Até o versículo 13.
E ao anjo da igreja em Filadélfia escreve: Estas coisas diz Aquele que é santo, Aquele que é verdadeiro, Aquele que tem a chave de Davi, Aquele que abre, e ninguém fechará, e que fecha, e ninguém abre:
Conheço as tuas obras; eis que tenho posto diante de ti uma porta aberta, que ninguém pode fechar, porque tens pouca força, e guardaste a Minha palavra, e não negaste o Meu nome.
Eis que te darei alguns da sinagoga de Satanás, dos que se dizem judeus e não são, mas mentem; eis que farei que venham e se prostrem aos teus pés, e saibam que Eu te amei.
Porque guardaste a palavra da Minha perseverança, também Eu te guardarei da hora da provação, que está para vir sobre todo o mundo habitado, para provar os que habitam sobre a terra.
Venho sem demora; conserva o que tens, para que ninguém tome a tua coroa.
Ao que vencer, Eu o farei coluna no templo do Meu Deus, e dali nunca mais sairá; e escreverei sobre ele o nome do Meu Deus, e o nome da cidade do Meu Deus, a nova Jerusalém, que desce do céu, da parte do Meu Deus, e o Meu novo nome.
Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas.
Querido Senhor, ao nos reunirmos aqui nesta manhã, nosso coração se inclina em adoração. Como Te louvamos e agradecemos pelo que fizeste por nós! Tu nos amas e nos amas até o fim. Nós Te agradecemos por nos salvares. Nós Te agradecemos por continuares a trabalhar em nossa vida, para nos conformar à Tua própria imagem.
Ó querido Senhor, como Te louvamos e agradecemos pelo Teu propósito para com os que são Teus! Tu queres que sejamos semelhantes a Ti. Tu queres nos encher de Ti mesmo, para que tudo seja de Cristo, e nada de nós mesmos.
Senhor, ao termos comunhão nesta manhã, que o Teu Espírito Santo ilumine a Tua Palavra, vivifique nosso espírito e nos introduza na realidade da Tua Palavra, para que Tu sejas glorificado. Pedimos em Teu precioso nome. Amém.
Irmãos e irmãs, creio que provavelmente todos nós estamos familiarizados com esta palavra. Sabemos que, perto do fim do primeiro século, o apóstolo João foi exilado na ilha de Patmos. Ali, no dia do Senhor, ele teve uma visão.
Era uma visão dos sete candeeiros de ouro, e no meio dos candeeiros havia Alguém semelhante ao Filho do Homem. Esse Filho do Homem ordenou a João que escrevesse às sete igrejas da Ásia.
Agora, é claro, sabemos que naquela época havia mais de sete igrejas na Ásia Menor, como Hierápolis e Colossos. Mas o Espírito de Deus escolheu deliberadamente essas sete igrejas por uma razão especial.
Gostaria de saber se algum de vocês já leu aquele livro do irmão Watchman Nee chamado A Igreja Ortodoxa. Ele deu essas mensagens lá em 1943, creio eu, durante o inverno, quando estava na capital da China durante a guerra, Chongqing. Eu estava lá quando ele deu essas mensagens.
Creio que foram, ao todo, oito noites. Nós nos reuníamos na casa de um irmão. Era muito pequena; só comportava cerca de quarenta pessoas. Colocamos quarenta bancos sem encosto naquela sala, e ela ficou lotada, porque havia cerca de cem pessoas ali.
Então vocês podem imaginar: alguns se sentavam nas escadas, e nós colocávamos bancos no beco. As pessoas se sentavam ali. Vocês sabem, naquela época o povo de Deus estava espalhado.
Algumas irmãs moravam do outro lado do rio, numa colina. Elas tinham de começar a caminhada à tarde. Desciam a colina, atravessavam o rio e subiam até Chongqing. Se vocês já estiveram em Chongqing, sabem que a cidade fica quase toda sobre um planalto.
Depois de subirem até Chongqing, elas tinham de atravessar a cidade a pé até o ponto mais alto. Era ali que nos reuníamos. Mas as pessoas vinham noite após noite. Havia tamanha fome e sede do Senhor.
Nosso querido irmão deu uma série de mensagens sobre as sete igrejas da Ásia. Elas receberam o título de A Igreja Ortodoxa.
Quando vocês leem sobre as sete igrejas da Ásia em Apocalipse 2 e 3, podem considerá-las de diferentes perspectivas.
Primeiro, podem considerá-las como as sete igrejas que realmente existiam na Ásia Menor no fim do primeiro século. Ou seja, as condições das igrejas no fim do primeiro século estão representadas nas sete igrejas da Ásia.
Ou podem considerar as sete igrejas profeticamente, porque Apocalipse é um livro de profecia. Quando vocês as consideram profeticamente, podem ver um panorama da igreja de Deus desde o primeiro século até o nosso tempo.
Em terceiro lugar, podem até considerar as sete igrejas espiritualmente. Isto é, enfatizar a condição espiritual de cada igreja.
Nesta manhã, gostaríamos de considerar uma dessas sete igrejas: a igreja em Filadélfia.
Sabemos que, profeticamente falando, as sete igrejas da Ásia representam a igreja de Deus desde o primeiro século até a segunda vinda de Cristo.
Se vocês lerem as cartas às quatro últimas, encontrarão algo diferente. Por quê? Porque, ao lerem as três primeiras, podem ver uma sucedendo à outra. Mas, quando chegam à quarta, encontram as palavras:
Até que Eu venha.
Em Tiatira, vocês encontram as palavras: “Até que Eu venha”. Em Sardes, encontram a vinda do Senhor. Em Filadélfia:
Venho sem demora.
Assim, vocês podem ver que as quatro últimas igrejas da Ásia representam a condição das igrejas em geral até a vinda do Senhor.
Normalmente, quando interpretamos as sete igrejas profeticamente, dizemos que a igreja em Tiatira representa a Igreja Romana. Depois, a igreja em Sardes representa a Igreja Protestante. Então encontramos a igreja em Filadélfia, a igreja do amor fraternal, e também Laodiceia.
Portanto, irmãos e irmãs, além da Igreja Romana tradicional e da Igreja Protestante tradicional, vocês encontrarão duas condições entre o povo de Deus: ou são como Filadélfia, ou são como Laodiceia. É por isso que queremos enfatizar a igreja em Filadélfia.
Creio, irmãos e irmãs, que todos nós conhecemos o significado de Filadélfia. Significa amor fraternal. Esta é uma igreja conhecida por seu amor fraternal.
Então, irmãos e irmãs, gostaria de fazer uma pergunta. Quando nos reunimos, temos amor fraternal? Nós realmente amamos uns aos outros?
Vocês se lembram de que, durante a última ceia de nosso Senhor, em João 13:34, o Senhor Jesus deu aos Seus discípulos um novo mandamento. Ele disse:
Um novo mandamento vos dou: que vos ameis uns aos outros; assim como Eu vos amei, que também vos ameis uns aos outros.
Portanto, irmãos e irmãs, a pergunta é: estamos realmente amando uns aos outros? Temos realmente amor fraternal quando nos reunimos?
Algumas pessoas dizem: “Sim, temos, porque procuramos amar uns aos outros”. Mas, irmãos e irmãs, se realmente soubermos o que é o amor fraternal, provavelmente veremos as coisas de outra maneira.
Tomemos os doze discípulos de nosso Senhor Jesus como exemplo. Aqui encontramos doze pessoas. Elas deixaram tudo e seguiram o Senhor. Havia amor fraternal entre essas doze pessoas?
Vocês sabem que eles estavam sempre discutindo entre si. Parece que, do começo ao fim, estavam disputando uns com os outros. Mesmo à mesa do Senhor, ainda discutiam entre si sobre quem era o maior.
Isso parece mostrar que eles não tinham muito amor uns pelos outros, porque todos amavam demais a si mesmos.
Agora, olhem para Pedro. Ele parece representar os doze, porque era muito franco ao falar. Como ele declarava seu amor pelo Senhor e até por seu irmão!
Vocês sabem, seu irmão era André. André era uma pessoa muito quieta, mas Pedro era uma pessoa muito expansiva. Contudo, ele veio ao Senhor e disse:
Meu irmão peca contra mim. Quantas vezes lhe perdoarei? Até sete vezes?
Ele estava muito orgulhoso do que havia feito.
Mas, irmãos e irmãs, pensem um pouco. Entre uma pessoa impulsiva e uma pessoa muito quieta, quem vocês acham que seria mais propenso a ofender o outro? Muito provavelmente, era Pedro quem ofendia André. Mas muitas vezes ele pensava que era ele quem havia sido ofendido por seu irmão, e que era muito generoso por perdoá-lo sete vezes.
Ora, para Pedro, aquilo era uma grande realização. Então ele veio ao Senhor, procurando receber algum elogio, sem saber que o Senhor diria:
Não te digo até sete vezes, mas até setenta vezes sete.
Agora, se são setenta vezes sete, você perde a conta.
Irmãos e irmãs, muitas vezes sentimos que amamos o Senhor. Sentimos que amamos nossos irmãos e irmãs. Mas a pergunta é: isso é real?
Vocês sabem, Pedro realmente amava o Senhor. Ele disse: “Se os outros discípulos Te deixarem, eu permanecerei contigo. Estou disposto a morrer contigo”. Mas vocês se lembram de como ele negou o Senhor três vezes.
Certo dia, depois de ressuscitar, em João 21, o Senhor apareceu a alguns dos discípulos, e Pedro estava ali. Nosso Senhor Jesus lhe perguntou:
Simão, filho de Jonas, amas-Me?
Vocês sabem, a palavra para amor que o Senhor usou é agape, que é o amor divino, o amor incondicional. O Senhor perguntou a Pedro: “Você Me ama? Você realmente Me ama incondicionalmente? Você Me ama como Eu amo você?”
Pedro, tendo aprendido uma lição, disse: “Senhor, Tu sabes que tenho phileo por Ti”. Ou seja: “Tenho amizade por Ti. Tenho, sim, um sentimento de amizade por Ti”. Ele não disse que amava o Senhor como o Senhor o amava.
Pedro havia aprendido essa lição. Então Pedro se tornou alguém que realmente sabia o que é o amor fraternal. Por quê? Porque, na Bíblia, foi ele quem nos explicou o que é o amor fraternal.
Vocês se lembram de onde está isso? Está em 2 Pedro. Por favor, abram em 2 Pedro 1.
Vamos ler a partir do versículo 5, em 2 Pedro 1:5-7:
E, por isso mesmo, empregando de vossa parte toda a diligência, acrescentai à vossa fé a virtude; e à virtude, o conhecimento;
E ao conhecimento, o domínio próprio; e ao domínio próprio, a perseverança; e à perseverança, a piedade;
E à piedade, o amor fraternal; e ao amor fraternal, o amor.
Aqui Pedro está exortando os crentes a serem diligentes em buscar o Senhor. Não devemos pensar que, por alguém ter sido salvo, tudo está concluído, porque ser salvo é apenas o começo. Ele encoraja os irmãos e irmãs a empregar toda a diligência.
À sua fé, acrescentem também a virtude. Irmãos e irmãs, aqui vemos que temos fé. Cremos no Senhor Jesus. Nós O aceitamos como nosso Senhor e Salvador. Mas isso não é suficiente; é apenas o começo.
Ele disse:
À vossa fé, acrescentai também a virtude.
Em outras palavras, deve haver uma conduta. Deve haver um modo de vida correspondente. Vocês têm fé; agora precisam viver essa fé de maneira prática, no dia a dia, para mostrar que têm virtude — que realmente têm a vida Dele em vocês.
Depois, à virtude, o conhecimento. Em outras palavras, seu conhecimento não vem da sua mente, da leitura de livros ou de ouvir mensagens. Seu conhecimento vem da sua própria vida. É na sua vida que você começa a conhecer a Deus. Você começa a conhecer o que Deus quer e o que Deus não aprova.
E ao conhecimento, o domínio próprio; e ao domínio próprio, a perseverança. Porque vocês têm o conhecimento que vem do alto, isso lhes dá o poder para perseverar. Vocês podem perseverar. E à perseverança, a piedade. Em outras palavras, agora vocês começam a ser semelhantes a Deus. A vida Dele começa a ser realmente expressa em vocês.
Depois dessa piedade vem o amor fraternal. Portanto, queridos irmãos e irmãs, o amor fraternal não é algo que simplesmente acontece. Não é porque fomos salvos que, automaticamente, há amor fraternal.
Vocês podem perceber que o amor fraternal é algo que se desenvolve gradualmente em nossa vida. Cristo começa a caracterizar nossa vida e, por causa disso, a vida de Cristo começa a se expressar aos irmãos e irmãs. Isso é Filadélfia. Isso é amor fraternal.
Quando percebi isso, senti que aquilo me deu uma espécie de impulso. Isso é algo que quero buscar. Isso é algo que gostaria de ter.
Vocês sabem, Davi escreveu o Salmo 133. Ele disse, em Salmos 133:1:
Oh! Quão bom e quão agradável é
Que os irmãos vivam em união!
Porque ali vocês encontram a vida. Ali vocês encontram o Espírito Santo. Portanto, queridos irmãos e irmãs, creio que, ao termos comunhão sobre a igreja em Filadélfia, até mesmo essa palavra, Filadélfia, deve nos dar um impulso para prosseguir.
Como precisamos ser diligentes! Como precisamos permitir que a vida de Cristo viva e realmente se expresse em nós! Disso procede o amor fraternal e, naturalmente, depois do amor fraternal, o amor Dele.
É isso que vocês encontram na igreja em Filadélfia. Agora, em cada carta que nosso Senhor Jesus escreveu às sete igrejas, Ele sempre revelou a Si mesmo àquela igreja primeiro.
Por que isso acontece? Vocês sabem, em Apocalipse 1 há uma descrição completa de nosso Senhor Jesus como o grande Sumo Sacerdote no céu, ministrando às igrejas.
Pensamos em nosso Senhor Jesus hoje como o grande Sumo Sacerdote no céu. Ele está orando por nós, intercedendo por nós sem cessar. Ele é capaz de nos salvar completamente, e isso é muito verdadeiro para cada um de nós.
Mas, além disso, vocês veem que nosso Senhor Jesus, como o grande Sumo Sacerdote, está cuidando de Sua própria igreja na terra. Seu ministério é para com Sua própria igreja.
A cada igreja, antes de lhe escrever, Ele primeiro dá uma revelação de Si mesmo. Por que isso é assim? Porque nosso Senhor Jesus é a plenitude de Deus.
Nenhuma pessoa, individualmente, pode contê-Lo em toda a Sua plenitude. Não apenas isso: nenhuma igreja local pode contê-Lo em toda a Sua plenitude, porque Ele é imenso. Ele é a plenitude de Deus. Quem pode conter Sua plenitude?
É necessária toda a igreja, Seu corpo, para ser a plenitude Daquele que enche tudo em todos. Portanto, em cada assembleia local, vocês encontram algo especial Dele — não a totalidade Dele, mas algo especial Dele.
Há uma revelação especial para aquela igreja. Sempre que Deus dá uma revelação, ela se torna o testemunho daquela igreja. Assim, a igreja em Filadélfia dá testemunho daquilo que Cristo lhes revelou.
Aqui vocês encontram o Senhor Jesus lhes dizendo:
Estas coisas diz o Santo.
Em outras palavras, a primeira revelação dada à igreja em Filadélfia é que Ele é santo.
Deus é santo. Creio que, se vocês leram a Bíblia, encontram isso por toda a Bíblia: Deus Se revela como o Santo.
Creio que todos nos lembramos de quando Isaías, depois da morte do rei Uzias, foi ao templo. Ele teve uma visão de Deus sobre o trono e ouviu os serafins clamando, em Isaías 6:3:
Santo, santo, santo é o Senhor dos Exércitos;
Toda a terra está cheia da Sua glória.
Hebreus 12:14 nos diz que, sem santidade, ninguém pode ver a Deus, porque Deus é santo. Por toda a Bíblia, vocês encontram:
Eu sou santo; portanto, vós sereis santos.
Porque, sem santidade, vocês não podem ver a Deus.
Agora, o que significa ser santo? Santo significa simplesmente diferente, único, inteiramente diferente. Esse é o nosso Deus. Ele é único, separado de tudo, e isso é santidade.
Ele Se revela a nós como o Santo. Ele quer que sejamos separados — separados do pecado, separados do mundo, separados da carne, de nós mesmos — para que sejamos santos para Ele. É assim que Ele é.
Depois, Ele disse: “O Verdadeiro”. Vocês se lembram de que, em 2 Coríntios 1:20, todas as promessas de Deus são sim e amém em Cristo Jesus. Em outras palavras, Ele cumprirá tudo o que prometeu.
Depois, Ele disse que tem a chave de Davi:
Aquele que abre, e ninguém fechará, e que fecha, e ninguém abrirá.
O que Ele quer dizer? Sabemos que Davi é rei, então a chave de Davi não é outra senão a chave do reino dos céus. Nosso Senhor tem a chave do reino dos céus. Quando Ele abre, ninguém pode fechar. Se Ele fecha, ninguém pode abrir.
Irmãos e irmãs, vocês percebem que essas três coisas são especiais para a igreja em Filadélfia. Essas coisas constituem o testemunho de Jesus naquela igreja. A igreja deve dar testemunho de que Deus é santo, Deus é verdadeiro e Deus abriu o reino para nós.
Agora, olhem para o que nosso Senhor Jesus viu naquela igreja. Ele disse:
Conheço as tuas obras.
Irmãos e irmãs, sabemos que nosso Senhor Jesus nos ama tanto. Ele nos conhece tão bem. Não há nada na sua vida, nem na vida da igreja, que possa ser escondido Dele. Ele sabe de tudo, e disse:
Conheço as tuas obras.
Eis que tenho posto diante de ti uma porta aberta, que ninguém pode fechar.
Agora, o que é essa porta aberta? Se vocês considerarem que Ele tem a chave de Davi, muito provavelmente essa porta aberta é a porta de entrada para o reino dos céus. Ele abriu a porta do reino dos céus para aquela igreja, para que eles possam entrar.
Ninguém pode fechá-la. Por quê?
Porque tens pouca força.
Irmãos e irmãs, hoje as pessoas estão buscando poder. Provavelmente, aonde quer que vocês vão, encontrarão pessoas falando sobre poder. “Precisamos de poder.” Mas o que é poder? Quem tem o poder? Quem é o verdadeiro poder?
As pessoas podem considerar que têm grande poder, mas Deus disse: “Você tem pouca força”. Por que é assim? Porque o poder que estamos buscando não é o poder de Deus. É nosso próprio poder. É o poder do mundo.
Se você realmente vier a conhecer o poder de Deus, de sua perspectiva sentirá que é apenas pouca força. Mas esse poder é puro.
Vocês se lembram de Zacarias 4:6:
Não por força, nem por poder, mas pelo Meu Espírito, diz o Senhor dos Exércitos.
Em outras palavras, não é pela sua própria força. Não é pelo seu próprio poder nem pela sua influência. É pelo Espírito de Deus. Esse poder é real.
Essa igreja em Filadélfia não tinha o que o mundo consideraria poder. Mas, graças a Deus, eles tinham o poder do Espírito Santo. Pouca força, mas essa pouca força é poder verdadeiro.
Em segundo lugar:
Guardaste a Minha palavra.
Qual é nossa atitude para com a Palavra de Deus?
Estamos vivendo numa época em que as pessoas questionam a Palavra de Deus. Mas, graças a Deus, cremos que a Palavra de Deus é soprada por Deus. Cada palavra das Escrituras é soprada por Deus. Ela procede de Deus.
Guardamos a Palavra de Deus, quer essa Palavra concorde conosco ou não, quer possamos fazer uso dela ou não. Mesmo que a Palavra nos condene, que nos julgue, nós nos curvamos diante dela.
Essa igreja em Filadélfia não selecionava quais partes da Palavra de Deus seguir. Eles se curvavam diante de toda a Palavra de Deus. Não procuravam esvaziar o significado da Palavra de Deus por meio de interpretações que lhes conviessem, mas estavam dispostos a se curvar diante da Palavra de Deus.
Interpretar a Palavra de Deus, como diz 2 Timóteo 2:15, é manejá-la corretamente, de acordo com o que ela é. Se ela nos condena, devemos nos curvar diante dela e nos arrepender. Se ela nos justifica, devemos agradecer a Deus por Sua misericórdia e graça.
Em terceiro lugar:
Não negaste o Meu nome.
Vocês se lembram de nosso Senhor Jesus em Mateus 18:20. Ele disse:
Porque, onde estiverem dois ou três reunidos em Meu nome, ali estou Eu no meio deles.
Muitas vezes dizemos que essa é a definição mais simples de uma igreja. Em primeiro lugar, “onde” — isso é localidade. Em segundo lugar, “dois ou três” — isso é pluralidade. Uma pessoa não pode constituir uma igreja, porque a igreja não tem apenas um membro. A igreja é um corpo; ela tem muitos membros. Mas o menor número é dois ou três.
Aqui vocês encontram o lugar, os dois ou três, e eles se reúnem. Os dois ou três não estão dispersos; os dois ou três estão reunidos. Quando se reúnem, com que propósito? Sob que nome? O Senhor disse: “Em Meu nome”.
Eles não levam o nome de um pregador famoso. Não levam o nome de determinado sistema ou de determinada prática. Eles levam o nome de Cristo. Em outras palavras, não negaram o Seu nome.
Vocês sabem, entre os cristãos hoje, quando encontramos outro cristão, naturalmente a primeira coisa é descobrir que ele também é cristão. Por causa disso, percebemos que há um vínculo entre nós e aquele irmão em Cristo.
Mas, infelizmente, vemos que as pessoas não se satisfazem com isso. A segunda pergunta é: “A que denominação você pertence?” Se, infelizmente, você pertence a uma denominação diferente, imediatamente um muro é erguido — não há comunhão.
Mas, irmãos e irmãs, se nos reunimos sob o nome de Cristo, isso não é uma formalidade; é uma realidade. Estar sob o Seu nome significa simplesmente colocar-se sob a Sua autoridade.
Você abre mão, por assim dizer, de ser a cabeça e permite que Cristo seja a Cabeça de todos. Isso é reunir-se em Seu nome.
Se vocês se reúnem sem um nome especial e afirmam que se reúnem sob o nome de Cristo, existe uma realidade nisso? Você está tentando ser a cabeça daquela reunião, ou simplesmente abre mão de si mesmo e se coloca sob Cristo como Cabeça?
Como diz Colossenses 2:19, retendo a Cabeça, então todo o corpo está unido, ministrando uns aos outros para o crescimento de Cristo em amor. Portanto, irmãos e irmãs, essa realidade precisa estar presente.
Não se trata apenas de ir a uma reunião. Isso exige que realmente entreguemos nossa vida ao Senhor. Se cada um de nós se entregar ao Senhor e permitir que Ele seja a Cabeça da igreja, o que encontraremos? Ele disse:
Estou Eu no meio deles.
Vocês encontram a presença do Senhor.
Irmãos e irmãs, não há nada mais precioso do que a presença do Senhor. Muitas vezes digo: vocês podem ter tudo. Se querem o prédio, vão em frente e o adquiram. Mas, se têm a presença do Senhor, isso é algo preciosíssimo.
Sempre que o povo de Deus se reúne, queridos irmãos e irmãs, devemos perceber a presença do Senhor. Ele está aqui. Ele está conosco. Portanto, como precisamos nos humilhar diante Dele e uns diante dos outros!
Há algo muito especial na igreja em Filadélfia. Por quê? Porque, ao continuar a leitura, vocês encontram em Apocalipse 3:10:
Porque guardaste a palavra da Minha perseverança.
Eles não apenas guardaram a Palavra de Deus, mas guardaram a palavra da Sua perseverança.
Vocês sabem, muitas vezes agradeço ao Senhor por Sua longanimidade. Como Ele nos suporta com paciência! Muitas vezes penso: se eu não tivesse Sua longanimidade, onde estaria? Como Ele é paciente comigo! Como Ele continua a trabalhar em mim e não me abandona! Essa é a perseverança de nosso Senhor Jesus.
Nosso Senhor foi paciente quando as pessoas O negaram, quando as pessoas O crucificaram. Como Ele suportou pacientemente todas essas coisas! Por quê? Por causa de Seu tremendo amor por nós.
Essas pessoas tinham a palavra da Sua perseverança. Olhem para João. Por causa da Palavra de Deus e do testemunho de Jesus, ele foi exilado, já idoso, na ilha de Patmos. Isso é a palavra da Sua perseverança.
Somos pacientes uns com os outros? Estamos dispostos a sofrer?
Vocês sabem, tenho amigos que, por terem sofrido na igreja, finalmente decidiram que não se reuniriam com mais ninguém. Ficariam apenas sozinhos: “O Senhor e eu”. Isso soa muito espiritual, mas não dura muito.
Tenho visto que, quando as pessoas se separam dos outros crentes e simplesmente dizem: “O Senhor e eu”, gradualmente o inimigo começa a trabalhar naquela vida. Que tragédia!
Portanto, a reunião dos santos é muito importante. Como diz Hebreus 10:25:
Não deixemos de nos congregar.
Agora, confesso que, se vocês se reunirem com outras pessoas, com os santos, terão muitas dificuldades. Se ficarem sozinhos, vocês serão os únicos a lhes causar problemas. Mas, se estiverem com irmãos e irmãs, mesmo com os mais santos dentre eles, terão problemas.
Quando vocês têm esses problemas, qual é sua reação? Afastar-se ou continuar? Precisamos da perseverança de Cristo. Essas pessoas tinham a perseverança de Cristo. Então, graças a Deus por isso. Isso é Filadélfia.
Sabemos que, em cada igreja, o Senhor está chamando vencedores. Mas, para essa igreja, há algo especial, porque a advertência que nosso Senhor dá é:
Conserva o que tens, para que ninguém tome a tua coroa.
Em outras palavras, mesmo enquanto estavam na terra, eles já haviam conquistado a coroa. Mas isso não significa que, por terem conquistado a coroa, não pudessem perdê-la. Ainda existe a possibilidade de perder essa coroa se você não prosseguir.
Portanto, a advertência que o Senhor dá à igreja em Filadélfia é que não perca a coroa. Persevere até o fim.
Observem Apocalipse 3:10:
Porque guardaste a palavra da Minha perseverança, também Eu te guardarei da hora da provação, que está para vir sobre todo o mundo habitado, para provar os que habitam sobre a terra.
Agora, o que é isso? Um dia, essa hora da provação virá sobre esta terra, sobre todo o mundo habitado, para provar os que habitam sobre a terra. A que isso se refere? Creio que se refere à grande tribulação.
Um dia, a grande tribulação virá. Até o mundo está falando sobre isso — o dia do fim do mundo. Eles sabem que este mundo não pode continuar para sempre. Virá um dia de juízo final.
Mas, irmãos e irmãs, nós sabemos mais do que isso. Sabemos que é verdade: um dia haverá uma hora de provação para todo o mundo habitado. Nenhum país estará isento. Não haverá lugar para onde fugir.
Mas o Senhor prometeu à igreja em Filadélfia que, quando aquela hora chegasse, Ele a guardaria. Ele disse:
Eu te guardarei da hora da provação.
Não se trata de passar pela hora da provação.
Alguns poderão passar pela hora da provação, mas aqui o Senhor nos dá uma promessa especial. Ele disse: “Quando aquela hora da provação chegar, Eu já terei retirado vocês”.
É por isso que cremos que, mesmo antes da grande tribulação, haverá alguns que serão arrebatados ao céu, ao trono.
Porque, se vocês lerem Apocalipse 12, verão aquele filho varão. Se a mulher representa a igreja em sua última etapa, então o filho varão representa os vencedores da igreja. Eles ainda estarão vivos na vinda do Senhor.
Durante o primeiro século, os que amavam o Senhor já aguardavam Sua vinda. Por quê? Porque o Senhor disse:
Venho sem demora.
Esse é o desejo do coração de nosso Senhor. Ele disse: “Venho sem demora. Quero voltar o mais depressa possível”. Mas por que já estamos no século XXI e Ele ainda não está aqui? Não é porque Ele não queira vir. É porque Sua esposa não está pronta.
Ainda não estamos maduros. Ele está esperando que amadureçamos, para que possa voltar e nos tomar como Sua noiva.
Mas, irmãos e irmãs, como falhamos! Por isso, o Senhor, em Sua misericórdia, levantará os vencedores para fazer a obra de toda a igreja. Ele quer esses vencedores que responderão a Ele e O seguirão.
O Senhor disse: “Eu os retirarei da hora da provação”. Vocês sabem, o filho varão em Apocalipse 12 foi retirado da hora da provação, porque, depois de ser arrebatado para o trono, vemos que houve uma guerra nos ares.
Isso porque o quartel-general de Satanás está nos ares ao redor da terra. É ali que ele governa. Satanás será lançado sobre esta terra. Os ares ficarão livres para o Senhor voltar do trono para os ares.
Se Satanás for lançado literalmente sobre esta terra, o que acontecerá? A grande tribulação.
Mas, graças a Deus, haverá pessoas que ainda estarão vivas na vinda do Senhor e serão arrebatadas vivas. Irmãos e irmãs, é assim que estamos aqui — não esperando a morte; estamos aqui esperando ser arrebatados vivos.
Somente a graça de Deus pode fazer isso, e Ele tem graça suficiente para fazê-lo por cada um de nós, se obedecermos.
Essa é a primeira recompensa dos vencedores. A segunda recompensa, naturalmente, é a promessa do reino milenar.
É surpreendente, ao ler a promessa que o Senhor dá ao vencedor na igreja em Filadélfia, perceber que Ele vai além do milênio, até a eternidade. Por quê? Ele menciona a Nova Jerusalém.
A Nova Jerusalém descerá depois do milênio. Portanto, aqui há uma promessa não apenas para os mil anos de reinado com Cristo, mas também para a eternidade com Cristo.
Queridos irmãos e irmãs, essa é a recompensa que vocês encontram sendo dada à igreja em Filadélfia. Nossa oração sincera é que, pela graça de Deus, possamos ser essa igreja.
Mas lembrem-se: se pensamos que já chegamos lá, provavelmente somos a igreja em Laodiceia. Portanto, que o Senhor tenha misericórdia de nós. Como precisamos sempre nos humilhar diante do Senhor! Graças a Deus, Sua graça nos basta.
Querido Senhor, como Te louvamos e agradecemos porque, por meio da Tua Palavra, Tu nos deste uma bendita esperança! Como aguardamos a Tua volta!
Mas, Senhor, oramos para que, pela Tua graça, possamos Te seguir de tal maneira que Tu nos tomes para Ti. Como diz a Tua Palavra:
Um será tomado.
Ó Senhor, nós nos entregamos novamente a Ti. Senhor, toma-nos, se isso Te agradar. Pedimos em Teu precioso nome.