Lucas 21:28
Ora, quando estas coisas começarem a acontecer,
olhai para cima e levantai as vossas cabeças;
porque a vossa redenção está próxima.
Mateus 24:14
E este evangelho do reino será pregado em toda a terra habitada,
em testemunho a todas as nações;
e então virá o fim.
Salmos 103:7
Fez conhecidos os Seus caminhos a Moisés,
e os Seus feitos aos filhos de Israel.
Querido Senhor, como Te louvamos e agradecemos porque, neste tempo perigoso, Tu nos reuniste diante de Ti para nos preparar para a Tua volta iminente.
Ó querido Senhor, nós realmente oramos para que haja uma verdadeira preparação em cada um de nós, para que não apenas nos preparemos para encontrar o nosso querido Senhor, mas também sejamos usados por Ti para preparar o caminho para a Tua volta. Que privilégio, que honra recebermos o Teu chamado.
Ó Senhor, olhamos para Ti, pois somente a Tua graça pode nos capacitar a responder ao Teu chamado e a ser verdadeiramente o elo que Tu procuras nestes últimos dias.
Entregamos este tempo em Tuas mãos e pedimos que Tu o abençoes. Livra-nos de uma aceitação meramente intelectual e capacita-nos, pelo Teu Espírito, a entrar na realidade do Teu chamado. E a Ti damos toda a glória. Em Teu precioso nome. Amém.
Queridos irmãos e irmãs, creio que cada um de nós aqui está aguardando a vinda do Senhor.
Por todos os sinais que podemos ver ao nosso redor, sabemos que o fim está próximo — talvez mais próximo do que pensamos. Até mesmo o mundo percebe que o dia da destruição está chegando. Para o mundo, é verdade que será um dia de destruição. Mas, para nós que pertencemos ao Senhor, este é o tempo de olharmos para cima e levantarmos a cabeça, pois a nossa redenção está próxima.
Meus irmãos e irmãs, quando Deus realiza uma obra, especialmente em tempos de mudança e de transição entre eras, descobrimos que Ele tem um princípio.
Quando pensamos na primeira vinda do Senhor, de modo geral, toda a nação de Israel estava esperando o Messias. Em seu templo, todos os dias, uma oração especial era oferecida a Deus: “Messias, vem”. Toda a nação parecia estar esperando o Messias.
Mas, estranhamente, quando o Messias realmente veio, a nação e o povo ficaram perturbados e inquietos. Por quê? Porque esperavam o Messias por razões pessoais, particulares. Pensavam que, quando o Messias viesse, Ele os libertaria do domínio romano e faria deles a primeira entre as nações. Era isso que procuravam no Messias, sem saber que Deus tinha um propósito mais elevado.
Como nação, chegaram até a rejeitar o Messias. Mas, graças a Deus, como lemos em Salmos 103:7, Deus fez conhecidos os Seus caminhos a Moisés e os Seus feitos aos filhos de Israel.
Quanto aos filhos de Israel, eles tinham de esperar até que Deus agisse. Quando viam o que Deus havia feito, começavam a compreender e a agradecer ao Senhor. Mas Moisés era diferente, porque a Bíblia diz que Deus fez conhecidos os Seus caminhos a Moisés.
Em outras palavras, quando Deus está trabalhando, Ele tem o Seu modo de agir. Ele tem o Seu princípio. E, se você conhece o caminho de Deus, pode antever o que Deus fará. Não só isso: você poderá até ser usado por Deus para que essa ação se realize.
Então, irmãos e irmãs, estamos aqui nesta semana olhando para o Senhor, para que, pela Sua graça, possamos conhecer os Seus caminhos. Não se trata apenas de uma compreensão intelectual, algo de que possamos nos vangloriar. Isso é muito, muito prático, porque, em Seus caminhos, vocês descobrirão que Ele nos chama a cooperar com Ele.
Assim como uma locomotiva tem um motor potente, mas precisa de trilhos, o que Deus procura em Seu povo é que prepare os trilhos para que essa locomotiva possa passar. É uma grande honra, um grande privilégio. Mas, graças a Deus, é algo que Deus está procurando.
Quando olhamos para a história, vemos que Deus estava prestes a mudar a era da lei para a era da graça. Foi uma mudança extraordinária.
Quando o povo de Israel estava debaixo da lei, prometeu cumpri-la, mas não conseguiu. Como todos sabemos, durante quatrocentos anos Deus permaneceu em silêncio. Depois de Malaquias, Deus não falou ao Seu povo.
Embora o templo tivesse sido restaurado, o serviço do templo continuasse e orações fossem feitas todos os dias, exteriormente a nação parecia estar pronta para Deus. Mas Deus olhava para o coração. Ele sabia exatamente qual era a situação. Essa é a razão pela qual Deus permaneceu em silêncio durante quatrocentos anos.
Irmãos e irmãs, ao lermos a Bíblia, agradecemos a Deus porque Ele é um Deus que fala. Se Deus permanecesse em silêncio, ninguém O conheceria, porque Ele está muito, muito além de nós. Hoje O conhecemos, até certo ponto, por causa daquilo que Ele falou. O falar de Deus é revelação para nós.
Mas Deus não podia falar ao Seu povo por causa da condição do coração deles diante Dele. Mas, graças a Deus, Ele é cheio de graça. Apesar da situação da nação de Israel, depois de quatrocentos anos de silêncio, Deus começou a falar — não apenas a falar, mas a trazer o Messias.
Sem que o mundo soubesse, Deus havia levantado algumas pessoas cujo coração estava totalmente comprometido com Ele. Foi por meio dessas poucas pessoas que Ele pôde agir de acordo com o Seu coração.
Ao ler o Evangelho segundo Lucas, você encontra um casal: Zacarias e Isabel. Eles eram justos. Zacarias era sacerdote, e ambos serviam a Deus fielmente. Mas, infelizmente, não tinham um filho.
Nos tempos do Antigo Testamento, alguém abençoado por Deus estaria cercado de filhos e filhas. Somente aqueles que eram amaldiçoados por Deus seriam privados de filhos. Apesar da piedade desse casal e de sua oração constante, pedindo a Deus que lhes tirasse aquela vergonha, suas orações não eram respondidas.
Não porque Deus não quisesse ouvi-los, mas porque Deus iria usá-los para fazer algo muito além de suas necessidades pessoais — algo em favor da necessidade da nação.
Pessoalmente, creio que, depois de esse casal idoso ter orado ano após ano por um filho, quando parecia que Deus não estava ouvindo, eles não abandonaram aquela oração. Acho que a direção de sua oração foi corrigida.
Em vez de orarem por um filho para seu próprio benefício, começaram a orar por um filho que fosse útil para preparar o caminho do Messias.
Quando Zacarias estava no templo, foi feito o sorteio, e ele recebeu o privilégio de queimar incenso no lugar santo. Esse era um grande privilégio entre os sacerdotes. Às vezes, um sacerdote podia servir ao Senhor durante anos e nunca ter esse privilégio. Se alguém o recebesse uma vez, aquela seria sua única oportunidade.
Graças a Deus, enquanto ele servia no turno de sua ordem sacerdotal, foi feito o sorteio, e ele recebeu o privilégio de queimar incenso no lugar santo. Enquanto estava sozinho no lugar santo, o povo permanecia do lado de fora, esperando e orando com ele.
Queimar incenso, naturalmente, tipifica a oração. Qual era a oração? Era a oração da nação: “Ó, que o Messias venha”. Creio que Zacarias estava fazendo essa oração, em vez de fazer sua oração particular.
Mas, estranhamente, quando o anjo apareceu e disse: “Zacarias, sua oração foi atendida”, ele não estava orando por um filho para si; estava orando pela vinda do Messias. Ainda assim, o Senhor disse: “Sua oração foi atendida”. Por quê? Porque sua oração estava em sintonia com o coração de Deus.
Eles desejavam um herdeiro, mas não para sua própria satisfação. Desejavam um herdeiro que fosse usado pelo Senhor para preparar o caminho do Senhor. Ali estava um casal idoso, por assim dizer, desconhecido das pessoas, mas que, em segredo, orava pelos interesses de Deus. Deus os usou como um elo para a mudança de era.
Ao mesmo tempo, encontramos Maria e José. Embora fossem descendentes de Davi, eram, por assim dizer, desconhecidos na aldeia de Nazaré, um lugar oculto. Estavam prometidos em casamento, mas ainda não eram casados.
O anjo apareceu a Maria e disse: “Você é abençoada pelo Senhor. O Senhor escolheu você para dar à luz o Seu próprio Filho”. Naturalmente, Maria ficou surpresa. Ela disse: “Como posso dar à luz, se não conheço homem?” O anjo disse: “O Espírito de Deus virá sobre você”. Portanto, Aquele que nasceu era de Deus, o Filho de Deus.
Isso representava um verdadeiro desafio para Maria. Maria era uma pessoa devota. Ela amava a Deus. Mas agora lhe era pedido que fizesse algo muito além do que qualquer ser humano poderia fazer, porque aquilo significava sua destruição.
Qualquer mulher que desse à luz sem estar casada com um homem era considerada culpada de adultério, e a lei exigia que ela fosse apedrejada. Até mesmo a primeira pedra teria de ser lançada por aquele que ela amava. Era uma exigência tão incomum.
No entanto, Maria conhecia a Deus. Ela foi submissa até o fim. Estava disposta a sacrificar sua vida pelo propósito de Deus. Graças a Deus, Ele usou aquela mulher para trazer o Messias.
Não nos esquecemos de José. Ele era um homem justo e, sendo justo, tinha de seguir a lei. Ele não queria envergonhar Maria publicamente. Pensava em deixá-la em segredo.
Foi nesse momento que ele foi informado de que aquilo vinha do Senhor. Ele conhecia tão bem o Senhor e amava tanto a Deus que estava disposto a sacrificar a si mesmo para, por assim dizer, proteger Maria. Por meio desses dois, o Messias veio.
Também pensamos em Simeão e Ana. Embora o relato seja muito breve, pelas narrativas de Lucas vemos que tanto Simeão quanto Ana amavam a Deus. Eles entregaram toda a sua vida a Deus.
Simeão recebeu uma revelação do alto de que, antes de morrer, veria o Messias. Em outras palavras, ele vivia para o Messias, não apenas orava pela vinda do Messias. Toda a sua vida era para o Messias. Graças a Deus, ele viu o Messias e, quando O viu, disse: “Senhor, Tu podes levar a minha vida”. Era isso. Ele estava satisfeito.
Assim também foi com Ana. Ela se dedicava à oração e também recebeu a revelação quando o Messias veio. Irmãos e irmãs, encontramos diferentes pessoas aqui e ali, ocultas e desconhecidas do mundo, mas conhecidas de Deus. Elas foram usadas para preparar o caminho para a mudança.
Naturalmente, não devemos nos esquecer dos pastores, porque esses pastores eram especiais. Não eram pastores comuns; eram pastores do templo. Cuidavam dos cordeiros que seriam sacrificados ao Senhor.
Em outras palavras, viviam para Deus, não para seus próprios interesses. Foi a eles que o anjo apareceu para anunciar as boas-novas da vinda do Messias.
Ao olharmos para essas poucas pessoas — desconhecidas do mundo, mas conhecidas de Deus —, vemos que ofereceram sua vida para ser o elo que possibilitou a vinda do Messias. Foi assim que a era da lei se transformou na era da graça. Naturalmente, não podemos nos esquecer de João Batista, mas nosso irmão tratará especificamente desse assunto.
Se é assim, sempre que Deus vai fazer algo na terra, Ele primeiro toca algumas pessoas na terra para que concordem com Ele e preparem, por assim dizer, o caminho para Ele. É por meio dessas pessoas que a mudança acontece.
Se foi assim quando a era da lei se transformou na era da graça, então, irmãos e irmãs, da mesma forma podemos esperar que Deus siga esse mesmo caminho ao passar desta era da graça para a era do reino.
Graças a Deus pela era da graça, que começou com a primeira vinda do nosso Senhor Jesus. Mas, graças a Deus, mesmo enquanto estava na terra, Ele prometeu que voltaria.
Em Sua primeira vinda, Ele estava, por assim dizer, lançando o fundamento. Agora, irmãos e irmãs, muitas vezes pensamos que nosso Senhor Jesus veio buscar e salvar o perdido. Isso é verdade. Ele fez isso. Mas esse não era todo o Seu propósito.
Buscar e salvar o perdido, do nosso ponto de vista, parece ser o melhor. Isso parece corresponder ao nosso próprio desejo, à nossa vontade. Que privilégio sermos encontrados e trazidos de volta ao Pai celestial. Agradecemos a Deus por isso.
Mas, queridos irmãos e irmãs, a salvação não é segundo a necessidade humana. A salvação é segundo o propósito de Deus. Deus tinha um propósito.
Ele não revelou esse propósito até o momento final. Quando foi rejeitado pela nação de Israel, retirou-Se para a região de Cesareia de Filipe, uma cidade gentílica. Isso mostrava que Ele havia sido rejeitado por Seu próprio país.
Foi nesse momento, quase no final, que Ele revelou aos Seus discípulos por que havia vindo ao mundo. Perguntou aos Seus discípulos: “Quem dizem os homens que Eu sou?” Não que Ele estivesse interessado em saber o que o mundo pensava a Seu respeito. Não. Ele apenas procurava levar Seus discípulos a expressar o que havia em seu coração.
Seus discípulos não Lhe contariam todas as coisas más e perversas que as pessoas diziam sobre o nosso Senhor. Relatariam apenas as coisas boas. Mas Ele não estava satisfeito. Então lhes perguntou: “Mas vós, quem dizeis que Eu sou?”
Graças a Deus, Simão Pedro, movido pelo Espírito Santo, confessou:
Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo.
Nosso Senhor Jesus disse, em essência: “Simão Barjonas, isso não lhe foi mostrado por homem algum”. Os homens só conseguem enxergar até o ponto de dizer que Ele é um dos grandes profetas. Mas somente a revelação de Deus pode mostrar que Ele é o Cristo, o Enviado de Deus para uma missão especial, e que Ele é o Filho de Deus.
Graças a Deus, Ele revelou isso a Pedro, e Pedro pôde confessar. Com base nessa confissão, nosso Senhor Jesus disse:
Tu és Pedro, e sobre esta rocha edificarei a Minha igreja;
e as portas do Hades não prevalecerão contra ela.
Irmãos e irmãs, depois que o Pai revelou o Filho, o Filho revelou o coração do Pai. Ele foi enviado para a Sua igreja. Veio para edificar a Sua igreja sobre a Rocha.
Embora algumas pessoas entendam isso de maneira equivocada e pensem que Pedro era a rocha, Pedro era apenas uma pequena pedra, um fragmento da Rocha. A Rocha é o próprio Senhor Jesus. Ele é a Rocha que serve de fundamento.
Sobre essa Rocha — isto é, sobre Si mesmo — Ele edificará a Sua igreja. A igreja procede do próprio Senhor. A igreja deve sustentar o testemunho de Jesus. A igreja deve completar, por assim dizer, aquilo que Cristo fez, proclamando a vitória de Cristo.
Mas aqui também nos é anunciado o tremendo conflito que virá. Todas as portas do Hades serão abertas, tentando impedir que a igreja seja edificada. Mas as portas do Hades não prevalecerão contra ela. Ela será edificada.
Agora, a pergunta é: por que, depois de tanto tempo, o Senhor ainda demora? Qual é a razão disso?
Quanto ao nosso Senhor Jesus, não pode haver dúvida alguma. Mesmo quando estava na terra, antes de morrer, Ele já havia dito aos Seus discípulos que voltaria para recebê-los para Si mesmo. Ele foi preparar um lugar para eles, moradas para eles, e então voltaria para receber o Seu povo.
Ao ler o livro de Apocalipse, que anuncia a vinda do Senhor, bem no final da Bíblia, Apocalipse 22:20 diz:
Certamente, cedo venho.
Isso expressa o coração do nosso Senhor Jesus. Ele ansiava por voltar. É por isso que, já no primeiro século, aqueles que realmente amavam o Senhor aguardavam a Sua vinda. Estavam errados? Não. Estavam certos, porque o Senhor poderia ter vindo até mesmo no final do primeiro século. Ele ansiava por voltar para receber a Sua noiva.
O problema não está no nosso Senhor Jesus. Então, onde está o problema? Tem de estar em nós.
Vocês se lembram de Mateus 24:14? O Senhor disse que o evangelho do reino dos céus seria proclamado por todo o mundo, como testemunho às nações, e então viria o fim.
A quem nosso Senhor Jesus confiou essa pregação do reino dos céus ao mundo? Não se trata apenas de pregar. A pregação aqui significa mais do que isso. Significa viver a realidade do reino dos céus na terra diante das nações. E esse testemunho trará o Rei de volta.
Não podemos deixar de perceber que, embora vejamos as coisas mudarem tão rapidamente ao nosso redor e pareça que, a qualquer momento, algo drástico possa acontecer, o Senhor parece ser paciente. Ele espera e espera. Por que é assim? De quem é a responsabilidade? O que o nosso Senhor realmente está procurando?
Assim como foi no Antigo Testamento, também será no Novo Testamento. Como os filhos de Israel não conseguiram guardar a lei, por fim a nação foi destruída, e o povo foi levado para o exílio na Babilônia.
Mas Deus, em Sua misericórdia, levantou um remanescente dentre todos os que estavam na Babilônia. Um remanescente ouviu o chamado de Deus. Eles estavam dispostos a deixar seus negócios bem estabelecidos e a enfrentar os perigos do caminho até Jerusalém, que estava em ruínas.
Eles não voltaram por si mesmos. Voltaram para reconstruir o templo, para que o nome do Senhor ainda permanecesse na terra.
Ao ler a Bíblia, você percebe que, durante o cativeiro babilônico, Deus nunca foi chamado de Deus dos céus e da terra. Ele era chamado apenas de Deus dos céus. Por quê? Porque, na terra, Ele não tinha testemunho.
Então essas pessoas, um remanescente, voltaram. Reconstruíram o templo e restauraram todos os serviços do templo, para que Deus fosse o Deus não apenas dos céus, mas também da terra. Esse é o princípio do remanescente no Antigo Testamento.
Mas, quando lemos o Novo Testamento, encontramos o princípio dos vencedores. Ao ler o livro de Apocalipse, o último livro da Bíblia, vemos que, perto do final do primeiro século, o apóstolo João, o último dos apóstolos ainda vivo, foi exilado na ilha de Patmos.
Antes disso, ele estava servindo na Ásia Menor, entre as igrejas daquela região. Mas, por causa do testemunho de Jesus, foi exilado na ilha de Patmos. Ali, no dia do Senhor, estava no Espírito e teve uma visão celestial.
Irmãos e irmãs, sabemos que, entre os apóstolos, João era o mais próximo do nosso Senhor Jesus. Era ele quem se reclinava sobre o peito de Cristo. Conhecia Cristo tão intimamente na terra, mas desconhecia o ministério do nosso Senhor Jesus no céu.
Muitas vezes pensamos que o ministério do nosso Senhor Jesus na terra é tudo o que Ele fez. Depois de dizer: “Está consumado”, Ele subiu às alturas e assentou-Se à direita do Pai. Ninguém se senta antes de terminar o trabalho.
Mas Ele estava tão ocupado no céu quanto estivera na terra — não porque a obra da redenção ainda estivesse incompleta. Ela está consumada. É porque, no céu, Ele está ministrando ao Seu povo e à Sua igreja, para que a Sua igreja amadureça e esteja preparada para ser a noiva.
Ali vocês O encontram, Alguém semelhante a um Filho de Homem, no meio das sete igrejas da Ásia. A cada igreja Ele escreveu uma carta. Cada carta começava com uma revelação de Si mesmo àquela igreja em particular. Em outras palavras, esse era o testemunho confiado à igreja.
Tudo na igreja deveria ser julgado segundo o testemunho de Jesus que lhes havia sido concedido. Tinham sido fiéis? De que maneira haviam falhado? Se haviam falhado, Ele os chamava ao arrependimento.
Ao final de cada carta às igrejas, encontramos o chamado:
Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas.
E:
Aquele que vencer será recompensado com algo no reino.
Então, irmãos e irmãs, encontramos o mesmo princípio, mas com um nome diferente. Em vez do princípio do remanescente, encontramos o princípio dos vencedores.
Quando a igreja como um todo falha, Deus não desiste. Ele ainda procura restaurar o Seu testemunho, mas por meio de poucos — por meio dos vencedores. Tudo o que os vencedores realizam é considerado em favor de toda a igreja. Esse é o princípio dos vencedores.
Os vencedores não são pessoas que estão fora da igreja. Os vencedores estão na igreja. Mas são aqueles que mantêm o testemunho de Jesus confiado à igreja. O que fazem resulta no amadurecimento de toda a igreja. Esse é o princípio dos vencedores.
Se você ler o livro de Apocalipse, encontrará, ao longo de todo o livro, como Deus, em diferentes eras e diferentes séculos, teve os Seus vencedores. Em Apocalipse 2 e 3, encontramos os vencedores no final do primeiro século.
Então, ao passar para Apocalipse 7, de Apocalipse 7:9-17, encontramos:
Depois destas coisas, vi, e eis uma grande multidão, que ninguém podia contar,
de toda nação e de todas as tribos, povos e línguas,
em pé diante do trono e diante do Cordeiro,
vestidos de vestes brancas, com palmas nas mãos;
e clamam com grande voz, dizendo:
A salvação pertence ao nosso Deus, Que está assentado no trono, e ao Cordeiro.
Em Apocalipse 7, encontramos duas partes. A primeira parte, Apocalipse 7:1-8, diz respeito à nação de Israel. Antes que venha a angústia de Jacó, Deus selará aqueles das doze tribos que são fiéis a Ele, guardando-os durante a angústia de Jacó.
Então, de Apocalipse 7:9 até o final do capítulo, a passagem se refere à igreja. Aqui temos um retrato dos vencedores ao longo dos séculos: uma multidão que não pode ser contada, de todas as nações, tribos, povos e línguas. Eles estão em pé diante do trono e diante do Cordeiro, vestidos de vestes brancas e com ramos de palmeira nas mãos. Eles dão glória a Deus.
Irmãos e irmãs, apesar do fracasso da igreja, Deus sempre é bem-sucedido. Em cada século, Ele tem os Seus vencedores sustentando o testemunho de Jesus. Esses incontáveis vencedores estão ali, em pé diante do Cordeiro.
Então, dali, chegamos a Apocalipse 12. Menciono isso apenas porque, se Deus quiser, vamos tratar desse assunto amanhã. O filho varão ali representa os vencedores no limiar da mudança de era.
Depois, em Apocalipse 14, encontramos uma visão dos vencedores como um todo. Eles são as primícias, em contraste com a colheita e também com a vindima. Em Apocalipse 15, encontramos os vencedores durante a grande tribulação. Em Apocalipse 19, encontramos a noiva do Cordeiro.
É muito curioso: ao ler o livro de Apocalipse, encontramos, por assim dizer, dois casamentos do Cordeiro. Um está em Apocalipse 19, e o outro em Apocalipse 21 e 22.
Qual é a diferença? Em Apocalipse 19, é antes da era do reino dos céus na terra, ou no início dela. Em Apocalipse 21 e 22, é a eternidade.
Pessoalmente, creio que a esposa ali será representada pelos vencedores da igreja ao longo das eras. Mas, quando chegamos a Apocalipse 21 e 22, encontramos a consumação de toda a obra de Deus no tempo do Antigo Testamento e no tempo do Novo Testamento.
Em resumo, a obra de Deus é sempre completa. Nada faltará. Por isso, vemos que toda a obra de Deus ao longo do tempo será reunida em Jerusalém. É isso que encontramos na Bíblia.
Portanto, esta manhã é apenas, por assim dizer, uma introdução. Espero que estejamos realmente abertos ao Senhor e clamemos a Ele para que sejamos aqueles que não apenas oram por rotina, mas que realmente aguardam a vinda do nosso querido Senhor.
Vamos orar?
Querido Senhor, como Te louvamos e agradecemos porque estamos vivendo no limiar da grande mudança que está por vir. Embora seja, por assim dizer, o tempo mais difícil, é também a hora de maior privilégio.
Ó Senhor, não queremos viver apenas para nós mesmos. Queremos viver para Ti, Senhor. Queremos ser úteis em Tua mão, para que sejamos aqueles que trarão o Rei.
Nosso clamor hoje é: “Vem, Senhor Jesus. Vem depressa”. Em Teu nome. Amém.