Testimony Ministry LogoChristian Testimony MinistryCTM
  • Home
  • Speakers
  • Venues
  • Topics
  • Scripture
  • Fellowship Finder
THAT THE WORD OF THE LORD MAY RUN AND BE GLORIFIED
About CTMContact CTMPrivacy PolicyRelated Ministries
    Vision and Visions © 2026 Christian Testimony Ministry
    0:00
    Vision and Visions
    Vision and Visions
    Kaung, Stephen

    Visões e revelações do Senhor

    Por favor, abram em 2 Coríntios 12. Apenas um versículo: o versículo 1.

    Não me convém, na verdade, gloriar-me; mas passarei às visões e revelações do Senhor.
    —2 Coríntios 12:1

    Vamos fazer uma oração.

    Querido Senhor, queremos agradecer-Te por nos reunires diante de Ti. Senhor, o que tens a nos dizer? Estamos todos aqui. Abre o nosso entendimento para que, quando a Tua palavra nos for dada, ela penetre nas profundezas do nosso coração; para que possamos ver-Te por meio da Tua palavra e sejamos transformados e conformados à Tua imagem.

    Confiamos no Teu Espírito Santo para realizar essa obra, e tudo é para a Tua glória. Em Teu precioso nome oramos. Amém.

    A necessidade da visão celestial

    No último Dia do Senhor, tivemos comunhão a respeito dessa questão da visão. Como encontramos no livro de Provérbios, onde não há visão, o povo se entrega à falta de domínio; onde não há visão, o povo perece; onde não há visão, o povo se desintegra.

    Em outras palavras, vemos que existe algo chamado visão celestial, e é essa visão que o nosso Deus deseja que cada um de nós não apenas conheça, mas também experimente.

    Por que isso é assim? Porque essa visão celestial está relacionada ao propósito eterno de Deus. Antes mesmo da fundação do mundo, antes mesmo de Deus começar a fazer qualquer coisa, Ele concebeu uma vontade segundo o Seu beneplácito. A Sua vontade diz respeito ao Seu Filho amado.

    Então, Ele expressou essa vontade em uma visão para revelá-la a nós, Seu povo, a fim de que o Seu propósito a respeito do Seu Filho fosse cumprido. Irmãos e irmãs, existe algo chamado visão celestial, e ela é indispensável para todo crente.

    Vemos que essa é a visão que Ele deu a Pedro, e é também a visão que Ele deu a Paulo. Embora as ocasiões sejam diferentes e os detalhes sejam diferentes, os princípios, o esboço, o conteúdo e a realidade da visão são os mesmos.

    Queridos irmãos e irmãs, sentimos que é de tremenda importância que o povo de Deus veja essa visão. É a visão a respeito do nosso Senhor Jesus: Quem Ele é e o que Ele é para nós. Ela também diz respeito à igreja que Ele está edificando: o que é a igreja e qual é a relação que todos nós temos com essa igreja.

    Receptividade espiritual e revelação divina

    Não vamos retomar o que já mencionamos, mas, logo de início, gostaríamos de fazer uma pergunta: por que parece que o povo de Deus hoje não apreendeu essa visão, nem foi apreendido por ela?

    Agora, irmãos e irmãs, quando chegamos às coisas espirituais, há algo que todos precisamos saber: o homem natural nada pode fazer. Deus é espiritual; portanto, tudo o que diz respeito a Deus está, do ponto de vista natural, além da nossa capacidade.

    A Bíblia diz:

    O homem natural não compreende as coisas do Espírito de Deus, porque lhe parecem loucura;
    e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente.

    Portanto, quando chegamos às coisas espirituais, todos nós, humanamente falando, somos incapazes. Não há nada que possamos fazer. Tudo precisa vir de Deus.

    Mas graças a Deus, porque o nosso Deus é o Deus que Se revela. Vocês se lembram de Gênesis 16 e de Agar. Deus Se revelou a ela. Graças a Deus, o nosso Deus não é Aquele que Se esconde. Se Deus Se escondesse, ninguém jamais O conheceria, porque Ele está além da nossa capacidade. Mas, graças a Deus, Ele Se abaixa até nós e deseja que O conheçamos. Ele é o Deus que Se revela.

    Por que, então, se Deus é o Deus que Se revela, não recebemos essa revelação e não vemos essa visão? É porque, como o nosso irmão mencionou durante o partir do pão, agrada a Deus ocultar a Sua vontade daqueles que se consideram sábios e prudentes, mas revelá-la aos pequeninos.

    Em outras palavras, se nos considerarmos sábios e prudentes, veremos que as coisas espirituais estão ocultas de nós. Mas, se realmente tivermos um coração como o de uma criança — humilde, inocente, considerando-nos como nada —, então Deus nos revelará o Seu pensamento.

    Quando vocês leem o Sermão do Monte, veem que o nosso Senhor Jesus começa assim:

    Bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles é o reino dos céus.
    Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque eles serão fartos.
    Bem-aventurados os limpos de coração, porque eles verão a Deus.
    —Mateus 5:3, 6, 8

    O nosso Senhor Jesus disse:

    Graças Te dou, ó Pai, Senhor do céu e da terra, porque ocultaste estas coisas aos sábios e entendidos e as revelaste aos pequeninos.
    —Mateus 11:25

    Portanto, queridos irmãos e irmãs, se realmente queremos receber essa visão celestial, precisamos ter a atitude de uma criança. Se nos considerarmos conhecedores, acabaremos afastados dessa visão.

    A nossa oração é que Deus sempre nos mantenha em um espírito de humildade, como se nada soubéssemos, e que realmente depositemos a nossa confiança Nele. À medida que tivermos um coração que O busca, Ele Se revelará a nós e nos capacitará não apenas a ver a visão, mas também a fazer parte dela.

    A visão no singular e as visões no plural

    Nesta manhã, gostaríamos de considerar juntos a questão da visão e das visões. Em primeiro lugar, a visão está no singular. Em outras palavras, a visão celestial é uma só.

    Mas, quando essa visão nos é dada, ela nos é dada apenas em suas linhas gerais. Foi assim quando Pedro estava em Cesareia de Filipe: o Pai celestial lhe revelou o Filho, e então o Filho prosseguiu, revelando-lhe a igreja.

    O mesmo aconteceu com Paulo. Quando ele estava no caminho de Damasco, o nosso Senhor Jesus Se revelou a ele e lhe mostrou como Ele e a igreja são um: quem toca Nele, a Cabeça, toca no Corpo.

    Precisamos, antes de tudo, de um esboço da visão celestial. Essa visão é composta de duas partes. A primeira diz respeito ao nosso Senhor Jesus; a segunda está relacionada à igreja. Se virmos apenas uma parte, perderemos de vista o propósito completo de Deus.

    Mas, quando a visão celestial é revelada, isso não significa que, por termos a visão, já tenhamos a realidade. Em outras palavras, a visão nos dá apenas um esboço.

    Então, vemos que o Senhor nos dá visões — muitas visões — para preencher esse esboço com conteúdo. Se tivermos apenas a visão, sem a realidade, nos tornaremos meros idealizadores. Não haverá nada real; tudo será apenas ideia e ideal.

    Mas, à medida que as visões continuam em nossa vida, todos os detalhes vão sendo preenchidos, até chegarmos à plenitude de Cristo e à plenitude da igreja. É por isso que as visões são tão importantes.

    Não digam: “Dez anos atrás, Deus me deu a visão”. A pergunta é: e hoje? Ainda estamos recebendo visões? Deus ainda está Se revelando a nós? Ele está transformando a visão em vocação? Esse é o nosso problema.

    A visão transformada em vocação

    Não queremos abordar isso do ponto de vista teológico; gostaríamos de abordá-lo do ponto de vista prático. Queremos escolher alguns exemplos práticos da Palavra para mostrar como, quando alguém recebe a visão celestial, o Senhor começa a revelar cada vez mais.

    Nas visões seguintes, os detalhes vão sendo preenchidos. As pessoas entram na realidade e no aspecto prático da visão, até que a visão se torna uma vocação. Somente quando a visão se torna vocação é que ela é viva e real.

    Gostaríamos de usar dois exemplos da Bíblia. Um deles é, naturalmente, o apóstolo Paulo.

    A experiência de Paulo com Cristo como vida

    Todos nós sabemos que, no caminho de Damasco, esse verdadeiro fariseu foi convertido em um verdadeiro crente. Toda a sua vida mudou. Em vez de perseguir os cristãos, ele passou a ser perseguido.

    Mas, ao ler os seus escritos, vocês descobrem que ele não nos diz que, por ter recebido a visão celestial no caminho de Damasco, tornou-se perfeito. Pelo contrário, ele nos conta como o Senhor continuou tornando essa visão real em sua vida.

    Gostaria de usar duas ilustrações da vida dele. Uma se encontra em Romanos, nos capítulos 6 a 8. Algumas pessoas dizem que a experiência de Paulo em Romanos 7 foi a sua experiência antes de ser salvo. Mas creio que sabemos que não é assim: esse capítulo nos conta o que aconteceu em sua vida cristã depois de ter sido salvo.

    Antes de uma pessoa ser salva, a sua mente não é renovada. Mas aqui encontramos alguém que conhece a vontade de Deus. Ele diz: “Conheço o pensamento de Deus. Sei qual é o pensamento de Deus”. Além disso, ele tem o desejo de fazer a vontade de Deus.

    Mas ele descobre uma dificuldade: não consegue fazê-la. Não é porque não a conhece; é porque não consegue fazê-la. Por quê? Porque, mesmo depois de ter sido salvo e de ter recebido uma nova vida — a vida de Cristo nele —, ele encontra um conflito dentro de si.

    Essa nova vida lhe dá uma nova mente e faz com que ele deseje fazer a vontade de Deus e agradar a Deus em tudo. Mas, quando deseja fazer a vontade de Deus, descobre que não consegue fazê-la.

    Por quê? Porque descobre que há duas vidas diferentes dentro dele. Em seu espírito, em seu novo espírito, Cristo é a sua vida. Mas, em sua alma, ele descobre que ainda existe a velha vida adâmica.

    Quanto à vida interior, ele deseja fazer a vontade de Deus. Mas, quando tenta fazê-la, a outra vida — a vida natural em sua alma — a rejeita e prevalece sobre ela, porque essa velha vida é forte. Ela está ali há anos; vem atuando há anos.

    A nova vida de Cristo nele é fraca, enquanto a velha vida de Adão é forte. Ele não consegue vencer essa vida adâmica, e há uma luta em sua vida.

    Creio, irmãos e irmãs, que todos nós que cremos no Senhor Jesus experimentaremos essas coisas, mais cedo ou mais tarde. Talvez, no início, quando cremos no Senhor Jesus, seja como se fôssemos levados às nuvens. Tudo parece um mar de rosas.

    Durante o nosso primeiro amor, se o Senhor nos pede alguma coisa, é fácil. Mas, aos poucos, percebemos que estamos voltando à terra, e, em nossa vida espiritual, há uma guerra civil dentro de nós.

    Se realmente amamos o Senhor, isso nos incomoda, porque percebemos que temos mais derrotas do que vitórias. Em Romanos 7, esse homem deseja a vontade de Deus, mas, quando tenta fazê-la, encontra outra vida e outro poder — o poder do pecado dentro dele — que o arrasta para baixo.

    Então, ele luta contra isso e descobre que o querer está nele, mas o realizar não. Por fim, diz:

    Já não sou eu que faço isto, mas o pecado que habita em mim.

    Ele se vê sem forças e sem esperança.

    Depois de lutar por algum tempo — não sabemos quanto —, ele clama:

    Miserável homem que eu sou! Quem me livrará do corpo desta morte?
    —Romanos 7:24

    Agora, irmãos e irmãs, vocês já chegaram a esse ponto? Ao olharmos para trás, para a nossa experiência, depois de muitas derrotas, se realmente tivermos um coração voltado para Deus, não aceitaremos essas derrotas como definitivas. Continuaremos nos esforçando e lutando até finalmente descobrirmos que não somos páreo para o velho Adão.

    Quando descobrirmos e reconhecermos esse fato, então clamaremos:

    Miserável homem que eu sou! Quem me livrará do corpo desta morte?

    Graças a Deus, quando estamos desesperados e realmente descobrimos que, em nós mesmos, somos incapazes, o socorro está ali. Em Romanos 7:24, Paulo clama:

    Miserável homem que eu sou! Quem me livrará do corpo desta morte?

    Então, no versículo seguinte:

    Dou graças a Deus por Jesus Cristo, nosso Senhor.
    —Romanos 7:25

    Em outras palavras, você começa a descobrir que não é você quem vence; é Cristo em você, que é sempre vitorioso. Você se entrega ao Senhor e permite que Ele faça isso por você.

    Quando você se volta para o Senhor e confia na vida Dele para viver, em vez de usar a sua própria vida para viver a vida cristã, então descobre que há vitória, e há um grito de vitória.

    No caminho de Damasco, Paulo viu o Filho de Deus e O chamou de Senhor. Mas, em sua vida prática, ele ainda não havia realmente deixado que o Senhor fosse o seu Senhor. Ainda estava tentando fazer as coisas para o Senhor.

    Até descobrir que o Senhor é verdadeiramente o Senhor da sua vida e permitir que Ele assumisse o controle, Paulo continuou lutando. Mas, quando confiou no Senhor, a vitória estava ali.

    Vocês já ouviram muitos testemunhos a respeito disso: como o Senhor nos levou de uma vida cristã vivida pela nossa própria vida para uma vida cristã vivida pela nova vida de Cristo dentro de nós. Esse é o segredo.

    Ter a visão celestial não significa que você já a alcançou. Significa simplesmente que um novo horizonte se abriu diante de você, e que há um caminho, uma direção a seguir. Você descobre que a vida do nosso Senhor Jesus é a sua vida.

    Assim, o apóstolo Paulo podia dizer:

    Porque para mim o viver é Cristo.
    —Filipenses 1:21

    As visões e revelações de Paulo

    Há outra ocasião que gostaríamos de mencionar. Quando Paulo escreveu 2 Coríntios, no capítulo 12, ele disse:

    Passarei às visões e revelações do Senhor.

    Ele mencionou especialmente uma coisa. Disse que, catorze anos antes, conhecera um homem em Cristo — se no corpo ou fora do corpo, ele não sabia — que fora arrebatado ao terceiro céu.

    Então, disse:

    Conheço o tal homem — se no corpo ou fora do corpo, não sei —
    que foi arrebatado ao paraíso.

    Ele menciona ter sido arrebatado ao terceiro céu, onde Deus habita, e depois arrebatado ao paraíso.

    Sabemos que o paraíso é o lugar onde descansam os mortos bem-aventurados. Aqueles que estão no Senhor, depois de morrerem, vão para o paraíso e ali descansam até o tempo da ressurreição.

    Algumas pessoas pensam que, quando o nosso Senhor Jesus subiu ao céu, Ele levou o paraíso Consigo, de modo que o paraíso hoje está no céu. Mas isso não pode ser, porque, na ressurreição, os mortos ressuscitarão e serão levados aos ares. Se já estivessem no terceiro céu, teriam de descer do céu para os ares.

    Portanto, sabemos que, ainda hoje, o paraíso continua na terra. Mas Paulo não teve permissão para compartilhar conosco o que ouviu no paraíso. Isso, porém, não significava que ele não pudesse compartilhar o que havia visto e ouvido no terceiro céu.

    Graças a Deus por isso. Ao ler a carta aos Efésios ou a carta aos Colossenses, vocês encontram Paulo falando sobre o mistério de Deus e o mistério de Cristo. O mistério de Deus é Cristo, e o mistério de Cristo é a igreja.

    Esses são os dois maiores mistérios do universo. Ficamos pensando em como ele conheceu esses mistérios. Será que, quando foi levado ao terceiro céu, viu e ouviu coisas a respeito deles?

    É claro que não sabemos realmente quando isso aconteceu com ele. Ele fala de catorze anos antes, mas, mesmo hoje, ninguém consegue nos dizer exatamente quando ele foi levado ao terceiro céu ou ao paraíso.

    A única coisa que sabemos é que, se alguém é levado ao paraíso, isso acontece quando morre. Vocês se lembram de quando Paulo pregou o evangelho pela primeira vez na Ásia Menor: ele foi apedrejado e arrastado para fora, pois pensavam que estivesse morto. Mas, quando os discípulos o cercaram, ele se levantou e entrou na cidade.

    Fico pensando se isso aconteceu naquela ocasião, embora, cronologicamente, não pareça ter ocorrido catorze anos antes. Não sabemos exatamente quando aconteceu. A única coisa que sabemos é que aconteceu, e ali ele pôde conhecer o mistério de Deus e o mistério de Cristo de uma maneira quase além da compreensão humana.

    Por causa disso, o Senhor permitiu que Satanás colocasse uma estaca na vida dele. Não era um pequeno espinho; no original, é uma estaca. O Senhor permitiu que uma estaca entrasse em sua vida para que ele não se tornasse orgulhoso, tendo recebido tamanha revelação e tamanha visão.

    Humanamente falando, alguém se orgulharia disso. Então, Deus o humilhou, permitindo que Satanás colocasse essa estaca em sua vida. Por essa razão, Paulo orou três vezes diante do Senhor para que a estaca fosse removida.

    Sabemos que, quando Paulo orou, não foi por uma razão egoísta. Foi para a glória de Deus, porque ele estava pregando o evangelho. Se pregava um Deus poderoso enquanto ele próprio se encontrava em tamanha fraqueza, isso parecia uma contradição e poderia parecer um obstáculo à eficácia de sua obra.

    Portanto, para a glória de Deus, ele pediu ao Senhor três vezes que a removesse. Mas o Senhor tinha uma resposta melhor:

    A Minha graça te basta, porque o Meu poder se aperfeiçoa na fraqueza.
    —2 Coríntios 12:9

    Paulo, tendo visto isso, gloriou-se em sua fraqueza. Irmãos e irmãs, geralmente nos gloriamos em nossa força. Tentamos esconder a nossa fraqueza e nos lamentamos por ela. Mas aqui está um homem que conhecia Deus tão bem que podia gloriar-se em sua fraqueza, para que o poder de Deus fosse manifestado.

    Mesmo na vida de Paulo, a visão celestial foi sendo cumprida gradualmente. Ele foi introduzido na visão, assim como a visão foi introduzida nele. Esse é o propósito de Deus.

    A revelação progressiva na vida de Pedro

    Irmãos e irmãs, ter a visão é apenas um começo; não é um fim. Não se deem por satisfeitos, pensando que, por terem recebido a visão, já possuem tudo. De maneira nenhuma.

    A menos que Deus lhes dê visões continuamente e lhes permita conhecer cada vez mais, a visão não se tornará a sua vocação. É preciso que vocês sejam, por assim dizer, absorvidos por essa visão.

    Agora, gostaríamos de usar outro exemplo: Pedro. Com Pedro acontece o mesmo. Em Mateus 16, quando Pedro reconheceu o nosso Senhor Jesus como o Cristo, o Filho do Deus vivo, isso foi uma grande revelação.

    O nosso Senhor Jesus disse:

    Bem-aventurado és tu, Simão Barjonas, porque não foi carne e sangue que te revelou isto, mas Meu Pai, que está nos céus.
    —Mateus 16:17

    Em outras palavras, foi uma revelação; foi uma visão. Pedro foi levado a ver e confessar que Jesus é o Cristo, o Filho do Deus vivo.

    Com base nessa confissão, o nosso Senhor Jesus pôde revelar-lhe algo mais. Ele disse:

    Tu és Pedro.

    Uma pequena pedra. Você tem a Minha vida em você. Então, Ele disse:

    Edificarei a Minha igreja, e as portas do Hades não prevalecerão contra ela.
    —Mateus 16:18

    Que revelação, que visão Pedro recebeu naquela ocasião! É por isso que a Igreja Romana considera Pedro o fundamento da igreja. Mas isso é um erro.

    Imediatamente depois, em Mateus 16, o nosso Senhor Jesus começou a dizer aos Seus discípulos que precisava ir a Jerusalém, ser espancado, ser crucificado e, ao terceiro dia, ressuscitar dentre os mortos.

    O Senhor Jesus estava revelando como Ele, nosso Senhor, Se tornaria o Cristo. Ele precisava entregar a Si mesmo para cumprir a missão do Pai. Foi uma tremenda revelação.

    Mas o que Pedro fez? Ele segurou o Senhor e disse: “Senhor, isso nunca Te acontecerá. Tem misericórdia de Ti mesmo. Não vás para a cruz. Tu não precisas disso”.

    O nosso Senhor Jesus Se voltou e disse:

    Para trás de Mim, Satanás; tu Me serves de tropeço, porque não compreendes as coisas que são de Deus, mas as que são dos homens.
    —Mateus 16:23

    Aqui vemos Satanás tentando usar Pedro para dissuadir o nosso Senhor Jesus de ir à cruz. Se isso acontecesse, não haveria salvação. Mas o nosso Senhor Jesus conhecia as artimanhas do inimigo e as venceu.

    Mesmo depois de Pedro ter recebido tamanha visão e revelação, ele ainda não havia chegado lá. Ainda estava pensando em si mesmo. Ainda estava pensando segundo a carne — não segundo o pensamento de Deus, mas segundo o pensamento do homem.

    Como ele precisava ser liberto, até chegar a perceber o pensamento de Cristo e viver de acordo com ele!

    A lição da transfiguração

    Há outra ocasião em Mateus 17. O nosso Senhor Jesus disse que, antes de alguns deles morrerem, veriam o Filho do Homem vindo em Seu reino.

    Então, em Mateus 17, o nosso Senhor Jesus tomou três de Seus discípulos — Pedro, Tiago e João, os três mais próximos Dele — e os levou ao monte da transfiguração. Ali, o nosso Senhor Jesus foi transfigurado.

    A glória saiu Dele. Não era apenas a glória de Deus; era a glória do Filho do Homem, porque Ele viveu uma vida que agradava tanto ao Pai que a glória emanou Dele.

    Então, Moisés e Elias apareceram e falaram com Ele sobre a Sua partida. Em outras palavras, conversavam sobre como Ele havia vindo ao mundo, como o Verbo Se fez carne e habitou entre os homens, cheio de graça e de verdade, e como agora deixaria o mundo.

    Como Ele partiria deste mundo? Enquanto conversavam sobre isso, Pedro despertou e fez uma sugestão. Pedro era tão falante; sempre tinha grandes ideias.

    Ele disse: “Senhor, é bom estarmos aqui. Temos a Ti, temos Moisés e temos Elias. O que mais queremos? Vamos morar aqui para sempre. Faremos três tabernáculos para vocês descansarem”.

    Ele pensou que havia feito uma boa sugestão, mas o Pai celestial o interrompeu. Uma nuvem de glória — a glória Shekinah — veio, e eles ouviram uma voz:

    Este é o Meu Filho amado, em Quem Me comprazo; escutai-O.
    —Mateus 17:5

    Não fale; ouça-O. O seu lugar ainda é aqui: ouvir. O seu lugar não é fazer sugestões.

    Irmãos e irmãs, aqui vemos Pedro aprendendo outra lição, e essa lição está relacionada à visão celestial. Cada lição que Deus nos capacita a aprender tem o objetivo de cumprir essa visão celestial, de colocar essa visão celestial em nossa vida e de nos colocar dentro dessa visão celestial.

    Você considera Jesus como Senhor, mas está tentando ser o senhor Dele, dizendo-Lhe o que fazer em vez de ouvir o que Ele deseja. Há outra lição aqui: cada lição que aprendemos depois de crer no Senhor Jesus está relacionada à visão celestial. Ela nos introduz nessa visão e introduz essa visão em nós.

    A visão em Jope

    Há ainda outra ocasião em Atos 10. Pedro subiu ao terraço da casa para orar. Enquanto orava, caiu em êxtase e viu um grande lençol descendo do céu.

    Dentro do grande lençol havia toda espécie de quadrúpedes, aves do céu e répteis impuros. Então, ele ouviu uma voz:

    Levanta-te, Pedro; mata e come.

    Pedro, sendo um judeu que observava as leis alimentares, nunca havia comido nada impuro. Ele guardava as regras levíticas. Por isso, disse: “Senhor, em toda a minha vida nunca comi coisa alguma impura”.

    A voz disse:

    Não faças tu comum ao que Deus purificou.
    —Atos 10:15

    Isso aconteceu três vezes. Irmãos e irmãs, como são fortes as nossas opiniões! Mesmo com a voz do céu lhe explicando, Pedro ainda resistia e não aceitava nada impuro.

    Mas, depois que a visão desapareceu, Pedro ficou pensando nela. Vocês se lembram de como os mensageiros de Cornélio chegaram e bateram à porta, e Deus disse: “Vai com eles”.

    Finalmente, quando Pedro chegou e viu aquelas pessoas, o que ele disse? Disse que, em toda nação, aqueles que temem a Deus e praticam a justiça são aceitos por Ele. Era por isso que havia vindo.

    Esse foi o início da abertura do evangelho aos gentios. Embora Pedro já tivesse recebido a revelação da igreja em Mateus 16 — o próprio Senhor Jesus lhe dissera: “Edificarei a Minha igreja” —, ele ainda não sabia o que a igreja realmente era.

    Ele pensava que a graça de Deus era somente para os judeus, e não para os gentios. Não via a universalidade da igreja.

    Na igreja, não há distinção de nacionalidade, posição social, formação cultural ou formação religiosa. Em Cristo, Ele é tudo e está em todos.

    Aqui, mais uma vez, vemos uma grande revelação. Essa revelação acrescentou conteúdo à visão celestial que Pedro havia visto no início.

    A continuidade das visões e revelações

    Queridos irmãos e irmãs, não se contentem apenas com a ideia de que, alguns anos atrás, pela graça de Deus, Ele abriu os seus olhos e vocês viram a visão celestial. Isso é apenas o começo.

    Precisamos prosseguir. Se não prosseguirmos, mais cedo ou mais tarde nos tornaremos meros idealizadores. Nada será real, nada será verdadeiro e nada será prático.

    Mas, graças a Deus, depois que Ele nos revela aquela visão celestial inicial, o Seu pensamento é que isso tenha continuidade. É aí que as visões, no plural, entram em nossa vida.

    Portanto, a questão, irmãos e irmãs, é esta: somos pessoas que estão continuamente recebendo visões e revelações?

    Se a visão e a revelação cessam em nossa vida, isso significa que a nossa vida espiritual está estagnada. Se estamos vivendo diante do Senhor, então veremos que continuamente nos são dadas mais luz, mais visão e mais revelação.

    Tudo isso preenche os detalhes. Essas coisas nos introduzem na visão que Deus nos mostrou, tornam essa visão uma realidade para nós e a colocam em nossa vida.

    Portanto, irmãos e irmãs, esta é a nossa oração: não se contentem com aquilo que já receberam. Se nos contentarmos, a nossa vida espiritual parará ali.

    Mas a nossa vida espiritual é viva; ela está sempre prosseguindo, prosseguindo. Graças a Deus, o nosso Deus é infinito. Por isso, o que torna a vida cristã tão emocionante é que ela nunca chega ao fim.

    Hoje estamos aprendendo; mesmo na era vindoura, ainda estaremos aprendendo, e não há fim. Portanto, irmãos e irmãs, não nos acomodemos nem nos demos por satisfeitos.

    Que o Senhor crie em nós esse anseio, esse desejo, esse empenho e essa disposição. Como Paulo disse:

    Não que já a tenha alcançado ou que seja perfeito; mas prossigo para alcançar aquilo para o que fui também alcançado por Cristo Jesus.
    … esquecendo-me das coisas que atrás ficam e avançando para as que estão diante de mim,
    prossigo para o alvo, pelo prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus.
    —Filipenses 3:12-14

    Irmãos e irmãs, essa deve ser a nossa atitude. Que o Senhor tenha misericórdia de nós. Vamos orar?

    Querido Senhor, nós Te louvamos e Te agradecemos porque Tu és o Deus infinito, sempre nos chamando para o alto, para Te seguir. Ó querido Senhor, como é maravilhoso saber que não há fim para o conhecimento de Ti, nem fim para as Tuas visões e revelações.

    Contudo, Senhor, não permitas que fiquemos estagnados ou parados no mesmo lugar. Continua a nos atrair, a nos convidar e a nos chamar, para que possamos esquecer o que ficou para trás e prosseguir em direção a Ti.

    Ó querido Senhor, guia-nos, nós Te pedimos, em Teu precioso nome. Amém.