Por favor, abram no livro de Apocalipse. Apocalipse 1 — apenas um versículo, Apocalipse 1:9.
Eu, João, irmão vosso e companheiro na tribulação, no reino e na perseverança em Jesus, estava na ilha chamada Patmos, por causa da palavra de Deus e do testemunho de Jesus.
Vamos fazer uma oração.
Querido Senhor, como desejamos louvar-Te e agradecer-Te. Pessoas como nós são tão privilegiadas por poderem sentar-se Contigo e comer Contigo. Nós Te louvamos e agradecemos por tudo o que fizeste por nós. Tu conquistaste o nosso coração. Somos Teus para sempre.
Que a Tua vontade seja feita na vida de cada um de nós. Estamos aqui, Senhor. Que preço — que grande preço pagaste por nós! Ó querido Senhor, fala, e nós Te seguiremos. Em Teu precioso nome, amém.
Acabamos de participar da mesa do Senhor, e eu estava pensando em como será bom quando, ao participarmos da mesa do Senhor, entrarmos nas bodas do Cordeiro. E essa é a nossa bendita esperança.
Temos compartilhado sobre o testemunho de Deus. Creio, irmãos e irmãs, e espero que agora todos estejamos convencidos de que não há nada mais importante para nós, cristãos, do que o testemunho de Deus.
Fomos comprados por um preço. Não vivemos para nós mesmos. Qual é o nosso objetivo? Qual é o sentido da nossa vida? É o testemunho de Jesus.
O testemunho de Jesus nos diz Quem Jesus é. E, por causa do que Ele é, isso não deve ser apenas uma teoria para nós; é vida para nós. Se Ele é o Princípio e o Fim, e Aquele que vive, então Ele deve ser o primeiro e o último em nossa vida.
Nós, que vivemos, já não devemos viver por nós mesmos; é Cristo Quem vive em nós. Portanto, tudo o que o nosso Senhor Jesus é, isso é o que devemos ser, porque é Ele Quem vive em nós. E esse é o testemunho de Jesus.
Nesta manhã, gostaríamos de compartilhar sobre esta questão do caminho. Como entramos no testemunho de Jesus? Encontramos nas Escrituras pessoas que têm o testemunho de Jesus. E nós, estamos entre essas pessoas?
Se realmente desejamos ter o testemunho de Jesus, então onde está o caminho? Como podemos entrar nele, irmãos e irmãs?
Nos últimos anos, tenho sentido profundamente que não se trata de quanto sabemos. Não se trata de uma abordagem teológica. Tenho sentido profundamente que é hora de abordarmos toda essa questão do ponto de vista prático.
Em outras palavras, como podemos entrar no testemunho de Jesus por experiência própria? Ou, dizendo de outra maneira, de que modo prático o testemunho de Jesus pode se tornar o nosso testemunho?
Quando vocês leem Apocalipse 1:9, o apóstolo João diz:
Eu, João, irmão vosso e companheiro na tribulação, no reino e na perseverança em Jesus.
João, nosso irmão, foi exilado na ilha de Patmos. Por quê? Está escrito:
Por causa da palavra de Deus e do testemunho de Jesus.
A palavra de Deus se refere a tudo o que encontramos no Antigo Testamento, e o testemunho de Jesus é o que encontramos no Novo Testamento. Portanto, em outras palavras, João foi exilado por uma razão: porque tinha o testemunho de Jesus.
Então, creio que podemos aprender com ele, de maneira muito prática, como entrar no testemunho de Jesus.
Creio, irmãos e irmãs, que todos nos lembramos de que, entre os discípulos do nosso Senhor Jesus, ele foi um dos primeiros a segui-Lo. No Evangelho de João, encontramos que ele era discípulo de João Batista.
Sabemos que, naquela época, entre o povo judeu, havia alguns que realmente aguardavam a vinda do Messias. Embora, como nação, parecesse que todo o povo esperava pelo Messias, infelizmente a maioria esperava por Ele pela razão errada — por razões políticas.
Mas havia alguns entre o povo judeu que realmente aguardavam a vinda do Messias. Não apenas esperavam, mas, de fato, estavam preparando o caminho para a Sua vinda.
Portanto, embora João fosse pescador, não era um pescador comum. Vemos que, em seu negócio, eles tinham empregados. Além disso, conheciam a família do sumo sacerdote. Assim, João, em certo sentido, era uma pessoa bastante incomum. Mas ele tinha um coração voltado para o Messias.
Então, quando João Batista veio pregando:
É chegado o reino dos céus. Arrependei-vos.
João respondeu. Ele se tornou discípulo de João Batista.
Um dia, enquanto estava com seu mestre, o Senhor Jesus passou por ali. João Batista apontou para o Senhor Jesus e disse:
Eis o Cordeiro de Deus.
Imediatamente, João deixou João Batista e seguiu o nosso Senhor Jesus. Ele e André foram os primeiros a seguir o Senhor. O Senhor Se voltou para eles e disse:
Que buscais?
Irmãos e irmãs, eles não queriam mais ensinamentos. Queriam a Ele. Então disseram:
Onde moras?
Em outras palavras: “Queremos ficar Contigo”.
Durante o tempo em que ficaram com o Senhor, reconheceram que Ele era o Messias. Portanto, o apóstolo João estava entre os primeiros que seguiram o Senhor. Ele se tornou discípulo do nosso Senhor Jesus.
Entre os apóstolos, ele foi o último a morrer. Assim, teve uma longa história com o Senhor. E não apenas isso: sabemos pelas Escrituras que, entre todos os discípulos, ele era o mais próximo do Senhor.
Quando o nosso Senhor Jesus o chamou, vocês se lembram de que Ele deu alguns apelidos aos Seus discípulos. Aos dois filhos de Zebedeu, Tiago e João, o Senhor deu o nome de Boanerges, que significa “filhos do trovão”.
Todos nós conhecemos o trovão. Quando ele irrompe, é terrível. Por que o Senhor chamou Tiago e João de filhos do trovão?
Se vocês observarem João, verão que ele era uma pessoa muito quieta, muito reservada. Nós o chamaríamos de introvertido. Parecia estar sempre muito quieto, mas era muito atento.
Ele guardava tudo no coração. Refletia profundamente. Não era uma pessoa superficial. Não era uma pessoa falante. Não era uma pessoa expansiva. Pelo contrário, era reservado e ficava na sua, mas era profundo.
Mas o Senhor Jesus o conhecia e disse que ele era um filho do trovão. Em outras palavras, não devemos nos deixar enganar por sua quietude exterior, porque, na verdade, as coisas iam se acumulando dentro dele. E, quando ele explodia, era terrível. Esse era João.
Agora, irmãos e irmãs, eu realmente agradeço ao Senhor por Ele ter feito cada um de nós de maneira diferente. Não apenas nossa aparência exterior é diferente; até mesmo nossa alma é diferente.
Muitas vezes penso: olhe para o seu rosto — uma área tão pequena. Quantos traços há no seu rosto? Muito poucos. No entanto, Deus consegue colocar esses poucos traços numa área pequena, e cada pessoa é diferente. Ninguém é igual. Deus realmente ama a variedade.
Irmãos e irmãs, não apenas nossa aparência física é diferente; nossa alma também tem uma forma. Cada alma tem uma forma diferente. Algumas almas são extrovertidas, assim como Pedro; ele gostava de falar. Outras são introvertidas; ficam na sua e são quietas. Algumas são muito rápidas; outras são muito lentas.
Somos todos diferentes. Irmãos e irmãs, nosso Deus ama a variedade. Ele não quer tornar todos nós iguais. Por isso, não devemos imitar uns aos outros. Seja aquilo que Deus o fez para ser. Isso é belo e maravilhoso.
Mas, quer você seja extrovertido, quer seja introvertido, a origem é a mesma: Adão é o mesmo. Não há diferença.
Quando vocês leem a Bíblia, certamente sentem muita compaixão por Pedro, porque veem que o nosso Senhor Jesus tratou com ele de maneira muito severa. Por quê? Porque ele falava tudo o que pensava. Estava sempre tentando ser o primeiro a falar, e era o primeiro a ser disciplinado.
Então, quando vocês leem sobre a vida de Pedro, veem que ele foi uma pessoa profundamente disciplinada pelo Senhor. Muitas vezes, vocês sentem compaixão por ele: “Pedro, fique de boca fechada, e tudo ficará bem”.
Mas aqui encontramos João. Ele era muito quieto. Andava por ali quase sem ser notado, mas tudo estava em seu coração. Ele era um filho do trovão.
Vocês se lembram do relato em Lucas 9:49-50. Enquanto o nosso Senhor Jesus viajava, havia uma pessoa que expulsava demônios em nome do Senhor, mas essa pessoa não acompanhava os discípulos que seguiam Jesus.
João veio ao Senhor e disse:
Mestre, vimos um homem que em Teu nome expulsava demônios, e nós lho proibimos, porque não Te segue conosco.
Em outras palavras, vemos que ele era muito exclusivista. “Você precisa seguir o Senhor conosco; caso contrário, está de fora.” E o Senhor disse:
Quem não é contra vós é por vós.
Então, o nosso Senhor passou pelas aldeias de Samaria, e uma delas não quis recebê-Lo. Vocês sabem que os judeus e os samaritanos não se relacionavam, especialmente quando alguém estava a caminho de Jerusalém.
Normalmente, quando os judeus viajavam da Galileia para Jerusalém, atravessavam o rio Jordão e seguiam pelo outro lado até chegar a Jerusalém. Mas o nosso Senhor Jesus passou por Samaria, e aquela aldeia não quis recebê-Lo.
Vocês veem João e Tiago — como eram zelosos pelo Senhor! Vieram ao Senhor e disseram: “Veja, esta aldeia não Te recebeu”.
Senhor, queres que digamos que desça fogo do céu e os consuma?
Exteriormente, eram zelosos pelo Senhor, mas, na verdade, vemos o que havia em seu coração. Então, o nosso Senhor Jesus disse:
Vós não sabeis de que espírito sois.
Esse é um espírito errado, porque o Senhor veio como Cordeiro. Esse é o Seu espírito. Aqui vemos um espírito contrário ao espírito do Senhor.
Vocês também se lembram de que os discípulos, embora não tivessem uma origem social elevada, discutiam entre si o tempo todo. Pensavam: “Quem é o maior entre nós?” Até mesmo à mesa do Senhor, vemos que ainda disputavam quem era o maior.
Então, vemos como os dois filhos de Zebedeu recorreram à mãe. Humanamente falando, a mãe deles era tia do nosso Senhor Jesus, e a palavra de uma tia tem certa autoridade.
Na última viagem do nosso Senhor Jesus a Jerusalém, eles trouxeram a mãe e foram até Ele. A mãe disse: “Tenho um pedido. Promete que o atenderás”.
Acho que ela estava um pouco envergonhada de pedir um tratamento especial, por isso pediu ao Senhor que assinasse um cheque em branco. Graças a Deus, nosso Senhor nunca assina um cheque em branco. Então, Ele trouxe a questão à tona e disse: “Agora, o que você realmente quer?”
Ela disse: “Meu pedido é que, quando Te sentares no trono” — porque eles pensavam que o Senhor estava indo a Jerusalém para ser coroado —, “meus dois filhos se sentem, um à Tua direita e outro à Tua esquerda”.
Não é de admirar que os outros dez tenham ficado indignados. O nosso Senhor disse:
Podeis vós beber o cálice que Eu bebo?
Sem saber o que realmente era aquele cálice, disseram:
Podemos.
O Senhor disse:
Em verdade, vós bebereis o cálice que Eu bebo.
Mas sentar-se à Minha direita e à Minha esquerda não cabe a Mim conceder; cabe ao Meu Pai.
Os outros dez discípulos ficaram indignados porque aqueles dois tinham passado à frente deles.
Portanto, irmãos e irmãs, quer vocês sejam introvertidos, quer sejam extrovertidos, diante de Deus são iguais, porque é a mesma vida adâmica que está em nós.
Não pensem que, por João ser uma pessoa tão amável, ele não foi muito disciplinado pelo Senhor. Pelo contrário, vemos que o Senhor tratou com ele de maneira muito séria.
Por que menciono isso? Porque o caminho para ter o testemunho de Jesus é o caminho do discipulado. E discipulado significa estar sob disciplina.
Sei que essa palavra, disciplina, é algo de que não gostamos, especialmente em nossos dias. Queremos que tudo seja livre. Nem mesmo os pais podem disciplinar os filhos, e os professores não podem disciplinar os alunos. Deixem todos crescer livremente.
Mas, irmãos e irmãs, se vocês leem a palavra de Deus, veem que a disciplina é essencial. Se vocês amam seus filhos, disciplinem seus filhos. Sem disciplina, não podemos ser libertos de Adão. Não podemos seguir o Senhor. Esse é o único caminho.
Então, qual é o caminho para ter o testemunho de Jesus? Não é um caminho em que você se senta numa cadeira e é levado ao céu. Esse é outro caminho.
O caminho é este: negar a si mesmo, tomar a sua cruz e seguir o Senhor.
Sei que esse não é um caminho popular. Sei que as pessoas não gostam dele. Naturalmente falando, ninguém ama a disciplina. Queremos ser donos de nós mesmos, andar com as próprias pernas e defender os nossos direitos. É assim que somos.
Mas, irmãos e irmãs, o único caminho para ter o testemunho de Jesus é por meio da cruz. Sem a cruz, não há coroa.
Portanto, queridos irmãos e irmãs, embora esse caminho não seja popular, a palavra de Deus o apresenta com muita clareza. Esse é o caminho do testemunho. Estamos andando nele?
Creio, irmãos e irmãs, que todos conhecemos a Grande Comissão em Mateus 28:18-20. Antes de o nosso Senhor subir ao céu, Ele deu à Sua igreja uma Grande Comissão.
Graças a Deus, por causa dessa Grande Comissão, vemos como pessoas foram a diferentes países para pregar o evangelho da graça, buscar e salvar os perdidos.
Mas, irmãos e irmãs, receio que tenhamos entendido mal a Grande Comissão que o nosso Senhor deu à igreja. É verdade que a evangelização é fundamental, porque, se as pessoas não forem evangelizadas e não crerem no Senhor Jesus, como vocês poderão discipulá-las? Como poderão ser discípulas?
Hoje, irmãos e irmãs, tratamos os crentes e os discípulos como dois tipos diferentes de pessoas. Você pode ser um crente e não ser discípulo do Senhor Jesus. Mas, se ler a Bíblia, verá que crentes e discípulos são a mesma coisa.
Se você crê no Senhor Jesus, se O recebeu como seu Salvador, se tem desfrutado de toda a salvação que Ele lhe deu, será que isso o torna mais egocêntrico, mais voltado para si mesmo?
Pelo contrário, porque recebemos tamanha misericórdia e graça do nosso Senhor Jesus, irmãos e irmãs, qual é a nossa resposta?
Rogo-vos, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, que apresenteis os vossos corpos como sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto espiritual.
Irmãos e irmãs, nós, que fomos salvos, não temos o direito de viver para nós mesmos. Seja qual for a sua profissão, você vive para Cristo. Vocês são discípulos Dele.
Portanto, a Grande Comissão é: vão às nações e façam discípulos. Não apenas as evangelizem. A evangelização está incluída, mas não é o objetivo final. O que Deus quer são discípulos de todas as nações.
Irmãos e irmãs, o que vocês entendem por discipular? Receio que haja muitos equívocos a respeito do discipulado.
Lembro-me de que, na década de 1960, houve nos Estados Unidos um movimento bastante expressivo chamado movimento carismático. Muitas pessoas foram salvas.
Lembro-me de que, em Fort Lauderdale, na Flórida, havia sete queridos irmãos — irmãos com dons, que amavam o Senhor. O Senhor começou a lhes revelar uma coisa após outra, e eles eram tão capazes que procuravam colocar em prática tudo o que o Senhor lhes mostrava.
Em determinado momento, o Senhor lhes mostrou o discipulado e, quando compreenderam algo a esse respeito, colocaram-no em prática. Começaram a colocar uma pessoa acima de outra, e uma exercia domínio sobre a outra, que era seu discípulo.
Isso se espalhou por todo o país, atravessando as fronteiras denominacionais. Se você fosse colocado sob a autoridade do seu mestre, havia diferentes níveis, e esses sete estavam no topo — os apóstolos. Eles controlavam sua vida, tudo em sua vida: não apenas sua vida espiritual, mas sua vida diária, sua vida familiar, tudo em sua vida.
Irmãos e irmãs, isso causou um problema tão grande no movimento carismático que quase o dividiu. Por quê? Porque eles não estavam fazendo discípulos de Cristo; estavam fazendo discípulos de homens.
Costumo dizer que nossa alma é muito preciosa para o nosso Deus. Ele não entregará nenhuma alma aos cuidados absolutos de outra pessoa. Somente Ele é responsável por nossa alma.
Sim, precisamos de ajuda. Precisamos de pessoas que nos ajudem a chegar a Cristo, não que nos levem a elas mesmas. Trata-se de Cristo, não de mim.
Antigamente, não havia escolas como as que temos hoje. Você paga e vai à escola, como se contratasse os professores. Mas, no passado, não havia esse sistema.
Se você quisesse aprender um ofício, o que faria? Procuraria um mestre — talvez um carpinteiro, ou outra pessoa habilidosa — e assinaria um contrato.
Quando se tornava aprendiz do seu mestre, você não continuava em casa. Deixava sua casa e passava a morar com seu mestre, como se fosse um membro da família dele.
Normalmente, durante o primeiro ano, ele nem sequer deixava você tocar nas ferramentas. Nesse primeiro ano, você vivia com a família dele. O que fazia? Servia à família. Varria o chão. Ajudava a cuidar das crianças.
Levava comida ao seu mestre. Era como um servo naquela família. Você poderia dizer: “Bem, eu vim aprender o ofício. O que isso tem a ver comigo?” Não. Fundamentalmente, tinha de ser assim.
Por quê? Porque você não está apenas aprendendo um ofício; está aprendendo uma vida.
Depois de concluir seu aprendizado, você não apenas adquiriu a habilidade do seu mestre, mas anda como ele, fala como ele e age como ele. O caráter dele começa a caracterizar você. Isso é discipulado.
Irmãos e irmãs, não estamos indo para a escola de Cristo; estamos indo para a academia de treinamento de Cristo. Não é apenas um exercício mental; é um exercício espiritual.
Por que o nosso Senhor Jesus, na Grande Comissão, diz que devemos ir às nações e fazer discípulos? Como?
Batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo.
Eu me pergunto por que o discipulado começa com o batismo. As pessoas dizem: “Bem, se creio no Senhor Jesus, graças a Deus estou salvo. Mas por que devo ser batizado?”
Porque, no batismo, você entrega a si mesmo. Quando entra na água, isso simboliza que morreu com Cristo. Quando está debaixo da água, você é sepultado com Cristo. Quando sai da água, você ressuscita com Cristo.
Em outras palavras, quando você é batizado, entrega-se totalmente. Ao sair da água, já não é você; é Cristo Quem vive em você. Você entregou sua vida, seus direitos e tudo o que tem ao Senhor.
O batismo é uma declaração de fé. Declaramos que somos tão constrangidos pelo amor de Cristo que nos entregamos inteiramente a Ele.
Esse é o início do discipulado, irmãos e irmãs. É isso que consagração realmente significa.
Por que a Bíblia nos diz: “Pelas misericórdias de Deus”? As múltiplas misericórdias de Deus são descritas de Romanos 1 a Romanos 11. Quem pode medir as misericórdias de Deus que foram derramadas sobre nós? Qual é a nossa resposta?
Apresentar voluntariamente, por amor, nosso corpo como sacrifício vivo. Por que nosso corpo? Porque é por meio dele que vivemos nossa vida.
Em outras palavras, a consagração é para todo crente. Ninguém deve crer e deixar de se consagrar, porque o próprio fato de sermos salvos mostra que já não pertencemos a nós mesmos. Somos Dele.
Esse é o começo, não o fim. Irmãos e irmãs, graças a Deus, quando cremos no Senhor Jesus, isso não é o fim; é o começo.
Daquele dia em diante, o Senhor, por meio do Seu Espírito Santo que habita em nós, começará a trabalhar em nós para fazer morrer a velha vida adâmica e formar Cristo Jesus em nós, crescendo em nós até que sejamos transformados e conformados à Sua imagem.
Irmãos e irmãs, esse é o caminho para ter o testemunho de Jesus.
Esse é o caminho que o apóstolo João percorreu, e é um caminho aberto a cada um de nós. Irmãos e irmãs, estamos nesse caminho?
O nosso Senhor Jesus nos deu um exemplo por meio da maneira como viveu nesta terra, negando a Si mesmo continuamente e submetendo-Se por completo à vontade do Seu Pai, até a morte — sim, a morte de cruz.
O Senhor disse:
Segue-Me.
Tomai sobre vós o Meu jugo, e aprendei de Mim, que sou manso e humilde de coração; e encontrareis descanso para as vossas almas.
Irmãos e irmãs, por natureza, todos nós somos animais selvagens. Temos nossos próprios pensamentos, nossas próprias ideias, nossa própria determinação, nossa própria vontade e nosso próprio caminho.
Precisamos aprender de Cristo. Como aprendemos Dele? Tomando o Seu jugo. Então encontraremos descanso, sabem? E isso é discipulado.
Portanto, queridos irmãos e irmãs, espero que cada um de nós aqui responda ao chamado do discipulado, entregue-se ao Senhor e permita que Ele forme Cristo em nós até que sejamos conformados à Sua imagem.
Creio que essa é a razão da nossa conferência aqui. Que o Senhor tenha misericórdia de nós. Vamos orar?
Querido Senhor, Tu fizeste tudo por nós. O que podemos fazer por Ti? Nada podemos fazer a não ser entregar-nos a Ti e permitir que realizes em nós a Tua maravilhosa salvação, que cumpras o Teu propósito, até que sejamos transformados e conformados à Tua imagem, para o louvor da Tua glória. Pedimos em Teu nome, amém.