Tu estás aqui. Entregamos este tempo em Tuas mãos e pedimos que Tu sejas a resposta a todas as nossas perguntas. Que a Tua presença, que vimos manifesta nesta manhã, nos capacite agora a ouvir a Tua própria voz e a ser completamente transformados de glória em glória. Pedimos em Teu nome. Amém.
Este deveria ser um momento de perguntas e respostas, mas sempre sinto que esse não é bem o termo adequado. As perguntas estão certas, mas a resposta é questionável, porque quem pode responder às nossas perguntas, se realmente forem perguntas?
Somente o próprio Deus pode ser a resposta. Somente Ele pode responder; ninguém mais pode fazê-lo. Portanto, o que estamos fazendo nesta manhã é tentar remover alguns dos obstáculos relacionados às nossas perguntas, para que possamos receber a resposta do próprio Senhor.
Somente o Senhor é a nossa resposta, e penso que, mais cedo ou mais tarde, descobriremos como isso é verdadeiro. Então, tenham paciência conosco enquanto procuramos remover alguns dos seus obstáculos, para que vocês possam ir ao Senhor em busca da resposta certa. Que o Senhor lhes dê a resposta certa para a vida de vocês.
Recebi duas perguntas. A primeira: “Gostaria de saber se o homem foi criado principalmente para derrotar o inimigo, visto que foi criado um pouco menor que os anjos, ou se, independentemente do inimigo, o homem teria sido criado para a glória de Deus”.
Ora, essa é uma pergunta hipotética, porque a Bíblia, a Palavra de Deus, nos diz muito claramente que Deus criou o homem com um propósito. Deus nunca fez nada sem propósito. Ele é um Deus de propósito. Portanto, quando criou o homem, criou-o com um propósito definido. Essa é a razão de estarmos aqui.
A Palavra de Deus nos diz que, quando Deus criou o homem, havia um propósito por trás de Sua criação. A Palavra de Deus nos diz que Ele criou o homem tendo em vista um propósito muito específico.
Ele criou o homem porque queria usá-lo para derrotar Seu inimigo. Como já dissemos, destruir Seu inimigo é algo fácil para Deus. Ele pode fazer isso com um sopro. Mas isso não Lhe daria glória.
Assim, para que haja glória para Deus, Ele, como a Bíblia nos diz, criou o homem porque vai usar o homem, um pouco menor que os anjos, para derrotar Seu inimigo. E isso trará glória a Deus. Isso está claramente declarado nas Escrituras.
Ora, não devemos nem podemos ir além da Bíblia e tentar encontrar algo diferente. O que devemos fazer é receber tudo aquilo que a Palavra nos diz.
Portanto, queridos irmãos e irmãs, não precisamos especular. Temos a Palavra de Deus nos dizendo muito claramente que fomos criados com um propósito, e esse propósito é que Deus queria, e quer, nos usar — sendo um pouco menores que os anjos — para derrotar Seu inimigo.
Penso que precisamos aprender a aceitar o que a Palavra de Deus nos diz, em vez de tentar especular sobre qualquer coisa. Creio que esse é o único caminho seguro diante de Deus.
Agora, há outra pergunta, mas ela está em chinês, então preciso tentar traduzi-la para o inglês. A pergunta é: “Em sua segunda mensagem, o senhor encerrou a oração dizendo: ‘Que Deus nos mostre em que ponto temos impedido nosso arrebatamento, de modo que o Senhor ainda não veio’. Lembro-me de que amava muito meu filho mais velho. Dei meu primeiro amor ao meu filho mais velho, mas ele já faleceu. Mostre-me como posso me arrepender”.
Ora, irmãos e irmãs, antes de conhecermos o Senhor, creio que todos nós havíamos dedicado nosso primeiro amor a alguém, a alguma coisa ou até a nós mesmos, mais do que a Deus. Todos nós fizemos isso.
Mas, graças a Deus, depois de nos salvar, Ele nos mostrou que Deus tem a primeira prioridade. Devemos amar a Deus de todo o coração, com todo o nosso afeto e com todas as nossas forças.
Vocês se lembram de que o próprio Senhor Jesus nos disse:
Se alguém amar seu pai ou sua mãe, seu irmão ou sua irmã, seus filhos ou sua esposa, ou até a si mesmo, mais do que a Mim, não pode ser Meu discípulo.
Deus faz uma exigência ao homem. Antes de crermos no Senhor Jesus, não conhecíamos esse mandamento. Não conhecíamos o propósito de Deus ao nos criar. Cada um de nós vivia para alguma coisa que não era Deus.
Essa era a nossa vida passada, e era dessa vida que precisávamos nos arrepender para voltar ao propósito original de Deus ao nos criar.
Todos nós havíamos feito isso. Mas, graças a Deus, um dia percebemos que devemos amar a Deus mais do que qualquer outra coisa. O Senhor Jesus nos disse muito claramente:
Se amares teu pai ou tua mãe, teu irmão ou tua irmã, teus filhos ou tua esposa, ou até a ti mesmo, mais do que a Mim, não podes ser Meu discípulo.
Esse versículo significou muito para mim, porque foi ele que me levou ao arrependimento. Eu amava tanto meu pai que desobedeci ao mandamento de Deus.
Depois de ser salvo, eu pensava que amava a Deus de todo o coração. Mas logo descobri que essa palavra era verdadeira. Por causa de meu pai, eu não conseguia obedecer a um dos mandamentos de Deus.
Qual era? Era este:
Quem ama seu pai ou sua mãe mais do que a Mim não pode ser Meu discípulo.
Graças a Deus, depois de ser salvo, sempre quis ser discípulo de Cristo. Mas, nesse ponto, descobri que não conseguia obedecer. Tratava-se especificamente da questão do batismo.
Meu pai era pastor metodista. Quando nasci, ainda bebê, ele me batizou por aspersão — algumas gotas de água sobre minha cabeça.
Então, depois de ser salvo, quando as pessoas começaram a me dizer que eu precisava ser batizado por imersão, porque essa é a única forma encontrada na Bíblia, eu sempre discutia com elas.
Não por causa da forma, mas porque eu dizia: “Quando meu pai me batizou por aspersão, ele me batizou em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Preciso honrar o nome de Deus”.
Por isso, eu me recusava a ser batizado por imersão. Mas, ao ler a Bíblia, descobri que era isso que ela nos ensinava. Então, o que eu poderia fazer?
Eu disse a Deus: “Não é conveniente que eu seja batizado por imersão agora, por causa de meu pai. Não quero desagradá-lo. Mas, depois que eu for independente, serei batizado por imersão”.
Mas, queridos irmãos e irmãs, Deus não me deixava em paz. Essa questão voltava a mim repetidamente. Diferentes pessoas começaram a me falar sobre o batismo por imersão, e eu sempre discutia com elas: “Preciso honrar o nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo”.
Certo dia, eu estava visitando meu amigo, que morava ao lado de um vigia. Mais uma vez, ele mencionou essa questão da imersão. Eu disse: “Não, preciso honrar o nome de Deus”.
Ele viu que não havia jeito nem esperança para mim, então foi dormir. Eu estava sentado ali, no quarto dele, e comecei a orar.
Eu disse: “Senhor, prometi a Ti que, quando me tornasse independente, seria batizado por imersão — não agora”.
Irmãos e irmãs, essa foi a primeira vez em minha vida que ouvi algo que parecia uma voz audível. Eu a ouvi, e a voz me disse:
Quem ama seu pai, sua mãe e assim por diante,
não pode ser Meu discípulo.
Não havia ninguém falando. Deus estava falando comigo por meio de Sua Palavra. Quando isso aconteceu, fiquei completamente quebrantado.
Eu disse ao Senhor: “Meu maior desejo é ser Teu discípulo. Quero seguir-Te, mas isso não é conveniente neste momento. Prometo a Ti que farei isso mais tarde”.
Mas então essa palavra veio a mim novamente:
Quem ama seu pai, sua mãe e assim por diante,
não pode ser Meu discípulo.
Essa palavra me quebrantou. Eu disse ao Senhor: “Vou obedecer”.
Então desci, fui à casa do vigia ao lado e bati à porta. Ele me conhecia e disse: “O que você quer?”. Eu disse: “Quero ser batizado por imersão”.
Ele conhecia meu pai, então perguntou: “Seu pai sabe disso?”. Eu disse: “Não, mas o Senhor me disse que devo fazer isso”. Assim, fui batizado no dia seguinte.
E sabem, irmãos e irmãs, depois que fui batizado, o Senhor começou a abrir meu entendimento. Cada vez mais coisas da Palavra de Deus me foram reveladas.
Esse foi o início de minha verdadeira vida espiritual. Antes disso, eu era salvo e zeloso, servia ao Senhor, por assim dizer — ia ao interior pregar o evangelho e orava pelos enfermos. As pessoas me consideravam um cristão muito bom.
Mas, queridos irmãos e irmãs, eu estava em trevas. Quando obedeci ao Senhor, Ele abriu meu entendimento. Parecia que o céu se abria para mim. Comecei a enxergar cada vez mais coisas na Palavra de Deus. Esse foi o início de minha verdadeira vida espiritual.
Portanto, irmãos e irmãs, antes de crermos no Senhor, todos nós havíamos feito isso, porque não O conhecíamos. Mas, depois de sermos salvos, esse é um desafio para todos nós.
Há alguém em sua vida que você ama mais do que a Cristo Jesus? Se não forem outras pessoas, talvez seja você mesmo.
Precisamos nos arrepender disso e aprender a amar o Senhor mais do que qualquer pessoa, até mais do que a nós mesmos. Caso contrário, como podemos ser discípulos de Jesus Cristo?
Essa é uma condição. Esse é um desafio para todo crente. O Senhor exige que O amemos mais do que qualquer outra pessoa. Temos feito isso?
Quando fizermos isso, descobriremos que o céu começa a se abrir para nós. Revelação após revelação nos será concedida. Essa é a porta para a vida espiritual.
Essa é a razão pela qual, na Grande Comissão, o Senhor disse:
Ide e batizai-os em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.
É como se o batismo fosse a porta para o entendimento espiritual.
Portanto, irmãos e irmãs, esse irmão que, no passado, amava seu filho mais velho acima de tudo — isso era normal no que diz respeito à vida humana. Mas, depois de crermos no Senhor Jesus, evidentemente esse irmão foi desafiado pela Palavra de Deus, embora não soubesse como responder.
Graças a Deus, o passado está coberto pelo sangue. Tudo o que fizemos no passado, quando nos arrependemos, Deus apagou com o precioso sangue de nosso Senhor Jesus. Portanto, não há acusação contra esse irmão.
Basta dizer ao Senhor:
Arrependo-me do que fiz no passado.
Obrigado por teres me purificado com o precioso sangue.
Hoje me ofereço novamente a Ti.
Guia-me e conduze-me adiante, para que eu seja um verdadeiro discípulo Teu.
Essa é a oração que podemos fazer. Graças a Deus, Ele promete nos ouvir. Que esse irmão veja que o passado está coberto pelo sangue de nosso Senhor Jesus, levante os olhos para o Senhor e prossiga em direção ao alvo.
Recebi duas perguntas, e elas, até certo ponto, se sobrepõem. Vou ler ambas, e então podemos tratar da primeira e depois da segunda.
A primeira pergunta diz: “O que significa dar um passo de fé quando não há uma direção clara? Esperamos para ouvir o que o Senhor tem a nos dizer ou devemos procurar aquilo que Ele planejou?”.
A segunda pergunta diz: “Estou na faculdade, e isso traz muitas responsabilidades e pressões: manter uma boa média de notas, construir um currículo e depois conseguir um emprego. Quero conhecer o Senhor, buscar Sua vontade e não deixar que o mundo me prenda. Mas como equilibrar a pressão do mundo para conseguir um bom emprego, que permita me sustentar, com o abandono de todas as coisas, considerando-as como refugo? Embora outros talvez pensem que nós, universitários, não temos preocupações, discordo totalmente”. Uma carinha sorridente.
Bem, vou começar dizendo que essas são perguntas que eu mesmo já fiz, e não faz tanto tempo assim. Vou dizer, repetindo o que o irmão Kong acabou de dizer: essas perguntas precisam ser respondidas pessoalmente pelo Senhor a cada um de nós.
São perguntas do coração. É bom que estejamos nos questionando e procurando respostas, porque o mundo nos diria que é muito óbvio: devemos correr atrás de todos os nossos sonhos e seguir nosso próprio caminho.
A primeira pergunta é: “O que significa dar um passo de fé quando não há uma direção clara?”. É claro que essa é a natureza da fé. Se houvesse uma direção clara, nós a veríamos com os olhos e saberíamos para onde ir.
Mas frequentemente somos colocados numa situação em que não há uma direção óbvia e clara pela qual o Senhor quer que sigamos. Então precisamos perguntar. Essa é uma das grandes maneiras pelas quais o Senhor nos alcança em determinados momentos de nossa vida.
O Senhor conhece as preocupações de nosso coração e usa esses momentos para nos alcançar, colocando uma pergunta em nosso coração. Ele espera que nos voltemos para Ele e comecemos um diálogo com Ele em torno dessa pergunta. Seu objetivo final, é claro, é o crescimento de nossa vida espiritual.
O passo de fé — não sei de onde essa expressão veio originalmente —, mas nos lembramos de que, em Mateus 14, o Senhor havia acabado de alimentar milhares de pessoas perto do mar da Galileia. Ele pediu aos discípulos que fossem primeiro, de barco, para o outro lado do mar.
Os discípulos estavam no barco durante uma noite de tempestade. As águas estavam revoltas. Então, no meio da noite, o Senhor decidiu, como somente Ele pode fazer: “Bem, vou caminhar até onde eles estão”. E o Senhor começou a andar sobre o mar em direção a eles.
Os discípulos O viram e pensaram que fosse um fantasma. Então Pedro disse:
Senhor, se Tu me chamares, irei a Ti sobre as águas.
O Senhor disse:
Vem.
Pedro teve de dar um passo de fé. Não sei se essa é a origem da expressão, mas certamente Pedro precisou dar um passo de fé.
Ele estava com os olhos no Senhor e saiu do barco para o mar tempestuoso. A Bíblia nos diz que a água estava agitada; havia ondas. Enquanto olhava para o Senhor, ele começou a andar sobre as águas.
Então seus olhos se voltaram para a tempestade, para o vento e para tudo o que acontecia ao seu redor. Ele começou a afundar, clamou ao Senhor, e o Senhor veio salvá-lo.
O que isso tem a ver com a pergunta? Um passo de fé acontece quando estamos com os olhos fixos no Senhor. Não afundamos quando nossos olhos estão fixos Nele.
Vou retomar o que compartilhei nas mensagens: às vezes somos tentados a pensar que, se pudermos aprender os passos para segui-Lo, isso é tudo de que precisamos. Mas não podemos fazer assim, porque a primeira coisa, e a mais importante, é que vejamos Cristo e conheçamos Cristo.
Quando temos em nosso coração esse desejo de vê-Lo e olhar para Ele, em algum momento Ele nos mostra um passo a dar. Pedro pediu isso: “Se Tu me chamares, irei”. Foi uma sugestão de Pedro, e então o Senhor lhe deu a confirmação.
Pedro saiu do barco dando um passo de fé e, enquanto manteve os olhos no Senhor, estava tudo bem. Penso que a pergunta está dizendo: “Queremos seguir na direção certa e queremos fazer a coisa certa”. Isso é bom. É um coração que deseja agradar a Ele.
A primeira coisa, e a mais importante, é mantermos os olhos fixos no Senhor, sempre buscando a Ele e sempre tendo em vista o Seu desejo.
Ontem compartilhei um pouco sobre Sara. Hebreus diz que Sara considerou fiel Aquele que havia prometido. O passo de fé não consiste tanto em confiarmos, por nós mesmos, que as circunstâncias estão certas e dizermos: “Sei que provavelmente é isso que Deus quer, então vou simplesmente fazer”.
O propósito dessas coisas é que tenhamos uma visão cada vez maior do Senhor. O irmão Dana estava compartilhando sobre como vemos o Senhor, depois conhecemos o Senhor e então temos fé para seguir e dar um passo. Isso nos leva a vê-Lo e conhecê-Lo ainda mais, e então a dar outro passo.
O que vemos com Pedro é que ele viu o Senhor, o Senhor lhe deu uma instrução, e ele a seguiu. Ele precisava manter os olhos voltados para a frente. Portanto, a primeira coisa que eu diria é: mantenhamos os olhos no Senhor.
A segunda coisa é esta: Romanos 10 nos diz:
A fé vem pelo ouvir, e o ouvir, pela Palavra de Cristo.
Essa Palavra de Cristo não é uma palavra morta; é uma Palavra viva, que pode nos ser comunicada por meio da vida do Espírito Santo.
O irmão ou a irmã que escreveu a pergunta nos deu duas opções: esperamos para ouvir o que o Senhor tem a nos dizer ou devemos procurar aquilo que Ele planejou? Penso que a segunda sugestão — procurar aquilo que Ele planejou — significa perguntar a Ele.
Podemos fazer muitas coisas ao buscar o que Ele planejou. Podemos perguntar a outros irmãos e irmãs, o que muitas vezes ajuda. Podemos examinar a Palavra de Deus, o que sempre ajuda. E podemos orar, o que sempre ajuda.
Perguntar ao Senhor é realmente importante porque, nesses momentos em que não sabemos qual direção seguir, pensamos que a direção é o mais importante. Mas o que o Senhor realmente procura é um relacionamento mais profundo, para que O consultemos e perguntemos a Ele.
Ele quer que cresça em nós um coração que diga: “Só quero estar contigo. Quero ver-Te e estar perto de Ti”. Essas coisas são tão importantes para Ele que, mesmo que fizéssemos a coisa certa ou seguíssemos na direção certa, se perdêssemos isso, não teríamos realmente ganhado o que deveríamos ganhar.
Quando estava preparando as mensagens e lendo sobre Abel, pensei em Caim e Abel. Caim foi o primeiro a pensar em apresentar uma oferta. De um ponto de vista mundano e legal, os dois pensaram em apresentar uma oferta, e ambos trouxeram ofertas.
Conhecemos alguns detalhes sobre as diferenças entre as ofertas deles, mas por que uma foi considerada favoravelmente e a outra não? Podemos escolher fazer a coisa certa e, ainda assim, perder uma oportunidade.
Dar um passo de fé não é apenas uma questão de direção. É uma questão de procurar estar mais perto do Senhor e permitir que o conhecimento da Palavra se torne real em nosso coração.
Às vezes, Ele permanece em silêncio por mais tempo do que gostaríamos. Digo isso por experiência pessoal; lembro-me de essas coisas acontecerem comigo. Às vezes, Ele permanece em silêncio por mais tempo do que gostaríamos, mas quer que continuemos a buscá-Lo e que não estejamos dispostos a dar um passo sem Ele.
Às vezes, por misericórdia, Ele fecha todas as portas, exceto uma. Perguntamos a Ele, e parece que aquele seria o caminho certo. Mas muitas vezes Ele fecha todas as portas, exceto duas; então precisamos buscá-Lo, consultá-Lo e pensar nas coisas de valor eterno.
Uma coisa é certa: o Senhor ama o coração que O busca para saber o caminho certo a seguir, e usa isso para nos fazer amadurecer.
O fato é que, muitas vezes, o Senhor está interessado em algo maior. Você ou eu podemos ter uma pergunta na vida sobre qual direção seguir, mas talvez haja uma questão mais profunda: pode ser que eu não tenha paciência para esperar por Ele ou esteja tão ansioso que não queira dar um passo de fé para segui-Lo.
Cada um de nós luta de maneira diferente com essas coisas. O Senhor pode pegar a pergunta que consideramos mais importante e usá-la para nos ensinar uma lição sobre aquilo que realmente é mais importante.
Podemos pensar que a decisão é: “Devo escolher A ou B?”. Mas o Senhor pode estar tentando nos ensinar a confiar Nele, ter paciência e escutar Sua voz. A decisão em si nem sempre é a coisa mais importante para Ele. O Senhor procura nos levar a buscá-Lo.
Por fim, esse é um assunto muito pessoal. Algumas dessas coisas não podemos aprender num livro nem simplesmente conversando com alguém sobre elas. O Senhor quer que saiamos e aprendamos na prática. É um aprendizado em campo.
Portanto, penso que devemos manter os olhos no Senhor, perguntar a Ele, orar e esperar Sua resposta. Espero que isso ajude.
A segunda pergunta apresenta um pouco mais de detalhes sobre o irmão ou a irmã que está na faculdade, com muitas responsabilidades e pressões: manter boas notas, construir um currículo e conseguir um emprego. A questão é como conhecer o Senhor, buscar Sua vontade e não deixar que o mundo nos prenda.
No ano passado, recebi uma pergunta semelhante. Quero apresentar um pouco do contexto, para que compreendamos o mundo em que nossos irmãos e irmãs estão vivendo.
Ao longo dos últimos vinte anos, mais ou menos, a economia mundial tem mudado. O custo de vida aumentou, e nós sabemos disso.
O mercado de trabalho está organizado de tal maneira que as grandes empresas podem escolher entre muitos candidatos. Quem contrata pode olhar para um candidato e dizer: “Este é o seu salário, mas estas são as expectativas para o seu trabalho”.
Você olha para essas expectativas e percebe que não é possível atendê-las numa semana de quarenta horas de trabalho. O que estão pedindo talvez exija, na realidade, sessenta horas.
Eu estava conversando com um irmão de Nova York, e ele me disse que, hoje em dia, noventa horas é normal. Com sessenta horas, você já está quase à beira de perder o emprego. Isso se tornou uma norma cultural.
Os salários podem estar aumentando, mas as horas de trabalho exigidas aumentaram numa proporção maior. O custo de vida também aumentou. Assim, nós, como irmãos e irmãs, carregamos esse peso: como conseguir esses empregos? Como mantê-los?
Se eu lhes dissesse que queria trabalhar quarenta horas por semana, poderia perder o emprego, e eles poderiam escolher entre muitas pessoas para me substituir.
Além disso, todos sabem que as casas estão muito caras hoje. Isso nos pressiona. Nós, pais, olhamos para nossos filhos e queremos poder sustentá-los. Essas são as realidades do mundo em que muitas pessoas estão crescendo.
Então consigo entender o que esse irmão ou essa irmã está escrevendo. Como conseguir empregos desejáveis? Mas a pergunta central é: como equilibrar a pressão do mundo com o considerar todas as coisas como perda?
Não quero ser duro, mas a verdade é que não há equilíbrio. Quando tentamos estar nos dois lugares, o mundo nos puxa para baixo.
Precisamos firmar em nossa mente que o equilíbrio não é a resposta. Isso é difícil — realmente difícil. Mas, quando tentamos manter um equilíbrio com o mundo, o mundo sempre fica com a melhor parte.
O inimigo é tão astuto hoje em dia, e suas estratégias são tão sofisticadas, que, quando tentamos equilibrar o Senhor e o mundo, o Senhor fica em desvantagem. Com o tempo, talvez nem percebamos o quanto temos nos afastado, e com que constância.
Isso é muito mais fácil de dizer do que de viver, mas penso que é importante estabelecer um padrão em nosso coração. Quando eu estava crescendo, ouvia irmãos falarem, e eles estabeleciam um padrão: olhe para o Senhor e não olhe para mais nada.
Em nosso meio, não é fácil ser um cristão apenas de domingo, e isso é bom. Os irmãos que o Senhor tem conduzido estabeleceram para nós um padrão: olhar para o Senhor e dizer: “Tu serás tudo”.
Quando vem a tentação do inimigo para buscar um equilíbrio com o mundo, é aí que sempre acabamos escorregando. Precisamos estabelecer em nosso coração que não há equilíbrio; seremos do Senhor.
Agora, isso não significa que não vamos conseguir um emprego. Trabalhar faz parte da vida normal, e não há nada de errado em conseguir um emprego. Ter um emprego não significa necessariamente que estamos presos ao mundo.
Mas precisamos ter cuidado e perguntar ao Senhor sobre cada oportunidade de emprego. Eu até sugeriria perguntar ao Senhor sobre cada noite de estudo. Ore antes de estudar.
Quando o Senhor começou a me trazer convicção em minha vida, e eu estava cursando química orgânica, costumava deixar o livro de lado e orar antes de começar a estudar. Não sei por que essa ideia me veio à mente, mas ela me ajudou muito a manter na perspectiva correta o que estava acontecendo.
Não há nada de errado em conseguir um emprego, mas isso está sob a autoridade do Senhor como Cabeça.
A pergunta diz: “Como conseguir um bom emprego?”. Bem, como definimos um bom emprego? Precisamos ser honestos conosco mesmos quanto a isso.
O mundo nos diria que um bom emprego tem certos critérios: boa remuneração, possibilidades de ascensão e prestígio. Essas são coisas que o mundo inteiro procura.
Eu sugeriria que um bom emprego é aquele que atende às necessidades práticas, como a capacidade de sustentar a família, mas também nos dá uma oportunidade de nos aproximarmos mais do Senhor.
Muitos empregos nos afastam do Senhor. Precisamos considerar essas questões diante Dele e perguntar a Ele, porque muitos empregos tomarão o lugar do Senhor em nossa vida.
Há crentes maravilhosos nesses empregos, e eles se destacam muito, porque dão testemunhos tão maravilhosos. Eu estava falando com meu irmão nesta manhã sobre Francis Collins.
Não sei se todos vocês conhecem Francis Collins. No meu campo de atuação, ele é um gigante. Foi diretor dos Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos e do Projeto Genoma Humano, e é um cristão dedicado.
Nesse meio, não há muitas pessoas como ele. Ele tem dado testemunho num lugar escuro do mundo.
Portanto, o ponto ao qual sempre voltamos é este: pergunte ao Senhor. Pergunte ao Senhor sobre cada situação, todos os dias. Se o Senhor o conduzir a isso, ore antes de estudar, ore antes das provas e entregue tudo a Ele.
Tenha o cuidado de não escolher um emprego que comprometa sua fé. Não entre em algo em que a desonestidade seja aplaudida ou em que não seja possível ter sucesso sem agir desonestamente.
Irmãos e irmãs, não aceitem um emprego que lhes roube a possibilidade de se reunir com os santos. Isso é crucial, porque sempre nos afasta do Senhor.
Não aceitem um emprego que lhes roube a possibilidade de se reunir com os santos no Corpo de Cristo. Isso é tudo o que eu havia preparado. Espero que ajude.
É maravilhoso podermos estar juntos nestes momentos, jovens e idosos. O pobre David teve de responder a todas as perguntas dos jovens — os millennials. Eles têm tantas perguntas. Quando você é velho, tem todas as respostas, se conseguir se lembrar das perguntas.
Isso acontece porque você praticamente já desistiu e disse: “Bem, Senhor, Tu terás de fazer isso”. Essa é a resposta. Mas estou me desviando do assunto.
Alguém fez uma pergunta. É claro que era para o irmão Kong, mas isso nem precisa ser dito. Agora ela foi passada para mim. É uma ótima pergunta, porque tem uma aplicação específica. Querem saber sobre a vida coletiva.
A pergunta é: “O Senhor disse: ‘Eu sou o Primeiro e o Último’. Como aprendemos, coletivamente na igreja, que Ele é o Primeiro e o Último?”.
Essa é realmente uma ótima pergunta. Se vocês estavam ouvindo o irmão Stephen no primeiro dia, perceberão o contexto do que estavam dizendo.
Abram em Apocalipse 1. Vemos João cair diante da visão desse glorioso Rei e Sumo Sacerdote, que é o próprio Senhor Jesus.
Quando vê essa visão, ele cai como morto. Apocalipse 1:17-18 diz:
Quando O vi, caí a Seus pés como morto.
E Ele pôs sobre mim a Sua mão direita, dizendo: Não temas;
Eu sou o Primeiro e o Último, e Aquele que vive;
estive morto, mas eis que estou vivo pelos séculos dos séculos,
e tenho as chaves da morte e do Hades.
O irmão Stephen, ao falar sobre as sete igrejas, disse que, em certo sentido, mais importante do que ouvir o que o Senhor diz às igrejas é vê-Lo como Aquele que está sobre a igreja.
O ponto de partida é vê-Lo como o Primeiro e o Último. Depois disso, somos capazes de compreender Seus elogios e Suas repreensões à luz de Quem Ele é.
A cada igreja à qual o Senhor Jesus fala especificamente, Ele Se dirige sob um determinado aspecto dessa visão. Em Apocalipse 2, Ele fala à igreja em Éfeso como Aquele que tem as sete estrelas em Sua mão direita e anda entre os sete candeeiros de ouro.
O que o Senhor está dizendo é: “Antes que Eu diga qualquer coisa, vocês Me veem de pé no meio de vocês, segurando os servos de Deus em Minha mão direita e estando entre vocês, como candeeiro? Vocês veem isso? Então podem ouvir estas palavras”.
Assim que vemos o Senhor, um ajuste acontece. Quanto a essa pergunta específica — “Eu sou o Primeiro e o Último” —, observem que, à igreja em Esmirna, Ele vem especificamente e diz: “Olhem para Mim”.
A igreja de Esmirna precisava ver que Ele era o princípio e o fim tanto quanto precisava ouvir o que Ele queria dizer.
Ao anjo da igreja em Esmirna escreve:
Estas coisas diz o Primeiro e o Último, que esteve morto e tornou a viver.
Vocês Me veem? Eis o que digo a vocês.
Minha primeira pergunta seria pessoal, antes de chegarmos ao aspecto coletivo: temos visto o Primeiro e o Último? Temos visto a Ele como o Primeiro e o Último?
De modo geral, se você vê o Senhor Jesus como o Primeiro e o Último — o princípio e o fim, o Alfa e o Ômega, e, na verdade, Alfa, Beta, Gama, Delta, Épsilon e assim por diante —, é isso que Ele quer dizer com Alfa e Ômega.
Ele não quer dizer apenas: “Eu sou a primeira letra e a última; você preenche as outras”. Não. “Eu sou cada letra de sua vida.” Temos visto isso?
Como uma pequena pergunta bíblica: quando vemos pela primeira vez o Senhor chamar a Si mesmo de Primeiro e Último? Vou dar uma dica: Ele não diz Alfa e Ômega, porque diz isso em hebraico. Alfa e Ômega são letras gregas.
Vocês encontram isso em Isaías 40 e várias vezes nessas passagens, nas quais Ele diz: “Eu sou”. O que isso significa? O princípio e o fim.
Ele diz: “Israel, você voltou do cativeiro. Quero que testemunhe ao mundo que há somente um Deus e que Eu tenho sua história em Minhas mãos. Eu o tomei, Eu lhe dei nascimento, Eu o conduzi pelo deserto, Eu o levei à terra prometida, Eu o levei ao cativeiro e Eu o trouxe de volta. Eu sou o Primeiro e o Último”.
Você faz parte da Minha história. Gosto disso, David. É linguagem dos millennials. Fazemos parte da história Dele — em inglês, His story soa como history, entenderam? É um pequeno jogo de palavras. Os chineses não traduziram isso muito bem.
Fazemos parte da história. Quando você percebe isso, algo sai imediatamente de seus ombros. O que é? “Tenho perguntas. O que devemos fazer?” Mas Ele diz: “Eu sou o Primeiro e o Último. Já respondi às suas perguntas”.
“Eu sou o Primeiro e o Último.” Que pergunta você poderia ter? Jó teve, basicamente, trinta e oito capítulos de perguntas, e então o Primeiro e o Último apareceu. Vocês perceberam que Jó não teve mais perguntas?
Quando ouvimos o irmão David compartilhar no contexto dos millennials, eles são quase como brinquedos de corda: perguntas, perguntas, correndo de um lado para o outro. “O que devo fazer? Que faculdade devo escolher? Que emprego?” Bum, bum.
O Senhor precisa deixar você seguir até que a corda acabe. Finalmente, você bate na última parede e diz: “Eu desisto”. Então Ele diz: “Eu sou o Primeiro e o Último de sua vida. Eu o conhecia antes de você nascer”.
“Todas aquelas coisas que levaram à sua salvação, Eu as organizei. Agora, você acha que Eu posso escolher um emprego para você? Já escolhi seu futuro.”
Agora, com relação à igreja, se vemos que Ele é o Primeiro e o Último, permitam-me ser um pouco místico por um momento.
No sentido mais amplo, quando O vemos vir à Sua igreja como o Primeiro e o Último, percebemos que essa noiva foi escolhida Nele antes da fundação do mundo.
Toda a história da Antiga Aliança foi uma preparação para a noiva, e, por meio de Jesus, Ele formou a noiva. Ele foi o princípio da noiva quando, de Seu lado, saíram sangue e água, e a igreja nasceu.
No Pentecostes, o Espírito desceu, e Ele foi o princípio de tudo. Se você quer compreender a igreja, precisa ver que aquilo que Ele começou no Calvário e no Pentecostes já está completo na Nova Jerusalém.
Ele fará isso. Ele foi o Alfa; Ele é o Ômega. Às vezes, quando vejo a condição da igreja, digo: “Não há esperança. Como poderemos algum dia estar preparados, ser Sua noiva, ser santos e agradar a Ele?”.
Ele diz: “Eu escolhi. Eu determinei. Eu farei”.
O próximo lugar em que vemos “Eu sou o Primeiro e Eu sou o Último” é bem no final de Apocalipse. Vamos olhar isso por um momento, apenas para reforçar o que eu disse.
João é levado ao Ômega, ao destino da igreja. Há sete igrejas na Ásia Menor, e João ainda está neste planeta, carregando um peso por elas. Então o Espírito o eleva e lhe permite ver Apocalipse 21.
Ao ver surgir o novo céu e a nova terra, Apocalipse 21:2 diz:
E vi a cidade santa, a Nova Jerusalém, que descia do céu, da parte de Deus,
preparada como uma noiva adornada para seu esposo.
Aí está: a noiva estará pronta. A igreja será a Nova Jerusalém e estará adornada para seu Esposo.
Então, depois de descrever Deus habitando permanentemente com o homem na Nova Jerusalém, Apocalipse 21:6 diz:
Está feito.
Eu sou o Alfa e o Ômega,
o princípio e o fim.
Um dos verdadeiros avanços em minha vida pessoal aconteceu quando vi que a igreja já era gloriosa. Está feito.
Nos lugares celestiais, quando Jesus entrou e ofereceu o sacrifício perfeito no verdadeiro tabernáculo, que está no céu, toda a obra em favor de uma igreja gloriosa foi realizada.
Daquele momento em diante, o que o Senhor tem feito é trazer ouro, pérolas e pedras preciosas para Sua cidade por meio de nossa vida, até que a Nova Jerusalém esteja completa.
Isso já foi feito, e é perfeito. Mas agora está recebendo acréscimos por meio de nossa vida, à medida que Ele produz em nós ouro, pedra preciosa e pérola.
Quando vi isso, disse: “Senhor, vai dar certo. Tu já fizeste isso. Se Tu já fizeste, significa que aqui embaixo Tu o farás, porque precisamos ver ‘Está consumado’ antes de podermos ver que está sendo consumado”.
Como aprendemos, coletivamente na igreja, que Ele é o Primeiro e o Último? Permitam-me abordar isso em relação à nossa conferência desta semana.
A igreja não pode viver sob essa visão a menos que O vejamos como o Primeiro e o Último. Enquanto estamos reunidos, especialmente entre os que exercem a liderança, em algum momento precisamos ver que Ele está de pé em nosso meio.
Isso não é uma doutrina. Quando essa revelação foi escrita e as sete igrejas a receberam, vocês acham que, quando um dos irmãos se levantou e leu a carta diante da congregação em Esmirna, eles viram o Senhor de pé no meio deles como o Primeiro e o Último, que esteve morto e agora está vivo?
Se O viram, então puderam ouvir Sua mensagem. Para Esmirna, a mensagem era: “Não tenham medo. Eu sou o Primeiro e o Último. Tenho todo o destino de vocês em Minhas mãos. Não tenham medo”.
A segunda mensagem era: “Vocês são ricos, não pobres. Não deixem que a perseguição e a dificuldade os façam pensar que são pobres. Vocês são ricos porque têm a Mim”.
A terceira mensagem era: “Sejam fiéis até a morte”. Por quê? Porque “Eu estive morto e agora estou vivo, e a segunda morte não pode lhes causar dano”.
Se vocês veem Quem Eu sou, seja o que for que tenham de enfrentar — mesmo que alguns sejam lançados na prisão ou martirizados —, Eu sou o princípio e o fim da vida de vocês. Sua vida não terminará um instante antes do que Eu determinei.
Quando sua vida for entregue, mesmo como mártir por Minha causa, você jamais enfrentará a segunda morte, porque Eu estive morto e agora estou vivo, e você está vivo. Eu sou sua vida de ressurreição.
Se eles ouviram isso, puderam vencer as perseguições em Esmirna. A primeira coisa que a igreja precisa ver é que Ele é o Primeiro e o Último.
Não importa como a igreja cresceu, como a congregação se desenvolveu ou como vocês estão se reunindo; em algum momento, talvez o Senhor abra o céu e nos permita ver: “Estou realmente comprometido com vocês. Estou aqui. Olhem para Mim”.
“Estou inspecionando o candeeiro. Estou examinando vocês de perto porque, como lhes disse em Minha Palavra, Eu os amo. Vou lavá-los e tirar toda ruga e toda mancha. É por isso que estou aqui, no meio de vocês.”
Hoje há uma teologia na igreja em geral, e entre nós, acerca da presença de Deus. Queremos a presença de Deus. Todos os cânticos falam de sentir a presença de Deus.
Mas, quando Ele realmente está aqui, isso é tremendo. Somos humilhados em Sua presença.
Nós nos reunimos semana após semana. Muitos de vocês talvez se reúnam em grupos que partem o pão, ouvem a Palavra de Deus, ensinam as crianças e realizam reuniões de oração. Não seria maravilhoso se vocês pudessem perceber Seus pés firmados no meio de vocês?
“Estou muito perto. Sei do que vocês precisam. Eu sou o Primeiro; Eu sou o Último. Sejam quais forem os problemas de vocês, Eu os venci.”
Especialmente quando vemos “Eu sou o Primeiro; Eu sou o princípio e o fim; estive morto e agora estou vivo”, vemos o que João viu na visão de Jesus: a igreja está sobre o terreno da ressurreição.
Tudo o que não estiver nesse terreno, Ele vai podar. “Eu sou o Primeiro e o Último. Estive morto e agora estou vivo. Esta igreja agora está viva em Minha presença, sobre o terreno da ressurreição.”
A primeira coisa que precisamos fazer é vê-Lo. Vê-Lo, conhecê-Lo, segui-Lo. Mas primeiro é preciso vê-Lo.
Se não O vemos nem compreendemos que nosso destino está em Sua mão e que Ele é soberano, continuaremos cheios de perguntas.
Quando Deus aparece e você O vê, penso que você para de fazer perguntas. Para a igreja que tem muitas perguntas, a primeira coisa é esta: quando Ele aparece, vocês não têm perguntas. Ele é absoluto.
O Senhor quer restaurar Sua igreja, mas precisamos permitir que Ele venha para o meio dela e fale soberanamente, sem questioná-Lo.
Havia um grupo que eu visitava mais ou menos a cada dois anos. Quinze ou vinte anos atrás, havia muitos jovens. Era uma igreja que parecia ter mais jovens do que adultos, e todos eles eram millennials. Sempre tinham perguntas.
Eu ministrava uma série de mensagens, outros irmãos falavam, e então chegávamos ao momento de perguntas e respostas. Eles tinham mais perguntas. Eu não sabia de onde as tiravam. Será que estavam entrando na internet para encontrar essas perguntas?
Assim que você começava a lhes dar uma resposta, eles já estavam ocupados descobrindo outra pergunta.
Na presença do Princípio e do Fim, nós nos curvamos diante do Senhor e dizemos: “Senhor, a única maneira de restaurar e aperfeiçoar Tua igreja e preparar Tua noiva é que Tu tenhas a palavra absoluta. Sê o EU SOU. Mostra-nos o caminho a seguir”.
Nós O vemos assim? Confesso a vocês que muitas congregações não veem o Senhor. Podem falar de Sua presença e até sentir Sua presença, mas a primeira chave é vê-Lo como o Princípio.
Ele é o Cabeça. Ele é o Senhor. Ele quer tornar-Se o Senhor da igreja na prática — o Cabeça na prática.
Em outras palavras, Ele é antes de todas as coisas e é o Cabeça sobre todas as coisas para a igreja. Tudo o que fazemos precisa passar pelo Cabeça.
Não deveria mais haver ações independentes dos membros, cada um se agitando e se movimentando segundo seu próprio ministério. Deveria haver coordenação, porque tudo está sob o Cabeça.
Ele é o Princípio. Então, por onde começamos? Como começamos essa restauração?
Como o remanescente começou aquela restauração quando voltou da Babilônia? Eles levantaram um altar. Sacrificaram e adoraram. Sacrificaram e adoraram. Sacrificaram e adoraram.
Essa é a primeira coisa: vamos ao nosso Deus como o Princípio e O vemos aperfeiçoando a igreja.
Quando vi o Senhor no meio dos candeeiros, vi que Ele realmente quer que Sua igreja seja de ouro puro. É isso que o candeeiro é. É por isso que Ele está ali. É isso que Ele vê.
Ele fará tudo o que for necessário para tornar aquela igreja um candeeiro inteiramente de ouro.
Vimos que Ele é o princípio e o fim, o Alfa e o Ômega, Aquele que esteve morto e está vivo, e que Ele está aqui em nosso meio. Agora, o que sabemos?
Precisamos saber algo para que o Senhor transforme a igreja em Sua preciosa noiva. O que o Senhor procura enquanto está de pé em nosso meio?
Não deveria surpreendê-los saber que nenhuma dessas sete igrejas era uma igreja perfeita. É porque havia pecadores nelas. Só nas nossas igrejas todos são perfeitos? Não.
Ele não está procurando uma igreja perfeita. Isso talvez os desconcerte. Ele procura aperfeiçoar a igreja, mas não procura uma igreja perfeita.
O que Ele procura? As pessoas podem pensar que Ele procura números: “Quantas pessoas levamos à salvação no ano passado? Quão maravilhosa é nossa adoração? Quantas pessoas participam de nossa reunião de oração? O que temos ligado e desligado?”.
Mas eis o que o Senhor procura: Ele derramou Sua vida por nós. Estando sobre o terreno da ressurreição, a igreja precisa revelar a vida de Cristo como o candeeiro, com Sua luz e Sua vida no alto.
Ele procura Sua própria vida.
É claro que Ele sabe que não seremos perfeitos, nem expressaremos essa vida perfeitamente. É por isso que continua quebrando nossos vasos, para que a glória possa sair.
Quando Ele olhou para Éfeso, o que estava errado? “Eu derramei amor ágape em vocês. Para onde ele foi? Vocês estão ocupados, ministrando e sendo fiéis de muitas maneiras, mas Eu lhes dei amor, e esse ágape desapareceu.”
“Se vocês não têm amor ágape, não estão Me representando. Agora, arrependam-se, ou tirarei o candeeiro. De que adianta ter um candeeiro se não há amor no alto dele?”
Deus é amor, e Jesus é amor. Vocês entendem o que estou dizendo? Ele procura a Si mesmo.
Em todas as sete igrejas, vocês veem que Ele procura a Si mesmo. Como Ele pode ser o Princípio e o Fim em nossa congregação local? Devemos saber que Ele procura a Si mesmo.
Isso envolve o desenvolvimento do caráter em nossa vida. Envolve preservar a unidade do Espírito, que é tão importante para o Senhor. Envolve fazer as coisas no Espírito de Cristo, e não apenas em nossa própria carne.
Há muito tratamento nisso. É por isso que, em cada uma das sete igrejas, Ele vem com um elogio e, na maioria dos casos, com uma necessidade de arrependimento.
É maravilhoso quando uma congregação vê o Senhor de pé em seu meio, vê que Ele procura a Si mesmo e tem um desejo em seu coração — por mais distante que ainda esteja do alvo.
Devemos desejar em nosso coração testemunhar, ser o testemunho de Jesus e apresentar o verdadeiro testemunho de Quem Jesus é em nossa vida coletiva.
Quando as pessoas entram, nos conhecem, adoram conosco e nos visitam, devem ver Jesus. Precisamos vê-Lo e precisamos saber o que Ele busca. Ele procura a Si mesmo em nosso meio.
Depois de vê-Lo e conhecê-Lo na igreja, nós O seguimos. O que isso significa?
Mais uma vez, começa com fé. Se você realmente sabe que Ele é o princípio e o fim e realmente vê o que Ele quer na igreja, então aqui está meu terceiro desafio à fé: você O ouve enquanto Ele fala agora?
Jesus disse a cada uma das igrejas:
Quem tem ouvidos, ouça
o que o Espírito diz às igrejas.
Nós O seguimos à medida que ouvimos o que Ele diz. Ele disse a João que enviasse as cartas às sete igrejas, e cada igreja deveria ler o que foi dito às outras seis.
Precisamos ouvir o que o Espírito diz a respeito de elogio, arrependimento e recompensa.
Ouvimos o que o Senhor está dizendo? Se realmente estamos ouvindo o Senhor em nossa congregação, haverá ajustes que envolvem arrependimento.
Não devemos ser uma congregação que deixou de se arrepender. Há muitos ajustes a fazer. Nenhum grupo restaurou o testemunho de Jesus de tal maneira que não precise de mais da cruz e de mais ajustes à luz Dele como o Princípio e o Fim.
Ele quer ser o Alfa e o Ômega para nós. Quer brilhar por meio da igreja, e isso envolve arrependimento e ajustes.
Também envolve apegar-se à Sua Palavra. Pensem na igreja de Filadélfia: Ele os elogiou por se apegarem firmemente à Palavra. “Conservem o que têm. Abri uma porta. Agora entrem por ela.”
Não apenas ouviremos o Senhor nos pedindo que nos arrependamos, mas também O ouviremos nos dizendo que façamos coisas segundo Sua Palavra. Devemos ser fiéis.
Esses são os que seguem o Senhor: os chamados, escolhidos e fiéis. Como diz Apocalipse:
Seguem o Cordeiro para onde quer que Ele vá.
É isso que o Senhor procura em Suas congregações.
Por fim, se permitirmos que o Senhor esteja em nosso meio, que seja o Princípio, o Fim e tudo o que há entre ambos, enquanto nos conduz, nos aperfeiçoa e nos prepara como a noiva, então chegamos ao Ômega. O Ômega é quando tudo está feito.
Em Apocalipse 22, no resumo final de todas as coisas, vemos novamente o Alfa, o Ômega, o princípio e o fim. Eis o que Ele diz em Apocalipse 22:12-13:
Eis que venho sem demora,
e o Meu galardão está comigo,
para retribuir a cada um segundo o que tem feito.
Eu sou o Alfa e o Ômega,
o Primeiro e o Último,
o princípio e o fim.
Essa é, por assim dizer, a última revelação que Jesus apresenta a João enquanto ele recebe essa revelação.
Vejam-Me. Conheçam-Me. Sigam-Me. Meu galardão. Venho sem demora. Meu galardão é para aqueles que seguiram esse caminho.
Nós nos reunimos como congregações imperfeitas. Ainda há muito a fazer. Mas aquele candeeiro está ali? Jesus está ali, junto ao candeeiro?
Ele pode nos inspecionar e, pelo Espírito, trazer à nossa mente as coisas que precisam ser ajustadas? Compreendemos o que Ele busca na igreja em termos de Sua vida?
Talvez eu tenha explicado isso em excesso, mas creio que é tão importante que a igreja, nestes últimos dias, viva sob uma visão que nos conduza ao Seu alvo, ao Seu Ômega — a Nova Jerusalém.
Precisamos vê-Lo para prosseguir.
Acho que este é o fim. Temos um querido irmão que ama estar conosco mais do que a própria vida, e normalmente ele vem à frente e faz o encerramento.
O irmão Hosea passou mal nesta manhã, e nosso irmão Jose não pode estar aqui. Normalmente ele se levanta e compartilha conosco uma maravilhosa passagem das Escrituras, dizendo: “Tudo é Cristo. Tudo está feito. Louvamos ao Senhor”.
Ele ama estes momentos, e nosso querido irmão não pode estar conosco nesta manhã. Então, vamos nos lembrar dele.
Ele tem sido um irmão tão querido e, em certo sentido, alguém que tem carregado a Conferência de Harvey Cedars em seu coração ao longo dos anos. Um irmão muito, muito querido. Ninguém gostaria mais de estar aqui do que ele, mas hoje está impedido de vir.
Vamos louvar a Deus. Acho que o irmão Ben tem um cântico final para cantarmos. Podemos cantar, talvez fazer algumas orações e depois ir.