Vocês poderiam abrir comigo no Evangelho de Mateus, em Mateus 26:36? Vou ler a partir desse versículo.
Então chegou Jesus com eles a um lugar chamado Getsêmani e disse aos Seus discípulos: “Assentai-vos aqui, enquanto vou além orar”.
E, levando Consigo Pedro e os dois filhos de Zebedeu, começou a entristecer-Se e a angustiar-Se muito.
Então lhes disse: “A Minha alma está profundamente triste, até à morte; ficai aqui e vigiai Comigo”.
E, indo um pouco mais adiante, prostrou-Se sobre o Seu rosto, orando e dizendo: “Meu Pai, se é possível, passe de Mim este cálice; todavia, não seja como Eu quero, mas como Tu queres”.
E voltou para os discípulos, e achou-os dormindo, e disse a Pedro: “Então, nem uma hora pudestes vigiar Comigo?
Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; na verdade, o espírito está pronto, mas a carne é fraca”.
E, indo segunda vez, orou, dizendo: “Meu Pai, se este cálice não pode passar de Mim sem que Eu o beba, faça-se a Tua vontade”.
E, voltando, achou-os outra vez dormindo, porque os seus olhos estavam pesados.
E, deixando-os novamente, foi orar pela terceira vez, dizendo as mesmas palavras.
Então chegou aos Seus discípulos e disse-lhes: “Dormi agora e repousai; eis que é chegada a hora, e o Filho do Homem é entregue nas mãos dos pecadores.
Levantai-vos, vamos; eis que é chegado aquele que Me trai”.
Agora quero que vocês abram na carta aos Hebreus, em Hebreus 10:5.
Pelo que, entrando Ele no mundo, diz:
“Sacrifício e oferta não quiseste,
Mas corpo Me preparaste;
Não Te deleitaste em holocaustos e sacrifícios pelo pecado.
Então disse: Eis aqui venho
— No rolo do livro está escrito de Mim —
Para fazer, ó Deus, a Tua vontade”.
Por fim, na primeira carta de João, 1 João 2:16-17:
Porque tudo o que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a vanglória da vida, não é do Pai, mas do mundo.
E o mundo passa, e a sua concupiscência; mas aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre.
Vamos fazer uma breve oração.
Amado Senhor, somos tão gratos por podermos estar aqui em Tua presença. Nós Te louvamos, Senhor, porque, quando Tu estás presente, qualquer coisa pode acontecer. Para Ti, nada é impossível.
Por isso, nós Te louvamos e Te adoramos nesta noite, pois Tu, Senhor, podes fazer deste um tempo em que nossos olhos sejam abertos, um tempo que transforme a vida de todos nós.
Precisamos de Ti, Senhor. Estamos avançando tão depressa para trevas mais profundas, para uma agitação maior e para dificuldades mais profundas. Mas, Senhor, Tu prometeste estar conosco até o fim desta era.
Portanto, Senhor, nós oramos: toca o nosso coração nesta noite. Queremos confessar diante de Ti que, sem aquela graça e aquele poder da unção que Tu conquistaste para nós no Calvário e tornaste uma realidade viva na Pessoa do Espírito Santo, nossas palavras são apenas palavras humanas.
Mas, com essa unção, pode ser a Tua voz que ouvimos. Pedimos uma unção para a proclamação da Tua Palavra e para ouvi-la, a fim de que a Tua vontade seja feita entre nós. Pedimos isso em nome do nosso Messias, o Senhor Jesus. Amém.
Como creio que todos vocês sabem, a parte que me cabe nesta conferência é o caráter do Reino. Eu disse ontem à noite, e repito, que praticamente poderia dizer que tudo o que Dana fala é o caráter do Reino, pois tudo o que ele diz a respeito do Rei tem de ser o caráter do Reino.
Mas ele vai falar daqui a duas noites, então não posso dizer a vocês que o ouçam agora. Vocês ficaram comigo antes de ele falar, então vou roubar um pouco da cena dele.
Já falamos sobre duas questões. O caráter do Reino de Deus é que sejamos conformados à imagem do Senhor Jesus. Sem sermos mudados, transformados à Sua semelhança, não há Reino de que falar.
O propósito do Senhor ao vir a este mundo e entregar-Se na cruz era que você e eu pudéssemos nascer de novo, ter uma nova vida, crescer da condição de bebês para a infância, para a maturidade e nos tornar soldados de nosso Senhor Jesus, o Messias.
Mas como são poucos os crentes que realmente crescem! A razão é que não estão sendo transformados à semelhança do Senhor Jesus. Por isso, passamos bastante tempo ontem à noite falando sobre isto: à medida que contemplamos, como num espelho, a glória do Senhor, somos transformados à Sua semelhança, de glória em glória.
O Senhor desenvolve em nós uma capacidade para a glória e, depois, uma capacidade ainda mais profunda para a glória. Na verdade, a maneira como Ele desenvolve essa capacidade para a glória é por meio de tribulações, aflições, circunstâncias difíceis, relacionamentos difíceis e mil e uma outras coisas.
Mas, enquanto Ele está no comando de nosso crescimento, de nosso progresso, de nosso treinamento e de nossa formação, estamos crescendo. Estamos sendo transformados à Sua semelhança. Bem, foi sobre isso que falamos ontem à noite.
A segunda coisa sobre a qual falamos ontem à noite foi o serviço. O Rei é um exemplo e uma ilustração perfeitos de serviço. O Senhor Jesus foi um sacrifício vivo desde o momento em que nasceu. Certa vez, Ele disse: “Morro diariamente”.
Nunca teria havido uma cruz; nunca teria havido um Calvário se Ele não tivesse escolhido ser um sacrifício vivo desde o momento em que entrou neste mundo.
Esse caráter do Senhor Jesus como Rei, como Servo do Pai, servindo ao povo de Deus, é um exemplo maravilhoso para cada um de nós, crentes. Se Ele foi um sacrifício vivo para nos salvar, podemos ser outra coisa senão um sacrifício vivo? Temos de segui-Lo.
Falei longamente sobre o serviço como caráter do Reino. Agora quero levar vocês, se estão me acompanhando, um passo adiante. Se não estão me acompanhando, podem tirar uma soneca. As cadeiras são muito confortáveis e agradáveis, desde que vocês não ronquem. Não nos importamos se vocês dormirem.
Mas, para aqueles de vocês que estão vivos e acordados, aqui estão mais duas características do Reino de Deus. A primeira é central.
O caráter do Reino de Deus tem tudo a ver com o trono de Deus: com o governo de Deus, com a autoridade soberana de Deus, com o propósito de Deus e com a vontade de Deus.
Vocês entenderam? Vou começar de novo.
O caráter do Reino de Deus tem tudo a ver com o trono. Tem a ver com o Rei assentado no trono. Tem a ver com a Sua vontade, com a Sua autoridade soberana.
O Senhor Jesus disse que o Pai havia confiado às Suas mãos toda a autoridade e todo o poder, tanto no céu como nesta terra — nesta terra caída, agora, neste exato momento. Com todas as trevas, a agitação, a confusão e a revolução que há por toda parte, de todos os lados, Ele tem autoridade soberana. Ele governa no reino dos homens.
Agora ouçam com atenção. Esse trono de Deus, e o Rei acima de tudo, assentado, entronizado, têm tudo a ver com o propósito de Deus, com o cumprimento da Palavra de Deus e com a vontade de Deus.
Vocês me acompanharam até aqui? Espero que sim. Agora vamos dar mais um passo.
O Senhor Jesus foi totalmente obediente ao Seu Pai. Ele nunca desobedeceu ao Seu Pai.
Basta ler o Novo Testamento de maneira superficial para encontrar essas palavras repetidas vezes:
“Venho para fazer, ó Deus, a Tua vontade”.
O sentido de Sua vinda era fazer a vontade de Deus, cumprir o propósito de Deus, conduzir um povo à salvação de Deus, restaurá-lo ao propósito de Deus e dar-lhe a esperança da glória.
Esse é o Senhor Jesus. Em todo lugar que vocês olharem no Novo Testamento, descobrirão que Ele diz:
“Não faço a Minha própria vontade, mas a vontade Daquele que Me enviou.
Não falo as Minhas próprias palavras; falo as Suas palavras.
Não faço as Minhas próprias obras; faço as obras do Pai”.
Portanto, se esse é o caráter do Rei, tem de ser o caráter do Reino. Em outras palavras, se você e eu nascemos do Espírito de Deus, se, pela graça de Deus, fomos chamados ao trono de Deus, chamados ao Reino de Deus, chamados a reinar com Ele, não apenas agora, mas também nas eras vindouras, essa qualidade de nosso Senhor Jesus tem de ser encontrada em nós.
Por mais jovem ou mais velho que você seja, isso tem a ver com obediência total.
Não é fácil para muitos de nós aceitar isso. Na realidade, todos nós aceitamos isso teologicamente, academicamente. Mas o que isso significa?
Significa que você e eu, salvos pela graça de Deus e nascidos do Espírito de Deus, temos de fazer a vontade de Deus se quisermos estar em união com o trono de Deus. Gostaria de conseguir expressar isso com mais clareza, mas acho que, até aqui, estamos chegando lá.
Vocês observaram aquela passagem que lemos em Mateus? Foi a única ocasião em que o Senhor Jesus Se perguntou se poderia haver outro caminho além do Calvário:
“Passe de Mim este cálice”.
O que foi aquilo? Por que o Senhor Jesus vacilou? O que Ele sofreu no jardim do Getsêmani estava muito além de nossa compreensão.
Acho que a maioria das pessoas pensa que Jesus sofreu apenas na cruz. Mas, no jardim do Getsêmani, Ele sofreu tão intensamente que os Evangelhos nos dizem que Ele suou gotas de sangue. Entendemos, do ponto de vista médico, que isso significa estar perto da morte.
Toda a hierarquia das trevas e do mal concentrou-se contra o Senhor Jesus naquele jardim. Ele disse:
“A Minha alma está profundamente triste, até à morte”.
Em um dos outros Evangelhos, lemos que um anjo veio e O serviu.
Então ouvimos aquelas palavras extraordinárias:
“Não seja como Eu quero, mas como Tu queres”.
A batalha foi vencida. Não teria havido Calvário se Jesus não tivesse pronunciado essas palavras:
“Não seja como Eu quero, mas como Tu queres”.
Esse é o caráter do nosso Rei. Ele amou tanto você — e a mim, por mais inacreditável que isso às vezes me pareça —, Ele nos ama tanto que estava disposto a passar pela agonia da cruz por nós.
Agora lembrem-se: em toda a existência de Deus Filho, Ele jamais havia estado separado de Deus Pai. Jamais.
Penso que o diabo colocou diante de Seus olhos, como imagens de televisão, o que poderia significar ser abandonado; o que poderia significar estar, por assim dizer, separado, afastado do Pai. Essas imagens que vieram diante do Senhor Jesus, como homem, O horrorizaram.
Mas, graças a Deus, Ele disse:
“Não seja como Eu quero, mas como Tu queres”.
E foi para a cruz serenamente. Ele havia vencido a batalha em Seu próprio ser.
Querido filho de Deus, você não faz ideia do que o Senhor Jesus sofreu por você e por mim. Tratamos a Mesa do Senhor com tanta leviandade, com tanta facilidade. Tomamos o pão, bebemos o cálice; não temos uma ideia real do que isso custou ao Senhor Jesus.
No hebraico, em Salmos 40:8, está escrito:
“Deleito-Me em fazer a Tua vontade, ó Deus Meu”.
Na versão grega do nosso Antigo Testamento, a Septuaginta, está escrito:
“Venho para fazer, ó Deus, a Tua vontade”.
Esse é o caráter do Rei, e é o caráter do Seu Reino.
Às vezes fico um pouco constrangido quando cantamos essas músicas sobre sermos reis. É claro que somos reis. Isso é o extraordinário: o Rei nos fez membros da realeza. Ele nos fez reis.
Mas isso não significa que tenhamos uma autoridade que possamos exercer de qualquer maneira, maltratando os santos e, de modo geral, nos comportando como valentões. Temos autoridade; temos poder; somos reis.
Ser um rei como o Senhor Jesus é estar sob a autoridade soberana de Deus. Ser um rei como o Senhor Jesus é fazer a vontade de Deus.
Vocês estão entendendo o que estou tentando dizer? Espero que sim. Como podemos entrar no Reino de Deus se não fazemos a Sua vontade? Boa pergunta. Vocês me ouviram?
Como podemos entrar no Reino de Deus e ser aquilo que o Rei quer que sejamos, se não fazemos a vontade de Deus?
Esse é o problema supremo de todos os seres humanos. Ah, você diz: “Você está exagerando. Esse é o problema, porque você tem uma origem judaica. Você exagera”. Bem, estou falando sério. É o problema supremo.
Vocês se lembram de como Satanás, de maneira astuta e enganosa, se aproximou de Eva? Ele é muito esperto. Nem se deu ao trabalho de abordar Adão; foi até Eva. Sabia que, se conquistasse Eva, teria Adão — o que, por si só, é muito interessante, mas não vou desenvolver esse assunto.
Ele veio a Eva e disse:
“Disse Deus que morrereis se comerdes da árvore do conhecimento do bem e do mal?”
Depois disse:
“Certamente não morrereis”.
É assim que Satanás pega muitos crentes. “Foi isso que Deus disse? Não é verdade. Você entendeu errado.”
Então ele disse algo incrível. Disse:
“Se comerdes da árvore do conhecimento do bem e do mal, sereis como Deus”.
No hebraico:
“Sereis como deuses”.
Você não precisa fazer a vontade de Deus. Pode fazer a sua própria vontade. Pode decidir a sua própria vida. Pode escolher a sua própria carreira. Pode escolher com quem vai se casar. Pode escolher cada coisa que quiser fazer, porque você é como Deus.
A autoridade passou do trono de Deus para você, de modo que você se tornou uma autoridade por si mesmo. É por isso que temos tamanha confusão no mundo.
Temos milhares e milhares de pessoas centradas em si mesmas. Todos nós somos centrados em nós mesmos. Não me digam que há alguém aqui que, desde o momento em que nasceu, tenha sido a pessoa mais doce, modesta e humilde. É mentira.
Se você se considera modesto, isso significa que é muito orgulhoso. Se você se considera humilde, isso significa que é extremamente orgulhoso. Lembrem-se do cristão que escreveu o livro Humildade e como a alcancei.
Eu costumava explicar assim: o pecado é o grande problema. O que é pecado? É desobediência à vontade de Deus. Logo no princípio, Deus havia dito algo a Adão e Eva, e eles desobedeceram. Todos os problemas que temos no mundo vêm disso.
Pecado: em inglês, sin, S-I-N, com o “I” no centro. Desculpem, vocês que falam chinês ou português, mas, em inglês, S-I-N tem o “I” — que significa “eu” — no centro. “Eu penso. Eu sei. Eu sinto. Eu não quero. Eu quero.”
Toda a história humana é a expressão desse “eu”. Todo grande ditador tem um “eu” um pouco maior do que o normal.
O apóstolo João escreveu isto. Ele disse:
“E o mundo passa, e a sua concupiscência; mas aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre”.
Deixem isso penetrar em vocês.
É somente quando você e eu entregamos a nossa vontade à vontade do Senhor Jesus que começamos a viver a vida cristã.
Fora disso, a única maneira de vivermos uma espécie de vida cristã é religiosamente. Damos a ela uma aparência cristã; usamos a linguagem dos cristãos. Tudo se resume ao que se pode e ao que não se pode fazer, e há uma ausência total de vida.
Quando você e eu nascemos de novo, salvos pela graça de Deus, a vida eterna entra em nosso ser. Essa vida nos une ao Filho. Portanto, o caráter do Reino é o caráter do Senhor Jesus.
Agora, não quero esmagar vocês — não que eu consiga —, mas não quero esmagar vocês.
Mas, se você não entregou a sua vontade a Deus, não pode viver a vida cristã. Só pode ser uma imitação de cristão. Pode tomar a ceia, pode ser batizado, pode tornar-se membro da igreja. O que isso significa?
Quando C. T. Studd, aquele grande missionário que, antes de ser salvo, havia sido um esportista, estava morrendo, disse ao seu genro, Norman Grubb: “Sei que tenho sido um velho muito difícil”. E ele era mesmo.
“Sei que tenho sido um velho muito difícil. Mas uma coisa posso dizer: tudo o que o Senhor me mandou fazer, eu fiz, pela Sua graça e pelo Seu poder.” Foi assim que C. T. Studd morreu.
A obra de C. T. Studd continuou em uma das maiores organizações missionárias do mundo. C. T. Studd era um homem difícil.
Um dentista viajou da Grã-Bretanha até o Congo, entrando na selva, no meio do mato, porque soube que C. T. estava sofrendo por causa de seus dentes. Examinou os dentes de C. T. e lhe disse que estavam em uma condição perigosa e precisavam ser extraídos. Disse: “Eu mesmo farei uma dentadura para você”.
C. T. aceitou, mas achou difícil usar a dentadura. Então o que fez? Tirou a dentadura, colocou-a sobre a escrivaninha e a usou como porta-canetas.
Depois, se chegava alguma visita, ele rapidamente tirava as canetas e colocava a dentadura na boca. Era um homem difícil.
Lembro-me de Mary Grubb me contar: “Preparávamos refeições caprichadas para ele, e então ele pegava o creme doce e o despejava em cima do frango”. Dizíamos: “Ah, o que você está fazendo?” Ele respondia: “Quando chega lá dentro, dá tudo na mesma”.
Era um homem difícil. Mas fez a vontade de Deus, e o que fez permaneceu. É algo tremendo entregar-se à vontade de Deus.
Você já se entregou à vontade de Deus? Se estou falando com alguém que tem trinta, quarenta, cinquenta anos de vida em Cristo, deixe-me perguntar: você entregou a sua vontade à vontade de Deus?
Vocês, mais jovens, o maior problema é a nossa vontade. Queremos escolher a carreira que teremos, o tipo de vida que teremos, o tipo de lar que teremos, quem será nossa esposa ou nosso marido. Queremos escolher tudo isso por nós mesmos.
Agora, é claro, há certa margem de escolha. Quero dizer, não estamos esperando que o Senhor diga: “Você tem de se casar com fulano”, e fulano seja a pessoa mais feia que você já conheceu. Não, não, não. Essa não é a vontade de Deus.
A vontade de Deus para nós é — ouçam — boa, perfeita e agradável. É somente quando você e eu nos tornamos um sacrifício vivo que podemos comprovar que a vontade de Deus é boa, perfeita e agradável.
Caso contrário, enquanto ainda estamos discutindo se faremos a vontade Dele ou a nossa, sempre pensamos que a Sua vontade não é boa, não é perfeita e não é agradável.
Só descobrimos, quando abrimos mão da nossa própria vontade e fazemos a Dele, que, no fim, ela é maravilhosa. Não há nada como fazer a vontade de Deus.
Por que temos todo esse problema? Vocês sabem a resposta? Por que temos esse problema? Por causa do grande “eu”. Essa é a raiz do problema.
Pensamos que, se conseguirmos fazer tudo à nossa maneira e fizermos o que achamos bom para nós, será maravilhoso. Não será.
O seu Salvador, que morreu por você porque o ama, só o conduz àquilo que é bom para você, perfeito para você e agradável para você.
Para mim, esse é o caráter do Reino: fazer a vontade de Deus.
Olhem para esses milhares de anos de história da igreja. Olhem para aqueles que fizeram a vontade de Deus. É incrível. Eu poderia contar tantas histórias, mas Stephen falou esta manhã sobre Hudson Taylor. Como teria sido se ele tivesse feito a sua própria vontade, se tivesse seguido a sua própria vontade?
Em vez disso, entregou a sua vontade a Deus. Como teria sido com C. T. Studd se ele, como um famoso jogador de críquete, um famoso atleta na Grã-Bretanha, tivesse se agarrado à sua carreira em vez de sacrificar-se, entregando a sua vontade a Deus?
Penso na querida Mary Slessor, de Calabar. Sabem, ela tinha muito medo dos homens. Vejam bem, algumas mulheres não têm medo algum dos homens. Quero dizer, são como tanques. Deus ajude qualquer homem que se coloque no caminho delas.
Mas Mary Slessor era tão humilde por natureza que, quando falava em uma plataforma onde havia homens presentes, não conseguia olhar para a congregação. Olhava para a parede e falava para a parede.
Deus não apenas salvou aquela mulher; Ele a chamou para a África. Quando foi para a África, ela vivia no meio do mato, numa espécie de cabana. E não conseguia suportar os gritos de criancinhas no meio da noite.
Ela perguntou a respeito e descobriu que eram gêmeos, considerados demoníacos. Por isso, ao nascerem, eram levados pela mãe ou pelo pai e jogados no mato para que os animais selvagens os comessem.
Mary Slessor começou uma obra em Calabar. Saía todas as noites recolhendo gêmeos. Fundou um orfanato após outro, após outro.
É incrível que essa senhora, que tinha medo de vacas, de cavalos e de homens, pudesse andar pelo mato no meio da noite, escutando o choro de gêmeos e resgatando-os.
No fim de sua vida — tenho de contar esta pequena parte da história —, houve uma grande reunião entre todos os principais chefes tribais. Eles se reuniram e perguntaram a Mary Slessor se ela estaria presente. “Sim”, disse ela, “estarei”.
Eles vieram sem vestir nada além de penas e pintura corporal. Essa mulher, que não conseguia sequer olhar para um homem, ficou sentada tricotando desde o café da manhã até o sol estar prestes a se pôr.
Então ouviu as vozes começarem a se elevar e soube exatamente o que estava acontecendo. Aqueles homens eram canibais. Não queriam parar de lutar uns contra os outros porque isso lhes fornecia carne humana.
Então ela largou o tricô, passou por todos eles e deu um tapa na orelha de cada um, um por um. Eles assinaram um acordo de paz que durou duzentos anos.
Quem dera tivéssemos algumas dessas no Oriente Médio!
O Senhor havia dito a Mary Slessor: “Rainhas se curvarão diante de você”. Ele lhe deu esta passagem da Escritura:
“Reis e rainhas se curvarão diante de ti”.
Quando a rainha Elizabeth visitou Calabar, foi ver o túmulo de Mary Slessor.
A rainha fez algo extraordinário. Fez uma reverência diante do túmulo de Mary Slessor. Fazer a vontade de Deus é algo assim tão extraordinário.
Eu poderia continuar sem parar. Vocês todos acabariam dormindo. Mas, ouçam: a maior coisa que vocês podem fazer na vida, além de receber o Senhor Jesus como Salvador, é entregar a sua vontade ao Senhor enquanto são jovens.
Deixem que Ele seja Senhor em sua vida. Deixem que Ele seja Rei em sua vida. Vocês nunca se arrependerão. O Senhor os conduzirá às obras da Sua vontade.
Ouçam-me. O que estou dizendo não é um conto de fadas. É absolutamente verdadeiro. Ah, querido filho de Deus, ouça.
Sem essa entrega ao Rei — ao Seu senhorio, ao Seu direito de posse sobre nós —, temos uma guerra civil acontecendo em nossa vida. Podemos estar salvos, mas não haverá progresso, não haverá transformação à semelhança do Senhor Jesus. Tudo isso tem a ver com a vontade.
Satanás sabia exatamente o que estava fazendo quando envenenou a mente de Eva. Sabia que estava introduzindo um veneno na vida do seu eu que não sairia mais e, por meio dela, no restante de nós. Todos descendemos de Adão e Eva.
Temos um problema realmente grande com essa questão da vontade, e tudo começou com o engano de Satanás — com a maneira como ele iludiu Eva.
Quando você e eu entregamos a nossa vontade ao Senhor, algo realmente acontece. Ouçam: o Senhor promete guiá-los. O Senhor promete protegê-los. O Senhor promete prover o que vocês precisam.
É tão simples. Você pode seguir o seu próprio caminho ou o Dele. Pense.
O que Jesus disse?
“As Minhas ovelhas ouvem a Minha voz, e elas Me seguem;
E dou-lhes a vida eterna”.
Ouçam novamente:
“As Minhas ovelhas ouvem a Minha voz, e elas Me seguem;
E dou-lhes a vida eterna”.
Uma experiência viva e contínua do Senhor Jesus. Não consigo pensar em nada mais maravilhoso neste mundo.
Bem, não sei o que dizer além disso. Acho que simplesmente não consigo entender as pessoas que não querem fazer a vontade de Deus.
Quero dizer, já vivi o suficiente para experimentar o que é ter a direção do Senhor, a proteção do Senhor e a provisão do Senhor. Eu desejaria isso mais do que qualquer outra coisa.
Bem, acho que ainda preciso ficar de olho no tempo. Por enquanto, estou dentro do horário, então posso entediar vocês por mais um pouquinho. Aqui está a segunda coisa sobre a qual quero falar.
À primeira vista, pode não parecer exatamente a mesma coisa que acabamos de dizer, mas é uma característica muito real do Reino: a fidelidade.
O Rei é absolutamente fiel. Vocês se lembram daquela promessa maravilhosa no pequeno livro de Lamentações — tanta tristeza, tanta tristeza. Até a maneira como ele está escrito em hebraico é como uma marcha lenta em um funeral.
Então, de repente, no terceiro capítulo, no versículo vinte e dois, creio eu — em Lamentações 3:22 —, de repente o sol aparece em meio a toda essa escuridão:
As misericórdias do Senhor são a causa de não sermos consumidos,
Porque as Suas compaixões não têm fim.
Novas são cada manhã;
Grande é a Tua fidelidade.
A minha porção é o Senhor, diz a minha alma;
Portanto, esperarei Nele.
Fidelidade. Como o Senhor é fiel! Nós não somos muito fiéis, mas o Senhor é a fidelidade absoluta.
Querido filho de Deus, ouça-me a respeito disso. Eu mesmo tenho comprovado a Sua fidelidade. Sei que muitos de vocês também.
Quando fui batizado, minha antiga professora da escola dominical me deu um versículo da Escritura:
O Senhor, pois, é Aquele que vai adiante de ti; Ele não te deixará, nem te desamparará: não temas, nem te espantes.
Durante toda a minha vida, essa passagem tem voltado à minha memória repetidas vezes, uma vez após outra. Posso contar uma coisa a vocês? Nunca vi o Senhor falhar e nunca vi o Senhor abandonar.
Dei a Ele motivos para me abandonar, mas Ele nunca me abandonou. Essa é uma das coisas mais extraordinárias a respeito do Rei: Ele é absolutamente fiel.
Essa fidelidade Dele é algo tão tremendo. Se você se entregar de uma vez, se der a sua vida inteiramente a Ele — não apenas pegar o que puder receber, isto é, a Sua salvação e a Sua vida, dizendo: “Bem, é assim que eu sou. Me dá, me dá, me dá”…
Mas, se você também estiver disposto a ser fiel nas responsabilidades que Deus lhe dá, na mordomia que Deus lhe confia e no chamado com que Deus o chamou — a ser fiel —, Ele é fiel.
O caráter do Rei é o caráter do Reino.
Bem, penso em Abraão, o pai de todos os que creem. Meu querido amigo, o ex-diretor da Embaixada Cristã Internacional, disse certa vez, na minha presença, num momento que acredito ter sido de verdadeira inspiração: “Deus colocou em Abraão todo o DNA da redenção do mundo”.
Creio que essa foi uma declaração inspirada. Afinal, ele é chamado de pai de todos os que creem — não apenas dos judeus, mas também dos gentios que encontraram a salvação de Deus. Ele é o pai de todos.
Mas, quando houve uma fome, ele não permaneceu na terra como Elias. Foi algo bastante notável: Elias foi alimentado por corvos. Só o Senhor sabe que bocados eles lhe traziam, mas certamente não eram kosher.
O pequeno riacho não secava; os corvos continuavam trazendo alimento para ele. Mas Abraão teve uma falha de fé e desceu para o sul, para o Egito.
Quando chegou ao Egito, chamou Sara, que aparentemente era de uma beleza inacreditável, de “minha irmã”. Faraó e seus cortesãos não fizeram muitas perguntas, porque o próprio Faraó estava bastante interessado em Sara.
Vocês conhecem o restante da história. Em que confusão Abraão se meteu — o pai da fé! O Senhor teve de tirá-lo daquela situação.
O Senhor foi tão fiel que fez toda a família de Faraó contrair algum vírus que lhes causou problemas de estômago, dores de cabeça e não sei mais o quê, até que foram aos seus homens dos prodígios e perguntaram: “O que está acontecendo?”
Esses homens fizeram suas pequenas mágicas e chegaram à resposta: Abraão. Então Faraó foi até Abraão e disse: “Por que você fez isso comigo?”
É claro que Sara era sua meia-irmã. Isso é verdade. Foi uma mentirinha. Uma meia-verdade colocou Abraão em grandes dificuldades. Mas o Senhor permaneceu fiel.
Penso em Jacó. É interessante que Deus nunca chamou o povo da aliança de Abraão, ou Isaque, ou Moisés, ou mesmo Davi. Chamou-o de Jacó.
Repetidas vezes, uma vez após outra, o Senhor diz por meio de Seus profetas: “Ó Jacó”, referindo-Se a todo o povo.
A palavra Jacó, em hebraico, Yaakov, significa alguém que torce as coisas, um trapaceiro. Refere-se a alguém que estava agarrado ao tornozelo do seu irmão gêmeo quando nasceu. Mesmo naquele momento, ele já tentava sair primeiro.
É claro que eram gêmeos. Não havia um irmão mais velho e um irmão mais novo; eram gêmeos. Mas vocês conhecem a história de Jacó. Sabem que trapaceiro ele era. Não conseguia evitar.
Ele era cheio de inteligência, perspicácia, tino para os negócios e muitas outras coisas. Diante de tudo com que entrava em contato, seus olhos eram como uma caixa registradora tilintando dinheiro. Ele percebia imediatamente qual era o lucro naquela situação.
Quando seu irmão voltou da caça, exausto, e sentiu o aroma daquela sopa maravilhosa, aquela sopa de lentilhas que Jacó havia preparado, Jacó disse: “Você não vai tomar nem uma gota enquanto não me der o seu direito de primogenitura”.
E Esaú vendeu seu direito de primogenitura por uma tigela de sopa de lentilhas.
Mas havia em Jacó algo mais profundo do que sua tendência a trapacear, mais profundo do que sua inteligência, sua perspicácia, sua extraordinária opinião de si mesmo e sua autoconfiança. Havia algo que, de alguma maneira, valorizava as coisas de Deus.
O Senhor nunca abandonou Jacó. Ele enganou seu pai, velho e cego, por meio de um truque, de um engano que sua mãe, que o amava de maneira extraordinária, havia planejado. Roubou a bênção. Depois teve de fugir de casa. Nunca mais viu sua mãe, a quem amava tanto.
Teve de atravessar todo o Oriente Médio, fugindo até o segundo maior trapaceiro do Oriente Médio. Era seu tio Labão. Isso vinha de família.
Passaram vinte e um anos enganando um ao outro. Pobre Jacó, desde o começo.
Então ele trabalhou todos aqueles anos por Raquel, e quem recebeu? Lia. Todos eram trapaceiros.
Devem ter feito uma reunião de família, e o tio Labão disse à esposa: “Só precisamos arrumar Lia para que pareça Raquel. Temos de dizer a ela: ‘Fique quieta. Mantenha essa sua boca fechada. Observe como sua irmã anda; ande como ela. Vamos diminuir a iluminação. Você estará coberta com um véu da cabeça aos pés. Ele nem vai perceber que não é a sua amada Raquel’”.
Quando Jacó acordou na manhã seguinte, descobriu que era Lia, não Raquel.
Mas o Senhor nunca abandonou Jacó. Pelo Seu amor, transformou-o em Israel. Essa é a fidelidade do Rei. Nunca o desamparou. Ele o julgou. Jacó passou por muitos problemas por causa de suas trapaças, mas o Senhor nunca o abandonou. Isso não é incrível?
Eu poderia continuar sem parar. Poderia falar de Raquel, de como ele pensava que nenhum pensamento mau jamais passava por aquela cabecinha dela. Mas, é claro, vocês sabem que, quando o tio Labão os perseguiu com um grupo de homens, disse: “Por que vocês foram embora? Não podiam nem ficar e se despedir de maneira educada? E quem roubou os deuses domésticos?”
Agora, vocês, chineses, sabem tudo sobre deuses domésticos. Essas outras pessoas do Ocidente não fazem ideia do que são deuses domésticos. Mas esses deuses domésticos estavam por toda parte e serviam como títulos de propriedade.
É uma ideia muito interessante, não é? Raquel percebeu: “Papai está enganando meu marido, e eu não vou receber nenhuma herança para os filhos”. Então juntou todos os ídolos que pôde, colocou-os em um saco e os levou quando fugiram.
Depois, o querido Jacó disse a Labão: “Revista tudo. Você verá que nunca tive nada a ver com ídolos domésticos. Não acredito neles”.
Quando Labão revistou tudo, o hebraico diz que ele apalpou tudo, porque poderia sentir se havia algum ídolo debaixo de algum tecido. Então encontrou a querida Raquel sentada no camelo.
Ele disse: “Preciso revistar tudo”. Ela respondeu: “Sim, papai, faça isso. Mas não estou me sentindo bem”. “Ah”, disse ele, “sinto muito por isso”. “Então não me incomode.” “É claro que não vou incomodar”, respondeu ele.
Ele procurou por toda parte e não conseguiu encontrá-los. Ela estava sentada sobre os ídolos domésticos.
Pobre Jacó. Primeiro descobriu que Labão era um trapaceiro; depois, que Lia era uma trapaceira; depois, que toda a família de Labão era formada por trapaceiros. Então descobriu que Raquel era uma trapaceira. Finalmente, estava pronto para que o Senhor tratasse com ele.
Foi então que o Senhor disse: “Qual é o seu nome?” Ele admitiu e disse: “Meu nome é Yaakov, Trapaceiro”. Deus disse:
“Não serás mais chamado trapaceiro.
Serás chamado príncipe com Deus: Israel”.
Fidelidade. E quanto a Davi? Davi, de quem o próprio Senhor disse:
“Um homem segundo o Meu coração”.
Mas Davi caiu terrivelmente.
Se vocês lerem a história da queda de Davi, é terrível. Ele chegou a planejar o assassinato do marido de Bate-Seba para poder ficar com ela. A morte dele resultou de uma tática deliberada que Davi havia elaborado.
Aquele profeta veio a Davi e disse: “O que você fez?” É interessante que Bate-Seba se tornou a mãe de Salomão.
É extraordinário descobrir como o Senhor é fiel. Nós não somos assim uns com os outros. Assim que descobrimos falhas uns nos outros, começamos a nos afastar.
A Palavra diz algo sobre considerarmos uns aos outros superiores a nós mesmos. Quando não fazemos isso, dizemos: “Olhe para fulano. Não sei por que o Senhor o salvou”.
É algo extraordinário amar o Senhor e conhecer o Senhor. Vocês sabem o que está escrito em Salmos 37:24? O justo cairá, mas se levantará novamente, porque o Senhor o livra.
Ouçam Provérbios 24:16:
“Porque sete vezes cairá o justo e se levantará”.
Querido filho de Deus, vejam toda a fidelidade do Senhor: mesmo que você caia sete vezes, Ele o levantará. Você cairá de novo, e Ele o levantará. Cairá de novo, até que, finalmente, Ele conquiste você.
Bem, acho que já falei o suficiente, realmente, para uma noite. Mas essa é uma característica do Rei e uma característica do Reino.
Quão fiel você é? Quão fiel eu sou? Somos fiéis ao chamado que Deus nos deu? Somos fiéis ao ministério que Deus nos deu? Somos fiéis à responsabilidade que Deus nos deu? À mordomia que Deus nos confiou?
Esse é o caráter do Reino.
Lembro-me de um irmão idoso na comunidade de Alford House. Ele era um patriarca da obra. Era chamado de patriarca da obra. Nós o conhecíamos como Papai Rees. Era galês, falava galês e vinha do norte do País de Gales.
Sempre me lembro de uma manhã em que ele se levantou durante a celebração da Mesa do Senhor e leu algo em Crônicas sobre as colunas do templo. No topo das colunas, que não se podia ver olhando de baixo, bem no alto, havia um trabalho em forma de lírios.
Então ele disse: “Por que o Senhor colocou um trabalho em forma de lírios onde ninguém podia vê-lo? Só Ele podia vê-lo”.
Disse: “Não seria para mostrar que devemos ser fiéis nas responsabilidades que nos foram dadas pelo Senhor?”
Porque, muitas vezes, só somos fiéis naquilo que pensamos que outras pessoas veem. Mas a questão é aquilo que os outros não veem — ninguém vê, somente o Senhor.
Ser uma coluna na casa do nosso Deus — é algo especial, não é? Bem, que o Senhor abençoe estas minhas pobres palavras a cada um de vocês.
Falei sobre todos esses: Abraão, Jacó, Davi. E quanto ao apóstolo Pedro? Sempre o primeiro, sempre metendo os pés pelas mãos, sempre dizendo o que os outros discípulos também pensavam — só que eles não tinham coragem de dizer, por isso nunca se metiam em problemas.
Então, quando Pedro disse: “Não deixarei que Tu morras”, o Senhor respondeu:
“Antes que o galo cante três vezes, tu Me terás negado”.
Quando isso aconteceu com Pedro, foi como uma explosão nuclear que fez voar pelos ares sua vida cristã fabricada por ele mesmo. Tudo foi destruído.
Mas o Senhor disse:
“Quando passares por isso, fortalece os teus irmãos”.
Em outras palavras, o Senhor Jesus permaneceria absolutamente fiel. Ele disse: “Eu orei por ti, Simão”.
Satanás vos pediu para vos peneirar como trigo;
Mas Eu roguei por ti, para que a tua fé não desfaleça.
Pedro atravessou aquela experiência. Satanás, como T. Austin-Sparks costumava dizer, ficou com a palha; Deus ficou com o trigo.
Pedro tornou-se o grande apóstolo que abriu a porta aos gentios e fez muito mais. Como o Senhor é fiel! Isso não é extraordinário? Algo pelo qual agradecer ao Senhor.
Que Deus nos dê graça não apenas para conhecermos a Sua fidelidade, mas para sermos fiéis também. Pois, se formos fiéis nas pequenas coisas, Deus nos colocará sobre coisas muito maiores.
Senhor, abençoa esta palavra a cada um de nós. Torna-a real, Senhor. Ajuda-nos a entregar a nossa vontade à Tua, por mais jovens ou mais velhos que sejamos.
Toma esta palavra e torna-a real. Que possamos, Senhor, apreciar a Tua fidelidade de tal maneira que nos tornemos fiéis.
Lembramos, querido Senhor, que Tu suportaste a cruz por nós. Que tenhamos esse tipo de perseverança, essa determinação de realmente seguir-Te até o fim.
Pedimos isso em nome de Jesus. Amém.
Por que não refletimos por alguns minutos e entregamos esses pensamentos de volta ao Senhor? Peçam a Ele que os sele em nosso coração.
Anotei duas perguntas que acho que cada um de nós deveria levar consigo.
Primeiro, a premissa de Lance nesta noite foi o caráter…