Por favor, abram em Colossenses 3:11.
Onde não pode haver grego e judeu, circuncisão e incircuncisão, bárbaro, cita, escravo, livre;
mas Cristo é tudo e em todos.
E Efésios 1:9-10:
Fazendo-nos conhecer o mistério da Sua vontade, segundo o Seu beneplácito, que propôs em Si mesmo,
para uma dispensação da plenitude dos tempos, de fazer convergir todas as coisas em Cristo,
as coisas nos céus e as coisas sobre a terra.
Vamos orar?
Querido Senhor, reconhecemos que estamos pisando em terra santa. Nós Te louvamos e Te agradecemos pela Tua preciosa promessa: onde dois ou três estiverem reunidos em Teu nome, ali Tu estás no meio deles.
Estamos reunidos aqui em Teu nome, e cremos que Tu estás aqui conosco. Queremos tirar os nossos sapatos ao nos aproximarmos da Tua santa presença, firmados na Tua graça sem limites, e dizer: “Senhor, o que tens a nos dizer?” Fala agora; os Teus servos estão ouvindo.
Que a Tua vontade seja feita na terra como é feita no céu, em nosso meio. Estamos aqui para Ti. Que Tu sejas glorificado. Pedimos em Teu precioso nome. Amém.
Agradecemos ao Senhor por nos reunir neste momento. Toda vez que Deus nos dá uma oportunidade como esta, sinto que isso é uma expressão da longanimidade e da misericórdia de Deus.
Creio, irmãos e irmãs, que todos nós cremos que o nosso Senhor virá em breve. Na verdade, Ele pode vir a qualquer momento. Como seria bom se Ele viesse agora.
Mas, irmãos e irmãs, por não estarmos preparados para vê-Lo, Ele nos dá novas oportunidades. Ele quer que cada um de nós esteja bem preparado para Ele. Ele quer que O vejamos face a face, sem vergonha.
Então, quando Ele nos reúne aqui, está nos dando outra oportunidade. Somos muito gratos ao Senhor, e nossa oração é que não percamos essa oportunidade — que cada um de nós esteja pronto e aberto a Ele.
Que o propósito que Ele tinha para cada um de nós, mesmo antes da fundação do mundo, seja plenamente realizado. Não é apenas para nós mesmos; é para Ele. Essa é a razão pela qual estamos reunidos aqui neste momento.
Creio, irmãos e irmãs, que todos nós conhecemos o tema desta conferência. Ele foi extraído de Colossenses 3:11:
Cristo é tudo e em todos.
Sabemos que esse versículo se refere à igreja. Isto é, Cristo é tudo e está em todos na Sua igreja. Mas sabemos, pela Palavra de Deus, que isso vai além da igreja. É claro que é importante que a igreja experimente Cristo como tudo e em todos, mas isso se aplica ao universo inteiro.
Então, irmãos e irmãs, gostaríamos de começar nesta manhã com o propósito eterno de Deus. Talvez todos nós já tenhamos ouvido essa expressão: o propósito eterno de Deus. Mas o que isso tem a ver conosco?
Mesmo quando cremos no Senhor Jesus, não estamos pensando no propósito eterno de Deus; estamos pensando em nós mesmos. Na verdade, todo aquele que crê no Senhor Jesus o faz por razões egoístas.
Queremos ser salvos para poder ir ao céu. Queremos ser salvos para que nossos pecados sejam perdoados. Queremos ser salvos para não ir ao inferno. Tudo isso é egoísmo.
Mas o nosso Deus Se rebaixa ao nosso nível. Ele está disposto a salvar até pessoas tão egoístas como nós. E, mesmo depois de sermos salvos, provavelmente ainda continuamos centrados em nós mesmos na nossa vida cristã.
Nós nos consideramos o centro do universo. Tudo é para nós. Deus é para nós. Cristo é para nós. Nós somos o centro. Irmãos e irmãs, somos pessoas tão centradas em nós mesmas.
Por essa razão, não nos preocupamos com o propósito eterno de Deus. Precisamos ser libertos — libertos de uma vida centrada em nós mesmos para uma vida consciente de Cristo, consciente de Deus.
No princípio, Deus. Deus é o princípio de tudo.
Como encontramos em Efésios 1:9-10, Ele nos fez conhecer o mistério da Sua vontade, segundo o Seu beneplácito, que propôs em Si mesmo para a administração da plenitude dos tempos, a fim de reunir todas as coisas sob a autoridade de Cristo.
Existe algo chamado o mistério da Sua vontade. Deus tem a maior vontade do universo, e, quando Ele determina a Sua vontade, o faz segundo o Seu beneplácito.
Há algo que agrada profundamente a Deus. É o centro do Seu coração. Segundo o Seu beneplácito, mesmo antes da fundação do mundo — quando não havia nada além do próprio Deus —, Deus estabeleceu uma vontade, e essa vontade Lhe agrada profundamente.
Tudo o que Deus faz depois disso é segundo essa vontade. Essa vontade governa todas as ações de Deus. Ela O governa na criação, na redenção e na Sua obra de restauração. Tudo é segundo essa vontade.
Vocês podem ver como isso é importante. Se alguma coisa não estiver dentro dessa vontade, não tem valor diante de Deus. Tudo o que Ele faz é segundo essa vontade, para o cumprimento dessa vontade.
Irmãos e irmãs, é essa vontade que governa o universo. Ela governa todas as ações de Deus, e é essa vontade que governa cada um de nós. Vocês podem ver como a vontade eterna é importante.
Para dizer de maneira bem simples, a vontade eterna de Deus é esta: Ele quer reunir todas as coisas sob a autoridade de Cristo.
No coração de Deus, há uma única Pessoa, e essa Pessoa é o Seu Filho amado. Por amor ao Seu Filho amado, Ele fará todas as coisas.
Essa é a razão da Sua criação. Essa é a razão da Sua redenção. Ele quer que o Seu Filho seja tudo e esteja em todos.
Em outras palavras, reunir todas as coisas sob a autoridade de Cristo significa que tudo estará sob a autoridade de Cristo. Algumas versões dizem que Deus reunirá todas as coisas em Cristo.
Mas o que significa fazer convergir todas as coisas em Cristo? Vamos usar uma ilustração que encontramos em Romanos 13:9.
O apóstolo Paulo está falando de todos os mandamentos de Deus:
Não matarás.
Não adulterarás.
Não serás ganancioso.
Não cobiçarás as coisas dos outros.
Seja qual for o mandamento, todos se resumem em uma palavra, e essa palavra é amor:
Amarás o teu próximo como a ti mesmo.
Ao ler o Antigo Testamento, vocês encontram não apenas os Dez Mandamentos, mas, além deles, muitos estatutos e ordenanças. No entanto, sejam quais forem, todos se resumem no amor.
Isso porque, por trás de todos esses mandamentos, o princípio que os governa é o amor. Se você ama, não matará. Se você ama, não cometerá adultério. Se você ama, não será ganancioso. O amor é a síntese de todos os mandamentos.
Da mesma maneira, todas as coisas se resumem em Cristo — não apenas as coisas no céu, mas também as coisas na terra, e até mesmo as coisas debaixo da terra. Não há exceção.
Cristo é o princípio de todas as coisas. Cristo é o princípio que governa a obra de Deus. É Cristo que tem valor diante de Deus. Se não for Cristo, então Deus não Se interessará por isso.
Se estivermos relacionados ao propósito eterno de Deus, seremos aceitos por Deus. Se nossas ações, nossos pensamentos ou qualquer outra coisa não estiverem relacionados ao propósito eterno de Deus, então, aos olhos de Deus, isso é mau e será rejeitado.
Vocês encontram essa ilustração usada pelo nosso Senhor Jesus até mesmo no Sermão do Monte. Um dia, as pessoas poderão vir ao Senhor e dizer:
Pregamos em Teu nome.
Fizemos milagres em Teu nome.
Expulsamos demônios em Teu nome.
Mas o nosso Senhor Jesus dirá:
Não vos conheço.
Isto é: “Não vos aprovo”. Vocês são maus aos olhos de Deus.
Então, queridos irmãos e irmãs, essa é a importância do propósito eterno de Deus.
Lembro-me de que, pela graça de Deus, quando Ele me salvou em 1935, o Seu amor encheu o meu coração, e eu realmente tinha o desejo de servi-Lo.
Eu estava no ensino médio naquela época. Alguns de nós, estudantes, nos reunimos e organizamos todo tipo de reunião religiosa. Organizamos grupos para ir aos povoados pregar. Sempre que a igreja tinha alguma atividade, estávamos na linha de frente. Procurávamos trazer as pessoas para dentro do prédio, para que ouvissem o evangelho. Todos nós estávamos ardendo pelo Senhor.
Mas, embora servíssemos a Deus, nós O servíamos segundo a nossa própria vontade. Pensávamos: “É isso que Deus quer, e vamos fazer isso para Ele”. Ainda estávamos centrados em nós mesmos.
Em 1935, comecei a trabalhar com o irmão Watchman. Durante vários anos, viajei pela China para pregar o evangelho, levar pessoas à salvação e reuni-las.
Posso dizer que havia quatro coisas que enfatizávamos:
É claro que, depois que o povo de Deus se reunia, estudávamos a Bíblia com eles. Fiz isso durante vários anos. Eu sentia que, se fosse apenas isso, então não havia nada. Fiquei muito cansado espiritualmente.
Graças a Deus, Ele age de maneira misteriosa. Eu estava em Singapura quando a Segunda Guerra Mundial começou, e fiquei retido ali. No último instante, Deus abriu um caminho para que eu escapasse. Foi simplesmente maravilhoso.
Havia uma pequena embarcação costeira de carga fugindo para Rangum. Essa era a minha rota, porque eu queria passar por Rangum, e a Estrada da Birmânia havia acabado de ser aberta. Eu queria seguir por essa estrada de volta ao interior da China.
Ainda me lembro: era 30 de dezembro. Singapura estava começando a ser cercada, e às quatro horas uma pequena embarcação saiu de lá. Havia mais de cem chineses a bordo. O cais estava em chamas. Não tínhamos proteção alguma — apenas uma pequena embarcação, sozinha em mar aberto.
Mas, graças a Deus, havia alguns irmãos e irmãs naquela embarcação, então orávamos todos os dias. Deus nos tirou de lá.
Deveríamos ir para Rangum, mas, no terceiro dia, o capitão anunciou que não poderíamos ir para lá. Rangum havia caído nas mãos dos japoneses. Para onde iríamos?
Antes de embarcar, havíamos assinado documentos dizendo que eles poderiam nos desembarcar em qualquer lugar do mundo, e que a responsabilidade seria nossa. O capitão anunciou: “Vamos para Madras, na Índia”.
Não vou entrar em detalhes, pois Deus fez uma obra maravilhosa. Depois de dez dias, chegamos a Madras. Não nos permitiram desembarcar, mas, após dois dias de negociação, conseguimos fazê-lo.
Então conheci uma irmã no Senhor de quem já havia ouvido falar — Lady Olga. Ela pertencia a uma família nobre. Seu pai era milionário, e seu marido era um militar com título de nobreza. Ambos haviam morrido, e ela havia ficado sozinha.
Ela tinha dinheiro, posição e tudo o que este mundo podia oferecer, mas sentia que a vida não tinha sentido. Era cristã, mas ainda sentia que a vida não tinha significado.
Em certo ano, antes de participar da Convenção de Keswick, na Inglaterra, ela participou de outra convenção, fundada pela senhora Penn-Lewis. Ali ouviu um jovem falar sobre o propósito eterno de Deus.
De repente, seus olhos se abriram, porque ela viu que a vida tinha sentido. Antes, sentia que a vida não tinha significado. Tinha tudo — mas de que adiantava? Agora, seu horizonte se ampliou. Ela conheceu o propósito de Deus e passaria a viver para Deus.
Na Índia, ela comprou várias casas em um dos melhores lugares de veraneio. As propriedades tinham jardins ingleses, criados e empregadas. Seu ministério era convidar, todos os verões, os servos de Deus para descansar ali.
Pela providência de Deus, fui para a casa dela. Passei dois meses e meio ali e, durante aquele período de quietude, Deus começou a falar comigo. Ele começou a me revelar o Seu propósito eterno. Começou a me mostrar que Cristo é tudo.
Eu já pregava havia anos, mas tinha chegado ao meu limite. Então, de repente, meu horizonte se ampliou. Não há limite para Cristo.
Então, irmãos e irmãs, precisamos ver que o propósito eterno de Deus não é apenas uma expressão teológica. O propósito eterno de Deus é extremamente prático. Ele afeta toda a nossa vida.
Não considerem o propósito eterno de Deus algo distante — algo bom para se falar, mas que não é prático, real ou vivo. Descobrimos que ele toca cada parte da nossa vida.
Precisamos conhecer o propósito eterno de Deus. Então seremos libertos de uma vida centrada em nós mesmos para uma vida centrada em Cristo.
Ainda estamos centrados em nós mesmos? Estamos pensando em nós mesmos como o centro do universo? Tudo começa conosco e termina conosco. Cristo é para mim. Deus é para mim. Todos são para mim.
Se esse for o caso, estamos fora do propósito eterno de Deus, e nossa vida será um desperdício. Por melhor que ela seja, se não for a vontade de Deus e não estiver relacionada ao propósito de Deus, não terá valor eterno.
Para vivermos uma vida de valor eterno, precisamos ver que Cristo é tudo e está em todos. Isso precisa ser uma experiência. Não deve ser apenas uma teoria sobre a qual pensamos e falamos; deve ser praticado na vida diária.
Isso nos afeta hoje, amanhã e para sempre. Vocês veem como o propósito eterno de Deus é importante.
Você acha que está no centro do coração de Deus? Não, é Cristo. Cristo é o centro do coração de Deus.
No coração de Deus, quem vocês veem? Ninguém além do Seu Filho amado. Tudo é para o Seu Filho. Tudo deve convergir em Cristo Jesus. Essa é a obra de Deus ao longo de todas as eras.
Vamos abrir em Colossenses 1:15? Quando Deus criou o universo, como Ele o criou? Descobrimos que o universo inteiro — tudo o que há no universo — foi criado Nele, isto é, em Cristo Jesus.
O que significa ser criado Nele? Ele é como um arquiteto. Projetou tudo a partir da Sua natureza e do Seu caráter, e criou todas as coisas.
Tudo foi criado Nele, tudo foi criado por Ele, e tudo foi criado para Ele. Ele não é apenas o arquiteto; é também o engenheiro. Ele é o dono de tudo. Ele é antes de toda a criação, e toda a criação se mantém unida Nele.
É isso que a criação é. No princípio, toda a criação O louvava e O glorificava. Todas as coisas O expressavam e manifestavam o Seu caráter.
E não apenas isso: Ele é tudo em todos para a Sua igreja, o corpo de Cristo. Ele é o princípio, e é tudo para a igreja.
Quando o universo foi desintegrado por causa do pecado, Ele passou a ser Aquele que, no futuro, restaurará todas as coisas. Ele reconciliará todas as coisas com a plenitude de Deus. Esse é o propósito eterno de Deus. Esse é o mistério da vontade de Deus.
Agora, irmãos e irmãs, sabemos que há outro mistério na Bíblia. Ele é chamado de mistério da iniquidade, como encontramos em 2 Tessalonicenses 2:7.
Por que o chamamos de mistério? Um mistério é algo oculto, que precisa ser revelado. Nosso Deus é o Deus que Se revela.
Em Gálatas 1:15-16, Paulo diz que aprouve a Deus revelar o Seu Filho nele. Nosso Deus tem prazer em revelar. Irmãos e irmãs, como precisamos depender Dele.
Especialmente nas coisas espirituais, não podemos depender da nossa sabedoria e do nosso conhecimento. Por mais conhecimento ou sabedoria que tenhamos, precisamos de revelação da parte de Deus.
Como disse o nosso Senhor Jesus em Mateus 11:25:
Ocultaste estas coisas aos sábios e entendidos,
e as revelaste aos pequeninos.
Irmãos e irmãs, diante de Deus precisamos ser como crianças — não infantis, mas com a simplicidade de uma criança. Isto é, reconhecemos que nada sabemos. Dependemos da Sua revelação.
Que o Senhor nos dê o espírito de sabedoria e de revelação para o pleno conhecimento de Deus. Não basta conhecer as coisas espirituais apenas na mente. Na verdade, se você conhece as coisas espirituais apenas na mente, isso o condena; não o salva.
Você precisa receber de Deus o espírito de sabedoria e de revelação. Graças a Deus, Ele é Aquele que Se revela. Ele tem prazer em revelar o Seu Filho em nós.
Quando você entra em uma casa onde há um bebê, a primeira coisa que percebe é que os pais querem lhe mostrar o bebê. Nosso Deus é assim. Ele tem um Filho amado, e o Seu beneplácito é manifestar o Seu Filho.
Mas, infelizmente, encontramos outro mistério: o mistério da iniquidade. Ele começou antes mesmo da criação original do homem.
Os seres criados mais elevados são os anjos. Eles são chamados de estrelas da manhã. Havia uma estrela da manhã que foi criada com tamanha perfeição. Deus deu àquele arcanjo tanta sabedoria, tanto talento e uma posição tão elevada. Ele era um querubim ungido. Estava muito perto de Deus e provavelmente conduzia os anjos na adoração a Deus.
Mas, por causa da sua beleza e do seu talento, ele começou a se orgulhar de si mesmo. Começou a pensar em si mesmo. Não deveria pensar em si mesmo; deveria pensar em Deus e conduzir os outros anjos a adorar a Deus. Mas tornou-se centrado em si mesmo.
Em Isaías 14:12-15, a passagem está falando sobre o rei da Babilônia, mas, de repente, aparecem palavras que não podem se aplicar a nenhum ser humano — nem mesmo ao rei da Babilônia. A Bíblia fala da estrela brilhante, e ela se tornou centrada em si mesma.
Cinco vezes ele falou de si mesmo:
Eu subirei.
Eu me assentarei no conselho de Deus.
Eu serei semelhante ao Altíssimo.
Por ter se tornado centrado em si mesmo, foi expulso da presença do trono de Deus.
Esse é o início da iniquidade. Esse é o início de Satanás. Ele se tornou o adversário de Deus por estar centrado em si mesmo.
Em Ezequiel 28:12-17, quando Deus está falando sobre Tiro, de repente aparece uma descrição que não pode se aplicar apenas ao governante terreno. Ela mostra como, por causa da sua sabedoria e do seu comércio, ele se tornou centrado em si mesmo e se tornou um adversário de Deus.
Esse é o espírito da iniquidade. Agora, para resumir a história, como Deus reagiria a isso? Na verdade, aniquilar esse arcanjo seria algo fácil para Deus. Ele poderia dizer uma palavra, e estaria feito — como um adulto tentando vencer um bebê.
Então, qual é a estratégia de Deus? Sua estratégia é fazer com que alguém inferior a um anjo derrote o Seu inimigo. Essa é a razão pela qual o homem foi criado.
Irmãos e irmãs, não fomos criados sem uma razão. Por que Deus criou o homem de maneira tão singular? Ele nunca havia criado nada semelhante.
Somente quando criou o homem é que Ele o criou à Sua própria imagem, segundo a Sua própria semelhança. Por que o homem é tão especial? Porque Deus tem um propósito para o homem.
O homem foi feito um pouco menor que os anjos, mas Deus pretendia que, no fim, o homem derrotasse o Seu inimigo. Irmãos e irmãs, temos uma missão. Deus nos criou com uma missão: Ele quer que derrotemos o Seu inimigo.
Como podemos fazer isso? Em nós mesmos, somos inferiores aos anjos. Como podemos derrotar alguém superior a nós?
Há um caminho: recebemos a vida de Deus. Com a nossa própria vida, somos sempre derrotados. Mas, com a vida de Cristo em nós — Cristo é a nossa vida —, temos a vida de Deus em nós, e é por essa vida que podemos derrotar o inimigo.
O primeiro homem fracassou, e todos em Adão fracassaram. Mas Deus enviou o segundo Homem, Cristo, o Seu próprio Filho.
Ele esvaziou a Si mesmo e veio a este mundo. Assumiu a forma de homem, até mesmo a forma de escravo. Isto é, toda a Sua vida foi uma vida de submissão a Deus e de negação de Si mesmo.
Satanás tentou desviá-Lo, mas Ele nunca cedeu à tentação. Foi obediente ao Seu Pai até a morte, sim, até a morte de cruz.
Nosso Senhor Jesus disse:
Está consumado.
A obra está concluída. O inimigo está derrotado. Agora Ele nos deu a Sua vida, e é por essa vida que devemos derrotar o inimigo.
Irmãos e irmãs, essa é a nossa missão. Vocês podem ver como é importante não apenas sermos salvos, mas também vivermos pela vida de Cristo em nós.
Infelizmente, irmãos e irmãs, ainda estamos centrados em nós mesmos. Confiamos em nós mesmos. Mesmo com boas intenções, estamos destinados ao fracasso.
É sábio nos entregarmos verdadeiramente ao Senhor, negarmos a nós mesmos e permitirmos que a Sua vida assuma o controle de nós. Então todas as obras do inimigo serão derrotadas em nossa vida.
Cresceremos na vida espiritual e nos tornaremos verdadeiramente uma igreja santificada para Deus.
Então, nesta manhã, eu gostaria apenas de estabelecer o fundamento e dizer que é da vontade de Deus que estejamos dentro do Seu propósito eterno. Somente essa vida tem valor.
Um dia, quando estivermos diante do tribunal de Cristo, este será o critério do julgamento: é Cristo ou é você?
Que o Senhor tenha misericórdia de nós. Não considerem isso uma ideia teológica. Não há nada mais prático do que o propósito eterno de Deus.
Que a nossa vida esteja ligada ao propósito de Deus todos os dias, para que vejamos a Sua bendita face. Que Ele tenha misericórdia de nós. Vamos orar.
Querido Senhor, nós Te pedimos um espírito de sabedoria e de revelação. Reconhecemos que, sem a Tua revelação, jamais poderemos compreender.
Nosso horizonte ficará limitado a nós mesmos. Ó querido Senhor, por amor de Ti mesmo, pedimos que amplie o nosso horizonte, que nos liberte de nós mesmos e nos encha de Cristo.
Que possamos verdadeiramente testemunhar que Cristo é tudo e em todos, para a glória de Deus e para o cumprimento do Seu propósito. Pedimos em Teu precioso nome. Amém.