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    The Complete Work Of Grace - The Grace Toward Us © 2026 Christian Testimony Ministry
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    The Complete Work Of Grace - The Grace Toward Us
    The Complete Work Of Grace - The Grace Toward Us
    Pittman, Kenny

    A Obra Completa da Graça

    Abram, por favor, no nosso versículo-base, 1 Coríntios 15:10. Acho que vocês já sabem que este é o nosso texto, este único versículo. Vou lê-lo na versão de Darby.

    Mas, pela graça de Deus, sou o que sou;
    e a Sua graça para comigo não foi em vão;
    mas trabalhei mais abundantemente do que todos eles;
    contudo, não eu, mas a graça de Deus que estava comigo.

    Senhor, ao pensarmos neste único versículo, começamos a considerar novamente algo da profundidade da graça de Deus. Oramos para que o Teu Espírito Santo continue a tornar isso real para nós.

    Senhor, sempre dizemos isso, e dizemos de coração, porque somos inteiramente dependentes. Somente Tu tens as palavras da vida eterna. Se Tu não falares, se Tu não revelares, se Tu não nos abrires o que a Tua Palavra realmente está dizendo, não a compreenderemos.

    Nós Te dizemos que precisamos, nesta manhã, do espírito de sabedoria e de revelação no pleno conhecimento Dele. Ajuda-nos, vivifica-nos, faze-nos ouvir e faze-nos ver. Então conheceremos — então conheceremos — a profundidade da Tua graça. No precioso nome de Jesus, amém.

    A Estrutura da Graça em Quatro Partes

    Bem, creio que vocês conhecem o nosso assunto — pelo menos, assim espero. Esta é a segunda parte de uma série de quatro mensagens. Acho que este versículo se divide facilmente em quatro partes.

    Vocês já me ouviram compartilhar sobre a primeira parte:

    Mas, pela graça de Deus, sou o que sou.

    Esse era o testemunho de Paulo. Acima de tudo, ele atribuía o mérito à graça de Deus, e esse também deveria ser o nosso testemunho. Foi essencialmente disso que falamos.

    Hoje vamos falar sobre esta segunda expressão:

    E a Sua graça para comigo não foi em vão.

    Essa será a segunda parte que examinaremos hoje.

    Depois vem a terceira parte — eu lhes disse que ela provavelmente os deixa um pouco nervosos:

    Mas trabalhei mais abundantemente do que todos eles.

    Quando pensamos em graça, não pensamos em esforço, não é? Não pensamos em trabalho. Mas há algo aqui.

    E, por fim, creio que vem o segredo — o segredo da vida cristã:

    Contudo, não eu.

    Nunca pensei em fazer uma tatuagem, mas, se fizesse, ela diria: “Contudo, não eu, mas Cristo”.

    Este é o segredo da vida cristã:

    Contudo, não eu, mas a graça de Deus que estava comigo.

    Portanto, é disso que temos tratado, e é disso que trataremos novamente nesta manhã e nas outras ocasiões em que eu estiver responsável pela mensagem. Vemos, neste único versículo, a extraordinária apreciação de Paulo pela graça de Deus — quanto mérito ele atribuía à graça.

    Essencialmente, ele disse: “Foi ela que fez de mim o que sou”. Eu disse isso com o que espero ter sido uma convicção verdadeira: nenhum de nós — nenhum de nós, por mais bem-sucedido que seja neste mundo — é alguém que se fez por si mesmo. Somos pessoas feitas pela graça. Era isso que o apóstolo Paulo estava dizendo neste versículo.

    A Obra Completa da Graça

    Pensei nisso. Na verdade, pensei em outro título. Quase dei outro título à mensagem: “Graça sobre graça”. Como seria apropriado, a partir de João 1. Mas, quanto mais meditava neste único versículo ao longo destes meses — tenho pensado nele —, mais pensava neste título: A Obra Completa da Graça.

    Creio que, condensado neste único versículo, há algo profundo da graça de Deus, algo extraordinário da graça de Deus, algo revelado que parece formar um todo.

    Sabem, na minha profissão de engenheiro estrutural, não me permitem usar a palavra completo. A seguradora responsável pelo meu seguro de responsabilidade profissional me diz: “Você não pode usar essa palavra”, porque nada do que fazemos é completo. Nada do que fazemos é perfeito. Se você der a entender que é, na pior das hipóteses estará errado e, na melhor, será um mentiroso.

    Mas talvez eu tenha um pouco de espírito rebelde. Quando penso no Senhor Jesus, a palavra completo é perfeita. A obra completa da graça: aqui está ela.

    Paulo falou sobre como a graça fez dele o que era. Falou sobre a graça para com ele. Falou sobre como trabalhou mais abundantemente para cooperar com essa graça. E, por fim, disse:

    Contudo, não eu.

    Esse é sempre o testemunho cristão:

    Mas a graça de Deus que estava comigo.

    Então, é mais ou menos nesse ponto que temos estado ao considerar esta palavra. Sabem, mencionei da última vez que a graça aparece três vezes neste único versículo, neste versículo tão abrangente. Isso só acontece em outro lugar no Novo Testamento: Romanos 11:6, ao tratar da eleição e dos filhos de Israel.

    Mas aqui vemos graça sobre graça. Vemos uma obra completa da graça. E não apenas vemos a graça três vezes, mas também vemos quatro vezes esta palavra: mas.

    Agora, talvez vocês não achem que esses “mas” sejam muito importantes. Nunca me esquecerei de quando o irmão Sparks nos ajudou com isso e disse: “Quando vocês virem a palavra mas, prestem atenção nela. É uma palavra importante”.

    Pensem naquela antiga expressão: “Não fosse a graça de Deus, ali estaria eu”. É isso que o apóstolo Paulo está dizendo. Mas aqui, neste versículo, há quatro ocorrências dessa conjunção, traduzidas como mas ou contudo:

    Mas, pela graça de Deus, sou o que sou.
    Mas trabalhei mais abundantemente do que todos eles.
    Contudo, não eu.
    Mas a graça de Deus que estava comigo.

    Bem, eu, pessoalmente, já cometi muitos erros de inglês, como está muito bem comprovado. Os antigos professores de inglês costumavam dizer: “Nunca comece uma frase com mas ou e, uma conjunção. Isso é mau uso do inglês”. Pois bem, o apóstolo Paulo não teve esses professores. Graças a Deus. Hoje isso já se tornou aceitável.

    Mas pensem naquele versículo de Efésios 2:4. Eu sempre brinco com o John; um dia ele vai me bater, tenho certeza. Mas aquele versículo de Efésios 2:4 diz:

    Mas Deus.

    Não é maravilhosa essa maneira de começar?

    Irmãos e irmãs, esse é o segredo para todos nós, como crentes, e para todo este universo: há uma coisa — mas Deus. Graças ao Senhor por essa pequena palavra, mas.

    Uma fonte sobre redação em inglês que eu estava consultando dizia que, no passado, os professores de inglês — aliás, tenho professores demais na minha casa — costumavam pregar que nunca se deveria começar uma frase com conjunções como e ou mas, essas palavras de ligação. Como alguém que já cometeu muitos erros, fico feliz por isso ter se tornado aceitável.

    Ouçam o que disse o Merriam-Webster: mas, usado no começo de uma frase, expressa surpresa e espanto. Se a profundidade da graça de Deus não nos surpreende nem nos espanta, o que poderia nos surpreender?

    Mas, pela graça de Deus, sou o que sou.
    Contudo, não eu, mas a graça de Deus que estava comigo.

    É disso que temos tratado.

    Há um versículo que eu gostaria de ler para vocês. Podem anotá-lo e pensar nele depois: Efésios 4:7. Quando penso nesse versículo, penso simplesmente nas palavras: “Mas a graça”.

    Mas a cada um de nós foi dada a graça segundo a medida do dom de Cristo.

    A cada um de nós. Irmãos e irmãs, ela não foi dada apenas ao apóstolo Paulo. Não foi dada apenas aos apóstolos. Não foi dada apenas aos santos de idade avançada no passado. Ela é dada — prestem atenção a essa expressão — a cada um de nós: uma medida de graça.

    É assim que o testemunho de Paulo é grandioso, e assim também deveria ser o nosso.

    Também mencionei que a definição comum de graça — uma bela definição, que amo e cujo valor jamais diminuirei — é favor imerecido. Como isso explica a graça de Deus!

    Mas creio que, quando olhamos para a explicação de Paulo sobre a graça de Deus, vemos mais do que apenas o favor imerecido que nos salvou. Vemos mais do que apenas o favor imerecido que nos deu acesso. Começamos a ver o favor imerecido de Deus que nos trouxe a Ele mesmo e o Seu poder ilimitado para nos transformar naquilo que não somos. Isso é graça.

    No fim, quando a graça tiver realizado a sua obra, creio que nós, como o apóstolo Paulo, diremos:

    Contudo, não eu, mas a graça de Deus que estava comigo.

    Então, é nesse ponto que temos estado. Da última vez, compartilhamos sobre a graça como nosso testemunho; sobre graça sobre graça, nosso princípio e nosso fim. Não quero retomar tudo isso. Compartilhamos sobre a graça como nosso tudo, suficiente em toda circunstância — em toda circunstância.

    A Graça para Conosco

    Hoje vamos continuar a considerar a obra completa da graça em uma expressão, uma expressão sobre a qual gostaria que pensássemos e que talvez procurássemos compreender um pouco mais profundamente: a graça para conosco.

    Irmãos e irmãs, ao pensarem nisso, considerem por um momento quantas coisas estão contra nós. É incrível, quando começamos a pensar, quantas coisas neste mundo estão contra nós. Especialmente como crentes, quantas coisas estão contra nós?

    Lembro-me de ter lido, anos atrás, quando havia acabado de nascer de novo, que uma pessoa vivendo neste mundo, não salva e sem conhecer a graça de Deus, pode levar uma vida relativamente simples, sem ser incomodada. Mas, quando você se volta para o Senhor Jesus, quando se torna Dele e, mais ainda, quando entra na plenitude do Seu propósito, a vida deixa de ser fácil.

    Vocês conhecem a expressão. Não vou dizê-la por inteiro por respeito às pessoas aqui presentes: a vida é difícil, e depois você morre. A Linda está balançando a cabeça. Acho que está preocupada comigo outra vez, pensando que esqueci uma parte. Há outra parte dessa frase que não é apropriada para este público. Vocês sabem o que quero dizer.

    Irmãos e irmãs, quantas coisas estão contra nós? Acho que há uma bela história na Bíblia que vem depois da alimentação dos cinco mil.

    Que milagre da graça: dois pães, alguns peixes, peixinhos, a refeição de um menino; e, no entanto, a graça multiplicada alimentou aquela multidão, e ainda sobraram cestos cheios.

    Depois, vocês se lembram de que o Senhor Jesus disse aos Seus discípulos: “Entrem no barco”. Lembram-se? Ao fim daquele milagre, Ele disse: “Entrem no barco e vão para o outro lado, para Betsaida, e encontrem-Me lá”. Vocês se lembram da história. Acho que todos provavelmente a conhecem. Ela aparece em vários lugares nas Escrituras.

    Marcos 6:47-48 diz:

    E, chegada a tarde, estava o barco no meio do mar, e Ele, sozinho em terra.
    E, vendo-os fatigados a remar, porque o vento lhes era contrário.

    Falando do Senhor Jesus, Ele os viu “fatigados a remar”. Ouçam esta expressão; ela é tão vívida:

    Porque o vento lhes era contrário.

    Agora, se vocês já pensaram nas dificuldades da vida, essa não é uma boa expressão? Às vezes não descobrimos que, na vida, estamos nos esforçando para remar? Vocês não descobrem, nas circunstâncias da vida, que o vento lhes é contrário? Acho essa expressão tão vívida. A Palavra de Deus é tão bela.

    Creio que é por isso que podemos dar graças e dizer que a graça é para conosco. Graça — grande graça. Mesmo que tudo esteja contra nós, ainda assim, pela graça de Deus, a Sua graça é para conosco.

    Creio que esse é o segredo dessa história. Vocês se lembram de que o Senhor foi até eles e entrou no barco. Acho que é isso que acontece com o cristão. Irmãos e irmãs, o Senhor não está simplesmente longe, sem relação alguma com vocês. Como nosso irmão disse na abertura, Ele tem um relacionamento direto e pessoal com vocês, e entra no barco com vocês. Podem imaginar? Isso é graça sobre graça.

    Então, quando Ele entra no barco, de algum modo a tempestade se acalma. Acho que isso é graça para conosco.

    A Tradução Literal de Young diz:

    O vento estava contra eles.

    Há tanta coisa na vida contra nós, quando pensamos nas provações da vida e em tudo o mais. Mas pensem além — pensem além por um momento. Pensem no próprio Satanás: ele está contra nós.

    A Oposição de Satanás, do Mundo, do Pecado e do Eu

    Nunca consigo compreender plenamente a história de Jó, por mais vezes que a tenha lido e considerado. Quando Satanás foi diante do trono de Deus Pai e disse: “Tu me darias acesso a Jó?”, eu teria dito: “De jeito nenhum!”.

    Mas Deus sabia melhor. Ele sabia que, de algum modo, Jó não conheceria a profundidade, não experimentaria a altura, não experimentaria a largura, não experimentaria o comprimento sem passar por uma experiência como aquela.

    O próprio Satanás está contra nós. E, sabem, o inimigo — o inimigo — realmente nos odeia. Se vocês não sabiam disso, precisam saber.

    João 10:10 diz:

    O ladrão não vem senão para roubar, matar e destruir;
    Eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância.

    Bem, esse não é alguém que vocês gostariam de convidar para jantar em casa. Mas então o texto diz algo glorioso. Isto é graça:

    Eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância.

    Isso não é graça? Louvado seja o Senhor. Embora o inimigo esteja contra nós, como Paul Harvey costumava dizer, o restante da história é:

    Eu vim para que tenham vida.

    E, aliás, não uma vida escassa — uma vida abundante. Isso é a graça completa.

    Penso em Apocalipse 12:10:

    Agora é chegada a salvação, e o poder, e o reino do nosso Deus, e a autoridade do Seu Cristo: porque foi lançado fora o acusador de nossos irmãos, que os acusa diante do nosso Deus dia e noite.

    Eu só gostaria que o inimigo tirasse uma folga — umas férias. Todos nós tiramos. Mas ele nos acusa dia e noite. Como o inimigo está contra nós!

    Mas a boa notícia neste versículo é que vemos que ele será lançado fora, graças a Deus. E vemos que, enquanto isso, o Senhor disponibilizou uma porção da Sua graça tão poderosa que o inimigo não consegue sequer penetrá-la.

    O versículo seguinte, Apocalipse 12:11, fala de como eles o venceram:

    E eles o venceram por causa do sangue do Cordeiro e por causa da palavra do seu testemunho; e não amaram a sua vida até a morte.

    Toda graça é providenciada para enfrentar o mais perverso inimigo, e Satanás é o mais perverso inimigo.

    Pensem no mundo. Vocês podem gostar deste mundo, mas o mundo os odeia. Não sei se estou desfazendo as suas ilusões, ou as suas ilusões idealistas, nesta manhã, mas o mundo os odeia. O Senhor disse em João 15:18-19 que o mundo O odiou e que odiaria vocês.

    Ele os odeia no momento em que vocês realmente começam… Bem, deixem-me fazer uma pequena digressão, se não se importam. Aliás, faço isso com frequência.

    O mundo gosta de dizer que nós, os crentes, somos pessoas cheias de ódio. Vocês sabem, isso é muito comum. Esse é o novo ataque contra os cristãos: “Vocês são cheios de ódio porque não acolhem este grupo e porque não gostam daquele grupo. Ódio, ódio, ódio”. Eles gostam de dizer: “O amor vence”.

    Mas eles são os que mais odeiam. O mundo, disse o Senhor, odiará vocês. Não fiquem à vontade demais com o mundo. Vocês precisam viver no mundo. Estão no mundo, mas o Senhor disse que não são do mundo.

    A razão pela qual podemos atravessar este mundo e ser um testemunho é que a graça ilimitada de Deus é derramada sobre nós. É assim que conseguimos seguir em frente. É assim que conseguimos seguir em frente neste mundo.

    Ouçam 1 João 4:4:

    Vós sois de Deus, filhinhos, e os tendes vencido: porque maior é Aquele que está em vós do que aquele que está no mundo.

    Isso inclui Satanás, o príncipe deste mundo. Inclui o próprio mundo. E o Senhor disse — que graça maravilhosa:

    Maior é Aquele que está em vós do que aquele que está no mundo.

    Aquele é o próprio Senhor, pelo Espírito Santo.

    Pensem por um momento em outra coisa que está contra nós: o pecado está contra nós.

    Vocês se lembram de como lemos aquele versículo da última vez, em Romanos 5:20:

    A lei, porém, sobreveio para que a transgressão abundasse; mas, onde abundou o pecado, a graça superabundou.

    Isso não é extraordinário? Louvado seja o Senhor, porque o pecado, com toda a sua escuridão — com sua capacidade de arruinar vidas, destruir casamentos e destruir pessoas —, não é mais poderoso do que a graça.

    É verdade: precisamos reconhecer que o pecado abunda. Basta ler o jornal, assistir às notícias ou acessar a internet. Mas aqui está o mas. Aqui está o mais importante:

    Mas, onde abundou o pecado, a graça superabundou.

    Que palavra de encorajamento. Ela começa com mas:

    Mas, onde abundou o pecado, a graça abundou muito mais.

    É assim na versão King James; ou, em Darby:

    Onde abundou o pecado, a graça superabundou.

    Graças a Deus por isso. Não há pecado para o qual não haja graça — e graça superabundante. Isso é encorajador.

    Em terceiro lugar — quero dizer, outra coisa em que penso — está o eu. Não sei se vocês já se depararam com isso e o descobriram, mas o eu, a vida do eu, aquilo que vocês são em sua totalidade, muitas vezes está contra vocês. Vocês já descobriram isso.

    Mais de uma vez vocês disseram: “Eu realmente quero. Eu gostaria de ter feito. Eu decidi fazer”. Mas, por causa do pecado que estava em vocês, como em Romanos 7, não conseguiam. Essa vida do eu parecia sempre impulsioná-los em outra direção. Dizemos que podemos ser o nosso próprio pior inimigo. Acho que vocês concordam com isso.

    Lembro-me da tirinha do Pogo. Eu a adoro. Nenhum de vocês, jovens, faz ideia do que estou falando. Estão pensando: “Irmão Pittman, do que é que o senhor está falando?”. A tirinha do Pogo diz: “Encontramos o inimigo, e ele somos nós”. Há muita verdade espiritual nisso.

    A nossa vida do eu, o pecado, tende a nos causar muitos problemas. Essa frase, na verdade, deriva da famosa declaração do almirante Oliver Hazard Perry, em 1813, na Batalha do Lago Erie, quando, combatendo os britânicos, disse: “Encontramos o inimigo, e ele é nosso”. Mas o Pogo mudou tudo, e é assim que nos lembramos dela.

    Vocês não percebem como a vida do eu é difícil? Ela está contra vocês. Até que haja uma intervenção, até que haja uma mudança, e o eu saia do trono e Cristo esteja no trono, essa vida do eu pode ser o maior inimigo de vocês.

    Vocês se lembram de quando o apóstolo Paulo estava no caminho de Damasco, e aquela luz brilhou tão intensamente ao meio-dia que o derrubou do cavalo. Mencionei isso na semana passada. Ele fez duas perguntas:

    Senhor, quem és Tu?
    Senhor, que queres Tu que eu faça?

    Essas são duas perguntas importantíssimas. Quando vocês dizem essas palavras e as dizem de todo o coração — “Senhor” —, o eu é destronado, e Cristo assume o trono.

    Somente a graça pode fazer isso. Somos difíceis demais para sermos vencidos sem a graça de Deus. Mas o objetivo é que sejamos como o apóstolo Paulo e tenhamos o Senhor no trono.

    O Testemunho das Escrituras sobre a Graça para Conosco

    Agora, eu gostaria que vocês fizessem algo — este é um incentivo. Não sei se vão dedicar tempo a isso, mas gostaria que dedicassem. Eu fiz, e foi muito proveitoso. Comecei a procurar esta expressão, “para conosco” ou “para comigo”, nas Escrituras, e foi esclarecedor. Simplesmente pesquisem. Vou dar alguns exemplos.

    Amo o exemplo de Cânticos 7:10. Essa é a última de três expressões semelhantes. Quando, finalmente, a jovem sulamita amadureceu em seu amor pela graça de Deus — todos os tratamentos pelos quais passou naquele livro finalmente a levaram ao amor maduro —, ela disse estas palavras maravilhosas:

    Eu sou do meu Amado,
    e o Seu desejo é para comigo.

    Graças a Deus. Que descoberta! Que descoberta o apóstolo Paulo fez! Acho que isso é algo realmente extraordinário: o Seu amor é para comigo.

    Talvez eu leia mais alguns versículos. 1 João 1:9 — não, não é esse que eu queria. Prefiro que vocês vejam Efésios 1:19. Acho que conhecem este versículo, mas abram comigo no primeiro capítulo de Efésios, em Efésios 1:19:

    E qual a suprema grandeza do Seu poder para conosco, os que cremos, segundo a operação da força do Seu poder.

    Onde estaríamos sem a suprema grandeza do Seu poder para conosco, os que cremos?

    Vejam Salmos 117:2. Prometo que não vou ler todos esses textos para vocês.

    Porque a Sua benignidade é grande para conosco;
    e a verdade do Senhor dura para sempre.
    Louvai ao Senhor.

    Irmãos e irmãs, tudo isso é por causa da Sua graça.

    Vejam comigo novamente Efésios 1:7-8:

    Em Quem temos a redenção pelo Seu sangue, o perdão das nossas transgressões, segundo as riquezas da Sua graça,
    que Ele fez abundar para conosco em toda a sabedoria e prudência.

    Ele fez as riquezas da Sua graça abundarem para conosco em toda a sabedoria e inteligência.

    Efésios 2:7 diz:

    Para mostrar, nos séculos vindouros, as supremas riquezas da Sua graça em bondade para conosco em Cristo Jesus.

    Pensem nisso. No momento em que vivemos, nesta vida presente, as riquezas da Sua graça estão sendo dirigidas a nós, colocadas à nossa disposição. Mas pensem nisso em sua extensão, em seu aspecto eterno. Na eternidade, serão necessários os séculos vindouros para começarmos a apreciar as supremas riquezas da Sua graça em bondade para conosco em Cristo Jesus.

    Vocês não chegarão a isso nesta era. Viverão pela graça de Deus. Conhecerão a abundância da graça de Deus. Mas, na eternidade, descobrirão as supremas riquezas da Sua graça em bondade. Assim é a plenitude, assim é a profundidade da graça de Deus.

    A Abundância e a Inesgotabilidade da Graça

    A segunda coisa em que pensei é que a graça de Deus é abundante e inesgotável. Nunca são demais os superlativos usados para falar da graça de Deus. Vocês não conseguem — deixem-me dizer assim — exagerar ou engrandecer além da realidade a graça de Deus, mesmo que tentem.

    Quando lemos os versículos em que o apóstolo Paulo empregou superlativo após superlativo, simplesmente na tentativa de explicar a profundidade da graça de Deus, começamos a ter uma noção de sua grandeza.

    Pensei apenas neste fato: a Sua graça para conosco não tem medida. Não é possível medi-la. Não é possível quantificá-la. Tentem, por um momento, quantificar o — vou precisar de ajuda com o inglês aqui — inquantificável. Essa palavra existe, ou acabei de inventá-la agora?

    Para você, que é professor de história, ela funciona. Estou com você, irmão. O ano de 1813 estava certo? Obrigado.

    Não se pode quantificar o inquantificável. Não se pode medir o imensurável.

    Lembro-me de que certa vez tive um cliente. Naquela ocasião, ele estava me dando uma bronca daquelas. Aliás, não queria pagar meus honorários, e geralmente é para isso que trabalhamos. Nem sempre as coisas acontecem assim.

    Mas lembro-me de que ele dizia: “Como você pode cobrar? Você não fez muito trabalho aqui”. Ele estava convencido de que quase não tínhamos feito nada. Então, talvez não tenha sido uma ideia genial, mas pelo menos ajudou. Fui buscar os arquivos de cálculo. Levei-os ao escritório dele, coloquei aquela pilha de cálculos no meio da mesa e disse: “Foi isso que fizemos”.

    Ele não fazia ideia. Disse: “O que vocês fazem?”. A Linda ainda se pergunta o que eu faço. Tudo o que faço é calcular.

    Mas não se pode calcular o incalculável. Quando se trata da graça de Deus, não se pode medir o imensurável, e não se pode abarcar o infinito com as mãos, por mais que se tente. Isso, para mim, expressa a profundidade da graça de Deus.

    Amo aquele hino que cantamos. Obrigado, irmã, por tocar aquele hino. Annie Johnson Flint — compartilhei sobre ela da última vez. Não vou me aprofundar nisso agora, mas “Ele Dá Mais Graça”. Que belo hino.

    Seu amor não tem limite, Sua graça não tem medida,
    Seu poder não tem fronteira conhecida pelos homens;
    Pois, de Suas infinitas riquezas em Jesus,
    Ele dá