Por favor, abram no livro de Apocalipse. Apocalipse 14. Vamos ler Apocalipse 14:1-5.
E vi, e eis o Cordeiro em pé sobre o monte Sião, e com Ele cento e quarenta e quatro mil, tendo o Seu nome e o nome de Seu Pai escritos na fronte.
E ouvi uma voz do céu, como a voz de muitas águas e como a voz de um grande trovão: e a voz que ouvi era como a de harpistas tocando as suas harpas.
E cantam como que um novo cântico diante do trono, e diante dos quatro seres viventes e dos anciãos: e ninguém podia aprender o cântico, senão os cento e quarenta e quatro mil, aqueles que haviam sido comprados da terra.
Estes são os que não se contaminaram com mulheres; porque são virgens. Estes são os que seguem o Cordeiro para onde quer que Ele vá. Estes foram comprados dentre os homens, para serem primícias para Deus e para o Cordeiro.
E na sua boca não se achou mentira: são irrepreensíveis.
Creio que até o versículo 5 é suficiente. Vamos fazer uma oração.
Querido Senhor, como Te louvamos e agradecemos, pois foram a Tua misericórdia e a Tua graça que nos trouxeram a este último dia completo da conferência. Nós Te agradecemos pelo que passou e aguardamos com expectativa o que tens para nós agora.
Pedimos, Senhor, que, se tens algo a nos dizer, se ainda há algo em nós que precisa ser tratado, ó querido Senhor, este é o Teu momento. Entregamos este tempo em Tuas mãos e pedimos que abras o nosso coração para Ti.
Sonda-nos, ó Senhor, e conhece o nosso coração. Pedimos que removas todo impedimento que ainda possa haver em nós. Toma-nos para Ti, ó Senhor, para que sejamos verdadeiramente o elo que podes usar para trazer esse retorno iminente.
Ó Senhor, como ansiamos por Te ver face a face. Pedimos em Teu precioso nome. Amém.
Toda vez que tento cantar o cântico que acabamos de cantar, mal consigo terminá-lo. Ele foi escrito pelo irmão Watchman durante os primeiros dois anos do regime comunista na China. Ele procurou expressar o seu sentimento mais íntimo, e esse cântico foi o resultado.
Graças a Deus, sempre houve um anseio muito profundo no coração dos santos ao longo de todos os séculos. Não sabemos quantas orações subiram ao longo dos séculos — o clamor da igreja, esperando, buscando, aguardando o retorno do Senhor —, porque Ele é a nossa única esperança.
Ano após ano, século após século, parece que o Senhor está demorando a voltar. No entanto, todos sabemos que o nosso Senhor Jesus está mais ansioso do que qualquer um de nós para voltar e nos tomar como Sua noiva.
Creio que, mais uma vez, precisamos confessar que é por nossa causa que Ele não pode voltar para Se casar com uma noiva que ainda não amadureceu, que não pode ser uma companheira para Ele por toda a vida. Ele procura a Sua semelhança em Sua igreja e continua esperando.
Creio, irmãos e irmãs, que, por todos os sinais, o tempo já deveria ter chegado. Ele procura aquele elo que preparará o caminho para o Seu retorno.
Creio, irmãos e irmãs, que este é o desejo do nosso coração — creio que de cada um de nós que pertence a Ele —: ansiamos por ser esse elo que, pela graça de Deus, pode apressar a Sua vinda.
Muitas vezes sinto que estamos esperando por Ele, mas, na verdade, é o contrário: Ele está esperando por nós. Estamos preparados para nos oferecer a Ele como o elo que Ele está esperando?
Esperamos, irmãos e irmãs, que Ele volte ainda durante a nossa vida. Realmente sinto isso. Mas o problema não é apenas a expectativa. O verdadeiro problema é: esse elo existe? Estamos prontos para preparar o caminho para o Seu retorno glorioso? Esse é, portanto, o encargo do nosso coração.
Como dissemos bem no início, sempre que Deus vai fazer alguma coisa, Ele tem o Seu próprio caminho, o Seu princípio.
Como encontramos em Salmos 103:7, Deus:
Fez conhecidos os Seus caminhos a Moisés, os Seus feitos aos filhos de Israel.
Os filhos de Israel precisavam esperar até que Deus fizesse alguma coisa. Então eles viam e glorificavam o Senhor. Mas era Moisés quem conhecia o caminho do Senhor. Conhecendo o caminho, ele preparava o caminho do Senhor.
É isso que esperamos que o Senhor, pela Sua graça, faça de cada um de nós aqui: que sejamos esse caminho que Deus pode usar para trazer de volta o nosso querido Senhor.
Agora, nesta manhã, gostaríamos de examinar outra visão que encontramos em Apocalipse 14.
Como vocês sabem, o livro inteiro de Apocalipse pode ser dividido, de modo geral, em duas partes. Do capítulo 1 ao capítulo 10 temos uma parte, e do capítulo 11 ao capítulo 22 temos a outra.
Na primeira parte, temos a profecia de como o Senhor virá, e ela é regida por Apocalipse 4:2:
Imediatamente fui arrebatado em espírito: e eis um trono posto no céu, e Alguém sentado sobre o trono.
Em outras palavras, a primeira parte de Apocalipse é regida pelo trono. Tudo procede do trono de Deus. Ele representa o Seu poder — como, pelo Seu próprio poder, Ele fará acontecer todos esses eventos para a vinda do Senhor.
Então, em Apocalipse 11:19:
E abriu-se o templo de Deus que está no céu; e foi vista no Seu templo a arca da Sua aliança; e seguiram-se relâmpagos, e vozes, e trovões, e um terremoto, e grande saraiva.
Em outras palavras, quando chegamos à segunda parte, ela é regida pelo templo, pela arca. Isso significa mais do que o poder de Deus; significa a glória de Deus. O próprio Deus está realizando o Seu propósito para a Sua glória.
A razão pela qual cremos que há essas duas partes é que, em Apocalipse 10:11, foi dito a João:
Importa que profetizes outra vez acerca de muitos povos, e nações, e línguas, e reis.
Em outras palavras, nos primeiros dez capítulos, já temos profecias a respeito de povos, nações, línguas e muitos reis. Ali encontramos uma ordem cronológica. Temos os sete selos, as sete trombetas, e um sucede ao outro.
Mas, do capítulo 11 em diante, parece que não se segue uma ordem cronológica. Deus está trazendo à luz algo que está profundamente em Seu coração, algo que Ele vai fazer, e está enfatizando esses eventos especiais.
Assim, quando lemos Apocalipse 14, é muito difícil, por assim dizer, determinar o tempo exato, embora tenhamos algumas indicações a esse respeito. Para mim, sinto que Apocalipse 14 se destaca por si só. Ele nos mostra as ideias de Deus, os princípios de Deus, o que está na mente de Deus e o que Ele vai cumprir.
Agora, a visão diz:
E vi, e eis o Cordeiro em pé sobre o monte Sião.
Como temos mencionado repetidamente, no livro de Apocalipse, é o Cordeiro que está em primeiro plano. O nosso Senhor Jesus era o Cordeiro morto antes da fundação do mundo.
Embora Ele só tenha sido morto e crucificado quando esteve na terra e viveu trinta e três anos e meio, na eternidade passada, no pensamento de Deus, Deus já O havia constituído como aquele Cordeiro morto antes da fundação do mundo.
Aos olhos de Deus, há somente o Cordeiro. Ao ler o livro de Apocalipse, mesmo voltando ao capítulo 1, vemos que, no dia do Senhor, João estava em espírito. Ele ouviu uma voz atrás de si, voltou-se e viu sete candeeiros de ouro. Mas isso é apenas o pano de fundo.
Em primeiro plano está o Cordeiro, Aquele que é semelhante a um filho de homem, em pé entre as sete igrejas. Portanto, é errado que nós — alguns de nós — consideremos a igreja mais importante até mesmo do que o próprio Senhor.
Vemos que a igreja, por mais amada que seja por Deus, é apenas o pano de fundo. Em primeiro plano está sempre o Cordeiro, o Cristo. Deus quer que concentremos a nossa atenção Nele.
Assim, aqui em Apocalipse 14, é o Cordeiro que está em pé sobre o monte Sião. Em Apocalipse 5, somos informados de que o Cordeiro, recém-morto, está em pé diante do trono. Ali Ele recebeu Daquele que está sentado no trono o rolo, o rolo que é a escritura de propriedade da terra.
Embora Satanás pareça ser, temporariamente, o príncipe deste mundo, sabemos que Deus nunca abriu mão da Sua propriedade. A escritura de propriedade ainda está em Sua mão.
Vocês se lembram de como, em Apocalipse 5, a proclamação é dirigida a todo o universo: quem é capaz de abrir o rolo? Isto é, quem é capaz de trazer a terra de volta para Deus? É o Cordeiro, recém-morto, em pé porque ressuscitou. Ele é digno de receber o rolo, e ali vemos que Ele começa a abrir os selos.
Mas aqui vemos o Cordeiro em pé sobre o monte Sião. Sião, como sabemos, é o lugar onde o Rei governa. Aqui, o nosso Senhor Jesus realizou tudo o que Deus Lhe confiou. Ele cumpriu todos os propósitos de Deus.
Agora Ele está em pé sobre o monte Sião. Ele é o Vencedor. Ele é o Rei dos reis e Senhor dos senhores. Ele é o possuidor do universo.
Mas, graças a Deus, vemos que Ele não está ali sozinho. Vemos que, em pé com Ele, estão cento e quarenta e quatro mil.
Talvez vocês estejam familiarizados com o número 144.000, porque esse número já foi usado antes no livro de Apocalipse. Mas vocês podem perceber a diferença, porque, ao abrir em Apocalipse 7, encontram 144.000 da nação judaica que serão selados.
De cada tribo, alguns serão selados. Isto é, Deus os toma para Si, Deus os protege, Deus os guarda. Esses 144.000 serão aqueles da nação judaica que serão preservados durante a grande tribulação — que é a angústia de Jacó.
Um dia virá a angústia de Jacó. Ela ocorre simultaneamente à grande tribulação de três anos e meio. No que diz respeito aos judeus, é a angústia de Jacó. No que diz respeito à igreja, é a grande tribulação.
Mas, durante a grande tribulação, durante a angústia de Jacó, 144.000 dos fiéis serão guardados pelo Senhor ao longo desse período. Aqui, porém, encontramos novamente 144.000, mas estes são outros 144.000.
Vemos que eles têm na fronte o nome do Cordeiro e o nome do Pai. Agora, irmãos e irmãs, 144.000 é um número completo. Isso não significa que haja somente 144.000 e nenhum a mais. É um múltiplo de doze, por isso nos indica um número completo.
Em outras palavras, Deus terá o Seu número completo de vencedores ao longo das eras.
Sabem, é muito curioso, porque as Testemunhas de Jeová nos dizem que os 144.000 já foram completados e que, se você se juntar às Testemunhas de Jeová hoje, será um cidadão de segunda classe. Mas sabemos que este não é um número exato; ele simplesmente significa um número completo. Deus terá os Seus vencedores ao longo dos séculos.
Esses 144.000 têm o Seu nome e o nome de Seu Pai escritos na fronte. Para mim, sinto que isso pode significar duas coisas.
Uma é que isso comprova que eles pertencem ao Pai e ao Cordeiro. O outro significado é que o nome está na fronte deles: eles não têm medo de confessar o nome do Senhor.
Vocês se lembram de que o nosso Senhor Jesus disse:
Se Me confessardes, um dia Eu vos confessarei.
Assim, esses 144.000, esse número completo dos vencedores, são aqueles que pertencem inteiramente ao Senhor e que O confessam publicamente. Eles não são os chamados cristãos ocultos. Eles dão testemunho abertamente do nome do Senhor.
Assim, para mim, sinto que provavelmente essa visão dos 144.000 é uma visão, um retrato, dos vencedores ao longo das eras. O que acontecerá com eles? Vemos que estão em pé com o Cordeiro sobre o monte Sião.
Em outras palavras, estão com o Vencedor. São considerados como aqueles que venceram Satanás, o mundo, o pecado e o próprio eu.
Então:
Ouvi uma voz do céu, como a voz de muitas águas e como a voz de um grande trovão: e a voz que ouvi era como a de harpistas tocando as suas harpas.
Agora, irmãos e irmãs, lemos em Salmos 29 que a voz do Senhor está sobre as águas. A voz do Senhor é como águas impetuosas. Mas aqui encontramos, por assim dizer, a mesma característica daquela voz: uma grande voz de muitas águas e como a voz de trovões. Que testemunho deve ser esse!
Eles são harpistas, tocando as suas harpas, e cantam um novo cântico diante do trono. Todos sabemos que a música da harpa é música do coração. É música que vem das profundezas do coração. O canto aqui é um canto que vem do coração.
Sempre sinto que há dois tipos diferentes de canto. Um é cantar sem o coração, e o outro é cantar com o coração.
Em outras palavras, cantar não é apenas música. Cantar é algo que vem das profundezas do coração. Representa o que há no coração, e é como um canto acompanhado de harpa. É belo. Não é apenas barulho; há profundidade nele.
Vemos que esses 144.000, quando cantam, são harpistas. Cantam das profundezas do seu coração. A Bíblia nos diz que ninguém pode aprender esse cântico. Somente eles podem cantar esse cântico.
É claro que, quando pensamos em cantar, podemos aprender qualquer cântico e cantá-lo até mesmo sem o coração. Mas esse canto é diferente. Você precisa aprendê-lo em sua vida. Ninguém pode imitá-lo. Somente aqueles que passaram pela experiência podem cantá-lo.
Vocês se lembram de Davi. Ele é chamado de doce cantor de Israel. Seus cânticos vinham do seu coração. Seus cânticos vinham da sua experiência de vida. Ele havia passado por tantas coisas — perseguição, incompreensão, tudo isso.
Da sua experiência de vida brotaram esses maravilhosos cânticos que lemos no livro de Salmos. Esse é o canto acompanhado de harpa. Assim, esses irmãos e irmãs, os vencedores das eras, aprendem o cântico por meio do seu viver.
Graças a Deus, irmãos e irmãs, às vezes murmuramos e dizemos: “Senhor, antes de crermos no Senhor Jesus, achávamos a vida na terra difícil — muitos problemas. E agora cremos no Senhor Jesus, então, inconscientemente, esperamos que, de agora em diante, a nossa vida seja tranquila e próspera”.
Mas, depois que você realmente crê no Senhor Jesus e começa a viver como cristão, descobre que isso não é verdade. Provavelmente, você até se surpreenderá ao perceber que a sua vida se torna mais difícil do que antes. Até as dificuldades são diferentes.
Agora, por que é assim? Muitas vezes começamos a murmurar e a perguntar: “Se o Senhor nos ama, se Ele nos ama, por que permite que todas essas coisas nos aconteçam?”
Mas, graças a Deus, no livro de Hebreus, somos informados de que, por ser nosso Pai e amar Seus filhos, Ele os disciplina para que cresçamos e nos tornemos participantes da Sua natureza divina.
Assim, aqui encontramos esses cristãos: eles aprendem por meio da experiência.
Irmãos e irmãs, receio que isso seja uma grande tentação para os cristãos que têm muito conhecimento intelectual. Por causa disso, pensamos que sabemos tudo e que temos tudo. Mas isso não é verdade.
Mesmo que saibamos tudo em nossa mente, isso não significa que realmente tenhamos experimentado essas coisas em nossa vida.
Assim, percebo isso em mim mesmo e também quando viajo e encontro irmãos e irmãs. Às vezes encontramos pessoas que talvez não sejam tão inteligentes e, no entanto, de alguma forma sentimos que elas realmente conhecem o Senhor. Mas, em outras ocasiões, quando encontramos crentes, eles parecem saber tudo, e ainda assim há muito pouco em sua vida real.
Por isso, encorajo a mim mesmo e aos meus irmãos e irmãs: procurem conhecer o Senhor pela vida, e não apenas pela mente.
Agora, quem são essas pessoas? A Bíblia nos diz:
Estes são os que não se contaminaram com mulheres; porque são virgens.
Creio que isso não deve ser aplicado literalmente. Creio que deve ser aplicado espiritualmente, porque nos lembramos de como, em 2 Coríntios 11:2, o apóstolo Paulo disse:
Eu vos desposei como uma virgem pura.
A Bíblia nunca chama as pessoas do mundo de virgens, porque, aos olhos de Deus, elas são adúlteros e adúlteras. Somente aqueles que são purificados pelo precioso sangue do Cordeiro são virgens aos olhos de Deus.
Assim, irmãos e irmãs, somos virgens. Fomos purificados pelo sangue. Não apenas somos virgens, mas estamos desposados com Cristo.
Uma virgem pura, mesmo antes do casamento, já tem a sua vida entregue ao seu futuro marido. Seja o que for que faça, seja o que for que vista, ela fará a pergunta: “Isso agradará ao meu futuro marido?” O coração dela já está com ele.
Essas são virgens puras. Mas, é claro, ao ler Coríntios, vemos que aqueles crentes de Corinto eram virgens e, no entanto, não eram virgens puras, porque haviam sido seduzidos pelo mundo.
Novamente, vemos quem são essas pessoas:
Estes são os que seguem o Cordeiro para onde quer que Ele vá.
Quando o nosso Senhor Jesus esteve na terra, Ele não apenas buscou e salvou os perdidos, mas chamou aqueles que criam Nele para vir e segui-Lo. Para onde quer que Ele vá, eles vão.
Quando o nosso Senhor esteve na terra, bem no início do Seu ministério, muitos O seguiam. Mas vocês se lembram de que, em João 6, o nosso Senhor Jesus começou a deixar claro que eles não O seguiam por causa Dele, mas por causa da comida, do pão que Ele lhes dava.
Quando o nosso Senhor Jesus disse:
Eu sou Aquele de Quem deveis comer e beber.
A Minha carne é verdadeiramente comida, e o Meu sangue é verdadeiramente bebida.
Eles não conseguiam compreender que isso se dá pela fé. Então muitos dos Seus discípulos O deixaram.
Assim, o Senhor voltou-Se para os Seus discípulos e disse:
Quereis vós também retirar-vos?
Vocês são livres para fazer o que quiserem. Mas, graças a Deus por Simão Pedro. Ele disse:
Senhor, para quem iremos nós? Tu tens as palavras da vida eterna.
Nós temos crido.
Assim, irmãos e irmãs, esses são os discípulos de Deus que seguem o Senhor para onde quer que Ele vá. Em outras palavras, você não escolhe o seu caminho. O Senhor é o seu caminho. Ele escolhe o caminho.
Não nos cabe questionar o Seu caminho, mas segui-Lo. Se Ele vai diretamente para a cruz, então vamos para a cruz. Irmãos e irmãs, esses são os vencedores das eras.
Então Ele diz:
Estes foram comprados dentre os homens como primícias para Deus e para o Cordeiro.
Essa, portanto, é a descrição: as primícias.
Quando você planta um campo, normalmente haverá as primícias e a colheita. Se não houver primícias, então não haverá colheita.
O que são as primícias? As primícias são aquelas plantas que receberam mais luz do sol e, por causa disso, amadurecem mais cedo. Mas, sempre que há primícias, você tem a certeza de que haverá a colheita.
Assim, entre o povo de Deus, também há a diferença entre as primícias e a colheita. Esses vencedores representam as primícias da grande redenção do nosso Senhor Jesus.
E na sua boca não se achou mentira; porque são irrepreensíveis.
Em outras palavras, trata-se da palavra do seu testemunho.
O testemunho de Jesus nos foi confiado. Mas, quando falamos, quando testemunhamos, haverá verdade por trás disso? Se estamos dando o testemunho de Jesus, esse testemunho é uma realidade em nossa vida?
Testemunhamos que Ele é o Senhor. Ele é o Senhor da nossa vida? Testemunhamos que Ele é o primeiro e o último. Ele é o primeiro em nossa vida, ou há outra pessoa, outra coisa, em primeiro lugar em nossa vida? Ele é o último — Ele é o alvo da nossa vida? Ele é tudo para nós?
O nosso testemunho precisa ser verdadeiro; então haverá poder por trás dele.
Sabem, é muito curioso quando lemos o livro de Atos, creio que no capítulo 19. Vemos que os sete filhos de Ceva, o sumo sacerdote judeu, eram exorcistas. Eles tentavam expulsar demônios da vida das pessoas.
Quando viram o que Paulo havia feito, como ele conseguia expulsar demônios em nome do Senhor Jesus, tentaram usar a mesma fórmula. Vocês se lembram daquela história curiosa, de como os filhos tentaram expulsar demônios em nome de Jesus, a Quem Paulo pregava.
O demônio disse:
A Jesus conheço, e sei quem é Paulo; mas vós, quem sois?
Ele saltou sobre aqueles homens, e eles fugiram nus e feridos.
Em outras palavras, é uma mentira. Por isso não há poder, não há força.
Irmãos e irmãs, para ser um vencedor, você precisa ter a vida de um vencedor. Então poderá ter o testemunho de um vencedor. Você poderá falar, e, por trás desse falar, haverá um fato, um fundamento: de fato, aquilo que você diz é aquilo que você é.
Eles são irrepreensíveis, não porque sejam perfeitos. São irrepreensíveis porque conhecem a preciosidade do sangue do Senhor Jesus.
Queridos irmãos e irmãs, nunca chegaremos a um ponto em que não precisemos mais do sangue. Quanto mais perto de Deus você vive, mais valoriza o precioso sangue do Cordeiro.
Assim, esses são os vencedores das eras. Creio que esse é um retrato com o qual o Senhor procura nos encorajar. É isso que o Senhor está procurando. Ele os receberá. Ele os terá.
Então vemos que, depois das primícias, no mesmo capítulo, temos a colheita. Assim, quando chegamos a Apocalipse 14:14-16:
E vi, e eis uma nuvem branca; e sobre a nuvem vi Alguém sentado, semelhante a um filho de homem, tendo na cabeça uma coroa de ouro e na mão uma foice afiada.
E outro anjo saiu do templo, clamando com grande voz Àquele que estava sentado sobre a nuvem: Lança a Tua foice e ceifa; porque é chegada a hora de ceifar; porque a seara da terra está sobremadura.
E Aquele que estava sentado sobre a nuvem lançou a Sua foice sobre a terra; e a terra foi ceifada.
Essa é a colheita. Aqui ainda vemos a ordem: primeiro as primícias, e depois a colheita.
A colheita se refere a todos aqueles crentes que morreram antes da vinda do Senhor e também àqueles que ainda permanecerem na terra durante a grande tribulação. Todos serão arrebatados aos ares para encontrar o Senhor nos ares.
Como dissemos antes, haverá o tribunal de Cristo, um julgamento da família.
Então, imediatamente depois disso, em Apocalipse 14:17-20:
E outro anjo saiu do templo que está no céu, tendo ele também uma foice afiada.
E outro anjo saiu do altar, aquele que tem poder sobre o fogo; e clamou com grande voz ao que tinha a foice afiada, dizendo: Lança a tua foice afiada e colhe os cachos da vinha da terra; porque as suas uvas estão plenamente maduras.
E o anjo lançou a sua foice à terra, e colheu as uvas da vinha da terra, e lançou-as no lagar, no grande lagar da ira de Deus.
E o lagar foi pisado fora da cidade, e saiu sangue do lagar, até aos freios dos cavalos, por uma distância de mil e seiscentos estádios.
Isso é o Armagedom. Assim, irmãos e irmãs, Deus nos revelou o que vai acontecer e também nos mostrou quem será o elo que realmente trará o Rei, para nos preparar para o dia que está chegando.
Assim, graças a Deus, estamos vivendo em meio a dificuldades, mas, por outro lado, estamos vivendo em um tempo extremamente empolgante. Porque, se o Senhor quiser, nós que estamos aqui nesta manhã temos a possibilidade de ser arrebatados vivos.
Essa deve ser a nossa bendita esperança. Portanto, que o Senhor nos ajude. Vamos orar?
Querido Senhor, o nosso coração clama: “Até quando? Até quando?” O Teu povo tem esperado, por assim dizer, por Ti durante séculos. No entanto, Senhor, não é por Tua causa; é por nossa causa.
Esperamos na Tua misericórdia e na Tua graça. Confessamos que, em nós mesmos, não há força, mas a Tua graça se manifesta em nossa fraqueza.
Ó Senhor, queremos olhar para Ti para que nos fortaleças, para que nos capacites a ser usados por Ti, a ser esse elo que realmente preparará o caminho.
Senhor, não queremos ficar na expectativa sem estar preparados. Portanto, prepara-nos, ó Senhor, para que cada um de nós se ofereça a Ti e permita que realizes o Teu propósito de trazer o Rei de volta.
Ouve-nos, ó Senhor. Pedimos em Teu nome. Amém.