Por favor, abram em Mateus 13. Vamos ler do versículo 1 ao versículo 17.
Agora, para economizar tempo, vou pedir ao meu irmão que faça a leitura inteira.
Ontem de manhã, começamos a falar sobre essa questão do evangelho do reino dos céus, porque foi a mensagem do reino dos céus que inaugurou esta era da graça.
Sabemos que todos estamos vivendo na era da graça. Mas o que nos trouxe esta era da graça? Foi a mensagem do reino dos céus.
Muitas vezes pensamos que o reino dos céus é mais rigoroso do que a lei; no entanto, foi essa mensagem que inaugurou a era da graça. A rigor, a mensagem do reino dos céus é graça sobre graça, porque vemos que é inteiramente a graça de Deus que nos introduz nesse reino.
Ontem de manhã, já começamos a tratar dessa mensagem. Vemos que, em Mateus 5–7, o chamado Sermão do Monte realmente nos mostra o que é o reino dos céus.
Em termos simples, o reino dos céus não é outro senão o próprio Rei, porque é o Seu caráter que caracteriza todo o reino.
É a vontade de Deus que nós, que cremos no Senhor Jesus e somos todos Seus discípulos, entendamos isso — porque, muitas vezes, fazemos uma distinção entre crentes e discípulos.
É como se você pudesse ser crente, mas não precisasse necessariamente ser discípulo. Mas, segundo a vontade de Deus, não é assim. Se você é crente, então, automaticamente, é discípulo.
O problema de muitas pessoas que são salvas, mas não crescem de maneira firme, é que querem ser crentes, mas nunca se apresentam ao Senhor para serem discípulos.
Penso na história de Watchman Nee. Quando ele foi salvo, não foi algo simples, porque ele sabia que o evangelho era verdadeiro. Queria crer no Senhor Jesus, mas havia uma questão com a qual lutava.
No seu entendimento, crer no Senhor Jesus e aceitá-Lo como seu Salvador significava que, ao mesmo tempo, precisava entregar-se ao Senhor Jesus. Isso era algo que ele não conseguia fazer.
Como jovem, ele estava cheio de planos. Era muito ambicioso. Mas, ao considerar o Senhor Jesus, percebeu que precisava entregar-se completamente ao Senhor e permitir que o Senhor dirigisse sua vida. Achava isso muito difícil.
Durante dias, lutou com essa questão, até que, certo dia, enquanto orava, viu — como ele próprio nos contou — a negrura dos seus pecados e também a vermelhidão do sangue do Senhor Jesus. O amor de Cristo o constrangeu, e ele se entregou completamente ao Senhor.
Foi assim que ele foi salvo.
Portanto, irmãos e irmãs, espero que todos nos lembremos de que, se você é crente, deve ser discípulo. O amor de Cristo deve nos constranger. Então, não podemos viver para nós mesmos, porque Ele nos comprou por um alto preço. Somos Dele.
Porque somos Dele, precisamos entregar nossa vida a Ele, reconhecendo-O não apenas como nosso Salvador, mas também como nosso Senhor. Esse é o caminho para entrar no reino dos céus.
Queridos irmãos e irmãs, o reino dos céus inaugurou a era da graça. Curiosamente, é essa mesma mensagem do evangelho do reino que trará a segunda vinda de Cristo.
Em Mateus 24:14, o Senhor disse:
E este evangelho do reino será pregado em todo o mundo, em testemunho a todas as nações;
e então virá o fim.
Por que todos estão falando sobre o fim hoje? Não apenas os cristãos, mas até as pessoas do mundo estão falando sobre um dia de destruição. No entanto, o fim ainda não chegou.
Uma das razões é que a mensagem do reino dos céus ainda não foi pregada a todas as nações. Ainda não existe esse testemunho. As pessoas não expressam em sua maneira de viver a vida do reino dos céus, e essa é a razão pela qual o fim ainda não chegou.
Assim, queridos irmãos e irmãs, sentimos uma responsabilidade muito profunda, porque a vinda do Senhor depende da nossa condição. Somos o povo que deve introduzir a era vindoura. Deus deu essa responsabilidade ao Seu povo.
Como podemos estar no reino dos céus? Em Mateus 11, é-nos dito que o reino dos céus é tomado por violência, e os violentos se apoderam dele à força.
Se quisermos viver hoje no reino dos céus, precisamos seguir os passos do nosso Rei — como Ele negou a Si mesmo, e que negação de Si mesmo foi aquela!
Porque Ele era Deus, era igual a Deus; no entanto, dispôs-Se a esvaziar-Se, a tomar sobre Si a forma de escravo, a forma de homem, e a tornar-Se obediente ao Seu Pai até a morte, sim, a morte de cruz.
Irmãos e irmãs, esse é o exemplo que nosso Senhor nos deu. Quem quiser segui-Lo deve negar a si mesmo, tomar a cruz e segui-Lo.
Se todos estivermos fazendo isso pela graça de Deus, então, já hoje, estaremos vivendo na realidade do reino dos céus, sob o governo do nosso Rei.
Quando o reino dos céus se manifestar publicamente na terra, a Bíblia nos diz que reinaremos com Cristo por mil anos. Isso deve nos encorajar.
Nesta manhã, gostaríamos de chegar a Mateus 13. Já dissemos que, se vocês estudarem Mateus, encontrarão três pontos culminantes.
O primeiro ponto culminante é Mateus 5–7, que nos fala da realidade do reino dos céus.
Depois, em Mateus 13, temos os mistérios do reino dos céus. Em Mateus 24–25, temos a manifestação pública do reino dos céus na terra.
Por que, então, em Mateus 13, nosso Senhor Jesus não falou de maneira clara e direta? Ele falou ao povo por parábolas. Naturalmente, havia uma razão para isso.
Se vocês quiserem encontrar a razão, ela está no capítulo anterior. Em Mateus 12:31–32, o Senhor disse:
Portanto, Eu vos digo: todo pecado e blasfêmia serão perdoados aos homens;
mas a blasfêmia contra o Espírito não será perdoada.E qualquer que disser uma palavra contra o Filho do Homem, isso lhe será perdoado;
mas qualquer que falar contra o Espírito Santo, isso não lhe será perdoado,
nem neste mundo, nem no vindouro.
Sabemos que nosso Senhor trabalhou na terra durante algum tempo, especialmente em cidades como Corazim e Cafarnaum. Eles não creram. Endureceram o coração contra o Senhor.
Por causa disso, o Senhor Jesus disse que agradou ao Pai ocultar essas coisas dos sábios e prudentes e revelá-las aos pequeninos.
As pessoas se consideravam sábias e prudentes e rejeitaram o Senhor. Mas, graças a Deus, havia algumas pessoas que eram como crianças — não infantis, mas com a simplicidade de uma criança. Eram abertas e confiavam no Senhor.
Em Mateus 12, havia um homem possuído por um demônio. Ele era cego e mudo, e o Senhor o curou. Isso nunca havia acontecido na história de Israel; portanto, era uma indicação clara de que nosso Senhor Jesus era o Messias.
Os fariseus sabiam, no íntimo, que Ele só podia ser o Messias. Mas, por causa da oposição que faziam ao Senhor, disseram que o Senhor expulsava demônios pelo príncipe dos demônios. Isso era blasfêmia contra o Espírito Santo.
Por causa desse acontecimento, embora nosso Senhor ainda falasse ao povo, Ele teve de falar por parábolas.
Quando se fala por parábolas, aqueles que têm entendimento acham tudo mais claro e mais fácil de compreender. Se você não tem entendimento, ouve apenas uma história. É só isso.
Essa é a razão pela qual o Senhor começou a falar por parábolas. Ao contar essas parábolas, Ele nos disse que elas diziam respeito aos mistérios do reino.
Há sete parábolas ou, como algumas pessoas dizem, oito. No entanto, todas essas parábolas dizem respeito aos mistérios do reino dos céus.
O Senhor já nos havia mostrado a realidade do reino dos céus. Por que, então, agora ele se torna um mistério? Porque, à medida que o evangelho do reino dos céus se espalhava, o cristianismo começou a se espalhar, e começou a surgir um mundo cristão.
Onde quer que esteja a cristandade, ali está o nome do cristianismo. Mas, dentro do cristianismo, gradualmente, formou-se uma mistura. Por causa dessa mistura, ele se tornou um mistério.
Quando você entra em contato com a realidade, tudo é simples. Mas, quando entra em contato com algo que é em parte verdadeiro e em parte falso, isso se torna um mistério.
Todas essas parábolas dizem respeito ao reino dos céus, mas falam de um mistério. As pessoas tentam explicar essas parábolas, e encontramos todo tipo de ensinamento extraído delas.
Por isso, precisamos nos ater à Bíblia. Há algumas parábolas que o Senhor já nos explicou, mas há outras que Ele não explicou. Quando não são explicadas, a maneira de entendê-las é compará-las com toda a Bíblia.
Lembrem-se: esses mistérios do reino dos céus se referem à cristandade — isto é, a todo lugar onde o evangelho se espalhou, onde existe o chamado mundo cristão. É isso que vocês veem no cristianismo hoje.
Como tudo começou? Começou com a primeira parábola. Um semeador saiu a semear no campo.
Enquanto semeava, algumas sementes caíram à beira do caminho, outras caíram em solo raso, com pedras por baixo, outras caíram entre espinhos, e outras caíram em boa terra.
As sementes lançadas no solo duro estavam no caminho por onde as pessoas passavam. As aves vieram e as levaram. As lançadas no solo raso brotaram, mas secaram ao sol. As lançadas entre espinhos cresceram, mas não puderam produzir fruto.
Somente as que caíram em boa terra produziram fruto: a cem, a sessenta e a trinta por um.
Quem é o semeador? Naturalmente, o semeador se refere ao próprio Senhor. Quando Ele estava na terra, semeou a semente no campo.
O que é o campo? O campo é o coração humano. O que é a semente? A semente é o evangelho do reino dos céus.
Quando nosso Senhor Jesus veio a este mundo e anunciou o evangelho, encontramos quatro tipos diferentes de coração, porque o campo aqui se refere ao coração.
O primeiro tipo de coração é como o caminho. As pessoas pisam nele, e assim ele se torna endurecido. A semente não consegue penetrar no solo. Então, as aves vêm e a arrebatam.
Irmãos e irmãs, quando o evangelho do reino dos céus é pregado, essa é a semente, e ela cai sobre os corações humanos. A Palavra de Deus sempre visa ao coração humano. Ela não visa apenas à nossa mente; visa ao coração.
Mas alguns corações foram tão pisoteados que se tornaram duros. Em outras palavras, são tão mundanos e tão ligados ao mundo que seu coração se endurece. Quando a semente chega, não penetra neles. A ave vem e a leva; naturalmente, a ave se refere ao maligno.
O segundo tipo de coração humano é como o solo raso. Há pedras por baixo dele. Quando o evangelho do reino chega, essas pessoas o recebem rapidamente e começam a crescer.
Mas, como não há profundidade de terra e as pedras por baixo não foram removidas, a planta não consegue suportar o sol e murcha. Isso mostra que, quando o evangelho é pregado a essas pessoas, elas são tocadas emocionalmente.
Elas parecem receber o evangelho muito rapidamente, mas, sempre que surgem problemas, dificuldades ou tribulações, imediatamente abandonam tudo. Há pessoas que são pura emoção, mas não têm raiz. Por isso, não chegam à maturidade.
Quando o reino dos céus é pregado a outro tipo de coração, essas pessoas o recebem. Mas, como os cardos e os espinhos não foram removidos, elas são sufocadas e não conseguem produzir fruto.
O Senhor nos disse que isso acontece porque elas amam o dinheiro, amam o mundo e têm as preocupações da vida. Todas essas coisas sufocam a semente.
Quantas vezes, irmãos e irmãs, ouvimos o evangelho do reino dos céus e o recebemos. Ele parece começar a crescer dentro de nós. Mas, então, todos os cuidados da vida, todas as preocupações e todas essas coisas começam a sufocá-lo, e não conseguimos produzir fruto.
Mas, graças a Deus, há um tipo de coração que o Espírito Santo preparou de antemão, como resultado do arrependimento. Essas pessoas recebem a Palavra e, com paciência, produzem fruto — talvez a cem por um, talvez a sessenta, mas, graças a Deus, pelo menos a trinta.
Sabemos que essa é a parábola que o próprio Senhor Jesus explicou.
Então, o Senhor começou a contar a segunda parábola. Ele disse que o reino dos céus é semelhante a um homem que semeou boa semente em seu campo.
Quem é esse homem? Mais uma vez, a palavra “homem” está no singular. É o próprio Senhor. Ele começou a semear boa semente em Seu campo.
O que é a semente agora? Há uma progressão nessas parábolas. Na primeira, a semente é a Palavra, o evangelho do reino dos céus. Mas, na segunda, a semente são pessoas, não a Palavra: os filhos do reino.
Aqueles que recebem o evangelho do reino dos céus se tornam os filhos do reino, e o Senhor os semeia no campo.
Aqui, o campo já não é o coração humano, porque o Senhor disse que o campo é o mundo. É o chamado mundo cristão, e Ele os semeia no mundo.
Irmãos e irmãs, estamos aqui em Nova York. Lembrem-se: vocês não estão aqui por acaso. O Senhor semeou vocês aqui. Ele nos semeou aqui e ali para sermos um testemunho do Seu nome.
Mas, então, o inimigo veio. Enquanto os homens dormiam, os servos do Senhor não estavam vigiando. O Senhor nunca cochila nem dorme, mas os homens se referem aos Seus servos. Referem-se a nós.
Infelizmente, os servos de Deus às vezes adormecem. Não estão vigiando e, por causa disso, o inimigo vem secretamente e semeia sua semente no mesmo campo.
A semente semeada pelo inimigo são os filhos do maligno. Ele também semeia sua semente no mesmo campo. É por isso que vocês veem tamanha mistura no cristianismo.
Há alguns que são filhos do reino, mas há outros que podem ser filhos do maligno. Estão no mesmo lugar e crescem juntos.
No início, não é possível distingui-los. Mas, quando começam a crescer, torna-se evidente que há dois tipos crescendo nesse campo.
Os servos ficaram surpresos. Disseram: “Senhor, Tu semeaste boa semente. De onde vieram todos esses malignos? Devemos ir arrancá-los?”
Mas, se vocês tentarem arrancá-los, arrancarão também os bons. Portanto, deixem-nos crescer juntos até o fim desta era. Então, Ele enviará Seus anjos para separá-los.
Irmãos e irmãs, isso nos mostra em que o cristianismo se tornou. Há os chamados cristãos, mas quanta diferença existe entre eles! Parece que não é possível separá-los.
Essas duas parábolas foram explicadas pelo próprio Senhor, portanto não há dificuldade.
O Senhor começou, então, a contar a terceira parábola. Ele disse:
O reino dos céus é semelhante a um grão de mostarda,
que um homem tomou e semeou em seu campo:
o qual é, de fato, a menor de todas as sementes;
mas, quando cresce, é maior do que as hortaliças e torna-se uma árvore,
de modo que as aves do céu vêm e se abrigam nos seus ramos.
Essa parábola não foi explicada por nosso Senhor Jesus. Por essa razão, encontramos todo tipo de explicação. Mas o segredo da interpretação é que precisamos comparar Escritura com Escritura, porque toda a Bíblia é uma unidade. As Escrituras nunca contradizem umas às outras; elas explicam umas às outras e nos dão a interpretação correta.
O que é um grão de mostarda? Se vocês lerem Lucas 17, verão que nosso Senhor Jesus disse:
Se teu irmão pecar, repreende-o;
e, se ele se arrepender, perdoa-lhe.E, se pecar contra ti sete vezes no dia,
e sete vezes voltar a ti, dizendo: Arrependo-me;
tu lhe perdoarás.
Os discípulos disseram: “Senhor, aumenta a nossa fé”. O Senhor disse:
Se tivésseis fé como um grão de mostarda,
diríeis a esta amoreira: Arranca-te pela raiz e planta-te no mar;
e ela vos obedeceria.
Aqui vemos que o grão de mostarda é um símbolo da fé. Mesmo que nossa fé seja muito pequena, ainda assim pode fazer grandes coisas.
Por causa disso, muitas pessoas explicam essa parábola dizendo que o cristianismo, ou a igreja de hoje, cresceu como um grão de mostarda por causa da fé.
Mas a parábola diz que esse grão de mostarda cresceu e se tornou uma árvore. Ora, esse é o problema.
Vocês se lembram de que, em Gênesis 1, quando Deus criou esta terra e surgiram as plantas e as árvores, está escrito:
Segundo a sua espécie.
Em outras palavras, quando Deus criou todas essas plantas e árvores, elas eram segundo a sua própria espécie.
Se é uma planta, é uma planta. Se é uma árvore, é uma árvore. Tudo é segundo a sua espécie.
Vocês se lembram de Gênesis 6. Os anjos vieram se casar com as mulheres da terra, e geraram gigantes. Por que isso era tão sério? Porque não era segundo a sua espécie. Os anjos são de uma espécie, e os homens são de outra. Quando se misturam anjos com homens, geram-se gigantes.
Isso era algo que Deus odiava. O dilúvio veio sobre a terra por causa disso. Quando Deus criou tudo, foi segundo a sua espécie. Confundir os tipos ou as espécies é anormal aos olhos de Deus, e é pecado contra Deus.
Esse grão de mostarda, essa fé viva, deveria produzir uma planta. Mas agora cresceu e se tornou uma árvore. É um crescimento anormal.
O que acontece, então? As aves vêm e se abrigam nela. Naturalmente, as aves devem ser entendidas de acordo com a primeira parábola. Na primeira parábola, as aves se referem ao maligno. Portanto, o maligno vem e habita nela.
Essa parábola fala do crescimento anormal do cristianismo. Na história da igreja, as pessoas a usam para falar de como o cristianismo cresce e cresce, e de como isso é algo glorioso. Não sabem que isso é contrário à vontade de Deus.
Portanto, essa parábola se refere ao crescimento anormal do cristianismo.
Em seguida, vem outra parábola que acompanha essa. O Senhor disse:
O reino dos céus é semelhante ao fermento,
que uma mulher tomou e escondeu em três medidas de farinha,
até ficar tudo levedado.
O que é o fermento nas Escrituras? Vocês se lembram de que, certo dia, quando nosso Senhor Jesus e Seus discípulos estavam num barco, o Senhor Jesus disse: “Acautelai-vos do fermento dos fariseus e dos saduceus”. Isso está em Mateus 16.
Em Mateus 16:6, Jesus disse:
Olhai e acautelai-vos do fermento dos fariseus e dos saduceus.
Os discípulos discutiam entre si, dizendo: “Não trouxemos pão”. O Senhor lhes explicou que não estava Se referindo ao pão. Em Mateus 16:12, eles entenderam que Ele estava falando do ensino dos fariseus e dos saduceus.
Nas Escrituras, o fermento é algo mau aos olhos de Deus. Nos tempos do Antigo Testamento, quando se oferecia um sacrifício, não deveria haver fermento nele. Havia apenas um sacrifício com fermento, porque ele se referia à igreja. Fora esse caso, o fermento era algo proibido por Deus.
Todos nós gostamos de fermento, porque, sem fermento, o pão é duro; com fermento, o pão se torna agradável de comer. Mas o fermento sempre se refere a algo mau.
Aqui, ele se refere ao ensino dos saduceus e dos fariseus. O ensino dos fariseus é hipocrisia, porque eles ensinam as pessoas, mas não praticam o que ensinam. O fermento dos saduceus é incredulidade, porque eles não creem na ressurreição.
O Senhor diz: “Acautelai-vos de tal ensino”.
Aqui vocês encontram o cristianismo de hoje: ele cresce de maneira anormal. Como gostamos de vê-lo crescer, crescer e crescer — quanto maior, melhor. Então, encontramos dentro dele esses ensinos e doutrinas corrompidos.
É isso que vocês veem no reino dos céus hoje. Esse é o estado do reino dos céus hoje. É por isso que ele é um mistério.
Mas, graças a Deus, para equilibrar essas duas parábolas, o Senhor começou a contar outras duas. Elas não são explicadas na Bíblia; por isso, precisamos usar outras partes da Bíblia para entendê-las.
O Senhor disse:
O reino dos céus é semelhante a um tesouro escondido no campo;
que um homem encontrou e escondeu;
e, em sua alegria, vai e vende tudo quanto tem,
e compra aquele campo.
No hinário, há um hino que diz: “Amamos o tesouro”, porque o tesouro se refere a Cristo Jesus. Mas, irmãos e irmãs, essa não é a interpretação correta. O tesouro aqui não se refere a Cristo.
Quem se refere a Cristo é o homem que está procurando o tesouro. Ele é Aquele que busca o tesouro.
O tesouro é o verdadeiro reino dos céus, e ele é representado pela verdadeira igreja hoje. É algo oculto aos olhos humanos, mas o Senhor o conhece. Ele veio com esse propósito.
Ele o viu, mas o escondeu. Então, comprou o campo. Irmãos e irmãs, foi isso que o Senhor fez. Ele usou Seu próprio sangue para comprar a terra, e Seu propósito era obter aquele tesouro.
Como nosso Senhor Jesus ama a Sua própria igreja! Aos olhos do público, ela permanece oculta, até o dia em que será manifestada.
Como uma parábola que acompanha essa, em Mateus 13:45–46, o Senhor disse:
Outrossim, o reino dos céus é semelhante a um homem, negociante que busca boas pérolas:
e, tendo encontrado uma pérola de grande valor,
foi, vendeu tudo quanto tinha e a comprou.
Mais uma vez, esse negociante se refere ao próprio Senhor. Ele procurava belas pérolas e encontrou uma pérola de grande valor. Então, vendeu tudo quanto tinha e a comprou.
O tesouro se refere ao ensino; a pérola se refere à experiência. A pérola é a experiência de uma ostra. Depois do sofrimento, forma-se uma pérola. É a obra do Espírito Santo.
Mais uma vez, encontramos ensino e experiência. O ensino se refere ao tesouro, e a pérola se refere à experiência. Mas como nosso Senhor Jesus pagou tudo por ela! Esse é o amor do Senhor pela Sua própria igreja.
Por fim, há outra parábola. É a parábola da rede. Em Mateus 13:47–48, o Senhor disse:
Outrossim, o reino dos céus é semelhante a uma rede,
que foi lançada ao mar e recolheu de toda espécie:
a qual, quando ficou cheia, puxaram para a praia;
e, assentando-se, recolheram os bons em recipientes,
mas os ruins lançaram fora.
Essa é uma parábola de conclusão. Ela se refere ao fim desta era. Então, os anjos virão e os separarão, e os maus serão lançados na fornalha de fogo, onde haverá choro e ranger de dentes.
Irmãos e irmãs, por meio dessas sete parábolas, o Senhor nos mostra a aparência do reino dos céus hoje. Mas essa aparência exterior é enganosa.
As pessoas estão sendo enganadas. O cristianismo cresceu tanto, e elas não percebem que ele se tornou anormal e ficou cheio de falsos ensinos.
Mas o coração do Senhor está voltado para o que realmente existe ali. Ali está o Seu reino. Ali está a Sua igreja. No fim desta era, tudo será separado.
No segundo ponto culminante de Mateus, vemos a aparência do reino dos céus. O Senhor não quer que sejamos enganados. Ele quer que entendamos e, quando entendermos, cooperaremos com Ele.
Que o Senhor use estas palavras para nos encorajar e nos dar discernimento.
Querido Senhor, queremos de fato agradecer-Te, porque Tu usas parábolas para nos dar maior entendimento da verdade.
Que possamos realmente entender e prosseguir Contigo, sem sermos de modo algum enganados pela aparência exterior. Pela Tua graça, que sejamos tesouro e pérola aos Teus olhos.
Em Teu precioso nome.