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THAT THE WORD OF THE LORD MAY RUN AND BE GLORIFIED
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    The Vision of the New Covenant © 2026 Christian Testimony Ministry
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    The Vision of the New Covenant
    The Vision of the New Covenant
    Kaung, Stephen

    O propósito eterno de Deus e a Igreja

    Por favor, abram em Êxodo. Êxodo 25:8-9, apenas dois versículos.

    E Me farão um santuário, para que Eu habite no meio deles.
    Conforme tudo o que Eu te mostrar, segundo o modelo do tabernáculo e o modelo de todos os seus utensílios, assim o fareis.

    Agora, por favor, abram em Efésios 2:19-22.

    Assim, já não sois estrangeiros nem peregrinos, mas concidadãos dos santos e membros da família de Deus;
    edificados sobre o fundamento dos apóstolos e dos profetas, sendo o próprio Cristo Jesus a principal pedra angular;
    no Qual cada edifício, bem ajustado, cresce para santuário santo no Senhor;
    no Qual também vós sois juntamente edificados para habitação de Deus no Espírito.

    Vamos orar.

    Querido Senhor, enquanto permanecemos em Tua presença, pedimos que fales conosco. Toca o nosso espírito, dá-nos entendimento e leva-nos a compreender o Teu pensamento.

    Senhor, não tomarás cada um de nós para Ti, para que sejamos verdadeiramente aqueles em quem Tu serás glorificado e a Tua vontade será feita na terra como no céu? Entregamos este tempo em Tuas mãos e confiamos que o Teu Espírito Santo fará a obra. Pedimos em Teu nome. Amém.

    Princípios do serviço na vida de Moisés

    Na última vez, compartilhamos sobre a visão da sarça ardente. Moisés foi chamado de servo de Deus. Em outras palavras, em Moisés encontramos os princípios do verdadeiro serviço.

    Nós, que somos salvos pela graça de Deus, somos salvos para servir — não mais para servir a nós mesmos, mas para servir ao Senhor, que Se entregou por nós. Mas como servimos? Podemos encontrar em Moisés os princípios relativos ao serviço ao Senhor.

    Antes de tudo, você não pode servir a Deus com sua força natural, por si mesmo. Só podemos servir com visão. Moisés tentou servir a Deus com todo o seu conhecimento e sua eloquência, mas foi um completo fracasso. E graças a Deus pelo fracasso. E se ele tivesse conseguido? Então estaria fazendo uma obra humana, em vez de fazer uma obra de Deus.

    Então Deus permitiu que ele desaprendesse tudo o que havia aprendido no Egito, até que já não conseguisse falar. Já não tinha eloquência. Já não tinha força em si mesmo.

    Segundo o que escreveu no Salmo 90, ele nos disse que, quando um homem chegava aos oitenta anos, esse era o fim de sua vida. E Moisés, naquele momento, tinha oitenta anos. Portanto, ele se considerava como nada, incapaz de fazer qualquer coisa. Já não tinha ambição alguma.

    Mas foi exatamente nesse ponto que vemos Deus começar a usá-lo. Então, irmãos e irmãs, precisamos chegar ao fim de nós mesmos. Se ainda temos esperança em nós mesmos, provavelmente o Senhor terá de esperar mais alguns anos, até que finalmente cheguemos ao fim de nós mesmos no serviço a Deus. Então vemos Deus começar a trabalhar.

    Assim, vemos que, aos oitenta anos, sem qualquer ambição, ele estava disposto simplesmente a passar pela vida como alguém sem importância, como nada, sem realizar coisa alguma. Mas então Deus lhe deu uma visão. Era a visão da sarça ardente.

    O próprio Moisés era como uma sarça no deserto. Uma sarça pegava fogo facilmente no deserto, porque fazia muito calor, e uma sarça se consome rapidamente. Mas ali ele percebeu algo diferente. Havia uma sarça em chamas. Ele esperava que ela fosse inteiramente consumida e não restasse nada.

    Mas, curiosamente, aquela sarça ardia sem se consumir. Em vez disso, resplandecia. Então ele se aproximou para observá-la, e Deus o chamou do meio da sarça ardente.

    Irmãos e irmãs, Moisés era como uma sarça no deserto. Já não era um príncipe no palácio do Egito. Poderia facilmente morrer, mas a razão pela qual ainda estava vivo era que Deus estava naquela sarça. O fogo não o consumia; pelo contrário, dava-lhe glória.

    Portanto, irmãos e irmãs, ao servir a Deus, a primeira coisa que precisamos aprender é que não podemos servi-Lo com nossa própria capacidade ou com nossa própria força. Só podemos servi-Lo por Sua graça e de acordo com Sua vontade.

    E Moisés foi enviado de volta ao Egito para libertar os filhos de Israel da escravidão.

    O tabernáculo como propósito da redenção

    Mas, irmãos e irmãs, Deus não nos salva apenas para que tenhamos uma vida agradável ou para que escapemos da morte eterna. Deus nos salva com um propósito.

    Aqui vemos que Deus libertou os filhos de Israel do Egito e queria conduzi-los à terra de Canaã. Mas, no caminho, Ele os levou ao monte Sinai. Por quê? Porque ali Ele queria fazer de Israel o Seu povo e revelar a Israel o Seu propósito para eles.

    Assim, quando Moisés levou o povo de Israel ao monte Sinai, Deus lhe deu uma nova revelação. A primeira revelação que ele recebeu foi a lei. Deus deu aos filhos de Israel os Dez Mandamentos. O próprio Deus os escreveu em tábuas.

    Agora, por que a lei? O que dizia a lei? Vocês sabem, das duas tábuas, a primeira tinha quatro mandamentos. Esses mandamentos nos falam da santidade de Deus. Depois vinha a outra tábua, com seis mandamentos, e esses seis mandamentos nos falavam da justiça de Deus.

    E, por meio da lei, Deus fez daquele povo liberto o Seu próprio povo. Essa é a função da lei dada aos filhos de Israel. Por meio da lei, Deus fez desse povo o Seu povo.

    Depois, após a visão da lei, Deus lhe deu outra revelação: o tabernáculo. Ora, a lei é apenas um processo; não é um fim. A lei existe em função do tabernáculo.

    Isso significa que eles deveriam se tornar o povo de Deus para que Deus pudesse habitar no meio deles. Esse é o propósito de Deus ao salvar os filhos de Israel.

    Assim, vemos que a história dos filhos de Israel é, na verdade, a história do tabernáculo. Creio que é muito edificante acompanhar a relação entre os filhos de Israel e o tabernáculo.

    Mesmo depois de construírem o tabernáculo e de a glória de Deus vir habitar nele, eles foram conduzidos, por assim dizer, pelo tabernáculo durante a jornada pelo deserto.

    No entanto, quando vocês leem o Novo Testamento, encontram em Atos 7 que, ao relatar a história dos filhos de Israel no deserto, Estêvão disse que eles não levavam consigo o tabernáculo de Deus. Na verdade, levavam consigo o tabernáculo do seu deus.

    Exteriormente, era o tabernáculo de Deus, mas, interiormente, era outra coisa. Contudo, Deus, em Sua misericórdia, ainda conduziu os filhos de Israel à terra prometida.

    Depois de chegarem à terra prometida, eles colocaram o tabernáculo em Siló. E vocês se lembram da história de como a arca foi capturada pelos filisteus.

    Quando a arca voltou a Israel, já não estava em Siló. Estava na casa de Abinadabe e ficou escondida ali durante anos, até que o coração dos filhos de Israel começou a se voltar para Deus por meio do ministério de Samuel.

    E foi Davi quem teve o coração voltado para a arca de Deus. Quando se tornou rei, ele trouxe a arca de volta à cidade de Davi. E foi Salomão quem construiu um templo.

    Mas creio que todos conhecemos a história. Por causa da rebelião dos filhos de Israel, Deus permitiu até que Seu templo fosse destruído pelos babilônios.

    Mas, depois de setenta anos, Deus, em Sua misericórdia, trouxe o remanescente dos filhos de Israel de volta a Jerusalém para reconstruir o templo. O serviço do templo foi retomado e continuou até o tempo da vinda de nosso Senhor Jesus a esta terra.

    Mas, como todos sabemos, durante aquele período, embora o templo tivesse sido reconstruído e, mais tarde, Herodes o tivesse ampliado para torná-lo um belo edifício, faltava alguma coisa. Faltava a arca.

    E todos sabemos que a arca é onde Deus habita. Portanto, exteriormente, tudo continuava: a adoração, os sacerdotes, os levitas, os serviços e os sacrifícios. Contudo, não havia arca. Em outras palavras, não havia a presença de Deus.

    Cristo como o verdadeiro tabernáculo

    Então vemos que nosso Senhor Jesus veio e Se fez homem. Quando começou Seu ministério, Ele foi questionado e disse — vocês se lembram de João 2:19 —, o Senhor disse:

    Destruí este templo, e em três dias Eu o levantarei.

    Ele não estava falando daquele templo físico. Estava falando de Seu corpo. Por quê? Porque, enquanto esteve na terra, Ele era o verdadeiro tabernáculo de Deus, pois Deus estava Nele.

    Portanto, nosso Senhor estava falando de Seu corpo: “Vocês destroem este corpo; em três dias Eu o levantarei”.

    E, depois que nosso Senhor Jesus realizou tudo, sabemos que, no dia de Pentecostes, quando o Espírito Santo veio e batizou os cento e vinte crentes que haviam orado de comum acordo durante dez dias, Cristo começou a edificar Sua Igreja.

    Vocês se lembram de que, perto do fim da vida de nosso Senhor Jesus na terra, quando Ele foi rejeitado por Seu próprio povo, retirou-Se para a região de Cesareia de Filipe, que era uma cidade gentílica. E perguntou aos Seus discípulos:

    Quem dizem os homens que Eu sou?

    E vocês se lembram de como Seus discípulos Lhe disseram todas as coisas boas que se diziam a Seu respeito: João Batista que voltara à vida, Elias, um dos profetas.

    Agora, para nós, chineses, se alguém lhe dissesse: “Você é tão bom quanto Confúcio”, qual seria sua resposta? Você responderia: “Ah, não, não sou. Não sou digno”.

    Assim, quando os discípulos contaram ao Senhor todas essas coisas boas, Ele não ficou satisfeito. Então disse: “Vocês, que Me conhecem, quem dizem que Eu sou?”.

    E vocês se lembram de como Simão Pedro disse:

    Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo.

    Quanto à Tua pessoa, Tu és o Filho do Deus vivo. Quanto ao Teu ministério, Tu és o Cristo, Aquele enviado por Deus para um propósito específico.

    Depois dessa confissão, o Senhor começou a lhes dizer que edificaria a Igreja. Mas como? Ele precisava sofrer, até a morte.

    O início da Igreja no Pentecostes

    E, irmãos e irmãs, no dia de Pentecostes, encontramos os cento e vinte crentes reunidos, orando de comum acordo e esperando. O Espírito Santo desceu, e eles foram batizados em um só corpo.

    Agora, muitas vezes perguntamos: como sabemos que nosso Senhor Jesus, quando ascendeu, chegou ao céu e ao trono? Só porque já não podíamos vê-Lo?

    Os discípulos O viram deixar o monte das Oliveiras e subir; então a nuvem O recebeu, e eles já não podiam vê-Lo. Mas continuavam olhando, porque a nuvem estava subindo. E vocês se lembram de que dois homens vestidos de branco apareceram e disseram:

    Homens da Galileia, por que estais olhando para o céu?
    Este que subiu voltará da mesma maneira.

    Portanto, irmãos e irmãs, vemos que, depois de nosso Senhor ascender, embora os discípulos já não pudessem vê-Lo, Ele chegou ao trono. Como sabemos?

    Primeiro: por causa do Pentecostes. Se Ele não tivesse chegado ao trono, não teria sido ungido, e o óleo não teria descido de Sua cabeça. É assim que sabemos que nosso Senhor chegou ao trono.

    Segundo: quando vocês leem Apocalipse 5, encontram a visão de um Cordeiro recém-imolado, em pé diante do trono. E Ele recebeu de Seu Pai o pequeno livro, que é a escritura de propriedade desta terra. Portanto, sabemos que nosso Senhor chegou ao trono.

    E Ele disse:

    Edificarei a Minha Igreja sobre esta rocha; e as portas do Hades não prevalecerão contra ela.

    A graça e a nova aliança

    Assim, nos tempos do Antigo Testamento, encontramos a lei e o tabernáculo. Mas, quando chegamos aos tempos do Novo Testamento, não foi a lei que tornou as pessoas o povo de Deus; foi a graça.

    Foi a graça de Deus em Cristo Jesus que nos tornou filhos de Deus. Já não eram os Dez Mandamentos: “Tu farás, e Eu farei”. Em outras palavras, a responsabilidade estava sobre os filhos de Israel. Se agissem corretamente, se guardassem os mandamentos, então Deus os reconheceria como Seu povo.

    Mas, na nova aliança que Deus fez conosco, já não é: “Tu farás, e Eu farei”. Pelo contrário, tudo é: “Eu farei, Eu farei e Eu farei”. E, porque Eu farei, vocês serão.

    Portanto, irmãos e irmãs, a nova aliança é a aliança da graça. Se vocês quiserem saber o que essa nova aliança realmente é, leiam Hebreus 8:8-10, porque ali se fala da nova aliança que Deus fará conosco.

    Na nova aliança, encontramos apenas três cláusulas. Nessas três cláusulas, é sempre Deus dizendo: “Eu farei isto. Eu farei aquilo”.

    A terceira cláusula: Ele disse: “Eu perdoarei os seus pecados e os purificarei de todas as suas injustiças”.

    A segunda cláusula diz: “Vocês não precisam dizer ao seu irmão: ‘Conheça o Senhor’, porque todos Me conhecem interiormente”. Em outras palavras, trata-se de um conhecimento interior de Deus por meio do Espírito Santo que habita em nós.

    E a primeira cláusula: vocês terão poder para fazer a Minha vontade.

    Portanto, irmãos e irmãs, é por meio da nova aliança da graça que somos feitos filhos de Deus e constituídos como a Igreja de Deus.

    A Igreja como organismo vivo

    Irmãos e irmãs, quando falamos sobre a Igreja, provavelmente algumas pessoas pensam que ela é apenas algo exterior. A razão é que, ao longo da chamada história da Igreja, vemos que ela se tornou, exteriormente, uma organização humana.

    Mas, segundo a Palavra de Deus, a Igreja é a Igreja do Deus vivo. Em outras palavras, ela não é uma organização; é um organismo.

    A diferença entre uma organização e um organismo é enorme, porque é a diferença entre vida e morte. Se é uma organização, é algo feito apenas exteriormente. É algo morto. Mas, se é um organismo, então é algo vivo; há vida nele.

    Portanto, irmãos e irmãs, a Igreja não é uma organização, uma organização religiosa. Não. A Igreja é um organismo vivo. Por quê? Porque a Bíblia diz: “Eu sou a Cabeça, e vós sois o corpo”.

    A própria vida da Cabeça é a vida do corpo, e o corpo é a plenitude, a expressão da plenitude da Cabeça. Pensem nisso. Nosso Senhor Jesus é a Cabeça.

    Toda a plenitude da Divindade habita Nele, porque Ele e o Pai são um. Tudo o que vocês podem pensar a respeito do Pai, isso é o que o Senhor é. Quando pensam no amor de Deus, isso é o que Cristo é. Quando pensam na justiça de Deus, isso é o que Cristo é. Quando pensam na santidade de Deus, isso é o que Cristo é. Ele é a plenitude da Divindade.

    E, no entanto, essa plenitude habita no corpo, Sua Igreja. Portanto, queridos irmãos e irmãs, que privilégio temos hoje.

    Não estamos aqui como uma organização religiosa. Estamos aqui como um corpo de Cristo, como uma representação do corpo de Cristo.

    Não ousamos dizer que somos o corpo — isto é, que todos os outros são apenas uma organização e nós somos o corpo. Irmãos e irmãs, não ousamos dizer isso, porque cremos que, em Richmond, há muitas pessoas do povo de Deus espalhadas em diferentes organizações.

    Se declararmos que somos o corpo de Cristo em Richmond, então, em certo sentido, excomungamos todos os irmãos e irmãs de Richmond. Não ousamos fazer isso. Somos apenas alguns.

    Mas não estamos aqui como uma organização religiosa, uma organização cristã. Estamos aqui como uma pequena representação do corpo de Cristo em Richmond.

    Nossa ênfase não está na organização. Nossa ênfase está em nossa vida. O que precisamos é de vida. O que buscamos é vida. Não é a nossa vida; é a vida de Cristo em cada um de nós.

    O crescimento espiritual por meio do Espírito Santo que habita em nós

    E, queridos irmãos e irmãs, como Deus realizará Seu propósito de nos tornar verdadeiramente Seu corpo? Como Ele desenvolverá a vida que nos deu desde o princípio?

    O que significa dizer que você é um crente? O que significa ser salvo? Muitas vezes pensamos que ser salvo é ter nossos pecados perdoados para não irmos para o inferno. Em outras palavras, essa é toda a nossa preocupação. Não queremos ir para o inferno.

    E, quando cremos em nosso Senhor Jesus, Seu sangue nos purifica de todos os nossos pecados, para que não sejamos condenados eternamente. Mas isso é apenas uma pequena parte da salvação de Deus — o aspecto negativo.

    Há algo positivo e mais glorioso quando somos salvos. Porque, quando somos salvos, nosso espírito morto — o espírito que Deus criou no homem para ter comunhão com Ele — é vivificado.

    Porque Deus é Espírito, e você não pode se comunicar com Deus por meio da alma ou do corpo. Só pode se comunicar com Deus por meio do espírito. Deus é Espírito.

    Mas, infelizmente, quando nosso antepassado pecou, nosso espírito morreu para Deus. Isso não significa que deixamos de ter um espírito. Ainda temos o espírito que Deus criou no princípio, mas esse espírito estava morto.

    Estava morto em relação a Deus, porque não tinha contato com Deus. Podia entrar em contato com espíritos malignos, mas não com Deus, o Espírito Santo.

    Mas, quando somos salvos, a Bíblia nos diz:

    O que é nascido do Espírito é espírito.

    Aquilo que nasce do Espírito Santo é o novo espírito humano. E esse é o começo de nossa comunicação com Deus.

    Mas há mais: vemos que o próprio Cristo, no Espírito, vem habitar em nosso espírito. Cristo Se torna a vida do nosso espírito.

    Além disso, o Espírito Santo também vem ao nosso espírito e habita em nós. E qual é a Sua incumbência? Sua incumbência é apenas uma: fazer com que a vida de Cristo que nos foi dada cresça até a maturidade.

    Essa é a única incumbência do Espírito Santo que habita em nós. Ele habita em cada um de nós para fazer com que essa nova vida de Cristo cresça em nós, até que alcancemos a maturidade.

    Mas como Ele faz isso? Ele o faz de duas maneiras. Nós as chamamos de revelação do Espírito Santo e disciplina do Espírito Santo.

    Quanto à revelação do Espírito Santo, se vocês estão lendo Efésios, encontram Paulo orando para que Deus nos dê o espírito de sabedoria e de revelação para o pleno conhecimento de Deus.

    Em outras palavras, se queremos conhecer Deus de maneira real, isso precisa vir pela revelação do Espírito Santo. O Espírito Santo que habita em nós nos revelará Cristo.

    Na verdade, em toda a nossa vida cristã, a revelação do Espírito Santo que chega a nós como uma experiência transformadora talvez não aconteça mais de duas ou três vezes durante toda a vida.

    Mas a revelação do Espírito Santo que transforma sua vida gradualmente acontece o tempo todo. Ele está em nós para nos revelar Cristo ao longo de toda a nossa vida, seja quando lemos a Bíblia, quando passamos por alguma experiência ou quando estamos em contato com outras pessoas.

    O Espírito Santo aproveitará as oportunidades das circunstâncias ao seu redor para falar com você e conduzi-lo a um conhecimento mais pleno de Cristo. Portanto, essa revelação acontece o tempo todo, se, em sua vida diária, você está em contato com Cristo.

    Agora, se você vive longe de Cristo, não terá essa revelação. Grandes revelações, sim — talvez uma, duas ou três vezes, como aconteceu com Paulo no caminho de Damasco. Aquela foi uma grande revelação, porque transformou toda a sua vida.

    Mas, depois, vemos que ele recebeu outras revelações. Ele teve a revelação de que nele — isto é, em sua carne — não havia bem algum. Essa é outra grande revelação. E, depois, a revelação do propósito eterno de Deus — essa é outra grande revelação.

    Mas, quanto à disciplina do Espírito Santo, creio que, se vivermos perto do Senhor, nós a experimentaremos diariamente.

    Em nossa vida diária, o Espírito Santo que habita em nós falará conosco. Chamamos isso de disciplina do Espírito Santo. Isso significa que Ele organizará todas as coisas em nossa vida de tal maneira que possamos aprender Cristo.

    A voz mansa e suave do Espírito Santo

    Geralmente, Ele começa com algo pequeno e exterior. Sabem, às vezes ouço os jovens dizerem: “Você sempre fala que Deus fala com você, mas Deus nunca falou comigo. Como pode ser isso?”.

    Não, Deus já falou com você, mas você não ouviu. Por quê? Porque está tão ocupado ouvindo todos os ruídos do mundo. Se ficar em silêncio diante de Deus, você O ouvirá, porque Ele fala com uma voz mansa e suave.

    Vocês se lembram da história de Elias? Quando fugiu por causa de Jezabel, ele foi para o monte de Moisés, e Deus lhe apareceu — não no terremoto, não na tempestade, não no vento forte, mas em uma voz mansa e suave.

    Em nossa vida cristã, estamos sempre ouvindo essa voz mansa e suave dentro de nós, porque o Espírito Santo é tão fiel.

    Geralmente, Ele começa a tratar com você, como cristão, nas pequenas coisas. Suponha que você seja alguém que gosta de contar vantagem. Você sempre exagera, e, quanto mais exagera, mais orgulhoso fica.

    Mas, depois de ser salvo, você está conversando como de costume e começa a exagerar. E, quando exagera, sabe o que acontece? Você percebe dentro de si uma vozinha, bem suave, dizendo: “Já chega. Isso não é verdade”.

    Você já teve uma experiência assim? Creio que sim. Mas geralmente você a ignora e continua exagerando. Agora, se fizer isso, o que acontecerá? Você não consegue orar.

    À noite, quando começa a orar, percebe que há um impedimento. A menos que confesse seu pecado e seja purificado dele, sua comunhão com Deus fica prejudicada.

    Irmãos e irmãs, nessas pequenas coisas, antes de crer no Senhor, vocês costumavam ir a diferentes lugares conforme sua vontade. Mas, depois de crer em Deus, continuam fazendo a mesma coisa. Tentam ir ao mesmo lugar que costumavam frequentar. O que acontece?

    Uma voz mansa e suave dentro de você diz: “Como cristão, você acha apropriado fazer isso?”. Mas você não escuta. Vai mesmo assim e, como resultado, percebe que sua comunhão com Cristo foi interrompida.

    Você precisa confessar seu pecado, abandoná-lo pela graça de Deus, e então sua comunhão é restaurada. Portanto, geralmente começa com pequenas coisas.

    Testemunho pessoal sobre a disciplina do Espírito

    Agora, gostaria de contar minha própria experiência. Embora eu fosse filho de pastor, gostava de filmes.

    Quando pegava um jornal, a primeira página que procurava era a dos novos filmes. Não me atrevia a ir ao cinema no domingo. Em toda a minha vida, creio que fiz isso uma vez. Mas, aos sábados, geralmente estava no cinema.

    Naquela época, eu podia ir ao cinema sem pagar nada. Meu amigo era dono de um cinema.

    Depois de ser salvo, continuei fazendo isso. Mas então, interiormente, ouvi uma voz: “Você vai sustentar essas pessoas com seu dinheiro?”.

    Bem, tentei argumentar comigo mesmo. Disse: “Senhor, eu Te prometo que só irei assistir a filmes religiosos”. Não me atrevia a contar a ninguém, porque não tinha certeza de mim mesmo. Então fiquei alguns meses sem ir ao cinema.

    E vejam só: um filme religioso chegou a Xangai. Era A Arca de Noé, e me deram um ingresso.

    Então travei uma luta interior. Disse: “É um filme religioso. O que há de errado nisso? Não preciso pagar nada. Tenho o ingresso”. E fui.

    E, irmãos e irmãs, durante aquelas duas horas no cinema, fiquei assistindo ao filme. Era um filme muito ruim, mas não saí.

    Assim, por um lado, fiquei sentado ali durante duas horas, lutando interiormente e ainda assistindo ao filme. Mas, quando saí, aquilo acabou. Deus me libertou.

    Portanto, no início, provavelmente o Espírito Santo tratará com você nas pequenas coisas. Mas, gradualmente, você verá que Ele irá cada vez mais fundo — não apenas nas coisas físicas, mas também nas questões mentais, em sua mente.

    O Espírito Santo trabalha para que você seja liberto do mundo e preenchido e ocupado pelo próprio Cristo. É assim que a vida de Cristo começa a crescer em nós, se aprendermos a cooperar com o Espírito Santo.

    Então, queridos irmãos e irmãs, por que alguns crentes parecem crescer espiritualmente em um período muito curto, enquanto outros, que talvez creiam há muito tempo, continuam iguais?

    É muito simples. Depende de quanto você coopera com o Espírito Santo que habita em você. Não pense que, depois de crer no Senhor Jesus, Ele o deixará em paz e permitirá que você se desenvolva para ser o que quiser. Você não pode fazer isso. Se fizer, é algo sério.

    A visão da graça e da Igreja

    Portanto, queridos irmãos e irmãs, assim como Moisés recebeu a visão da lei e do tabernáculo, nós recebemos a visão da graça e da Igreja. É pela graça de Deus que a Igreja deve ser edificada para ser a família de Deus.

    O que precisamos é dessa revelação.

    Creio que foi há muitos anos, em minha primeira viagem à Inglaterra. Lembro-me de ter visitado o irmão Fox. Um dia, estávamos conversando, e fiquei surpreso com o que ele me contou.

    Ele era pastor de uma igreja batista, mas o Senhor começou a lhe revelar o propósito eterno de Deus. Então ele começou a falar na igreja batista sobre o propósito eterno de Deus.

    Mas me disse que, depois de um ano inteiro, apenas um irmão — apenas um irmão — realmente havia ouvido. Era o irmão Patterson.

    Em outras palavras, não importava o que ele dissesse, parecia muito difícil que essa revelação realmente tocasse nosso coração e nos capacitasse a enxergá-la e a responder a ela.

    Então, irmãos e irmãs, às vezes eu me pergunto: estamos nos reunindo aqui há quarenta anos. Temos falado sobre isso há quarenta anos. E quantos irmãos e irmãs realmente ouviram?

    Não é algo pequeno. É o propósito eterno de Deus — a maior de todas as coisas. Mas quanto temos ouvido?

    Por isso, mais uma vez, quero colocar esse assunto diante de vocês, queridos irmãos. Essa é a razão de estarmos aqui, e esse é o testemunho que devemos dar.

    Vamos orar.

    Querido Senhor, confessamos que somos lentos para aprender. E, no entanto, Senhor, Tu és Aquele que Se revela.

    Por isso, viemos a Ti nesta manhã mais uma vez. Queremos nos colocar sob a Tua luz, para que, na Tua luz, vejamos a luz.

    Senhor, não queremos ser apenas aqueles que ouvem falar do propósito eterno de Deus, mas, por Tua graça e misericórdia, queremos ser aqueles que estão dentro dele.

    Que o Teu Espírito fale e toque cada um de nós. E que tudo seja para a Tua glória. Em Teu precioso nome. Amém.