Bom dia.
Quando saí de casa hoje de manhã, minha roupa estava bem menos amassada. Mas Grayson tirou uma boa soneca durante a reunião. Não sei quem estava suando mais, eu ou Grace. Mas ele estava roncando mais, disso posso garantir.
Mas encontrei um bom lugar, bem em frente àquelas grandes entradas de retorno de ar que temos ali. Rapaz, aquilo foi uma salvação. O cabelo dele e o pouquinho de cabelo que tenho estavam balançando com a brisa — um ventilador para nos refrescar. Então, essa grande mancha de baba e a roupa amassada não são a maneira como normalmente me apresento nos lugares.
Só uma breve explicação antes de começarmos. Bem, há alguns versículos que gostaria de ler.
Filipenses 3:10-11. Foi isto que o apóstolo Paulo escreveu à igreja em Filipos:
Para conhecê-Lo,
e o poder da Sua ressurreição,
e a comunhão dos Seus sofrimentos,
sendo conformado à Sua morte;
se, de alguma maneira, eu chegar à ressurreição dentre os mortos.
Depois, gostaria que abríssemos em Efésios. Creio que estes também são versículos muito conhecidos: Efésios 1:17.
Para que o Deus de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai da glória,
vos dê o espírito de sabedoria e de revelação
no pleno conhecimento Dele;
sendo iluminados os olhos do vosso coração.
Agora, há uma razão pela qual falamos tantas vezes da necessidade de revelação, e há um propósito nisso. Efésios 1:18 diz:
Para que saibais qual é a esperança do Seu chamamento,
e quais são as riquezas da glória da Sua herança nos santos.
E quero que prestem atenção nesta parte de Efésios 1:19-20:
E qual é a suprema grandeza do Seu poder para conosco, os que cremos,
segundo a operação da força do Seu poder,
que Ele operou em Cristo, ressuscitando-O dentre os mortos.
E O fez assentar à Sua direita nos lugares celestiais,
acima de todo principado e autoridade, e poder e domínio,
e de todo nome que se nomeia, não só neste século, mas também no vindouro;
e sujeitou todas as coisas debaixo dos Seus pés,
e O deu como Cabeça sobre todas as coisas à assembleia, ou à igreja,
que é o Seu corpo, a plenitude Daquele que enche tudo em todos.
Senhor, somos gratos porque nos deste esta verdade inabalável da Tua Palavra. A Tua Palavra é tão preciosa. Nós Te dizemos mais uma vez: as Tuas palavras são espírito e vida, e como dependemos de que fales conosco de maneira viva.
Sabemos que, se deixarmos o falar por conta do homem, não haverá benefício duradouro. Mas sabemos que, quando Tu falas, as coisas se tornam reais.
Por isso, dizemos como o apóstolo Pedro naquele dia, quando tantos se escandalizaram, tantos se afastaram, e Tu olhaste para eles e disseste:
Quereis vós também retirar-vos?
Nós Te dizemos, amado Senhor:
Para quem iremos nós? Tu tens as palavras da vida eterna.
Fala. Esperamos na Tua presença.
Pedimos ao Espírito Santo que tome estas coisas que estão em nosso coração e fale de maneira viva, para que vejamos o Senhor Jesus como devemos vê-Lo, em toda a Sua glória. Pedimos isso por amor de Ti e em Teu precioso nome. Amém.
Bem, creio que vocês provavelmente sabem que, há cerca de um mês, comecei com este encargo de Filipenses 3:10 — este único versículo:
Para conhecê-Lo, e o poder da Sua ressurreição, e a comunhão dos Seus sofrimentos, sendo conformado à Sua morte.
Dissemos, há um mês, que Paulo tinha um relacionamento muito especial com a igreja em Filipos. Na verdade, ele compartilhava seus segredos mais profundos e seus anseios mais elevados com aquela igreja em Filipos.
Era um relacionamento que durou até o fim. Era uma comunhão que continuou até o fim. Esta carta, acima de tudo, é uma carta de amor.
Nosso irmão Stephen disse isso certa vez, quando trouxe uma mensagem, e repito o que disse na última vez: de todas as cartas escritas pelo apóstolo Paulo às igrejas, esta é a mais íntima.
Era um relacionamento de amor. Eles estavam unidos no propósito de Deus, mas havia um amor entre a igreja em Filipos e o apóstolo Paulo que lhe permitia compartilhar seus segredos mais profundos e seus anseios mais elevados.
É por isso que, quando vocês leem este livro, a linguagem não é doutrinária. É a linguagem do amor.
Agora, sei que alguns de vocês, jovens, conhecem um livro muito popular sobre as linguagens do amor. Acho que Justin me perguntou um dia, não faz muito tempo: “Pai, qual é a sua linguagem do amor?” Eu não sabia o que dizer.
Mas parece que se fala muito sobre as linguagens do amor. E, neste livro, certamente havia muito dessa linguagem do amor.
Quando Paulo começou a carta, disse em Filipenses 1:8:
Porque Deus me é testemunha
de como tenho saudades de todos vós nas entranhas de Jesus Cristo.
Essa não é uma linguagem comum. É reservada àqueles de quem vocês são mais próximos.
E, quando concluiu o livro, ao final, em Filipenses 4:1, disse:
Portanto, meus irmãos, amados e saudosos,
minha alegria e coroa.
Essa era a linguagem deste livro. Era nessa linguagem que ele compartilhava seus segredos mais profundos e seus anseios mais elevados.
Esta foi a última carta que ele escreveu a uma igreja. As cartas restantes foram escritas a Timóteo e Tito — a indivíduos —, mas esta foi a última carta que escreveu a uma igreja. Creio que fazemos bem em prestar atenção às coisas que ele apresentou nessa última carta a uma igreja.
O Senhor Jesus nos ama com amor eterno. Conversamos sobre isso. E o Senhor Jesus e Deus Pai compartilham conosco Seus segredos mais profundos. Eles não escondem nada de nós. Não é incrível?
Vejam João 13:1, apenas como exemplo. Vocês conhecem a cena. Era a hora final, pouco antes da crucificação. Era quando o Senhor estava reunido à mesa.
Ora, antes da festa da Páscoa, sabendo Jesus que era chegada a Sua hora
de passar deste mundo para o Pai,
tendo amado os Seus que estavam no mundo,
amou-os até o fim.
Que amor eterno!
Mas então, em toda essa passagem em que Ele fala do Seu cuidado e do Seu amor pelos Seus, Ele lhes diz o que fará — como compartilhará com eles Seus segredos mais profundos e Seus anseios mais elevados. Vejam João 15:15.
Já não vos chamo servos,
porque o servo não sabe o que faz o seu senhor;
mas tenho-vos chamado amigos,
porque tudo quanto ouvi de Meu Pai vos tenho feito conhecer.
Não Me escolhestes vós a Mim, mas Eu vos escolhi a vós,
e vos designei para que vades e deis fruto,
e o vosso fruto permaneça.
Nosso Pai compartilha conosco Seus segredos mais profundos. Ele nos chama de amigos. Quer nos dar a conhecer Seus anseios mais elevados e deseja que, assim como o apóstolo Paulo queria para a igreja em Filipos, entremos nessas coisas e sejamos para sempre transformados por elas.
Esse é o sentido do livro de Filipenses. É isso que o apóstolo Paulo está procurando fazer na carta aos filipenses.
Na última vez, falamos sobre conhecê-Lo. Não creio que haja algo mais importante no cristianismo. Temos desvalorizado e diminuído isso. Muitas vezes perguntamos às pessoas: “Você conhece o Senhor?”, de maneira um tanto casual. Mas o apóstolo Paulo está falando de algo muito diferente de uma consideração casual sobre o Senhor Jesus.
Ele está falando do seu anseio mais profundo. Está dizendo: “A única coisa, a única mesmo, acima de tudo, é que eu O conheça”.
Por isso, considerei todas as outras coisas como perda. Por isso, considerei todas as outras coisas como lixo. Ele chegou a dizer que todas as outras coisas eram como esterco, por causa da excelência do conhecimento do Senhor Jesus.
Conhecê-Lo — não há nada mais importante. Às vezes, achamos que isso se refere a vir ao Senhor, àquele conhecimento inicial. Mas, irmãos e irmãs, não se trata de um conhecimento inicial. Trata-se de um conhecimento profundo.
É uma experiência contínua de vida em que conhecemos o Senhor Jesus como tudo. E essa é a nossa grande necessidade. Portanto, esse foi o assunto que abordamos na última vez.
Quase podemos ouvir, enquanto o apóstolo Paulo pronuncia essas palavras, a confirmação divina vinda do céu — quando o Pai não pôde mais Se conter e rompeu os céus, quando o Senhor Jesus foi batizado; quando o Senhor Jesus estava no monte da transfiguração — e disse:
Este é o Meu Filho amado,
em Quem Me comprazo.
Conhecê-Lo é a coisa mais importante na vida de um cristão. É o segredo mais profundo.
Falamos de várias coisas: a excelência do conhecimento de Cristo; conhecer Cristo como nossa vida; e conhecer Cristo como tudo.
Irmãos e irmãs, não quero repetir muito do que disse, mas quero apenas lhes dizer: se deixarmos de lado esse primeiro anseio, esse primeiro segredo do apóstolo Paulo, se isso não fizer parte da nossa experiência contínua, não estaremos entrando numa vida de plenitude. Esse é o encargo que foi colocado em meu coração.
Hoje queremos falar sobre o poder da Sua ressurreição. Mais uma vez, veremos três coisas.
Digo a vocês que me sinto sem recursos, porque sei que não é possível examinar essas coisas com grande profundidade. Aprecio o que o irmão Nee disse quando falou sobre o poder da ressurreição. Ele disse que é impossível examinar esse grande assunto com alguma profundidade em tão pouco tempo. Mas podemos, pelo menos, tocar nele.
Espero que talvez algumas coisas fiquem guardadas. Se ficarem guardadas, poderão ter a oportunidade de transformar nossa vida com o Senhor Jesus.
Vamos examinar três coisas:
Vocês precisam conhecer a promessa da Sua ressurreição. Precisam conhecer a posição da ressurreição, ou nunca vencerão. Estarão sempre lutando. Sempre ficarão aquém do necessário.
E, finalmente, precisam conhecer o poder da Sua ressurreição. Esse foi o segredo que o apóstolo Paulo apresentou à igreja em Filipos. Ele disse:
Para conhecê-Lo, e o poder da Sua ressurreição.
Ele sabia que essa era a chave. Sabia que esse era o caminho para atravessar as dificuldades. Sabia que esse era o segredo para suportar tudo o que precisava suportar. E sabia que esse era o caminho para vencer.
Vamos começar falando sobre a promessa da Sua ressurreição. Gostaria de usar algumas palavras fortes. Vocês já me conhecem; eu costumo usar palavras fortes. Talvez isso não os surpreenda.
A ressurreição define o cristianismo.
Vocês poderiam dizer que a cruz define o cristianismo. Não estariam muito errados. Mas, de fato, é a ressurreição que define o cristianismo.
Quero usar palavras ainda mais fortes: sem ressurreição, não há cristianismo.
Vocês entendem isso? Se não houvesse ressurreição, não haveria cristianismo. Sem ela, não há nada. Mas, com ela, temos aquilo que chamamos de cristianismo e de vida cristã.
Agora, “ressurreição” é uma palavra do Novo Testamento. Imagino que não os surpreenda saber que ela nunca aparece, em inglês, no Antigo Testamento. É uma palavra do Novo Testamento. É a nova aliança. É o que Deus sempre teve em mente.
Deixem-me voltar um pouco. Eu não planejava fazer isso, mas vou fazê-lo por um momento, porque vocês sabem que tenho a tendência de fazer essas coisas.
Quando foi criado, o homem recebeu a vida criada. O homem não participou da vida de ressurreição. Essa é a diferença.
A árvore da vida representa a vida de ressurreição. Quando vocês comem dessa árvore, vivem para sempre. É isso que a árvore da vida significa.
O homem recebeu a vida criada. A intenção de Deus era introduzi-lo na vida de ressurreição. E, para isso, é preciso comer da árvore da vida, que é o Senhor Jesus.
Sem ressurreição, não existe cristianismo. Isso separa o cristianismo de todas as religiões do mundo.
Ashoka, o antigo imperador da Índia, dividiu as cinzas de Buda em porções minúsculas e as distribuiu por oitenta e quatro mil santuários de Buda na Índia. As pessoas vão a esses santuários para adorar as cinzas mortas do líder, Buda.
Mas nós adoramos o Cristo vivo e ressurreto. E o Cristo vivo e ressurreto está em nós pelo Espírito Santo. Esse é o poder da Sua ressurreição.
Essa é a diferença que nos distingue — a diferença que nos define — em relação a todas as religiões conhecidas pelo homem. Elas terminam no túmulo. O cristianismo começa no túmulo.
É o início da nova vida. Foi quando Ele venceu tudo o que estava diante Dele e Se levantou do túmulo em poder, para aquele lugar junto ao Pai. Essa é a característica distintiva daquilo em que cremos.
Sem isso, não há cristianismo.
Considerem essa promessa por um momento, por favor. A promessa da Sua ressurreição é o poder que nos salva.
Abram em Romanos 10:9. Sei que todos vocês já memorizaram esse versículo, então lhes presto um desserviço ao lê-lo. Mas, mesmo assim, deixem-me fazê-lo por causa dos poucos que talvez não saibam do que estou falando.
Se com a tua boca confessares Jesus como Senhor,
e em teu coração creres que Deus O ressuscitou dentre os mortos,
serás salvo.
E Romanos 10:10:
Porque com o coração se crê para a justiça,
e com a boca se faz confissão para a salvação.
A promessa da ressurreição é a promessa da nossa salvação. É o que nos salva. Porque cremos na ressurreição, confessamos a ressurreição e confessamos Jesus como Senhor, somos salvos. Tudo isso se deve à promessa da ressurreição.
A promessa da Sua ressurreição é a promessa de esperança eterna. Não acreditam em mim? Abram no versículo favorito de John. Não quis dizer João, o apóstolo; estou falando de John Blanchard.
Abram em 1 Pedro 1:3-4.
Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo,
que, segundo a Sua grande misericórdia, nos gerou de novo para uma viva esperança
mediante a ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos,
para uma herança incorruptível, incontaminável e imarcescível,
reservada nos céus para vós.
A promessa da Sua ressurreição é a promessa de esperança eterna. Irmãos e irmãs, não somos um povo sem esperança.
Linda me chamou de pessimista hoje de manhã. Fiquei muito ofendido. Era apenas uma brincadeira sobre o trânsito — eu estava sendo pessimista a respeito de algo tão mundano. Mas somos um povo cheio de esperança.
Conhecemos o fim. Conhecemos Aquele que venceu. Conhecemos Aquele que foi ressuscitado da morte para a vida, e essa é a nossa esperança eterna.
Nascemos de novo, do alto, por causa da ressurreição, para uma condição de esperança eterna. Essa é a vida cristã.
Lembrem-se do apóstolo Paulo. Quero que abram em 1 Coríntios 15. Espero não cansá-los com tantas passagens das Escrituras nesta manhã.
Vocês conhecem o capítulo. É aquele famoso capítulo sobre a ressurreição. Nunca se escreveu algo mais perfeito do que aquilo que o apóstolo Paulo escreveu em 1 Coríntios 15.
Vejam 1 Coríntios 15:12-13.
Ora, se se prega que Cristo ressuscitou dentre os mortos,
como dizem alguns dentre vós que não há ressurreição dos mortos?
Mas, se não há ressurreição dos mortos,
também Cristo não ressuscitou.
Mas, se Cristo não ressuscitou, ouçam esta falta de esperança. Pensem nisso por um momento:
E, se Cristo não ressuscitou,
então é vã a nossa pregação,
e também é vã a vossa fé.
Se essa não é a nossa esperança eterna, toda pregação é vã. Se essa não é a nossa esperança eterna — essa promessa da ressurreição —, então a fé de vocês é vã, e vocês estão mortos em seus pecados. Isso não seria desesperador?
Ele prossegue dizendo que ele e os apóstolos seriam considerados falsas testemunhas de Deus, porque haviam testemunhado que Deus ressuscitou Cristo.
E, se Cristo não ressuscitou,
é vã a vossa fé;
ainda estais nos vossos pecados.
Então também os que adormeceram em Cristo pereceram.
Pensem na falta de esperança. Ouçam o que ele diz:
Se esperamos em Cristo só nesta vida,
somos os mais miseráveis de todos os homens.
Que declaração! Essa é a falta de esperança sem a ressurreição.
Mas graças a Deus! Vejam 1 Coríntios 15:20-22:
Mas agora Cristo ressuscitou dentre os mortos,
sendo as primícias dos que adormeceram.
Porque, assim como por um homem veio a morte,
também por um Homem veio a ressurreição dos mortos.
Porque, assim como todos morrem em Adão,
assim também todos serão vivificados em Cristo.
Irmãos e irmãs, essa é a nossa esperança eterna. Por causa da ressurreição, somos o povo mais cheio de esperança do mundo.
Porque nascemos de novo, nunca morreremos. Há um antigo ditado que vocês talvez tenham ouvido na vida cristã: “Quem nasce uma vez morre duas; quem nasce duas vezes nunca morre”.
Isso parece uma charada se vocês ainda não pensaram a respeito. Mas significa que, se vocês nasceram apenas uma vez, naturalmente, morrerão duas vezes. Morrerão a morte natural, mas depois morrerão uma morte eterna — a segunda morte mencionada nas Escrituras.
Mas, se nasceram duas vezes — nasceram naturalmente e nasceram de novo pelo Espírito de Deus —, nunca morrerão. Essa é a nossa esperança futura.
Vocês podem adormecer, mas quem não gosta de dormir? Grayson certamente aproveitou muito bem. Essa é a esperança.
Há muito mais que poderíamos dizer sobre a promessa da Sua ressurreição. É um fato estabelecido. É a nossa esperança eterna e a nossa certeza. Não é uma suposição. Não é um mero desejo.
O famoso cientista Sir Michael Faraday — para quem não é nerd, talvez esse nome não signifique nada, mas tenham paciência com uma breve aula de história —, para quem conhece as reações elétricas e químicas e todas as coisas que ele descobriu sobre a eletricidade, Michael Faraday é um deus com “d” minúsculo. Ele é um homem muito importante.
Certa vez, em seus últimos anos, quando estava morrendo, muito debilitado, alguns repórteres foram vê-lo. Disseram: “Que especulação é essa que o senhor tem sobre viver novamente?”
Michael Faraday, aquele cientista — lembrem-se de que os cientistas não trabalham com especulação —, em seu momento de fraqueza, reagiu com as palavras mais fortes. Disse: “Especulação? Eu não creio em especulação. Creio em certezas”.
E eu sei que o meu Redentor vive,
e viverei com Ele.
Assim ele citou Jó. Irmãos e irmãs, essa é a promessa da Sua ressurreição. Que grande coisa! Estamos lidando com certezas aqui. Não estamos lidando com suposições. Não estamos nos perguntando se talvez aconteça. Sabemos que acontecerá.
A promessa da Sua ressurreição é a nossa justificação definitiva. Vejam Romanos 4:21. Eu avisei que talvez os fizesse ler demais hoje.
E estando plenamente convicto
de que o que Ele prometeu
também é poderoso para fazer.
Observem essa expressão: plenamente convicto. Lembrem-se de que estamos tratando das Suas promessas.
Pelo que isso lhe foi também imputado como justiça.
Isso está falando de Abraão. Ora, não foi somente por causa dele que se escreveu que lhe foi imputado, mas também por nossa causa:
Os que cremos Naquele que ressuscitou dentre os mortos Jesus, nosso Senhor,
o Qual foi entregue por causa das nossas transgressões,
e ressuscitado para a nossa justificação.
Isso nos é imputado. Irmãos e irmãs, a justificação de vocês é uma questão resolvida. Nunca duvidem disso.
Creio que nosso irmão Steve deixou isso muito claro em algumas mensagens que ensinou sobre Romanos. É uma justiça estabelecida. É algo resolvido.
A promessa da ressurreição é que vocês estão justificados. Não é algo que esperam ser. Não é algo que serão. É algo que vocês são em Cristo Jesus, simplesmente por causa da ressurreição dentre os mortos.
Deixem-me colocar de outra maneira: justiça em sentido judicial. Isso é a justificação. Ela declara que, aos olhos de Deus, Mari Bareford é justo. Vocês conseguem acreditar nisso? Melhor ainda, conseguem mesmo acreditar nisso?
Justiça definitiva. Justificação definitiva. Ela nunca poderá ser tirada, porque o sacrifício foi aceito após a ressurreição. Essa é a chave.
Poderíamos continuar falando sem parar, mas a promessa da Sua ressurreição é a mensagem que mudou o mundo. Vocês se lembram de como, no livro de Atos, quando estavam considerando substituir Judas entre os apóstolos, disseram:
É necessário que um deles se torne conosco testemunha da ressurreição.
Foi isso que fizeram. Essa era a mensagem deles. Essa foi a mensagem que aqueles cento e vinte usaram para transformar o mundo, e ele nunca mais foi o mesmo. Foi a mensagem que mudou o mundo.
Portanto, se vocês considerarem a promessa da Sua ressurreição, verão como ela é vasta. Poderíamos continuar falando sem parar, mas sei que vocês não querem que eu continue sem parar.
Basta saber que as promessas da Sua ressurreição são grandíssimas e preciosas promessas, como Pedro afirmou.
A. B. Simpson disse isto sobre a ressurreição e seu significado:
É impossível exagerar o significado da Sua ressurreição.
Ela é a prova fundamental de que Ele é o Messias e da verdade do cristianismo.
É a evidência da nossa justificação.
É a fonte da nossa santificação.
É a garantia da nossa ressurreição futura.
É o penhor de todo o poder de que possamos necessitar nesta vida presente.
O poder da Sua ressurreição.
Esse é o primeiro ponto. Espero não tê-los entediado com detalhes demais. Mas, a menos que vejamos a promessa da Sua ressurreição, não perceberemos o que temos em Cristo Jesus.
Precisamos ser o povo mais animado — mais animado — e cheio de esperança da face da terra. O que pode nos separar do amor de Deus? Quem pode nos separar do amor de Deus? Suas promessas permanecem firmes.
Há outra coisa que eu queria abordar: a posição da Sua ressurreição. Talvez vocês ainda não entendam do que estou falando, mas espero conseguir esclarecer isso em alguns minutos.
A ressurreição não é apenas uma promessa futura. A Bíblia ensina algo extraordinário. Se isso não aparecesse repetidamente nas páginas da Bíblia, talvez disséssemos: “Não consigo acreditar. É maravilhoso demais para ser verdade”.
Mas, quando Cristo morreu, algo tremendo aconteceu: vocês também morreram.
Vocês sabem disso? Lutamos tanto com nós mesmos e com nossos pecados, e precisamos dessa sabedoria e revelação no pleno conhecimento Dele para descobrir esta verdade segura — esta verdade segura da nossa posição em Cristo.
Quando Cristo morreu, vocês estavam em Cristo Jesus e morreram. E algo ainda mais bendito é isto: quando Cristo ressuscitou, aconteceu algo extraordinário. Vocês foram ressuscitados no poder da Sua ressurreição.
Irmãos e irmãs, vocês sabem que isso é o cristianismo? Não fomos deixados aqui para lutar sozinhos e com nossos próprios recursos.
Fomos incluídos na morte de Cristo. Fomos incluídos na ressurreição de Cristo. Minha nossa!
Essa é a mensagem de Romanos 6: saber que todos nós que fomos batizados fomos batizados na Sua morte. E, assim como estamos unidos a Ele na semelhança da Sua morte, também estamos unidos a Ele na semelhança da Sua ressurreição.
Não é incrível? Deus fez algo maravilhoso. Ele colocou vocês em Cristo há muitos e muitos séculos, e isso nos dá esperança, porque o velho homem foi tratado de uma vez por todas.
Agora vocês têm uma nova posição na ressurreição, uma posição que nunca tiveram antes. Entendem? Vocês têm uma nova posição na ressurreição, na qual podem se firmar.
Vocês podem concordar com Deus. Podem se colocar ao lado Dele e dizer: “Senhor, mesmo que meus sentimentos e minha experiência não correspondam à verdade, a Tua Palavra é verdadeira”.
Estou crucificado com Cristo;
já não sou eu quem vive;
Cristo vive em mim.
E a vida que agora vivo na carne
vivo pela fé do Filho de Deus,
que me amou e Se entregou por mim.
Isso é Gálatas 2:20. Essa é a posição da ressurreição. Não é tremendo?
Vocês conseguem imaginar se o Senhor dissesse: “Estou indo embora. Desejo-lhes o melhor. Tchau!” Sei que vocês acham isso irreverente, mas conseguem imaginar? “Mantenham a compostura”, como diriam os britânicos.
Ele colocou vocês numa nova posição em Cristo Jesus. Se vocês lerem o livro de Efésios, verão algo extraordinário. Ele diz que fomos ressuscitados em Cristo Jesus e estamos assentados com Cristo nos lugares celestiais.
Não é incrível? Conseguem imaginar uma posição assim? Vocês já não estão na terra.
Agora, talvez vocês digam: “Irmão, o senhor deve ter tomado vinho demais na ceia, porque eu estou na terra”. Mas não, não, não. Não vivam como se estivessem na terra. Vivam a partir do alto.
Vivam numa nova posição em Cristo Jesus, e descobrirão que seus membros na terra podem ser entregues a Ele. Descobrirão então que podem vencer as coisas que antes nunca conseguiam vencer.
Quando se firmarem nessa posição elevada e gloriosa da ressurreição, descobrirão que agora têm, em Cristo Jesus, pela primeira vez, a capacidade de vencer.
Não sei se estou sendo claro, mas a ressurreição não é apenas uma promessa. É uma situação inteiramente nova. Vocês estão numa posição em que agora estão assentados com Cristo nos lugares celestiais.
Vejo alguns de vocês olhando para mim como se não acreditassem, então abram em Efésios 2, e tentarei convencê-los.
Efésios 2:4-6:
Mas Deus, sendo rico em misericórdia,
por causa do Seu grande amor com que nos amou,
estando nós também mortos em transgressões,
nos vivificou juntamente com Cristo —
pela graça sois salvos —;
e nos ressuscitou juntamente com Ele,
e nos fez assentar juntamente nos lugares celestiais em Cristo Jesus.
Irmãos e irmãs, deixem sua família confusa na próxima vez que falarem com ela. Quando ligarem e perguntarem onde vocês estão, digam: “Estou nos lugares celestiais, assentado com Cristo nos lugares celestiais”.
Vocês não estarão mentindo. Estarão confessando a verdade absolutamente fundamental do cristianismo.
É porque morremos — isso é o que nosso batismo significa. É porque fomos ressuscitados que agora temos essa nova posição em Cristo Jesus.
Não é um acontecimento individual que somente o Senhor experimentou. É um acontecimento inclusivo, que nos incluiu.
Vocês talvez perguntem como Ele fez isso. Sem entrar em muita profundidade, pensem novamente em 1 Coríntios 15. Ele fez isso tomando Adão — aquele velho homem. Adão era o velho homem.
Aquele velho homem foi crucificado em Cristo, e vocês foram incluídos, porque todos estão em Adão. Então houve um segundo Homem, e esse segundo Homem é Cristo. Vocês foram igualmente incluídos em Cristo.
Portanto, nessa nova posição celestial, assim como Adão fracassou no pecado, vocês podem triunfar em Cristo. Irmãos e irmãs, pensem nisso. É uma posição que Adão nunca teve. Ele nunca sequer sonhou com ela.
Quando estavam olhando para a árvore do conhecimento do bem e do mal, se ao menos lhes tivesse passado pela mente o que aquela árvore da vida representava! Mas isso não aconteceu.
Muitas vezes não enxergamos. Vemos apenas através das nossas paixões e dos nossos desejos, e foi isso que os prendeu — aquilo que era agradável aos olhos.
Essa é a mensagem de Colossenses. Vocês sabem que temos estudado Colossenses. Vejam Colossenses 2.
Temos estudado esse livro nas noites de sexta-feira. Gostei do que Jeffrey fez na sexta-feira à noite. Começamos Colossenses 3, e ele voltou a Colossenses 2:20. Creio que, quando qualquer um de vocês chegar ao capítulo 3, deveria fazer o mesmo.
Colossenses 2:20-22 diz:
Se morrestes com Cristo para os rudimentos do mundo,
por que, como se vivêsseis no mundo, vos sujeitais a ordenanças:
Não manuseies,
não proves,
não toques —
coisas que todas perecem pelo uso?
Irmãos e irmãs, morremos com Cristo. Mas vejam Colossenses 3:1-3. Isso é um fato estabelecido:
Portanto, se fostes ressuscitados com Cristo,
buscai as coisas que são do alto,
onde Cristo está assentado à direita de Deus.
Pensai nas coisas que são do alto,
não nas que são da terra;
porque morrestes,
e a vossa vida está escondida com Cristo em Deus.
Quando Cristo, que é a nossa vida, Se manifestar,
então também vós vos manifestareis com Ele em glória.
Que nova posição! Que vitória ela proporciona!
Irmãos e irmãs, se ao menos tivéssemos esse espírito de sabedoria e revelação acerca do que Deus fez ao nos colocar em Cristo, isso transformaria a maneira como vivemos. Transformaria a maneira como andamos. Transformaria tudo em nossa vida.
Já não estamos sujeitos àquele velho homem. Fomos ressuscitados com Cristo nos lugares celestiais.
Não vou usar a ilustração de Lance. Vocês a conhecem. Jeffrey disse que, numa sexta-feira à noite, já havia falado de certa ilustração dez mil vezes. Não tenho certeza de que esta tenha sido mencionada dez mil vezes, mas aqueles grandes santos do passado que diziam: “Olhem para baixo” sabiam de alguma coisa.
Nós, cristãos, precisamos conhecer a posição da ressurreição. Ela transformará completamente a vida de vocês.
Ela lhes dá a capacidade de se firmar na fé contra tudo o que se vê e tudo o que vocês experimentam, e de permanecer com o Senhor até que essa obra transformadora esteja completa.
Essa é a posição da ressurreição. Não é um acontecimento futuro. É uma realidade presente. Não é apenas esperar por uma promessa; é viver nessa vida. Há uma diferença.
Vocês se lembram de Lázaro, de toda a história de Lázaro. A propósito, as pessoas dizem que Lázaro foi ressuscitado. Lázaro não foi ressuscitado; Lázaro foi reanimado. Perguntem à profissional da área médica — ela sabe a diferença.
Todo o seu ser não foi transformado num ser celestial. Ele era o mesmo Lázaro de antes. Há reanimações ao longo de toda a Bíblia, mas há apenas uma ressurreição, quando a natureza Daquele que ressuscitou foi transformada e Sua glória celestial foi manifestada.
Vocês se lembram de Marta, tão aflita. Dá para imaginar — ela amava seu irmão. Acho que isso já é mais do que se pode dizer de muitos de nós. Ela amava seu irmão.
Ela disse ao Senhor: “Creio na ressurreição no último dia”. Ela cria na promessa.
Mas não era esse o ponto que o Senhor queria que ela enxergasse. Tenho certeza de que Ele olhou diretamente nos olhos dela, com todo o amor que podia expressar, e disse:
Marta,
Eu sou a ressurreição
e a vida.
É uma nova posição. Não é apenas uma esperança futura.
Tenho certeza de que vocês entenderam o ponto. Espero que esteja claro. Precisamos conhecer a promessa da Sua ressurreição. Precisamos conhecer a posição da Sua ressurreição.
Mas precisamos conhecer o poder da Sua ressurreição.
É mais do que uma promessa. É mais do que uma posição. É uma realidade.
É a própria fonte que Paulo conhecia em sua vida, que o conduzia através das circunstâncias mais difíceis, mais penosas e mais extraordinárias. Era o poder da ressurreição.
Era o segredo de Paulo. Era um segredo que ele sabia ser plenamente suficiente em todas as circunstâncias.
Vocês se lembram de que ele estava acorrentado a um guarda romano, numa prisão romana — alguns dizem que vinte e quatro horas por dia. Ali estava esse apóstolo, nas circunstâncias mais sombrias; no entanto, ao concluir esta carta aos filipenses, disse aos crentes de Filipos:
Posso todas as coisas por meio de Cristo,
que me dá poder.
Irmãos e irmãs, aqui está alguém que conhecia o poder da Sua ressurreição. Ele o conhecia em todas as circunstâncias. Esse era o seu segredo.
Era isso que ele queria transmitir àqueles a quem amava profundamente. Ele dizia: “Escutem. Vocês precisam conhecer algo além das promessas. Precisam conhecer as promessas. Precisam conhecer algo além da posição. Têm de conhecer a posição. Precisam conhecer o poder da Sua ressurreição”.
É isso que eu anseio.
Efésios, que já lemos, diz que o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai da glória, lhes dê o espírito de sabedoria e de revelação no pleno conhecimento Dele.
Efésios 1:18 é a chave. Ele diz: “Para que saibais”, e então apresenta três coisas:
A Versão Autorizada apresenta assim:
A extraordinária grandeza do Seu poder para conosco, os que cremos,
segundo a operação da força do Seu poder,
que Ele operou quando ressuscitou Cristo Jesus dentre os mortos.
Irmãos e irmãs, foi assim que o apóstolo Paulo descreveu esse poder da Sua ressurreição. Ele usou palavras superlativas. Disse: “É a extraordinária grandeza do Seu poder”.
E ele diz algo extraordinário: esse poder é para nós, os que cremos. Conseguem imaginar? Conseguem assimilar isso?
O Deus da glória nos deu a extraordinária grandeza do Seu poder como a fonte pela qual podemos viver. Não é incrível?
Muitas vezes penso no autor daquele hino e na frase: “Mal consigo compreender”. Quando penso que o Deus da glória nos deu a extraordinária grandeza do poder da Sua ressurreição como nossa fonte e nosso suprimento para a vida diária, mal consigo compreender.
Mas essa é a verdade que o apóstolo Paulo procurou transmitir à igreja em Filipos. Irmãos e irmãs, como precisamos conhecer esse segredo! Ele precisa ser o nosso segredo.
Não é o poder de vocês. Não é a força de vocês.
Vocês se lembram de Zacarias 4? Zorobabel viu essa visão do candelabro e das oliveiras de ouro. Ele disse: “O que são estas coisas, meu Senhor?”
Deus disse: “Esta é a palavra do Senhor a Zorobabel”. Vocês imaginariam que Ele começaria a explicar o que são as oliveiras, o que são os recipientes, o que é o candelabro e o que é o azeite dourado. Mas Ele não faz isso.
Ele diz:
Esta é a palavra do Senhor a Zorobabel:
Não por força,
nem por poder,
mas pelo Meu Espírito, diz o Senhor.
Esse é o segredo. Esse é o poder da ressurreição. Foi isso que lhes foi dado para viver.
Não os seus próprios recursos; vocês não foram deixados à mercê dos seus próprios impulsos; não a sua própria determinação e garra; não a sua própria perseverança. O que lhes foi dado é o poder imensurável do universo, que é o poder da Sua ressurreição.
Esse era o segredo do apóstolo Paulo, e essa é a razão pela qual ele podia vencer em todas as circunstâncias.
Todo o poder para cada situação — para nós, os que cremos. Vocês creem nisso?
T. Austin-Sparks disse, falando da nossa grande necessidade: “Creio que isso é profundo, e devemos estabelecer esta única coisa, se ainda não a estabelecemos: qualquer que seja a nossa necessidade nestes últimos tempos, a necessidade acima de todas as outras é conhecer Cristo no poder da Sua ressurreição”.
Aceitem a palavra do irmão Sparks.
Hebreus 7:16 fala do poder de uma vida indissolúvel. Bem, essa provavelmente não é uma palavra que vocês usam nas conversas diárias com o cônjuge ou com os filhos: indissolúvel.
Mas ela significa, literalmente, indestrutível. Significa, literalmente, incapaz de ser anulada. Significa, literalmente, que não pode ser desfeita ou rompida.
Esse é o poder da Sua ressurreição.
Irmãos e irmãs, devemos adorar a Deus por nos dar um recurso assim: poder indescritível, poder inacreditável, o poder supremo.
É assim que podemos viver a vida cristã. É assim que podemos fazer o impossível.
O testemunho de Paulo naquela prisão era:
Tenho força para todas as coisas
Naquele que me dá poder.
Esse era o seu segredo mais profundo. Foi isso que ele veio a conhecer como seu suprimento inesgotável e sem fim.
Vocês creem nisso? É um conto de fadas? Não. Às vezes, acho que simplesmente não cremos nisso.
Havia uma senhora na Inglaterra, Lady Anne Grimstone. Eu não a conheci; ela viveu alguns séculos atrás. Mas ela não acreditava no poder da ressurreição e zombava dele.
Ela disse, com ousadia: “Voltarei a viver com a mesma certeza de que uma árvore crescerá do meu corpo”.
Ela disse: “Preparem-me um túmulo — um túmulo inquebrável —, com mármore tão espesso, uma laje tão grossa e ferro inquebrável. Nunca voltarei a viver”.
Então uma semente de árvore caiu naquele túmulo. E a árvore começou a crescer. Ao longo dos anos, essa árvore despedaçou aquele túmulo de mármore e rompeu aquelas cintas de ferro.
Dizem — alguns dos que relataram a história dizem — que é uma das maiores árvores da Inglaterra. Ela venceu a morte que havia naquele túmulo.
Esse é o poder da ressurreição. Vocês acham que a velha Lady Anne Grimstone sabia que seria para sempre um testemunho do poder da vida e da ressurreição?
“Certamente uma árvore crescerá do meu corpo.” Pois é, aí está. Um fato real.
O poder da Sua ressurreição, irmãos e irmãs, é algo muito prático. Isso toca a realidade em que vivemos.
Todos os dias, precisamos dizer: “Senhor, estou diante deste dia. É impossível. Mas Tu me deste um poder que supera tudo o que se conhece no universo. Hoje me aproprio desse poder”.
Irmãos e irmãs, isso começa com pequenos passos de fé. Começa quando vocês descobrem que não conseguem viver a vida cristã. Começa quando descobrem que não têm o poder.
Começa quando vocês simplesmente pedem: “Senhor, dá-me o poder da Tua ressurreição”.
Que essa seja a nossa oração diária e nosso guia prático ao longo da vida. Esse poder os conduzirá através de todas as circunstâncias.
Watchman Nee, quando estava naquela prisão e faleceu em 1972, com o coração aumentado e dores crônicas, havia cumprido cinco anos além da sua sentença e estava numa situação impossível.
Mesmo assim, no fim, escreveu à sua cunhada — a quem chamava de irmã mais velha — e disse esta coisa simples:
Mas mantenho minha alegria.
Portanto, por favor, não se preocupe.
Isso é exatamente como o apóstolo Paulo. Se vocês lerem o livro de Filipenses, descobrirão que a palavra principal é alegria — alegrai-vos.
Como pode haver alegria nessas circunstâncias? Pelo poder da ressurreição. Essa é a chave.
Bem, creio que vocês entenderam o ponto. Que o Senhor nos ajude a nos apropriarmos diariamente desse poder. Que tenhamos uma nova apreciação desse poder.
Que sejamos aqueles que conhecem a promessa da Sua ressurreição. Que grandes promessas!
Que sejamos aqueles que conhecem a posição da Sua ressurreição e, por causa disso, se firmam contra tudo o que se vê, para que aquilo que não se vê seja manifestado.
Que sejamos, por fim, aqueles que conhecem o profundo segredo de Paulo e podem dizer, ao final da vida: “O que me sustentou até o fim foi o poder da Sua ressurreição”.
Irmãos e irmãs, concordo com o irmão Sparks. Creio que essa é a nossa necessidade nesta hora.
Creio que estamos entrando em dias difíceis, nos quais ser cristão será mais difícil do que jamais foi na história do mundo.
Olhem para o Oriente Médio. Pensem naqueles queridos irmãos em Mosul. Pensem naqueles que estavam no Egito. Pensem naqueles que estão na Síria. Pensem naqueles que estão na Nigéria, enfrentando esse Boko Haram possuído por demônios.
Há uma coisa que certamente pode nos conduzir até o fim: o poder — o poder — da Sua ressurreição.
Senhor, chegamos a Ti conhecendo apenas em parte, vendo apenas em parte. Obrigado pelo que nos mostraste.
Pedimos juntos o espírito de sabedoria e de revelação no pleno conhecimento Dele como nunca antes, para que nos mostres estas grandes coisas.
Senhor, queremos ser um povo — o povo mais cheio de esperança. Perdoa-nos; não temos crido na promessa da Tua ressurreição.
Senhor, obrigado pelo que fizeste no Calvário, quando morreste e foste ressuscitado. Queremos ser um povo que compreenda o poder — que compreenda, Senhor, simplesmente compreenda — a posição da Tua ressurreição e viva no benefício dela.
Senhor, queremos descobrir diariamente o poder da Tua ressurreição. Ajuda-nos, Senhor Jesus.
Entregamos a Ti estes pensamentos, incompletos como são, e pedimos que tenhas misericórdia de nós, conduzindo-nos a uma descoberta maior destas coisas.
Pois pedimos juntos em nome do Senhor Jesus. Amém.