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THAT THE WORD OF THE LORD MAY RUN AND BE GLORIFIED
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    The 2nd Generation - Epaphras © 2026 Christian Testimony Ministry
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    The 2nd Generation - Epaphras
    The 2nd Generation - Epaphras
    Kaung, Stephen

    A responsabilidade pela próxima geração

    Por favor, abram na Epístola aos Colossenses 1:7-8.

    Como aprendestes de Epafras, nosso amado conservo, que é fiel ministro de Cristo em nosso favor, o qual também nos declarou o vosso amor no Espírito.

    E Colossenses 4:12-13:

    Saúda-vos Epafras, que é um de vós, servo de Cristo Jesus, sempre lutando por vós em suas orações, para que permaneçais perfeitos e plenamente convictos em toda a vontade de Deus. Pois dele dou testemunho de que muito se esforça por vós, pelos de Laodiceia e pelos de Hierápolis.

    E, por fim, Filemom 1:23:

    Saúda-te Epafras, meu companheiro de prisão em Cristo Jesus.

    Vamos fazer uma oração.

    Pai, queremos agradecer a Ti por nos teres convidado à Tua mesa. Reconhecemos como somos indignos sem Aquele que é digno. Agradecemos a Ti por tudo o que tens feito por nós. Somente Tu és capaz de realizar tão maravilhosa salvação.

    E, Senhor, precisamos voltar e agradecer a Ti por tudo o que tens feito por nós. Enquanto permanecemos em Tua presença, pedimos que o Teu Espírito Se mova em nosso meio, especialmente entre os nossos jovens, para que realmente venhamos a enxergar qual é o Teu propósito para cada um de nós.

    Que a nossa vida nesta terra seja vivida de maneira a cumprir a Tua vontade. Senhor, que o Teu Espírito toque cada um de nós enquanto consideramos juntos a Tua Palavra. Pedimos em Teu precioso nome. Amém.

    A responsabilidade dos cristãos mais velhos e dos mais jovens

    Nas últimas duas semanas, temos considerado dois jovens irmãos que trabalharam com o apóstolo Paulo. Agradecemos a Deus por esses jovens irmãos e agradecemos a Deus por Paulo, porque ele era quem tinha esse encargo pelos jovens. Ele pôde ajudá-los e empregá-los no serviço de acordo com aquilo que o Senhor lhes havia dado.

    Então, irmãos e irmãs, realmente sinto, mais uma vez, que os mais velhos entre nós têm uma tremenda responsabilidade. Cada um de nós tem uma responsabilidade pelos nossos jovens.

    Se eles poderão ser levantados e usados por Deus depende muito dos mais velhos: se damos um bom exemplo a eles, se somos capazes de ajudá-los no Senhor e de prepará-los para serem usados pelo Senhor.

    Portanto, penso que isso funciona nos dois sentidos. Os jovens têm sua responsabilidade: precisam entregar-se totalmente ao Senhor e permitir que Ele trabalhe em suas vidas e os use.

    E os mais velhos têm a responsabilidade de ajudar esses jovens a prosseguir no Senhor e de empregá-los sabiamente no serviço, por assim dizer, de acordo com o dom e o temperamento que Deus deu a cada um deles.

    Assim, enquanto falamos desses jovens irmãos, na verdade, penso que todos nós devemos estar envolvidos, tanto os mais velhos quanto os mais jovens.

    Epafras e as igrejas do vale do Lico

    Agora, nesta manhã, gostaria de mencionar outro jovem irmão. Será que vocês já ouviram o nome dele: Epafras? Talvez nunca tenham ouvido falar dele, mas vemos que foi um dos jovens irmãos grandemente usados pelo Senhor.

    Não sabemos muito sobre esse jovem. Muito provavelmente, quando Paulo estava em Éfeso — vocês se lembram de que ele esteve em Éfeso durante três anos e de que, naqueles anos, pessoas de toda a Ásia Menor puderam ouvir o evangelho —, Epafras, que era daquela região, deve ter sido levado ao Senhor por meio do apóstolo Paulo.

    Mas, depois de ser salvo, vemos que houve muito crescimento nesse jovem irmão. Ele pôde atuar entre as pessoas de Colossos, Laodiceia e Hierápolis. Nesses três lugares, pôde ser usado por Deus para ajudar os irmãos e as irmãs.

    A heresia em Colossos

    Mas, por ser jovem, quando surgiu um problema em Colossos, ele não soube como lidar com a situação. Vocês sabem, se lerem a carta aos Colossenses, verão que, no início, as pessoas em Colossos realmente tinham um coração voltado para o Senhor. Queriam ser perfeitas.

    E, por causa desse desejo de perfeição, algumas pessoas chegaram ao meio delas e lhes disseram que poderiam ser perfeitas se fossem circuncidadas, se guardassem alguns preceitos da lei judaica e se conhecessem certos ensinamentos místicos. Então seriam perfeitas.

    Por isso, as pessoas em Colossos ficaram perturbadas, pois algumas se envolveram nessa heresia. Epafras, sendo um jovem irmão que ajudava essas pessoas, não sabia como lidar com a situação.

    É claro que ele mesmo também queria ser aperfeiçoado. Mas não tinha o conhecimento nem a capacidade de discernir se aquele era o verdadeiro caminho para a perfeição ou se causaria perturbação, nem de ajudar as pessoas em Colossos, Laodiceia e Hierápolis.

    A busca de Epafras pela ajuda de Paulo

    Por isso, ele fez uma longa viagem a Roma para ver Paulo. Lembramos que, naquela época, Paulo estava preso em Roma, mas essa era sua primeira prisão. Ele podia morar em sua própria casa alugada, embora estivesse sempre acorrentado a um soldado romano.

    Mas havia uma oportunidade para ele anunciar o evangelho entre os soldados romanos e, além disso, alcançar os da casa de César.

    Então Epafras fez uma longa viagem a Roma e, ali, compartilhou com Paulo o que havia acontecido. Essa foi a razão pela qual temos hoje a carta aos Colossenses. Paulo escreveu uma carta aos Colossenses para lhes mostrar que a perfeição está em Cristo, e não em qualquer outra coisa.

    E Epafras, evidentemente por causa de sua visita a Paulo, também se tornou prisioneiro. Não pôde voltar imediatamente a Colossos. Mas Paulo deu testemunho de como ele orava pelos santos de Colossos. Orava para que fossem perfeitos em Cristo Jesus.

    E isso é praticamente tudo o que ouvimos sobre Epafras. Não sabemos como foi o fim de sua vida, mas creio que podemos confiar que ele foi fiel ao Senhor até o fim.

    Portanto, queridos irmãos e irmãs, aqui temos outro jovem irmão que foi levantado por Deus para ajudar as igrejas em Colossos, Hierápolis e Laodiceia. Não sabemos o que aconteceu com ele depois, mas cremos que deve ter sido fiel ao Senhor até o fim.

    A fidelidade e a continuidade do testemunho

    Assim, queridos irmãos e irmãs, ao considerarmos esses jovens irmãos levantados por Deus e vermos como o apóstolo Paulo foi usado por Deus para ajudá-los, penso que temos uma lição muito importante a aprender. Todos nós estamos envolvidos com a próxima geração.

    Não é que o Senhor levante uma geração e tudo termine aí. Vemos, porém, que o Senhor levanta uma geração e, por essa geração ser fiel ao Senhor, mediante sua fidelidade, a próxima geração pode ser levantada e dar continuidade ao testemunho.

    É uma pena que, ao lermos os dois ou três primeiros capítulos de Apocalipse, vejamos como era gloriosa a situação da igreja em Filadélfia: como Deus os levantou e como foram fiéis ao Senhor, guardaram a Sua Palavra e não negaram o Seu nome.

    No entanto, vemos que, depois de Filadélfia, veio Laodiceia. Em outras palavras, todas as coisas exteriores são mantidas, mas falta o espírito interior.

    Portanto, queridos irmãos e irmãs, nestas últimas três semanas, enquanto concentramos nossa atenção nos jovens, penso que todos nós precisamos estar diante do Senhor. Precisamos ser responsáveis por aquilo que o Senhor nos confiou.

    Precisamos ser responsáveis pelo Seu testemunho e ser aqueles que ajudarão nossos jovens a serem levantados e a dar continuidade ao testemunho de Jesus.

    Testemunho pessoal sobre a ajuda espiritual recebida

    Ao pensar nesse relacionamento, penso no meu passado. Quando eu era jovem, recebi ajuda. Embora naquela época estivesse na faculdade, ao ler o que o Senhor havia dado a Watchman Nee, fui profundamente tocado.

    Vocês sabem, fui criado como metodista. Meu pai era pastor metodista, muito conhecido na China, e eu amava meu pai.

    Mas o Senhor começou a me mostrar o que é a igreja. E, quando vi o que é a igreja, percebi a situação difícil em que me encontrava. Naquela época, eu estava na faculdade, e muitos dos meus professores eram missionários vindos deste país.

    Eu me envolvi inteiramente em todo o trabalho cristão da nossa faculdade. Mas, ao trabalhar com esses professores, fiquei surpreso, porque tudo o que falavam eram assuntos políticos e sociais. Terminavam a leitura da Bíblia e então passavam a falar desses assuntos.

    Assim, quando comecei a testemunhar como o Senhor Jesus havia me salvado, eles me interromperam. Eu nunca soubera que havia dois tipos diferentes de cristãos no mundo. Pensava que todos os cristãos amavam a Deus e que todos criam na Bíblia. Mas, quando estava na faculdade, meus olhos foram realmente abertos.

    Por fim, tive de me retirar completamente de todas as atividades cristãs da faculdade. Naquela época, eu dormia no alojamento. Nosso quarto era para três pessoas.

    Mas eu estava tão desesperado! Descobri que a única maneira de continuar no Senhor era por meio da oração e da leitura da Bíblia. Então eu me ajoelhava ali, orava e lia bastante a Bíblia. Não me importava quando meus colegas entravam e saíam do quarto, conversando. Eu simplesmente orava e lia a Palavra, porque essa era a minha vida.

    O batismo por imersão

    Vocês sabem, naquela época, meu maior problema era o batismo. Eu havia sido batizado quando era bebê. E, depois de ser salvo, as pessoas começaram a me dizer que eu precisava ser batizado por imersão.

    Eu discutia com elas. Dizia: “Já fui batizado. Meu pai me batizou em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Não posso blasfemar contra o nome de Deus”. Por isso, rejeitei a ideia durante anos.

    Até que, finalmente, ao ler a Bíblia, comecei a ver que o batismo é por imersão, pois devemos morrer, ser sepultados e ressuscitar juntamente com Cristo Jesus. Assim, embora ainda discutisse interiormente, sabia que era a coisa certa a fazer.

    Um dia, visitei meu amigo. Ele morava ao lado de Watchman Nee. Mais uma vez, meu amigo falou comigo sobre o batismo, e novamente discuti com ele. Então ele desistiu de me convencer e foi dormir.

    Fiquei sentado ali sozinho e orei. Disse: “Senhor, Tu sabes que vou ser batizado por imersão, mas agora não é conveniente. Vou esperar até ser independente. Então serei batizado por imersão”.

    E, enquanto orava dessa maneira, de repente uma voz veio a mim:

    Quem ama o pai ou a mãe mais do que a Mim não é digno de Mim.

    Não pode ser Meu discípulo.

    Irmãos e irmãs, ninguém falou comigo. Era o Senhor falando comigo. E, quando aquela palavra veio, eu me rendi. Disse: “Senhor, se essa é a Tua vontade, seja feita a Tua vontade”.

    Então saí em silêncio da casa do meu amigo e fui até a casa de Watchman Nee, ao lado. Bati à porta. Ele desceu, abriu a porta e perguntou: “O que você quer?”. Eu disse: “Quero ser batizado”.

    Ele conhecia meu pai, então perguntou: “Seu pai sabe disso?”. Eu disse: “Não, mas senti que o Senhor havia me ordenado fazer isso”. Assim, fui batizado no dia seguinte. Era um sábado.

    E, no domingo, reuni-me com os irmãos e as irmãs ali na Rua Hardoon. Ao participar da mesa do Senhor, fui profundamente tocado.

    Vocês sabem, quando estava na denominação e participava da chamada comunhão, eu era muito sério. Mas, quando participava da mesa do Senhor com os irmãos e as irmãs em Xangai, senti uma diferença. Era simples, mas real.

    Então disse a mim mesmo: “Não posso continuar participando da comunhão numa igreja metodista”. Por quê? Porque aquele que se ajoelhava ao meu lado — meu professor — não cria.

    Mas isso era um grande problema, porque meu pai era o pastor ali. Como eu poderia estar ausente naquele domingo de comunhão? Então, irmãos e irmãs, vocês podem ver meu dilema.

    Durante um ano inteiro, toda vez que havia comunhão, eu tentava encontrar alguma desculpa para não estar ali. Esgotei todas as minhas desculpas.

    A sabedoria do pai e a liberdade concedida

    Meu pai era muito sábio. Ele percebeu, mas não disse nada. Ficou observando. Sabia que, por alguma razão, eu não participaria da comunhão ali, mas queria me ajudar.

    Então me pediu que cuidasse do que chamávamos de escola dominical do bairro. Bem, Suzhou é como Veneza. É uma cidade cheia de água; os rios atravessam toda a cidade, e há muitas pessoas que vivem em barcos.

    Assim, meu pai me pediu que reunisse os filhos dessas pessoas e realizasse uma escola dominical com eles no domingo à tarde. Foi o que fiz, com alguns dos meus amigos. Começamos a reunir essas crianças dos barcos nas tardes de domingo e a compartilhar Cristo com elas.

    O início das reuniões em Suzhou

    Mas, irmãos e irmãs, deixem-me contar a história. Eu tinha dois colegas de classe que estavam no Senhor, de modo que nós três, às vezes, encontrávamos uma sala vazia e entrávamos juntos para orar.

    Depois de algum tempo, fomos apresentados a quatro irmãs. Elas estavam em outra parte de Suzhou, numa faculdade de medicina e num hospital presbiterianos. Uma era diretora da escola de enfermagem, outra era superintendente de enfermagem, outra era enfermeira e a outra era paciente.

    Essas quatro irmãs se revezavam em viagens de trem a Xangai para partir o pão ali com o irmão Nee. Então, por fim, foram apresentadas a nós.

    Dissemos: “Bem, devemos nos reunir de maneira simples para lembrar o Senhor ou não? Vamos orar”. Então oramos durante vários meses e, depois desses meses, todos decidimos que deveríamos começar a nos reunir para lembrar o Senhor.

    Ainda consigo me lembrar, embora tenha sido há tanto tempo, de nós sete reunidos na casa de uma irmã, partindo o pão juntos de maneira simples. Todos choramos. A presença do Senhor era tão real!

    A partir dali, o Senhor começou a acrescentar pessoas ao nosso meio. Muito rapidamente, todos os alunos da escola de enfermagem foram salvos, com exceção de um ou dois.

    O Senhor começou a trabalhar ali, e isso me trouxe um problema, porque eu era considerado o irmão responsável. Normalmente, era eu quem abria a porta, recebia os irmãos e as irmãs, tocava o órgão, falava, despedia as pessoas e fechava a porta. Eu fazia tudo naquela época e também fazia visitas.

    E, mesmo sendo um pequeno grupo, aquilo causou uma grande agitação na cidade de Suzhou. Todas as denominações de Suzhou se reuniram: seus pastores, os diretores das escolas, o presidente de uma faculdade. Todos os pastores se reuniram durante três dias para discutir a nosso respeito.

    Fiquei sabendo disso por outras pessoas, porque meu pai nunca me disse nada. Disseram-me que acusaram meu pai. Disseram: “Você tem um filho assim. Ele causou tamanho problema na cidade”.

    E meu pai foi muito sábio. Ouvi dizer que ele usou as palavras de Gamaliel. Disse: “Não mexam com isso. Se é do Senhor, vocês estarão tocando no Senhor. Se é do homem, desaparecerá por si só”.

    Meu pai nunca me disse nada. Deu-me plena liberdade. Eu ainda estava na faculdade naquela época, mas morava em casa. Ele me deixava livre para fazer qualquer coisa. Nunca fazia perguntas, embora, é claro, procurasse saber com quem eu estava.

    Mas me dava plena liberdade. Muitas vezes, eu voltava tarde da noite porque estava fazendo visitas. Ele nunca dizia uma palavra. Agradeço a Deus pelo meu pai.

    Acho que foi cerca de um ano depois do meu batismo que contei ao meu pai que havia sido batizado por imersão. Ele ficou magoado, não porque eu tivesse sido batizado por imersão, mas porque não confiei nele.

    Ele disse: “Se você quisesse ser batizado por imersão, eu mesmo o batizaria”. Porque, segundo a prática metodista, se alguém pedisse a imersão, eles a realizariam. Mas, como eu não havia confiado nele, ficou magoado.

    A misericórdia do Senhor durante os anos de faculdade

    Meus últimos dois anos na faculdade foram os anos mais ocupados da minha vida. Eu nem sequer tinha muito tempo para ler meus livros.

    Então, quando chegavam as provas, eu pegava um livro que nunca havia lido e começava a ler. Mas o livro era grosso. Eu orava enquanto lia. Dizia: “Senhor, permite que eu leia aquilo que será perguntado na prova”.

    E, de fato, nos meus últimos dois anos de faculdade, aconteceram milagres após milagres. Lembro-me de um dia em que um professor, que nunca dava testes, nos surpreendeu; por isso, ninguém havia se preparado.

    Eu me sentei, e a primeira coisa que fiz foi orar. Enquanto orava, senti vontade de olhar o livro, então simplesmente o abri ao acaso. E, de fato, quando o professor chegou, disse que haveria um teste, e todas as perguntas eram sobre o que eu havia lido.

    Assim, irmãos e irmãs, meus últimos dois anos na faculdade foram anos maravilhosos. No início, minha mãe ficava preocupada. Dizia: “Você nunca lê. Como pode estudar se nunca lê?”. Mas, quando viu que minhas notas eram boas, ficou em silêncio.

    Mas, irmãos e irmãs, não sigam meu exemplo, porque me lembro de que, quando mencionei isso, uma pessoa tentou fazer o mesmo e fracassou completamente. Mas aquilo foi a misericórdia de Deus.

    O chamado para servir

    Depois que me formei, o irmão Watchman Nee me convidou para trabalhar com ele. Lembrem-se de que eu tinha apenas vinte anos. Eu me considerava indigno. Sentia que não conhecia suficientemente a Bíblia.

    Naquela época, no lugar onde eu estava, já tínhamos cerca de setenta irmãos e irmãs, e eu os amava. Por isso, não queria deixá-los. Disse ao Senhor: “Quero encontrar um emprego ali para poder me preparar”.

    Meu pai nunca disse uma palavra. Não me ajudava em nada. Apenas observava.

    E, irmãos e irmãs, o caminho de Deus às vezes é muito terrível.

    Enquanto eu esperava, indeciso, havia entre nós um jovem irmão, aluno do ensino médio. Eu o amava muito.

    Quando terminaram as aulas, antes de voltar para casa, em Nanquim, ele foi nadar no rio e se afogou. Então fui eu quem teve de cuidar de tudo depois, até que os pais dele chegassem.

    Depois que o sepultamos, naquela noite eu não consegui dormir. Discuti com Deus. Disse: “Deus, temos tão poucos irmãos, e esse irmão era tão jovem. Por que Tu o levaste?”.

    Eu não conseguia dormir. E vocês sabem o que o Senhor disse? O Senhor disse: “Esse jovem irmão morreu por você”.

    Eu não entendi. Então o Senhor me explicou. Disse: “Se você morresse, como esse jovem irmão, poderia continuar a Me servir?”. E isso resolveu a questão.

    Assim, no dia seguinte, falei com meu pai. Vocês sabem, minha família era muito diferente. Todos nós respeitávamos muito nosso pai. Nossa mãe era muito próxima de nós, mas nosso pai devia ser tratado com respeito. Para conversar com ele, era preciso marcar um horário.

    Então marquei uma conversa com meu pai. Contei a ele toda a história. E vocês sabem o que ele disse? Meu pai disse: “Sempre soube que o Senhor havia chamado você”.

    “Mesmo que você não trabalhe comigo, desde que sirva ao Senhor, está tudo bem. Por isso, nunca tivemos dúvida. Entregamos você ao Senhor.”

    E saí de casa pela primeira vez.

    A formação sob a orientação de Watchman Nee

    Irmãos e irmãs, conto essas coisas por causa dos jovens que estão aqui. O Senhor trata com os jovens. Eu era jovem naquela época. O Senhor estava tratando comigo.

    E, quando Ele trata com você, é melhor obedecer.

    Mas preciso acrescentar algo. Saí de casa e fui para Xangai trabalhar com o irmão Nee. Fiquei no quarto do andar superior da Livraria do Evangelho.

    Ninguém me controlava. O irmão Nee estava doente na maior parte do tempo, mas combinamos que eu o veria uma vez por semana. Normalmente, conversávamos um pouco, e ele me dava alguns livros para ler, livros de todos os tipos.

    Isso me ajudou a desenvolver o hábito de ler todo tipo de livro. Acho que ele fez isso de propósito.

    Vocês sabem, em Xangai, naquela época, somente o irmão Nee e eu falávamos nas reuniões, e ele estava doente na maior parte do tempo. Nunca me dizia quando eu iria falar.

    Somente no domingo de manhã, às sete horas, ele me enviava um bilhete. O bilhete tinha apenas duas palavras. Quando dizia: “Eu venho”, ele falaria naquela manhã. Mas, às vezes, dizia: “Você fala”. Então eu tinha de falar naquela manhã.

    Assim, vocês veem, eu precisava ser disciplinado dessa maneira e estar preparado todas as vezes, porque não sabia quando iria falar. Acho que ele fez isso de propósito, mas me fez bem, porque realmente me ajudou a estar sempre pronto, por assim dizer, para qualquer ocasião em que precisasse falar.

    Mas, irmãos e irmãs, ao olhar para trás, vejo que isso foi há tantos anos. Eu era apenas um jovem de vinte anos, e diante de mim estavam sentadas cerca de duzentas pessoas.

    Algumas delas, como o irmão Peace Wang e o irmão e a irmã Lee, eram grandemente usadas pelo Senhor. Estavam todas sentadas ali, ouvindo aquele jovem falar. Não sei como se sentiram e não sei como consegui fazer aquilo, mas foi o que aconteceu comigo no primeiro ano.

    Depois, ele começou a me enviar a outros lugares. Quando as pessoas o convidavam para ir, ele não podia, então me enviava em seu lugar.

    Exortação aos cristãos mais jovens e aos mais velhos

    Portanto, irmãos e irmãs, você que é jovem, não pense que é jovem demais, que não pode se envolver com os interesses do Senhor. Se o Senhor o chama, se o Senhor o toca, você deve obedecer. E, à medida que obedecer, Ele começará a conduzi-lo passo a passo.

    Por isso, tenho um encargo no coração pelos nossos jovens. Vocês não são jovens demais para serem usados pelo Senhor.

    A única questão é: você está disposto a se entregar totalmente ao Senhor e permitir que Ele faça aquilo que considerar adequado para você?

    E, quanto aos mais velhos que estão aqui, espero que oremos pelos nossos jovens. Não apenas que oremos por eles, mas que os ajudemos tanto quanto pudermos, para encorajá-los.

    Porque, como disse logo no início, estamos chegando à nossa segunda geração. Já estamos aqui há mais de quarenta anos. Se o Senhor não levantar nossos jovens, como poderemos continuar?

    Então, que o Senhor toque cada um de nós e nos dê, por assim dizer, um novo começo. Vamos orar?

    Querido Senhor, falei aquilo que colocaste em meu coração. Agora cabe a Ti, Senhor.

    Se isso vem de Ti, Senhor, toca o coração dos jovens que estão aqui e também o de todos nós, para que juntos sejamos usados por Ti na preparação da segunda geração.

    Senhor, este é o Teu testemunho. Ele precisa ser mantido até a Tua volta. Por isso, Senhor, não permitas que sejamos negligentes de maneira alguma. Senhor, queremos ver o Teu testemunho continuar até a Tua volta.

    Assim, nesta manhã, entregamo-nos a Ti, tanto os mais velhos quanto os mais jovens, e dizemos: “Senhor, continua a Tua obra em nós, para que o Teu testemunho permaneça na terra pelo tempo que deve permanecer”. É o que Te pedimos agora. Amém.