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    What is Our Vision? © 2026 Christian Testimony Ministry
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    What is Our Vision?
    What is Our Vision?
    Kaung, Stephen

    A visão de Cristo como princípio unificador do povo de Deus

    Sim.

    Por favor, abram no livro de Provérbios — Provérbios 29:18. Provérbios 29:18:

    Onde não há visão, o povo se entrega à falta de restrição;
    Mas feliz é aquele que guarda a lei.

    E, novamente, Hebreus 1:1-3:

    Deus, havendo falado outrora aos pais, em muitas partes e de muitas maneiras, pelos profetas,
    no fim destes dias nos falou na Pessoa do Filho,
    a Quem constituiu herdeiro de todas as coisas, por Quem também fez o mundo;
    o Qual, sendo o resplendor de Sua glória e a expressão de Sua substância,
    e sustentando todas as coisas pela palavra de Seu poder,
    havendo feito por Si mesmo a purificação dos pecados,
    assentou-Se à direita da Majestade nas alturas.

    Vamos fazer uma oração.

    Amado Senhor, ao continuarmos em Tua presença, pedimos, Senhor, que Tu Te reveles a nós. Não permitas que Te conheçamos apenas de ouvir falar; mas, Senhor, queremos conhecer-Te intimamente, porque Tu és tudo para nós.

    Ao nos reunirmos aqui nesta manhã, Senhor, queremos nos abrir a Ti e pedir que Teu Espírito nos revele Cristo de tal maneira que possamos captar a visão e continuar a viver e a servir segundo a Tua vontade. Pedimos em Teu precioso nome. Amém.

    A necessidade da visão

    Salomão, o mais sábio dos homens, proferiu três mil provérbios, e foi ele quem Deus usou para nos dar o livro de Provérbios.

    É claro que sabemos que, no livro de Provérbios, começando pelo capítulo 10, encontramos apenas 375 provérbios. Portanto, não temos todos os provérbios de Salomão. Contudo, ao ler esses provérbios, encontramos um versículo particularmente importante, que é Provérbios 29:18:

    Onde não há visão, o povo se entrega à falta de restrição;
    Feliz é aquele que guarda a lei.

    Visão. Nesse versículo, não se trata de visões, mas de visão. Há uma visão que é absolutamente importante para o povo de Deus. Por quê? Porque, se não há visão, a Bíblia diz que o povo se entrega à falta de restrição.

    Agora, irmãos e irmãs, precisamos de limites. Mesmo quando Deus criou o homem, Ele lhe estabeleceu um limite. Disse ao homem que poderia comer livremente de toda árvore do jardim, mas não da árvore do conhecimento do bem e do mal. Isso é uma restrição.

    A razão pela qual Deus estabeleceu essa restrição é que Ele nos conhece. Queremos ser livres — especialmente neste país. Não queremos restrição alguma. Só queremos fazer o que temos vontade de fazer. Achamos isso ótimo. Mas, na verdade, o homem precisa de limites.

    Se não há visão, as pessoas abandonam os limites. Cada um faz aquilo que considera melhor para si. Essa é a situação que encontramos no livro de Juízes.

    Depois de todas as coisas descritas no livro de Juízes, o Espírito Santo fez Seu comentário no último capítulo, no último versículo:

    Não havia rei, e cada um fazia o que parecia certo aos seus próprios olhos.

    Esse é o livro de Juízes: confusão. Não há restrição. Cada um segue o seu próprio caminho, e cada um pensa que o seu caminho é o melhor. Quando isso acontece, não há unidade.

    Algumas versões dizem que o povo se desintegra. Cada um segue o seu próprio caminho. Outras versões dizem que o povo perece, porque o inimigo consegue dividir o povo de Deus e atacar cada um de nós individualmente. E vemos que ninguém consegue vencer.

    Portanto, essa questão da visão é muito séria. Nos tempos do Antigo Testamento, Deus deu uma visão ao Seu povo, Israel, e essa visão era a lei. Quando guardavam a lei, o povo estava seguro; mas, quando se rebelavam contra a lei, o povo perecia.

    Cristo como a visão para o povo de Deus

    Agora, irmãos e irmãs, aquilo era nos tempos do Antigo Testamento. Estamos nos tempos do Novo Testamento. Assim como a lei era a visão para o povo do Antigo Testamento, qual é a visão para o povo de Deus hoje?

    No livro de Hebreus, vemos que, no princípio, Deus Se revelou em partes, em pequenas porções, por meio dos profetas. Nenhum profeta apresentou a visão completa de Deus. Cada um apresentou uma parte, um pouco mais. Mas, em nossos dias, Ele Se revelou em Seu Filho.

    Em outras palavras, o Filho de Deus é a visão.

    Quando abrimos em João 1:17, vemos que a lei veio por meio de Moisés; a graça e a verdade vieram por meio de Jesus Cristo. A palavra vieram, no grego original, significa que isso nunca havia estado nesta terra antes, mas agora teve início e continua por meio de Jesus Cristo.

    Ninguém sabia o que era a graça. Isso não significa que a graça não existisse, porque Deus existia. Mas, na terra, a graça não estava presente. A graça e a verdade vieram por meio de Jesus Cristo, e estavam — e estão — em Jesus Cristo.

    Portanto, em nossos dias, qual é a visão que realmente une o povo de Deus, nos dá limites e nos permite ser um, em vez de cada um seguir o seu próprio caminho? É a visão de nosso Senhor Jesus.

    É isso que encontramos no livro de Efésios. Abram em Efésios 1:9-10:

    Havendo-nos feito conhecer o mistério de Sua vontade, segundo o Seu beneplácito,
    que propôs em Si mesmo,
    para a administração da plenitude dos tempos,
    de colocar todas as coisas sob a liderança de Cristo,
    as coisas nos céus e as coisas sobre a terra.

    Em outras palavras, a visão que Deus nos dá é a visão de Seu amado Filho, Cristo, porque Deus quer que Ele seja o Cabeça de todas as coisas nos céus e sobre a terra. Ou, como dizem algumas versões, todas as coisas devem ser resumidas nEle.

    O que isso significa? Em Romanos, encontramos a mesma expressão quando se fala da lei. Temos os Dez Mandamentos, muitos estatutos e outras coisas, mas tudo pode ser resumido em uma só coisa: amar a Deus de todo o coração. Esse é o resumo de todos os mandamentos do Senhor.

    Da mesma forma, vemos que é Cristo Quem deve resumir todas as coisas. Não importa de que coisa se trate, ela deve ser uma expressão de Cristo. Tudo se resume em Cristo Jesus.

    Dito de maneira simples, a visão que Deus nos dá é a visão de Cristo. Ele é a visão que abrange tudo, e é essa visão que realmente nos une em um só.

    A descoberta pessoal da visão de Cristo

    Lembro-me de que, depois de ser salvo, eu era muito grato a Deus. Queria servi-Lo, mas não sabia o que realmente significava servi-Lo. Só sabia que queria fazer alguma coisa por Ele, porque Ele havia feito tanto por mim.

    Eu me dispus a ir um dia à Mongólia para pregar o evangelho. Essa era minha maneira de expressar minha gratidão a Ele, e eu estava falando muito sério. Naquela época, estava no último ano do ensino médio e me preparei para isso.

    Reuni todos os materiais que conhecia sobre a Mongólia. Naquela época, pensava que a única maneira de servir a Deus era ir a uma escola bíblica para estudar a Bíblia. Então escolhi minha escola bíblica.

    Como eu era ativo entre os cristãos em Xangai, conhecia as diferentes denominações, suas obras e suas escolas bíblicas. Então escolhi aquela que considerava a melhor. Estava decidido a não ir para a faculdade depois de terminar o ensino médio. Para mim, isso seria desperdiçar quatro anos.

    Pensava que meu pai certamente concordaria, porque ele era pastor e amava a Deus. Mas, infelizmente — e felizmente —, meu pai discordou. Ele disse: “Não. Você vai para a faculdade. Depois de terminar a faculdade, vou mandá-lo para os Estados Unidos para estudar teologia”.

    Fiquei muito decepcionado. Todos os meus planos foram destruídos. Mas, na China, aprendemos a obedecer aos nossos pais, então fui para a faculdade.

    Era uma instituição cristã. Os professores eram, em sua maioria, americanos vindos deste país; eram missionários. Quando cheguei lá, mergulhei imediatamente em todas as atividades cristãs.

    Mas, para minha grande surpresa, descobri que meus professores — missionários dos Estados Unidos — não criam na Bíblia como a Palavra de Deus. Falavam sobre a Bíblia, mas apenas em termos sociais e coisas desse tipo. Não criam que Jesus é o Filho de Deus.

    Sempre que eu tentava mencionar isso, eles me cortavam. Fiquei surpreso. Não sabia o que havia acontecido. Pensava que todos os cristãos criam em Cristo. Não sabia que havia cristãos chamados modernistas. Não sabia disso.

    Então, depois de algum tempo, afastei-me. Pensei: “Não posso continuar assim”.

    Naquela época, eu morava no alojamento. Éramos três no mesmo quarto. Mas eu pensava que precisava estudar minha Bíblia e orar. Então, todos os dias, eu me ajoelhava junto à minha cadeira, lia a Bíblia e orava.

    As pessoas entravam e saíam; eu não me importava, porque aquilo era o que me sustentava. Eu não conseguia viver espiritualmente sem ler a Palavra de Deus e orar.

    Foi durante aquele período que o Senhor começou a abrir meus olhos. A primeira coisa que vi naquela época dizia respeito à igreja.

    Eu era membro da Igreja Metodista — muito fiel e ativo. Mas comecei a ver que a igreja não é metodista, batista ou qualquer outra coisa. A igreja é uma só — uma em Cristo Jesus.

    Quando o Senhor falou comigo sobre isso, aos poucos comecei a compreender, ainda que de maneira limitada.

    Como filho de pastor, isso era difícil, especialmente porque, naquela época, todos sabiam que eu sucederia meu pai. Travei uma luta com toda essa questão.

    Então o Senhor começou a reunir sete de nós — dois colegas meus e quatro irmãs de outro lugar, um hospital presbiteriano. Conhecemo-nos e tínhamos o mesmo pensamento. Por isso, oramos sobre o assunto e buscamos o Senhor: “O que devemos fazer?”.

    Pela graça de Deus, Ele nos reuniu. Ainda me lembro da primeira vez em que nós sete nos reunimos para partir o pão. Todos choramos. O Senhor nos tocou profundamente.

    Então Deus começou a trazer outras pessoas. Durante aquele período, a responsabilidade principal estava sobre mim. Vou lhes contar o que eu fazia: era eu quem abria a porta, recebia as pessoas, dirigia os cânticos, pregava, despedia as pessoas e fechava a porta. Eu fazia tudo.

    Fiquei tão ocupado que minha mãe começou a se perguntar se eu estudava. Quando voltava tarde da noite, tentava estudar e acabava adormecendo enquanto estudava na cama. Minha mãe precisava vir me cobrir, porque estava preocupada. Mas, quando viu que minhas notas eram boas, não teve o que dizer.

    Agora, não vou lhes contar o que aconteceu durante meus anos de faculdade. Milagre após milagre, o Senhor agiu nos meus estudos. Não me atrevo a contar, porque, quando contei em outro lugar, alguém tentou fazer a mesma coisa, e não deu certo.

    Quando me formei, a instituição onde eu estudava deveria me contratar. Meu professor queria que eu fosse seu assistente, mas não me foi permitido.

    Depois de me formar, um irmão me convidou a me juntar a ele. Então comecei a trabalhar com ele. Eu tinha apenas vinte anos; era a primeira vez que saía de casa, e fiquei hospedado no aposento superior da Livraria do Evangelho.

    Ninguém me supervisionava. Eu poderia ter me arruinado, porque tinha muito tempo livre. Felizmente, gostava de ler, e ele costumava me dar livros para ler todas as semanas — todo tipo de livro.

    Então comecei a viajar por toda a China, de cidade em cidade, realizando reuniões evangelísticas. Meu trabalho era pregar o evangelho e levar as pessoas à salvação.

    Depois que eram salvas, o que eu fazia? Quatro coisas:

    1. Levava-as ao batismo.
    2. Reunia-as para partir o pão, em memória do Senhor.
    3. Orientava as irmãs a usar o véu.
    4. Orientava-as a sair de uma denominação.

    Essas foram, basicamente, as quatro coisas que fiz durante alguns anos — até me cansar disso. Eu pensava: “Bem, o que mais posso fazer?”. É claro que tínhamos estudo bíblico. Eu procurava conduzi-los no estudo da Bíblia. Fiz isso. Mas, e depois?

    Graças a Deus, quando começou a Segunda Guerra Mundial, eu estava em Singapura. Antes da queda de Singapura, o Senhor me conduziu para fora de lá de maneira milagrosa. Fui para a Índia, para o sul da Índia, e fiquei ali por dois meses e meio.

    Graças a Deus, foi durante aquele período que tive um tempo de quietude. Comecei a ler os livros do irmão Sparks. O Senhor começou a abrir meus olhos para ver Cristo.

    Irmãos e irmãs, eu estava quase sem saber o que fazer em seguida. Então o Senhor abriu meus olhos para ver a imensidão de Cristo.

    Então eu disse ao Senhor: “Obrigado. Agora sei o que vou fazer”. Irmãos e irmãs, pela graça de Deus, é isso que tenho feito até chegar à idade que tenho hoje. Não há limite.

    Visão e revelação na história bíblica

    Irmãos e irmãs, a visão é importante. Ao ler o Antigo Testamento, vemos que os patriarcas e os profetas levantados por Deus tinham visão ou revelação.

    Por terem recebido visão ou revelação — visão é aquilo que se vê espiritualmente, e revelação é aquilo que se ouve e compreende, mas ambas são uma só e a mesma coisa —, eles puderam servir a Deus.

    Noé teve uma visão do juízo de Deus e preparou a arca para a salvação de sua família.

    Abraão teve visão. Deus lhe deu revelação e lhe disse que deixasse sua terra natal e até sua família e fosse para onde Deus lhe mostraria. Pela fé, ele obedeceu.

    Moisés, antes de ter essa visão, tentou servir a Deus pelo seu próprio poder e com sua própria força, e fracassou. Precisou fugir para salvar a vida. Mas, quando tinha oitenta anos, Deus lhe deu uma visão — a visão da sarça ardente.

    Depois que ele viu aquela visão, Deus o enviou de volta e o usou.

    Isaías, em Isaías 6, entrou no templo para orar porque estava inseguro quanto ao futuro da nação. Ali, viu Deus no trono. Deus estava no controle de tudo.

    Habacuque recebeu um encargo da parte de Deus. Não se pode realmente servir a Deus sem visão.

    É claro que, para nós hoje, trata-se da visão de Cristo. Ela abrange tudo.

    A igreja como expressão de Cristo

    Muitas vezes, pensamos que o evangelismo é a nossa visão. Isso é verdade, mas ele é o começo da nossa visão, não o fim.

    Costumo dizer que, ao ler a Grande Comissão em Mateus 28, vemos que ela não diz simplesmente: “Vão às nações, preguem o evangelho, levem as pessoas à salvação”. Não. Vão às nações e façam discípulos das nações.

    Em outras palavras, o evangelismo é apenas a parte inicial dessa visão. Não é porque o céu esteja tão vazio que queremos simplesmente enchê-lo de pessoas. Não, Deus tem um propósito. Ele quer que Seu Filho seja expresso por meio de um corpo, que é a igreja.

    Tudo o que constitui a igreja é Cristo — não qualquer outra coisa. Se houver algo além de Cristo, isso será prejudicial à igreja.

    A igreja deve ser o corpo, o vaso, para conter Cristo. A igreja deve ser o instrumento nas mãos de Deus para levar todas as coisas aos pés de Jesus. Irmãos e irmãs, creio que isso é o que Deus confiou a nós.

    Precisamos de mais do que ouvir falar de Cristo. Já ouvimos muito; sabemos muito. Mas até que ponto Cristo é realmente a nossa vida? Até que ponto as pessoas podem ver Cristo aqui, e não nós mesmos?

    Ele é o Cabeça da igreja? Ele é o Corpo da igreja? Vejam, tudo depende de nossa compreensão e de nossa visão de Cristo crescerem cada vez mais, em vez de ficarem estagnadas em algum ponto.

    O crescimento contínuo da visão

    Portanto, irmãos e irmãs, a visão é algo que continuará a crescer. Não é que, depois de vê-la uma vez, tudo esteja concluído. Não.

    Ao ler a vida de Paulo, vocês podem ver que, no caminho de Damasco, ele teve a visão de Cristo. Mas, catorze anos depois, foi arrebatado ao terceiro céu e também foi levado ao paraíso.

    Muitas pessoas creem que, quando Cristo ressuscitou e ascendeu, Ele levou o paraíso da terra para o céu. Mas não há evidência bíblica disso. O paraíso ainda está debaixo da terra.

    Paulo ouviu no paraíso coisas que não podia descrever; foi-lhe proibido falar delas. Mas ele não disse que era proibido falar daquilo que viu e ouviu no terceiro céu. Por isso, cremos que as revelações que encontramos em Efésios e Colossenses são revelações do terceiro céu.

    Nossa revelação — nossa visão — de Cristo precisa crescer o tempo todo. Irmãos e irmãs, se é Cristo, não há fim para a revelação. Mesmo na eternidade, continuaremos a conhecê-Lo.

    É isso que torna tudo tão empolgante. Não ficaremos estagnados. Continuaremos avançando, pela graça de Deus, para uma compreensão cada vez mais plena de Cristo.

    Portanto, a questão é: quanto de Cristo realmente conhecemos? Quanto de Cristo realmente experimentamos?

    A atitude necessária para receber revelação

    Agora, a quem Deus revelará Seu Filho? Sabemos que, a menos que Deus revele, nunca compreenderemos. Mas nosso Deus é um Deus Que Se revela.

    Vocês se lembram de como, já no início do livro de Gênesis, quando Agar fugiu de sua senhora, Deus lhe apareceu. Então ela disse:

    Tu és um Deus Que me vê.

    Aquilo que é revelado nos é dado, e precisamos assumir a responsabilidade por isso. Aquilo que está oculto pertence a Deus.

    Por que algumas pessoas do povo de Deus parecem ter mais revelação do que outras? Por que algumas pessoas parecem crer no Senhor há muitos anos e, ainda assim, sua compreensão e sua revelação continuam muito limitadas? A quem o Senhor Se revelará?

    É claro que conhecemos estas palavras do Sermão do Monte:

    Bem-aventurados os pobres de espírito,
    Porque deles é o reino dos céus.

    Agora, ser pobre de espírito não significa ter um espírito pobre. Significa que, mesmo havendo riquezas no espírito, há aquela pobreza que deseja conhecer mais, porque a pessoa considera que aquilo que conhece é apenas um pouco.

    Ela não se orgulha do que já conheceu. Não se satisfaz com o que lhe foi dado. Mantém sempre essa pobreza de espírito, esperando ser preenchida. Irmãos e irmãs, somos pobres de espírito?

    Também está escrito:

    Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça.

    Temos fome de Deus, ou nos sentimos satisfeitos — bastante felizes com aquilo que já recebemos? Se esse for o caso, vocês verão que a revelação e a visão terminarão ali.

    A Bíblia também diz:

    Bem-aventurados os puros de coração,
    Porque eles verão a Deus.

    Temos alguma intenção oculta? Temos nossa própria ambição escondida por trás disso? Oh, que nosso coração seja puro para com Deus. Queremos a Ele, e nada mais.

    A Bíblia também nos diz:

    Pedi, e dar-se-vos-á;
    buscai, e achareis;
    batei, e abrir-se-vos-á.

    Estamos realmente buscando? Estamos pedindo? Estamos batendo? Irmãos e irmãs, nossa atitude tem muito a ver com a visão e a revelação.

    Se nossa atitude é a de que estamos cheios e sabemos tudo, assim como a igreja em Laodiceia, então veremos que não nos serão dadas mais revelação e visão.

    Mas, se formos realmente humildes diante do Senhor, considerando que aquilo que conhecemos é apenas uma pequena porção, se quisermos conhecer mais de Cristo e realmente O buscarmos com fervor, diligência e humildade, então creio que nos serão dadas mais visão e mais revelação.

    A visão coletiva do povo de Deus

    Portanto, nesta manhã, tenho apenas um encargo. Meu encargo é este: qual é a visão que Deus nos deu como povo? Não apenas individualmente, mas como povo.

    Temos nos reunido há quarenta anos. Embora as pessoas mudem — algumas chegam, outras vão embora —, ainda estamos aqui. Para que estamos aqui? Acho que é hora de refletirmos.

    Queremos estar abertos diante do Senhor. Queremos que Ele examine cada um de nós, para ver se nossa visão é uma só ou se todos temos visões diferentes.

    Se temos visões diferentes, não podemos ser um. Mesmo que exteriormente nos reunamos, cada um está seguindo a sua própria visão. Que Deus tenha misericórdia de nós.

    Irmãos e irmãs, juntos, como povo, busquem o Senhor com fervor e peçam a Ele que nos dê a visão que realmente nos unirá em um só e nos capacitará a ser um testemunho de Cristo.

    Vamos orar.

    Amado Senhor, nós Te agradecemos por nos reunires ao longo destes anos. Mas queremos verdadeiramente ser um, não segundo os pensamentos de cada um de nós, mas segundo o Teu pensamento.

    Nós Te agradecemos, nosso Pai, porque é Teu Filho Quem nos foi dado como a visão que nos une. Senhor, não permitas que fiquemos parados em algum ponto do conhecimento de Teu Filho. Dá-nos essa fome e sede de Ti, para que possamos prosseguir em direção ao alvo.

    Oh, amado Senhor, revela-Te a nós. Rompe todas as barreiras, nossas próprias limitações, e leva-nos à plenitude de Cristo, para que possamos ser um vaso coletivo do Teu testemunho. Pedimos isso em Teu nome. Amém.