da vida; aquele que vem a Mim não terá fome, e quem crê em Mim nunca terá sede.
Irmãos e irmãs, esse grande EU SOU é a nossa porção para sempre. Ele diz que nunca mais teremos fome nem sede, porque temos esse grande EU SOU. Essa é a primeira declaração.
Vejam João 8:12:
Falou-lhes, pois, Jesus outra vez, dizendo: Eu sou a luz do mundo; quem Me segue não andará em trevas, mas terá a luz da vida.
Uma declaração tremenda. Irmãos e irmãs, nosso Senhor Jesus é a luz. Nós, que conhecemos o Senhor Jesus, nunca mais andamos em trevas. Mas Ele diz algo extraordinário: Ele é a luz da vida.
“Eu sou”. Essas duas palavras, proferidas a Moisés pelo anjo do Senhor do meio da sarça ardente, expressam quem é o Senhor Jesus.
João 10:9:
Eu sou a porta; se alguém entrar por Mim, salvar-se-á, e entrará, e sairá, e achará pastagens.
Irmãos e irmãs, nesta manhã, quando começamos nosso momento de lembrar o Senhor, estávamos falando de uma porta de acesso, não estávamos? Agora temos uma porta de acesso que nunca será fechada.
Pensem nisso. Essa porta para Deus nunca será fechada. Temos acesso pleno e completo, porque o Senhor Jesus disse:
Eu sou a porta.
E então vejam João 10:11:
Eu sou o bom pastor; o bom pastor dá a Sua vida pelas ovelhas.
Irmãos e irmãs, pensem nisso. Já não nos falta Alguém que possa nos conduzir e cuidar de nós. Ele disse:
Eu sou o bom pastor.
Quando seguimos adiante no Novo Testamento, essa revelação se aprofunda. Compreendemos que Ele é o grande Pastor das ovelhas.
Eu sou o bom pastor.
Ouçam isto:
O bom pastor dá a Sua vida pelas ovelhas.
Já houve algum pastor assim?
Lembrem-se: o que o Senhor está fazendo é tomar essa expressão da grande revelação dada a Moisés e desenvolvê-la até mostrar a plenitude de Sua obra.
João 11:25-26. Acho que todos conhecem essa passagem. Dificilmente fui a um funeral em que não tenha ouvido uma mensagem sobre ela.
Eu sou a ressurreição e a vida; quem crê em Mim, ainda que esteja morto, viverá;
e todo aquele que vive e crê em Mim nunca morrerá. Crês tu isto?
Irmãos e irmãs, Marta tinha uma compreensão equivocada. Ela sabia que o irmão que amava ressuscitaria no último dia. Ela disse isso ao Senhor.
Em sua profunda tristeza, ela disse ao Senhor: “Eu sei, eu sei que ele ressuscitará no último dia”. Mas essa não era a revelação que o Senhor Jesus tinha para Marta e Maria.
Ele disse: “Marta, Eu sou a ressurreição. E, mais do que isso, Eu sou a vida”.
Irmãos e irmãs, acho que nós, cristãos, pensamos que estamos esperando pela ressurreição. Mas agora, por causa da grande obra do Senhor, podemos experimentar a vida de ressurreição enquanto estamos aqui na terra.
Esse é o fogo na sarça. Vocês entenderam?
Eu sou a ressurreição e a vida.
João 14:6 — vamos falar um pouco mais sobre isso:
Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida.
E, por fim, João 15:1:
Eu sou a videira verdadeira, e Meu Pai é o lavrador.
Há duas promessas aqui. Primeiro:
Eu sou a videira verdadeira.
Estamos no Senhor Jesus. A vida Dele é a nossa própria vida.
Dessa videira vem a vida incorruptível, e temos a garantia — ou a certeza, como preferirem dizer — de que daremos fruto. É uma promessa.
Então, lemos outra coisa notável. Acho maravilhoso quando lemos isso. Há uma segunda promessa:
Meu Pai é o lavrador.
Agora, o que isso significa? Significa que Ele é o Mestre Jardineiro. Quando não damos fruto, há uma promessa firme de que esse Mestre Jardineiro podará, cortará e tratará de nós, para que, no fim, demos muito fruto.
Essa é a promessa dupla:
Eu sou a videira.
Essas são sete declarações absolutas e notáveis. Elas representam o aprofundamento da revelação daquilo que Moisés viu em Êxodo 3.
Acho que li uma declaração de Billy Graham dizendo que o Senhor Jesus amplia, dá plenitude e completa a visão que Moisés teve. É o Senhor Jesus. Essa é a grande boa notícia, e esse é o aprofundamento da revelação.
Agora, deixem-me falar, pelo menos por alguns minutos, sobre João 14:6. Eu o chamo de revelação progressiva e completa.
É a única daquelas sete declarações absolutas de “Eu sou” que menciona três coisas. É a única que apresenta três.
Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida.
É por isso que quero falar sobre ela. Há uma completude na declaração do Senhor que dá plenitude a essa revelação.
Eu tinha um concorrente. Aliás, ele já faleceu. Não fiz nada com ele. Morreu de causas naturais, mas talvez eu tenha pensado nisso algumas vezes.
Ele sempre falava, ad infinitum, em todos os grupos de engenharia a que íamos, sobre o banco de três pernas. Sempre fazia isso. Eu percebia que aquilo significava muito para ele.
Muitos de vocês já viram aqueles velhos bancos de madeira com apenas três pernas, dispostas mais ou menos em forma de triângulo, certo? É isso que torna o banco estável.
Agora, se quiserem fazer uma experiência, podem cortar uma das pernas. Só não contem à sua mãe. Cortem uma das pernas e depois tentem se sentar no banco de três pernas; vão descobrir que tanto vocês quanto o banco acabam no chão.
Entenderam? O que o Senhor Jesus está dizendo, e João registrou, é: “Eu sou esse banco de três pernas”. Tudo está provido em Mim, do começo ao fim, incluindo tudo o que está entre os dois.
“Eu sou esse banco”. Vocês nunca precisam temer que lhes falte alguma coisa, por causa do que está disponível em Cristo.
Lembro-me do que esse versículo significou para mim quando fui salvo. Lembro-me da luz que se acendeu. Eu enxerguei. Foi um clarão de luz divina.
Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida.
E pensei: “É isso. Esse é o Evangelho. Essa é a revelação plena, completa”.
Lembro-me de enxergar isso e pensar: “Ele me mostrou um caminho como ninguém jamais havia mostrado. Ensinou-me uma verdade como nada que eu tivesse ouvido antes. Deu-me vida — e eu realmente não tinha nenhuma — nesta velha sarça”.
Mas, irmãos e irmãs, à medida que tenho crescido no Senhor, creio que é mais do que isso.
Não é apenas que Ele nos mostra um caminho. Não é apenas que Ele nos ensina a verdade — a melhor verdade. Não é apenas que Ele lhe dá vida eterna, e você não morrerá e viverá para sempre.
É muito maior do que isso. Ele diz a cada um de nós: “Eu sou o seu caminho. Eu sou a verdade. Eu sou a vida”.
Essa é a mensagem Dele. Para mim, foi uma progressão. Vi algo que me conquistou quando fui salvo, mas, à medida que cresci um pouco no Senhor, enxerguei algo ainda mais profundo.
Não é apenas: “Ele me mostrou um caminho”. Sabem, eu me perco com muita facilidade. Isso é uma confissão.
Gosto muito do meu celular. Ele tem GPS, e eu adoro isso. Não sei o que aconteceu com os genes do meu cérebro, mas aqui estou eu, um engenheiro que lida o tempo todo com números, cálculos e projetos; no entanto, se me colocarem na estrada, posso me perder.
E, por favor, não façam aquela coisa de me dar uma sequência de instruções, se eu pedir informações. “Bem, você vira à esquerda aqui, à direita aqui, à esquerda ali, faz uma curva longa lá, e então chegou”. Eu não absorvo nada. Entra por um ouvido e sai pelo outro, e fico perdido.
Mas adoro meu GPS. Posso falar com ele. GPS — não GPR. GPR é coisa de engenharia: radar de penetração no solo. GPS. Estão vendo? Sou um ser humano confuso. Vocês já sabiam disso.
Mas posso falar com ele e dizer: “Leve-me a tal lugar”, e ele me ouve. Às vezes, as pessoas não me ouvem, mas meu celular me ouve. Posso fazer perguntas. Ele me responde. Isso é extraordinário.
Digo às pessoas que nunca estarei sozinho. Posso falar com ele, e ele responde.
Mas, sabem, às vezes confiei no GPS e acabei me perdendo. Detesto quando você chega a um lugar e ele diz: “Seu destino está à direita”, e não está.
E, por favor, não sigam o GPS pelo interior afora. Vocês vão atravessar morros com vacas e riachos, pensando: “Era isso que o GPS — GPR — GPS queria dizer?”
Eu sou o caminho.
Você nunca está perdido quando Ele é o caminho.
Você não acorda e diz: “Mostra-me o caminho”. A boa notícia sobre o fogo na sarça é que você tem o Caminho dentro de si.
Você pode dizer: “Senhor, hoje” — aliás, isso é muito prático —, “Tu és o caminho hoje”.
Você pode dizer: “Senhor, Tu és a verdade. Ensina-me o Teu caminho”.
E você pode expressar a maior revelação progressiva: “Senhor, Tu és a minha vida”.
Para mim, essa foi a maior descoberta como cristão. Um dia, vi na Palavra que já não era eu quem tinha de viver — é impossível viver a vida cristã.
Já cansei vocês repetindo essa minha afirmação tantas vezes. Não é apenas difícil; é impossível viver a vida cristã.
Como uma sarça — uma sarça velha, seca e morta — pode viver a vida cristã? Mas, quando o fogo está dentro de você, o impossível se torna possível.
Nunca vou me esquecer disso. Num clarão, enxerguei Filipenses 1:21:
Porque para mim o viver é Cristo, e o morrer é ganho.
Irmãos e irmãs, não consigo lhes explicar o que isso fez por mim. Abriu meus olhos e, num instante, eu enxerguei: Ele é a minha vida.
João diz, em sua primeira epístola, que vivamos por meio Dele. Paulo, escrevendo aos cristãos de Colossos, diz:
Quando Ele, que é a nossa vida, Se manifestar, então também vós vos manifestareis com Ele em glória.
Que revelação é essa. Vocês sabem que não precisam viver a vida cristã? Isso não é uma boa notícia?
Sempre digo às pessoas: “Sabem, quando o Senhor morreu por vocês, vocês nunca mais precisam morrer”. Aliás, isso é verdade.
Mas o Senhor vive por vocês, para que vocês nunca tenham de viver por si mesmos. O EU SOU, assim como reduziu Moisés e lhe mostrou isso, quer ser Aquele que vive dentro de nós.
E esse é o segredo da grande revelação.
Estou crucificado com Cristo;
e vivo;
não mais eu, mas Cristo vive em mim.
“Eu sou o caminho. Eu sou a verdade. Eu sou a luz.”
Não se trata apenas de vida eterna. Graças a Deus pela vida eterna. Talvez vocês não gostem de viver comigo por toda a eternidade, mas eu estou ansioso para viver com vocês por toda a eternidade.
Sabem, o primeiro imperador da China — se a Isadora for me corrigir na pronúncia desse nome, já estou me preparando. Ela diz que sou meio chinês. Ainda não entendi isso. Qin Shi Huang — ficou suficientemente parecido?
Bem, de qualquer maneira, ele foi o primeiro imperador da China. Essa questão da vida eterna o dominou. Ele queria que todos os seus fabricantes de poções, e quem mais pudesse, encontrassem uma poção para a vida eterna.
Na verdade, ouvi dizer que ele morreu bebendo o que pensava ser uma dessas poções. Nunca dormia no mesmo lugar duas noites seguidas, sempre com medo de que alguém o matasse. Era obcecado pela vida eterna.
Não sei se vocês já ouviram falar: foi ele quem unificou a China. Fez algo notável e tinha o exército de terracota. Vocês já ouviram falar do exército de terracota?
Em 1974, agricultores na China descobriram o exército de terracota enterrado: oito mil soldados em tamanho natural, quinhentos cavalos em tamanho natural, carruagens, todas essas coisas, para que Qin Shi Huang fosse protegido por toda a eternidade.
Aliás, o Museu de Belas Artes da Virgínia tem uma exposição do exército de terracota. É um dos meus clientes. Isso é propaganda descarada. Não ganho dinheiro por mencioná-lo, mas precisei fazer a estrutura de sustentação para a carruagem e o cavalo de terracota.
Sabem, aquilo tem milhares de anos. Eu ficava pensando: “Nossa, se eu errar nisso…” E fazer aquela estrutura para o cavalo de terracota — bem…
Mas não estamos fascinados apenas pela vida eterna. O que faz diferença é o que Jesus disse:
Eu sou a vida.
Encontramos o segredo. Descobrimos a verdade. Conhecemos o caminho, e tudo está inteiramente completo na pessoa do próprio Senhor Jesus.
Essa é a grande revelação. Irmãos e irmãs, esse é o fogo na sarça. Esse é o segredo de viver. É assim que podemos fazer o impossível.
Vocês se lembram de que, na passagem sobre o jovem rico, foi dito:
Aos homens é impossível.
Bem, qual é a outra parte dessa declaração?
A Deus tudo é possível.
Esse é o aprofundamento da revelação no Novo Testamento. Bem, é isso, de fato, que está no meu coração.
Vocês já contemplaram essa grande visão? Ela os cativou como cativou Moisés?
Vocês já enxergaram o aprofundamento e a plenitude dessa revelação no Senhor Jesus?
Quando Deus nos deu Seu único Filho, Ele nos deu tudo. Há apenas uma descrição capaz de expressar esse tudo, e são estas duas palavras profundas: “Eu sou”.
É uma revelação progressiva e completa. Ele é o nosso começo, Ele é o nosso fim e Ele é tudo o que está entre os dois.
Eu sou o caminho,
e a verdade,
e a vida.
Senhor, nos achegamos a Ti. Abre nossos olhos para vermos quem Tu és. Não queremos viver nossos dias em frustração e oferecer, no serviço, apenas aquilo que temos. Reduze-nos ao ponto em que possas nos mostrar quem Tu és.
Queremos o fogo na sarça. Senhor, queremos essa realidade em nossa vida. Queremos experimentar, todos os dias, a Ti como nosso caminho, a Ti como nossa verdade, a Ti como a própria vida.
Senhor, nós nos oferecemos a Ti. Pedimos que faças o Espírito Santo tornar real aquilo que o homem não pode tornar real, e que nos conduzas à experiência viva dessa grande revelação.
Senhor, que todos nós acordemos pela manhã e digamos: “Senhor, Tu és”. Esse é o segredo.
Que sejas exaltado. Em nome de Jesus, amém.