Gostaria de chamar a atenção de vocês para duas passagens do mesmo livro: o primeiro livro de Samuel. Vamos a 1 Samuel 1:9.
Então Ana se levantou, depois que comeram e beberam em Siló.
Eli, o sacerdote, estava assentado em sua cadeira, junto ao umbral da porta do templo do Senhor.
Ela, pois, com amargura de alma, orou ao Senhor e chorou abundantemente.
E fez um voto, dizendo: “Ó Senhor dos Exércitos, se benignamente atentares para a aflição da Tua serva, e de mim Te lembrares, e da Tua serva não Te esqueceres, mas à Tua serva deres um filho varão, ao Senhor o darei por todos os dias da sua vida, e sobre a sua cabeça não passará navalha.”
E sucedeu que, perseverando ela em orar perante o Senhor, Eli observou a sua boca.
Porquanto Ana falava no seu coração; só se moviam os seus lábios, porém não se ouvia a sua voz; pelo que Eli a teve por embriagada.
E disse-lhe Eli: “Até quando estarás tu embriagada? Aparta de ti o teu vinho.”
Porém Ana respondeu e disse: “Não, senhor meu; eu sou uma mulher atribulada de espírito; nem vinho nem bebida forte tenho bebido, porém tenho derramado a minha alma perante o Senhor. Não tenhas a tua serva por mulher perversa; porque da multidão da minha queixa e da minha aflição tenho falado até agora.”
Então respondeu Eli e disse: “Vai em paz; e o Deus de Israel te conceda a petição que Lhe fizeste.”
E disse ela: “Ache a tua serva graça aos teus olhos.”
Assim, a mulher se foi pelo seu caminho, e comeu, e o seu semblante já não era triste.
E agora, no mesmo livro, 1 Samuel 3:1 em diante.
E o menino Samuel ministrava perante o Senhor, diante de Eli. E a palavra do Senhor era rara naqueles dias; não havia visão frequente.
E sucedeu naquele tempo que Eli estava deitado no seu lugar — e os seus olhos começavam a escurecer, de modo que não podia ver —, e a lâmpada de Deus ainda não se havia apagado, e Samuel estava deitado para dormir no templo do Senhor, onde estava a arca de Deus; então o Senhor chamou a Samuel, e ele disse: “Eis-me aqui.”
E correu a Eli e disse: “Eis-me aqui, porque tu me chamaste.” Mas ele disse: “Não te chamei; torna a deitar-te.” E foi e se deitou.
E o Senhor tornou a chamar: “Samuel.” E Samuel se levantou, foi a Eli e disse: “Eis-me aqui, porque tu me chamaste.” E ele respondeu: “Não te chamei, filho meu; torna a deitar-te.”
Porém Samuel ainda não conhecia o Senhor, e ainda não lhe havia sido revelada a palavra do Senhor.
O Senhor, pois, tornou a chamar a Samuel pela terceira vez. E ele se levantou, foi a Eli e disse: “Eis-me aqui, porque tu me chamaste.” Então entendeu Eli que o Senhor chamava o menino.
Pelo que Eli disse a Samuel: “Vai deitar-te; e há de ser que, se Ele te chamar, dirás: ‘Fala, Senhor, porque o Teu servo ouve.’” Então Samuel foi e se deitou no seu lugar.
E veio o Senhor, e pôs-Se ali, e chamou como das outras vezes: “Samuel, Samuel.” Então disse Samuel: “Fala, porque o Teu servo ouve.”
E disse o Senhor a Samuel: “Eis que vou fazer uma coisa em Israel, a qual fará tinir ambos os ouvidos de todo aquele que a ouvir. Naquele dia cumprirei contra Eli tudo quanto tenho falado acerca da sua casa, desde o princípio até o fim. Porque já lhe disse que julgarei a sua casa para sempre, pela iniquidade que ele conhecia, pois os seus filhos trouxeram sobre si uma maldição, e ele não os repreendeu. Portanto, jurei à casa de Eli que nunca será expiada a iniquidade da casa de Eli com sacrifício nem com oferta.”
E Samuel ficou deitado até pela manhã, e abriu as portas da casa do Senhor. Porém Samuel temia relatar a visão a Eli.
Então Eli chamou a Samuel e disse: “Samuel, meu filho.” E ele disse: “Eis-me aqui.” E disse: “Que palavra é essa que o Senhor te falou? Peço-te que não ma encubras. Assim Deus te faça, e ainda mais, se me encobrires alguma coisa de todas as palavras que Ele te falou.”
E Samuel lhe contou tudo, e nada lhe encobriu. E ele disse: “É o Senhor; faça Ele o que bem parecer aos Seus olhos.”
E Samuel crescia, e o Senhor era com ele, e não deixou cair em terra nenhuma de suas palavras. E todo o Israel, desde Dã até Berseba, reconheceu que Samuel estava confirmado como profeta do Senhor. E o Senhor tornou a aparecer em Siló; porquanto o Senhor Se revelava a Samuel em Siló pela palavra do Senhor. E a palavra de Samuel veio a todo o Israel.
Já oramos, mas vamos reconhecer nossa necessidade da unção.
Amado Senhor, queremos Te agradecer nesta noite. Entregamos este tempo a Ti, este tempo de ministério da Tua Palavra. Tudo o que queremos fazer agora, Senhor, é reconhecer que, sem Ti, nada podemos fazer.
Senhor, que essa unção, esse poder e essa graça estejam sobre a proclamação da Tua Palavra e também, Senhor, sobre o nosso ouvir. Que o Teu propósito neste tempo e nestes dias se cumpra plenamente. Pedimos isso em nome do nosso Messias, o Senhor Jesus. Amém.
Como todos vocês sabem, temos falado sobre elos. Não tenho certeza de que esse seja o melhor termo; no inglês, ele me faz lembrar de campos de golfe. Mas o que queremos dizer é algo que, de alguma maneira, nos liga ao Senhor em um dia de grande aflição e escuridão.
Uma das coisas mais maravilhosas na Palavra de Deus é que, em cada momento de confusão, escuridão ou aflição, o Senhor teve aquele Seu servo — ou aqueles Seus servos — que proporcionaram esse elo com Ele e foram um ponto decisivo no propósito de Deus.
O maior ponto decisivo foi Abraão. Até aquele momento, o Senhor havia tratado apenas com pessoas individualmente ou como famílias. Mas, a partir dali, Ele começou a tratar com um povo. Era um povo que estava em vista.
Certa vez, um dos meus amigos disse algo que, creio, falou em um momento de inspiração, e acredito que veio verdadeiramente do Senhor: quando o Deus da glória apareceu ao nosso pai Abraão, Ele colocou dentro dele toda a história genética da redenção.
A partir daquele momento, ouvimos falar do plano redentor do Senhor para a humanidade. Nós, que pertencemos ao Senhor — judeus ou gentios —, temos Abraão como nosso pai, porque Deus nos salvou pelo mesmo dom vivo da fé que Abraão tinha.
Moisés foi outro grande ponto decisivo. Ele viu Aquele que é invisível e se afastou das riquezas e da sofisticação do Egito. Isso lhe custou tudo. Ele era neto de Faraó — adotado, é verdade, mas, ainda assim, neto. Foi instruído no mais elevado conhecimento do Egito e, segundo nossas fontes judaicas, em táticas militares.
Mas o mais extraordinário é que Moisés se encontrava em um ponto decisivo na história da relação de Deus com a humanidade. Um povo estava prestes a nascer, e Moisés era a pessoa-chave nisso. É claro que havia outros com ele: Arão, Miriã e Josué.
Tenho em casa uma pequena placa de prata de centenas de anos atrás. Ela retrata todo o mar Vermelho, os judeus atravessando-o e todo o exército de Faraó se afogando no mar. Uma das coisas que me intrigaram naquela gravura foi uma pequena figura ao lado de Moisés. Era Josué.
Ele era apenas um menino, assim como Samuel. Permanecia na tenda de Moisés e ali aprendeu a servir. Todos esses são pontos decisivos.
Em nossa tradição judaica, Samuel é um dos maiores — muito maior que Davi, Salomão ou Daniel. Todos eles foram pontos decisivos na economia de Deus, mas Samuel sempre foi considerado pelos rabinos um dos mais notáveis pontos decisivos na história da relação de Deus com a humanidade.
Tratava-se, é claro, do surgimento do rei. Samuel, na verdade, ungiu o rei errado e o rei certo. Ele ungiu Saul — às vezes nos esquecemos disso — e o abençoou. Mas Saul era um homem da carne. Davi era um homem segundo o coração de Deus.
Poderíamos falar de muitos desses pontos decisivos, mas estou aqui para falar sobre Samuel, sobre o que Samuel significa para nós e deveria significar para nós.
Outro desses grandes homens foi Daniel. Os filhos de Deus jamais teriam retornado à terra, reconstruído a cidade de Deus, reconstruído o templo de Deus, reconstruído Nazaré e Belém e outros lugares por toda a terra — lugares já profetizados como relacionados à vinda do Messias — se não fosse por Daniel e seu extraordinário ministério de intercessão.
Tão importante foi o ministério de intercessão de Daniel que o arcanjo Gabriel foi enviado a ele com a mensagem:
“Ó homem mui amado, desde o momento em que começaste a orar, a tua oração foi ouvida.”
O ministério de Daniel foi tão importante que entendemos que o príncipe da Pérsia e o príncipe da Grécia se opuseram a Miguel, o príncipe de Israel. Estavam em conflito. Parece um conto de fadas ou uma lenda, não é? Mas não era. Era muito real, porque toda a história humana é a expressão de seres espirituais.
Gabriel disse, em outras palavras: “Desculpe o atraso. Fiquei envolvido nesse conflito que o príncipe da Pérsia e o príncipe da Grécia travavam com Miguel, o príncipe de Israel. Senti que precisava ajudá-lo e, por isso, fiquei com ele durante três semanas. Agora vim.”
O mais extraordinário é que Deus deu a Daniel uma profecia matemática. Essa profecia apontava diretamente para a vinda do Senhor Jesus. Não importa como você entenda essa profecia matemática; tudo culmina em Seu nascimento, Seu ministério, Sua vida, Sua crucificação, Sua morte, Sua ressurreição e Sua volta.
Isso nos revela como esses servos de Deus são importantes para o Senhor. Talvez também nos faça perguntar: por que o Senhor não faz tudo Ele mesmo? Por que Ele precisa de Abraão e Moisés e, em menor escala, de Josué, Samuel, Davi, Daniel e João Batista para preparar a chegada do Rei?
É uma boa pergunta, porque, como alguns de vocês já me ouviram dizer, o Senhor poderia fazer isso com muito mais facilidade sem nós do que conosco. Você e eu — eu mesmo — somos os problemas para o Senhor. Em geral, causamos muita confusão, aflição e demora.
Então, por que o Senhor não faz isso Ele mesmo? Ele é soberano. Ele é autossuficiente. Ele não precisa de nós. Por que, então, em cada ponto decisivo da história divina, Ele espera que a pessoa certa esteja ali com Ele?
Tenho apenas uma resposta: comunhão.
De alguma maneira extraordinária, Deus Pai, o Filho e o Espírito Santo creem na comunhão. Eles não agirão sem os redimidos. Não cumprirão Seu propósito sem aqueles que pertencem ao Senhor. Realmente, não há outra explicação.
Stephen nos falou nesta manhã sobre os vencedores. Na verdade, é por eles que o Senhor está esperando. Por quê? Porque Ele está nos treinando. Chamou Abraão de “Meu amigo”. Falou de Moisés como alguém com quem Ele falava face a face.
Quando Moisés morreu, há uma construção hebraica muito estranha. A tradução inglesa diz que ele morreu pela palavra do Senhor, mas o hebraico diz que ele morreu nos lábios do Senhor.
Os rabinos nos dizem que o Deus Todo-Poderoso amava tanto Moisés que, quando ele chegou ao fim, Ele o beijou, e Moisés foi estar com o Senhor.
Nunca compreenderemos realmente por que o Senhor espera por nós, por que Ele simplesmente não prossegue e faz tudo Ele mesmo. Mas o fato é que, para onde quer que você olhe, encontra intercessão em cada ponto decisivo.
Na minha avaliação — e isto é um comentário à parte —, o apóstolo Paulo foi outro ponto decisivo. De alguma maneira extraordinária, ele se tornou apóstolo dos gentios.
Tão tremendo foi o ministério que o Pai, o Filho e o Espírito Santo lhe deram que, na maior exposição do evangelho entre os sessenta e seis livros da Bíblia, ele dedicou três capítulos inteiros ao povo judeu.
Ele tinha tanto receio de que seu apostolado aos gentios fosse mal compreendido, como se Deus tivesse encerrado Sua relação com Israel e com o povo judeu. É extraordinário. Aqui você tem oito capítulos inteiros tratando do evangelho e três capítulos inteiros tratando da questão do povo judeu.
Pode Deus revogar a eleição daqueles que elegeu? Pode Deus desfazer a escolha daqueles que escolheu?
Isso não nos faz perceber como a intercessão é importante? O apóstolo Paulo abriu a seção de Romanos 9–11 com estas palavras extraordinárias:
“Eu mesmo poderia desejar ser anátema, amaldiçoado, por amor de meus irmãos, que são israelitas.”
Isso é intercessão. Não está apenas na cabeça; está no coração. É aquela paixão e aquele encargo no coração que nos levam, a nós que somos os redimidos do Senhor, à comunhão mais íntima que podemos ter com a intercessão do Senhor Jesus.
Toda essa questão dos elos é, para mim, um assunto tremendo. Você não pode tratar dele sem compreender a intercessão. Abraão, Moisés e Samuel são chamados de os três maiores intercessores até aquele ponto na Palavra.
Vocês não acham isso extraordinário? Percebem como é notável? Você se dá conta de que o Senhor quer que você seja um intercessor e de que, em certo sentido, não pode ser um vencedor sem ser um intercessor?
Ora, essa palavra, intercessor, tem sido usada de qualquer maneira, assim como a expressão nascer de novo, e perdeu seu significado. Muitas pessoas dizem que são intercessoras, mas não são. Podem ser guerreiras de oração, mas não são intercessoras.
A intercessão começa com o conhecimento da vontade de Deus. Quando você sabe o que Deus está planejando fazer, então a intercessão começa, pelo poder e pela capacitação do Espírito Santo.
Por que o Senhor quer intercessores, jamais entenderei até estar em Sua presença. Mas tudo o que sei é isto: o Senhor diz: “Não farei isso se não houver um intercessor.”
De fato, Ele disse a Ezequiel em certa ocasião:
“Busquei um homem que se colocasse na brecha e levantasse o muro, mas a ninguém achei; por isso derramei a Minha indignação sobre a terra.”
Bem, por quê?
Se vocês me acompanharam até aqui, podemos chegar a Samuel. Uma das coisas mais extraordinárias a respeito de Samuel é que ele se colocou entre um povo murmurador, contestador e obstinado e o Senhor.
Em certo sentido, ele havia cometido um erro. É claro que, de outro ponto de vista, não foi um erro, porque ele havia dito ao povo: “Não tenham um rei. Vocês estão cometendo um grande erro.”
Saul era um homem magnífico, mais alto que todos os outros, dos ombros para cima. Havia muitas coisas em Saul que o faziam parecer um homem excepcional, uma escolha aparentemente divina para ser rei. Samuel se deixou impressionar.
Até descobrir que Saul era um homem da carne e não conseguia obedecer ao Senhor. Obedecia em parte, mas apenas em parte. Desfez a obra do reino e trouxe tragédia ao povo de Deus.
Mas Samuel intercedia repetidamente, clamando ao Senhor para que tivesse misericórdia de Israel. O Senhor teve misericórdia e, por fim, todos nós conhecemos a história.
Samuel encontrou esse menino pastor. Ao olhar para ele, viu que em nada se parecia com Saul: não tinha a altura de Saul, a largura dos ombros, os músculos ou a aparência. Era apenas um menino pastor.
E o Senhor lhe disse: “Este é o homem. Unge-o. Ele é um homem segundo o Meu coração.”
Samuel foi o ponto decisivo na relação divina com o povo e no cumprimento do propósito divino. Podemos aprender muito com Samuel.
Quero falar de três coisas nesta noite. Falarei de outras em outras ocasiões, mas hoje quero falar apenas de três. Tenho sido um bom pregador, porque cada uma delas começa com a letra T:
Não é de admirar que Samuel ocupe uma posição tão elevada na visão judaica da história de Israel.
A querida Ana achava insuportável que Penina, a outra esposa, tivesse tantos filhos, enquanto ela não tinha sequer um. A aflição dentro de casa só lhe causava mais agonia e angústia.
Ela foi ao Senhor em oração agonizante. Derramou seu coração. A Palavra diz que ela chorou abundantemente. Em sua angústia, não fazia muito barulho. Era uma oração silenciosa, mas seus lábios se moviam.
Eli pensou que ela estivesse embriagada. Mas Eli não era exatamente perceptivo nem tinha muito discernimento. Ele disse: “Você está embriagada, mulher. Pare de beber vinho e bebida forte.”
Ela disse: “Não estou embriagada. Não bebi vinho nem bebida forte. Mas tenho tamanha angústia no coração que busquei o Senhor para que Ele me desse um filho.”
Então ela fez este voto — já o havia feito silenciosamente ao Senhor —: se o Senhor atendesse ao pedido de Sua serva, ela entregaria e dedicaria a criança ao Senhor pelo resto da vida dele.
Isso é algo muito significativo para alguém que desejava um filho acima de tudo. Se tivesse esse único filho, iria entregá-lo totalmente ao Senhor. Isso é compromisso total.
Deixem-me dizer uma coisa, embora eu esteja novamente me desviando daquilo a que deveria me ater. Vocês, mães, não fazem ideia da influência que terão sobre seus filhos.
Ana é uma das grandes figuras da história de Israel, porque foi seu compromisso total e incondicional com o Senhor que levou à dádiva de um filho. Ele foi separado para o Senhor pelo resto da vida.
Nos primeiros capítulos de 1 Samuel, vocês encontram o grande salmo de Ana. Leiam. É extraordinário. Ele revela que uma mãe pode exercer enorme influência sobre o curso da vida de um filho.
Você poderia imaginar que Samuel, depois de nascer, ficaria perturbado por sua mãe deixá-lo no tabernáculo. Mas não foi isso que aconteceu.
Tão grande era o amor dela por Samuel, e tão grande era seu compromisso pessoal com o Senhor, que isso marcou Samuel.
Ela o chamou, em hebraico, de Shemu’el: o nome do Senhor.
Tenho dificuldade em usar o nome impronunciável do Senhor. Sei que, em alguns círculos messiânicos, ele é usado com muita liberdade, mas, pessoalmente, tenho uma dificuldade real com isso. Sempre digo “o Senhor”, Adonai, ou HaShem, “o Nome”.
Esse nome impronunciável era pronunciado apenas três vezes em um único dia de todo o ano: o Dia da Expiação. No pátio público, o sumo sacerdote levantava as mãos e, três vezes, abençoava o povo no nome impronunciável do Senhor.
É por isso que não sabemos realmente como o nome era pronunciado. Conhecemos os sons das vogais, mas isso é tudo. Algumas pessoas dizem “Yahweh”; outras dizem outra coisa. Pessoalmente, acho melhor dizer simplesmente “o Senhor” ou “o Nome”.
Mas não é extraordinário que ela tenha dado a Samuel o nome do Senhor?
É interessante porque, em 1 Pedro 3:15, há esta palavra:
“Antes, santificai a Cristo como Senhor em vossos corações.”
O fato de ela ter dado a Samuel o nome do Senhor parece indicar, para mim, qual era seu anseio por Samuel: que houvesse uma santificação do Senhor em seu coração — que Ele fosse separado como santo.
Na oração que nos serve de modelo, somos ensinados:
“Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o Teu nome.”
A palavra inglesa hallowed é uma forma muito antiga de dizer: “Santificado seja o Teu nome.”
Não é interessante? Eu acho que sim.
Deixem-me dizer uma última coisa a vocês, queridas mães. Vocês terão um impacto duradouro sobre seus filhos se, com amor e graça, os ensinarem a respeito do Senhor e os criarem no temor do Senhor — não em algum temor servil, como muitos infelizmente têm feito, com consequências terríveis, mas com amor e graça.
Isso me leva à segunda coisa: Samuel precisava assumir seu próprio compromisso.
Acho extraordinário que Samuel não tenha discutido. Ele não ficou amargurado. Não tinha nenhuma queixa contra o Senhor nem contra sua mãe. Quando ela o deixou, depois de desmamá-lo, deixou-o no tabernáculo com Eli. Só o veria em certas ocasiões, quando viajasse até o tabernáculo.
Samuel precisava assumir um compromisso total com o Senhor, um compromisso incondicional. Não havia “se” nem “mas”. Era uma entrega total.
Ninguém jamais será um vencedor sem um compromisso total e incondicional com o Senhor Jesus. Sem esse compromisso pessoal, você nunca será um vencedor. Ele é a própria raiz da vitória.
Precisamos ser inteiramente do Senhor: de todo o coração a favor de Seu senhorio, de todo o coração a favor da verdade que Ele é, de todo o coração a favor da igreja que Ele trouxe à existência e de todo o coração a favor do evangelho.
Isso exige um compromisso total e incondicional. Não pense que pode se contentar com meias medidas.
O maior problema que enfrentamos hoje — não apenas nos Estados Unidos, mas em todos os países ocidentais — é o compromisso pela metade dos cristãos. Eles não estão comprometidos. Estão comprometidos pela metade, talvez por um terço.
Isso significa que você vai a pelo menos uma reunião por semana, vai levando de algum modo e permanece acomodado. Desde que esteja feliz e tenha o que deseja, isso é tudo o que importa.
Essa condição de Laodiceia é o maior problema que enfrentamos. Por que vocês acham que o Senhor permitiu que isso acontecesse aos Estados Unidos? Porque a própria igreja, basicamente, não está comprometida.
Ela não se posicionou contra coisas às quais deveria ter se oposto. Não foi luz nas trevas, sal em meio à corrupção, nem manteve o testemunho de Jesus em pureza e obediência.
Por isso, o Senhor permitiu que essas coisas acontecessem nas nações ocidentais. Onde vocês encontram a igreja de Deus hoje? Na Ásia, na África e na América do Sul. Ali vocês encontram uma expressão viva da igreja — talvez com suas falhas e fraquezas, como no Novo Testamento —, mas, ainda assim, uma expressão viva da igreja.
Mas, no Ocidente, temos essa postura de ficar no meio-termo. Como eu disse alguns dias atrás — onde quer que eu estivesse falando, talvez em Franklin ou talvez aqui na Virgínia —, vocês querem aquele tipo de situação em que alguém prega no domingo, todos vão para casa comer e discutem a mensagem confortavelmente.
Vocês discutem se o pastor estava certo ou errado, o que ele disse ou deixou de dizer. Não há espaço para uma mensagem revolucionária. Isso seria demais.
Se houvesse uma mensagem revolucionária que virasse a igreja de cabeça para baixo e do avesso, ficaríamos incomodados. Pela primeira vez, seríamos desafiados a realmente orar. Pela primeira vez, seríamos desafiados a estar totalmente comprometidos com o Senhor. Pela primeira vez, assumiríamos um compromisso pessoal com o Senhor.
Acho muito triste ter de dizer uma coisa dessas. Mas aqueles de vocês que me conhecem sabem que há anos digo que os Estados Unidos são como o Titanic: estão navegando em direção a um iceberg e não fazem ideia de que vão afundar quando colidirem com ele.
Esse tipo de compromisso que Samuel tinha é uma necessidade absoluta. Não é opcional. Não é algo que você possa aceitar ou rejeitar.
Não há como você e eu sermos vencedores sem esse compromisso — total e incondicional. Deixem-me dar mais um passo: não há alternativa a esse compromisso total. Não existe substituto para ele.
Essa é a dádiva que Samuel representa para nós. Ele era apenas um menino. A Escritura diz que, naquele momento, ele nem sequer conhecia o Senhor, mas estava comprometido com o Senhor. Então ele mesmo ratificou a entrega que Ana havia feito dele.
Se há algum jovem aqui, talvez seus pais tenham entregado você ao Senhor quando nasceu. Talvez o tenham consagrado ao Senhor. Mas talvez você nunca tenha ratificado o compromisso deles. Nunca o confirmou por meio de seu próprio compromisso pessoal com o Senhor.
Isso é algo tremendo. Não consigo exagerar a importância dessa questão. É total.
Penso também no que diz este mesmo livro, em 1 Samuel 2:30:
“Aos que Me honram honrarei.”
Honrar o Senhor não significa apenas tomar Seu nome nos lábios em oração ou cantar a respeito Dele. Significa estar totalmente comprometido com Ele. Fora com qualquer outro tipo de cristianismo. No que diz respeito ao Senhor, não existe outro.
Então, é claro, há esta outra coisa: a entrega total da minha vontade.
A maioria de nós tem um problema muito grande aqui. Em geral, somos pessoas de vontade forte. Temos dificuldades quando o Senhor quer que essa vontade, a sua e a minha, seja entregue. Não gostamos disso.
Esse não é o evangelho que queremos. O evangelho que queremos é que o Senhor nos salve, arrume nossas confusões, nos faça felizes, nos ajude a chegar à meia-idade e depois nos deixe acomodados e não muito ativos pelo resto dos nossos anos, até ficarmos um pouco surdos e um pouco cegos. Então o Senhor nos levará.
Isso é o evangelho? Foi para isso que o Senhor veio ao mundo morrer?
A entrega da nossa vontade é a maior batalha em qualquer vida cristã, seja de um jovem ou de um idoso. Não pense que isso é uma questão apenas para adolescentes que têm a vida pela frente. Também pode ser a questão central para os mais velhos.
Quantas vezes, à medida que envelhecemos, toda essa questão da vontade vem à tona?
Perdoem-me. Não quero ficar batendo em vocês nesta noite, mas não consigo evitar. O ponto é que somos responsáveis por essa confusão.
Vocês acham que o Senhor simplesmente fica satisfeito com isso e diz: “Bem, eles não querem realmente entregar sua vontade a Mim, então vou apenas entrar no jogo deles. Vou concordar com eles”? Não. Não é isso que o Senhor fará.
Isso significa que você não reinará com Ele na eternidade que está por vir. Como Campbell Morgan disse muitos anos atrás, o reino de Deus é maior que a cidade de Jerusalém.
Em outras palavras, você pode nascer de novo e ver o reino, mas não necessariamente fazer parte da noiva.
É óbvio, não é? Vocês acham que o Senhor está interessado apenas em algum tipo de Marilyn Monroe — belo corpo, belos olhos, belos cílios, belos cabelos, tudo belo, mas nada entre as orelhas?
Talvez isso seja injusto com Marilyn Monroe, mas vocês sabem o que quero dizer. Vocês realmente acreditam que o Senhor quer se casar com uma noiva assim? Claro que não.
Ele quer uma noiva que tenha aprendido a vencer em pequenas situações pessoais, em situações familiares, nos relacionamentos, nos negócios, na vida da igreja e na vida nacional.
Ele quer pessoas que tenham aprendido a vencer por meio de Seu poder e de Sua graça que nelas habitam. Essa questão é tão simples.
Alguns anos atrás, fui convidado a pregar em Melbourne Hall, na região central da Grã-Bretanha. O pastor estava ali havia trinta e quatro anos e perguntou se eu poderia falar sobre Romanos 9–11.
Fui com muito temor. Mas o irmão que me levou era o homem que aquele pastor havia conduzido ao Senhor e ajudado pessoalmente no discipulado em seus primeiros anos.
Subi ao púlpito, lembrando que o Dr. F. B. Meyer havia fundado aquela comunidade. Preguei sobre Romanos 9–11 e, durante a mensagem, mencionei de passagem que fui salvo pela graça de Deus por meio da história de vida de C. T. Studd.
Disse que ele incomodava todo mundo escrevendo paródias de hinos cristãos:
“Para trás, soldados cristãos,
Marchando como quem foge da guerra,
Com o algodão-doce seguindo à frente.”
Isso incomodava os cristãos, especialmente os rígidos, os que serviam de má vontade, os sem compromisso. Achavam que ele era um viciado em drogas, uma espécie de alcoólatra ou algo assim.
Então ele escreveu outra pequena paródia:
“Alguns querem viver ao alcance do som
Dos sinos da capela;
Eu prefiro manter um posto de resgate
A um passo do inferno.”
Quando li o livro sobre a vida de C. T. Studd, era o primeiro livro cristão que eu havia segurado nas mãos. Em parte, li porque o professor da escola dominical o havia distribuído a todos os outros meninos e não tinha me dado um. Então precisei pedir a ele, e quase senti que tinha obrigação de lê-lo.
A capa o descrevia como um líder missionário e famoso jogador de críquete, e isso chamou minha atenção. Pensei: “Como um cristão pode ser atleta? Isso é impossível.” Eu achava que todos os cristãos eram hipócritas ou doentes.
Então li o livro em uma semana. Ao terminar, lembro que fiquei em pé; depois pensei que talvez eles se ajoelhassem, então me ajoelhei. Mas me senti desconfortável ajoelhado e me levantei. Ergui as mãos e disse: “Ó Deus, por favor, faz em mim o que fizeste em C. T. Studd e faz de mim o que fizeste dele.”
Acho que eu não percebia o que estava pedindo. Tinha muito pouca ideia do compromisso total que C. T. havia assumido.
Quando ele precisou de um atestado médico dizendo que estava apto a partir como missionário, o médico não quis lhe dar o documento. Disse: “Você é um museu de doenças. Não vai aguentar, nem na China nem em qualquer outro lugar.”
Ele foi para a China com os Sete de Cambridge. Depois foi para a Índia. Então foi para o Congo e passou o restante de seus anos na África Central. Quando morreu, trinta mil ex-canibais compareceram ao seu funeral.
Ele nunca voltou à Inglaterra em licença. Não era um soldado de chocolate.
Contei-lhes essa pequena história. Depois do culto, fui à sala pastoral com aquele querido homem que estava ali havia trinta e quatro anos. Quando me sentei, ele me disse: “Lance, você sabia que esta noite esteve no púlpito onde C. T. pregou a última mensagem que deu na Grã-Bretanha?”
Ele nunca voltou. Foi para a China, para a Índia e para o Congo.
Eu disse: “Não.” Ele disse: “Você sabia que o Dr. F. B. Meyer ficou tão impressionado com C. T. que, quando o levou à sala pastoral, lhe perguntou: ‘Diga-me, qual é o segredo da sua vida e do seu ministério?’”
C. T. pensou por um momento e então disse: “Entreguei minha vontade, em sua totalidade, ao Senhor Jesus.”
Não há alternativa à entrega total da vontade. Todas as suas discussões com Deus são por causa da sua vontade. Todas as suas discussões uns com os outros são por causa da sua vontade.
Nossas brigas e confusões na igreja quase sempre têm a ver com o “eu” de alguém e o “eu” de outra pessoa. Quando você diz: “Eu penso, eu sei, eu sinto, eu quero”, e outra pessoa diz: “Eu sinto, eu penso, eu sei, eu quero”, você tem uma briga.
Em geral, o Senhor Se retira. Ele deixa vocês com a briga: “Resolvam isso entre vocês.” Se não estiverem dispostos a entregar totalmente sua vontade, é isso que terão.
É impressionante para mim que, quando seguimos nossa própria vontade, não somos felizes. Conseguimos o que queremos. Fazemos acontecer aquilo que queremos pela força da nossa vontade. Mas não somos felizes.
Samuel entregou sua vontade ao Senhor.
Acho extraordinário que o Senhor tenha Se colocado naquele tabernáculo e o chamado pelo nome. Ele havia recebido o nome do Senhor, e foi o Senhor Quem disse: “Shemu’el, Shemu’el.”
Samuel correu até Eli e disse: “O senhor está me chamando. Estou aqui.” Eli disse: “Não chamei você. Vá se deitar.” Ele foi três vezes.
Eli, que não era muito bom em perceber o que estava acontecendo, finalmente disse, depois de três vezes: “É o Senhor. Quando Ele disser seu nome novamente, vá e diga a Ele: ‘Eis-me aqui. O Teu escravo ouve.’”
Ele usou a palavra hebraica que não designa um servo contratado, mas um escravo: “O Teu escravo ouve.”
Há tanto na Palavra de Deus sobre essa questão de ouvir. Não quero me alongar demais nisso, mas a entrega total da nossa vontade é a chave para vencer.
Aqueles que serão esses elos com o Senhor na etapa final da história mundial precisam não apenas estar total e incondicionalmente comprometidos com o Senhor; precisamos ter entregado nossa vontade a Ele.
Então é a vontade Dele, não a minha. É o cumprimento daquelas palavras maravilhosas na carta aos Romanos:
“Desenvolvei a vossa salvação com temor e tremor;
Porque Deus é Quem opera em vós tanto o querer como o realizar, segundo a Sua boa vontade.”
Não há conflito ali entre a sua vontade e a vontade Dele. Ele realizará Seu plano para você. Ele operará tanto o querer como o realizar. Não é extraordinário? Pelo menos eu acho que sim.
Por último, há esta questão da obediência total. Essa questão de ouvir ao Senhor é tão importante.
Muitos cristãos, especialmente os homens, têm dificuldade em ouvir ao Senhor. Não sei por quê, mas têm. Normalmente, as mulheres não parecem ter essa dificuldade, mas os homens muitas vezes têm.
Alguém me disse alguns anos atrás: “Nunca ouvi o Senhor. Não espero que Ele fale comigo.” Eu disse: “Bem, se você não espera que Ele fale com você, não vai ouvi-Lo.”
Quando o Senhor Jesus disse:
“As Minhas ovelhas ouvem a Minha voz”,
Ele estava falando sério. Devemos esperar que o Senhor fale conosco.
Agora, sei que há pessoas que ouvem coisas estranhas, e não necessariamente o Senhor. Mas estou falando de ouvir verdadeiramente ao Senhor. Você acha que o Senhor pode protegê-lo de outras vozes? É claro que pode.
Essa questão de ouvir é importante. Vocês perceberam que, quando o Senhor deu os Dez Mandamentos — ou, como nós os chamamos, as Dez Palavras —, Ele os seguiu com a história do ano do jubileu?
Ele disse que, se você tiver um escravo em sua casa e ele disser: “Amo meu senhor. Não quero ser livre”, então o senhor deverá levá-lo ao umbral da porta.
Isso está em Êxodo 21:5-6. O senhor deverá levá-lo ao umbral da porta e, com uma sovela, furar sua orelha. O que a Palavra de Deus não nos diz, mas o Talmude nos diz, é que uma argola era colocada ali, para que todos pudessem ver que aquela pessoa era escrava de seu senhor para sempre.
Por que vocês acham que o Senhor falou da orelha? O trabalho de um escravo, ou servo, não tem tudo a ver com as mãos? Não teria sido melhor colocar um anel em seu dedo, para que todos pudessem vê-lo?
Ou, melhor ainda, não deveria ele ter uma corrente em torno do tornozelo? Afinal, são os pés. Você não pode fazer a vontade de Deus nem a obra de Deus sem os pés. Eles levam você a realizá-la.
Você pode discutir para sempre sobre o que é mais importante, as mãos ou os pés. Se os seus pés estiverem incapacitados, o que suas mãos poderão fazer?
Mas o próprio Senhor deu a ordem: “Não quero nenhuma corrente, mesmo que seja de ouro, no tornozelo do Meu escravo. Não quero um anel em seu dedo. Quero sua orelha.”
Se ele não consegue ouvir o que Eu estou dizendo, seu serviço não tem utilidade.
Como podemos ser um elo em um ponto decisivo da história se temos ouvidos que não ouvem a voz do Mestre?
Além disso, temos a extraordinária história do Antigo Testamento sobre a purificação de um leproso. Ele deve ir ao templo ou ao tabernáculo e procurar o sacerdote. O sacerdote toma o sangue e o coloca na orelha dele. Depois toma o óleo e o coloca na orelha dele. Ele é purificado de sua lepra.
Por que a orelha? Por que não o dedão do pé? Por que não um dos dedos da mão?
É quase como se o Senhor estivesse dizendo: “Sim, preciso de pés redimidos e de mãos redimidas. Mas, se não tiver ouvidos redimidos, tudo será inútil.”
Não pode haver serviço sem um ouvido que ouça.
Vocês sabem tão bem quanto eu — temos sido bem ensinados — que, quando o Senhor falou às sete igrejas, cada mensagem terminou com o mesmo refrão:
“Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas.”
Esse nosso ouvido é o que há de mais importante para vencer. Trata-se de ouvir ao Senhor e obedecer ao Senhor.
Samuel realmente foi um grande servo do Senhor. Em certa passagem, ao repreender Saul, ele disse:
“A obediência é muito mais importante do que o sacrifício.”
Lembrem-se disso. Se você não ouve ao Senhor, talvez ache que não precisa obedecer a Ele.
Mas a obediência total é o único caminho pelo qual você e eu atravessaremos os dias que estão à frente. E atravessaremos, se O ouvirmos. Se O ouvirmos e confiarmos Nele, atravessaremos e veremos o propósito de Deus finalmente cumprido.
Samuel se ergue como um grande monólito para nos advertir de que, se não tivermos um compromisso total e incondicional com o Senhor, fracassaremos. Se não tivermos uma entrega total da nossa vontade à vontade Dele, fracassaremos. Se não tivermos ouvidos para ouvir e obedecer ao que O ouvimos dizer, fracassaremos.
Que o Senhor alcance nosso coração nesta noite e nos toque, porque estamos agora em um desses grandes pontos decisivos da história.
Precisamos do Senhor mais do que jamais precisamos antes.