Este é o último parágrafo: Romanos 8:31-39. A esta altura, espero que vocês já tenham memorizado esses versículos.
Começa no versículo 31. O apóstolo Paulo, ao encerrar este capítulo, diz:
Que diremos, pois, a estas coisas?
Se Deus é por nós, quem será contra nós?
Aquele que não poupou o Seu próprio Filho, antes O entregou por todos nós, como não nos dará também com Ele, gratuitamente, todas as coisas?
Quem intentará acusação contra os eleitos de Deus? É Deus Quem os justifica;
quem os condenará? É Cristo Jesus Quem morreu, ou, antes, Quem ressuscitou dentre os mortos, o Qual está à direita de Deus e também intercede por nós.
Quem nos separará do amor de Cristo? A tribulação, ou a angústia, ou a perseguição, ou a fome, ou a nudez, ou o perigo, ou a espada?
Como está escrito:
Por amor de Ti, somos entregues à morte todo o dia;
fomos considerados como ovelhas para o matadouro.
Mas, em todas estas coisas, somos mais que vencedores por Aquele que nos amou.
Porque estou persuadido de que nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as coisas presentes, nem as futuras, nem as potestades,
nem a altura, nem a profundidade, nem qualquer outra criatura poderá separar-nos do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor.
Vou ler novamente os versículos 38 e 39. Este é o nosso texto:
Porque estou persuadido de que nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as coisas presentes, nem as futuras, nem as potestades,
nem a altura, nem a profundidade, nem qualquer outra criatura poderá separar-nos do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor.
Agora, vamos fazer uma oração.
Senhor, somos tão gratos pela Tua Palavra. Onde estaríamos sem a Tua Palavra? O que faríamos sem as Tuas palavras? Como disse o salmista, se nos privares da Tua Palavra, morreremos.
Nós Te dizemos novamente, Senhor, que somente Tu tens as palavras de vida eterna — ninguém mais. As Tuas palavras são espírito e vida. Pedimos que o Espírito Santo venha nesta manhã, durante o nosso tempo de compartilhar, e vivifique os pensamentos, vivifique os corações e vivifique os espíritos e as mentes dos santos, para que possamos ouvir e receber o que está no Teu coração.
Fala conosco, Senhor. Esperamos em Ti. Precisamos da Tua Palavra. Somos gratos porque Tu a deste, mas nesta manhã pedimos uma unção sobre ela, para que possamos ouvi-la e entrar na sua realidade. No precioso nome de Jesus, amém.
Bem, acho que vocês sabem que temos compartilhado sobre este último parágrafo de Romanos 8. Este é o encerramento. Aliás, não vou ceder a provocações, nem tentar, por minha própria iniciativa, prolongar o tempo. Este é o encerramento desta última série, que chamei de as alegações finais divinas.
Um irmão me perguntou: “De onde você tirou isso?” Desculpem, não sei se isso tem falado ao coração de vocês, mas li em muitos lugares sobre argumentos de encerramento e conclusão. Senti-me realmente impelido a ver o que estamos examinando como este grande resumo de Romanos 8, no qual Deus nos revela a profundidade da Sua Palavra de uma maneira que encontramos em poucos outros lugares.
Esta é a argumentação de Deus em favor do evangelho em Romanos. Esta é a argumentação de Deus contra o homem como pecador no livro de Romanos. Vocês percebem a profundidade quando leem as primeiras partes. Esta é a argumentação de Deus em favor da justificação do homem por meio da morte do Seu Filho. Se alguma vez houve um processo judicial, este é o processo — no tribunal eterno.
Esta é a argumentação de Deus para a revelação do Seu grande propósito. E, se vocês conseguem imaginar qual é esse propósito, logo antes de o apóstolo Paulo começar estas alegações finais, ele diz que devemos ser conformados à imagem do Seu Filho. Esse é o propósito. Esse é o fim.
Se vocês pensarem nisso, é algo quase vasto demais para assimilar. É quase avassalador. Mas, no fim, como costumo dizer a partir daquele versículo de 1 João 3:2:
Quando Ele Se manifestar, seremos semelhantes a Ele; porque assim como Ele é, O veremos.
Um crente pode esperar algo além desse grande pensamento?
Então, foi dessa maneira que fui conduzido. Como vocês sabem, procurei ilustrar um pouco a ideia de um processo judicial. Todos os processos judiciais, pelo menos, têm uma exposição inicial. Essa exposição apresenta o assunto do processo. Ela resume aquilo de que o processo tratará.
Depois, se vocês já estiveram num tribunal — e espero que nunca precisem estar —, vem a apresentação das provas, que é a maior parte do julgamento. As provas são apresentadas, e às vezes isso leva meses ou até mais; às vezes, leva dias, dependendo do caso.
Mas, no fim, todo processo tem alegações finais. É nesse momento que os representantes do réu, ou os representantes da acusação, apresentam um resumo e destacam os pontos principais do caso. No fim, procuram fazer as últimas declarações capazes de convencer. São as alegações finais, e é isso que temos examinado: as alegações finais divinas.
No início, li um artigo escrito por especialistas em direito que descrevia isso assim: as alegações finais são definidas como uma síntese, ou um resumo. São a declaração conclusiva dos advogados de cada parte, reiterando os argumentos importantes a quem julga os fatos — muitas vezes, o júri em um processo judicial. As alegações finais ocorrem depois da apresentação das provas.
Romanos 1:1 até Romanos 8:30 é a apresentação de todas as provas. Então chegamos a Romanos 8:31 e começamos a ver, até o fim daquele capítulo, a argumentação conclusiva, ou as alegações finais.
Hoje quero falar sobre estar persuadido. Esse é, de fato, o resultado pretendido de toda alegação final. Esse é realmente o objetivo de toda alegação final. O propósito é convencer.
Quando se trata da defesa de um réu, procura-se estabelecer uma dúvida razoável. É tudo o que é preciso fazer em nosso sistema de justiça. Se você conseguir estabelecer uma dúvida razoável, aquela pessoa poderá sair livre. É claro que, em Romanos 8, o objetivo é produzir uma fé inabalável no crente, não uma dúvida razoável. É disso que Romanos 8 trata.
Penso na importância desses nove versículos. Gosto do que William Newell disse em seu conhecido livro Romanos: Versículo por Versículo. Ele disse: “Paulo chega aqui ao cume da experiência cristã”. Essa é a importância dessas palavras.
Lembro-me de que, no início, compartilhei um pouco sobre o julgamento de O. J. Simpson. Algumas pessoas ficaram um pouco preocupadas, achando que eu seria criticado depois disso. Desculpem se isso incomodou vocês, mas talvez vocês não saibam: este é o vigésimo aniversário do julgamento de O. J.
Foi um julgamento que prendeu a atenção da nação, chamado de julgamento do século — como nenhum outro julgamento anterior em nossa história. Disseram que, depois das alegações finais, depois daquelas poderosas alegações finais que viraram o caso de cabeça para baixo, as pessoas nos Estados Unidos estavam tão envolvidas, tão atentas, que a Rodeo Drive e as ruas de Beverly Hills ficaram completamente vazias. Aquela cena nunca mais se repetiu. As pessoas aguardavam tanto o veredito, esperavam tanto para ouvir, e aquelas alegações finais foram tão poderosas.
Vocês se lembram de Johnny Cochran. Eu até compartilhei isso. Ele colocou aquele velho gorro de malha e disse: “Se não servir, vocês devem absolver”. Aquilo ecoou nos ouvidos de uma nação e ecoou nos ouvidos de um júri. O poder daquelas alegações finais fez o culpado sair livre.
Agora, digo que foi aqui que as pessoas acharam que eu me compliquei: elas fizeram o culpado sair livre. Irmãos e irmãs, o poder das alegações finais divinas faz o culpado sair livre. E aquele a quem Cristo libertou é verdadeiramente livre.
Esse era o versículo do meu testemunho depois que fui salvo. Todos perguntavam: “Qual é o seu testemunho?” Eu dizia: “Meu testemunho é João 8:36”:
Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres.
Então, é isso que temos examinado: quão poderosa é esta argumentação final?
Já examinamos três coisas. Espero que vocês se lembrem de algumas delas.
Em primeiro lugar, Deus é por nós. Conseguem imaginar quantos crentes ainda têm dificuldade com isso? Essa é a grande declaração destas alegações finais: Deus é por nós.
Irmãos e irmãs, precisamos saber disso. Se, de alguma maneira, duvidamos, não cremos ou não conseguimos nos apropriar, no Espírito, do fato de que Deus é por nós, então estamos perdidos.
Que prova existe? Há uma prova extraordinária:
Aquele que não poupou o Seu próprio Filho.
Essa é a prova. Essa é a prova inacreditável. Ele poderia fazer algo mais para provar a vocês o primeiro ponto destas alegações finais? Deus é por nós. Esse é o primeiro ponto.
Depois, compartilhamos que Deus nos defende, nesses outros versículos. Romanos 8:33:
Quem intentará acusação contra os eleitos de Deus? É Deus Quem os justifica.
Irmãos e irmãs, esta é a boa notícia. Este é o segundo ponto principal que o apóstolo apresentou nestas alegações finais: Deus nos defende. Se vocês querem alguém para defendê-los, pensem nisso — eu espero que seja Deus.
Diziam que O. J. tinha o dream team, o time dos sonhos. Jim joga basquete, então ele sabe. Usam muito essa expressão para equipes de basquete que montam reunindo todos aqueles atletas profissionais incrivelmente talentosos. Mas acho que talvez uma das primeiras vezes em que essa expressão foi usada tenha sido em referência aos advogados de O. J., à sua equipe de defesa.
Havia uma quantidade impressionante de advogados — advogados excelentes — trabalhando no caso desse homem. Ainda bem, para ele, que tinha milhões para gastar. Advogados não custam pouco.
Mas nós temos o principal advogado de defesa de toda a criação. Time dos sonhos? Nós temos o time.
Se Deus é por nós, quem será contra nós?
Quem intentará acusação contra os eleitos de Deus? É Deus Quem os justifica.
Esse é o segundo ponto. Finalmente, o último ponto é que Deus está conosco, em Romanos 8:35-37. Ele está conosco nas circunstâncias mais profundas e mais sombrias.
Essas sete coisas são mencionadas nesses versículos: tribulação, angústia, perseguição, fome, nudez, perigo e espada. O ponto das alegações finais — o ponto que o apóstolo Paulo apresenta — é que, na circunstância mais difícil, na situação de maior provação pela qual vocês possam passar como crentes, Deus está conosco.
Não apenas Deus é por nós. Não apenas Ele é o nosso advogado de defesa — Deus nos defende. Mas, em terceiro lugar, Deus está conosco em todas as circunstâncias. Conseguem imaginar?
Griffith Thomas chamou isso de certeza exultante. Precisamos dessa certeza exultante. Outro chamou isso de clímax magnífico. Precisamos conhecer o Senhor com essa certeza. É disso que estamos tratando.
Hoje vamos examinar apenas três coisas. Vocês sabem, não consigo lidar com mais de três. Algumas pessoas mais talentosas conseguem lidar com mais; eu fico com três.
Já lemos Romanos 8:38-39. Eles são o nosso texto. São a síntese das alegações finais e a conclusão da declaração final.
Paulo dá um testemunho aqui. É Paulo quem está falando. Nessa síntese, ele apresenta um testemunho direto. Ele diz:
Porque estou persuadido.
Irmãos e irmãs, esse é todo o propósito de um processo. Esse é todo o propósito das alegações finais. Esse é todo o objetivo: persuadir vocês, para que não haja dúvida e vocês possam dizer, como o apóstolo Paulo:
Porque estou persuadido.
Não há testemunho melhor que esse. Esse era o testemunho do apóstolo Paulo. Li em outro artigo jurídico: “A persuasão é o objetivo das alegações finais”. Qual é a principal coisa que se procura fazer nessa síntese? É simplesmente isto: persuadir.
Persuadir. Irmãos e irmãs, precisamos desse testemunho que o apóstolo Paulo tinha. É disso que tratam estas alegações finais.
Agora, aqui está a pergunta. Paulo está persuadido, obviamente. Ele diz:
Porque estou persuadido.
Não há hesitação em seu testemunho. Aqui está a pergunta: Você está persuadido?
Aqui está a pergunta que preciso fazer a mim mesmo: estou realmente persuadido? Tenho me apropriado dessas grandes verdades? Creio realmente que Deus é por mim? Creio realmente que Deus vai me defender? Creio realmente que Deus está comigo nas circunstâncias mais sombrias e nas mais luminosas?
Este é o testemunho de Paulo de que precisamos:
Porque estou persuadido.
Gosto do que Griffith Thomas disse: “O amor de Cristo é tão certo, tão constante e tão imutável que produz uma convicção plena”. Essa é uma declaração e tanto.
Nada no espaço ou no tempo será capaz de separar os crentes do amor de Deus que está em Cristo Jesus. Essa é a convicção do apóstolo Paulo. A pergunta vital nesta manhã não é se Paulo a tinha. Está claro que Paulo a tinha. A pergunta vital é: Eu a tenho?
Quero que essa seja a preocupação central quando pensamos em estar persuadidos. Você está persuadido de que Deus é por você? Está?
Não consigo dizer a vocês com quantos crentes já estive, aconselhando-os, conversando com eles e tendo comunhão com eles, e eles hesitam. Dizem: “Não sei se Deus é realmente por mim”. Conseguem imaginar?
Quanta esperança se esvairia de nossos corações? Em que forma sem vida nos transformaríamos, como crentes, se, por um instante, acreditássemos que Deus não é por nós? Você crê nisso?
Você está persuadido de que Deus o defende? Pense em Davi. Amo os Salmos. Davi dizia repetidamente, usando todas aquelas palavras de guerra:
Tu és a minha torre alta.
Tu és a minha defesa.
Tu és o meu escudo.
Quantas vezes vocês leram “Tu és o meu broquel” e ficaram se perguntando do que, afinal, ele estava falando?
Ele sabia de algo. Sabia de algo extraordinário que o sustentava nos dias mais sombrios e nas noites mais escuras. Ele sabia que, em primeiro lugar, acima de tudo, Deus nos defende. Era isso que ele sabia.
Em terceiro lugar, você está persuadido de que Deus está conosco? Quando acorda de manhã, você pensa, como crente, que de alguma maneira se levanta dos joelhos e sai sozinho para o mundo? Você acredita nisso?
Irmãos e irmãs, seríamos as pessoas mais desesperadas. Seríamos como aquelas pessoas de quem se fala em Efésios 2:12:
Sem esperança e sem Deus no mundo.
Mas, graças a Deus, estas são as alegações finais. Não saímos para enfrentar o dia dessa maneira. Saímos sabendo que Deus está conosco. Saímos sabendo que, quando chegam os momentos difíceis, Ele não Se retira nem nos abandona, mas está conosco nas experiências mais difíceis e nas maiores provações da vida.
Esta é a chave. A pergunta principal é: você é um homem, uma mulher ou uma criança que está persuadido? Você está persuadido, assim como o apóstolo Paulo está convencido?
Agora, deixem-me dizer: há uma diferença muito grande aqui. Você pode estar convencido na mente, mas talvez não esteja, de fato, convencido no coração. É aí que surgem os problemas.
A Palavra de Deus está tratando de uma convicção do coração. Na verdade, um irmão cujo texto li disse: “‘Persuadido’ é uma palavra do coração. Não é uma palavra da mente”.
Não é simplesmente por meio do meu intelecto que vou convencê-los a crer nessas coisas. É necessário que o Espírito Santo venha sobre vocês com luz e revelação. O coração de vocês fica maravilhado, é conquistado, e vocês passam a saber essas coisas. Essa é a diferença entre a mente e o coração.
Newell disse: “Guardemos no coração esta palavra, ‘persuadido’, pois ela é a chave do triunfo de Paulo enquanto ele sobe, com brados de alegria, às alturas da fé cristã”. Persuadido. Ele era um homem persuadido.
Há uma diferença entre conhecer uma verdade e estar persuadido dela no coração. Para conhecer uma verdade bíblica, basta lê-la. Quantos de nós conseguem citar versículos? Agora, não sou contra a leitura da Bíblia. Por favor, se vocês tirarem essa conclusão do que estou dizendo, terão entendido a mensagem errada.
Leiam a Bíblia repetidamente e depois peçam ao Espírito Santo que ilumine a Sua Palavra e faça com que as Suas palavras se tornem carne mais uma vez. Estar persuadido disso no Senhor Jesus significa, primeiro, que a verdade em questão diz respeito à sua própria segurança pessoal diante de Deus; e, segundo, que o seu coração foi iluminado pelo Espírito Santo e a sua vontade foi conquistada.
Estar persuadido significa que a sua confiança é uma convicção que satisfaz o coração. Vocês, irmãos e irmãs, têm uma convicção que satisfaz o coração? Ou têm uma convicção apenas na mente?
As pessoas dizem, de maneira depreciativa — e talvez já tenham dito isso de mim —, que alguém tem problema na cabeça. Somos um caso da cabeça ou um caso do coração? Vocês percebem a diferença? Isso me parece vital.
Estar persuadido não é presunção. Não estou presumindo; trata-se de convicção. Há uma diferença. A convicção entra em nosso coração e o conquista. Então podemos dizer com a mesma ênfase categórica do apóstolo Paulo:
Porque estou persuadido.
Com a mesma intensidade.
Mais tarde, fiquei pensando no testemunho do apóstolo Paulo. Acho que todos vocês sabem que o último livro de Paulo foi 2 Timóteo, escrito pouco antes de ele ser oferecido como sacrifício e morto em Roma.
Talvez vocês até já tenham citado estas palavras de 2 Timóteo 1:12:
Porque eu sei em Quem tenho crido.
E o que o apóstolo Paulo disse?
E estou persuadido.
Essa foi a sua última palavra. Era isso que ele tinha a oferecer ao seu querido filho Timóteo. Ele disse: “Timóteo, uma coisa eu sei”:
Sei em Quem tenho crido e estou persuadido de que Ele é poderoso para guardar o que Lhe confiei até aquele dia.
Isso é estar persuadido. Isso é estar persuadido.
Penso no testemunho de Abraão. Se vocês conhecem Romanos, sabem que ele é mencionado em Romanos 4. Abraão é um dos personagens mais importantes do Antigo Testamento. Mas Abraão também é um dos personagens do Antigo Testamento mais mencionados no Novo Testamento — Moisés é outro.
Romanos 4:20-21 diz:
Contudo, diante da promessa de Deus, não vacilou por incredulidade, mas foi fortalecido pela fé, dando glória a Deus;
e estando plenamente convicto de que o que Ele prometera também era poderoso para cumprir.
Aqui está o testemunho de Abraão. Ouvimos o testemunho de Paulo:
Porque estou persuadido.
Ouvimos como ele disse:
Estou persuadido de que Ele é poderoso para guardar.
Mas aqui estava o testemunho de Abraão, expresso em duas palavras: plenamente persuadido.
Observem a diferença, irmãos e irmãs. Abraão estava plenamente persuadido. De alguma maneira, esse adorador de ídolos, que foi chamado para sair de onde estava e voltar-se para Deus, chegou ao ponto de crer tanto em Deus que o seu testemunho era este: estava plenamente persuadido de que tudo o que Deus dissesse, Ele poderia fazer.
Observem que a confiança não estava em Abraão. Imagino que vocês já tenham percebido isso. A confiança está no próprio Deus. Plenamente persuadido.
Irmãos e irmãs, creio que o Senhor está procurando aqueles entre nós que estejam plenamente persuadidos. Creio que a intenção destas alegações finais é encontrar pessoas que tenham entrado de tal maneira na realidade dessas três coisas que possam dizer, como o pai Abraão: “Estou plenamente persuadido”.
O texto continua dizendo que, por isso, Deus lhe imputou isso como justiça. Vejam a ligação. Quando estamos plenamente persuadidos, Deus nos imputa essa fé como justiça. E continua dizendo, se vocês lerem Romanos 4, que isso não foi escrito somente por causa de Abraão, mas também por nossa causa, a quem será imputado.
Vocês acham que estar plenamente persuadido era um testemunho apenas para Abraão? O livro de Romanos deixa muito claro: era também para nós estarmos plenamente persuadidos. Espero que vocês estejam entendendo o ponto.
Então, nessa questão da síntese, penso em Paulo quando falou a Festo e Agripa. Vocês conhecem a história de Atos 26, não é? Lembram-se de que a argumentação de Paulo — suas alegações finais em sua própria defesa — foi tão poderosa que o rei Agripa disse:
Este homem nada faz digno de morte ou de prisão.
Ele chegou a declarar que, se Paulo não tivesse apelado para César, poderia ser solto.
Aí está o poder das alegações finais. Mas Festo, enquanto Paulo prosseguia com essa síntese ungida, disse:
Estás louco, Paulo; as muitas letras te fazem delirar.
Imagino que, a respeito daqueles de nós que estão plenamente persuadidos, o mundo dirá: “Vocês estão loucos”. É isso que dirão. Aqueles de nós que estão simplesmente plenamente persuadidos de que Deus é poderoso para fazer o que disse que pode fazer, sem hesitação e sem dúvida — haverá muitos Festos por aí dizendo de nós: “Vocês estão loucos. O excesso de conhecimento os levou à loucura”.
Mas Paulo declarou com alegria:
Sou louco por amor de Cristo.
Que o mundo nos chame de loucos, mas que estejamos plenamente persuadidos.
Então pensem em Agripa. Festo não estava nem um pouco persuadido. A maior parte do mundo não estará nem um pouco persuadida. Dirão que vocês estão loucos. Talvez digam, até com alguma gentileza: “Você é um pouco estranho. Caiu de uma árvore. Deve ter batido a cabeça”.
Mas pensem em Agripa. Agripa ficou agarrado — perdoem o trocadilho — ao testemunho do apóstolo Paulo, tomado pelas alegações finais do apóstolo Paulo, desafiado pela conclusão do apóstolo Paulo.
Em Atos 26:28, ele disse:
Por pouco me persuades a fazer-me cristão.
Irmãos e irmãs, às vezes penso que somos assim: quase persuadidos. Somos como Agripa. Fomos tocados por esses argumentos. Fomos tocados pela Palavra de Deus. Eles significam algo para nós. Mas, no fim, o melhor que conseguimos dizer é:
Por pouco me persuades.
Esta é a síntese. O que você é? O que você é hoje? Mais importante: o que eu sou hoje? Posso dizer, como o apóstolo Paulo:
Porque estou persuadido.
Posso dizer, como Abraão: “Estou plenamente persuadido”? Ou digo, como Agripa: “Quase persuadido”?
Acho que isso é verdade para muitos cristãos. Que o Senhor tenha misericórdia de nós.
A segunda coisa que queremos examinar é a segurança. Quero ler estes versículos novamente:
Porque estou persuadido de que nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as coisas presentes, nem as futuras, nem as potestades,
nem a altura, nem a profundidade, nem qualquer outra criatura poderá separar-nos do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor.
Agora, irmãos e irmãs, há uma palavra muito importante que se repete aqui. Acho que vocês perceberam. A palavra é “não”. A palavra é “nem”. Começa com “nem” e depois repete “nem” várias vezes.
Essa é uma palavra muito importante. Ela simplesmente significa que a nossa segurança é esta: nada pode nos separar do amor de Deus que está em Cristo Jesus. Absolutamente nada.
Aliás, quando vocês leem isso, a construção está correta em inglês: neither/nor, “nem… nem”. Either/or, “ou… ou”, apresenta alternativas afirmativamente; neither/nor, “nem… nem”, nega as alternativas. Nem a morte, nem a vida, nem qualquer uma dessas outras coisas — seria sequer remotamente possível que elas nos separassem do amor de Deus que está em Cristo Jesus? Essa é a nossa segurança.
Segurança eterna. Segurança inabalável. Segurança completa.
O mundo é obcecado por segurança. Agora temos um novo departamento, criado depois dos atentados de 11 de setembro: o Departamento de Segurança Interna. Muitos de nós têm um sistema de segurança em casa. Temos sistemas de segurança nos carros. Temos sistemas de segurança nos computadores, com programas antivírus. Temos proteção para as nossas finanças. Somos obcecados por segurança.
Não estou sugerindo que vocês joguem fora o sistema de alarme. Não estou sugerindo que o arranquem do carro. Estou sugerindo que existe uma segurança eterna que supera em muito qualquer segurança que este mundo possa sequer começar a oferecer.
É disso que trata o segundo ponto. Uma palavra-chave: nem. Talvez vocês não achem que essa palavrinha seja tão poderosa, mas ela é uma palavrinha poderosa, gente. Vocês poderiam fazer uma tatuagem, se quisessem: “Nem”. Teriam de explicar a todo mundo.
Que palavra poderosa. Esta é a nossa segurança eterna, e ela significa que nada — nada — pode nos separar.
Paulo enumera dez coisas. Quando vocês leem o texto, ele enumera dez coisas, e algumas delas são extremos. Ele abrange tudo, absolutamente tudo que um crente pode experimentar e que poderia — ou que vocês talvez achem que poderia — tirar a sua segurança.
Muitas delas são opostos. Vejam a primeira: nem a morte, nem a vida. Muitos de nós pensam: “Nossa, a morte — isso é um problema”. Mas a primeira coisa que ele diz é que nem a morte pode nos separar do amor de Deus que está em Cristo Jesus.
Vocês se lembram de 1 Coríntios 15:26. Naquele grande capítulo sobre a ressurreição, está escrito:
O último inimigo a ser destruído é a morte.
Vocês se lembram de como Hebreus 2:15 diz que Ele liberta aqueles que, pelo medo da morte, estiveram sujeitos à escravidão durante toda a vida. A morte é algo enorme. Ele a menciona logo de início.
Mas, irmãos e irmãs, a morte não é o nosso fim. Graças a Deus, a morte não é o nosso fim. Recentemente, quando alguns irmãos e irmãs foram estar com o Senhor, fiquei pensando nisso. Talvez vocês achem que sou louco por pensar assim, mas fico pensando em como foi aquele momento em que entraram na presença do Senhor.
Não consigo imaginar. Fico pensando: quando os véus da vida foram removidos e aquela glória de Deus, sem mancha e sem impedimento, finalmente se manifestou, como deve ter sido aquele momento de entrada?
Muitas vezes sentimos pena daqueles que foram para o lar, para estar com o Senhor. Acho que deveríamos nos alegrar. Certamente sentiremos tristeza, mas como deve ser estar lá?
Nem a morte. A morte não é o nosso fim; entramos numa comunhão ininterrupta.
Então ele diz outra coisa: nem a vida. Pensem nos extremos. De um lado, está a morte — praticamente o ponto mais baixo da experiência humana —, e, do outro, está a vida. Morte e vida.
Parece-me que é mais fácil morrer do que viver. Viver é a parte difícil.
Spurgeon disse isso numa conversa com uma querida irmã idosa. Ele disse: “Devo confessar que tenho mais medo da vida do que da morte”. “Ah”, disse ela, “morrer dá tanto trabalho”.
Então ele disse: “Você acha? Ora, morrer é o fim dos trabalhos. Viver é que dá trabalho”. Vocês não sabem disso, irmãos e irmãs? Viver aqui dá trabalho.
Vocês concordam? Como precisamos da graça de Deus. Como precisamos da certeza que Deus nos dá. Como precisamos do amor do Senhor para nos guardar, porque a parte difícil é viver diariamente aqui na terra. Não há nada mais difícil do que viver.
Há uma frase famosa: “A vida é difícil, depois você morre”. É uma frase um tanto deprimente, mas de vez em quando nós a dizemos às pessoas. É verdade. Quanta graça temos — graça inacreditável — para viver.
O que ele está dizendo a vocês é: nem a morte, nem a vida. Ele está dizendo que, na vida, toda provisão será feita para vocês, para que possam viver vitoriosamente nesta vida. É isso que os extremos significam.
Depois há outro grupo: nem os anjos, nem os principados, nem as potestades. A minha versão coloca as potestades mais adiante, mas a versão King James, e provavelmente a versão de vocês, reúne essas três coisas.
Há muito debate sobre quais anjos estão sendo mencionados aqui. Está falando dos anjos bons, que conservaram sua condição original? Ou está falando dos anjos maus, dos anjos caídos, dos quais Apocalipse 12:4 fala ao dizer que ele arrastou a terça parte das estrelas do céu?
Não importa a quais ele está se referindo. O que importa é que nenhum ser celestial, bom ou mau, pode afastar vocês do amor de Deus que está em Cristo Jesus. Essa é a boa notícia. Nada.
Depois ele passa aos principados e às potestades. Quando vocês leem Efésios 6:10-18, encontram essas palavras naquele grande trecho que fala sobre a batalha espiritual. Efésios 6:12 fala dos dominadores das trevas deste mundo e das forças espirituais da maldade nas regiões celestiais.
Irmãos e irmãs, o que o apóstolo está dizendo em seu testemunho e a partir de suas experiências é que nenhuma força demoníaca ou angelical, nenhum poder celestial, pode afastar vocês do amor de Deus que está em Cristo Jesus. Essa, queridos, é a nossa segurança.
Lembro-me de ontem à noite — não sei se foi coincidência ou o quê —: fui me deitar e tive um sonho horrível. Tive um daqueles pesadelos em que você não consegue se mexer. Você fica paralisado, tentando mover os braços e as pernas. Já tiveram um desses?
Senti como se estivesse sendo atacado por forças demoníacas. Tentava falar, mas a voz parecia a de um robô. Você não consegue falar nesses sonhos. Linda geralmente me acorda quando faço isso. Ela me dá uma cotovelada e diz: “Você está tendo um pesadelo”.
Mas eu estava tendo um daqueles pesadelos e não conseguia falar. Então, de repente, acordei e disse: “O sangue de Jesus”. E aquele pesadelo desapareceu.
Não há força angelical que possa nos afastar do amor de Deus que está em Cristo Jesus. Lembrem-se daquela palavra simples: nem — nem os anjos, nem os principados, nem as potestades. É isso que o texto diz.
Depois há outra coisa: nem as coisas presentes, nem as futuras. Observem isso. Quando meditei nisso, achei interessante que ele não tenha dito: “Nem as coisas passadas”. Ele não menciona o passado.
Acho que, como crentes, vivemos demais no passado. Paulo deu uma receita para a vitória em Filipenses 3:13-14. Acho que começa no versículo 13, embora eu possa estar enganado. Ele deu este conselho simples e profundo:
Esquecendo-me das coisas que atrás ficam e avançando para as que estão diante de mim,
prossigo para o alvo.
Esse é o segredo. Esqueça o passado. Você não pode fazer nada para mudar o passado. Agora, há casos em que é preciso reparar alguma coisa do passado.
Lembro-me de uma ocasião — contei essa história há muito tempo — em que estávamos com os irmãos, orando lá em Deltaville. Havia um homem chamado Kenny. Cresci com ele e, quando era jovem, eu o intimidava. Eu era bastante briguento.
Lembro-me de ter batido nele em várias ocasiões e de tê-lo chamado de todo tipo de nome. Lembro-me de ter sido convencido do meu erro. Ele estava ali com a família, e eu ainda não o tinha visto. O Espírito Santo disse: “Vá até ele. Diga que você é cristão. Diga que sente muito. Repare o que fez no passado”.
Fui até ele. Eu costumava chamá-lo frequentemente por um apelido terrível e ofensivo. Por favor, não se ofendam; era assim que eu o chamava. Não consigo imaginar o dano que este pecador insensato causou.
Fui até ele e disse: “Kenny, sou cristão. Deus me salvou. Não sou a mesma pessoa. Você me perdoa pelo passado?”
Ele ficou espantado. Acho que deve ter pensado que eu tinha caído de uma árvore. Acho que deve ter pensado, como Festo: “Você está louco”. Mas a paz — a paz entrou no meu coração.
Depois voltei e tive de ajudar Jerry a terminar todas aquelas patas de caranguejo-real do Alasca. Às vezes, é preciso reparar algo do passado. Nem sempre. Não vivam no passado.
O texto diz:
Nem as coisas presentes.
O nosso problema está no presente. O nosso problema está no aqui e agora. Você sabe que nada do que está passando neste momento pode separá-lo do amor de Deus que está em Cristo Jesus? Essa é a boa notícia.
Depois diz:
Nem as futuras.
Como às vezes nos preocupamos com o futuro. Pensamos: “O que vou fazer quando me aposentar? O que vou fazer se ficar doente? O que vou fazer com os filhos e os netos? O que vou fazer?”
Nós nos preocupamos e vivemos no futuro. Ele diz:
Nem as futuras.
Deixem-me dizer isso em palavras simples: qualquer coisa que venha sobre vocês — e eu não sei o que será, e vocês não sabem o que será para mim —, qualquer coisa que venha sobre vocês não pode separá-los do amor de Deus que está em Cristo Jesus.
Nem a altura, nem a profundidade. Não há extremos mais distantes um do outro, não é? Nem a altura — o lugar mais alto, as coisas mais elevadas —, nem a profundidade, as coisas mais baixas, podem separar vocês.
Vocês se lembram do que Davi disse no Salmo 139:7-8:
Para onde me irei do Teu Espírito?
Ou para onde fugirei da Tua presença?
Se subir ao céu, Tu aí estás;
se fizer no Sheol a minha cama, eis que Tu ali estás.
Quantos crentes fizeram a sua cama no inferno? No entanto, Davi disse:
Tu ali estás.
Nem a altura, nem a profundidade.
Penso no temperamento. Você pode ser a pessoa mais otimista que já viveu, sempre vivendo nas alturas. Pode ser a pessoa mais melancólica que já viveu, sempre vivendo nas profundezas. Imagino que seja como eu: vai de um extremo ao outro.
A Palavra de Deus é clara: nem a altura, nem a profundidade nos separarão do amor de Deus que está em Cristo Jesus.
Finalmente, a última:
Nem qualquer outra criatura.
Observem isso. É apenas uma pequena expressão acrescentada. O Espírito Santo é tão sábio.
Nem qualquer outra criatura.
Parece-me que o Espírito Santo colocou isso aqui para tornar a lista abrangente, caso ainda houvesse alguma dúvida. Nem qualquer outra criatura.
Gosto do que Spurgeon disse. Ele disse: “‘Nem qualquer outra criatura’ pode ser lido como ‘Nem coisa alguma em toda a criação’”. Pensem nisso. Acho que é bastante abrangente: nem coisa alguma que tenha sido criada.
Essas cinco categorias enumeram todas as circunstâncias imagináveis e possíveis em que vocês podem se encontrar e todos os inimigos possíveis que podem se levantar contra vocês.
Em última análise, o resumo da nossa segurança é este: uma palavra — nada. Uma palavra — nem. Não é capaz. Não é capaz. Não pode separar você do amor de Deus que está em Cristo Jesus.
Agora vamos examinar a última coisa. Há um segredo. Este versículo termina com um segredo. Graças a Deus, não é um segredo oculto.
Ele diz que nada poderá nos separar do amor de Deus que está em Cristo Jesus, nosso Senhor. Este é o segredo da Bíblia.
O segredo da Bíblia é que Deus amou o mundo de tal maneira. Conseguem imaginar? O segredo da Bíblia é que Ele tinha uma grande intenção para o homem. Ele faria o homem, primeiro, exteriormente, formando-o à Sua própria imagem. Mas o Seu propósito final era que o homem fosse semelhante a Ele.
Já falamos sobre isso. Seríamos de tal maneira conformados à imagem de Cristo que Ele seria o primogênito entre muitos irmãos. O segredo — o grande segredo da Bíblia — é o amor de Deus.
Imaginem se vocês não soubessem disso. Imaginem se vivessem a vida inteira sem nunca ouvir isso, e se isso nunca tocasse profundamente o seu coração a ponto de ficarem persuadidos. Esse é o segredo.
É a corrente inquebrável. Lembro-me de ir à Lowe’s, e eu não sabia disso até alguns anos atrás: eles tinham correntes de todos os tamanhos imagináveis.
Na verdade, para pendurar um quadro, eu pegava uma corrente que parecia um dos colares da Linda. Sei que ela está torcendo para que não seja um deles. Então você vê todas aquelas correntes, algumas bem grandes, com elos enormes. E pensa: “Nossa, para que alguém usaria isso?”
Lembro-me de que, quando criança, gostava muito de coisas de guerra. Fui visitar o USS North Carolina, em Wilmington. Eu era um garotinho andando pelo convés de madeira daquele navio, quando olhei e vi aquela imensa corrente da âncora.
Vocês não encontram aquilo na Lowe’s, irmãos e irmãs. Não podem entrar na Lowe’s e dizer: “Corte alguns elos dessa corrente para mim”. Nunca conseguiriam tirá-la da loja.
Mas a corrente inquebrável de Deus é mais imensa do que qualquer coisa que vocês possam imaginar.
Falamos do elo mais fraco. Uma corrente é tão forte quanto o seu elo mais fraco. Vocês se lembram dessa frase. É assim que muitas vezes se referem à pessoa com quem estão preocupados: o elo mais fraco da corrente.
Deus não tem fraqueza. A corrente de Deus não tem um elo mais fraco. Toda a Sua corrente é o amor de Deus que está em Cristo Jesus, nosso Senhor. É inquebrável. Não pode ser quebrada.
A segunda parte desse segredo é que ele está em Cristo Jesus, nosso Senhor. Você nunca será separado de Cristo Jesus. Não é um segredo maravilhoso? Em Cristo Jesus, nosso Senhor.
Pensem nisso. Deus colocou vocês em Cristo Jesus. Ele poderia tê-los salvado, poderia tê-los perdoado e poderia tê-los deixado entregues aos próprios recursos. Imaginem se Ele tivesse feito isso. Onde vocês estariam hoje? Acho que não estariam persuadidos.
Mas Ele colocou vocês em Cristo Jesus. Se posso acrescentar um pouco mais, isso é quase inimaginável. Colossenses 1:27 diz:
Cristo em vós, a esperança da glória.
Conseguem imaginar? Uma coisa é agradecer a Deus por Ele tomar você e eu, antes pecadores e uma criação arruinada, e nos colocar em Cristo Jesus.
Irmãos e irmãs, outra coisa completamente diferente é pensar que Ele tomaria Cristo Jesus, a plenitude de todas as coisas, e colocaria Cristo Jesus em vocês. Isso não é maravilhoso?
Não é de admirar que essa certeza exultante possa dizer: “Estou persuadido”. Não por minha causa, mas por causa de Cristo Jesus em mim. É porque estou em Cristo Jesus e porque Cristo Jesus está em mim. Este é o segredo.
Bem, meu tempo acabou. Espero que estas alegações finais divinas tenham significado tanto para vocês quanto significaram para mim. Se não foram muito úteis para vocês, pelo menos foram para mim.
Espero que Deus comece a abrir verdadeiramente os nossos olhos, e que possamos responder da maneira como Paulo começou, dizendo:
Que diremos, pois, a estas coisas?
Espero que vejamos, com uma nova revelação, que Deus é por nós. Vocês diriam isso ao acordar de manhã? Diriam isso ao se deitar à noite?
Espero que possamos dizer, em todas as circunstâncias: Deus nos defende. Espero que o resultado seja podermos dizer, em todas as circunstâncias: Deus está conosco.
Esta era a síntese:
Porque estou persuadido.
Aqui está a pergunta vital: você está persuadido? Está plenamente persuadido? Ou é como Agripa, quase persuadido?
Depois há a grande segurança: nada. Uma palavra. Vocês não precisam se lembrar de todas essas dez coisas. Apenas se lembrem: seja qual for a situação em que entrem e seja o que for que enfrentem, uma palavra — nada me separará. Nada. Nem.
Algumas versões, acho, usam em certos trechos uma palavra enfática que significa “não”. Essa é a nossa segurança.
Finalmente, o segredo: o amor de Deus é o grande segredo. É a corrente inquebrável. Esse segredo é tão profundo que Ele colocou vocês em Cristo Jesus e, de maneira inconcebível, colocou a plenitude de Cristo Jesus em vocês e em mim.
Esse é o resumo. Isso é estar persuadido.
Irmãos e irmãs, oro para que o Senhor torne isso vivo em nós, pelo menos de alguma maneira.
Senhor, entregamos a Ti estes pensamentos e estas palavras. Pedimos que o Espírito Santo sopre sobre eles, para que se tornem reais em nossa experiência diária.
Que nós também, como o apóstolo Paulo, possamos dizer: “Estou persuadido”. Que conheçamos uma segurança diferente de qualquer outra segurança que exista. Que também conheçamos, diariamente e a cada hora, o segredo do amor de Deus que nos guarda em todas as circunstâncias.
Senhor, escreve estas palavras em nossos corações. Pedimos a Ti, Senhor, que sejas exaltado e que encontres um povo como Abraão, plenamente persuadido — inclusive em nós. Em nome de Jesus, amém.