Vocês podem abrir comigo na profecia de Zacarias, capítulo 4?
E o anjo que falava comigo tornou a vir e me despertou, como a um homem que é despertado do seu sono.
E me disse: Que vês?
E eu disse: Vi, e eis um candelabro todo de ouro, com um vaso na parte superior e suas sete lâmpadas sobre ele; há sete tubos para cada uma das lâmpadas que estão na parte superior; e junto a ele, duas oliveiras, uma à direita do vaso e a outra à sua esquerda.
E respondi e falei ao anjo que falava comigo, dizendo: Que são estas coisas, meu senhor?
Então o anjo que falava comigo respondeu e me disse: Não sabes o que são estas coisas?
E eu disse: Não, meu senhor.
Então ele respondeu e me falou, dizendo: Esta é a palavra do Senhor a Zorobabel, dizendo: Não por força, nem por poder, mas pelo Meu Espírito, diz o Senhor dos Exércitos.
Quem és tu, ó grande monte? Diante de Zorobabel te tornarás uma planície; e ele trará a pedra de remate com aclamações: Graça, graça a ela.
Além disso, a palavra do Senhor veio a mim, dizendo: As mãos de Zorobabel lançaram os fundamentos desta casa; suas mãos também a concluirão; e saberás que o Senhor dos Exércitos me enviou a vós.
Pois quem desprezou o dia das pequenas coisas? Porque estes sete se alegrarão e verão o prumo na mão de Zorobabel; estes são os olhos do Senhor, que percorrem toda a terra.
Quero acrescentar a isso o Salmo 87.
Seu fundamento está nos montes santos.
O Senhor ama as portas de Sião
Mais do que todas as habitações de Jacó.
Coisas gloriosas são ditas de ti,
Ó cidade de Deus.
Farei menção de Raabe e da Babilônia entre os que Me conhecem:
Eis a Filístia e Tiro, com a Etiópia:
Este nasceu ali.
Sim, de Sião se dirá: Este e aquele nasceram nela;
E o próprio Altíssimo a estabelecerá.
O Senhor contará, quando registrar os povos:
Este nasceu ali.
Tanto os que cantam como os que dançam dirão:
Todas as minhas fontes estão em ti.
Mais dois versículos — pequenos em extensão, mas grandes em significado. Aqui em Efésios, a carta do apóstolo Paulo aos efésios, a partir de Efésios 2:20:
Edificados sobre o fundamento dos apóstolos e profetas, sendo o próprio Cristo Jesus a principal pedra angular;
Em Quem cada edifício, bem ajustado, cresce para ser um templo santo no Senhor;
Em Quem também vós sois juntamente edificados para habitação de Deus no Espírito.
Por último, quero acrescentar Hebreus 10:19.
Tendo, pois, irmãos, ousadia para entrar no santuário pelo sangue de Jesus,
Pelo caminho que Ele nos consagrou, novo e vivo, através do véu, isto é, da Sua carne;
E tendo um grande sacerdote sobre a casa de Deus,
Aproximemo-nos com um coração verdadeiro, em plenitude de fé, tendo o coração purificado de uma consciência má e o corpo lavado com água pura.
Retenhamos firmemente a confissão da nossa esperança, para que não vacile; pois fiel é Aquele que prometeu:
E consideremo-nos uns aos outros, para nos estimularmos ao amor e às boas obras;
Não abandonando a nossa própria congregação, como é costume de alguns, mas exortando-nos uns aos outros; e tanto mais quanto vedes que o dia se aproxima.
Vamos ter mais um momento de oração?
Amado Senhor, somos tão gratos por estarmos aqui mais uma vez na Tua presença. Ao longo destes momentos, Tu tens falado conosco, e somos tão gratos, Senhor. É sempre um milagre quando ouvimos a Tua voz, e somos gratos porque Tu queres nos alcançar.
Sabemos que estamos vivendo dias muito difíceis e cada vez mais sombrios, e precisamos de Ti, Senhor. À medida que tudo ao nosso redor se torna pagão e, de muitas maneiras, demonizado, precisamos de Ti como nunca antes.
Senhor, somos tão gratos: Tu, que prometeste, és fiel. Tu estás conosco e estarás conosco até a Tua vinda.
Agora, Senhor, entregamos a Ti a ministração da Tua Palavra. Sabemos, Senhor, que precisamos dessa unção, e pedimos uma porção dobrada nesta noite. Ajuda-nos, Senhor, para que, para além da voz humana, ouçamos a Tua voz. Dá-nos ouvidos para ouvir o que o Espírito está dizendo às igrejas.
E, Senhor, pedimos mais uma vez: que o ouvir da Tua Palavra também seja ungido, para que, Senhor, o Teu propósito para o nosso tempo e para estes dias juntos seja cumprido. Pedimos tudo isso em nome do nosso Messias, o Senhor Jesus. Amém.
Bem, acho que todos vocês sabem muito bem que o tema desta conferência tem sido a preparação para a vinda do Senhor. Ele se concentra naquelas palavras de Apocalipse 22:7:
Eis que venho sem demora.
E, novamente, em Apocalipse 22:17:
O Espírito e a noiva dizem: Vem.
E aquele que ouve diga: Vem.
Minha responsabilidade nestas mensagens tem sido tratar da resposta individual. Falei sobre a Palavra de Deus. A Palavra de Deus não apenas contém a Palavra de Deus; ela é a Palavra de Deus. A Bíblia não contém meramente a Palavra de Deus; ela é a Palavra de Deus. Não é apenas algum conselho do Senhor; é todo o conselho do Senhor.
Nestes dias em que se faz um ataque colossal contra a autenticidade, a inspiração e a relevância da Palavra de Deus, precisamos, como nunca antes, ser pessoas em quem a Palavra é encontrada.
Precisamos ser pessoas em quem Cristo — a Palavra de Cristo — está habitando. E, como disse o apóstolo Tiago, devemos ter a Palavra implantada. Isso é muito mais do que apenas ler rapidamente uma passagem das Escrituras ou deixar que ela entre por um ouvido e saia pelo outro. Ela habita em nós. Está implantada. Cresce em nós. Está enraizada em nós. Precisamos da Palavra de Deus como nunca antes.
Depois, ontem à noite, falamos sobre apresentar o nosso corpo como sacrifício vivo, que é o nosso culto e serviço espiritualmente inteligentes. Não vou retomar isso, a não ser para dizer que não há outra maneira de estarmos preparados para a vinda do Senhor.
Se estamos apáticos, sem vida, sem muito interesse — na verdade, em muitos casos, um pouco receosos da vinda do Senhor —, preferimos que Ele a adie.
Meu querido amigo, as coisas ficarão tão difíceis que cada um de nós ansiará pela vinda do Senhor. Isso já começou.
Quando fui salvo, há mais de setenta anos, lembro que costumávamos ouvir missionários. Eles vinham falar conosco e diziam: “Vocês não fazem ideia, no seu país” — naquela época, era a Grã-Bretanha —, “de como os céus estão abertos sobre vocês. Vocês conseguem orar. Conseguem ler a Palavra. Há simplesmente uma sensação de céu aberto sobre vocês”.
“Viemos de países” — e, é claro, eles falavam especialmente da Ásia e da África — “onde temos de lutar até conseguir romper. De alguma forma, há um peso e uma escuridão na atmosfera. Temos de perseverar para conseguir avançar na oração e na intercessão, e até mesmo na adoração e no louvor”.
A paganização destas nações ocidentais está trazendo esse mesmo peso e essa mesma escuridão para a atmosfera. Aonde quer que eu vá, os crentes me dizem que agora estão achando muito mais difícil realmente orar e interceder, como se, de alguma maneira, forças tivessem sido liberadas para nos sufocar, nos estrangular, nos silenciar.
Mas eu gostei muito daquele hino de Margaret Barber. Ela era uma dama, mas era uma verdadeira soldado do Senhor Jesus. “Elevai o coração, todas vós, mulheres.” É algo maravilhoso — uma vencedora entre vencedores.
Justamente na hora do pôr do sol, não vamos desmoronar. Pelo Espírito Santo, que nos foi dado, vamos prosseguir e ver o cumprimento do propósito de Deus.
Quero falar nesta noite sobre mais uma questão absolutamente essencial para que você e eu estejamos preparados para a vinda do Senhor. Se houver em nosso coração um clamor: “Vem, Senhor Jesus”, creio que precisamos, de modo absoluto, compreender o propósito e o objetivo de Deus.
Tantos crentes não fazem ideia do que Deus pretende alcançar. Apenas dizem: “Bem, somos salvos, somos convertidos. Vamos ler nosso pequeno trecho todos os dias. Vamos ter alguns minutos de oração antes de ir para o trabalho, para a escola ou para qualquer outra atividade. E é isso”.
Vamos às reuniões, que às vezes são monótonas, às vezes animadas. Vamos às reuniões de oração, que quase sempre são monótonas. E nos perguntamos: “Que tipo de vida é essa vida cristã?”.
Isso acontece porque não compreendemos o que Deus pretende alcançar. Não compreendemos: qual é a Sua meta? Qual é o Seu objetivo? Deus não age sem propósito. Não é como se Ele não tivesse uma meta.
Por que Ele perseverou conosco quando falhamos? Muitas vezes pensei: por que Ele não criou um novo Adão e uma nova Eva? Não teria sido melhor começar tudo de novo?
Por que Ele perseverou com a humanidade caída? Por que, por meio das Escrituras, prometeu a vinda de um Messias desde o princípio, em Gênesis 3? Quando o Messias veio e viveu aqui na terra, morreu pelo nosso pecado, concluiu a obra da nossa salvação e foi sepultado — e, no terceiro dia, ressuscitou, e quarenta dias depois ascendeu em glória à direita do Pai —, será que Ele não tem um propósito? Será tudo isso apenas uma espécie de sequência de acontecimentos?
É por isso que precisamos da Bíblia. E deixem-me dizer mais uma coisa: prestem bem atenção por um momento. Precisamos do Espírito Santo.
Ninguém mais pode nos dar revelação. Ninguém mais pode penetrar a escuridão que muitas vezes está em nossa mente — aquela espécie de embotamento, aquela incapacidade de ouvir o Senhor ou de ver o Senhor. Precisamos do Espírito Santo.
Há dois mil e seiscentos anos, ou mais, um profeta judeu teve uma visão. Seu nome era Zacarias. Ele era um daqueles que haviam retornado da Babilônia. Tinha visto toda a destruição da terra, de Jerusalém e da casa de Deus. Conseguira sobreviver a tudo aquilo até que, finalmente, foi promulgado o decreto do imperador da Pérsia, em 536 a.C.
Ele voltou, e com ele estava outro profeta. Seu nome era Ageu.
Zacarias aparentemente estava dormindo, o que, afinal de contas, é bastante normal — embora alguns cristãos pareçam passar vinte e quatro horas dormindo. Mas isso é um pouco anormal, para dizer o mínimo.
Zacarias estava dormindo quando um anjo o sacudiu. Bem, imagino que, se um anjo sacudisse você — ou me sacudisse —, ficaríamos um tanto assustados. Então, enquanto Zacarias meio que se sentava na cama, o anjo disse: “O que você vê?”.
E Zacarias, que conhecia o Senhor, disse: “Vejo um candelabro, todo de ouro, com sete lâmpadas. E, de cada lado dele, vejo duas oliveiras e ramos que chegam ao candelabro”.
Então, em hebraico — não em inglês, mas em hebraico —, está escrito que aqueles ramos estavam vertendo ouro. Os tradutores de vocês acrescentaram “azeite”, porque não conseguem entender como, afinal, oliveiras poderiam produzir ouro.
Não contem isso em Ascalom. Não divulguem isso em Gaza. Caso contrário, poderíamos ter uma corrida do ouro, com todo mundo correndo para ver se consegue extrair ouro de oliveiras. É claro que não existe tal coisa.
A verdade é que aquilo era uma visão. Aquele ouro tinha a mesma natureza do Messias, Jesus. Aqueles ramos se abriam e derramavam ouro, que se tornava luz.
A vida de Jesus se tornou a luz. Esse é o testemunho de Jesus.
Essa visão que o querido Zacarias teve o transformou. Ele, Ageu e o povo fiel de Deus — os que eram fiéis, um remanescente bastante pequeno, mas, dentro daquele grupo, um remanescente de pessoas verdadeiramente fiéis — estavam tão deprimidos, tão abatidos.
Quando voltaram, inicialmente haviam construído o fundamento do templo. Depois, enfrentaram problemas monstruosos. Todo tipo de coisa se levantou contra eles, e desistiram de tentar fazer mais alguma coisa. Apenas o fundamento foi lançado. As paredes não foram construídas. O telhado não foi colocado. Nada foi feito. Era a casa de Deus, o templo do Deus vivo.
Esses dois profetas, juntos, foram usados pelo Espírito Santo para desafiar o povo de Deus a se levantar e crer que Deus cumpriria o Seu propósito, apesar das dificuldades intransponíveis.
Apesar da oposição do diabo, da oposição das forças das trevas, o propósito de Deus seria cumprido: o templo do Senhor seria concluído, e Jerusalém seria reconstruída, com seus muros reedificados e suas portas novamente instaladas no lugar certo.
Zacarias tinha uma personalidade muito interessante. Ele sabia muito bem o que era o candelabro. Sabia que aquele era o candelabro do tabernáculo e do templo. Ele sabia disso.
Era a única coisa no tabernáculo ou no templo que dava luz. Não havia janelas, nenhum meio de ter luz lá dentro. Somente aquela menorá de sete braços, aquele candelabro, dava a luz.
Mas o que lhe interessava eram as duas oliveiras. “O que são estas coisas, Senhor?”, ele perguntou.
E o Senhor lhe disse: “Esta é a palavra a Zorobabel”. Zorobabel significa “nascido na Babilônia”. Ele era da tribo de Judá e era o governador do remanescente que havia retornado.
Esta é a palavra a Zorobabel:
Não por força, nem por poder, mas pelo Meu Espírito, diz o Senhor dos Exércitos.
Isso está entrando no coração de vocês? Ouçam novamente:
Não por força — e a palavra em hebraico é “exércitos” —, nem por poder, capacidade, mas pelo Meu Espírito.
Quem és tu, ó grande monte? Diante de Zorobabel te tornarás uma planície.
Há alguma diferença entre uma planície e um monte enorme? Uma diferença enorme. Uma dificuldade enorme removida — não por força, nem por poder, mas pelo Meu Espírito.
Amado irmão, amada irmã, ouçam-me. O Espírito Santo é o supervisor de toda a obra de Deus.
Tudo neste mundo — tudo, até mesmo você e eu — veio originalmente do Pai, teve sua origem no Pai. Foi por meio do Filho que tudo veio a existir, e para o Filho. Mas foi o Espírito Santo Quem supervisionou a realização e o cumprimento da obra.
Por exemplo, quando vocês leem Gênesis 1, os primeiros versículos, somos informados de que, no princípio, Deus criou; depois, o texto nos diz o que Ele criou; e então diz que aquilo era sem forma e vazio.
Depois diz:
E o Espírito pairava.
E usa uma palavra extraordinária em hebraico, que descreve uma águia — uma ave de rapina — pousada, pairando sobre algo. Ela procura um lugar onde pousar, um lugar onde descansar. Não conseguia encontrar nada.
Foi esse Espírito que supervisionou a Palavra de Deus. Cada vez que Deus falava, o Espírito Santo assegurava que aquilo se tornasse realidade.
Quem trouxe o Senhor Jesus a este mundo? Isso teve origem no Pai. Era o Filho. Mas Quem concebeu o Filho no ventre de Maria? O Espírito Santo.
Quem capacitou Jesus a oferecer a Si mesmo na cruz pelos nossos pecados, naquele momento de desolação e agonia indizível? Foi o Espírito eterno.
Quem ressuscitou Jesus dentre os mortos no terceiro dia? Foi o Espírito Santo. Espero que todos vocês percebam que estou me referindo às Escrituras em cada um desses casos.
O que aconteceu na festa judaica de Shavuot, cinquenta dias depois da morte, do sepultamento e da ressurreição de Jesus? O Messias ressuscitado e glorificado recebeu a promessa do Espírito e O derramou sobre cento e vinte seres humanos, todos judeus, em um cenáculo.
Naquele momento, aconteceu algo na história que nunca havia acontecido antes. O Deus da glória havia enchido o templo repetidas vezes, de modo que ninguém conseguia permanecer em pé ou ministrar. Mas nunca antes o Espírito Santo havia entrado em cento e vinte seres humanos e os unido a um Salvador, Cabeça e Rei à direita de Deus.
Era um começo inteiramente novo. Era o início da casa de Deus, da casa espiritual de Deus.
Aqueles cento e vinte se tornaram membros do Senhor Jesus e membros uns dos outros. O Novo Testamento usa uma imagem que não se encontra em nenhum outro lugar da Bíblia: cabeça e corpo. A igreja. Jesus é a Cabeça. O corpo é Seu, e é a igreja.
É um organismo, não uma organização. Tem organização, mas é, principalmente, um organismo espiritual. Aquelas cento e vinte pessoas foram subitamente feitas uma com uma Cabeça à direita de Deus.
Enquanto O ouviam e Lhe obedeciam, viraram Jerusalém inteira de cabeça para baixo. Enquanto continuaram a ouvi-Lo e a obedecer-Lhe, toda a Judeia e Samaria foram viradas de cabeça para baixo.
Por fim, isso chegou aos gentios. Todos aqueles oficiais romanos gentios se reuniram em uma sala de estar, em Cesareia, e, de repente, o Espírito Santo caiu sobre todos eles. Falaram em línguas.
Pedro quase foi posto na fogueira pelo pessoal de Jerusalém. Disseram: “O que foi que você andou fazendo? Você fez um convite a eles? Fez um apelo?”.
Ele disse: “Não, não, não. Eu estava relatando o que havia acontecido com o Messias e, de repente, enquanto falava, percebi que toda aquela grande multidão de oficiais gentios não estava me ouvindo”. Bem, muitos pregadores percebem isso.
Eles não estavam ouvindo Pedro e, de repente, começaram a falar e a glorificar a Deus. Foram salvos, e Pedro disse: “O que eu podia fazer? Não pedi nada a eles. Não fiz apelo algum. Deus fez algo soberanamente”.
Foi o Espírito Santo.
Não por força, nem por poder, mas pelo Meu Espírito Santo.
Eu disse ontem à noite: você não pode viver a vida cristã se não estiver disposto a morrer. Porque, quando você abre mão e morre, a vida cristã floresce. Você não precisa produzi-la. Não precisa forçá-la. Ela simplesmente acontece.
É o poder da Sua vida de ressurreição. Começa com uma morte, e começa com a sua identificação com Ele. Então a vida cristã começa a florescer, e você dá fruto.
Voltem àquela visão que Zacarias teve. Tenho certeza de que vocês já ouviram nosso irmão Stephen, e outros, dizer muitas vezes: Deus ansiava por um lar. Em certo sentido, Ele não tinha um lar. Ansiava por um lugar de habitação.
Na antiga aliança, esse lugar era o templo. É por isso que tudo está centrado no templo. Vocês têm todo o livro de Crônicas — dois livros — e todo o livro de Reis — dois livros —, e tudo diz respeito à relação com o templo e com a Palavra de Deus.
É muito interessante, se vocês ainda estão me acompanhando, que, quando os pobres Zacarias e Ageu, Zorobabel e Josué, o sumo sacerdote, e todos os outros fiéis estavam tão deprimidos, sentindo-se de alguma forma esmagados, sem saída, o Senhor mostrou a Zacarias o candelabro, todo de ouro, e ele imediatamente compreendeu.
Deus estava escolhendo o candelabro para representar tudo o mais no templo e no tabernáculo. Não escolheu a mesa dos pães da proposição, por mais extraordinária que ela seja. Não escolheu o altar de ouro do incenso, por mais extraordinário que seja. Não escolheu o altar do holocausto, por mais extraordinário que seja, nem a bacia, por mais extraordinária que seja. Não, nem mesmo a arca da aliança.
Ele escolheu o candelabro — o candelabro de sete braços. É quase como se Deus estivesse dizendo: “Estou escolhendo isto para representar tudo o mais agora”. Vocês estão me acompanhando?
Vocês se lembram do que dissemos ontem à noite, do que nossos irmãos têm dito? A Palavra de Deus e o testemunho de Jesus. É isso que o candelabro representa.
Ele é a única luz no tabernáculo e no templo. Essa é a Palavra de Deus. É claro que o Messias ainda não havia vindo; Ele havia sido prometido. A linhagem estava ali, de Judá a Davi. Tudo estava em seu devido lugar, mas Ele ainda não havia vindo.
Mas aquele candelabro ainda é a Palavra de Deus e o testemunho de Jesus. Agora, acompanhem o que vou dizer.
Quando João teve sua visão em um campo de trabalhos forçados, em uma mina de cobre em Patmos, não muito longe de uma das minhas casas na Grécia — a apenas alguns quilômetros de distância —, João disse:
Estou em Patmos por causa da Palavra de Deus e do testemunho de Jesus.
Em pouquíssimo tempo, Deus lhe deu sua primeira grande revelação. Ele viu o Senhor alto e exaltado. Viu-O glorificado, o Messias ressuscitado e glorificado.
E então viu o quê? Sete candelabros de ouro ao redor Dele — o mesmo candelabro que Zacarias havia visto.
Só que, desta vez, ele não representava o antigo templo. Representava a igreja — não aquilo que tantos de nós passamos a entender como igreja, mas aquilo que Deus quer dizer com a palavra “igreja”.
Sete candelabros de ouro. Então ele ouve o Senhor Jesus com uma mensagem para cada um daqueles sete. Ela sempre termina da mesma maneira:
Ao que vencer.
Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito está dizendo às igrejas.
Querida família de Deus, às vezes precisamos nos arrepender. Deveríamos ter clareza sobre essas coisas. Mas, mesmo entre aqueles que estão em comunidades ou assembleias que têm alguma compreensão da igreja, há uma apatia, um peso, uma lentidão para agir, uma incapacidade de realmente compreender a batalha em que estamos e a necessidade colossal e estratégica da intercessão.
Mas como podemos nos tornar intercessores quando, em vez de sermos adultos espiritualmente maduros, somos criancinhas? Somos bebês. Precisamos ser embalados. Precisamos de chupetas e de todas as outras coisas — vocês, americanos, usam palavras diferentes das antigas palavras inglesas.
Temos de dar a todos esses crentes todas essas coisinhas para chuparem e brincarem. Nós os embalamos o tempo todo, sabem?
Onde estão os soldados do Senhor Jesus? Onde estão os vencedores? Onde estão aqueles que têm uma visão clara do objetivo de Deus?
Por que Ele disse desde o princípio:
Não oferecereis as vossas ofertas nem fareis as vossas dádivas em qualquer lugar que escolherdes, mas no lugar onde farei habitar o Meu nome.
Essa, por si só, é uma declaração extraordinária:
Farei habitar o Meu nome.
O que isso significa? É claro que era Jerusalém, mas o que significa — o lugar onde fiz habitar o Meu nome?
Os nomes nas Escrituras significam tanto. Isaque: riso. José: acréscimo. Davi: amado. Daniel: juízo de Deus. Samuel: ouvido por Deus.
Esses nomes significam alguma coisa. É quase como se Deus estivesse dizendo: “Vejam, este lugar que escolho, onde a Minha casa será construída, é o lugar onde fiz habitar o Meu nome. Esta é a Minha” — permitam-me dizer assim, espero que com reverência — “personalidade expressa. É aqui que o Meu caráter é visto. É aqui que vocês se encontrarão Comigo, e Eu Me encontrarei com vocês”.
A partir daquele momento, primeiro o tabernáculo e, depois, o templo se tornaram, por assim dizer, o coração de tudo. O reinado de cada rei era julgado por sua relação com a casa de Deus.
O querido Davi — por que ele era tão amado por Deus? Porque disse:
Uma coisa pedi ao Senhor, e a buscarei:
Que eu possa habitar na casa do Senhor todos os dias da minha vida,
Para contemplar a beleza do Senhor
E para inquirir no Seu templo.
Mas o objetivo do Senhor é algo mais do que um templo físico. O objetivo do Senhor era o que aconteceu no Pentecostes, quando cento e vinte seres humanos muito comuns foram unidos a uma Cabeça à direita de Deus — não apenas de alguma maneira distante, mas unidos como um corpo está unido à cabeça.
Se vocês cortarem a minha cabeça, meu corpo morre instantaneamente. A questão da cabeça e do corpo é esta: trata-se de um único organismo, um único todo, uma única vida.
Querida família de Deus, estamos enfrentando um problema enorme. Muitas vezes, falta às nossas reuniões o fogo de Deus, o fervor que deveria haver nelas, o desejo de buscar o Senhor a qualquer custo.
Tenho certeza — sei que é terrível eu dizer isso, mas vou dizer —, às vezes sinto tanta pena do Senhor. Ele diz:
Onde dois ou três estão reunidos, ali estou Eu no meio deles.
Às vezes penso que Ele está ali, em nosso meio, e deve Se perguntar: “O que significa tudo isso?”. Esses crentes sem vida, sem fervor, sem fogo, pronunciando palavras, e nada mais.
Quando o Espírito Santo entrou naqueles cento e vinte, o fogo de Deus se espalhou por toda Jerusalém. As autoridades judaicas não sabiam o que fazer. Aquilo as virou de cabeça para baixo.
Em poucos momentos, três mil pessoas foram salvas, sem todos os métodos habituais que temos em campanhas evangelísticas e atividades desse tipo. Tudo simplesmente aconteceu.
Em poucas semanas, eram cinco mil. Um grande número de sacerdotes e levitas creu. Muitas vezes penso que eram aqueles que estavam no templo no dia em que Jesus morreu.
De repente, houve um som como o de um terremoto. Todo o lugar tremeu. Olhando para dentro do templo, horrorizados, eles viram o grande véu rasgado em dois, de alto a baixo. A primeira coisa que pensaram foi: “Sacrilégio! Sacrilégio! O que pode ter acontecido?”.
Mas, ao verem o que aconteceu no dia de Pentecostes, começaram a pensar: “Eu estava lá. Vi o véu do templo rasgado em dois. O caminho para o Santo dos Santos estava aberto”.
Querido filho de Deus, espero não estar entediando você, mas há tanto a dizer sobre esse assunto.
Se vocês considerarem a história judaica, toda ela é um movimento de recuo e avanço: recuo para trás, avanço para a frente; recuo para trás, avanço para a frente; recuo para trás, avanço para a frente. Cada avanço foi obra do Espírito Santo, e cada recuo foi resultado do afastamento do povo.
Mas esperem um pouco, para não começarem a ter uma visão errada da história judaica. A história da igreja é exatamente a mesma.
Jesus disse:
Sobre esta rocha edificarei a Minha igreja, e as portas do Hades não prevalecerão contra ela.
Mas, na história da igreja, houve recuos e avanços, recuos e avanços.
O recuo aconteceu cada vez que mãos humanas, de alguma forma, se apoderaram das coisas divinas e do propósito de Deus e os tornaram humanos — os humanizaram. O avanço aconteceu cada vez que o Espírito Santo lançou uma nova e grande iniciativa do Senhor Jesus.
Para onde quer que vocês olhem: donatistas, montanistas, como eu disse na outra noite, bogomilos, paulicianos, valdenses, a Reforma — graças a Deus por ela —, os luteranos, o primeiro grande despertamento evangélico, o avivamento morávio; e poderíamos chegar até os nossos dias.
Cada avanço foi iniciativa do Edificador da igreja e obra do Espírito Santo.
Agora, vamos fazer uma pergunta a nós mesmos: o Senhor vai nos abandonar perto da Sua vinda? Não.
Por que vocês acham que Ele colocou no livro do Apocalipse aquele extraordinário clamor de triunfo?
Aleluia: pois reina o Senhor nosso Deus, o Todo-Poderoso.
Alegremo-nos e exultemos, e demos a Ele a glória:
Porque chegaram as bodas do Cordeiro, e a Sua esposa se preparou.
Sinceramente, quando olho para a maioria dos crentes que vejo por toda parte em minhas viagens, eles não parecem estar se preparando.
E tudo o que posso dizer é isto: creio que o Senhor lançará uma última iniciativa, e o Espírito Santo a realizará.
Anos atrás, Austin-Sparks me disse, quando estávamos conversando sobre o fim: “Quando eu era jovem, no fim da adolescência, começo dos meus vinte anos, recebi uma passagem para ir aos Estados Unidos. Eu já havia me tornado crente”.
Ele disse: “Decidi que iria ouvir três grandes pregadores americanos: A. J. Gordon, R. A. Torrey e A. B. Simpson”. Disse que todos foram uma bênção, mas que A. B. Simpson, de longe, era o mais espiritual e o maior deles.
Como era típico do sr. Sparks, ele foi procurá-lo e disse: “Posso conversar com o senhor? Gostaria de fazer algumas perguntas”. E A. B. Simpson, que era incrivelmente gentil, disse: “Venha, sim. Faça suas perguntas”.
O sr. Sparks lhe disse: “Não deve faltar tanto tempo para o senhor ir estar com o Senhor. O que pensa sobre a última etapa da história da igreja antes da vinda do Senhor?”.
A. B. Simpson pensou por um momento e então disse: “Haverá uma nova descoberta da pessoa, do poder e dos dons do Espírito Santo”.
Ele disse: “Nada mais conduzirá o povo de Deus através da última fase da história mundial até o cumprimento do propósito de Deus”.
Acho que ele estava certo.
Bem, também li para vocês o Salmo 87. Tudo o que quero dizer sobre ele — não vou me demorar tanto nisso — é: vocês não acham que é um pequeno salmo extraordinário? Tem apenas sete versículos, é pequenino, e esse único salmo resume todo o propósito eterno de Deus, do princípio ao fim.
Ouçam:
Seu fundamento está nos montes santos.
O Senhor ama as portas de Sião
Mais do que todas as habitações de Jacó.
Coisas gloriosas são ditas de ti,
Ó cidade de Deus.
Pensem nisso. O Deus da glória apareceu ao nosso pai Abraão enquanto ele ainda estava em Ur dos caldeus e lhe disse:
Sai para um lugar que Eu te mostrarei.
De alguma forma, Abraão, pelo Espírito de Deus, viu na glória de Deus a cidade da glória.
Coisas gloriosas são ditas de ti.
Tudo o que diz respeito à glória está associado àquela cidade de Jerusalém. É por isso que ela permaneceu ao longo de toda a história. Nínive desapareceu. Tebas desapareceu. Ramessés desapareceu. Babilônia desapareceu. Todas desapareceram — Jerusalém, não.
E ela não desaparecerá até que os Seus benditos pés estejam sobre o monte das Oliveiras e Ele entre mais uma vez na cidade. Isso acontecerá com mais certeza do que o fato de eu estar aqui.
Por que ele diz:
Seu fundamento está nos montes santos.
Não é uma expressão extraordinária? Seu fundamento está nos montes santos.
Agora, não quero criticar a Palavra de Deus, mas quero apenas deixar isso claro para vocês. Fico me perguntando se o salmista estava tirando uma soneca ou se havia comido queijo demais. Quer dizer, o que havia de errado nisso? Alguma coisa que ele havia comido lhe fez mal?
O que ele quer dizer com “Seu fundamento está nos montes santos”? O que é um fundamento? Suponhamos que eu lhes dissesse: “Venham ver o meu fundamento”. Vocês pensariam que eu estava maluco. O que é o seu fundamento? Um pedaço plano de pedra? Ou talvez cimento, concreto? O que há de maravilhoso nisso?
O que ele estava dizendo tinha tudo a ver, na antiga aliança, com o templo. Um fundamento não é nada se não se constrói sobre ele. É preciso construir sobre o fundamento.
Aqueles de vocês que conhecem bem o Novo Testamento se lembrarão imediatamente de que o fundamento foi lançado, e esse fundamento é Jesus Cristo, Jesus, o Messias. O que isso significa? Se Ele é a principal pedra angular, suponham que eu dissesse: “Venham a Jerusalém, vou mostrar a vocês a minha casa”, e os levasse para dentro, e ali houvesse aquele fundamento plano — sem paredes, uma pedra angular, sem telhado, nada; sem água, sem eletricidade, nada —, vocês diriam: “Ele está maluco. Alguma coisa deu errado na cabeça dele”.
As pessoas normalmente não fazem isso. Se dizem: “Venha à minha casa”, não mostram apenas um fundamento. Mas o que Deus estava dizendo era simplesmente isto: o fundamento está lá, mas e a construção?
Agora vocês voltam a Zacarias. Eles haviam parado de construir. Estavam tão deprimidos, tão abatidos, tão sem vida, tão derrotados pelas circunstâncias e por pessoas difíceis que simplesmente desistiram.
Durante dezesseis anos, o fundamento da casa do Senhor ficou ali, e absolutamente nada foi construído sobre ele. Até que, de repente, Zacarias começou a profetizar com Ageu, e eles inflamaram o povo de Deus — pelo menos os que eram fiéis —, e o povo começou a construir. Em poucos anos, haviam construído toda a casa de Deus.
Acho que estamos um pouco nessa mesma condição. Conhecemos a verdade. Já a ouvimos muitas e muitas vezes. Já nos foi explicado qual é o propósito eterno de Deus, mas, de uma forma ou de outra, circunstâncias, problemas, dificuldades, relacionamentos e não sei mais o quê se interpuseram no caminho.
Como é que podemos estar preparados para a vinda do Senhor se a casa do Senhor não está edificada?
Por isso, esse salmo é extraordinário. Até mesmo seu último pequeno versículo, o sétimo:
Todas as minhas fontes estão em ti.
Não na filosofia mundana, não na psiquiatria ou na psicologia, nem em mil e uma outras coisas deste mundo.
Todas as minhas fontes, todas as minhas origens, estão em Ti. Quando a casa do Senhor é edificada, ela é Cristo. Tudo está centrado em Cristo. Tudo diz respeito a Ele. Ele é o princípio e o fim. Ele é tudo.
E, quando o Senhor Jesus se torna tudo em você, então, de alguma forma, você e eu nos unimos. Essa é a casa do Senhor.
Vocês poderiam dizer: “É um pouco pesado o que o senhor está dizendo”. Mas é interessante, porque, quando o anjo falou com Zacarias, disse:
As mãos de Zorobabel a começaram; as mãos de Zorobabel a concluirão.
Depois, ele disse:
A pedra de remate será trazida com aclamações: Graça, graça a ela.
Por que graça? Porque a maioria dos cristãos pensaria: depois de chegar ao ponto em que a pedra de remate será colocada, certamente vão aclamar: “Glória, glória!”.
Não, eles dizem: “Graça, graça”. Isso significa que os tempos serão tão difíceis, tão desfavoráveis ao cumprimento do propósito de Deus, que, quando a pedra de remate, que é Jesus, reaparecer, a única coisa que poderemos dizer será: “Graça. Graça”.
Foi a graça de Deus que começou a obra. É a graça de Deus que tem velado por ela, e é a graça de Deus que a concluiu.
Assim, quando vocês consideram aquelas sete igrejas, cada uma representada por um candelabro — todo de ouro —, de repente percebem que Deus está falando conosco.
No Antigo Testamento, era o templo e a casa do Senhor em Jerusalém. No Novo Testamento, é o corpo de Cristo. Mas onde está a edificação?
Não é interessante que Paulo, escrevendo na carta aos efésios, diga:
Em Quem cada edifício, bem ajustado, cresce para ser um templo santo no Senhor;
Em Quem também vós sois juntamente edificados para habitação de Deus no Espírito.
Comunhão.
Acho extraordinário que, quando Paulo escreveu à igreja de Corinto, que estava numa confusão completa, ele tenha dito isto: “Deus é fiel”. Deus é fiel. Isso exigiu certa fé por parte do apóstolo.
Fiel é Deus, por Quem fostes chamados à comunhão de Seu Filho Jesus Cristo, nosso Senhor.
A comunhão de Jesus, o Messias, é a igreja — a verdadeira igreja.
Isso significa, como eu disse ontem, que, quando o Senhor Jesus me salvou e Se tornou a minha vida, Ele salvou você e Se tornou a sua vida. E agora há algo que nos une a todos. É o mesmo Cristo. É a mesma Cabeça.
O corpo pode ter muitos membros, mas tem apenas uma Cabeça. Isso não é extraordinário?
E não é igualmente extraordinário, quando vocês começam a compreender o livro do Apocalipse, perceber que essa expressão, “a Palavra de Deus e o testemunho de Jesus”, aparece mais nesse último livro da Bíblia do que em qualquer outro lugar?
Portanto, com todos os problemas e todas as dificuldades, há algo maravilhoso nisso.
Não é de admirar que o autor de Hebreus, quem quer que tenha sido, tenha dito:
Não abandoneis a vossa congregação, como é costume de alguns, e tanto mais quanto vedes que aquele dia se aproxima.
O que ele quis dizer? Quis dizer que precisamos de comunhão. Precisamos compartilhar. Precisamos edificar uns aos outros. Ele diz que devemos estimular uns aos outros ao amor e às boas obras.
Bem, tenho de dizer a vocês: minha experiência, ao longo de tantos anos e em boa parte do mundo, é que a maioria das igrejas estimula uns aos outros à crítica, à maledicência e à fofoca. Há tão pouco estímulo mútuo ao amor. O que isso significa?
Tudo isso tem a ver com não abandonarmos a nossa congregação.
Ouçam, e com isto eu encerro. Deus tinha um propósito desde o princípio. Nós o chamamos de propósito eterno de Deus.
Como o irmão Stephen disse na primeira vez que falou, vocês têm um casamento nos três primeiros capítulos da Bíblia. Quando chegam ao fim da Bíblia, têm outro casamento. O primeiro casamento era humano; o casamento final é divino.
Quando Jesus começou Seu ministério, João escreveu seu Evangelho de modo a proporcionar uma compreensão do Senhor Jesus. O primeiro milagre que ele registrou foi em um casamento. Jesus transformou água em vinho.
Agora, sei que a maioria dos cristãos americanos não chegaria perto de vinho nem com uma vara comprida — uma vara de três metros. Mas o fato é que o vinho verdadeiro é antisséptico, e a água muitas vezes é um veículo de doenças.
Quando Jesus transformou aquela água, tão suscetível à contaminação, em vinho, Ele a transformou em algo que não pode transmitir doenças. E fez isso em um casamento. Vocês não acham isso extraordinário?
Portanto, quando todo o Seu ministério messiânico começou, Ele escolheu iniciá-lo em um casamento. Para onde quer que vocês olhem, encontrarão isso.
Finalmente, quando chegamos ao fim da Bíblia, encontramos essa Jerusalém, essa Jerusalém celestial, que é a mãe de todos nós, descendo do céu, adornada como uma noiva para seu marido.
O propósito de Deus foi cumprido. Vocês não gostariam de fazer parte disso? Há algum sacrifício grande demais para fazer parte disso?
Há algum apego ao mundo tão grande que não possamos abandoná-lo por um peso eterno de glória tão grandioso?
Como somos tolos se, por apenas alguns dias de prazer aqui embaixo, perdemos a possibilidade de fazer parte daquela cidade eterna, a noiva, para reinar com Cristo.
Que Deus os abençoe, e que Ele faça esta palavra entrar de maneira viva no coração de vocês e nos ajude a compreender:
Não por força, nem por poder, mas pelo Meu Espírito, diz o Senhor dos Exércitos.
Toda esta obra está em mãos muito seguras. Está nas mãos do Senhor Jesus e sob a supervisão do Espírito Santo. Não há possibilidade de que ela deixe de ser cumprida.
Bendito seja o Seu nome.