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THAT THE WORD OF THE LORD MAY RUN AND BE GLORIFIED
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    Sustaining Faith By Vision © 2026 Christian Testimony Ministry
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    Sustaining Faith By Vision
    Sustaining Faith By Vision
    Kaung, Stephen

    A visão de Cristo e a preparação para Sua volta

    Leituras bíblicas

    Provérbios 29:18a

    Onde não há visão, o povo abandona a disciplina.

    Filipenses 2:5-11

    Haja em vós este sentimento, que houve também em Cristo Jesus:
    O Qual, subsistindo na forma de Deus, não considerou usurpação o ser igual a Deus;
    mas esvaziou-Se a Si mesmo, tomando a forma de escravo, fazendo-Se semelhante aos homens;
    e, sendo encontrado em figura como homem, humilhou-Se a Si mesmo, tornando-Se obediente até à morte, e morte de cruz.
    Por isso também Deus O exaltou soberanamente, e Lhe concedeu um nome que está acima de todo nome;
    para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho, dos seres celestiais, terrestres e infernais;
    e toda língua confesse que Jesus Cristo é Senhor, para a glória de Deus Pai.

    Oração inicial

    Querido Senhor, queremos agradecer-Te por seres tão fiel, bondoso e cheio de graça para conosco, sustentando-nos ao longo destes dias. Agradecemos-Te por nos reunires novamente nesta manhã, para nos lembrarmos de Ti à Tua mesa.

    Ó querido Senhor, quanto amor tens derramado sobre nós! O que podemos dizer? Tu nos compraste por um preço tão imenso. Senhor, como podemos continuar vivendo para nós mesmos? Não pertencemos a nós mesmos; somos Teus, Senhor.

    Oramos, Senhor, para que nos enchas de Ti mesmo. Abre o nosso entendimento para que possamos conhecer-Te cada vez mais. Senhor, ao nos reunirmos nesta manhã, entregamos este tempo em Tuas mãos. Fala conosco. Atrai-nos, para que todos corramos após Ti. Pedimos em Teu precioso nome. Amém.

    A necessidade da visão espiritual

    Bem, onde não há visão, o povo abandona a disciplina. Isso nos mostra a importância da visão, porque, se não há visão, não há direção, não há freio. Cada um seguirá as próprias ideias, e estaremos perdidos.

    Somente a visão nos dá motivação e direção, e nos mostra o caminho pelo qual podemos chegar ao alvo. Portanto, queridos irmãos e irmãs, é de tremenda importância que sejamos pessoas com visão, porque somente ela nos dará direção e força para prosseguirmos rumo ao alvo, à vocação para a qual Deus nos chamou.

    Graças a Deus, Ele nos salvou. Creio que todos nós que estamos aqui nesta manhã fomos comprados pelo imenso preço pago por nosso Senhor Jesus. Somos Dele.

    Ao nos reunirmos aqui, nosso único propósito é receber a visão de Cristo. Ele é a única visão de que precisamos, a única visão que tem importância suprema. Tendo-O como nossa visão, queridos irmãos e irmãs, sabemos para onde estamos indo e experimentaremos Sua presença e Sua bênção conosco.

    A fé centrada em Cristo

    Graças a Deus por nos salvar. Como encontramos em 1 João 5, aquele que crê no Filho de Deus vence o inimigo. Somos vencedores. Por quê? Porque temos fé em nosso Senhor Jesus.

    Agora, o que é fé? Sabem, na Bíblia encontramos diferentes termos, mas, curiosamente, a Bíblia nunca nos dá uma definição clara e precisa de nenhum desses temas importantes. O mais próximo que podemos encontrar de uma definição de fé está em Hebreus 11.

    Hebreus 11:1

    Ora, a fé é a concretização das coisas que se esperam, a convicção das coisas que não se veem.

    Estou lendo a tradução de J. N. Darby. Ele diz que a fé é a concretização das coisas que se esperam. O que é fé? A fé é um poder de tornar real.

    O que isso significa? Suponham que, ao entrarmos neste edifício, vejamos um quadro lá no fundo. O que nos permite ver o quadro? Ele esteve pendurado ali o tempo todo, mas aqueles que têm olhos, ao entrarem, podem tornar aquele quadro uma realidade dentro de si.

    Ele estava na parede, mas, com esse poder de tornar real, podemos trazer sua realidade para dentro de nós, de modo que possamos desfrutar daquele quadro. Agora, suponham que uma pessoa cega entre neste lugar, e vocês lhe digam: “Você está vendo aquele belo quadro na parede?” Ela responde: “Onde está? Não consigo ver nada”, porque não tem o poder de trazer aquela realidade para dentro de si, tornando-a sua experiência.

    Portanto, queridos irmãos e irmãs, por que precisamos de fé? Porque esse é o único poder pelo qual trazemos para dentro de nós aquilo que esperamos, tornando-o algo que podemos experimentar. Isso é fé.

    Assim, quando nos reunimos, queridos irmãos e irmãs, precisamos exercitar nossa fé.

    Onde está a nossa fé? Encontramos em Filipenses 2 que nossa fé está centrada em Cristo — em nada mais.

    Cristo como objeto da fé

    Agora, Quem é Cristo? Por que devemos depositar nossa fé em Cristo por toda a vida e para sempre?

    É-nos dito em Filipenses 2:6:

    O Qual, subsistindo na forma de Deus, não considerou usurpação o ser igual a Deus.

    Nosso Senhor Jesus subsiste na forma de Deus. Aqui, a forma não é a aparência exterior, porque aqui a forma é a imagem. Isto é, Ele tem em Si a imagem de Deus. Isso fala de algo interior: o caráter, a natureza. Isso é imagem.

    Nosso Senhor Jesus subsiste na forma da imagem de Deus porque Ele é Deus. Isso não é algo de que Ele tentou Se apoderar. Não. Nesse versículo, vocês podem perceber que há uma história por trás disso.

    A ambição e a queda de Lúcifer

    Porque, se vocês já leram a Bíblia ou ouviram isso antes, sabem que, quando Deus criou este universo, os seres mais elevados de Sua criação eram os anjos. Ainda não havia homem naquele primeiro mundo.

    Entre os anjos havia um arcanjo chamado Lúcifer, a estrela brilhante. Ele era uma obra-prima da criação de Deus. Recebeu toda espécie de dons.

    Ele era um querubim que cobria o trono de Deus. Era aquele que conduzia os anjos na adoração a Deus.

    Mas, infelizmente, de alguma maneira, o orgulho começou a entrar em sua mente. Ele não estava satisfeito com a elevada posição que Deus lhe havia dado, conduzindo os anjos na adoração a Deus.

    Por causa da intensidade de seu comércio, por causa de seus talentos e de sua beleza, ele começou a pensar em si mesmo. Não queria permanecer onde Deus o havia colocado. Queria ser como Deus.

    Se vocês lerem Isaías 14, verão que esse capítulo fala do rei da Babilônia. Mas certamente perceberão que ele passa a falar de Lúcifer — isto é, da estrela brilhante.

    Como foi que você começou a pensar em si mesmo? Cinco vezes encontramos, nesses poucos versículos, que ele pensou em si mesmo: “Quero ser igual a Deus”.

    Na verdade, muito provavelmente o que ele tinha em mente era ocupar o lugar do Filho unigênito de Deus, nosso Senhor Jesus. Ele queria aquele lugar para si.

    E, se vocês lerem Ezequiel 28, encontrarão novamente algumas descrições que não se aplicam a ninguém, a não ser a Lúcifer. De alguma maneira, ele queria se elevar e tomar o lugar do Filho unigênito de Deus.

    Por causa dessa ambição, Deus o expulsou do céu. Muito provavelmente, naquela época, a terra que conhecemos hoje estava sob seu controle. Essa é, provavelmente, a razão pela qual, quando Deus castigou Lúcifer e o lançou para fora do céu, a terra entrou em destruição. A água encheu a terra.

    O primeiro mundo e a restauração da terra

    Sabem, irmãos e irmãs, ao lermos Gênesis 1:1, encontramos “No princípio”. Esse não é o princípio de Deus; é o princípio da criação. O texto diz:

    No princípio, Deus criou os céus e a terra.

    Vocês acham que, ao criar, Deus deixaria as coisas incompletas, que levaria muito tempo para concluir Sua criação? Não. Quando Deus fala, está feito.

    Portanto, no princípio, Deus criou os céus e a terra. Na verdade, os céus e a terra foram criados em perfeita ordem. Esse é o primeiro mundo. Mas, como já dissemos, naquele primeiro mundo Deus ainda não havia criado o homem. Os seres mais elevados da criação eram os anjos.

    Mas, infelizmente, como encontramos em Isaías 14 e Ezequiel 28, esse anjo, esse arcanjo, começou a pensar em si mesmo. Tornou-se ambicioso. Queria algo mais. Queria tomar o lugar do Filho de Deus.

    Essa é a razão pela qual ele foi expulso do céu, e a terra que estava sob seu controle entrou em destruição. Ela ficou cercada de águas.

    Não sabemos quanto tempo esse período durou, mas sabemos que foi a Era do Gelo. A terra sofreu uma Era do Gelo durante muito, muito tempo. Estava coberta de água.

    Então, em Gênesis 1:2, o Espírito de Deus começou a Se mover sobre as águas profundas. Encontramos em Gênesis 1 que, em seis dias, nosso Deus restaurou a terra para que fosse habitável. Somente no sexto dia Deus criou o homem.

    A humanidade criada para o propósito de Deus

    Agora, por que Deus criou o homem? Deus criou o homem com um propósito muito definido.

    Porque, para Deus, lidar com Satanás — Lúcifer, o arcanjo, o anjo caído — não seria nada. Deus poderia soprar sobre ele e matá-lo. Mas, se Deus fizesse isso, não receberia glória.

    Suponham que um homem adulto bata numa criancinha. Há alguma glória nisso? Não.

    Assim, em vez de lidar pessoalmente com Satanás, Deus suscitou o homem. Agora, o que é o homem? A Bíblia nos diz que o homem foi feito um pouco menor que os anjos. Quanto à criação, os anjos são espíritos; são superiores. Mas o homem tem espírito, alma e corpo.

    Queridos irmãos e irmãs, vocês já pensaram por que Deus os criou? Qual é o propósito de tê-los criado? É por causa de vocês mesmos, ou por causa de algo mais elevado e mais nobre?

    Segundo a revelação da Palavra de Deus, é-nos dito que nós, seres humanos, fomos criados com um propósito definido. Vocês sabem qual é esse propósito?

    Infelizmente, hoje não sabemos para que estamos aqui. De alguma maneira, somos enganados pelo inimigo e levados a pensar que estamos aqui apenas para nós mesmos.

    Essa ideia veio do inimigo de Deus. Porque, quando Deus criou o homem, Ele o criou com um propósito definido. Criou o homem para usá-lo, sendo ele um pouco menor que os anjos, para derrotar Lúcifer, o arcanjo. Isso será glória para Deus.

    Portanto, queridos irmãos e irmãs, infelizmente podemos nos esquecer hoje de por que estamos aqui. Estamos sendo enganados pelo inimigo de Deus, pensando que estamos aqui para nós mesmos. Tentamos glorificar a nós mesmos, assim como aquele arcanjo fez no princípio.

    Mas Deus tem um propósito muito definido para nós, seres humanos. Ele quer usar os homens para derrotar Seu inimigo. Seu inimigo deve ser nosso inimigo, e devemos estar nas mãos de Deus, sendo usados por Ele para derrotar o inimigo. Como?

    A salvação da influência do inimigo

    Se vocês lerem o início de Efésios 2, descobrirão quem éramos. Éramos homens na terra. Pensávamos que fazíamos as coisas de acordo com nossos pensamentos e nossas preferências. Mas, se vocês lerem Efésios 2, descobrirão que não era assim.

    Enquanto éramos enganados, pensando que fazíamos nossa própria vontade, que vivíamos para nós mesmos — não! Na verdade, estávamos sob a influência, sob o poder daquele arcanjo, Lúcifer.

    Ele estava por trás, controlando nossos pensamentos, controlando nossos caminhos, controlando nossa vida. Naquele tempo, não tínhamos Deus. Não tínhamos esperança alguma.

    Mas, graças a Deus, por causa de Seu imenso amor por nós, Ele nos salvou, enviando Seu Filho unigênito a este mundo.

    O esvaziamento de Cristo

    Por que o Filho unigênito de Deus, Aquele que é igual a Deus — esse é Seu direito —, veio a este mundo? Não é algo de que Ele Se apoderou. Era o que Ele era desde a eternidade.

    Mas por que nosso Senhor Jesus veio a este mundo? É-nos dito em Filipenses 2:5:

    Haja em vós este sentimento, que houve também em Cristo Jesus.

    Qual era o sentimento de Cristo quando veio a este mundo?

    Ele, que era igual a Deus, recebia toda a adoração, todo o louvor e toda a honra, assentado à direita de Deus. Era Seu direito, não algo de que Ele Se apoderou. Por que, então, nosso Senhor Jesus veio a este mundo?

    Para vir a este mundo, Ele teve de esvaziar-Se a Si mesmo. Irmãos e irmãs, às vezes pensamos que estamos nos esvaziando pelo Senhor. Mas de quanto podemos nos esvaziar? Não há nada em nós para ser esvaziado, a não ser pecados.

    Mas o Senhor Jesus era igual a Deus. Ele recebia toda a adoração no céu. Portanto, quando o Senhor Jesus veio a este mundo, uma coisa que teve de fazer foi esvaziar-Se a Si mesmo.

    É claro que Ele não poderia esvaziar-Se de Sua divindade, porque isso é o que Ele é para sempre. Mas esvaziou-Se de toda a posição, de toda a honra e de toda a glória que cercavam Seu lugar como Filho de Deus.

    Que esvaziamento deve ter sido! Quando pensamos naquilo de que Ele Se esvaziou, ficamos envergonhados de nós mesmos. De que temos nós para nos esvaziar? Não temos nada além de pecado.

    Mas nosso Senhor Jesus, sendo Deus, o Filho de Deus, tinha tanto de que Se esvaziar. Ele abriu mão de tudo: Sua glória, Sua posição, Seu poder.

    Queridos irmãos e irmãs, nesta manhã quero que todos nós pensemos no esvaziamento pelo qual nosso Senhor Jesus, como Filho de Deus, passou por nossa causa. Há tanto amor por trás disso.

    Mesmo antes da fundação do mundo, como diz a Bíblia, Ele Se ofereceu a Seu Pai como Cordeiro a ser morto desde a fundação do mundo.

    Embora isso tenha acontecido mais tarde no tempo, a ideia, o pensamento, a disposição, a entrega de Si mesmo à vontade do Pai existiam antes da fundação do mundo. Esse amor é tão profundo; não podemos compreendê-lo.

    A forma de Cristo como Deus e como servo

    Aqui encontramos Aquele que subsistia na forma de Deus — isto é, na imagem de Deus, não apenas na forma exterior, mas na imagem interior. Isso fala da condição interior. É o que Ele era desde o princípio.

    Contudo, Ele Se esvaziou daquela forma. Depois de Se esvaziar da forma, a Bíblia nos diz que Ele tomou sobre Si a forma de escravo.

    Isto é, novamente, forma ou imagem: o pensamento, a ideia, a disposição. Ele veio na forma de servo — isto é, como escravo.

    Pensem no esvaziamento pelo qual Ele deve ter passado. Da forma de Deus, Ele Se esvaziou para assumir a forma de escravo.

    Irmãos e irmãs, quando Deus nos criou, no que diz respeito ao nosso relacionamento com Ele, éramos escravos. Não vivíamos para nós mesmos. Deveríamos viver para Deus. Não deveríamos fazer nossas próprias coisas; deveríamos cumprir Suas ordens. Essa é a razão pela qual Deus criou o homem.

    Mas aqui vocês encontram um Homem. Quando Ele veio a este mundo, realmente assumiu a forma de escravo. Isso significa que, interiormente, dentro Dele, havia o espírito de servir a Deus. Ele não veio viver para Si mesmo; veio viver para Deus. É isso que devemos ser.

    Interiormente, Ele tomou a forma de escravo. Exteriormente, tomou a semelhança de homem. A semelhança é a figura; é o exterior. Portanto, exteriormente, Ele parecia um homem. Era um homem perfeito, um homem como nós.

    A obediência do Filho encarnado

    Portanto, queridos irmãos e irmãs, ao lermos os Evangelhos, descobrimos que o Filho de Deus, quando Se encarnou, tornou-Se um homem como nós. Vocês olham para Ele: não era diferente de qualquer outra pessoa, embora em Seu interior Ele seja Deus.

    E, sendo homem, Ele Se humilhou. Então, como viveu Sua vida? Descobrimos nos Evangelhos que, embora tenha vivido na terra apenas trinta e três anos e meio, Ele viveu uma vida de profunda obediência.

    Ele nos disse repetidamente:

    Não posso fazer coisa alguma por Mim mesmo. Faço porque vi Meu Pai fazer.

    Ele disse:

    Não posso dizer coisa alguma por Mim mesmo. Digo porque ouvi Meu Pai dizer.

    O vosso tempo está sempre pronto, mas o Meu tempo ainda não chegou.

    Em outras palavras, durante toda a Sua vida, Ele esperou pelo Pai. Se o Pai dissesse: “Vai”, Ele iria. Se o Pai dissesse: “Dize”, Ele diria. Se o Pai dissesse: “Faze”, Ele faria.

    Durante toda a Sua vida, Ele foi obediente ao máximo grau.

    A obediência de Cristo até à morte

    Sabem, irmãos e irmãs, um dia Ele levou três discípulos Consigo a um alto monte. A Bíblia diz que ali Ele foi transfigurado. Em outras palavras, Sua glória começou a se manifestar a partir de Seu interior.

    Moisés e Elias vieram e conversaram com Ele sobre Seu êxodo. Em outras palavras, Ele teve Sua entrada neste mundo; agora, e quanto à Sua saída deste mundo? Sabem, essa é uma questão muito importante para nós. É uma questão de vida ou morte para nós.

    Enquanto Moisés e Elias conversavam com Ele sobre Sua saída, sobre como deixaria este mundo, no que dizia respeito a Ele mesmo, poderia ter deixado este mundo a partir daquele monte da transfiguração. Ele estava pronto para isso.

    Mas Ele não foi. Preferiu descer do monte, dirigir-Se resolutamente a Jerusalém, e ali iria ao Calvário para morrer na cruz. Por quê?

    Não por causa de Si mesmo. Ele não precisava disso. Poderia ter partido daquele monte da transfiguração. Se tivesse feito isso, o que aconteceria conosco? Queridos irmãos e irmãs, haveria apenas um Homem no céu, e nada mais.

    Mas, graças a Deus, Ele não foi. Por nossa causa, desceu do monte, dirigiu-Se resolutamente a Jerusalém e ali foi crucificado em nosso lugar.

    Ao fazer isso, Ele foi obediente a Seu Pai, cumprindo a vontade de Seu Pai de que morresse. Ele deveria levar todos os pecados do mundo em Seu próprio corpo, e ali sofreria a morte pelas mãos de Seu Pai.

    Não podemos, nem por um momento, compreender Sua experiência no jardim do Getsêmani. Ali vocês encontram nosso Senhor Jesus, o Homem perfeito.

    Por que Ele lutou? Ele disse:

    Estou triste até à morte.

    Por que Ele passou por isso? Porque aquele era o momento em que precisava decidir se tomaria sobre Si os pecados do mundo e morreria por nós.

    Se você é uma pessoa muito asseada, e as pessoas vão à sua casa, tudo está em ordem. Mas então outra pessoa vem morar com você, e ela é tão descuidada que espalha coisas pelo cômodo inteiro — como você se sente?

    Podemos multiplicar isso mil, dez mil vezes para perceber o que aconteceria com nosso Senhor, que era perfeito e, ainda assim, haveria de levar os pecados do mundo. Não é de admirar que Ele estivesse triste até à morte.

    Mas como Ele orou:

    Pai, se for possível, afasta isso de Mim; contudo, não se faça a Minha vontade, mas a Tua.

    Ali, ao orar três vezes, Ele teve certeza de que aquela era a vontade do Pai. Então Se dirigiu resolutamente a Jerusalém e morreu por nós.

    O chamado para viver para Cristo

    Portanto, queridos irmãos e irmãs, ao meditarmos na vida de nosso Senhor Jesus, vocês percebem que a maneira como Ele viveu é a maneira como Ele deseja que cada um de nós, que Lhe pertencemos, também viva?

    Não temos o direito de viver para nós mesmos.

    Estamos vivendo para Ele, ou estamos vivendo para nós mesmos? Essa é uma pergunta que devemos responder individualmente. Ninguém pode responder por você.

    Você precisa decidir se quer se entregar totalmente ao Senhor, porque Ele o comprou por um preço tão alto, ou se ainda quer viver sua própria vida. Você pode fazer isso. Mas, irmãos e irmãs, o que acontecerá se o Senhor voltar hoje?

    A iminência da volta de Cristo

    Enquanto estamos reunidos aqui nesta manhã, vocês acham que o Senhor pode voltar neste momento? Eu creio sinceramente que pode.

    Porque todas as profecias anteriores à Sua volta já se cumpriram. Ainda há profecias, mas elas dizem respeito ao tempo de Sua vinda e ao que acontecerá depois, não antes de Sua vinda. O tempo chegou.

    Ele pode voltar a qualquer momento. Por que ainda não voltou? Porque está esperando por você e por mim. Ele nos ama tanto. Não quer nos deixar para trás.

    Quando Ele vier, a Bíblia diz que dois homens estarão dormindo, dois homens estarão trabalhando no campo e duas mulheres estarão moendo grãos. Por que não temos seis aqui? Temos dois, dois e dois. Por quê? Porque a terra é redonda. Em alguns lugares é meio-dia, em outros é meia-noite, e em outros é manhã.

    A Bíblia diz que, de repente, sem aviso algum, um é levado e outro é deixado. Por quê? Porque o Senhor voltará como ladrão.

    Um ladrão jamais tocaria uma trombeta e diria: “Estou chegando”. Sabem, quando cantamos esses hinos sobre a vinda do Senhor, vários deles nos dizem que, quando a trombeta tocar e soar a voz do anjo, então o Senhor estará vindo. Seremos ressuscitados dentre os mortos, e aqueles que ainda estiverem vivos serão transformados e levados aos ares.

    É isso que costumamos cantar. Mas, quando vocês cantam, como se sentem? Quando eu canto, meu coração me diz: “Sinto muito, é tarde demais”.

    Deveríamos ser levados muito antes. Deveríamos ser levados antes da grande tribulação, se, pela graça de Deus, estivermos prontos.

    Queridos irmãos e irmãs, este é o peso que tenho no coração: se o Senhor vier hoje, espero que este edifício fique vazio. Que ninguém seja deixado para trás.

    Não podemos imaginar o que acontecerá durante a grande tribulação. Mas, se não estivermos prontos para Ele, será isso que acontecerá.

    A preparação para a volta do Senhor

    Portanto, queridos irmãos e irmãs, é por isso que estamos aqui neste momento. Queremos ver cada irmão e cada irmã que veio a esta conferência, pela graça de Deus, preparado e pronto para a volta iminente de nosso Senhor Jesus.

    Que essa seja Sua bênção para nós. E, se assim for, esta conferência terá valido a pena.

    Oração final

    Querido Senhor, vez após vez queremos agradecer-Te por Teu imenso amor por nós. Quem, senão Tu, Filho único de Deus, Filho eterno de Deus, viria a este mundo para Se tornar um homem como nós e morrer em nosso lugar?

    Agradecemos-Te, Senhor, porque esse não é o fim, pois ressuscitaste dentre os mortos. Subiste ao céu, estás assentado à direita de Deus, esperando e trabalhando para preparar cada um de nós para ser levado por Ti.

    Aqui estamos, Senhor, cada um de nós, sem exceção. Senhor, tem misericórdia de nós.

    Se há alguma coisa dentro de nós que nos mantenha na terra, em vez de sermos arrebatados para o trono, Senhor, mostra-nos e remove-a.

    Queremos nos entregar a Ti tão inteiramente quanto Tu Te entregaste a nós. Ó querido Senhor, tem misericórdia de nós. Glorifica Teu nome. Pedimos em Teu precioso nome. Amém.