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THAT THE WORD OF THE LORD MAY RUN AND BE GLORIFIED
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    I Have Kept the Faith, 1 of 3 © 2026 Christian Testimony Ministry
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    I Have Kept the Faith, 1 of 3
    I Have Kept the Faith, 1 of 3
    Kaung, Stephen

    A perseverança na fé

    Por favor, abram em 2 Timóteo 4:7-8.

    Combati o bom combate;
    acabei a carreira;
    guardei a fé:
    desde agora, a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, justo Juiz, me dará naquele dia;
    e não somente a mim, mas também a todos os que amarem a Sua vinda.

    —2 Timóteo 4:7-8

    Vamos fazer uma oração.

    Querido Senhor, ao nos reunirmos em Tua presença, queremos agradecer-Te por sempre nos dares oportunidades de contemplar a Tua Palavra. Agradecemos-Te por nos preparares para o Teu retorno iminente.

    Oramos para que realmente fales conosco pelo Teu Espírito e prepares cada um de nós para o Teu retorno. Nós nos prostramos diante de Ti, ó Senhor. Fala diretamente a cada um de nós, para que o Teu nome seja glorificado.

    Entregamos este tempo em Tuas mãos e confiamos que o Teu Espírito Santo fará a Sua obra. Pedimos em Teu precioso nome. Amém.

    Graças a Deus por nos reunir nesta manhã.

    Enquanto esperava diante do Senhor por este momento, fiquei profundamente impressionado com as palavras do apóstolo Paulo. No fim de sua vida, ele pôde dar esse brado de vitória.

    Isso me faz lembrar do brado de nosso Senhor Jesus no fim de Sua própria vida. Ele bradou:

    Está consumado.

    Que triunfo!

    Aqui encontramos Seu servo dando o mesmo brado, e isso por causa da vitória de Cristo. Espero no Senhor que cada um de nós também possa dar esse brado de vitória, porque nosso Senhor já venceu.

    As três dimensões da vida cristã

    Sabemos que, nesse brado de vitória, Paulo mencionou todos os aspectos de nossa vida cristã. Há três dimensões.

    A primeira dimensão é em relação a Deus. Ele disse:

    Guardei a fé.

    A segunda dimensão é em relação a nós mesmos. Ele disse:

    Acabei a carreira.

    A terceira dimensão é em relação ao inimigo. Ele disse:

    Combati o bom combate.

    Esperamos que, pela graça de Deus, também possamos dar esse brado de vitória.

    Nesta manhã, gostaríamos de compartilhar primeiro sobre esta declaração:

    Guardei a fé.

    A busca sincera de Paulo por Deus

    Ao examinarmos a vida do apóstolo Paulo, vemos que ele era uma pessoa muito incomum. Quando jovem, tinha um coração voltado para Deus. Embora estivesse enganado, seu coração diante de Deus era sincero.

    Quando era jovem, foi instruído em Jerusalém aos pés de Gamaliel. Naquela época, Gamaliel era o rabino mais famoso de Israel. Enquanto muitos jovens buscavam o mundo, esse jovem buscava a Deus.

    Ele se tornou fariseu. Ora, quando falamos de fariseus, geralmente temos certo desprezo, porque o Senhor disse:

    Fariseus, hipócritas.

    Mas esse jovem era diferente. Ele era um fariseu de verdade.

    Estudava a Palavra de Deus. Procurava cumprir cada palavra de Deus. Quanto à aparência exterior, era praticamente irrepreensível. Entre seus contemporâneos, era muito zeloso por sua fé.

    Infelizmente, porém, sua fé estava fundamentada na tradição judaica. Precisamos lembrar que, naquela época, a tradição judaica era considerada a melhor tradição do mundo. Muitos gentios se voltavam para essa tradição.

    Mas, infelizmente, era a tradição dos pais. Já não era uma revelação celestial.

    Ainda assim, encontramos esse jovem incomum. Ele era sincero e extremamente zeloso pela tradição. Segundo a tradição judaica daquela época, Jesus era considerado um impostor e, portanto, Alguém que precisava ser perseguido.

    Por isso, esse jovem era ainda mais zeloso em perseguir os que criam em nosso Senhor Jesus. Ele se considerava alguém que servia a Deus, sem saber que, na verdade, estava fazendo o contrário.

    O encontro de Paulo no caminho de Damasco

    Mas Deus olha para o coração. Deus sabia que esse jovem era sincero. Permitiu que ele fosse o mais longe possível, mas os laços de amor o estavam atraindo.

    Ele havia recebido documentos das autoridades judaicas para ir a Damasco, uma cidade estrangeira, prender aqueles que criam em Cristo e levá-los a Jerusalém para serem julgados.

    Deus permitiu que ele fosse o mais longe possível. Então, antes de chegar a Damasco, de repente uma luz do céu brilhou sobre ele. Ele caiu do cavalo e ficou prostrado no chão.

    Então ouviu uma voz:

    Saulo, Saulo, por que Me persegues?
    Duro é para ti recalcitrar contra os aguilhões.

    Não era uma voz irada. Era uma voz cheia de compaixão: “Por que você Me persegue? Você não sabe o que está fazendo, porque está dando coices contra o aguilhão”.

    O significado de recalcitrar contra o aguilhão

    Agora, irmãos e irmãs, vocês sabem que, antigamente, quando os agricultores aravam a terra, geralmente usavam um animal. O animal podia ter sua própria vontade e suas próprias ideias.

    Quando era atraído por alguma coisa ao lado, seguia seu próprio caminho, em vez do caminho de seu dono. Se isso acontecesse, o dono não conseguiria arar o campo em linha reta.

    Por isso, o dono geralmente tinha um instrumento pontiagudo. Era chamado de aguilhão, e ele o usava para tocar a pata do animal.

    É claro que o dono não queria ferir o animal. Queria apenas lembrá-lo: “Você não é seu próprio dono. Você tem um dono”.

    Mas o animal indomado não entendia a princípio, então dava coices contra o aguilhão. Quando fazia isso, realmente se machucava. Depois de algumas vezes, começava a aprender a lição, reconhecendo que tinha um dono. Aprendia a seguir a vontade de seu dono.

    O propósito de Deus para cada vida

    Irmãos e irmãs, vocês sabem que, quando viemos a este mundo, Deus nos enviou com uma missão? Ninguém vem ao mundo sem essa missão.

    Deus nos envia a este mundo para fazer a Sua obra, não a nossa própria obra. Temos um Senhor. Deus é nosso Senhor, e Ele quer nos usar para o Seu próprio propósito, para que o testemunho de Jesus se cumpra.

    Antes de crermos no Senhor Jesus, éramos como animais indomados. Pensávamos que éramos nossos próprios senhores. Queríamos fazer nossa própria vontade e realizar nosso próprio propósito.

    Mas, pela graça de Deus, Ele procura lembrar a cada um de nós: isso não é verdade. A verdade é que você foi enviado a este mundo para fazer a vontade de Deus.

    Que missão gloriosa! Mas, infelizmente, não entendemos e, por isso, tentamos fazer as coisas à nossa maneira.

    Para nos lembrar de que temos um Senhor, Deus permite que certas coisas nos aconteçam. Surgem determinadas circunstâncias. Talvez aconteçam coisas desagradáveis, contrárias à nossa vontade. Deus está nos lembrando de que temos um Senhor.

    Mas não entendemos. Damos coices contra o aguilhão. Quantas vezes fizemos isso antes de perceber que estávamos apenas nos machucando?

    Como precisamos nos render a Deus, porque Ele nos enviou a este mundo por uma razão específica.

    Deus estava lembrando àquele jovem, Saulo: “Você não pertence a si mesmo. Você é Meu. Você deve fazer a Minha obra. É melhor obedecer”.

    Graças a Deus, esse jovem era sincero. Percebeu que tinha um Senhor e se rendeu completamente a Deus.

    Antes disso, ele sabia o que ia fazer. Era um líder nato. Mas, a partir daquele momento, vocês se lembram do que ele disse ao Senhor?

    Que farei?

    Em outras palavras: “Agora estou disposto a fazer tudo o que Tu quiseres que eu faça”.

    Esse foi o começo da vida do apóstolo Paulo.

    A fidelidade de Paulo ao seguir o Senhor

    Vocês se lembram de que, depois de crer no Senhor Jesus, em vez de ir a Jerusalém, ele foi para a Arábia. Antes de consultar qualquer outra pessoa, foi para a Arábia para estar diante do Senhor.

    Queria ler a Palavra de Deus. Como fariseu, conhecia a Palavra de Deus, mas não tinha a luz celestial. Lia a Bíblia de maneira equivocada.

    Então foi para a Arábia a fim de reler a Bíblia. Quando voltou da Arábia para Damasco, pôde dizer às pessoas que Jesus não é apenas o Filho de Deus; Ele também é o Cristo.

    Irmãos e irmãs, aqui vemos como esse homem levava a sério o seguir ao Senhor. Sua caminhada como cristão não foi um mar de rosas.

    A humildade na comunhão e no serviço

    Vocês se lembram de que, depois de três anos, ele foi a Jerusalém. Queria buscar a comunhão dos outros irmãos na fé. Mas, mesmo depois de três anos, eles ainda se lembravam de que ele havia sido o perseguidor, e todos os cristãos o evitavam.

    Não queriam ter comunhão com ele. Agora, irmãos e irmãs, se isso acontecesse com vocês, qual seria sua reação? Provavelmente diriam: “Bem, se eles não me querem, eu também não os quero mais”.

    Mas não foi assim com esse jovem. Ele foi humilde o suficiente para buscar comunhão. Por fim, Barnabé o acolheu e o levou a Simão Pedro.

    Mas a situação em Jerusalém ficou tensa demais para ele e para os outros irmãos na fé. Ele continuava discutindo com os judeus de língua grega, procurando levá-los a Cristo. Por fim, a igreja em Jerusalém precisou mandá-lo embora, porque a situação estava tensa demais.

    Agora, irmãos e irmãs, se isso acontecesse com vocês, qual seria sua reação? Ele não ficou decepcionado. Estava disposto a ser enviado para outro lugar. Ainda estava aprendendo a servir ao Senhor.

    Vocês se lembram de como Barnabé o encontrou e o levou a Antioquia. Quando lemos o livro de Atos, vemos que havia cinco mestres e profetas servindo juntos na igreja em Antioquia.

    Em Atos 13:1, os nomes são relacionados:

    E na igreja que estava em Antioquia havia alguns profetas e doutores: Barnabé, e Simeão, chamado Níger, e Lúcio, cireneu, e Manaém, que fora criado com Herodes, o tetrarca, e Saulo.

    —Atos 13:1

    Vemos que, entre os cinco profetas e mestres em Antioquia, Saulo foi relacionado por último. Como jovem, como você se sentiria se estivesse servindo com outros irmãos e seu nome fosse o último da lista? Provavelmente ficaria muito insatisfeito.

    No entanto, Saulo foi relacionado por último. Em outras palavras, desde o começo de seu ministério, aprendeu a ser humilde.

    Mesmo depois de o Espírito Santo separar Barnabé e Saulo, quando saíram para aquele ministério, a Bíblia nos diz que eram “Barnabé e Saulo”. Em outras palavras, Barnabé ia à frente, e Saulo o acompanhava.

    Esse jovem estava disposto. Aprendeu a lição da obediência.

    A submissão uns aos outros

    Vocês conhecem a história de como João não conseguiu aceitar aquilo. Barnabé estava à frente, e João o seguia. Mas, quando Deus começou a mudar a ordem e a usar Paulo mais do que Barnabé, Paulo se tornou o líder do grupo.

    João não conseguiu aceitar. Não suportou ver seu primo ficar em segundo lugar. Então foi embora e voltou para Jerusalém.

    Irmãos e irmãs, se vocês estão servindo ao Senhor, há uma lição básica que precisam aprender. Precisam aprender a se submeter aos seus irmãos e irmãs.

    Algumas pessoas não conseguem aceitar isso. Mas esse jovem estava disposto a aceitar, por causa da verdade e da fé. Quer estivesse subordinado, quer fosse o líder, aprendeu a ser fiel ao Senhor.

    A defesa da fé por Paulo

    Todos vocês conhecem a história de Atos 15, de como algumas pessoas de Jerusalém vieram a Antioquia. Eram judaizantes. Embora tivessem crido no Senhor Jesus, ainda insistiam em todas as tradições judaicas.

    Vieram e disseram aos irmãos e irmãs em Antioquia: “Vocês precisam ser circuncidados”. Em outras palavras: “Vocês precisam se tornar judeus se quiserem ser cristãos”.

    Mas isso não estava de acordo com a verdade. Então vemos como Paulo resistiu àquele ensino e como foi a Jerusalém encontrar os apóstolos e os presbíteros para esclarecer esse mal-entendido.

    Ele era fiel à verdade, à fé. Ao longo de sua vida, Paulo foi constantemente perseguido por aqueles judaizantes. Foi perseguido pelos gentios. Foi perseguido pelo Império Romano.

    Durante todo o seu ministério, sofreu. Até mesmo aquelas igrejas que havia estabelecido no começo o rejeitaram. Acontecesse o que acontecesse, vemos que ele permanecia fiel à fé.

    Se vocês lerem 2 Coríntios 6 e 2 Coríntios 11, verão o que ele sofreu por sua fé. Mas ele não ficou decepcionado. Foi fiel até o fim.

    Irmãos e irmãs, aqui vemos que, no fim de sua vida, ele pôde declarar:

    Guardei a fé.

    Todos sabemos que ele foi martirizado por causa de sua fé.

    De uma só fé à unidade da fé

    Agora, irmãos e irmãs, precisamos lembrar que há uma diferença entre uma só fé e a fé.

    Se vocês abrirem em Efésios 4:5, encontrarão:

    Um só Senhor, uma só fé, um só batismo.

    Então Efésios 4:13 diz:

    Até que todos cheguemos à unidade da fé e ao conhecimento do Filho de Deus,
    a varão perfeito,
    à medida da estatura completa de Cristo.

    —Efésios 4:13

    Aqui, em Efésios 4:5, encontramos “uma só fé”. Isso faz parte da unidade do Espírito. Todos os que creram no Senhor Jesus têm a unidade do Espírito.

    O que é a unidade do Espírito? A unidade do Espírito é a unidade de Deus, porque Efésios 4:4 diz:

    Há um só corpo e um só Espírito,
    como também fostes chamados em uma só esperança da vossa vocação.

    —Efésios 4:4

    Em outras palavras, nós, que cremos no Senhor Jesus, temos um só Espírito — isto é, o Espírito Santo que habita em nós. Ele é Quem nos constitui como o Corpo de Cristo, e Ele é a esperança de nossa vocação.

    Cremos no Senhor individualmente; ninguém pode crer por você. Você mesmo precisa crer. No entanto, em um só Espírito, fomos batizados em um só Corpo. Essa é a obra do Espírito Santo e a esperança de nossa vocação.

    Qual é a esperança de nossa vocação? Segundo Efésios, nossa vocação é ser o Corpo de Cristo. Não fomos chamados para ser cristãos isolados. Embora sejamos chamados individualmente, somos chamados juntos para ser o Corpo de Cristo.

    Qual é a esperança futura do Corpo de Cristo? Ser a noiva de Cristo. Essa é a obra do Espírito Santo.

    Então encontramos um só Senhor, uma só fé e um só batismo. Uma só fé, aqui, refere-se à confissão de Pedro:

    Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo.

    Não podemos ser salvos sem confessar que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus. Quanto à Sua Pessoa, Ele é o Filho de Deus. Quanto ao Seu ministério, Ele é o Cristo.

    Esta é a nossa única fé: um só Senhor, nosso Senhor Jesus; uma só fé; e um só batismo. Somos batizados em Cristo Jesus e, então, todos somos um no Pai.

    Um só Deus e Pai de todos,
    o Qual é sobre todos, e por todos, e em todos nós.

    A comunhão como caminho para a unidade da fé

    Quanto a uma só fé, essa é a nossa fé inicial. Temos os sete aspectos da unidade em Deus. Mas isso não significa que todos compreendamos a mesma verdade ou tenhamos a mesma experiência de Cristo Jesus.

    Entre os cristãos, há diferentes compreensões da verdade, da fé, e diferentes experiências de Cristo. O que devemos fazer com todas essas diferenças?

    Fundamentalmente, somos todos um. Mas agora percebemos que temos diferentes compreensões da Palavra de Deus e diferentes experiências de Cristo. Tudo isso é motivo de divisão? Não. São oportunidades para termos comunhão.

    Apesar de todas as diferenças, fundamentalmente somos iguais. Somos irmãos e irmãs. Devemos continuar tendo comunhão uns com os outros.

    Você pode compartilhar comigo como entende a Palavra de Deus. Pode compartilhar comigo sua experiência em Cristo, e eu posso fazer o mesmo com você.

    À medida que continuarmos tendo comunhão, algo maravilhoso acontecerá: todos chegaremos à unidade da fé e ao conhecimento do Filho de Deus.

    Como podemos compreender a Palavra de Deus da mesma maneira? Como podemos enxergar a verdade da mesma maneira? Precisamos continuar tendo comunhão.

    Ninguém deve insistir em sua própria posição, e ninguém deve se recusar a ouvir. Todos devemos ser humildes o suficiente para aprender uns com os outros e continuar amando uns aos outros. Por fim, compreenderemos da mesma maneira e experimentaremos Cristo da mesma maneira.

    Uma experiência de comunhão no Peru

    Deixem-me contar uma experiência da minha vida. Fui convidado a ir ao Peru para visitar um casal de missionários.

    Se vocês têm idade suficiente, talvez se lembrem de que cinco missionários foram martirizados na América do Sul. Esse homem era irmão de um dos mártires.

    Eles amavam o Senhor. Passavam metade do ano em um barco, viajando pelo rio Amazonas e visitando todas as aldeias. Na outra metade do ano, moravam em um caminhão, viajando pelas altas montanhas do Peru e visitando as aldeias.

    Um irmão me convidou para visitá-los. Precisei ir de avião, porque não havia estrada onde eles moravam. Viajei com eles pelo rio Amazonas e também pelas montanhas.

    Eu partiria no dia seguinte, e eles estavam realizando uma conferência geral local. Os indígenas viriam da selva, e me pediram para falar naquela noite.

    Antes da reunião, um inglês, também missionário, que trabalhava na aldeia vizinha, veio jantar conosco. Antes do jantar, procurou examinar minha fé.

    Eu sabia alguma coisa sobre os chamados Irmãos Exclusivos. Sabia no que criam e no que não criam. Mas ele estava tentando descobrir qual era a minha fé, então começou a me fazer uma pergunta após outra.

    Por fim, perguntou: “Você acredita no arrebatamento?”

    Eu disse: “Acredito”.

    Ele não ficou satisfeito. Perguntou: “Uma vez ou mais de uma vez?”

    Eu sabia que os Irmãos Exclusivos acreditavam em um único arrebatamento, mas, infelizmente, eu pensava diferente. Tentei dizer: “Bem, todos seremos arrebatados”. Mas ele não ficou satisfeito. Perguntou: “Uma vez ou mais de uma vez?”

    Então lhe disse: “Infelizmente, acredito que será mais de uma vez”.

    Sabem o que ele disse? Disse: “Você não acredita na Bíblia”.

    Eu disse: “Irmão, acredito na Bíblia assim como você. Mas, infelizmente, divergimos em nossa interpretação. Esse é o meu entendimento hoje. Estou aberto. Se o Senhor me mostrar algo diferente, estou disposto a mudar”.

    Mas, não importava o que eu dissesse, ele respondia: “Você não acredita na Bíblia”.

    Depois do jantar, estávamos caminhando para o local da reunião, e ele vinha ao meu lado. Disse: “Se você falar, eu também vou falar”.

    O que eu deveria fazer? Eu partiria no dia seguinte, e ele era missionário na aldeia vizinha. Então disse ao irmão que me havia convidado: “Não vou falar”.

    No dia seguinte, antes de eu partir, os indígenas vieram. Queriam saber por que eu não havia falado.

    Agora, irmãos e irmãs, se adotarmos esse tipo de atitude, ficaremos divididos. Mas, se estivermos dispostos a ter comunhão em amor, Deus nos fará um, e chegaremos à unidade da fé.

    Portanto, passamos de uma só fé à fé, e o segredo é a comunhão.

    Watchman Nee e a lição da cruz

    Por fim, gostaria de compartilhar com vocês algo sobre nosso querido irmão Watchman Nee, especialmente com os jovens.

    Ele vinha de uma família considerada cristã, mas seus pais não eram salvos. Ele também não. Era um estudante muito brilhante. Quando ainda estudava, já escrevia artigos para jornais e ganhava dinheiro.

    Depois que sua mãe foi salva, ela quis realizar o culto doméstico. Certa noite, reuniu a família e foi ao piano tocar um hino.

    O Espírito Santo começou a trabalhar nela. O Espírito Santo disse: “Confesse seu pecado ao seu filho. Você precisa pedir perdão a ele”.

    Ora, isso nunca havia sido feito na China. Por mais errados que os pais estejam, eles sempre têm razão. É claro que ela lutou, mas, por fim, o Espírito prevaleceu.

    Ela se levantou, foi até seu filho, abraçou-o e disse: “Perdoe-me”. Isso tocou Watchman Nee muito profundamente.

    Quando foi convidado a ouvir a doutora Dora Yu, já na primeira noite soube que Jesus é o Salvador do mundo e que deveria crer Nele. Mas não conseguia.

    Por quê? Porque sabia: “Se eu crer em Jesus como meu Salvador, preciso submeter minha vida a Ele como meu Senhor”. Não conseguia fazer isso porque já tinha seus planos. Não conseguia abrir mão de seu próprio futuro.

    Ele lutou por alguns dias. Eu o ouvi dizer que lutou por alguns dias. Certo dia, enquanto orava em seu quarto, o Senhor lhe mostrou a escuridão do pecado e o vermelho do sangue de Cristo.

    O amor de Deus o envolveu de tal maneira que ele se rendeu ao Senhor. Portanto, quando você crê no Senhor Jesus, Ele não é apenas Salvador; ao mesmo tempo, Ele é Senhor.

    O aprendizado de carregar a cruz

    Deus começou a trabalhar entre os estudantes, e havia cinco pessoas responsáveis por todas as reuniões. Geralmente, na sexta-feira à noite, reuniam-se para conversar sobre o que fariam.

    Mas, infelizmente, o irmão Nee percebeu que estava sempre em desacordo com um dos irmãos. Esse irmão era cinco anos mais velho do que ele.

    Geralmente, depois de discutirem, ele ia procurar a senhorita Barber para reclamar. E sabem o que ela dizia? “Os mais jovens obedecem aos mais velhos”.

    Ele dizia: “É porque ele é cinco anos mais velho que tenho de ouvi-lo?” Certo dia, discutiu novamente com o irmão. Tinha cem por cento de certeza de que estava certo.

    Então, no sábado, foi procurar a senhorita Barber, pensando: “Agora a senhorita Barber terá de concordar comigo”. Mas ela lhe disse: “Os mais jovens obedecem aos mais velhos”. Ele ficou muito indignado.

    Esse irmão mais velho foi a Xangai e encontrou o senhor Woodberry. O senhor Woodberry lhe disse: “Se os irmãos querem pregar o evangelho, precisam ser ordenados”.

    Então esse irmão mais velho voltou e disse aos irmãos: “Precisamos ser ordenados. O senhor Woodberry virá de Xangai para nos ordenar”.

    É claro que o irmão Nee, por causa da verdade, disse: “Não. Vocês não precisam de ordenação humana. Precisam de ordenação divina”. Eles não conseguiam concordar.

    Ele saiu para pregar o evangelho e, quando voltou, descobriu que havia sido excomungado.

    Alguns irmãos não conseguiram aceitar aquilo. Queriam bater no irmão mais velho. Mas o irmão Nee recuou. Ele aprendeu sua lição.

    Eu o ouvi dizer que foi por causa disso que aprendeu a carregar a cruz quando era jovem. Ele conseguiu trabalhar junto com todos esses irmãos.

    Irmãos e irmãs, conheci nosso irmão muito bem. Quantas vezes ele foi mal compreendido, mas nunca tentou se justificar.

    Como todos vocês sabem, ele ficou preso por vinte anos.

    Quando morreu, descobriram debaixo de seu travesseiro um bilhete que ele mesmo havia escrito. Com as mãos trêmulas, escreveu, se me lembro corretamente:

    Deus enviou Seu Filho ao mundo para ser o Salvador da humanidade. Este é o maior fato do universo. Morro crendo em Cristo.

    Ele guardou a fé. Isso é tão verdadeiro.

    O chamado à perseverança na fé

    Aqui encontramos esse servo fiel, Paulo. No fim de sua vida, pôde declarar:

    Guardei a fé.

    Que essa seja a nossa declaração, que todos possamos declarar:

    Guardei a fé.

    É claro que isso só é possível pela graça de Deus.

    Que o Senhor nos encoraje ao pensarmos na proximidade de Sua vinda. Não sabemos se será hoje, amanhã ou em algum outro dia.

    Mas que estejamos prontos para declarar:

    Guardei a fé.

    Que Deus os abençoe.

    Vamos orar?

    Querido Senhor, ao nos reunirmos aqui nesta manhã, o profundo desejo de nosso coração é que possamos declarar que guardamos a fé.

    Sabemos que isso só é possível pela Tua graça, mas agradecemos-Te porque a Tua graça nos basta. Nós nos entregamos inteiramente a Ti e confiamos que nos conduzirás até o fim.