Por favor, abram em Isaías 43:10, na primeira frase.
Vós sois as Minhas testemunhas, diz o Senhor.
E, por favor, abram em Apocalipse 1:9.
Eu, João, vosso irmão e companheiro na tribulação, no reino e na perseverança que estão em Jesus, estava na ilha chamada Patmos, por causa da palavra de Deus e do testemunho de Jesus.
E, novamente, no mesmo capítulo, Apocalipse 1:17-18:
E, quando O vi, caí a Seus pés como morto. E Ele pôs sobre mim a Sua mão direita, dizendo: Não temas; Eu sou o primeiro e o último, e Aquele que vive; estive morto, mas eis que estou vivo pelos séculos dos séculos, e tenho as chaves da morte e do Hades.
Vamos fazer uma oração.
Amado Senhor, queremos agradecer-Te por nos reunires nesta manhã. Sabemos que a Tua presença está aqui, pois Tu nos prometeste:
Onde dois ou três estão reunidos em Meu nome, aí estou Eu no meio deles.
Obrigado, Senhor. Estamos na Tua presença.
Senhor, o que tens a nos dizer nesta manhã? Estamos ouvindo. Abrimos o nosso coração a Ti, e que o Teu Espírito faça chegar a Tua Palavra viva ao nosso coração.
Senhor, queremos que Tu sejas grandemente exaltado em nosso meio. Entregamos este tempo em Tuas mãos. Que estejamos conscientes apenas da Tua presença e de nada mais. Fala, Senhor; os Teus servos ouvem. Em Teu nome, amém.
Graças ao Senhor por nos reunir novamente nesta manhã.
Deus precisa de testemunho? Ele é Deus. Ele é o princípio e o fim. Ele é o Seu próprio testemunho. Mas por que encontramos na Palavra de Deus que Ele diz: “Vocês são as Minhas testemunhas. Vocês são o Meu testemunho”?
Para responder a essa pergunta, temos de voltar ao princípio de tudo.
No princípio, Deus criou os céus e a terra. É assim que a Bíblia começa. Deus é o princípio. E então, no princípio, Ele criou os céus e a terra. Portanto, esse não é o princípio de Deus; é o princípio dos céus e da terra.
Todos sabemos que, quando Deus começa algo, Ele nunca o deixa pela metade ou por fazer. Por isso, temos a certeza de que, quando, no princípio da criação, Ele deu início aos céus e à terra, deve tê-los concluído.
Em outras palavras, não é que Ele comece a fazer algo e depois espere muito tempo até que aquilo seja concluído. Cremos que, quando a Bíblia diz:
No princípio, Deus criou os céus e a terra.
Os céus e a terra estavam concluídos. Era uma obra acabada, porque nada que sai das mãos de Deus fica inacabado.
Ele é o Criador. Quando criou os céus e a terra, no princípio, os seres mais elevados de Sua criação não eram os homens, mas os anjos. Deus ainda não havia criado o homem.
A Bíblia nos diz que, quando Ele começou a lançar os fundamentos da terra, os anjos exultaram de alegria. Não sabemos há quanto tempo isso aconteceu, mas sabemos que, no princípio, tudo estava bem e era bom, conforme Deus havia criado.
Entre os seres criados por Deus, os mais elevados eram os anjos. E, entre os anjos, Deus criou um arcanjo, Lúcifer, o anjo de luz.
Como encontramos nas Escrituras, ele foi criado quase perfeito. Não direi perfeito, mas quase perfeito, porque foi adornado com todos os talentos e toda a beleza.
Como sabemos disso? Porque encontramos em Ezequiel 28 que, quando Deus falava do rei de Tiro, começou a dizer coisas que não se aplicavam ao rei de Tiro. Em outras palavras, Ele usou o rei de Tiro como pano de fundo e, então, começou a descrever o arcanjo que havia criado.
Assim, em Ezequiel 28, encontramos uma descrição muito detalhada desse arcanjo. Ele era cheio de beleza, cheio de talento, e deveria ser o querubim ungido sobre o trono de Deus. Em outras palavras, deveria conduzir os anjos no serviço e na adoração a Deus.
No princípio, tudo estava certo. Mas, pouco a pouco, por causa de sua beleza, de seu talento, de sua posição e de seu poder, ele começou a se orgulhar de si mesmo. Queria ser algo mais elevado do que aquilo para o qual Deus o havia criado.
Encontramos, tanto em Isaías 14:12-15 como em Ezequiel 28:11-19, que um dia esse arcanjo ficou insatisfeito com o propósito para o qual Deus o havia criado. Começou a olhar para si mesmo. Começou a pensar em si mesmo. Queria ser alguém maior do que aquilo para o qual havia sido criado.
Como encontramos em Isaías 14, cinco vezes ele disse: “Eu farei”. Em outras palavras, queria ser igual a Deus. Queria ocupar o lugar do Filho de Deus, em vez do próprio Filho de Deus.
E, por causa de sua ambição, vemos que os seus caminhos começaram a se corromper, a ponto de Deus ter de expulsá-lo do terceiro céu, de junto do trono de Deus.
E isso marca o segundo versículo do primeiro capítulo de Gênesis. Em outras palavras, Gênesis 1:1 se refere aos céus e à terra anteriores, criados de forma completa. Mas, em Gênesis 1:2, a terra estava sem forma e vazia, cercada de água.
Em outras palavras, em certo momento, antes do nosso tempo, por causa da rebelião do arcanjo, a terra sofreu um grande juízo. Evidentemente, a terra estava sob o domínio daquele arcanjo. Assim, com a queda desse arcanjo, a terra caiu em ruína e foi coberta de água.
Para nós, isso pertence à pré-história. Não sabemos quanto tempo essa situação durou. Sabemos apenas que houve uma era glacial. Isso, na verdade, foi o juízo de Deus sobre o anjo que Ele havia criado.
Ora, para Deus, destruir esse anjo seria algo fácil. Ele poderia dizer uma palavra, e o anjo estaria acabado. Mas isso não daria glória a Deus. Seria como um homem grande batendo em uma criança pequena. Não há glória nisso.
Então Deus, em Sua sabedoria e força, quis ter alguém um pouco menor que os anjos. E, por meio desse alguém, um pouco menor que os anjos, Ele derrotaria o anjo, o arcanjo, Satanás. E isso seria para a Sua glória.
É aqui que o homem entra.
Os seis dias de Gênesis 1 são, na verdade, a restauração da terra para que se tornasse habitável. Não se trata da primeira criação da terra. Por que Deus restaurou a terra para que fosse habitável? Porque Ele estava pensando em criar o homem.
A Bíblia nos diz que o homem foi criado um pouco menor que os anjos. Os anjos são espíritos, mas o homem tem corpo, alma e espírito.
Portanto, irmãos e irmãs, a razão pela qual Deus criou o homem não está no próprio homem. O homem foi criado para o propósito de Deus. Deus queria que o homem, um pouco menor que os anjos, derrotasse Satanás, o arcanjo, e isso traria glória a Deus.
Foi por isso que o homem foi criado. O homem não foi criado para si mesmo. Foi criado para o propósito de Deus: derrotar o Seu inimigo e glorificar a Deus. E esse é o verdadeiro propósito do homem.
Assim, vemos que Deus criou o homem segundo a Sua imagem e conforme a Sua semelhança — a imagem fala da qualidade interior, e a semelhança fala de Sua forma exterior. O homem foi criado de maneira maravilhosa.
E Deus colocou o homem no jardim do Éden. Deu ao homem uma ordem. Ele poderia comer livremente de todas aquelas maravilhosas árvores frutíferas do jardim.
No meio do jardim estava a árvore da vida e, ao seu lado, a árvore do conhecimento do bem e do mal. Deus disse:
Não comerás do fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal; porque, no dia em que dele comeres, certamente morrerás.
Deus não disse que o homem não poderia comer da árvore da vida. Em outras palavras, Deus estava procurando mostrar ao homem que ele deveria comer do fruto da árvore da vida. E, se fizesse isso, teria a vida de Deus dentro de si e seria capaz de cumprir o propósito de Deus para ele.
Por outro lado, se comesse da árvore do conhecimento do bem e do mal, certamente teria esse conhecimento do bem e do mal, que é o conhecimento mais elevado; contudo, seria um pecador. Estaria sob o domínio do inimigo de Deus, em vez de derrotar o inimigo de Deus.
É isso que encontramos nas Escrituras. Deus mesmo não precisa de testemunho. Mas, para a glória de Deus, Ele quer que o homem seja o vaso, o instrumento, do Seu testemunho. Diante de quem? Diante do Seu inimigo.
Portanto, irmãos e irmãs, é aqui que entra o testemunho.
No princípio da história humana, depois da queda do homem, Deus não desistiu de Seu propósito. Em vez disso, enviou o Seu Filho unigênito a este mundo miserável para ser o nosso Salvador.
Irmãos e irmãs, o nosso Senhor Jesus veio a este mundo para nos salvar e nos conduzir de volta ao próprio propósito de Deus.
Vocês sabem, nos tempos do Antigo Testamento, Deus deu o Seu testemunho a Abraão. Como, já naquele tempo, o mundo inteiro se rebelava contra Deus, Deus escolheu Abraão. E, por meio de Abraão, surgiu a nação de Israel.
E a Israel Deus confiou o Seu testemunho. Em outras palavras, naquele tempo, o mundo inteiro se rebelava contra Deus, mas havia uma nação que dava o testemunho de Deus: que somente Deus é Deus.
Mas, infelizmente, a nação de Israel falhou nesse testemunho.
Então, quando chegamos aos tempos do Novo Testamento, Deus levantou a igreja. E à igreja Ele confiou o testemunho de Jesus.
Portanto, irmãos e irmãs, o que é o testemunho de Jesus? De que devemos dar testemunho — não apenas com palavras, mas com a vida? O que Deus confiou a nós, que cremos no Senhor Jesus?
Vemos como o inimigo odiava a igreja, porque a igreja deveria levar o testemunho de Jesus, e isso seria a ruína dele.
Assim, já no primeiro século, vemos que João, o último sobrevivente dos doze apóstolos originais, foi exilado, em sua velhice, para a ilha de Patmos. E ele nos disse que foi exilado por causa da Palavra de Deus e do testemunho de Jesus.
Na verdade, naquela época, ele era o único que restava dos doze apóstolos originais. Estava servindo a Deus na Ásia — não na Ásia como continente, mas na Ásia como província romana, a Ásia Menor.
E, por causa da Palavra de Deus e do testemunho de Jesus, ele foi exilado por Domiciano para Patmos, uma pequena ilha no mar Egeu, para trabalhar nas minas.
Então, ao lermos Apocalipse, vemos que, no dia do Senhor, de alguma forma ele conseguiu um tempo de descanso. Deve ter estado sentado sobre uma rocha, olhando através do mar Egeu em direção ao continente, porque, em um dia claro, é possível avistar vagamente a costa da Ásia Menor a partir de Patmos.
João devia estar pensando nas igrejas às quais havia servido antes de ser exilado. Enquanto fazia isso, ouviu uma voz atrás de si. Então se voltou e teve uma visão.
Era a visão de sete candeeiros de ouro. No meio deles estava Alguém semelhante a um filho de homem.
Ora, todos sabemos que, de todos os apóstolos, João era o mais próximo do Senhor. Ele se reclinava sobre o peito do Senhor. Conhecia o Senhor mais do que qualquer outra pessoa.
Mas ali, na ilha de Patmos, foi-lhe dada uma visão do Senhor ressuscitado que ele nunca havia conhecido antes.
Irmãos e irmãs, todos sabemos que o nosso Senhor Jesus subiu ao céu e agora está assentado à direita de Deus, esperando que os Seus inimigos sejam postos por estrado de Seus pés. Mas o que Ele estava fazendo ali no céu?
Certa senhora idosa quis ser batizada. Segundo o costume daquela época, qualquer pessoa que quisesse ser batizada seria interrogada pelos presbíteros. Então ela estava sentada entre os presbíteros, e eles lhe fizeram uma pergunta: “A senhora sabe o que o Senhor está fazendo no céu hoje?”
Aquela senhora idosa pensou um pouco e disse: “O Senhor está assentado no céu, olhando para mim, tentando encontrar alguma falha em mim, para ver se pequei em alguma coisa”.
Bem, é claro que ela não foi aprovada. Mas sabemos que o Senhor não estava fazendo isso. Em vez disso, em Apocalipse 1, somos informados do que o Senhor estava fazendo.
Ele estava tão ocupado quanto quando estava na terra. Na terra, Ele era o nosso Apóstolo. Ele veio, realizou e completou a obra da redenção. E agora, no céu, está aplicando essa redenção a nós, para que sejamos completos Nele.
Portanto, o que o Senhor estava fazendo era isto: Ele estava observando as sete igrejas da Ásia, no meio delas.
Irmãos e irmãs, todos sabemos que, na época do apóstolo João, havia mais de sete igrejas na Ásia Menor. Por exemplo, Colossos não estava entre elas.
Mas Deus escolheu essas sete igrejas porque as condições delas poderiam representar não apenas as igrejas de todo o primeiro século, mas também as igrejas ao longo dos séculos, até mesmo em nosso tempo.
Portanto, irmãos e irmãs, o que o nosso Senhor estava procurando nas igrejas? Ele conhecia as suas falhas. Conhecia os seus êxitos. Mas não era isso que estava procurando.
O que Ele estava procurando? Estava procurando o Seu testemunho, porque à igreja foi confiado o testemunho de Jesus.
Portanto, irmãos e irmãs, é de suma importância que saibamos o que é o testemunho de Jesus. Como podemos passar adiante a tocha do testemunho se não sabemos o que esse testemunho realmente é? O que poderíamos transmitir?
Assim, aqui, no primeiro capítulo do livro de Apocalipse, vemos que foi revelado a João, de forma resumida, o que é o testemunho de Jesus.
Ora, todos sabemos que, entre os filhos de Deus daquele tempo, João era quem mais conhecia o Senhor — aquilo que o Senhor era na terra. Mas, quanto a Cristo no céu, João não estava familiarizado com Ele.
Então, quando o Senhor Se revelou na visão em Patmos, sabemos o que João fez. João caiu como morto. Em outras palavras, percebeu que até ele havia falhado no testemunho de Jesus.
Irmãos e irmãs, o testemunho de Jesus nos foi confiado. E, se o Senhor demorar a voltar, devemos ser aqueles que passarão a tocha do testemunho à próxima geração.
E nós, se somos da próxima geração, precisamos saber qual é o testemunho que nos será entregue, para que o levemos adiante até a vinda do Senhor. Não há nada mais importante do que isso.
Portanto, queridos irmãos e irmãs, o encargo do nosso coração é que tenhamos clareza quanto ao testemunho de Jesus: aquilo que devemos guardar e aquilo que, se o Senhor demorar a voltar, devemos transmitir à próxima geração.
Assim, a minha pergunta aqui é: o que é o testemunho de Jesus? Precisamos ter muita clareza sobre isso. E não apenas clareza; precisamos estar envolvidos nesse testemunho.
Penso que ficaremos muito surpresos ao perceber que João, aquele que conhecia tão bem o Senhor, caiu como morto quando se deparou com o testemunho de Jesus. Em outras palavras, percebeu o quanto estava aquém desse testemunho.
Irmãos e irmãs, se soubermos o que é o testemunho de Jesus, faremos o mesmo.
É claro que toda a Bíblia dá testemunho de uma única coisa: ela dá testemunho do nosso Senhor Jesus. Mas, especificamente, o que é o testemunho de Jesus?
Se quisermos expressá-lo em poucas palavras, penso que não há definição melhor do testemunho de Jesus do que aquilo que o nosso Senhor Jesus, no céu, disse a João a respeito de Si mesmo. É isso que encontramos em Apocalipse 1:17-18.
O que o nosso Senhor declarou ser? Ele disse:
Eu sou o primeiro e o último, e Aquele que vive.
Isso se refere à Sua divindade. Ele é o primeiro, Ele é o último e Ele é Aquele que vive.
Ora, o que significa dizer que Ele é o primeiro? Significa que Ele é o primeiro e você é o segundo? De modo algum. Porque, quando Ele diz:
Eu sou o primeiro e Eu sou o último.
Em outras palavras, Ele é o princípio e Ele é o fim. Tudo o que há entre um e outro é Ele mesmo.
Portanto, a pergunta que nos é feita é: Cristo Jesus é o primeiro em nossa vida?
Quando o nosso Senhor estava na terra, Ele desafiou os Seus discípulos quanto a essa questão de ser Ele o primeiro.
Vocês sabem, no Antigo Testamento, nos Dez Mandamentos, lemos:
Honra teu pai e tua mãe.
Esse é o primeiro mandamento com promessa. Contudo, o nosso Senhor Jesus desafiou os Seus discípulos, dizendo:
Se amais vosso pai ou vossa mãe, irmão ou irmã, esposa ou filhos, e até a vós mesmos, mais do que a Mim, não sois dignos de ser Meus discípulos.
Irmãos e irmãs, o Senhor alguma vez já desafiou vocês quanto a isso?
Eu me lembro de quando era jovem. O Senhor me salvou quando eu tinha quinze anos, e eu era tão grato a Ele que Lhe entreguei a minha vida. Queria servi-Lo.
Mas, irmãos e irmãs, quando o Senhor me desafiou quanto a ser Ele o primeiro em minha vida, eu caí.
Vocês sabem, eu amava muito o meu pai. Ele amava o Senhor. Mas, quando o Senhor me desafiou nisso, eu lutei, porque realmente amava o meu pai mais do que a Ele.
Meu pai era pastor metodista. Era um verdadeiro metodista. Amava o Senhor e queria que todos os seus filhos servissem a Deus.
Naquela época, eu estava na faculdade. O Senhor me desafiou nessa questão do batismo.
Vocês sabem, fui batizado quando era bebê. Meu pai aspergiu água sobre a minha cabeça, e eu sempre me considerei batizado. Mas, depois que fui salvo, fui questionado repetidas vezes sobre essa questão do batismo.
E eu sempre discutia com as pessoas. Dizia: “Quando fui batizado ainda bebê, foi em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Não posso blasfemar contra o nome de Deus. Por isso, considero correto o meu batismo”. Eu me recusava a ser batizado por imersão.
E isso aconteceu por muitos anos. Sempre que as pessoas mencionavam isso, eu discutia com elas.
Lembro-me da última vez. Eu estava na faculdade e fui visitar um amigo em Xangai. Ele morava ao lado de Watchman Nee. Falou comigo novamente sobre essa questão da imersão. Mais uma vez, discuti com ele. Ele achou que eu não tinha jeito, então foi dormir.
E eu fiquei sozinho no quarto dele, sentado ali, meditando e orando. Disse: “Senhor, eu sei que a imersão é correta, porque tenho lido a Bíblia. Mas não é conveniente para mim”.
Meu pai era pastor metodista. Eu não sabia que os metodistas também batizavam por imersão; pensava que fosse apenas por aspersão.
Então eu disse ao Senhor: “Senhor, eu sei que a imersão é correta, mas não posso fazer isso agora. Depois que me tornar independente, prometo a Ti que serei batizado por imersão”.
E sabem o que aconteceu? Foi a primeira vez na minha vida que ouvi uma voz. Literalmente, ouvi uma voz me dizendo: “Aquele que ama seu pai, sua mãe e assim por diante não pode ser Meu discípulo”.
Eu sempre quis ser discípulo de Cristo. Mas, quando aquela palavra veio a mim, não havia ninguém falando comigo. Eu a ouvi. Fiquei quebrantado.
Eu disse: “Senhor, entrego tudo, contanto que eu possa ser Teu discípulo”.
Então desci silenciosamente do quarto do meu amigo e bati à porta ao lado, que era a casa do irmão Nee. Ele desceu e abriu a porta. Ele me conhecia e perguntou: “O que você quer?”
Eu disse: “Quero ser batizado”.
Ele perguntou: “Seu pai sabe?”
Eu disse: “Não. Mas senti que o Senhor me disse para fazer isso”. E fui batizado por imersão no dia seguinte.
E esse foi o começo da abertura dos meus olhos.
Irmãos e irmãs, estou usando essa ilustração apenas para demonstrar que, a menos que Cristo seja o primeiro em sua vida — e não apenas o primeiro, mas também o último e tudo o que há entre um e outro —, não somos dignos de ser Seus discípulos.
Ele disse:
Eu sou Aquele que vive.
Ele é a própria vida.
Nele estava a vida, e a vida era a luz dos homens.
Irmãos e irmãs, isso é o que o nosso Senhor Jesus era e eternamente é. E a pergunta para cada um de nós é: isso é verdade em sua vida?
Esse é o testemunho de Jesus. O testemunho de Jesus não é apenas algum ensinamento. Não é alguma doutrina que você defende. O testemunho de Jesus é vida.
Cristo é tudo para você? Há alguma coisa entre você e Ele? Esse é o testemunho de Jesus.
A menos que nos entreguemos inteiramente ao Senhor Jesus, irmãos e irmãs, não temos testemunho.
E Ele disse:
Estive morto.
Isso se refere à Sua encarnação: como Ele veio a este mundo miserável, como viveu trinta e três anos em absoluta obediência a Deus, Seu Pai, e como morreu pelos nossos pecados.
Ele levou os nossos pecados em Seu próprio corpo. Aquele que não conheceu pecado foi feito pecado por nós, para que nos tornássemos filhos de Deus. Queridos irmãos e irmãs, que preço o nosso Senhor Jesus pagou por cada um de nós!
Estive morto.
Mas esse não é o fim.
Ele continua dizendo:
E eis que estou vivo pelos séculos dos séculos, e tenho as chaves da morte e do Hades.
Ele está vivo. Ele vive e vive pelos séculos dos séculos.
E não apenas vive, mas vence. Ele tem as chaves da morte e do Hades.
Irmãos e irmãs, esse é o nosso Senhor vitorioso. Esse é o Senhor que é o nosso testemunho. E, quando falamos de testemunho, não se trata apenas de palavras; trata-se de vida.
A nossa vida é um testemunho de Jesus?
Na vida cristã, não há relatividade. Ela é sempre absoluta. Por quê? Porque o Senhor é absoluto.
Portanto, irmãos e irmãs, nesta manhã, o meu encargo é este: vocês sabem o que é o testemunho de Jesus? Sabem que foram chamados para dar esse testemunho? Têm sido fiéis ao Senhor?
Porque isso não será apenas a nossa vida na terra; será a nossa vida para sempre.
Portanto, queridos irmãos e irmãs, nesta manhã estamos diante do testemunho de Jesus. Devemos levar o testemunho de Jesus e devemos passar adiante a tocha do testemunho.
Se isso não for verdade em nossa vida, não temos nada para transmitir.
Então, que nos curvemos diante do Senhor e deixemos que Ele sonde o nosso coração.
Que o nosso Senhor Jesus olhe para nós e fique satisfeito. Essa é a oração do nosso coração. Vamos orar?
Amado Senhor, estamos diante desta séria questão: se somos fiéis ao Teu testemunho.
Oramos, Senhor, para que Tu, pelo Teu Espírito, sondes cada um de nós aqui nesta manhã. Não nos deixes ir embora sem que essa questão seja resolvida para sempre.
Senhor, Tu nos deste tudo de Ti. Como podemos reter alguma coisa de Ti? Toma-nos, ó Senhor, para que sejamos aqueles que são fiéis no Teu testemunho e, assim, se demorares a voltar, sejamos capazes de passar adiante a tocha.
Pedimos em Teu precioso nome. Amém.