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THAT THE WORD OF THE LORD MAY RUN AND BE GLORIFIED
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    New Covenant Ministry #2 © 2026 Christian Testimony Ministry
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    New Covenant Ministry #2
    New Covenant Ministry #2
    Kaung, Stephen

    A Vida na Nova Aliança

    Por favor, abram no livro de Hebreus.

    Leitura Bíblica: Hebreus 8:6-13

    Mas agora Ele obteve um ministério mais excelente, tanto quanto é Mediador de uma aliança superior, estabelecida sobre melhores promessas.
    Porque, se aquela primeira aliança tivesse sido irrepreensível, não se teria buscado lugar para uma segunda.
    Pois, repreendendo-os, Ele diz: Eis que vêm dias, diz o Senhor, em que consumarei uma nova aliança com a casa de Israel e com a casa de Judá;
    não segundo a aliança que fiz com seus pais, no dia em que os tomei pela mão para os tirar da terra do Egito, porque não permaneceram na Minha aliança, e Eu não atentei para eles, diz o Senhor.
    Porque esta é a aliança que farei com a casa de Israel depois daqueles dias, diz o Senhor: porei as Minhas leis na sua mente e também as escreverei sobre o seu coração; e Eu lhes serei por Deus, e eles Me serão por povo.
    E não ensinará cada um ao seu concidadão, nem cada um ao seu irmão, dizendo: Conhece o Senhor; porque todos Me conhecerão em si mesmos, desde o menor dentre eles até o maior dentre eles.
    Porque serei misericordioso para com as suas injustiças, e dos seus pecados e das suas iniquidades jamais Me lembrarei.
    Ao dizer: Uma nova aliança, Ele tornou antiga a primeira. Ora, aquilo que se torna antigo e envelhece está perto de desaparecer.

    Por favor, abram no Evangelho segundo Lucas.

    Leitura Bíblica: Lucas 22:20

    Semelhantemente, também tomou o cálice, depois de cear, dizendo: Este cálice é a nova aliança no Meu sangue, que é derramado por vós.

    Oração Inicial

    Ó Senhor, queremos agradecer-Te por nos dares esta oportunidade de nos reunirmos em Teu nome. E quão preciosa é a Tua promessa:

    Onde dois ou três estão reunidos em Meu nome, ali estou Eu no meio deles.

    Nós Te agradecemos por Tua presença conosco. Reconhecemos diante de Ti que agora estamos em Tua presença. Querido Senhor, queremos tirar os nossos sapatos, assumindo hoje a posição de servos, e dizer: “Senhor, o que tens a nos dizer? Fala; os Teus servos ouvem”.

    Pedimos em Teu precioso nome. Amém.

    A Necessidade de Viver na Nova Aliança

    Queridos irmãos e irmãs, nesta ocasião em que nos reunimos diante do Senhor, sinto no coração o desejo de compartilhar com vocês algo muito fundamental, muito essencial: a vida na nova aliança.

    Vocês sabem, irmãos e irmãs, todos nós sentimos que estamos vivendo dias de grande abalo.

    Como lemos em Hebreus 12, somos informados de que Deus não abalará somente a terra, mas também o céu. Tudo o que pode ser abalado será abalado, para que permaneça o reino eterno.

    E creio que todos concordamos que estamos vivendo num tempo assim.

    Enquanto tudo está sendo abalado, penso que é hora de reexaminarmos o nosso fundamento.

    Vocês se lembram de que, no Sermão do Monte, depois de compartilhar com Seus discípulos todas aquelas palavras importantes sobre o reino, nosso Senhor Jesus concluiu Sua mensagem com esta parábola. Todos nós estamos construindo uma casa; e, se vocês construírem sobre a rocha como fundamento, quando o vento soprar e a chuva cair, essa casa permanecerá.

    Mas, se ela for construída sobre a areia, quando essas coisas acontecerem, a ruína será total.

    E, irmãos e irmãs, creio que estamos vivendo num tempo assim: um grande abalo, como se a chuva estivesse caindo intensamente e as águas estivessem correndo. Se conseguiremos permanecer firmes, se seremos capazes de perseverar, se receberemos aquele reino eterno, tudo isso depende do nosso fundamento.

    Por isso, sinto que é hora de reexaminarmos o nosso fundamento. Pode ser algo muito simples, mas, graças a Deus, essas coisas são absolutamente essenciais à nossa vida cristã.

    O Propósito das Alianças de Deus

    Quando vocês leem a Bíblia, uma coisa que provavelmente os surpreende é que o nosso Deus gosta de fazer alianças.

    Ora, aliança significa simplesmente contrato. No que diz respeito ao próprio Deus, não há absolutamente nenhuma necessidade de Ele fazer um contrato com os homens, porque Ele é o Fiel. O que Ele diz, Ele faz. Ele nunca volta atrás em Sua própria palavra. Sua palavra permanece para sempre.

    No que diz respeito a Deus, não há necessidade de Ele fazer qualquer aliança ou contrato com os homens.

    Lembro-me de que, quando eu era menino, meu avô era empreiteiro. Ele construía casas e, naquele tempo, quando as pessoas faziam seus negócios, nunca faziam um contrato. Tudo se baseava na palavra delas. Quando diziam alguma coisa, faziam; e, mesmo que isso lhes trouxesse prejuízo, ainda assim cumpriam o que haviam dito.

    Mas hoje não é assim. Hoje, tudo precisa de um contrato. Você compra uma casa, compra um carro — tudo precisa ser feito por contrato. Por quê? Porque o homem é tão pouco confiável.

    Nossas palavras não significam nada. Podemos prometer alguma coisa, mas não a cumprimos. E, por causa da nossa infidelidade, existe hoje essa necessidade: tudo precisa ser registrado por escrito, na forma de um contrato, com força jurídica, para nos obrigar a fazer o que prometemos.

    Num contrato entre duas pessoas, vocês estabelecem tudo o que diz respeito às responsabilidades, aos deveres e aos direitos que terão. Sendo um documento jurídico, ele tem força legal. Se você não cumprir o que foi estabelecido, será responsabilizado e obrigado a cumprir. Isso acontece porque o homem é tão pouco confiável.

    Então, a pergunta é: por que, ao ler a Bíblia, vocês percebem que Deus parece gostar de fazer contratos com os homens, de fazer alianças com os homens? Por quê?

    Não é por causa Dele. É inteiramente por nossa causa. Ele quer fortalecer a nossa fé e, por essa razão, Se rebaixa ao nosso nível e Se coloca sob uma obrigação jurídica, como se pudéssemos exigir Dele o cumprimento dessa obrigação.

    Por isso, penso que essa é uma das coisas mais maravilhosas da Bíblia.

    As Alianças na História Bíblica

    Vocês sabem, quando Deus criou o homem à Sua própria imagem e conforme a Sua semelhança, depois de criá-lo, colocou-o no jardim do Éden. Prometeu ao homem domínio sobre as aves do céu, os animais do campo e até os peixes do mar.

    Vocês sabem, hoje já não temos esse poder. Nem mesmo sobre um passarinho temos autoridade. Nós o perdemos, mas Deus o havia prometido.

    Então Deus disse:

    Frutificai e multiplicai-vos.

    Deus deu ao homem toda espécie de árvore no jardim para que desfrutasse delas. Mas Deus também disse, a respeito da árvore do conhecimento do bem e do mal:

    Não comerás dela.

    Em outras palavras, vemos aqui Deus dando ao homem toda espécie de privilégio, mas, ao mesmo tempo, também lhe dando responsabilidade.

    Ora, embora, ao ler Gênesis 1, 2 e 3, pareça que as palavras contrato ou aliança nunca aparecem, quando vocês chegam a Oseias 6:7, encontram ali a palavra aliança:

    Mas eles, como Adão, transgrediram a aliança.

    Portanto, na verdade, logo no início da história humana, Deus fez uma aliança com o homem. Mas, infelizmente, o homem a quebrou.

    A Aliança com Noé

    Então, vocês se lembram, ao prosseguirem na leitura, de que, por causa do pecado do homem, Deus teve de destruir a terra. Noé achou graça aos olhos de Deus; assim, Noé e sua família, oito pessoas ao todo, foram preservados durante o dilúvio.

    Depois que o dilúvio terminou, Noé saiu da arca e ofereceu sacrifícios a Deus. Quando ele fez isso, Deus estabeleceu uma aliança com ele, com seus filhos e até com os animais e com tudo mais, para confortar seu coração.

    Quando penso nisso, imagino que, se tivéssemos passado por um dilúvio como aquele e acabado de sair da arca, embora estivéssemos a salvo, não nos sentiríamos seguros. Ainda estaríamos tremendo. Perguntaríamos: “Quando uma coisa dessas acontecerá novamente?”.

    Deus conhecia o coração de Noé. Ele o confortou e fez uma aliança com ele. Deus disse que nunca mais destruiria a terra com um dilúvio.

    E, para encorajá-lo, por assim dizer, Deus colocou o arco no céu. Onde há chuva, vocês encontram o arco-íris como sinal para o homem de que Deus não destruirá novamente a terra com água. Essa é a aliança com Noé.

    A Aliança com Abraão

    Ao prosseguirem na leitura, vocês descobrem que Deus fez uma aliança com Abraão. Abraão resgatou seu sobrinho Ló das mãos dos quatro reis. Ele derrotou os quatro reis, resgatou seu sobrinho e voltou vitorioso.

    Mas, depois de uma grande vitória, veio uma espécie de reação: “Sim, pela graça de Deus, tive uma grande vitória; mas estou cercado por todos esses povos. E se todos eles me atacarem? O que acontecerá comigo?”.

    Vocês sabem, isso costuma acontecer. Sempre que temos uma vitória, pode vir uma espécie de abatimento, como se o medo começasse a entrar.

    Por isso, em Gênesis 15, vemos que Deus confortou Abraão e disse:

    Não temas. Eu sou o teu escudo e o teu grandíssimo galardão.

    Vocês podem perceber como estava a fé de Abraão naquele momento. Quando Deus disse que o abençoaria, Abraão respondeu: “Não tenho filho. Então, como Tu vais me abençoar?”. Onde estava a fé de Abraão naquele momento?

    Então Deus o levou para fora, à noite, e lhe mostrou todas as estrelas do céu.

    Olha agora para os céus e conta as estrelas, se as podes contar: assim será a tua descendência.

    E, graças a Deus, Abraão creu em Deus, e isso lhe foi imputado como justiça.

    Então Deus disse: “Eu te darei a terra”. Mais uma vez, vemos que Abraão não conseguia crer, e por isso Deus teve de fazer uma aliança com ele. Deus lhe pediu que matasse os animais, dispusesse as partes em dois lados e passasse entre elas. Era assim que se fazia uma aliança nos tempos antigos, para dar segurança um ao outro.

    Portanto, em Gênesis 15:18, creio eu, encontramos a palavra aliança. Era Deus fazendo uma aliança com Abraão.

    A Aliança no Monte Sinai

    Naturalmente, quando Deus tirou os filhos de Israel do Egito, levou-os ao monte Sinai. Ali, em Êxodo 19, vemos que Deus fez uma aliança com os filhos de Israel.

    Deus disse:

    Eu vos levei sobre asas de águias e vos trouxe a Mim.
    Agora, pois, se de fato ouvirdes a Minha voz e guardardes a Minha aliança, sereis a Minha propriedade peculiar dentre todos os povos.

    Assim, ali, no monte Sinai, Deus fez uma aliança da lei com os filhos de Israel. Creio que todos nós conhecemos os Dez Mandamentos.

    A Aliança na Terra de Moabe

    Depois que os filhos de Israel chegaram à fronteira, no lado oriental do Jordão, na terra de Moabe, vemos que, antes de entrarem na terra prometida, Deus fez outra aliança com eles. Vocês a encontram em Deuteronômio 29:1.

    É uma aliança da lei com misericórdia, e foi mediante essa aliança que os filhos de Israel entraram na terra prometida.

    A Aliança com Davi

    Depois disso, quando Davi foi constituído rei, ele estava em sua própria casa e pensou em Deus: “Eu moro numa casa tão boa, e Deus ainda está numa tenda”. Então teve a intenção de construir um templo para Deus.

    Quando Deus ouviu isso, por um lado, ficou muito satisfeito; mas, por outro, como Davi havia derramado tanto sangue, a casa de Deus não poderia ser construída por mãos ensanguentadas.

    Por isso, Deus prometeu edificar-lhe uma casa, e seu reino permaneceria para sempre.

    A Promessa de uma Nova Aliança

    Depois de terem realmente entrado no cumprimento da promessa, Davi e os filhos de Israel foram infiéis a Deus e não guardaram os Dez Mandamentos. Eles violaram a aliança.

    Por fim, vemos que Deus decidiu julgá-los. Eles foram levados para o cativeiro babilônico. Mas, antes de fazer isso, Deus lhes deu outra promessa.

    Em Jeremias 31:31-34, Deus disse:

    Farei uma nova aliança com a casa de Israel e com a casa de Judá.

    Portanto, ao longo de toda a Bíblia, encontramos diversas ocasiões em que Deus fez alianças com os homens.

    A Antiga Aliança e a Nova Aliança

    Agora, irmãos e irmãs, pode surgir uma pergunta. Entre todas as alianças registradas na Bíblia, encontramos duas que se destacam mais.

    Uma é a aliança da lei no monte Sinai, e a outra é a aliança prometida em Jeremias 31. Essas duas alianças parecem ser as mais proeminentes quando lemos a Bíblia.

    Elas não dizem respeito somente aos filhos de Israel, embora tenham sido estabelecidas com eles; nós, os gentios, as nações, também somos abrangidos pelos efeitos dessas alianças. Por que isso acontece?

    Deus não fez nenhuma aliança com as nações, com os gentios como nós. Por que, então, estamos sob a antiga aliança da lei e também na nova aliança da graça?

    Isso acontece porque, quando lemos Romanos 2, encontramos ali Deus dizendo que as nações, mesmo sem terem recebido a lei, têm, contudo, as coisas da lei já em seu coração.

    A obra da lei está escrita em seu coração. Sua consciência dá testemunho juntamente com elas, e seus pensamentos ora as defendem, ora as acusam. Isso está de acordo com o evangelho de Jesus Cristo.

    Portanto, irmãos e irmãs, embora sejamos gentios e Deus não tenha feito diretamente conosco aquela antiga aliança da lei, as coisas da lei natural já estão escritas em nosso coração. Assim, nós também estamos sob a antiga aliança da lei.

    Essa é a razão pela qual todos pecaram e estão destituídos da glória de Deus. É por isso que todos nós somos pecadores aos olhos de Deus: porque violamos as próprias coisas da lei de Deus.

    Mas, graças a Deus, embora os filhos de Israel, até o presente, não tenham desfrutado da nova aliança da graça, conforme Deus lhes prometeu em Jeremias 31, Deus diz que um dia fará essa nova aliança com eles.

    Ainda hoje, eles não desfrutaram dessa aliança. Muito provavelmente, o tempo em que a nação de Israel desfrutará dela será durante o reino milenar, quando nosso Senhor Jesus voltar, quando toda a nação retornar ao Senhor e se arrepender.

    Ali, durante o milênio, eles serão uma nação de sacerdotes. Sairão e pregarão o evangelho às nações.

    A Nova Aliança no Sangue de Cristo

    Mas e nós? Graças a Deus, na noite em que nosso Senhor Jesus foi traído, enquanto celebrava a Páscoa com Seus discípulos, Ele tomou o pão, abençoou-o e disse:

    Isto é o Meu corpo, que é dado por vós.
    Fazei isto em memória de Mim.

    Então, depois da ceia, Ele tomou o cálice e disse:

    Este cálice é a nova aliança no Meu sangue.
    Fazei isto em memória de Mim.

    Portanto, queridos irmãos e irmãs, toda vez que participamos da mesa do Senhor, quando tomamos o cálice e bebemos dele, isso nos lembra de que nosso Senhor Jesus e Deus fizeram uma nova aliança conosco, selada pelo sangue de nosso Senhor Jesus. Ela é segura e certa.

    Assim, queridos irmãos e irmãs, precisamos agradecer ao Senhor porque, antes mesmo de os filhos de Israel desfrutarem dessa nova aliança da graça, nós, como cristãos, já desfrutamos dos benefícios da nova aliança.

    Nosso relacionamento com Deus está inteiramente baseado nessa nova aliança.

    Vocês sabem, quando Deus fazia uma aliança com Seu povo, Ele tratava com Seu povo segundo essa aliança. E Seu povo, quando ia a Deus para tratar com Ele, também o fazia com base nessa aliança. Caso contrário, não teria fundamento para se achegar a Deus.

    Portanto, uma aliança que Deus faz com o homem determina a maneira pela qual Deus governa o homem e a maneira pela qual o homem trata com Deus. Essa é a única base do nosso relacionamento com Deus.

    Queridos irmãos e irmãs, precisamos compreender o que é a nova aliança, porque ela é o fundamento pelo qual Deus trata conosco e também pelo qual nós tratamos com Deus.

    Todo o nosso tratar com Deus e todo o tratar de Deus conosco hoje estão baseados na nova aliança.

    Em outras palavras, fora dessa aliança, não há relacionamento jurídico com Deus. Quero dizer: se Deus trata conosco hoje, graças a Deus, Ele o faz por causa da nova aliança da graça.

    Se temos algo a tratar com Deus, quando vamos a Ele, com que fundamento podemos nos achegar a Ele? Também é com essa mesma base: a nova aliança.

    Assim, podemos dizer que, fora da nova aliança da graça, não pode haver nenhum tratar com Deus. Tudo o que está fora dessa aliança está fora do relacionamento de Deus conosco e do nosso relacionamento com Deus.

    Por isso é tão importante compreendermos a nova aliança. Irmãos e irmãs, nós somos o povo da nova aliança.

    Mas, infelizmente, vemos entre o povo de Deus que, embora sejamos salvos por Cristo, em nossa vida diária ainda parecemos viver sob a antiga aliança da lei. Não sabemos como viver sob a nova aliança da graça.

    E penso que esse é o nosso fundamento. Precisamos examiná-lo e estar diante do Senhor para verificar se estamos realmente vivendo a vida da nova aliança.

    A Lei Exterior e a Graça Interior

    Vocês sabem, a antiga aliança da lei foi escrita em pedra. Era preciso lê-la. Era preciso ser ensinado por outras pessoas. Era preciso que outras pessoas a explicassem, porque tudo era exterior; nada era interior.

    Mas, quando chegamos à nova aliança da graça, vemos que é exatamente o contrário. Tudo é interior. Nada é meramente exterior.

    Portanto, queridos irmãos e irmãs, são duas maneiras muito diferentes de viver. Se vocês vivem exteriormente, estão sob a aliança da lei; se vivem interiormente diante de Deus, estão na nova aliança da graça.

    Existe uma linha de demarcação aí. Receio que a maioria dos cristãos hoje, embora sejamos salvos, ainda esteja vivendo sob a antiga aliança da lei.

    Em outras palavras, a antiga aliança da lei consiste inteiramente em “Farás” e “Não farás” e, em seguida, “Eu farei” ou “Eu não farei”. Ou seja, a responsabilidade recai sobre o homem. Se você fizer isto, se não fizer aquilo, então Eu farei isto e aquilo por você.

    Mas, quando chegamos à nova aliança da graça, não encontramos isso. Encontramos apenas: “Eu farei, Eu farei, Eu farei”. E, porque “Eu farei”, vocês passam a ser.

    Portanto, é a aliança da graça. Existe uma grande diferença entre essas duas alianças.

    As Três Cláusulas da Nova Aliança

    Na nova aliança, encontramos apenas três cláusulas — não como os Dez Mandamentos, com todos os estatutos e ordenanças, centenas e milhares deles. Na nova aliança, porém, existem somente três cláusulas, muito simples.

    Vocês as encontram em Jeremias 31 e em Hebreus 8. E quais são elas?

    A Inscrição Interior da Lei de Deus

    A antiga aliança com os filhos de Israel era como um pai tomando-os pela mão para conduzi-los e ajudá-los a viver uma vida correta diante de Deus.

    Mas, infelizmente, os filhos de Israel eram como crianças pequenas. Às vezes, vocês veem um pai ou uma mãe segurando a mão de uma criança enquanto caminham pela rua e, de repente, a atenção da criança é atraída por alguma coisa numa vitrine. A criança se desvencilha da mão do pai ou da mãe e vai até a vitrine para olhar.

    Os filhos de Israel eram exatamente assim. Deus os segurava pela mão, mas eles se desvencilhavam das mãos de Deus e faziam a própria vontade.

    Pois Deus diz:

    Porque não permaneceram na Minha aliança, Eu não atentei para eles.

    Mas agora a nova aliança é diferente. Ela já não é algo exterior. Por mais próxima que fosse aquela relação, agora se trata de algo inteiramente interior. E, porque é interior, está dentro de vocês; não pode ser separado de vocês.

    Portanto, queridos irmãos e irmãs, chamamos isso de graça. Graça é aquilo que Deus fará.

    Vocês sabem, muitas vezes pensamos na graça como algo que nos é dado livremente, gratuitamente. Isso é graça.

    Mas a palavra graça, na verdade, tem três sentidos. Primeiro, graça significa que aquilo para o qual olhamos é cheio de graça. Deus é Aquele que é cheio de graça. Quando olhamos para Deus, Ele é a própria graça. A origem da graça é Deus.

    O segundo sentido da graça diz respeito à maneira pela qual ela é concedida: é dada livremente; é dada gratuitamente. Isso é graça.

    Mas existe um terceiro sentido da graça: porque a graça nos foi dada, ela nos transforma e nos torna cheios de graça, assim como Deus é cheio de graça. Isso, de fato, é a graça de Deus.

    E, graças a Deus, quando chegamos à nova aliança, encontramos graça sobre graça.

    Vocês sabem, quando lemos Jeremias 31 ou Hebreus 8, especialmente Hebreus 8:10-12, no versículo 10 Ele diz:

    Porque esta é a aliança que farei com a casa de Israel depois daqueles dias, diz o Senhor: porei as Minhas leis na sua mente e também as escreverei sobre o seu coração;
    e Eu lhes serei por Deus, e eles Me serão por povo.

    Essa é a primeira cláusula da nova aliança: Deus escreverá Sua lei em nosso coração. Ela não está em pedra; está em nosso coração.

    E não somente isso: Ele será o nosso Deus, e nós seremos o Seu povo. Em outras palavras, Ele será o próprio poder, o poder da vida dentro de nós, para que possamos guardar a lei de Deus.

    O Conhecimento Interior de Deus

    Essa é a primeira cláusula. A segunda cláusula está no versículo 11:

    E não ensinará cada um ao seu concidadão, nem cada um ao seu irmão, dizendo: Conhece o Senhor;
    porque todos Me conhecerão em si mesmos, desde o menor dentre eles até o maior dentre eles.

    Em outras palavras, conhecer o Senhor. Esse conhecimento do Senhor não vem de um ensino exterior. Esse conhecimento do Senhor é conhecê-Lo dentro de nós mesmos.

    Isso se aplica desde o menor até o maior. Esse conhecimento nasce no interior. Conhecemos o Senhor interiormente, não exteriormente.

    O Perdão e o Esquecimento dos Pecados

    Então, a terceira cláusula está no versículo 12:

    Porque serei misericordioso para com as suas injustiças,
    e dos seus pecados e das suas iniquidades jamais Me lembrarei.

    Em outras palavras, trata-se de perdão e até de esquecimento.

    A Ordem da Experiência Espiritual

    Quanto a essas três cláusulas, no que diz respeito ao propósito de Deus, a primeira expressa o Seu propósito. O propósito de Deus é que Ele seja o nosso Deus e que nós sejamos o Seu povo. Esse é o propósito de Deus.

    Mas, no que diz respeito à nossa experiência, começamos pelo versículo 12. Primeiro conhecemos o perdão e, depois, crescemos no conhecimento de Deus como nossa vida e nosso poder.

    É exatamente como o tabernáculo. Vocês sabem, quando Deus ordenou a Moisés que fizesse o tabernáculo, ele tinha três partes.

    A parte mais interior é o que chamamos de Santo dos Santos. No Santo dos Santos não havia nada além da arca e do propiciatório sobre ela. Esse é o lugar onde Deus habita. É ali que Deus fala com Seu povo.

    Havia, então, um véu, um véu espesso, entre o Lugar Santo e o Santo dos Santos. No Lugar Santo, havia três coisas: o altar de ouro do incenso, o candelabro de ouro e a mesa dos pães da proposição. Esse é o lugar dos sacerdotes, onde eles vêm servir a Deus.

    Depois, fora do tabernáculo propriamente dito, encontramos o átrio exterior. No átrio exterior, encontramos o altar de bronze e a bacia. É ali que o povo fica.

    Assim, o caminho de aproximação a Deus começa no átrio exterior, depois entra no tabernáculo, no Lugar Santo; e, por fim, o sumo sacerdote, uma vez por ano, com sacrifício e sangue, entra no Santo dos Santos para fazer expiação pelos filhos de Israel.

    Portanto, irmãos e irmãs, no que diz respeito à nossa experiência, começamos no átrio exterior. Então, pela graça de Deus, tornamo-nos sacerdotes para Deus e começamos a servir no Lugar Santo. Por fim, vivemos além do véu.

    Essa é a nossa experiência espiritual.

    Assim, se Deus quiser, gostaríamos de usar as próximas três manhãs para compartilhar juntos esses três passos da nossa vida espiritual: como devemos viver diante de Deus? Como entramos nessa questão do perdão e até do esquecimento?

    Vocês sabem, muitas vezes experimentamos o perdão, mas não conseguimos esquecer. Porém, graças a Deus, Ele perdoa e esquece.

    Esse é o início da nossa vida cristã. A partir daí, avançamos para o Lugar Santo, onde conhecemos a mente de Deus; e, por fim, viveremos de tal maneira que Deus será, de fato, o nosso Deus, e nós seremos o Seu povo.

    Portanto, se Deus quiser, é isso que compartilharemos juntos nestes últimos três dias.

    Nesta manhã, gostaria apenas de apresentar esse esboço a todos vocês, para que o considerem, e orar para que o Senhor realmente nos conduza.

    Agora, nesta ocasião, em certo sentido, não estamos abordando esse assunto do ponto de vista doutrinário, embora a doutrina seja a base e não possamos nos afastar dela. Mas, desta vez, gostaríamos de abordá-lo a partir da nossa experiência.

    Como experimentamos essa vida cristã — a vida na nova aliança? Essa é a única maneira pela qual podemos viver para Deus. Isso é verdade.

    Oração Final

    Querido Senhor, nosso coração se inclina em adoração, porque Tu nos amas a tal ponto que estás disposto a Te rebaixar para fazer essa nova aliança conosco. E ela é até mesmo selada pelo sangue do Teu Filho amado.

    Nós Te agradecemos de fato, Senhor, porque estabeleceste essa aliança conosco.

    Oramos para que, pela Tua graça, saibamos como viver essa vida na nova aliança, para que nossa vida na terra Te agrade e cumpra o Teu propósito, para o louvor da Tua glória.

    Pedimos em Teu precioso nome. Amém.