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    Diversity and Order in the House of God © 2026 Christian Testimony Ministry
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    Diversity and Order in the House of God
    Diversity and Order in the House of God
    Graham, Mac

    Diversidade e ordem na casa de Deus

    Bom dia, irmãos e irmãs.

    Gostaria que abríssemos, nesta manhã, a carta de Paulo à igreja em Éfeso.

    Leituras bíblicas

    Efésios 3:8-10

    A mim, o menor de todos os santos, foi dada esta graça: anunciar aos gentios as insondáveis riquezas de Cristo,
    e trazer à luz qual é a administração do mistério que, desde os séculos, esteve oculto em Deus, o Qual criou todas as coisas;
    para que, agora, pela igreja, a multiforme sabedoria de Deus seja conhecida dos principados e das autoridades nos lugares celestiais.

    1 Coríntios 12:4-7

    Ora, há diversidade de dons, mas o Espírito é o mesmo.
    Há diversidade de ministérios, e o Senhor é o mesmo.
    Há diversidade de operações, mas é o mesmo Deus Quem opera todas as coisas em todos.
    Mas a cada um é dada a manifestação do Espírito para o bem comum.

    1 Coríntios 12:18

    Mas agora Deus colocou os membros, cada um deles, no corpo, assim como Ele quis.

    Efésios 4:16

    De Quem todo o corpo, bem ajustado e unido pelo que cada junta supre, segundo o funcionamento adequado de cada parte individual, promove o crescimento do corpo para a edificação de si mesmo em amor.

    Vamos orar.

    Senhor, somos tão abençoados por estarmos em Tua presença hoje. Senhor, somos gratos pela lembrança renovada, nesta mesa, do sacrifício e do preço que foi pago para que pudéssemos estar juntos hoje.

    Senhor, somos gratos porque Tu compraste e redimiste cada um de nós e, Senhor, nos chamaste com um propósito. Ao nos reunirmos hoje, Senhor, desejamos que este tempo esteja verdadeiramente em sintonia com o Teu propósito.

    Senhor, assim como voltamos os olhos para Ti nos momentos de adoração, queremos nos achegar à Tua Palavra com os olhos voltados para Ti, porque Tu és essa Palavra viva. Queremos participar da Palavra viva da vida nesta manhã, Senhor.

    Senhor, nós nos oferecemos a Ti, para que não sejamos tardios em ouvir nem em responder, mas para que, pelo poder vivificador e capacitador do Teu Espírito Santo, possamos, pela fé, tomar posse daquilo para o que fomos alcançados. Nós Te adoramos, Senhor, em nome de Jesus. Amém.

    A casa de Deus como expressão coletiva

    Há algum tempo, temos compartilhado juntos sobre esse assunto da casa de Deus. Antes disso, estávamos compartilhando sobre a visão e a necessidade dela. Ao falarmos de visão, vemos que, na verdade, o que está em Seu coração é a casa, e como Ele deseja ter uma habitação na qual possa morar e realmente Se sentir em casa.

    Temos falado sobre isso. Não é apenas um ensino, não é apenas uma doutrina, mas é uma vida. É uma maneira de viver, porque é uma Pessoa. Quando somos introduzidos em Cristo, falamos da expressão coletiva e, por causa de sua vastidão, usamos palavras diferentes para tentar descrevê-la.

    Falamos da casa de Deus e vemos certas características ali. Falamos do corpo de Cristo e vemos certas características. Falamos da família de Deus. Todas essas expressões procuram apreender algo da realidade do coração de Deus: que nós, como Seu povo, fomos introduzidos nessa expressão coletiva da Sua vida.

    Como outros irmãos já compartilharam, não vou retomar o que eles disseram, porque temos ouvido isso. Uma das coisas que têm sido repetidas ao longo de tudo é que isso depende muito do nosso relacionamento pessoal com o Senhor.

    Mesmo enquanto compartilho hoje, talvez eu não use a expressão relacionamento pessoal a cada duas frases, mas isso é vital. É vital.

    Hoje vamos nos concentrar em alguns dos desafios de viver na casa de Deus. Sabemos que há uma só casa. Como já foi compartilhado, há uma só casa, e estamos vivendo nela.

    Então, a pergunta que temos é: como estamos vivendo nessa casa? Estamos funcionando como bons membros na casa — como aqueles que contribuem para ela? Ou somos aqueles que desviam a atenção daquilo que Deus está procurando fazer?

    Há muitos desafios que enfrentamos na casa. Hoje, gostaria de examinar dois desafios: diversidade e ordem na casa de Deus.

    Diversidade e ordem na sabedoria de Deus

    Muitas vezes, quando pensamos nessas duas palavras, diversidade e ordem, não as colocamos juntas. Mas Deus, em Sua grande sabedoria, as coloca juntas.

    Quando paramos para pensar na diversidade, muitas vezes não nos sentimos à vontade com ela. Ficamos muito mais à vontade com a uniformidade. Gostamos que tudo seja igual, e essa igualdade é definida por quem somos e por nossos pensamentos. Gostamos que tudo se encaixe na maneira como pensamos e naquilo com que nos sentimos à vontade.

    Quando aparece algo diferente, ficamos um pouco desconfortáveis. O mesmo acontece com a ordem. Às vezes, quando a ordem entra em cena, sentimos que estamos sendo restringidos demais: “Não posso fazer o que quero”.

    Mas Deus, em Sua maravilhosa sabedoria, para manifestar a plenitude de Cristo — a plenitude da Sua vida —, reúne essas duas questões, diversidade e ordem, dentro da casa de Deus. Por meio delas, podemos ver a plenitude de tudo o que Ele deseja.

    Podemos ver isso até em nossas próprias casas. Há uma variedade de cômodos. Há salas de estar, onde todos nós simplesmente nos sentamos e não fazemos nada. Temos a cozinha, onde todo o trabalho é feito. Temos nossos quartos de descanso, e cada pessoa tem seu cômodo preferido.

    Em geral, você pode entrar numa casa e perceber qual é o cômodo preferido de alguém, porque aquele cômodo está adaptado à pessoa. Se ela gosta da sala de estar, tem ali a poltrona mais confortável, colocada exatamente no lugar certo para poder aproveitar tudo.

    Se você gosta de cozinha, pode entrar numa cozinha e perceber que alguém ama estar ali, porque tem a faca certa bem naquele lugar. Tem o utensílio certo, a panela certa, e sabe como usá-los.

    Há diversidade dentro da casa, mas também há uma ordem, para que a casa funcione de maneira integrada. Quando olhamos para a casa de Deus, encontramos essa mesma diversidade dentro da Sua casa.

    Agora, deixem-me esclarecer algumas coisas. Não estamos falando de uma diversidade da carne; estamos falando de uma diversidade da Sua vida. Não estamos falando da diversidade do pecado e da carne. É a diversidade da Sua vida.

    Ele fez cada um de nós de maneira singular. Fomos formados de modo assombroso e maravilhoso. Basta olhar ao redor e ver a diversidade de rostos nesta sala. Ele usa o mesmo material e cria diversidade. Que maravilha!

    Não estamos falando de uma diversidade de verdades. Há uma só verdade. Pode haver interpretações diferentes — falaremos disso mais adiante —, mas há uma verdade fundamental, porque o fundamento é a Pessoa e a obra de Cristo.

    Estamos falando da diversidade da Sua vida sendo expressa entre o povo de Deus. Quando falamos de ordem, na verdade estamos nos referindo àquela ordem viva sob Sua autoridade como Cabeça, sob Seu senhorio, permitindo que Sua vida se manifeste.

    Não estamos falando de regras, regulamentos e legalismo. Estamos falando de uma vida que flui para Sua glória e Sua honra.

    Ao examinarmos essa questão da diversidade, já dissemos que não nos sentimos à vontade com ela. Mas Deus tem um propósito para ela.

    A multiforme sabedoria de Deus

    Como lemos em Efésios 3, vemos que Ele planejou Sua casa de tal maneira que ela manifestasse a multiforme sabedoria de Deus.

    Essa palavra, multiforme, na verdade só é usada essa vez nas Escrituras. Ela nos mostra por que Ele deseja manifestar Sua multiforme sabedoria: para manifestar a beleza do Seu Filho por meio do Seu povo. Não é para manifestar a nossa beleza; é para manifestar a beleza de Cristo em cada irmão e irmã.

    Essa sabedoria multiforme é descrita de maneiras diferentes por diferentes traduções. Darby diz: “a sabedoria de todas as variedades”. Um irmão, o deão Alford, fala dela como um arco-íris, que manifesta toda a beleza e a glória do Senhor. Weymouth fala dos inúmeros aspectos da Sua sabedoria.

    Lemos anteriormente sobre as insondáveis riquezas de Cristo. Na igreja, Ele escolheu manifestar Sua sabedoria em toda a sua variedade, a multiplicidade de aspectos da Sua sabedoria, como testemunho ao que é visível e ao que é invisível — para proclamar a plenitude de tudo o que Jesus é e de tudo o que Ele há de ser.

    Por que não vemos essa sabedoria, se ela está ali para que a vejamos? Há, na verdade, uma resposta simples: a carne não crucificada.

    Jim falou na semana passada sobre a cruz. Cristo crucificado é loucura para a pessoa natural, para o eu natural; mas, para aqueles que estão sendo chamados, é o poder e a sabedoria de Deus.

    Não vemos certas coisas porque não nos apresentamos verdadeiramente a Ele e não estamos permitindo que essa cruz opere em nós. Mas, à medida que diariamente negamos a nós mesmos, à medida que diariamente dizemos não a nós mesmos e sim a Ele, aquele velho eu — aquela velha natureza natural — é tratado, e somos conformados à Sua imagem.

    Toda a nossa perspectiva muda. Deixamos de ver as coisas a partir de nossa própria perspectiva egocêntrica e começamos a vê-las a partir da perspectiva Dele. Vemos como Ele quer que sejam e o que Ele deseja que sejam.

    Quanto mais vemos a diversidade da Sua vida em nossos irmãos e irmãs, mais começamos a aceitar e respeitar uns aos outros. Isso nos permite prosseguir juntos.

    Não há nada mais bonito do que um grupo de pessoas que, por sua própria natureza, são tão diferentes, mas que o Senhor reúne de maneira singular. Ele manifesta a unidade que há Nele, mas também a diversidade da Sua vida e a maneira como deseja expressá-la por meio delas.

    Louvado seja Deus por isso, porque diversidade sem ordem é simplesmente caos. Mas ordem sem diversidade é uma seita. É algo monolítico — cópias idênticas, pequenas peças feitas no mesmo molde. Não há nada ali; é uma tela branca, vazia.

    Mas Deus quer que vejamos a diversidade da Sua maravilhosa vida.

    A orquestra como ilustração da vida coletiva

    Lemos anteriormente como Ele deseja que essa diversidade opere em conjunto. Podemos ver isso até no mundo. Quando você tem uma orquestra, para mim ela é uma bela ilustração, porque há uma grande variedade de instrumentos: violinos, violoncelos, piano, grandes tambores e tudo mais.

    A orquestra, quando executa bem uma música, é para mim uma ilustração viva daquilo que Jim descreveu na semana passada como a cruz coletiva. Todos naquela orquestra precisam negar a si mesmos em benefício da música que será produzida.

    Quando estão sincronizados, há uma beleza de sons diversos que surgem em harmonia e revelam a plenitude do que são. É isso que o Senhor deseja que sejamos.

    À medida que Ele manifesta essa grande diversidade da Sua vida por meio de cada um, podemos cantar a Ele um cântico glorioso com nossas vidas. Que glória!

    Diversidade de dons, serviço e experiência

    Lemos anteriormente em 1 Coríntios 12. Nesses versículos, uma palavra conhecida foi usada em cada um dos três primeiros: diversidade de dons, mas o mesmo Espírito; diversidade de ministérios, mas o mesmo Senhor; diversidade de operações, mas o mesmo Deus.

    Algumas traduções usam a palavra diversidade no lugar de variedade. Mais uma vez, esse é o único lugar em que essa palavra é usada no Novo Testamento.

    Para tentar compreender o que o Senhor está dizendo por meio dessa variedade, vamos olhar para algumas palavras em inglês: fair, chair e hair. Nessas três palavras, há duas letras, as vogais a e i, que soam como uma só.

    Mas então temos as mesmas letras na palavra naïve e, de repente, ouvimos dois sons. Sobre o i, há dois pontinhos. Esses dois pontinhos são chamados de diérese — pelo menos, foi o mais perto que consegui chegar. Foi isso que meu computador disse quando apertei o botão e ele falou comigo.

    Isso significa distinguir uma parte da outra. Em duas partes que normalmente estão sempre juntas, esses pontinhos fazem uma distinção para revelar uma plenitude maior.

    É isso que o Senhor está fazendo em nossas vidas quando nos reunimos. Em vez de sermos todos um só som, como em hair, chair e fair, Ele quer manifestar uma expressão mais plena da Sua vida. Ele introduz essa variedade para que ouçamos uma multiplicidade de sons que manifestem a plenitude da Sua vida.

    Vamos nos sentir mais à vontade com a diversidade que temos em Cristo. Nossa carne não se sente à vontade com ela, mas, no Espírito, nós nos sentimos. Há mais que Ele deseja expressar por meio de nós nisso.

    Ao longo de todas as Escrituras, quando pensamos em nosso Senhor na terra, vemos uma grande variedade. Precisamos dos quatro Evangelhos para ver algo da Sua plenitude e, como João diz no final, ainda assim não compreendemos Sua plenitude.

    Nós O vemos em Mateus como o Rei, em Marcos como o Servo, em Lucas como o Filho do Homem e em João como o Filho de Deus. Há diversidade quando olhamos para Cristo. Como podemos descrevê-Lo?

    Vemos a multiforme sabedoria da Sua vida, a glória da Sua vida expressa de muitas maneiras. No entanto, temos tanta tendência de colocá-Lo numa caixinha e dizer: “Ah, Ele age assim. Ele é desse jeito”.

    Também vemos, ao longo do livro de Atos, uma grande diversidade entre as congregações de Deus, mas é a Sua vida que está sendo expressa.

    A igreja em Jerusalém era composta principalmente de judeus. Havia alguns nomes importantes: os apóstolos, a mãe de Jesus e Seus irmãos e irmãs. Mas havia também muitos outros — aqueles que poderíamos chamar de anônimos, apenas para ilustrar.

    Em Antioquia, havia principalmente gentios, algo totalmente diferente de Jerusalém. Paulo os visitou e ajudou a encorajá-los, mas os santos de Antioquia eram singulares. Em Éfeso, eram judeus e gentios juntos. Em Filipos, vejam só, tudo começou com mulheres.

    O Senhor trabalha de tantas maneiras. Não sabemos como começaram muitas das congregações do Novo Testamento. Tomem Filadélfia como exemplo: nunca ouvimos falar dela, mas depois, em Apocalipse, há um grande elogio.

    Há diversidade, e Sua vida é expressa de maneira grandiosa por meio das várias congregações. Não é um molde que produz cópias idênticas; Ele Se expressa de maneira maravilhosa e admirável.

    Mesmo quando chegamos a Apocalipse 21 e olhamos para as pedras do fundamento, há doze pedras diferentes no fundamento, relacionadas aos doze apóstolos. Cada uma mantém sua singularidade, mas vemos a plenitude de Cristo se manifestando por meio disso.

    A diversidade dos dons espirituais

    Ao examinarmos mais a fundo a diversidade mencionada em 1 Coríntios 12, vemos a diversidade de dons. Em 1 Coríntios 12:28, são mencionados alguns desses dons, mas há muitos outros que são concedidos.

    Precisamos lembrar dois princípios: a manifestação deles é para o bem comum, e Deus colocou cada um exatamente onde Ele deseja. Que coisa maravilhosa é ter isso firmado em nosso coração.

    Um dos meus dons preferidos nesse versículo é o dom de socorros. Que dom maravilhoso é esse, e penso que seja um dos mais negligenciados.

    Olhamos para apóstolos, profetas, mestres, falar em línguas, profetizar, palavra de sabedoria e palavra de conhecimento. Mas então há este: socorros.

    Ah, quanta ajuda é necessária entre nós nesta hora, nestes dias, para encorajarmos uns aos outros, fortalecermos uns aos outros e realmente prosseguirmos Nele.

    Quando negligenciamos a responsabilidade pessoal para a qual o Senhor nos capacitou — quando negligenciamos esse relacionamento pessoal com Ele —, realmente perdemos muito. Acabamos não O expressando plenamente na diversidade de Quem Ele é dentro da casa de Deus.

    Quando não assumimos nossa responsabilidade individual, algo fica faltando. A plenitude da Sua vida não está se manifestando dentro da casa de Deus, e é isso que Ele deseja.

    Por que não nos sentimos à vontade com algumas dessas coisas? Às vezes, é porque vimos excessos e abusos. Mas, quanto aos abusos, irmãos e irmãs, o problema não estava no dom. O problema estava na carne.

    Os dons vêm Dele. Como lidamos com eles? Que não recuemos diante de tudo o que o Senhor deseja fazer e operar em todas as nossas vidas nestes dias.

    Às vezes, temos a tendência de simplesmente jogar tudo fora. Mas há algo em tudo o que vem Dele que precisamos conservar e aprender. É aí que a cruz faz essa divisão entre alma e espírito.

    Pode haver um zelo carnal, mas, louvado seja Deus, eu amo jovens com zelo carnal, porque isso é um ponto de partida. Eles estão no jogo. Estão jogando. Estão participando.

    Lembro que, no basquete do ensino médio, tínhamos um rapaz cujo motivo de orgulho era que, depois de quatro anos no time, nunca havia sido eliminado de uma partida por excesso de faltas.

    Bem, o problema era que ele nunca jogava.

    Ele ficava no banco. Talvez entrasse alguns minutos em cada partida, então podia dizer: “Nunca fui eliminado por faltas de uma partida de basquete durante os meus quatro anos de ensino médio”. Mas ele não estava lá jogando.

    Quando você joga, vai cometer faltas. Louvado seja Deus, não há um limite de cinco ou seis na casa de Deus. Quantas vezes Ele pode nos perdoar? Sete vezes? Setenta vezes sete? É um perdão sem limites.

    Esse zelo carnal é o ponto de partida. Mas então deixamos que a cruz opere em nós para tratar isso e colocar esses dons sob o controle do Seu Espírito, e não da nossa carne. Louvado seja Deus por isso. Podemos prosseguir e desfrutar a plenitude de tudo o que Ele tem.

    A diversidade do serviço

    Também vemos uma grande diversidade no serviço. Tomem os apóstolos — Pedro, Paulo e João. Suas origens eram todas diferentes.

    Pedro era pescador. Paulo era fabricante de tendas. João era consertador de redes. O Senhor tomou cada um de maneira singular. Pedro foi usado para reunir, Paulo foi usado para edificar, e João foi usado para restaurar.

    Às vezes, podemos ter problemas porque pensamos que a maneira como Deus está nos usando é a maneira como todos deveriam atuar.

    Se estamos servindo em determinada área — digamos que sejamos evangelistas e estejamos lá fora compartilhando o Evangelho —, pensamos que todos deveriam compartilhar o Evangelho. “O que você está fazendo aí, edificando? O que está tentando restaurar? Precisamos de mais material na casa.”

    Aqueles que querem restaurar a casa à maneira que Deus deseja podem dizer: “O que você está fazendo, trazendo mais material? Não temos nem lugar para eles. Olhe para a nossa condição. Por que você traria alguém para estas ruínas?”.

    Mas Deus, por meio da Sua multiforme sabedoria, faz com que tudo isso opere em conjunto, nos momentos oportunos, para manifestar Sua glória e ser um testemunho de Quem Ele é.

    Há tantas maneiras maravilhosas de servir: oração, adoração, hospitalidade, cuidado mútuo, contribuição e ajuda prática. Louvado seja Deus pelas muitas maneiras como O servimos e ministramos a Ele.

    Nesta manhã, tivemos uma maneira maravilhosa de nos reunir e ministrar a Ele. Mas o nosso ministério não se limita às reuniões. É vinte e quatro horas por dia, sete dias por semana.

    Louvado seja Deus porque temos oportunidades nas reuniões. Elas são uma parte vital do nosso serviço e do nosso ministério a Ele, mas não são a totalidade disso. O Senhor quer nos mostrar como podemos andar diariamente em Sua presença e permitir diariamente que a beleza e a glória da Sua vida sejam expressas.

    Uma das grandes maneiras pelas quais Ele manifesta Sua maravilhosa diversidade é simplesmente homem e mulher. Agora, na sabedoria de Deus, hoje não vou tocar nesse assunto. Vou seguir adiante.

    Jim também abordou a diversidade na maturidade: filhinhos, jovens e pais. Há todas essas formas de diversidade para manifestar a plenitude nesse operar em conjunto.

    A diversidade da experiência espiritual

    Em 1 Coríntios 12:6, fala-se de uma diversidade de efeitos e operações. À medida que respondemos à graça de Deus, há tantas maneiras diferentes pelas quais Ele opera.

    Pensem na salvação. Se reservássemos um tempo e perguntássemos a cada pessoa nesta sala como foi salva, ouviríamos exatamente a mesma história? Mas, no fim, tudo volta a Cristo. Sua vida, de alguma forma, tocou cada um de nós.

    A experiência foi diferente, em idades diferentes e em momentos diferentes, mas tudo foi Ele. Vemos a beleza nisso.

    Participamos da mesa do Senhor. Quando você viaja, percebe que há várias maneiras de participar da mesa do Senhor. Há muitas práticas, mas há um só princípio: um cálice, um pão, dando testemunho do que Ele fez enquanto nos lembramos Dele.

    Podemos pensar também na adoração. Ao longo dos séculos, houve muitas formas de adoração.

    Você vai a uma reunião de adoração dos quakers, e normalmente ela é bastante silenciosa — a menos que comecem a tremer; aí pode ficar bastante movimentada. Depois, você vai a uma forma carismática de adoração.

    Não é uma questão de uma estar certa e a outra errada. É uma questão de como o Senhor a está usando. O Senhor usou os quakers de maneira maravilhosa quando foi necessário trazer de volta uma realidade que havia se perdido. Havia tanta superficialidade, e não havia realidade interior.

    O Senhor usou os quakers para recuperar uma verdade preciosa na história. Louvado seja Deus pela maneira como Ele usou os carismáticos para romper barreiras e ver a plenitude da Sua vida expressa de maneira mais exterior.

    Ah, irmãos e irmãs, isso é uma grande diversidade. Mesmo enquanto examinamos o Evangelho de Mateus, já podemos ver, seja qual for o capítulo em que estejamos — estamos apenas em Mateus 13; estamos um pouco atrasados —, a variedade de maneiras pelas quais o Senhor curou as pessoas.

    Ele não tem uma única maneira limitada de agir. Mas temos olhos para ver? Temos permitido que a cruz opere em nós de tal maneira que não vejamos as coisas a partir da nossa perspectiva, mas da perspectiva Dele?

    Ah, que grande diversidade e variedade há, então!

    Diversidade de temperamento

    Quando pensamos na variedade e na diversidade da maneira como o Senhor criou cada um de nós, é admirável: corpo, alma e espírito.

    Nossos corpos são todos tão diferentes. Nossas almas — nossos temperamentos, mentes, vontades e emoções — têm uma grande variedade. Louvado seja Deus, em nosso espírito, depois de sermos salvos, somos daquele mesmo Espírito. Temos aquela única vida habitando em nós.

    À medida que permitimos que a cruz opere em nós, nossas vidas se tornam mais controladas pelo Espírito e menos controladas pelo eu, porque Ele Se expressa de maneira singular em cada um de nós.

    Alguns dizem que a configuração da alma determina o temperamento, por isso estou usando a expressão diversidade de temperamento. Pensem em nossas próprias almas: nossa mente, vontade e emoções.

    Em cada um de nós, uma dessas áreas normalmente é mais dominante. Há uma combinação; todos temos as três. Mas, normalmente, de modo geral, uma delas é mais dominante.

    Há aqueles em quem a mente predomina. São muito organizados e lógicos; são os contadores e tudo mais. São aqueles que amam o estudo bíblico, o ensino e a aquisição de conhecimento. Isso é bom, mas, se fazemos essas coisas por nós mesmos, não é.

    Depois temos aqueles cuja vontade é forte. Eles sempre querem estar ocupados. Querem fazer alguma coisa. São sempre tão ativos e acabam sendo mais voltados às obras. Precisamos disso.

    Depois temos aqueles que são controlados pelas emoções, mais voltados aos sentimentos, querendo aquela experiência que os faça se sentir bem. Todos precisamos ter nossas emoções colocadas sob o controle do Espírito, para que possam se manifestar e revelar verdadeiramente o coração de Deus.

    É bom lembrar como cada um de nós foi formado de modo assombroso e maravilhoso. Cada um de nós precisa ter seu temperamento colocado sob o governo do Espírito Santo por meio da operação da cruz.

    De modo geral — e isso é uma simplificação excessiva —, há duas categorias de pessoas. Há aquelas que são muito quietas e voltadas para dentro, os introvertidos. Depois há aquelas que são um pouco barulhentas e expansivas, os extrovertidos.

    Uma das pessoas quietas pode dizer a respeito do outro grupo: “Eles precisam da cruz. Estão sempre falando demais”. Olham para as pessoas expansivas, extrovertidas, e dizem: “Ah, isso é só a carne. Eles precisam que a cruz opere”.

    Mas o que essas pessoas barulhentas e extrovertidas dizem a respeito das quietas? “Elas precisam do Espírito Santo. Precisam de uma boa dose do batismo do Espírito para se animarem e acordarem. Só ficam sentadas o tempo todo.”

    Mas pensem no apóstolo João, em como ele era quieto, e no apóstolo Pedro. Quem precisava de mais trabalho interior para ser conformado à imagem de Cristo?

    A maioria de nós diria Pedro, porque Pedro estava sempre metendo os pés pelas mãos, sempre causando problemas. Mas, na verdade, ambos precisavam igualmente da obra da cruz em suas vidas.

    Pedro era mais exterior, mas João era mais interior. Às vezes, seus pensamentos vinham à tona. Lembrem-se daqueles que estavam expulsando demônios, e João disse: “Eles não estão conosco”. João era bastante exclusivista no começo. Ele disse: “Eles não nos seguiam”.

    Mas o Senhor disse:

    Quem não é contra nós é por nós.

    Depois, estavam passando por uma região onde as pessoas não estavam recebendo o Senhor. O que Tiago e João, aqueles filhos do trovão, queriam fazer? Queriam fazer descer fogo do céu.

    O apóstolo que acabou sendo o apóstolo do amor foi grandemente transformado. Essa é uma grande obra de transformação.

    Às vezes, formamos essa imagem com base em nosso temperamento. Se você é uma pessoa quieta, sua imagem é que ser verdadeiramente espiritual significa ser agradável e quieto.

    Quem é a imagem de uma irmã quieta? Maria. Ela fica sentada aos pés do Senhor o tempo todo. Nunca faz nada pela casa; apenas fica ali sentada.

    Quem é a imagem para a pessoa mais extrovertida? Marta. “Preciso estar servindo.” O Senhor mantém as duas juntas para manifestar a plenitude. Não é uma questão de certo e errado nisso.

    Deus fez cada um de nós de modo assombroso e maravilhoso. Essas pessoas quietas, voltadas para dentro, amam aquela pequena expressão: “a voz mansa e suave”. Mas Provérbios diz que a sabedoria clama nas ruas.

    Há momentos em que o Senhor está clamando em alta voz. Quando o Senhor purifica o templo, Ele está clamando em alta voz. Ele Se levanta e clama:

    Do vosso interior fluirão rios de água viva.

    Ele está clamando em alta voz. Há uma grande manifestação exterior.

    Também há momentos em que o Senhor está quieto:

    Não a Minha vontade.

    Acho que coloquei esses dois na coluna errada, mas tudo bem. Na verdade, isso é só para ver se vocês estão prestando atenção.

    A lição é esta: não interpretemos nossa experiência com base em nosso temperamento natural. Temos muita tendência de dizer: “Ah, isso é espiritual porque se encaixa no meu pequeno conceito”.

    Tomem uma característica como a teimosia. Algumas das pessoas mais teimosas são aquelas quietas, introvertidas. Você não vai conseguir movê-las. Elas são o rochedo de Gibraltar.

    Vão ficar ali sentadas, com um sorriso no rosto, parecendo tão agradáveis, tão espirituais e tão tranquilas. Mas, se você as aconselhar a fazer alguma coisa, elas não vão fazer, não importa o que você diga, porque são teimosas.

    A teimosia de Pedro se manifesta de uma maneira, e a teimosia de João se manifesta de outra. Mas tudo isso precisa da operação da cruz em nossas vidas. Que o Senhor faça isso.

    Verdade, interpretação e humildade

    Dissemos que não estamos falando de uma diversidade de verdades. Há uma só verdade, mas há uma variedade de interpretações.

    Estamos estudando o Evangelho de Mateus agora, e sabemos que Mateus fala do Rei e do reino. Qual é a verdade ali? A verdade é que Ele é o Rei, e Seu reino está vindo sobre esta terra.

    Mas, quando entramos nas interpretações, temos muitas perguntas: quando ele virá? Como virá? Quem será arrebatado? Quem será arrebatado primeiro? Quantos arrebatamentos haverá? Quando o Senhor virá? Quem passará pela tribulação?

    É interessante. Aqueles que querem provar sua interpretação muitas vezes simplesmente falam mais alto. Falam como se dissessem: “É assim”. Qualquer pessoa que diga “É assim” em qualquer uma dessas interpretações, na verdade, é bastante insegura.

    Uma pessoa confiante diz: “Eu não sei ao certo, mas Deus sabe, e Ele nos mostrará o caminho para atravessar tudo isso. É nisso que eu creio”.

    Há muitas interpretações. Mas, quando falamos de diversidade, não estamos falando de diversidade no fundamento. Não há diversidade na Pessoa e na obra de Cristo. Isso é uma verdade sólida. Isso está estabelecido.

    Olhamos para esta mesa e para o que o Senhor fez. Não há diversidade nisso. Ele morreu por nós. Ele nos introduziu em Si mesmo. Louvado seja Deus por isso.

    A ordem sob a autoridade de Cristo como Cabeça

    Quando se trata dessa questão da diversidade, é fundamental lembrarmos que há uma só casa. Precisamos ver que Ele nos colocou nessa casa e que podemos permitir que Ele nos faça operar em conjunto.

    Meu desejo ao falar de diversidade é que, de alguma forma, possamos ver a diversidade em Cristo em contraste com a diversidade da nossa carne, porque Ele é Aquele que nos introduz em Sua casa.

    Há uma grande diversidade, como mencionamos antes. Mas, dentro dessa diversidade, também há uma grande ordem.

    Em cada cômodo de uma casa, há uma maneira de nos comportarmos. Em geral, comemos na área da cozinha. Não se deve comer na sala de estar, mas não queremos falar sobre isso.

    Cada cômodo tem um lugar e uma função. Para passar de um cômodo a outro, se você está na sala e quer ir para o quarto, passa pela porta. Não atravessa simplesmente a parede. Não derruba a parede.

    Quando você está no quarto e quer sair de casa, não sai pela janela — a menos que seja um adolescente tarde da noite. Você volta e passa pela porta da frente.

    Há ordem e lógica dentro da casa quanto à maneira de fazer as coisas. Nosso Deus é um Deus de ordem. Na casa de Deus, há uma ordem.

    Vemos Sua ordem desde a criação, e vemos Sua ordem ao longo de todo o Antigo Testamento: na casa de Deus, no tabernáculo e no templo. Havia ali uma ordem que Ele estabeleceu.

    Quando chegamos ao Novo Testamento, à igreja, vemos que, quando a igreja nasceu, nasceu com ordem. A ordem está sob Sua autoridade como Cabeça. À medida que o Cabeça dirige e age, uma ordem se manifesta e prevalece.

    Lembrem-se de 1 Coríntios 12:18: Deus colocou cada um onde Ele quis. Quando voltamos a Efésios 4:16, lemos:

    De Quem todo o corpo, bem ajustado e unido pelo que cada junta supre, segundo o funcionamento adequado de cada parte individual, promove o crescimento do corpo para a edificação de si mesmo em amor.

    Essa expressão, “segundo o funcionamento adequado de cada parte individual”, nos mostra como Deus, como Cabeça, dirige cada um de nós. Ele colocou cada um de nós em um lugar, e deseja que cada um trabalhe de acordo com o lugar em que Ele nos colocou e de acordo com a capacidade e a medida da Sua vida que nos concedeu.

    Devemos trabalhar onde fomos colocados e dentro da capacidade para a qual Ele nos projetou.

    Pensem no corpo de vocês. Deus nos deu mãos para pegar as coisas. Não fomos projetados para pegar as coisas com os cotovelos, embora às vezes tentemos equilibrar coisas neles.

    Fomos projetados para usar as mãos em determinadas coisas e os pés em determinadas coisas. Dentro da Sua casa, dentro do Seu corpo de Cristo, há uma ordem na qual Ele colocou cada um de nós exatamente onde nos quer. Ele deu a cada um de nós uma função e uma maneira de expressar essa função.

    É aqui que encontramos problemas, porque, quando nos deparamos com a ordem, começamos a resistir. Dizemos: “Não quero estar ali. Quero estar aqui. Quero fazer isto. Quero fazer aquilo”.

    Então começamos a pensar: “Bem, sou livre. O Senhor me salvou, e sou livre. Posso fazer o que quiser. Na verdade, não quero fazer isto; quero fazer aquilo”.

    Desenvolvemos uma mentalidade de liberdade centrada em nós mesmos, que acaba indo totalmente contra a ordem de Deus.

    A liberdade como discipulado

    Vamos às Escrituras e encontramos nossos versículos preferidos sobre liberdade. Chegamos a João 8:32 e falamos sobre como a verdade nos libertou.

    “Ah, graças a Deus. O Senhor é a verdade. Ele veio. Ele me libertou. Agora sou livre. Posso fazer o que quiser.” É mesmo?

    Vocês se lembram dos dois versículos dessa passagem? João 8:31-32 diz:

    Disse, pois, Jesus aos judeus que haviam crido Nele: Se vós permanecerdes na Minha palavra, sois verdadeiramente Meus discípulos;
    e conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará.

    Essa pequena expressão, “Se vós permanecerdes na Minha palavra”, significa que então vocês são verdadeiramente discípulos Dele. São os discípulos Dele que foram libertos.

    Do que eles são libertos? São libertos de si mesmos para servi-Lo. Sua vida não lhes pertence.

    Quando você é discípulo, está sob o controle e o governo Daquele de Quem está aprendendo — seu Mestre e seu Senhor. Ele é o Cabeça.

    Você percebe que entregou sua vida e está dizendo: “Senhor, não quero viver para mim mesmo. Quero viver para Ti”. Então somos livres nisso.

    Outro versículo preferido é 2 Coríntios 3:17:

    Ora, o Senhor é o Espírito; e onde está o Espírito do Senhor, aí há liberdade.

    Amamos essa expressão sobre liberdade, mas ali, por duas vezes, fala-se do Senhor em relação ao Espírito — o Espírito do nosso Senhor e Mestre. Estamos sob Seu governo; Ele está nos controlando.

    Gostamos de dizer: “Somos livres. Temos liberdade. Podemos fazer o que quisermos. Podemos adorar onde quisermos, adorar como quisermos, reunir-nos onde quisermos, reunir-nos quando quisermos, servir onde quisermos e servir quando quisermos, porque somos livres”.

    Mas será que já paramos de verdade para examinar nossa liberdade no Novo Testamento? O que as Escrituras dizem sobre nossa liberdade?

    Romanos 6:18 diz:

    E, tendo sido libertados do pecado, vos tornastes servos da justiça.

    Do que somos libertos? Somos libertos do pecado. Louvado seja Deus por isso. Mas por que somos libertos do pecado? Para nos tornarmos servos da justiça.

    Romanos 6:22 diz que, tendo sido libertados do pecado, nos tornamos escravos de Deus. Somos livres de nós mesmos, da escravidão do pecado, do mundo, da corrupção e do eu. Somos conduzidos à condição de nos colocarmos sob Seu governo e sermos escravos por amor, servos inteiramente vinculados a Ele.

    Somos livres para servi-Lo. No passado, éramos limitados. Não éramos livres para servir a Deus, porque estávamos servindo a outra coisa. Mas agora somos livres para servi-Lo, livres para fazer o que Ele deseja que façamos.

    1 Pedro 2:16 diz:

    Como livres, e não usando a liberdade por cobertura da maldade, mas como servos de Deus.

    Podemos usar mal a liberdade que temos. Quando usamos mal a liberdade e a empregamos para nós mesmos, voltamos à escravidão do eu. Tornamo-nos cativos do eu enquanto nos iludimos, pensando que somos livres.

    Aqueles que dizem ser livres para fazer tudo o que querem são, na verdade, escravos do eu. Mas queremos ser aqueles que são escravos de Cristo.

    Gálatas 5:13 diz:

    Porque vós, irmãos, fostes chamados à liberdade; somente não useis a liberdade como ocasião para a carne, mas, pelo amor, servi-vos uns aos outros.

    Há uma liberdade para servir uns aos outros dentro da casa de Deus — não fazendo isso com base em nossa própria força ou em nossa própria maneira carnal, mas como Ele deseja.

    1 Coríntios 8:9 diz:

    Mas vede que essa vossa liberdade não venha, de modo algum, a ser pedra de tropeço para os fracos.

    Vocês perceberão que, na liberdade que temos em Cristo, como escravos Dele, há consideração uns pelos outros. Há cuidado mútuo, atenção uns aos outros, o compromisso de não fazer os outros tropeçarem e de não ofender uns aos outros.

    Há uma ordem que Ele tem dentro da Sua casa. Não fomos libertos para fazer o que bem entendemos; fomos libertos para fazer Sua vontade. Somos livres para viver em Sua casa exatamente como Ele deseja que vivamos ali.

    Louvado seja Deus, irmãos e irmãs. Que maravilhoso privilégio nos foi concedido!

    O testemunho de Cristo por meio da diversidade e da ordem

    É trágico o quanto, hoje, temos compreendido mal essa liberdade e compreendido mal a diversidade. Pensamos que a diversidade é para a nossa própria carne, para podermos ser quem quisermos. Entendemos erroneamente a liberdade como liberdade para fazer o que queremos.

    Mas, ao chegarmos a essa questão da casa de Deus, Ele tem uma bela maneira pela qual deseja que vivamos juntos, trabalhemos juntos e manifestemos, por meio da diversidade e da ordem, a beleza e a glória — a multiforme sabedoria — de tudo o que Ele deseja.

    Que consideremos seriamente essas duas questões como dois desafios. Se temos dificuldade com essas questões, vamos entregá-las ao Espírito Santo e permitir que o Espírito nos sonde e opere em nós.

    É tão fundamental para o testemunho de Jesus nesta hora que Sua vida seja vista, porque estamos sendo aquilo que Ele nos chamou para ser.

    Lembramos que é uma só casa na qual Ele nos introduziu. Temos esta maravilhosa oportunidade de ver isso ser realizado em nós, à medida que somos edificados juntos com a porção do Seu povo com a qual nos reunimos.

    Vemos que o Senhor tem algo maravilhoso que deseja que façamos. Estamos dispostos a aceitar essa diversidade e essa ordem dentro da casa de Deus?

    Lembrem-se: há um propósito em que Sua multiforme sabedoria seja vista. Quando recuamos, essa multiforme sabedoria — a plenitude de tudo o que Ele deseja — não é vista.

    Quando cada um de nós não está realmente participando e sendo quem o Senhor nos chama para ser, a plenitude da Sua multiforme sabedoria não está sendo vista, e Seu testemunho fica ainda mais enfraquecido.

    Como precisamos permitir que o Espírito Santo opere em nós para que vejamos essa casa de Deus! Não é um ensino; é uma Pessoa. É uma vida para a qual Ele nos chamou.

    Permitiremos que o Espírito Santo opere em nós, levando-nos a enxergar a diversidade e a maneira singular pela qual Ele deseja Se expressar por meio de cada irmão e irmã?

    Que, por meio disso, permitamos que o testemunho do Senhor seja fortalecido e Sua volta seja apressada.

    Vamos orar.

    Senhor, somos tão gratos por Tua bondade e por Tua misericórdia para conosco.

    Senhor, às vezes acabamos colocando-Te numa caixa e dizendo: “Deus age desta maneira”. Senhor, obrigado pela maneira como Tu despedaçaste a caixa de Pedro na casa de Cornélio. Obrigado pela maneira como Tu trataste João.

    Senhor, queremos que Tu despedaces nossos conceitos falsos. Somos gratos pelo poder da cruz, que pode entrar e realizar essa obra de quebrantamento.

    Não queremos ser daqueles que recuam, mas daqueles que realmente prosseguem em Ti, Senhor, para Tua glória e Tua honra. Em nome de Jesus, amém.