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    New Covenant Ministry #1 © 2026 Christian Testimony Ministry
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    New Covenant Ministry #1
    New Covenant Ministry #1
    Kaung, Stephen

    A Vida na Nova Aliança

    Por favor, abram no livro de Hebreus.

    Leitura Bíblica: Hebreus 8:6-13

    Mas agora alcançou Ele ministério tanto mais excelente, quanto é também Mediador de uma melhor aliança, a qual foi estabelecida sobre melhores promessas.
    Porque, se aquela primeira aliança tivesse sido sem defeito, nunca se teria buscado lugar para a segunda.
    Pois, repreendendo-os, Ele diz:

    Eis que vêm dias, diz o Senhor,
    Em que farei uma nova aliança com a casa de Israel e com a casa de Judá;
    Não segundo a aliança que fiz com seus pais,
    No dia em que os tomei pela mão para os tirar da terra do Egito;
    Porque não permaneceram na Minha aliança,
    E Eu não atentei para eles, diz o Senhor.
    Porque esta é a aliança que farei com a casa de Israel
    Depois daqueles dias, diz o Senhor;
    Porei as Minhas leis no seu entendimento,
    E também no seu coração as escreverei:
    E Eu lhes serei por Deus,
    E eles Me serão por povo.
    E não ensinará cada um ao seu concidadão,
    Nem cada um ao seu irmão, dizendo: Conhece o Senhor;
    Porque todos Me conhecerão,
    Desde o menor até o maior deles.
    Porque serei misericordioso para com as suas iniquidades,
    E de seus pecados não Me lembrarei mais.

    Ao dizer: Nova aliança, tornou antiga a primeira. Ora, aquilo que se torna antigo e envelhece está perto de desaparecer.

    Por favor, abram também no Evangelho segundo Lucas.

    Leitura Bíblica: Lucas 22:20

    Semelhantemente, tomou o cálice depois da ceia, dizendo: Este cálice é a nova aliança no Meu sangue, que é derramado por vós.

    Vamos fazer uma oração.

    Pai celestial, queremos agradecer-Te por nos dares esta oportunidade de nos reunirmos em Teu nome. Quão preciosa é a Tua promessa:

    Onde estiverem dois ou três reunidos em Meu nome, aí estou Eu no meio deles.

    Agradecemos-Te pela Tua presença conosco. Declaramos diante de Ti que estamos agora na Tua presença. Amado Senhor, queremos tirar os nossos sapatos, assumindo hoje a posição de servos, e dizer: “Senhor, o que tens a nos dizer? Fala, pois os Teus servos ouvem”.

    Pedimos em Teu precioso nome. Amém.

    Queridos irmãos e irmãs, nesta ocasião em que nos reunimos diante do Senhor, sinto no coração o desejo de compartilhar com vocês algo muito fundamental, muito essencial: a vida na nova aliança.

    A Necessidade de Reexaminar Nosso Fundamento

    Sabem, irmãos e irmãs, todos nós sentimos que estamos vivendo dias de grande abalo.

    Como vemos em Hebreus 12, somos informados de que Deus não abalará apenas a terra, mas também o céu. Tudo o que pode ser abalado será abalado, para que o reino eterno permaneça.

    Creio que todos concordamos que estamos vivendo um tempo assim. Enquanto tudo está sendo abalado, penso que é hora de reexaminarmos nosso fundamento.

    Vocês se lembram de que, no Sermão do Monte, depois de nosso Senhor Jesus compartilhar com Seus discípulos todas aquelas importantes palavras do reino, Ele concluiu Sua mensagem com uma parábola. Todos nós estamos construindo uma casa. Se vocês construírem sobre uma rocha como fundamento, quando o vento soprar e a chuva cair, aquela casa permanecerá. Mas, se ela for construída sobre a areia, quando essas coisas acontecerem, a ruína será completa.

    Irmãos e irmãs, creio que estamos vivendo um tempo de grande abalo, como se a chuva estivesse caindo intensamente e as águas estivessem correndo. Se conseguiremos permanecer firmes ou não, se seremos capazes de perseverar, se receberemos aquele reino eterno — tudo isso depende do nosso fundamento.

    Por isso, sinto que é hora de reexaminarmos nosso fundamento. Pode ser algo muito simples, mas, graças a Deus, essas coisas são essenciais para a nossa vida cristã.

    As Alianças de Deus com a Humanidade

    Quando vocês leem a Bíblia, uma coisa que provavelmente os surpreende é que o nosso Deus gosta de fazer alianças.

    Ora, aliança significa simplesmente contrato. No que diz respeito ao próprio Deus, não há absolutamente nenhuma necessidade de Ele fazer um contrato com o homem, porque Ele é fiel. O que Ele diz, Ele faz. Ele nunca volta atrás em Sua própria palavra. Sua palavra permanece para sempre.

    No que diz respeito a Deus, não há necessidade de Ele fazer qualquer aliança ou contrato com o homem.

    Lembro-me de que, quando eu era menino, meu avô era empreiteiro. Ele construía casas e, naquele tempo, quando faziam seus negócios, nunca faziam um contrato. Tudo se baseava na palavra deles. Quando diziam alguma coisa, cumpriam; e, mesmo que isso lhes trouxesse prejuízo, ainda assim mantinham o que haviam dito.

    Mas hoje não é assim. Hoje, tudo precisa de um contrato. Você compra uma casa, compra um carro — tudo precisa ser formalizado por contrato. Por quê? Porque o homem é tão pouco confiável. Nossas palavras não significam nada. Podemos prometer alguma coisa, mas nunca a cumprimos.

    Por causa da nossa infidelidade, hoje há a necessidade de registrar tudo em um contrato, que nos obrigue legalmente a fazer o que prometemos.

    Em um contrato entre duas pessoas, vocês estabelecem tudo o que diz respeito às responsabilidades, aos deveres e aos direitos de que desfrutarão. Por ser um documento legal, ele tem força jurídica. Se você não cumprir o que foi estabelecido, será responsabilizado e obrigado a cumpri-lo. Isso acontece porque o homem é tão pouco confiável.

    Então, a pergunta é: por que, ao lerem a Bíblia, vocês percebem que Deus parece gostar de fazer contratos com os homens, de fazer alianças com os homens?

    Não é por causa Dele. É inteiramente por nossa causa. Ele quer fortalecer a nossa fé. Por essa razão, Ele Se digna a descer ao nosso nível e Se coloca sob uma obrigação legal, como se pudéssemos exigir Dele o cumprimento dessa obrigação.

    Por isso, penso que essa é uma das coisas mais maravilhosas da Bíblia.

    As Alianças na História Bíblica

    Sabem, quando Deus criou o homem à Sua imagem e conforme a Sua semelhança, Ele o colocou no jardim do Éden. Deu ao homem domínio sobre as aves do céu, os animais do campo e os peixes do mar.

    Hoje já não temos esse poder. Nem mesmo sobre um pequeno pássaro temos autoridade. Perdemos isso. Mas Deus o havia prometido.

    Então Deus disse:

    Frutificai e multiplicai-vos.

    Deus colocou no jardim toda espécie de árvores para o homem desfrutar. Mas Deus também deu ao homem responsabilidade. Ele lhe deu todos os privilégios, mas, ao mesmo tempo, também lhe deu responsabilidade.

    Embora, ao lerem Gênesis 1-3, vocês não encontrem a palavra “contrato” ou “aliança”, quando chegam a Oseias 6:7, encontram ali a palavra “aliança”:

    Mas eles, como Adão, transgrediram a aliança.

    Portanto, de fato, desde o início da história humana, Deus fez uma aliança com o homem. Mas, infelizmente, o homem a quebrou.

    Por causa do pecado do homem, Deus teve de destruir a terra. Noé achou graça aos olhos de Deus; assim, Noé e sua família, oito pessoas ao todo, foram preservados durante o dilúvio.

    Depois que o dilúvio terminou, Noé saiu da arca e ofereceu sacrifícios a Deus. Quando ele fez isso, Deus estabeleceu uma aliança com ele, com seus filhos e até mesmo com os animais e com todos os seres vivos.

    Penso que, se tivéssemos passado por um dilúvio como aquele e acabado de sair da arca, embora estivéssemos a salvo, não nos sentiríamos seguros. Talvez ainda estivéssemos tremendo, imaginando quando algo assim poderia acontecer novamente.

    Deus conhecia o coração de Noé. Ele o consolou e fez uma aliança com ele. Deus disse que nunca mais destruiria a terra por meio de um dilúvio.

    Para encorajá-lo, por assim dizer, Deus colocou o arco no céu. Sempre que chove, vocês veem ali o arco-íris, como um sinal para o homem de que Deus não destruirá novamente a terra com água. Essa é a aliança com Noé.

    Ao continuarem a leitura, vocês descobrem que Deus fez uma aliança com Abraão.

    Abraão resgatou seu sobrinho Ló das mãos dos quatro reis. Ele derrotou os quatro reis, resgatou seu sobrinho e voltou vitorioso. Mas, depois de uma grande vitória, começou a sentir uma espécie de reação.

    Sim, pela graça de Deus, ele havia conquistado uma grande vitória; mas estava cercado por todos aqueles povos. E se todos eles o atacassem? O que aconteceria com ele?

    É isso que costuma acontecer. Sempre que você tem uma vitória, vem uma espécie de abatimento, como se o medo começasse a se instalar.

    Então, em Gênesis 15, Deus consolou Abraão e disse:

    Não temas; Eu sou o teu escudo.

    Vocês podem perceber como estava a fé de Abraão naquele momento. Quando Deus disse que o abençoaria, Abraão respondeu: “Não tenho filho. Como vais me abençoar?” Onde estava a fé de Abraão naquele momento?

    Então Deus o levou para fora, à noite, e lhe mostrou todas as estrelas do céu:

    A tua descendência será como as estrelas do céu.

    Graças a Deus, Abraão creu em Deus, e isso lhe foi imputado como justiça.

    Então Deus disse:

    Eu te darei a terra.

    Mais uma vez, vocês percebem que Abraão não conseguia crer. Por isso, Deus teve de fazer uma aliança com ele.

    Deus lhe pediu que matasse os animais, dispusesse as partes em dois lados e passasse entre os pedaços. Era assim que faziam uma aliança nos tempos antigos, para dar segurança um ao outro.

    Em Gênesis 15:18, creio eu, vocês encontram a palavra “aliança”. Era Deus fazendo uma aliança com Abraão.

    Naturalmente, quando Deus conduziu os filhos de Israel para fora do Egito, Ele os levou ao monte Sinai. Ali, em Êxodo 19, vocês encontram Deus fazendo uma aliança com os filhos de Israel.

    Deus disse:

    Eu vos levei sobre asas de águias e vos trouxe a Mim.

    Se guardassem a Sua palavra e a Sua aliança, seriam o Seu povo, e Ele seria o seu Deus.

    Assim, ali no monte Sinai, Deus fez uma aliança da lei com os filhos de Israel. Creio que todos nós conhecemos os Dez Mandamentos.

    Depois que os filhos de Israel chegaram à fronteira, no lado oriental do Jordão, na terra de Moabe, antes de entrarem na terra prometida, Deus fez outra aliança com eles. Vocês a encontram em Deuteronômio 29:1.

    É uma aliança da lei com misericórdia, e foi por meio dessa aliança que os filhos de Israel entraram na terra prometida.

    Mais tarde, quando Davi foi constituído rei, ele estava em sua própria casa e pensou em Deus. Ele disse, em outras palavras: “Eu moro em uma casa tão boa, e Deus ainda está em uma tenda”. Então teve a intenção de construir um templo para Deus.

    Quando Deus ouviu isso, por um lado, ficou muito satisfeito. Mas, por outro, como Davi havia derramado tanto sangue, a casa de Deus não poderia ser construída pelas mãos de Davi.

    Então Deus prometeu edificar-lhe uma casa, e seu reino permaneceria para sempre.

    Depois que os filhos de Israel entraram de fato na terra prometida, foram infiéis a Deus. Não guardaram os Dez Mandamentos. Violaram aquela aliança.

    Por fim, Deus decidiu julgá-los. Eles foram levados para o cativeiro na Babilônia. Mas, antes de fazer isso, Deus lhes deu outra promessa.

    Em Jeremias 31:31-34, Deus disse:

    Farei uma nova aliança com a casa de Israel e com a casa de Judá.

    Assim, ao longo de toda a Bíblia, encontramos diversas ocasiões em que Deus fez alianças com os homens.

    As Duas Alianças Principais

    Agora, irmãos e irmãs, pode surgir uma pergunta. Entre todas as alianças registradas na Bíblia, encontramos duas que se destacam.

    Uma é a aliança da lei no monte Sinai, e a outra é a aliança prometida em Jeremias 31. Essas duas alianças parecem ser as mais proeminentes quando lemos a Bíblia.

    Elas não dizem respeito apenas aos filhos de Israel, embora tenham sido firmadas com eles; nós, como gentios — as nações —, também estamos sob os efeitos dessas alianças. Por que isso acontece?

    Deus não fez uma aliança com as nações, com os gentios, como nós. Por que, então, estamos sob a antiga aliança da lei e também sob a nova aliança da graça?

    Isso acontece porque, ao lerem Romanos 2, vocês encontram ali Deus dizendo que as nações, mesmo sem terem recebido a lei, já têm em seus corações as coisas da lei.

    A obra da lei está escrita em seus corações, a consciência deles também dá testemunho, e seus pensamentos, entre si, os acusam ou os defendem. Isso está de acordo com o evangelho de Jesus Cristo.

    Portanto, irmãos e irmãs, embora sejamos gentios e Deus não tenha feito diretamente conosco aquela antiga aliança da lei, as coisas da lei — a lei natural — já estão escritas em nossos corações.

    Por isso, nós também estamos sob a antiga aliança da lei. Essa é a razão pela qual todos pecaram e estão destituídos da glória de Deus. É por isso que todos nós somos pecadores aos olhos de Deus: porque violamos as próprias coisas da lei de Deus.

    A Nova Aliança da Graça

    Mas, graças a Deus, embora os filhos de Israel, até o presente momento, não tenham desfrutado da nova aliança da graça que Deus lhes prometeu em Jeremias 31, nós, como cristãos, já entramos em sua bênção.

    Deus disse que um dia faria essa nova aliança com eles. Mas, até hoje, eles ainda não desfrutaram dessa aliança.

    Muito provavelmente, o tempo em que a nação de Israel desfrutará dessa aliança será durante o reino milenar, quando nosso Senhor Jesus voltar, e toda a nação se voltar para o Senhor e se arrepender.

    Durante o milênio, eles serão uma nação de sacerdotes. Sairão e pregarão o evangelho às nações.

    Mas e nós? Graças a Deus, na noite em que nosso Senhor Jesus foi traído, enquanto celebrava a Páscoa com Seus discípulos, Ele tomou o pão, abençoou-o e disse:

    Isto é o Meu corpo, que é dado por vós; fazei isto em memória de Mim.

    Então, depois da ceia, Ele tomou o cálice e disse:

    Este cálice é a nova aliança no Meu sangue; fazei isto em memória de Mim.

    Portanto, queridos irmãos e irmãs, toda vez que participamos da mesa do Senhor, quando tomamos o cálice e bebemos dele, somos lembrados de que nosso Senhor Jesus e Deus fizeram uma nova aliança conosco, selada pelo precioso sangue de nosso Senhor Jesus. Ela é firme e certa.

    Assim, queridos irmãos e irmãs, precisamos agradecer ao Senhor porque, antes mesmo de os filhos de Israel desfrutarem dessa nova aliança da graça, nós, como cristãos, já desfrutamos dos benefícios da nova aliança.

    Nosso relacionamento com Deus está inteiramente baseado nessa nova aliança.

    Quando Deus faz uma aliança com Seu povo, Ele trata com Seu povo de acordo com essa aliança. E o Seu povo, quando se aproxima de Deus para tratar com Ele, também o faz com base nessa aliança. Caso contrário, não tem fundamento algum diante de Deus.

    Uma aliança que Deus faz com o homem é o meio pelo qual Deus governa o homem e pelo qual o homem trata com Deus. Essa é a única base do nosso relacionamento com Deus.

    Por isso, queridos irmãos e irmãs, precisamos entender o que é a nova aliança, porque ela é o fundamento sobre o qual Deus trata conosco e sobre o qual nós tratamos com Deus.

    Todo o nosso trato com Deus e todo o trato de Deus conosco hoje se baseiam na nova aliança.

    Em outras palavras, fora dessa aliança, não há relacionamento legal com Deus. Se Deus trata conosco hoje, graças a Deus, Ele o faz por causa da nova aliança da graça.

    Se temos algum trato com Deus, quando nos aproximamos Dele, com que fundamento podemos fazê-lo? Também é sobre essa mesma base: a nova aliança.

    Portanto, podemos dizer que, fora da nova aliança da graça, não pode haver trato com Deus. Tudo o que está fora dessa aliança está fora do relacionamento de Deus conosco e do nosso relacionamento com Deus.

    É por isso que compreender a nova aliança é tão importante. Irmãos e irmãs, somos o povo da nova aliança.

    O Contraste entre a Lei e a Graça

    Mas, infelizmente, vemos entre o povo de Deus que, embora sejamos salvos por Cristo, em nossa vida diária ainda parecemos viver sob a antiga aliança da lei.

    Não sabemos como viver sob a nova aliança da graça.

    Penso que esse é o nosso fundamento, e precisamos examiná-lo. Precisamos estar diante do Senhor para ver se estamos realmente vivendo uma vida na nova aliança.

    Sabem, a antiga aliança da lei foi escrita em pedra. Vocês precisam lê-la. Ela precisa ser lida pelas pessoas e explicada pelas pessoas, porque tudo é exterior. Nada é interior.

    Mas, quando chegamos à nova aliança da graça, descobrimos que é exatamente o contrário. Tudo é interior. Nada é meramente exterior.

    Portanto, queridos irmãos e irmãs, existem duas maneiras muito diferentes de viver. Há uma linha divisória entre viver exteriormente sob a aliança da lei e viver interiormente diante de Deus sob a nova aliança da graça.

    Receio que a maioria dos cristãos hoje, mesmo sendo salvos, ainda viva sob a antiga aliança da lei.

    Em outras palavras, a antiga aliança da lei consiste inteiramente em “Farás” e “Não farás” e, depois, “Eu farei” ou “Eu não farei”. Ou seja, a responsabilidade está sobre o homem.

    Se você fizer isto, se não fizer aquilo, então Eu farei isto e aquilo por você.

    Mas, quando chegamos à nova aliança da graça, não encontramos isso. Encontramos apenas: “Eu farei, Eu farei, Eu farei”. Porque Eu farei, portanto vocês serão.

    Por isso, ela é a aliança da graça. Há uma grande diferença entre essas duas alianças.

    Os Três Artigos da Nova Aliança

    Na nova aliança, vocês encontram apenas três artigos. Não é como os Dez Mandamentos, com todos os estatutos e ordenanças — centenas e milhares deles. Na nova aliança, existem apenas três artigos. Muito simples.

    Vocês os encontram em Jeremias 31 e em Hebreus 8. Quais são eles?

    A antiga aliança com os filhos de Israel era como um pai que os segurava pela mão para conduzi-los à pureza e ajudá-los a viver diante de Deus.

    Mas, infelizmente, vocês percebem que os filhos de Israel eram como crianças pequenas. Às vezes, vocês veem um pai ou uma mãe segurando a mão de uma criança enquanto caminham pela rua e, de repente, a atenção da criança é atraída por alguma coisa em uma vitrine. A criança se debate, solta-se da mão do pai ou da mãe e vai até a vitrine para olhar.

    Os filhos de Israel eram exatamente assim. Deus os segurava pelas mãos, mas eles se soltavam das mãos de Deus e faziam a própria vontade. Deus disse:

    Porque não permaneceram na Minha aliança,
    E Eu não atentei para eles.

    Mas a nova aliança é diferente. Já não é algo exterior. Por mais próximo que fosse aquele relacionamento, agora se trata de algo inteiramente interior.

    Por ser interior, está dentro de você. Não pode ser separado de você.

    Por isso, queridos irmãos e irmãs, chamamos isso de graça. Graça é aquilo que Deus fará.

    Muitas vezes pensamos na graça como algo que nos é dado gratuitamente, sem que o mereçamos. Isso é graça. Mas a palavra “graça”, na verdade, tem três significados.

    Primeiro, graça significa que Aquele para Quem olhamos é cheio de graça. Deus é Aquele que é cheio de graça. Quando vocês olham para Deus, Ele é a própria graça. A origem da graça é Deus.

    O segundo significado de graça diz respeito à maneira como ela é concedida. É dada gratuitamente; é dada sem que a mereçamos. Isso é graça.

    Mas há um terceiro significado de graça. Porque a graça nos foi dada, ela nos transforma e nos torna cheios de graça, assim como Deus é cheio de graça.

    Isso é realmente a graça de Deus. Graças a Deus, quando chegamos à nova aliança, encontramos graça sobre graça.

    Quando leem Jeremias 31 ou Hebreus 8, especialmente Hebreus 8:10-12, vocês encontram esses três artigos da nova aliança.

    A Lei Escrita no Interior

    O primeiro artigo está em Hebreus 8:10:

    Porque esta é a aliança que farei com a casa de Israel
    Depois daqueles dias, diz o Senhor;
    Porei as Minhas leis no seu entendimento,
    E também no seu coração as escreverei:
    E Eu lhes serei por Deus,
    E eles Me serão por povo.

    Esse é o primeiro artigo da nova aliança. Deus escreverá Sua lei em nossos corações. Não está em pedra; está em nossos corações.

    Não apenas isso: Ele será o nosso Deus, e nós seremos o Seu povo. Em outras palavras, Ele será o próprio poder, o poder da vida, dentro de nós, para que possamos guardar a lei de Deus.

    Esse é o primeiro artigo.

    O Conhecimento Interior de Deus

    O segundo artigo está em Hebreus 8:11:

    E não ensinará cada um ao seu concidadão,
    Nem cada um ao seu irmão, dizendo: Conhece o Senhor;
    Porque todos Me conhecerão,
    Desde o menor até o maior deles.

    Em outras palavras, conhecer o Senhor. Esse conhecimento do Senhor não é algo ensinado de fora. Conhecer o Senhor assim é conhecê-Lo interiormente.

    Isso vai do menor ao maior. Nasce no interior. Conhecemos o Senhor interiormente, não exteriormente.

    O Perdão e o Esquecimento dos Pecados

    Então, o terceiro artigo está em Hebreus 8:12:

    Porque serei misericordioso para com as suas iniquidades,
    E de seus pecados não Me lembrarei mais.

    Em outras palavras, há perdão e até mesmo esquecimento.

    A Ordem da Experiência Espiritual

    Quanto a esses três artigos, do ponto de vista do propósito de Deus, o primeiro expressa Seu propósito. O propósito de Deus é que Ele seja o nosso Deus e nós sejamos o Seu povo. Esse é o propósito de Deus.

    Mas, no que diz respeito à nossa experiência, começamos por Hebreus 8:12. Primeiro conhecemos o perdão e, depois, crescemos no conhecimento de Deus como nossa vida e nosso poder.

    É como o tabernáculo. Quando Deus ordenou a Moisés que fizesse o tabernáculo, ele tinha três partes.

    A parte mais interior era chamada de Santo dos Santos. No Santo dos Santos não havia nada além da arca e do propiciatório sobre ela. É ali que Deus habita. É ali que Deus falava ao Seu povo.

    Depois havia um véu, um véu espesso, entre o Lugar Santo e o Santo dos Santos. No Lugar Santo havia três coisas: o altar de ouro do incenso, o candelabro de ouro e a mesa dos pães da proposição. Esse era o lugar dos sacerdotes, onde eles entravam e serviam a Deus.

    Fora do tabernáculo propriamente dito, havia o átrio exterior. No átrio exterior, encontravam-se o altar de bronze e a bacia. Ali ficava o povo.

    O caminho para se aproximar de Deus começa no átrio exterior, depois segue para dentro do tabernáculo, para o Lugar Santo e, por fim, para o Santo dos Santos. Uma vez por ano, o sumo sacerdote oferecia sacrifício e entrava no Santo dos Santos para a redenção dos filhos de Israel.

    Portanto, irmãos e irmãs, no que diz respeito à nossa experiência, começamos pelo átrio exterior. Depois, pela graça de Deus, tornamo-nos sacerdotes para Deus e começamos a servir no Lugar Santo. Por fim, vivemos além do véu.

    Essa é a nossa experiência espiritual.

    Se Deus quiser, gostaríamos de usar as próximas três manhãs para compartilhar como essas três etapas se relacionam com a nossa vida espiritual. Como devemos viver diante de Deus? Como entramos nessa questão do perdão e até mesmo do esquecimento?

    Sabem, muitas vezes experimentamos o perdão, mas não conseguimos esquecer. Porém, graças a Deus, Ele perdoa e Ele esquece. Esse é o começo da nossa vida cristã.

    A partir daí, avançaremos para o Lugar Santo, onde conheceremos o pensamento de Deus. Por fim, viveremos de tal maneira que Deus realmente terá aquilo que deseja.

    Portanto, se Deus quiser, é isso que compartilharemos durante os últimos três dias. Nesta manhã, eu gostaria apenas de apresentar esse esboço a todos vocês, para que o considerem, e orar para que o Senhor realmente nos conduza.

    Nesta ocasião, em certo sentido, não estamos abordando esse assunto do ponto de vista doutrinário, embora essa seja a base da qual não podemos nos afastar. Desta vez, gostaríamos de abordá-lo a partir da nossa experiência.

    Como experimentamos essa vida cristã — a vida na nova aliança? Essa é a única maneira de vivermos para agradar a Deus. Isso é verdade.

    Senhor, nossos corações se prostram em adoração, porque Tu nos amas a tal ponto que estás disposto a descer ao nosso nível para fazer esta nova aliança conosco.

    Ela foi até mesmo selada pelo sangue do Teu Filho amado. Nós Te agradecemos, Senhor, por teres firmado esta aliança conosco.

    Oramos para que, pela Tua graça, saibamos viver essa vida na nova aliança, a fim de que nossa vida na terra Te agrade e cumpra o Teu propósito, para o louvor da Tua glória.

    Pedimos em Teu precioso nome. Amém.