Por isso, santos irmãos, participantes da vocação celestial, considerai o Apóstolo e Sumo Sacerdote da nossa confissão, Jesus. —Hebreus 3:1
Considerai, pois, Aquele que suportou tal contradição dos pecadores contra Si mesmo, para que não vos canseis, desfalecendo em vossas almas. —Hebreus 12:3
Vamos fazer uma breve oração.
Amado Senhor, ao nos reunirmos aqui nesta manhã, nossos corações se prostram diante de Ti. Somos verdadeiramente gratos por toda a Tua misericórdia e paciência conosco. Agradecemos por este tempo de reunião, para que possamos ouvir a Tua palavra e estar mais bem preparados para a Tua volta iminente.
Assim, amado Senhor, que o Teu Espírito assuma a direção deste tempo. Que o Teu Espírito faça a Tua palavra penetrar no mais íntimo de nossos corações, transformando-nos e tomando-nos para Ti. Queremos nos entregar totalmente a Ti, para que o Teu propósito se cumpra e a Tua volta esteja mais próxima. Pedimos em Teu nome. Amém.
Graças a Deus por nos reunir aqui nesta manhã.
Nosso tema desta vez é Cristo, Nossa Visão. Nesta manhã, irmãos e irmãs, gostaria de abrir o livro de Ageu.
Vemos que, depois de setenta anos de cativeiro, Deus, em Sua misericórdia, permitiu que Seu povo voltasse a Jerusalém para reconstruir o templo. E, graças a Deus, quando Ciro deu essa ordem, alguns dos filhos de Israel — os exilados — foram despertados pelo Espírito de Deus. Eles voltaram a Jerusalém.
Naquela época, Jerusalém estava completamente destruída. Eles voltaram com um único propósito: reconstruir o templo, para que o nome de Deus tivesse um testemunho nesta terra.
Depois de voltarem a Jerusalém, reuniram-se para erguer o altar, a fim de oferecer sacrifícios ao Senhor. Mais tarde, reuniram-se para lançar os alicerces do templo.
Mas sabemos que o inimigo não estava contente com isso. Seus vizinhos tentaram impedir a construção do templo. Infelizmente, conseguiram.
Assim, os filhos de Israel que haviam voltado, como não podiam construir o templo, começaram a construir suas próprias casas. Pensavam que estavam esperando uma ocasião melhor, quando poderiam retomar a reconstrução do templo. Mas aquele não era o momento, e eles precisavam fazer alguma coisa. Então começaram a construir suas próprias casas — casas revestidas de madeira, boas casas — para seu próprio conforto.
Enquanto faziam isso, Deus levantou um homem idoso chamado Ageu. Ele começou a falar ao remanescente que havia voltado e, embora suas palavras fossem poucas, pediu-lhes uma coisa:
“Considerai.”
Ele queria que o remanescente que havia voltado considerasse por que, embora trabalhasse tão arduamente para seu sustento, recebia uma recompensa tão pequena.
Repetidas vezes, em sua breve mensagem, ele usou a palavra considerai. Agora, considerem. Pensem nisso. Pensem de verdade. Por que trabalhavam tanto e, ainda assim, recebiam tão pouco? Devia haver uma razão, e ele lhes pediu que considerassem — que descobrissem o motivo.
Deus usou essa palavra, considerai, para renovar o empenho do remanescente que havia voltado na construção do templo. Portanto, este é o encargo do meu coração nesta manhã: essa questão de considerar.
Considerem. Pensem nisso. Não deixem as coisas passar sem lhes dar atenção. Pensem em sua situação. Pensem em sua condição espiritual. Pensem no que tem acontecido com vocês. Por que semearam muito, mas colheram pouco? Deve haver uma razão por trás disso.
Esse homem idoso lhes disse que considerassem. E, depois de lhes pedir que considerassem, vemos, no final de Ageu 1, que, no vigésimo quarto dia do sexto mês, no segundo ano do rei Dario, o remanescente ouviu a palavra de Deus por meio de Ageu e voltou a trabalhar no templo.
Enquanto trabalhavam no templo, logo perceberam que aquilo que estavam construindo jamais poderia ser comparado ao templo construído por Salomão. O templo de Salomão era tão grandioso, de uma beleza maravilhosa — uma maravilha do mundo. Mas o que estavam fazendo, apesar de todo o esforço, era apenas um pequeno templo. Jamais poderia ser comparado à glória do primeiro templo.
Por causa disso, ficaram um pouco desanimados. Mais uma vez, naquele período, no sétimo mês, Ageu lhes falou, encorajando-os a não olhar para a aparência exterior, porque Deus estava com eles. Deus elevaria Seu templo a tamanha glória que ele seria uma maravilha para todos.
Em Ageu 2:15-19, encontramos estas palavras:
Agora, pois, rogo-vos que considereis, desde este dia para trás, antes de se pôr pedra sobre pedra no templo do Senhor. Durante todo aquele tempo, quando alguém vinha a um monte de vinte medidas, havia somente dez; quando vinha ao lagar para tirar cinquenta medidas, havia somente vinte. Feri-vos com crestamento, com ferrugem e com saraiva, em toda a obra das vossas mãos; contudo, não vos voltastes para Mim, diz o Senhor. Considerai, rogo-vos, desde este dia para trás, desde o vigésimo quarto dia do nono mês, desde o dia em que se lançaram os alicerces do templo do Senhor; considerai isso. Está ainda a semente no celeiro? Sim, a videira, a figueira, a romeira e a oliveira não têm dado fruto: desde este dia vos abençoarei. —Ageu 2:15-19
Daquele dia em diante, Deus começaria a abençoar Seu povo.
Portanto, queridos irmãos e irmãs, o que estamos procurando fazer nesta manhã é considerar. Queremos pensar nisso. Não queremos deixar as coisas passar sem pensar no porquê, sem procurar descobrir a razão. Queremos saber onde realmente estamos espiritualmente.
Eu me pergunto, irmãos e irmãs: será que alguma vez dedicamos tempo a considerar? Ou continuamos vivendo de maneira despreocupada, como se tudo estivesse bem?
Será que realmente examinamos nossa vida e pensamos no que tem acontecido com nossa vida espiritual? Estamos em um relacionamento correto com o Senhor? Ou estamos apenas vivendo dia após dia, sem pensar no propósito, na razão pela qual estamos aqui e pela qual o Senhor nos salvou?
Irmãos e irmãs, alguma vez consideramos nossa situação diante do Senhor? E, quando consideramos, o que encontramos? Estamos em um relacionamento correto com o Senhor? Deixamos que o Senhor seja tudo em nossa vida, ou estamos apenas vivendo para nós mesmos? Não é de admirar que achemos nossa vida insatisfatória.
Nesta manhã, quero que todos nós dediquemos algum tempo a considerar. Considerem sua situação espiritual. Vocês estão satisfeitos com sua condição espiritual? Se acham que sua vida não é satisfatória, por que isso acontece?
Será porque vocês dedicam todo o seu tempo a si mesmos? Vocês se esquecem de que não pertencem a si mesmos; pertencem ao Senhor. Vocês creram no Senhor Jesus. São Dele e não estão aqui por causa de si mesmos. Estão aqui por causa Dele.
Acredito, irmãos e irmãs, que essa é uma questão muito importante em nossa vida. Ao pensarmos na volta iminente de nosso Senhor Jesus, este é, especialmente, o momento de considerarmos.
Quando examinamos a vida do apóstolo João, sabemos que, dos doze apóstolos originais do Senhor, ele era o único que ainda estava vivo perto do final do primeiro século.
Já em sua velhice, ele servia ao Senhor na Ásia Menor. Mas, por causa da palavra de Deus e do testemunho de Jesus, foi exilado na ilha de Patmos.
Patmos era uma pequena ilha próxima à costa da Ásia Menor, e ele foi exilado ali para trabalhar nas minas. Mas, graças a Deus, no Dia do Senhor, tinha algum tempo para si.
Vemos que, naquela manhã, ele devia estar sentado sobre uma rocha, voltado para a Ásia Menor, pensando nas igrejas às quais havia ministrado antes de ser exilado. Enquanto fazia isso, ouviu uma voz atrás de si. Virou-se para ver quem falava, e o que viu?
Viu sete candeeiros de ouro e, no meio dos sete candeeiros de ouro, estava Um semelhante a um filho de homem.
Agora, irmãos e irmãs, de todas as pessoas daquela época, provavelmente ninguém se comparava a João em sua intimidade com Cristo. Ele conhecia tão bem o Cristo que viveu na terra. Mas aqui vemos que lhe foi dada uma visão de Cristo que ele ainda não conhecia.
Infelizmente, muitas vezes, quando olhamos para a chamada visão de Patmos, nossa atenção se volta para os sete candeeiros de ouro. Pensamos nas igrejas.
Mas, se vocês lerem com atenção, verão que, embora tenham sido escritas sete cartas às sete igrejas da Ásia, Deus não quer que nossa atenção especial se volte para nenhuma dessas igrejas. Ele quer que ela se volte para Um semelhante a um filho de homem.
Por que Ele é chamado de “semelhante a um filho de homem”? João conhecia Cristo tão intimamente, mas aqui disse que viu Um semelhante a um filho de homem.
Por quê? Porque Aquele que João conheceu enquanto Cristo estava na terra era tão humilde. Ele veio a este mundo para ser um sacrifício pelo pecado do mundo.
João foi o único dos doze discípulos de Cristo que esteve junto à cruz. Viu como o soldado perfurou Seu lado com uma lança, e dali saíram água e sangue. Ele deu testemunho disso.
Podemos quase dizer que ninguém conhecia o Senhor mais profundamente do que o apóstolo João. Mas aqui lhe foi dada uma visão de Cristo no céu.
Quando Cristo ascendeu desta terra, os discípulos O viram subir, e então uma nuvem O encobriu aos seus olhos. Continuaram olhando para cima, embora já não pudessem vê-Lo. Então apareceram dois homens vestidos de branco, e esses dois homens disseram:
Varões galileus, por que estais olhando para o céu?
Esse mesmo Jesus, a Quem haviam visto subir, voltaria da mesma maneira. Em outras palavras, da maneira como Ele foi, assim voltará.
Hoje sabemos que nosso Senhor Jesus chegou ao céu. Agora Ele está assentado à direita de Deus. Como sabemos? Onde está a prova? A prova está no Pentecostes. Porque Cristo ascendeu às alturas, Ele foi ungido por Seu Pai e, no Pentecostes, a unção com a qual Ele foi ungido desceu até o Seu corpo.
É por isso que sabemos que Cristo chegou ao céu. Mas João não conhecia Cristo no céu tão plenamente quanto veio a conhecê-Lo por meio dessa visão.
Em Apocalipse 1:17-18, quando João viu o Senhor Jesus andando no meio das sete igrejas, quando viu a glória do Senhor, caiu como morto. Então o Senhor o tocou e o levantou. O Senhor começou a lhe revelar Quem Ele realmente é.
Irmãos e irmãs, é isso que precisamos ver hoje.
E, quando O vi, caí a Seus pés como morto. E Ele pôs sobre mim a Sua mão direita, dizendo: Não temas; Eu sou o primeiro e o último, e Aquele que vive; estive morto, mas eis que estou vivo pelos séculos dos séculos, e tenho as chaves da morte e do Hades. —Apocalipse 1:17-18
Qual é a revelação de nosso Senhor Jesus no céu? Aqui vemos que Ele disse:
Eu sou o primeiro e o último, e Aquele que vive.
Isso se refere ao que Cristo era desde a eternidade, antes de vir a este mundo. Ele é o primeiro e o último. Ele é o Alfa e o Ômega. Ele é o primeiro em tudo — não apenas no tempo, mas em todas as coisas. Antes Dele não havia nada, e Ele era o princípio.
Quanto a nós, qual é nosso relacionamento com Ele como o Primeiro? Ele é o primeiro em nossa vida?
Ele nos salvou. Entregou-Se tão completamente a nós. Creio, irmãos e irmãs, que somos gratos pelo que nos aconteceu quando cremos no Senhor Jesus. Mas a questão é: Ele é o primeiro em nossa vida?
Ele é o princípio de tudo? Quando fazemos alguma coisa, foi Ele Quem a iniciou? Ou fomos nós que a iniciamos e depois pedimos que Ele nos abençoasse? Isso é algo que precisamos considerar.
Jamais poderemos compreender por que Ele nos amou a tal ponto que, mesmo antes da fundação do mundo, ofereceu-Se como o Cordeiro por nós. Jamais poderemos sondar a profundidade do Seu amor por nós.
Contudo, irmãos e irmãs, ao considerarmos nossa própria vida, receio que descubramos que Ele, na verdade, não é o primeiro em nossa vida.
Às vezes nos perguntamos por que Ele desafiou Seus discípulos:
Quem ama o pai ou a mãe mais do que a Mim não é digno de Mim; e quem ama o filho ou a filha mais do que a Mim não é digno de Mim. —Mateus 10:37
Sabem, irmãos e irmãs, nós não pensamos nisso. Talvez nos consolemos pensando que amamos o Senhor. Mas, quando somos realmente desafiados, será que O amamos mais do que a nosso pai e nossa mãe?
Isso não significa que o Senhor não nos ordene amar nosso pai e nossa mãe. Pelo contrário, esse é Seu mandamento:
Honra teu pai e tua mãe.
Ainda assim, Ele nos desafia com esta questão: amamos nosso pai e nossa mãe mais do que amamos o Senhor Jesus?
Custa-me confessar que eu amava meu pai e que, por essa razão, depois de ser salvo, embora fosse zeloso pelo Senhor, de algum modo não conseguia realmente entrar no centro do coração do Senhor.
Já dei este testemunho várias vezes. Depois de ser salvo, eu era muito zeloso pelo Senhor, mas havia uma coisa que não conseguia fazer. Era essa questão do batismo.
Sabem, antes eu era metodista. Meu pai era pastor da Igreja Metodista. Quando eu era bebê, aspergiram algumas gotas de água sobre minha cabeça. Aquilo era considerado batismo em Cristo.
Depois de ser salvo, as pessoas começaram a me dizer que eu precisava ser imerso, porque aspergir algumas gotas de água sobre a cabeça não é batismo. É uma maneira humana de fazer as coisas. Eu sempre discutia com elas. Dizia: “Não, porque, quando meu pai aspergiu água sobre minha cabeça, ele o fez em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Não posso negar esse nome”.
Assim, embora eu fosse muito zeloso pelo Senhor, durante vários anos resisti a essa questão do batismo por imersão.
Até que, um dia, fui visitar meu amigo. Ele morava ao lado da casa de Watchman Nee. Mais uma vez, começou a conversar comigo sobre a imersão. Mais uma vez, discuti com ele. Ele percebeu que não havia jeito comigo, então desistiu e foi dormir.
Eu estava no quarto dele, sentado, orando. Disse: “Senhor, eu li a Bíblia. Sei que a imersão é a forma correta de batismo, mas isso não é conveniente para mim. Meu pai é pastor metodista, e o que ele pensaria se eu fosse imerso?”
Então disse ao Senhor: “Eu Te prometo que, depois de me formar na faculdade, depois de me tornar independente, serei imerso — mas não agora”.
Sabem, essa foi a primeira vez que ouvi o Senhor falar comigo de maneira distinta. Enquanto orava assim, de repente uma palavra veio a mim, como se Alguém estivesse falando comigo:
Quem ama o pai ou a mãe mais do que a Mim não é digno de Mim. —Mateus 10:37
Irmãos e irmãs, depois de ser salvo, eu sempre quis ser discípulo de Cristo. Por isso, quando essa palavra veio a mim, tocou-me tão profundamente.
Imediatamente disse ao Senhor: “Senhor, quero ser Teu discípulo. Se é assim que Tu queres, estou disposto”.
Então desci do quarto do meu amigo e fui à casa de Watchman Nee, ao lado. Bati à porta. Ele desceu e abriu. Ele me conhecia. Disse: “O que você quer?”
Eu disse: “Quero ser batizado por imersão”.
Ele disse: “Seu pai sabe?” Porque ele conhecia meu pai. Eu disse: “Não, mas sinto que o Senhor falou comigo”.
Graças a Deus, fui batizado por imersão no dia seguinte. Queridos irmãos e irmãs, preciso confessar que aquele foi o início da abertura dos meus olhos. Comecei a ver cada vez mais da vontade de Deus em Seu Livro, mais do que nunca antes.
A partir daí, Ele começou a me conduzir. Portanto, para mim, o batismo por imersão é uma porta. Ele me abriu a porta da revelação espiritual.
Portanto, queridos irmãos e irmãs, o que precisamos considerar? Primeiro: precisamos considerar se Cristo é realmente o primeiro em nossa vida.
Será que começamos alguma coisa e depois pedimos ao Senhor que a abençoe? Ou esperamos no Senhor e deixamos que Ele comece tudo? Ele é o primeiro em nossa vida.
Mas, além disso, Ele disse:
Eu sou o último.
Às vezes, de fato O tomamos como o primeiro, mas quem será o segundo? Eu serei o segundo. Mas aqui vemos que o Senhor diz: “Não sou apenas o primeiro em sua vida; sou o último em sua vida. Sou a conclusão da sua vida. Sou o resultado da sua vida”.
“Porque Eu vivo em você, você é Meu e faz tudo segundo a Minha vontade. Portanto, sou o último em sua vida, o fim da sua vida.”
Queridos irmãos e irmãs, isso é algo que precisamos considerar com muita seriedade diante do Senhor. Podemos começar alguma coisa por meio Dele, mas, aos poucos, assumimos o controle. Não permitimos que Ele seja o último.
Não devolvemos toda a glória a Ele. Tentamos compartilhar a glória com Ele. Portanto, penso que essa é outra coisa que precisamos considerar: se, em nossa vida, Ele é o último. Ele recebe a glória. Sua vontade prevalece. Nós não nos desviamos do Seu propósito.
Além disso, Ele disse:
Eu sou Aquele que vive.
Quem vive hoje, irmãos e irmãs? Somos nós que vivemos hoje, ou é Jesus Cristo que vive em nós hoje? Como vivemos nossa vida?
Fora Dele, não há vida. Portanto, se vivemos, vivemos por causa Dele.
Porque para mim o viver é Cristo.
Esse é o testemunho do apóstolo Paulo.
Agora, esse é o nosso testemunho? Podemos dizer:
Porque para mim o viver é Cristo.
Por quê? Porque Ele vive em mim.
Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim.
Vocês têm essa realidade, irmãos e irmãs?
Aqui encontramos um desafio — um desafio para cada um de nós. O Senhor Jesus precisa ser tudo para vocês. Ele precisa ser o primeiro. Precisa ser o último. E precisa ser a vida entre o princípio e o fim.
Isso se refere ao Seu passado. Então Ele disse:
E estive morto.
Isso fala de Sua encarnação — de como Ele veio a este mundo com um único propósito: ir à cruz.
Não por Si mesmo. Quanto a Ele mesmo, viveu uma vida tão perfeita que, no monte da transfiguração, estava pronto para deixar o mundo. Contudo, não voltou para o céu. Desceu do monte e foi ao Calvário para ser crucificado por nós. Esse é o Seu amor.
Estive morto.
Espero que meditemos nessa palavra. Por quê? Por que Ele esteve morto? Ele, que é o primeiro, o último e Aquele que vive — esperaríamos que continuasse vivo por toda a eternidade. A morte nada tem a ver com Ele.
Contudo, Ele nos disse:
Estive morto.
Não por Si mesmo. Ele esteve morto por cada um de nós. Somos gratos pelo que Ele fez por nós?
Então Ele disse:
E eis que estou vivo pelos séculos dos séculos, e tenho as chaves da morte e do Hades.
Graças a Deus, depois de nosso Senhor Jesus ser crucificado, levando em Seu corpo os pecados de todos nós, Ele fez expiação por nós. Ele nos salvou. Ao terceiro dia, ressuscitou dentre os mortos, porque não podia ser retido pela morte. Ele venceu a morte e tudo o que ela significa.
Por isso Ele disse:
Estou vivo pelos séculos dos séculos.
Graças a Deus, Ele vive. Ele vive hoje. Vive em cada um de nós, e isso por toda a eternidade.
Ele tem as chaves da morte e do Hades. Quem tem a chave é quem venceu. Ele venceu a morte e o Hades.
Portanto, graças a Deus, nós que estamos aqui jamais morreremos espiritualmente. Vivemos e seremos ressuscitados dentre os mortos, porque nosso Senhor Jesus hoje tem as chaves da morte e do Hades.
Irmãos e irmãs, creio que é isso que o Senhor quer que consideremos quando falamos de Cristo. Isso é algo que precisamos considerar: essa é a realidade de cada um de nós?
Graças a Deus, o remanescente judeu daquela época ouviu a exortação que lhe foi dada por Ageu. Deus também levantou um jovem, Zacarias, para lhes dar testemunho.
Por meio do testemunho deles, o remanescente continuou trabalhando na construção do templo, apesar de todas as dificuldades pelas quais havia passado. Pela graça de Deus, sabemos que o segundo templo foi construído.
Foi esse segundo templo que nosso Senhor Jesus visitou quando veio à terra.
Portanto, queridos irmãos e irmãs, nesta manhã tenho apenas um encargo, e esse encargo é: Considerem.
Se vocês já consideraram, graças a Deus por isso. Agora, o que vocês podem considerar? Se não considerarem, poderão continuar vivendo como de costume. Mas, quando realmente refletirem sobre isso, verão como é absurdo que nós, que fomos salvos, vivamos para nós mesmos.
Há apenas uma maneira de vivermos: pela vida de Cristo em nós. Portanto, que o Senhor nos ajude, para que cada um de nós considere.
Se de fato considerarmos e nos rendermos ao Senhor, então o restante de nossa vida terá sentido e cumprirá o propósito de Deus.
Caso contrário, queridos irmãos e irmãs, ouçam a advertência. Se não considerarmos e continuarmos vivendo como de costume, o que acontecerá conosco?
O Senhor está voltando. Não sabemos quando. Temos esperado que Ele volte a qualquer momento. Todas as profecias que precedem Sua volta já se cumpriram.
Hoje não aguardamos o cumprimento de nenhuma profecia antes do início de Sua volta. Tudo já se cumpriu. De fato, ainda há profecias a serem cumpridas, mas essas profecias dizem respeito à Sua volta e ao que acontecerá depois, não antes.
Então, o que estamos esperando hoje? Estamos esperando por Ele todos os dias?
Qualquer dia pode ser o dia em que Ele voltará para nos buscar. Ele virá como um ladrão. Não tocará a trombeta para nos avisar de antemão.
Sabem, muitas vezes, quando cantamos hinos sobre a vinda do Senhor, vários deles nos dizem que, quando a trombeta tocar e os anjos soarem, então o Senhor voltará.
Quando canto isso, muitas vezes digo a mim mesmo: “Já será um pouco tarde demais”.
Se o Senhor tiver misericórdia de nós, não precisaremos esperar até aquele momento. Antes disso, Ele virá como um ladrão. Seremos levados de repente.
Aqui estamos. Sabemos o que acontecerá no próximo instante? É possível que, no próximo instante — assim esperamos —, ninguém permaneça aqui, porque teremos sido levados pela graça de Deus.
Vamos orar.
Amado Senhor, ao nos reunirmos aqui nesta manhã, estamos considerando uma questão da maior seriedade. Não podemos nos dar ao luxo de ser descuidados.
Senhor, que o Teu Espírito sonde nossos corações. Vê se, dentro de nós, ainda somos nós mesmos que estamos no controle.
Amado Senhor, Tu Te entregaste por nós, e queremos nos entregar inteiramente a Ti. Senhor, toma-nos. Opera em nós. Remove tudo o que, em nossa vida, esteja no Teu caminho.
Queremos ser inteiramente Teus. Queremos declarar:
Porque para mim o viver é Cristo.
Ó amado Senhor, tem misericórdia de nós. Pedimos em Teu precioso nome. Amém.