Mas com precioso sangue, como de um cordeiro sem defeito e sem mácula, o sangue de Cristo; O Qual, na verdade, foi conhecido de antemão, antes da fundação do mundo, mas foi manifestado no fim dos tempos por amor de vós; Que por Ele credes em Deus, que O ressuscitou dentre os mortos e Lhe deu glória; de modo que a vossa fé e esperança estejam em Deus.
Querido Senhor, queremos agradecer-Te por nos reunires neste momento. Sabemos que Tu tens um propósito ao fazer isso, e viemos simplesmente nos oferecer a Ti para esse propósito.
Que a Tua vontade seja feita em cada um de nós, para que não vivamos para nós mesmos, mas para Ti e para a Tua vontade. Senhor, entregamos este tempo em Tuas mãos. Ilumina, pelo Teu Espírito, a Tua Palavra em nossos corações, para que sejamos atraídos para mais perto de Ti e permitamos que o Teu Espírito realize plenamente o Teu propósito em cada um de nós, para o louvor da Tua glória. Pedimos em Teu precioso nome. Amém.
Irmãos e irmãs, queremos agradecer a Deus por nos reunir neste momento. Nossa oração é que, embora seja um período muito curto, o Espírito de Deus possa fazer uma grande obra em nossos corações.
Queremos que o Senhor tenha pleno controle sobre nós. Queremos ver o Seu propósito para cada um de nós plenamente cumprido, para a glória de Deus.
Portanto, irmãos e irmãs, nós nos oferecemos ao Senhor. Que a Sua Palavra caia em nossos corações e nos capacite a servir ao Seu propósito por todo o tempo que Ele julgar conveniente. É por isso que estamos aqui neste momento.
Gostaria de começar pelo princípio de tudo:
No princípio, Deus.
Antes de Deus, não havia nada. Deus é o princípio.
Nosso Deus é um Deus triúno — isto é, Deus em três Pessoas: o Pai, o Filho e o Espírito Santo.
Usando uma expressão humana, podemos dizer que, antes de existir qualquer coisa além de Deus, houve uma deliberação entre as Pessoas da Divindade. O Pai tinha um anseio, um desejo de glorificar Seu Filho. Ele queria dar tudo ao Seu Filho.
Mas, sendo Deus, Ele conhece o fim desde o princípio. Assim, enquanto contemplava isso, Ele previu o problema. Ele previu que um arcanjo se rebelaria contra Ele.
Enquanto Deus considerava o que fazer por Seu Filho, Seu Filho Se apresentou, por assim dizer, e disse: “Pai, se esta é a Tua vontade, prossegue. Estou disposto a oferecer-Me como um Cordeiro morto desde o princípio, a fim de realizar o Teu propósito”.
Foi com base nisso que nosso Deus criou o universo.
Quando Deus criou este universo, na primeira criação Ele não criou o homem como nós somos. Os seres mais elevados de Sua criação eram os anjos, e entre os anjos Ele criou um arcanjo, Lúcifer, a brilhante estrela da manhã.
Ele foi criado quase perfeito — não inteiramente. Vemos que Deus lhe havia dado talento, beleza e uma perfeição de dez partes. Não doze, o número completo, mas dez: quase completo.
Esse arcanjo foi criado para ser o arcanjo ungido de Deus, guardando o trono de Deus, como vemos em Ezequiel 28.
Quando Deus estava falando sobre o rei de Tiro, de repente o Espírito de Deus escreveu algo que nenhum homem na terra poderia cumprir. Em outras palavras, Deus estava nos revelando o arcanjo que Ele criou durante o primeiro mundo.
Ele era quase perfeito, porque doze, nas Escrituras, é um número perfeito. Mas ele tinha dez das doze coisas maravilhosas que Deus lhe havia dado. Ele deveria ser o anjo ungido junto ao trono de Deus. Deveria conduzir os anjos na adoração a Deus. Foi colocado na posição mais elevada entre os anjos.
No princípio, tudo estava bem. Ele conduzia os anjos na adoração a Deus. Mas, aos poucos, por causa de seus talentos e de seus muitos dons, começou a olhar para si mesmo.
Irmãos e irmãs, sempre há um problema quando olhamos para nós mesmos. O que vocês conseguem ver em si mesmos? Se enxergarem em si mesmos algo que os exalte, haverá problema. Mas, se enxergarem que há algo que lhes falta, algo que somente Deus pode suprir, então esse é o caminho seguro.
No princípio, esse arcanjo conduzia os anjos em cânticos de louvor a Deus. Era fiel em seu trabalho. Mas, infelizmente, por causa de seus muitos talentos e de seus muitos dons, começou a olhar para si mesmo.
Irmãos e irmãs, sempre é um problema olhar para nós mesmos. Por quê? Porque, se vocês olharem para si mesmos e se enxergarem tão perfeitos, tão bons, isso resultará em orgulho. Se enxergarem imperfeição em si mesmos, facilmente ficarão desanimados; e, quanto mais olharem para si mesmos, mais abatidos se sentirão.
Portanto, irmãos e irmãs, é sempre bom desviar os olhos de nós mesmos e olhar para Jesus, o Autor e Consumador da fé. Não olhem para si mesmos, porque isso resultará em vocês se exaltarem ou ficarem desanimados e desesperados.
Infelizmente, embora esse arcanjo, no princípio, fizesse um bom trabalho e cumprisse aquilo para o qual Deus o havia criado, isso não continuou. Ele conduzia os anjos em louvores a Deus. Era o arcanjo ungido sobre o trono de Deus. Que glória isso deve ter sido!
Não sabemos por quanto tempo isso continuou. Mas, infelizmente, logo esse arcanjo, Lúcifer, a brilhante estrela da manhã, começou a olhar para si mesmo.
As Escrituras nos dizem:
Desviai os olhos de vós mesmos e olhai para Jesus, o Autor e Consumador da fé.
É isso que devemos fazer. Não devemos olhar para nós mesmos, porque, se olharmos para nós mesmos e nos enxergarmos acima do que deveríamos, ficaremos orgulhosos de nós mesmos.
Ou, se olharmos para nós mesmos e enxergarmos menos do que aquilo para o qual Deus nos criou, ficaremos em tamanho desespero que deixaremos de fazer a vontade de Deus. Portanto, é sempre ruim olhar para nós mesmos.
A Bíblia nos diz que o que precisamos fazer é desviar os olhos de nós mesmos e olhar para Jesus. Quanto mais olharmos para Jesus, mais seremos erguidos pela graça de Deus. Quanto mais olharmos para nós mesmos, mais nos tornaremos orgulhosos ou desanimados. Isso não nos faz bem.
Vemos em Ezequiel 28 que o profeta estava falando do rei de Tiro. Mas, de repente, ele começou a falar de algo que nenhuma pessoa poderia cumprir. Em outras palavras, o Espírito Santo usa o rei de Tiro como um tipo do arcanjo que Deus criou no princípio.
Não sabemos por quanto tempo esse arcanjo foi fiel a Deus, por quanto tempo foi humilde diante de Deus, nem por quanto tempo conduziu os outros anjos na adoração a Deus e no cumprimento da vontade de Deus. A Bíblia se cala a esse respeito.
Mas a Bíblia nos diz que, um dia, esse arcanjo, Lúcifer, a brilhante estrela da manhã, começou a olhar para si mesmo — para aquilo que Deus lhe havia confiado. O orgulho começou a surgir em seu coração.
Portanto, queridos irmãos e irmãs, nosso conselho é: nunca olhem para si mesmos. A Bíblia nos diz que precisamos desviar os olhos de nós mesmos e olhar para Jesus. É assim que devemos viver.
Quanto mais olharmos para Jesus, mais humildes seremos e mais nos entregaremos totalmente ao Senhor. Ao contrário, se olharmos para nós mesmos, não há nada de bom nisso, sabem?
Não olhem para si mesmos. Quanto mais olharem para si mesmos, ou ficarão orgulhosos ou ficarão abatidos. Ou sentirão que são mais do que realmente são, ou começarão a ficar tão desanimados que menosprezarão a si mesmos, esquecendo toda a grande obra que Deus fez em sua vida.
Portanto, queridos irmãos e irmãs, a primeira lição que precisamos aprender é esta: nunca olhem para si mesmos. Desviem os olhos de si mesmos e olhem para Jesus. Esse é o caminho seguro.
Quando esse arcanjo começou a olhar para si mesmo, qual foi o resultado? Ele começou a se orgulhar de si mesmo. Não estava satisfeito com aquilo que Deus lhe havia dado.
Ao perceber como era belo e talentoso, quis algo além do que Deus lhe havia concedido. É sempre assim. Quando olhamos para nós mesmos, ou ficamos desanimados e desesperados, ou ficamos eufóricos e começamos a nos considerar acima daquilo que Deus nos concedeu.
É por isso que a Bíblia sempre nos diz: desviem os olhos de si mesmos e olhem para Jesus. Quanto mais olharem para Jesus, mais serão atraídos por Ele. Serão cheios Dele. Vocês se entregarão totalmente a Ele, e essa é a vontade de Deus.
Mas, ao contrário, se olharmos para nós mesmos, ou nos rebaixamos ou nos elevamos a uma posição que não é a nossa. Portanto, creio que a primeira lição que aprendemos na Bíblia é esta: desviar os olhos de nós mesmos e olhar para Jesus, o Autor e Consumador da nossa fé.
Bem, creio que esse arcanjo, no princípio, não olhava para si mesmo. Ele desviava os olhos de si mesmo e olhava para Jesus. Agradecia a Deus, que o havia criado de tal maneira que pudesse ser útil nas mãos de Deus. Creio que era assim que ele pensava antes.
Mas, infelizmente, quando começou a olhar para si mesmo, o orgulho começou a surgir dentro dele. Não estava satisfeito em ser o principal anjo entre os anjos. Queria algo que Deus não lhe havia dado. Queria ser igual a Deus.
Creio, irmãos e irmãs, que todos vocês já leram Isaías 14. Ali vemos que, quando o profeta falava do rei da Babilônia, de repente, a partir de Isaías 14:12, começou a dizer algo que não se aplicava a nenhum homem.
Ele estava falando profeticamente do arcanjo Lúcifer. Cinco vezes esse arcanjo disse: “Eu quero, eu quero, eu quero”. Ele disse:
Serei igual a Deus.
Agora, irmãos e irmãs, quando ele teve essa ideia, todos nós sabemos Quem é igual a Deus: o Filho unigênito de Deus e o Espírito Santo. Eles são iguais a Deus porque fazem parte da Divindade.
Mas, quando esse arcanjo, um ser criado, quis ser igual a Deus, pecou terrivelmente.
Vocês já pensaram na posição de Quem o arcanjo estava buscando quando quis ser igual a Deus? Creio que a resposta é muito natural: a posição de Seu Filho. Seu Filho é igual a Deus; Eles são um.
Portanto, quando Lúcifer quis ser igual a Deus, estava desejando a posição do Filho unigênito de Deus. Por causa desse pecado — e foi algo muito grave —, ele foi lançado para longe de Deus.
Por causa disso, cremos que a terra muito provavelmente estava sob o domínio dele. Assim, quando o juízo veio sobre ele, esta terra que conhecemos sofreu uma catástrofe.
Isso explica a era glacial desta terra. Quando Deus criava, sempre o fazia perfeitamente. Ele não deixaria um mundo criado debaixo da água, debaixo de juízo. Não. Quando Deus criou, tudo era perfeito.
Mas foi o pecado que levou este mundo à catástrofe, de modo que o mundo sobre o qual aprendemos na história ficou cercado de água. Isto é, estava debaixo de juízo. Não sabemos por quanto tempo isso continuou.
Mas aprendemos na história que esta terra estava debaixo da água. Era a era glacial, muito provavelmente porque esta terra estava sob o domínio daquele arcanjo caído.
Mas, graças a Deus, Ele é amor. Ele não permitiria que esta terra permanecesse para sempre debaixo de juízo. Deus sempre tem um caminho.
A Bíblia nos diz, em Gênesis 1, que o Espírito de Deus pairava sobre a face do abismo. Isso quer dizer que o amor de Deus começou a pairar sobre esta terra que estava debaixo de juízo.
Portanto, irmãos e irmãs, os seis dias da criação que encontramos em Gênesis 1 não são a criação original. Foram a restauração, em seis dias, de uma terra destruída por causa do pecado daquele arcanjo, Lúcifer.
Deus, em Seu amor, começou a restaurar a terra para torná-la habitável. Por quê? Porque Deus tem um plano.
Costumo dizer que não há glória alguma em um adulto bater em uma criancinha sem motivo. Para Deus, destruir Seu inimigo seria algo fácil. Deus poderia soprar, e o inimigo seria destruído. Mas, sabem, Deus não receberia glória por isso.
Por causa da glória de Deus, Ele não destruiu Satanás por Si mesmo. Decidiu fazer o homem um pouco menor do que os anjos e, por meio daquele que é menor do que os anjos, derrotar o inimigo de Deus, o arcanjo. Isso é glória.
Portanto, queridos irmãos e irmãs, fomos criados para a glória de Deus. O homem não foi criado para si mesmo. O homem foi criado para cumprir o propósito de Deus.
Deus quer usar o homem, um pouco menor do que os anjos, para destruir Satanás, que é superior ao homem. Sabemos que os anjos ocupam uma posição superior à dos homens. Eles são espíritos; podem estar em qualquer lugar.
Mas o homem, com este corpo, não pode estar em qualquer lugar. Vocês estão aqui na conferência; não estão em sua cidade natal. Isso é certo.
Portanto, irmãos e irmãs, o homem foi criado um pouco menor do que os anjos. Os anjos são espíritos; podem estar em qualquer lugar. O homem, com um corpo, está limitado a um único lugar.
Mas a razão pela qual Deus criou o homem menor do que os anjos e, ainda assim, lhe deu um propósito superior ao dos anjos é que Deus quer usar o homem para derrotar o anjo que é Seu inimigo. Isso é para a glória de Deus.
Portanto, queridos irmãos e irmãs, precisamos nos lembrar de que não fomos criados para nós mesmos. Fomos criados para o propósito de Deus. Se começarmos a viver para nós mesmos, nossa vida será um desperdício. Esse não é o propósito de Deus.
Mas, se aprendermos a viver para Deus e a ser usados por Deus para derrotar o inimigo, então o propósito de Deus será cumprido, e Deus será glorificado.
Portanto, queridos irmãos e irmãs, quem somos nós? Graças a Deus, não estamos aqui como homens vivendo para nós mesmos. Isso seria perder completamente o propósito de Deus.
Estamos aqui como homens para atender ao propósito de Deus, porque Deus quer usar a nós, que somos um pouco menores do que os anjos, para derrotar o anjo, a fim de que Deus seja glorificado. É por isso que estamos aqui.
Infelizmente, o homem que Deus criou caiu.
Deus criou o homem segundo a Sua própria imagem, conforme a Sua semelhança. Deus tem uma vontade livre; por isso, quando criou o homem, deu ao homem o livre-arbítrio.
O livre-arbítrio é a maior glória da criação do homem. Deus pôde confiar ao homem o livre-arbítrio. E o que é o livre-arbítrio se não há escolha?
É por isso que encontramos no jardim do Éden duas árvores: a árvore da vida e a árvore do conhecimento do bem e do mal. Elas estão lado a lado.
Deus colocou o homem naquele jardim. Deus deu ao homem uma ordem: cultivar a terra, melhorá-la e também guardá-la, pois o jardim não tinha muro.
Deus queria que o homem fosse esse muro, porque Deus sabia que o inimigo, o arcanjo, estava esperando do lado de fora. Ele queria entrar para seduzir o homem.
Portanto, Deus criou o homem não apenas para cultivar e melhorar a terra, mas também lhe deu a responsabilidade de ser o muro do jardim, para impedir a entrada do inimigo. Esse é o propósito de Deus.
Mas todos nós sabemos o que aconteceu. O homem que Deus criou era perfeito. Foi colocado no jardim do Éden ou, para dizer de maneira mais enfática, foi colocado diante das duas árvores: a árvore da vida e a árvore do conhecimento do bem e do mal.
Agora, queridos irmãos e irmãs, não pensem que a árvore do conhecimento do bem e do mal era uma árvore ruim. No jardim do Éden, todas as árvores eram boas.
Entre as boas, a melhor era a árvore da vida, e ao lado dela estava a árvore do conhecimento do bem e do mal. O que pode ser melhor do que o conhecimento do bem e do mal? Não é o melhor de tudo, mas vem logo depois.
Assim, por assim dizer, Deus colocou o homem diante das duas árvores para permitir que ele escolhesse. Ora, o que é o livre-arbítrio se não há liberdade para escolher?
Deus criou o homem segundo a Sua imagem e a Sua semelhança, por isso deu ao homem o livre-arbítrio. O livre-arbítrio é a maior dádiva que Deus concedeu ao homem. Mas quantos problemas o livre-arbítrio pode trazer!
Se vocês tivessem uma vontade que só pudesse obedecer a Deus, pensariam em como isso seria bom. Mas não teriam personalidade.
Por isso Deus deu ao homem o livre-arbítrio. O que é o livre-arbítrio se não há liberdade para escolher? É por isso que encontramos duas árvores no meio do jardim do Éden: a melhor de todas e a segunda melhor, não a melhor e a pior.
Ora, o que é superior a todas as demais coisas? O intelecto. Ele vem em segundo lugar. Assim, Deus colocou essas duas coisas — a melhor de todas e a segunda melhor — diante do homem e o capacitou a fazer sua escolha.
Irmãos e irmãs, todos nós conhecemos a história.
Mas, graças a Deus, Ele não permitiria que esse pecado continuasse. Assim, no devido tempo, o próprio Filho de Deus, que havia oferecido a Si mesmo antes da criação, veio a este mundo.
Em Filipenses 2:5-11, encontramos uma descrição da encarnação do amado Filho de Deus neste mundo.
Ele era igual a Deus, e isso não era algo de que precisasse Se apoderar. Neste mundo, vemos que houve alguém que tentou se apoderar da igualdade com Deus: Satanás.
Mas aqui encontramos o Filho unigênito de Deus, a Quem Ele amava e a Quem queria dar tudo. Ele era igual a Deus, e isso não era algo de que precisasse Se apoderar; era Seu por direito.
Isso é uma indicação para nós, para nos mostrar que houve alguém — um arcanjo — que não tinha o direito de ser igual a Deus e, ainda assim, queria ser igual a Deus.
Ao contrário, encontramos o Filho de Deus, que era igual a Deus, e isso não era algo de que precisasse Se apoderar, porque era Seu por direito. Contudo, Ele esvaziou a Si mesmo.
Irmãos e irmãs, quando o Filho de Deus veio a este mundo para ser homem, Ele teve de esvaziar a Si mesmo. Quão grande deve ter sido esse esvaziamento!
Às vezes falamos sobre esvaziamento. Mas de quanto vocês podem se esvaziar? Em outras palavras, quanto há dentro de vocês que possa ser esvaziado? Quase não temos nada além de pecado e, ainda assim, não queremos nos esvaziar. Preferimos manter o pecado dentro de nós.
Mas olhem para o Filho de Deus. Ele era igual a Deus, e isso não era algo de que precisasse Se apoderar; era Seu direito. Contudo, Ele estava disposto a esvaziar a Si mesmo.
Ele não poderia Se esvaziar de Sua divindade, de Seu ser Deus, porque é isso que Ele é. Mas estava disposto a Se esvaziar de toda a glória, honra e posição associadas à condição de Deus. Quão grande deve ter sido esse esvaziamento!
Queridos irmãos, às vezes falamos sobre esvaziamento. De quanto vocês precisam se esvaziar? Provavelmente, aquilo de que precisam se esvaziar é o pecado.
Não temos direitos, não temos mérito, não temos posição alguma, mas apenas pecado. Contudo, graças a Deus, Ele quer que sejamos esvaziados até mesmo de nosso pecado por meio da redenção de nosso Senhor Jesus.
Portanto, aqui encontramos nosso Senhor: Ele esvaziou a Si mesmo. Não poderia Se esvaziar de Sua divindade; Ele continua sendo Deus. Enquanto nosso Senhor estava na terra, Ele continuava sendo Deus.
Ele poderia fazer o que quisesse, e vemos que Satanás O tentou dessa maneira. Mas Ele não o faria. Havia esvaziado a Si mesmo; isto é, havia deixado de lado Sua glória. Veio a esta terra como homem — fraco e limitado.
Contudo, viveu Sua vida como homem, obedecendo a Deus em tudo.
Nos Evangelhos, encontramos Suas palavras:
Nada posso fazer por Mim mesmo. Faço porque vi Meu Pai fazer. Não posso ir a lugar algum por Mim mesmo. Faço porque vi Meu Pai fazer.
Ele disse a Seus irmãos, que não criam Nele:
O vosso tempo está sempre pronto.
Eles disseram: “Por que Tu não vais a Jerusalém durante a festa, para que Teus discípulos possam Te ver e Te seguir?”.
Mas o Senhor disse:
Meu tempo não está em Minhas mãos. O vosso tempo é sempre oportuno, mas Meu tempo está nas mãos de Deus.
Ele nunca fez coisa alguma por iniciativa própria. Fazia porque via Seu Pai fazer e porque Seu Pai queria que Ele fizesse.
Essa é a vida de nosso Senhor Jesus. Ele Se entregou completamente a Deus.
Creio que todos nós conhecemos os quatro Evangelhos, e eles nos dão evidências suficientes de como nosso Senhor Jesus Se recusava a fazer qualquer coisa por iniciativa própria. Tudo o que dizia, aonde quer que fosse, tudo o que fazia, era sempre de acordo com o Pai.
Essa é uma vida totalmente esvaziada, totalmente consagrada a Deus. Essa é a vida que Ele nos deu, para que nós também, pela graça de Deus, possamos nos esvaziar e permitir que Deus seja tudo para nós.
Assim, em Filipenses 2, lemos que Ele esvaziou a Si mesmo a ponto de ir à cruz, onde Se entregou totalmente a Deus. Isso é redenção.
De fato, agradecemos ao Senhor quando lemos sobre Sua vida na terra. Que esvaziamento Ele realizou! O inimigo O tentou: “Tu és Deus. Tu poderias fazer isso”. Mas Ele Se recusou, porque Se colocou na posição de homem, não de Deus.
Portanto, irmãos e irmãs, por causa do que Ele fez por nós na cruz, o Pai O exaltou sobremaneira, dando-Lhe um nome acima de todo nome.
Ao Seu nome, todo joelho se dobrará, e toda língua confessará que Jesus é o Senhor. Como é bom, irmãos e irmãs, podermos confessá-Lo como Senhor hoje!
Se vocês não O confessarem hoje, um dia terão de confessá-Lo como Senhor. Mas aquele será um dia triste, porque vocês estarão no inferno para sempre.
Mas, graças a Deus, este é um dia maravilhoso para cada um de nós. Podemos confessar Jesus como nosso Senhor. Podemos exaltar Seu nome.
Por causa disso, temos a obrigação de ouvi-Lo, de nos entregar totalmente a Ele e de permitir que Sua vontade seja feita em nossa vida assim como é feita no céu.
Portanto, queridos irmãos e irmãs, graças a Deus podemos estar aqui nesta manhã para ouvir estas palavras. Não pertencemos a nós mesmos; fomos comprados por um preço.
É nossa responsabilidade, nosso dever e até mesmo nossa alegria ouvir o Senhor Jesus, ouvir a voz mansa e suave que fala conosco e permitir que Ele trate conosco.
Devemos aprender a obedecer-Lhe e a segui-Lo. Essa é a maravilhosa vida de um cristão.
Queridos irmãos e irmãs, aqui estamos. Não pertencemos a nós mesmos; fomos comprados por um preço — a própria vida de nosso Senhor Jesus. Que preço Ele pagou por nós!
Deveríamos negligenciá-Lo e decidir viver nossa própria vida, sabendo que, se vivermos nossa própria vida, a perderemos? Mas, se estivermos dispostos a perder nossa vida por amor a Ele, nós a ganharemos por toda a eternidade.
Portanto, queridos irmãos e irmãs, é por isso que estamos aqui nesta manhã: para nos entregar totalmente a Ele.
“Senhor, Tu nos compraste com Tua própria vida. Não pertencemos a nós mesmos; somos Teus. Capacita-nos a seguir-Te, não apenas nas grandes coisas, mas também nas pequenas. Em nossa vida diária, que aprendamos a obedecer ao Senhor e a permitir que Ele viva em nós e por meio de nós, para que Deus seja glorificado.”
Essa é a vida cristã.
Portanto, queridos irmãos e irmãs, graças a Deus. Por Sua graça, Ele nos salvou e nos salvará plenamente. Não queremos ser salvos pela metade. Queremos ser salvos para todo o sempre, para que possamos estar com Ele por toda a eternidade.
Creio que esse é o desejo de nosso coração. Portanto, graças a Deus, nós nos entregaremos a Ele e permitiremos que Ele faça essa obra perfeita em cada um de nós.
Que o Senhor os abençoe. Vamos orar?
Querido Senhor, queremos agradecer-Te porque antes estávamos mortos em pecados e transgressões e, ainda assim, Tu nos amaste tanto. Estavas disposto a vir a este mundo miserável e a Te entregar tão inteiramente a Deus.
Tu vieste para nos redimir de nossos pecados, para nos encher com Tua própria vida e para nos capacitar a seguir-Te. Senhor, por isso somos gratos.
Estando aqui hoje, Senhor, mais uma vez nos entregamos totalmente a Ti. Que a Tua perfeita vontade seja feita em cada um de nós.
Estamos aguardando Teu retorno iminente. Senhor, vem, vem depressa. Pedimos em Teu nome. Amém.