Ou aquelas palavras do cântico: “Inclinado a me desviar, Senhor, eu sinto isso”. Como isso está em nosso coração de maneira tão natural. Somos mesmo inclinados a seguir nosso próprio caminho.
Mas, Senhor, somos gratos pelo Teu grande amor, pois vieste e nos buscaste — não apenas uma vez, mas diariamente Tu nos buscas. Diariamente nos atrais de volta a Ti.
Senhor, ao voltarmos agora a Ti com o coração cheio de gratidão e louvor, somos gratos porque nos conquistas pelo Teu amor. Tu nos conquistas ao falar conosco em Tua Palavra. Somos gratos porque nos deste a Tua Palavra. Somos gratos porque nos deste o Espírito Santo.
Hoje nos achegamos e nos humilhamos diante de Ti, para que, Senhor, possas tocar o coração de cada um de nós de maneira renovada. Senhor, que estejamos verdadeiramente firmados em Ti, firmados naquele monte do Teu amor redentor.
E, Senhor, que a questão de nos desviarmos seja resolvida de uma vez por todas no coração de todos nós. Em nome de Jesus. Amém.
Gostaria que, nesta manhã, abríssemos no profeta Jeremias. Vamos abrir em Jeremias 1.
Vamos ler os três primeiros versículos. Eles realmente apresentam o cenário e definem a abrangência desta profecia.
Palavras de Jeremias, filho de Hilquias, dos sacerdotes que estavam em Anatote, na terra de Benjamim:
Ao qual veio a palavra do Senhor, nos dias de Josias, filho de Amom, rei de Judá,
no décimo terceiro ano do seu reinado.
E veio também nos dias de Jeoaquim, filho de Josias, rei de Judá,
até ao fim do décimo primeiro ano de Zedequias, filho de Josias, rei de Judá,
até que Jerusalém foi levada em cativeiro, no quinto mês.— Jeremias 1:1-3
Esses versículos nos mostram o período das profecias de Jeremias. De modo geral, Jeremias profetizou por pouco mais de quarenta anos. O ponto principal que podemos lembrar sobre Jeremias é que ele foi a voz da Palavra do Senhor para Judá antes de o povo ir para o cativeiro.
O Senhor, em Seu grande amor, continuava clamando ao povo para que voltasse a Ele. Ele usou Jeremias de maneira extraordinária para transmitir muitas de Suas mensagens.
Agora vamos abrir em Jeremias 7. Não vamos examinar todo o livro de Jeremias. Queremos considerar uma mensagem específica, e creio que, ao lê-la e observar esses versículos, veremos que ela se aplica a nós hoje.
A palavra que veio a Jeremias da parte do Senhor, dizendo:
Põe-te à porta da casa do Senhor, e proclama ali esta palavra, e dize:
Ouvi a palavra do Senhor, todos de Judá, que entrais por estas portas para adorardes ao Senhor.— Jeremias 7:1-2
Jeremias foi chamado para transmitir a Palavra do Senhor, mas a quem ele foi chamado para transmiti-la? Àqueles que vinham e entravam para adorar o Senhor.
Creio que isso torna a mensagem pessoal para cada um de nós. Sim, era uma mensagem para aqueles que, no tempo de Jeremias, se reuniam para adorar, mas também é uma mensagem para nós nestes dias, pois temos no coração o desejo de adorar o Senhor.
Agora queremos dedicar alguns momentos ao contexto e ao cenário do livro de Jeremias. Sabemos que, na semana passada, Kenny compartilhou sobre Malaquias. Foi a última palavra de Deus no Antigo Testamento, e foi o clamor de amor de Deus ao Seu povo.
Ele clamou porque, em Malaquias, vimos como o povo estava enganado. Eles não conheciam realmente sua própria condição. Mas isso não impediu Deus de amá-los. Não impediu Deus de falar com eles. Em Seu grande amor, Ele clamou para que despertassem e voltassem, para que a realidade de Sua vida fosse restaurada no meio deles.
Felizmente, sabemos que houve alguns que responderam e se reuniram em comunhão. Mas a maioria não respondeu.
Sabemos que o livro de Malaquias foi escrito àqueles que haviam voltado do cativeiro babilônico. Mas esse chamado em Malaquias — para despertar e voltar ao Seu grande amor — foi a primeira vez que o Senhor lhes falou dessa maneira? Na verdade, não foi.
Ao olharmos para Jeremias, vemos muitas mensagens iguais ou semelhantes, os clamores do coração do Senhor ao Seu povo. Jeremias profetizou cerca de duzentos anos antes de Malaquias. Como dissemos, ele profetizou pouco antes de a nação de Judá, o reino de Judá, ser levada para o cativeiro babilônico.
Em Jeremias, vemos o clamor do coração do Senhor para despertar o povo de Deus. Tragicamente, porém, poucos responderam, e eles foram levados para o cativeiro.
É muito triste que não tenham respondido, porque, se aqueles que viviam no tempo de Jeremias tivessem olhado para o que havia acontecido cerca de cem anos antes, teriam se lembrado da palavra do Senhor ao reino do Norte, a nação de Israel.
O Senhor havia advertido que, se o povo não respondesse, seria levado cativo. O reino do Norte não respondeu, e eles foram levados para o cativeiro assírio. Agora a nação de Judá estava naquela mesma condição, com a Palavra do Senhor clamando a eles da mesma maneira. Tragicamente, eles também não responderam.
O povo de Deus não reconhecia sua verdadeira condição. Achavam que estava tudo bem. Achavam que estavam vivendo na realidade de tudo o que Deus lhes havia mostrado. Mas, na verdade, viviam apenas numa sombra, apenas numa fachada.
Como isso fala ao nosso coração hoje. Temos de perguntar a nós mesmos: qual é a nossa condição? Qual é a nossa condição hoje? Estamos realmente satisfeitos com nossa vida pessoal? Estamos realmente satisfeitos com nossa vida familiar, com nossa vida como corpo?
Mas, na verdade, mais do que isso, a verdadeira pergunta é: Deus está satisfeito? Podemos nos dar por satisfeitos porque nosso padrão é tão baixo, mas o coração de Deus está satisfeito?
Ao observarmos a história de Israel, da igreja primitiva e da igreja ao longo dos séculos, vemos que o povo de Deus tem a tendência de se dar por satisfeito, acomodar-se e entrar no ritualismo e no formalismo. Perdemos justamente a vida na qual o Senhor nos chamou a entrar e, ainda assim, achamos que está tudo bem.
Mas, louvado seja Deus, em Seu grande amor e misericórdia, Ele fala novamente e procura nos despertar.
Também nos lembramos de como, recentemente, o irmão Stephen compartilhou sobre a nova aliança, tanto sobre sua vida quanto sobre seu ministério. O ponto central foi o quanto esse relacionamento pessoal com o Senhor é profundamente íntimo.
O Senhor está nos chamando de volta para vivermos esse relacionamento diário, pessoal e íntimo com Ele — sem nos contentarmos apenas com as tradições, os rituais e o formalismo em que podemos cair tão facilmente.
Essa questão da vida e do ministério da nova aliança é uma questão do coração. É algo íntimo, interior, em nosso coração. Não se trata de uma apreensão ou compreensão mental da nova aliança e de seus ensinamentos. O Senhor quer o nosso coração. Ele sempre quis o nosso coração, e Ele quer o nosso coração hoje.
Quando nos lembramos do que nosso irmão compartilhou sobre a nova aliança, vemos que isso se encontra em Hebreus 8. Mas onde isso havia sido anunciado antes? Foi anunciado por meio do profeta Jeremias.
Foi anunciado pelo profeta Jeremias porque, como temos dito, esse sempre foi o desejo do coração do Senhor: que entrássemos nessa realidade e pudéssemos ter esse relacionamento com Ele de maneira muito pessoal.
Há muitas profecias em Jeremias que são realmente duras. Kenny falou sobre como Malaquias é um livro difícil. Jeremias está na mesma situação.
O chamado do Senhor a Jeremias foi:
Jeremias, tu deves arrancar. Deves derrubar. Deves destruir. Mas também deves edificar.
Nosso Deus, embora venha e remova tudo o que não procede Dele, é, afinal, um Deus de esperança e restauração, que deseja restaurar todas as coisas. Sim, Ele nos mostra o que não procede Dele, mas não Se limita ao aspecto negativo.
Ele traz aquilo que está em Seu coração: que sejamos edificados juntos, plantados, arraigados e fundamentados no Senhor, para que possamos crescer juntos Nele. Essa é a esperança que encontramos em Jeremias, e esse sempre foi o desejo do Senhor.
Se olharmos para toda a Escritura — nesta manhã começamos em Gênesis —, vemos como o Senhor, mesmo depois de Adão ter pecado, estava ali, buscando. O Senhor estava buscando. Hoje, irmãos e irmãs, o Senhor continua buscando.
O que Ele está buscando? Ele está buscando esse relacionamento conosco — um relacionamento íntimo e pessoal com cada um de nós.
Ao longo dos tempos, Deus tem nos cantado uma maravilhosa canção de amor: uma canção de amor que nos chama a ir a Ele; uma canção de amor que nos chama a voltar a Ele; uma canção de amor que nos chama a nos arrepender, corrigir nossos caminhos e segui-Lo, entrando numa experiência plena e gloriosa de tudo o que Ele tem para nós.
Ao olharmos para Jeremias, particularmente para este sétimo capítulo, vemos como ele se aplica a nós. Também fomos lembrados recentemente de como 1 Coríntios 10 fala que essas coisas do Antigo Testamento foram escritas para nossa instrução, ou para nossa admoestação, sobre nós, a quem os fins dos séculos têm chegado.
Essa palavra, admoestação, tem um duplo sentido. Ela está ali para nos encorajar, mas também para nos advertir, para nos despertar. Louvado seja Deus pelo encorajamento que temos no Senhor, mas Ele também está ali para nos advertir — para que tenhamos cuidado, olhemos para trás e aprendamos com a história.
Temos uma tendência tão natural de nos desviar. Mas, se nossos olhos estiverem fixos no Rei, se nossos olhos estiverem fixos no Senhor, Ele nos mantém firmes, constantes e seguros.
Somos muito gratos pelas profecias de Jeremias porque, em Jeremias, vemos alguém que foi fiel. Embora as pessoas não respondessem muito ao seu ministério, ele permaneceu fiel.
Como dissemos, Jeremias profetizou por cerca de quarenta anos antes do cativeiro. Isso corresponde, de fato, a uma geração. Ele continuou sendo a voz do Senhor para uma geração.
Sim, havia um juízo iminente, mas, ao longo de toda a profecia, sempre havia uma saída: bastava voltarmos a Ele.
Quando pensamos no amor de Deus, somos muito gratos por termos nos lembrado desse amor à Sua mesa. Mas, no coração de Deus, nesse coração de amor, vemos também que o amor produz tristeza. Ele nos ama tanto que, às vezes, há tristeza.
Por causa de Seu amor, Ele é um Deus zeloso. Por causa de Seu amor, às vezes Ele traz juízo. Mas o juízo de Deus não é um fim em si mesmo. O propósito do juízo de Deus é que abandonemos nossos caminhos, voltemos a Ele e sejamos restaurados à plenitude daquilo que Ele deseja.
Como somos aqueles que estão aqui no fim desta era, quando falamos de juízo, não estamos falando do grande trono branco. Como crentes, sabemos que fomos livres disso. Não se trata de um juízo para a morte eterna.
Estamos falando daquilo que 2 Coríntios 5 apresenta: todos os crentes devem comparecer perante o tribunal de Cristo para prestar contas dos atos que praticaram, em relação às nossas recompensas naquele reino vindouro.
O Senhor é tão zeloso por nós, para que sejamos preparados, para que Ele possa trabalhar em nosso coração e em nossa vida, para que sejamos o testemunho que Ele deseja. Portanto, que despertemos e realmente ouçamos o que o Espírito está dizendo neste dia e neste tempo.
Vamos olhar novamente para Jeremias 7 e ver a condição do povo. Consideraremos Jeremias 7:1-11.
A palavra que veio a Jeremias da parte do Senhor, dizendo:
Põe-te à porta da casa do Senhor, e proclama ali esta palavra, e dize:
Ouvi a palavra do Senhor, todos de Judá, que entrais por estas portas para adorardes ao Senhor.Assim diz o Senhor dos Exércitos, o Deus de Israel:
Emendai os vossos caminhos e as vossas obras, e Eu vos farei habitar neste lugar.
Não confieis em palavras mentirosas, dizendo: Templo do Senhor, templo do Senhor, templo do Senhor é este.Porque, se deveras emendardes os vossos caminhos e as vossas obras;
se deveras praticardes a justiça entre um homem e o seu próximo;
se não oprimirdes o estrangeiro, o órfão e a viúva,
nem derramardes sangue inocente neste lugar,
nem andardes após outros deuses para vosso próprio mal:
então Eu vos farei habitar neste lugar,
na terra que dei a vossos pais, desde a antiguidade e para sempre.Eis que confiais em palavras mentirosas, que para nada aproveitam.
Furtareis, matareis, cometereis adultério e jurareis falsamente,
queimareis incenso a Baal e andareis após outros deuses que não conhecestes,
e depois vireis e vos poreis diante de Mim nesta casa, que se chama pelo Meu nome,
e direis: Estamos livres; para fazerdes todas estas abominações?
Tornou-se esta casa, que se chama pelo Meu nome, um covil de salteadores aos vossos olhos?
Eis que Eu, Eu mesmo, vi isto, diz o Senhor.— Jeremias 7:1-11
Não é preciso muito discernimento para reconhecer que o povo aqui estava numa condição muito ruim. Essa é uma palavra realmente dura. O Senhor chega a usar a palavra abominações ao descrever a condição do povo de Deus.
Mas o que estava acontecendo no reino de Judá naquela época? Vamos voltar, por um momento, ao livro histórico de 2 Crônicas — aos capítulos 34 e 35.
Vemos que Josias era rei. O Senhor declara a respeito de Josias que ele fez o que era reto aos olhos do Senhor e andou nos caminhos de Davi, seu pai. Josias foi um daqueles bons reis, e louvado seja o Senhor por isso.
Josias tinha esse coração e começou a reparar o templo. Ao prosseguirmos em 2 Crônicas 34, vemos que encontraram o Livro da Lei. Levaram o Livro da Lei a Josias e começaram a lê-lo para ele.
Qual foi sua reação? Vejam 2 Crônicas 34:19:
Sucedeu, pois, que, ouvindo o rei as palavras da lei, rasgou as suas vestes.
— 2 Crônicas 34:19
Ele foi imediatamente levado ao arrependimento, imediatamente reconduzido àquilo que estava no coração de Deus, para se colocar na posição correta.
Louvado seja Deus, ele prosseguiu, e começaram a limpar a terra dos ídolos e de todas as coisas que haviam sido construídas para servir a outros deuses. Josias promoveu uma limpeza e uma purificação.
Por fim, 2 Crônicas 35 fala de como a Páscoa foi restaurada. Foi uma Páscoa tão grandiosa que não se celebrava uma assim desde os dias de Samuel.
Portanto, se olharmos para os relatos históricos de 2 Crônicas 34 e 35, tudo parece maravilhoso. Havia grandes cerimônias religiosas acontecendo. Havia grandes celebrações acontecendo. Mas, se olharmos para Jeremias 7, tudo está numa condição terrível.
Há um grande contraste aqui. O que estava acontecendo? Irmãos e irmãs, havia um grande contraste entre o exterior e a realidade interior.
Havia uma grande exibição exterior, com muitas cerimônias religiosas acontecendo. Mas para o que Deus estava olhando? Deus estava olhando para o coração.
Louvamos o Senhor por Josias. O rei Josias tinha um coração voltado para o Senhor e para Sua casa, e somos gratos por isso. Mas, por causa de sua posição como rei, muitas das coisas que o povo fazia eram simplesmente por obediência a Josias. O Senhor não havia conquistado o coração deles.
Eles estavam apenas cumprindo muitos atos exteriores. Estavam mantendo uma aparência exterior. Não havia uma realidade que tivesse se estabelecido dentro deles.
Então Deus, em Seu grande amor, falou ao coração do povo de Judá e de Jerusalém: “Vocês precisam despertar. Não estou procurando toda essa exibição exterior. O que estou procurando é um coração que Me busque, um coração voltado para os Meus interesses”.
Ah, como às vezes podemos ficar impressionados e ser tão enganados por aquilo que acontece exteriormente. Dizemos: “Nossa, isso deve ser maravilhoso. Deus deve estar realmente nisso”. Mas, quando vemos a Palavra do Senhor por meio de Jeremias, para o que Ele está olhando, da perspectiva Dele?
Que o Senhor ajuste nossa perspectiva, para vermos as coisas à maneira Dele, e não segundo a visão exterior do homem.
Ao voltarmos a Jeremias 7, vemos esse clamor do Senhor ao povo de Judá e de Jerusalém. Lembrem-se: é um clamor de amor. Ele quer reconquistá-los para Si.
Em Jeremias 7:3-4, Ele diz:
Emendai os vossos caminhos e as vossas obras, e Eu vos farei habitar neste lugar.
Há necessidade de arrependimento. Há algo ali que não está certo.
Ele diz:
Não confieis em palavras mentirosas, dizendo: Templo do Senhor, templo do Senhor, templo do Senhor é este.
Ele está repetindo as palavras que eles usavam.
Eles estavam dizendo todas as palavras certas. As palavras que diziam eram corretas. Louvado seja Deus pelo templo do Senhor que está sendo edificado. Mas isso não estava no coração deles, e aquelas palavras eram enganosas.
Agora, nesse engano, quem estava sendo enganado? Deus não estava sendo enganado. Eles estavam sendo enganados. Viviam numa ilusão. Não conheciam sua condição.
Achavam que, por cumprir todo aquele ritual exterior, toda aquela cerimônia exterior e dizer determinadas palavras, estava tudo bem. Mas Deus estava olhando para o coração.
Irmãos e irmãs, e quanto a nós? Quando o Senhor vem e nos sonda, estamos apenas usando as palavras certas, ou existe uma realidade interior?
Será que ficamos apenas falando do propósito eterno de Deus, do propósito eterno de Deus; do testemunho de Jesus, do testemunho de Jesus; do senhorio de Cristo, do senhorio de Cristo? Louvado seja Deus pela realidade de cada uma dessas coisas.
Mas será que isso é apenas algo em nossos lábios? Ou as palavras vêm do nosso coração e afetam nossa vida?
As palavras que aquelas pessoas em Jeremias pronunciavam não tinham absolutamente nenhum efeito sobre sua vida. Quando falamos do propósito eterno de Deus, isso está afetando nossa vida? Isso influencia as escolhas que fazemos?
Quando falamos do testemunho de Jesus e somos gratos por ele, isso está afetando as escolhas que fazemos ao longo da semana? Ou é apenas algo que pronunciamos?
Podemos aprender expressões que nos façam parecer muito religiosos e muito espirituais, mas o que importa é a realidade em nosso coração a cada dia.
Esta é a Palavra do Senhor nestes últimos dias. Ah, o Senhor está procurando nos despertar. Nas noites de quarta-feira, temos usado esta expressão repetidamente: “Desperta-nos”.
Não queremos cair na tentação de usar isso apenas como uma expressão: “Desperta-me, Senhor. Desperta-me”. Podemos aprender a dizer isso e achar que está tudo bem.
Não, queremos que seja um clamor genuíno do nosso coração — para que, nos dias em que vivemos, Deus realmente possa produzir essa realidade interior em nós.
Que o Espírito Santo nos sonde de maneira renovada. Que tenhamos um coração honesto, que conceda ao Espírito Santo o direito de trabalhar em nós, separando aquilo que procede Dele daquilo que não procede Dele.
Então poderemos ser o povo de Deus pelo qual Ele é zeloso. Esse é o centro de Seu zelo: que Sua própria vida seja expressa entre o povo de Jerusalém e de Judá. O Senhor é zeloso para que Sua vida seja expressa hoje.
Não apenas a forma exterior e as palavras exteriores. Que Ele realmente nos conquiste nessa questão.
Ele prossegue com o segundo clamor, em Jeremias 7:8-10. Ele diz novamente:
Eis que confiais em palavras mentirosas, que para nada aproveitam.
Elas não lhes fazem bem algum. Não lhes trazem proveito nenhum.
Furtareis, matareis e cometereis adultério?
A princípio, podemos dizer: “Ah, nós não fazemos isso”. Mas vamos nos lembrar de nosso estudo do Sermão do Monte. Olhem para essas palavras à luz daquilo que estudamos ali. Isso nos leva de volta ao nosso coração. É uma questão do coração.
Depois, eles vinham e se colocavam diante do Senhor, na casa que se chamava pelo Seu nome, e diziam:
Estamos livres;
Para que pudessem fazer todas aquelas abominações.
Mais uma vez, estavam praticando todas essas coisas. Estavam fazendo o que bem queriam. Então, quando chegava a hora, simplesmente entravam na casa de Deus e diziam: “Louvado seja Deus, estamos perdoados. Está tudo bem”.
Será que caímos nessa mesma armadilha? Lembrem-se, irmãos e irmãs: quando nos achegamos à mesa do Senhor no domingo, por exemplo, estamos na posição correta diante Dele?
Lembrem-se de como Kenny compartilhou, na semana passada, a partir de Malaquias, que uma das coisas pelas quais o Senhor os confrontou foi o fato de terem profanado Sua mesa com coisas sem valor, com sobras e com qualquer outra coisa. Era uma profanação da mesa, mas eles achavam que estava tudo bem. Estavam tão enganados.
Que o Senhor nos desperte. Somos muito gratos ao Senhor, porque Seu sangue realmente nos purifica de todos os nossos pecados.
Podemos ter nossos pecados perdoados, mas nossa vida está trazendo glória a Ele? Graças ao Senhor porque, quando confessamos nossos pecados, Ele é fiel e justo para perdoá-los. Mas, ao entrarmos em Sua presença, nossa vida está trazendo glória e honra a Ele?
Será que simplesmente entramos às pressas? Podemos fazer tudo o que queremos e, de repente, fazer uma oração rápida pedindo perdão e dizer: “Estou bem. Estou livre”?
Em que estamos confiando, irmãos e irmãs? A realidade desta mesa da qual participamos a cada Dia do Senhor — o preço que o Senhor pagou, seu custo, sua necessidade — conquistou nosso coração? Ou ela se tornou apenas um ritual e um formalismo que cumprimos?
Que haja esse frescor. Tenho de confessar, por experiência própria, que às vezes podemos nos tornar insensíveis. Precisamos desse reavivamento. Mas, louvado seja Deus, quando nos achegamos e vemos aquela mesa, e o Espírito Santo toca nosso coração, mesmo em meio à nossa condição, o Senhor pode fazer brotar esse espírito de adoração e reverência, de verdadeiramente nos lembrarmos Dele.
Em que palavras estamos confiando? Que palavras enganosas? Será que simplesmente dizemos: “Ah, sou batizado. Estou bem. Vou a todas as reuniões. Estou bem. Vou à igreja todos os domingos. Estou bem. Vou à conferência. Estou bem”?
Vamos permitir que o Espírito Santo nos sonde. Vamos ser honestos, permitindo que Ele sonde nosso coração de tal maneira que não confiemos em palavras enganosas. Mais uma vez, estamos apenas enganando a nós mesmos.
Quando falamos sobre o Senhor nos sondar, se víssemos o quanto Ele nos ama, desejaríamos que Ele nos sondasse. Se víssemos Seu grande amor, nós nos apresentaríamos a Ele como sacrifício vivo a cada dia, conquistados por esse amor.
Ele tem um amor tão grande. Ele deseja nos sondar porque deseja conduzir muitos filhos à glória. Ele deseja que a Noiva seja preparada.
Irmãos e irmãs, a maior obra que o Espírito Santo realiza é nos transformar à imagem do Seu Filho amado. Mas Ele não fará isso sem nossa permissão e nossa cooperação.
Estamos cooperando com Ele ou O estamos impedindo? À medida que o Senhor clama a nós, que sejamos encontrados cooperando com o Senhor e com o Espírito Santo em nós, para que digamos: “Não eu, mas Cristo”.
Como resultado de suas ações, o Senhor lhes fala em Jeremias 7:11 e diz no que a casa se tornou:
Tornou-se esta casa, que se chama pelo Meu nome, um covil de salteadores aos vossos olhos?
Eis que Eu, Eu mesmo, vi isto, diz o Senhor.— Jeremias 7:11
Esta casa, que se chama pelo Meu nome, tornou-se um covil de salteadores. Agora, o que isso significa? Significa simplesmente que, dentro da casa de Deus, havia apenas ladrões e salteadores, que ela era um lugar de refúgio para eles? Não.
Para mim, isso significa que o povo de Deus havia roubado de Deus Sua glória dentro de Sua casa. Haviam roubado Dele Seu lugar de direito dentro de Sua casa ao fazerem suas próprias coisas.
Lembram-se de quando nosso Senhor esteve nesta terra? No início dos Evangelhos, Ele Se referia ao templo como “Meu templo”. No fim dos Evangelhos, como Ele Se referiu a ele? Ele disse: “Vosso templo”. Ele é conhecido pelo nome de vocês. Não é conhecido pelo Meu nome.
Pelo nome de quem somos conhecidos? Estamos roubando de Deus Sua glória dentro de Sua casa? Estamos realmente permitindo que o Senhor manifeste a plenitude de tudo o que Ele deseja em nossa casa?
Se perguntarmos honestamente se temos roubado de Deus Sua glória, teremos de responder que sim. Em nossa condição enfraquecida, Ele não está recebendo tudo o que deseja.
Mas, louvado seja Deus, Ele ainda fala conosco. Ele não nos lança fora. Ele envia uma palavra de Deus para que possamos voltar a Ele e corrigir nossos caminhos, para que Sua glória seja restaurada.
Como somos gratos porque Ele nunca desiste. Que continuemos a corrigir nossos caminhos. Que continuemos num espírito de arrependimento diante Dele, para que Ele possa realmente nos atrair de volta a tudo o que está em Seu coração.
Que haja uma expressão mais plena de Sua vida entre nós nos dias em que vivemos. Como Ele é zeloso por isso.
Que o zelo de Deus conquiste nosso coração, para que, da mesma maneira, nós O sigamos e deixemos de lado todas as coisas vãs, todas as coisas que julgamos valiosas, mas que são vaidade de vaidades.
Como queremos ser aqueles que O buscam nesta hora, sendo úteis a Ele à medida que Sua volta se aproxima.
Como o povo de Deus chegou a essa condição? Como foi que chegaram a essa condição? Se olharmos mais adiante em Jeremias 7, em Jeremias 7:23-26, encontraremos a resposta.
Mas isto lhes ordenei, dizendo:
Obedecei à Minha voz, e Eu serei o vosso Deus, e vós sereis o Meu povo;
e andai em todo o caminho que Eu vos ordenar, para que vos vá bem.Mas não ouviram, nem inclinaram o ouvido;
antes, andaram nos seus próprios conselhos e na obstinação do seu coração mau,
e andaram para trás, e não para diante.Desde o dia em que vossos pais saíram da terra do Egito até este dia,
enviei-vos todos os Meus servos, os profetas, todos os dias, levantando-Me cedo e enviando-os:
contudo, não Me ouviram, nem inclinaram o ouvido;
antes, endureceram a sua cerviz e fizeram pior do que seus pais.— Jeremias 7:23-26
Eles chegaram a essa condição porque não estavam respondendo à Palavra de Deus nem obedecendo a ela. Deus, em Sua grande fidelidade, estava enviando Sua Palavra. Estava enviando Seus profetas. Estava enviando justamente a Palavra que os conduziria à plenitude de tudo o que Ele desejava que aquela nação fosse.
Ainda assim, eles não ouviram. Continuaram fazendo o que bem queriam, buscando seus próprios interesses a cada dia.
É interessante que, ao longo do livro de Jeremias, essa expressão sobre levantar cedo e enviar o profeta aparece nove ou dez vezes, dependendo da tradução. O Senhor envia Sua Palavra continuamente.
Vemos o Senhor nos enviando Sua Palavra todos os dias. Mas estamos recebendo Sua Palavra? Tragicamente, essas pessoas continuaram no seu caminho e não a receberam.
Ainda mais tragicamente, quando nosso Senhor veio a esta terra, a condição era semelhante. Sabemos que, nas sinagogas judaicas, as Escrituras e os profetas eram lidos a cada sábado. Ano após ano, as Escrituras eram lidas.
Podemos nos lembrar de quando nosso Senhor entrou numa das sinagogas e leu em Isaías sobre como havia vindo para libertar os cativos. Ele estava lendo os profetas. As pessoas ouviam, mas não compreendiam. Ouviam as palavras, mas não permitiam que elas entrassem em seu coração.
Paulo testemunhou em Atos 13:27:
Porque os que habitam em Jerusalém e os seus governantes, por não O conhecerem,
nem às vozes dos profetas que se leem todos os sábados,
cumpriram-nas, condenando-O.— Atos 13:27
Eles não O reconheceram. A Palavra do Senhor era lida a cada sábado. A palavra dos profetas era anunciada a cada sábado, mas eles não a reconheciam. Como isso foi trágico.
Eles ouviam a Palavra, mas a voz do Senhor não penetrava em seu coração. Como é fácil, irmãos e irmãs, ouvirmos palavras. Mas será que a voz do Senhor está chegando e conquistando nosso coração?
Hoje, somos simplesmente aqueles que ouvem palavras e aprendem a repetir certas palavras? Ou estamos permitindo que a voz do Senhor fale com plena liberdade em nosso coração e em nossa vida?
Estamos iludidos, pensando que, só porque ouvimos algo, já o possuímos? Há uma resposta interior que precisa acontecer.
Louvado seja Deus, neste dia há liberdade. Ouvimos muitas palavras, mas elas estão realmente chegando e conquistando nosso coração? A voz do Senhor está entrando em nós e realmente nos penetrando?
Quando foi a última vez que ouvimos a voz do Senhor falar conosco? Quando foi a última vez que realmente tivemos aquele toque pessoal e aquele encontro com o Senhor de maneira viva, por meio de Sua Palavra, com o Espírito Santo ampliando essa Palavra para nós?
Será que dedicaríamos tempo, irmãos e irmãs, para ouvir aquela voz mansa e suave que clama a nós nestes últimos dias?
Enquanto meditava nisso, lembrei-me da conferência que acontecerá daqui a três semanas. Recentemente, tenho sido profundamente confrontado ao ler Jeremias e ver a condição do povo.
Provavelmente participei de todas as conferências, com exceção de duas ou três. Não estive nas primeiras, em Roslyn, mas comecei a participar em Nashville, depois em Richmond e, então, em Farmville.
Ao refletir sobre isso, fui profundamente confrontado. Tenho ouvido tanto da Palavra de Deus.
O Senhor, em Sua misericórdia, falou comigo muitas vezes ao longo de muitos anos, naquela conferência e também em outros lugares. Ele falou por meio de vários vasos.
Como sou contador, coloco de um lado do livro contábil todas as palavras que ouvi. Então olho para o outro lado — a vida e a realidade que estão sendo expressas.
Só posso cair de joelhos e pedir misericórdia, porque os dois lados nem chegam perto de se equilibrar. Quando vejo a condição de minha vida em comparação com o que o Senhor tem compartilhado comigo ao longo dos anos, adoro o Senhor por Sua longanimidade e Sua paciência.
Eu teria desistido de mim há muito tempo. Depois de cinco ou seis conferências, Ele poderia ter dito: “Mac, falei com você sobre todas aquelas coisas, e, no entanto, onde está a realidade em sua vida? Falei com você sobre todas essas coisas. Onde está a realidade em sua vida?”
Eu fico aquém. Mas sou grato porque o Senhor não desiste de mim. Nessa canção de amor, Ele continua clamando a nós, e temos outra oportunidade.
Temos uma oportunidade a cada Dia do Senhor. Tenho uma oportunidade todos os dias de ouvir essa voz e permitir que ela se torne realidade em nós.
Que haja um desejo fervoroso no coração de todos nós, não apenas de ir a uma conferência ou a qualquer reunião para receber algo, mas de ir e ser conquistados por Seu coração e por Sua Palavra, para que ela produza muito fruto.
Se olho para o que o Senhor compartilhou ao longo dos anos e para o fruto que isso deveria ter produzido, sou uma terra estéril.
Mas agradeço ao Senhor: Ele continua falando e me amando até o fim. Que Ele continue trabalhando no coração de todos nós.
Se ouvirmos apenas palavras, mas não a voz do Senhor, acabaremos como aqueles em Jeremias. Acabaremos como aqueles em Malaquias. Acabaremos como aqueles em Laodiceia. Não queremos ser essas pessoas. Queremos ser tudo o que Ele tem para nós.
Enquanto Jeremias transmitia essas palavras, qual era sua reação? Uma das coisas que vemos de maneira tão marcante na vida de Jeremias é que a mensagem e o mensageiro eram um.
Jeremias não era apenas um robô que se levantava e falava palavras da parte do Senhor. A Palavra de Deus estava dentro dele. Isso não era fácil.
Imaginem Jeremias, um jovem naquela época, tendo de entrar no templo e dizer essas coisas a todo o povo enquanto participavam daquela grande celebração. Ali estava ele dizendo: “Tudo isso é vaidade. Todas as suas palavras são vaidade. São palavras enganosas”.
Foi fácil para ele? Ah, não. Vejam Jeremias 8:18:
Oh, se eu pudesse consolar-me contra a tristeza!
O meu coração desfalece dentro de mim.— Jeremias 8:18
E Jeremias 9:1:
Oh, se a minha cabeça se tornasse em águas, e os meus olhos numa fonte de lágrimas,
para que eu chorasse de dia e de noite pelos mortos da filha do meu povo!— Jeremias 9:1
Qual foi a reação de Jeremias? Foi um coração quebrantado. Jeremias não se colocou acima do povo. Não olhou para o povo com desprezo. Não julgou o povo. Não condenou o povo.
Ele chorou pelo povo de Deus. Ele lamentava por eles. Tremia por eles. É por isso que Jeremias é chamado de profeta chorão.
Ele não chorava por si mesmo, mas pelos interesses de Deus. Passamos por dificuldades e choramos por nós mesmos. Mas Jeremias chorava pelos interesses de Deus entre Seu povo.
Que o Senhor nos dê o coração de um Jeremias neste dia. Ao olharmos para nós mesmos e ao olharmos ao redor, para o povo de Deus, quando foi a última vez que choramos por nossa condição?
Quando foi a última vez que choramos ou trememos pela condição da casa de Deus? Quando foi a última vez que choramos ou trememos pela condição geral do povo de Deus neste país e em toda a terra?
Se formos conquistados por Seu coração, compreenderemos por que Jeremias chorou. Jeremias conhecia o Senhor daquela maneira íntima e pessoal. Ele sabia que o coração do Senhor estava quebrantado.
Ele conhecia o zelo e a tristeza no coração do Senhor pelo desejo de que houvesse um testemunho resplandecente. Chorava pelos interesses do Senhor, para que fossem recuperados entre o povo de Deus.
Que sejamos aqueles que choram para que os interesses de Deus sejam recuperados nestes últimos dias.
Em meio a todas essas coisas desanimadoras, louvado seja Deus, nosso Deus é um Deus de esperança. Lembrem-se de como dissemos, no início, que a profecia de Jeremias era para arrancar e derrubar, destruir e demolir. Mas seu ministério não terminava aí.
Era também para edificar e plantar — edificar e plantar, para produzir restauração. Ao olharmos para muitas das profecias, vemos muito sendo arrancado e derrubado. Mas Deus não está interessado apenas nisso. Ele está interessado na restauração.
Ele é um Deus de esperança. É um Deus de promessa. É um Deus de recuperação e restauração, para que possa ter tudo o que deseja.
Temos uma grande promessa. Se olharmos ao redor e virmos nossa verdadeira condição, lemos em Mateus que Ele diz:
Edificarei a Minha igreja; e as portas do Hades não prevalecerão contra ela.
— Mateus 16:18
Podemos perguntar: “Como isso pode acontecer?” Ele é o Deus da restauração. Louvado seja Deus por isso. Ele vai restaurar.
Vejam Jeremias 31. Não vamos examinar o capítulo inteiro, mas depois voltem e o leiam. Vemos nesse capítulo uma bela promessa de Deus.
A expressão central deste capítulo é Eu farei, e é Deus Quem está falando. Em Jeremias 31:3, Ele diz:
Eu te amei.
Em Jeremias 31:4:
Eu edificarei.
Em Jeremias 31:23:
Eu restaurarei.
Em Jeremias 31:28:
Eu velarei para edificar e plantar.
Em Jeremias 31:31:
Eu farei uma nova aliança.
Em Jeremias 31:33:
Eu porei a lei no seu coração.
O Senhor é zeloso para que Seu amor entre em nosso coração. Ele é zeloso para que Sua casa seja edificada. Ele é zeloso para que entremos nessa nova aliança.
Ele está simplesmente nos pedindo que nos rendamos ao Seu Espírito Santo, para que possa realizar a obra que deseja fazer.
Ao compartilharmos nesta manhã, o encargo é que não nos limitemos a cumprir atos exteriores. Que não nos limitemos a usar palavras e acabemos como aqueles em Jeremias, Malaquias ou Laodiceia.
Mas talvez já estejamos ali. Talvez estejamos nessa condição.
Louvado seja Deus, irmãos e irmãs, mesmo que estejamos na condição dos santos em Jeremias, mesmo que estejamos na condição daqueles em Malaquias, mesmo que estejamos na condição daqueles em Laodiceia, Deus ainda está falando e clamando.
Ele falou àqueles em Jeremias. Falou àqueles em Malaquias. Falou àqueles em Laodiceia.
Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas.
— Apocalipse 2:7
Esse ouvir não é apenas uma escuta exterior. É a escuta do coração, para que o Espírito Santo realmente possa fazer tudo o que deseja.
Irmãos e irmãs, quando o Senhor tocou o coração de todos nós, Ele quis que deixássemos o cativeiro babilônico de um ambiente religioso e voltássemos à simplicidade e à pureza de nossa devoção a Ele.
Há muitos testemunhos de como, em determinado momento, o Senhor disse: “Quero que você deixe esse sistema religioso. Quero que deixe esse cativeiro. Quero que volte à simplicidade e à pureza de sua devoção a Mim”.
Mas será que fomos retrocedendo? Será que fomos retrocedendo?
Louvado seja Deus, mesmo que tenhamos retrocedido — e creio que muitos de nós concordariam que sim —, o Senhor ainda nos chama. Ele ainda fala conosco. Ele diz: “Há um caminho. Eu sou o caminho. Voltem a Mim”.
“Corrijam seus caminhos. Voltem a Mim, e Eu farei uma grande obra. Eu os tenho amado.”
Tantas vezes chegamos a determinadas condições, e a primeira coisa que o inimigo diz é: “Deus não ama você. Ele desistiu de você”. Não. Se realmente conhecemos a Palavra de Deus, sabemos que Deus não desiste.
Ele nos amou até o fim, e está nos amando até o fim. Todos os dias Ele nos busca. Todos os dias Ele envia Sua Palavra. Diariamente, Ele Se levanta e envia a Palavra do Senhor.
Estamos ouvindo essa voz? Estamos respondendo a ela e permitindo que realmente nos atraia a Ele?
Temos conversado em comunhão entre os irmãos sobre essa questão da responsabilidade espiritual. É na resposta espiritual que se expressa a responsabilidade espiritual.
Somos aqueles que respondem espiritualmente à voz do Senhor. Essa resposta espiritual à voz do Senhor não é um exercício mental, mas uma questão do coração.
Creio que todos nós oramos para que realmente permitamos ao Senhor sondar nosso coração, para que tenhamos um coração honesto diante Dele, dando-Lhe liberdade para nos conduzir ao lugar que Ele deseja para nós.
Porque não estamos satisfeitos. Eu não estou satisfeito com o lugar em que estou. Sei que há muito mais, e quero entrar nessa realidade.
Que o Senhor nos mostre como entrar numa expressão mais plena de Sua vida nestes últimos dias, para que sejamos aqueles que apressam Sua volta.
Há aquele hino que diz: “Fico maravilhado na presença de Jesus, o Nazareno”.
Senhor, quando Tua luz incide sobre nossa condição, nós desfalecemos. Mas, Senhor, quando nos tocas com Teu amor, Tu nos levantas.
Jeremias, no início, tentou se esquivar de ser aquele profeta. Mas Tu o conquistaste. Tu lhe deste uma promessa preciosa: “Estou contigo. Nunca te deixarei, nem te abandonarei”.
Senhor, somos tão gratos porque essa promessa se tornou real em nosso coração. Somos gratos, Senhor, porque nunca nos deixarás. Não nos abandonarás.
Senhor, que, de maneira renovada, permitamos ao Teu Espírito Santo trabalhar em nós, para que encontres um lugar onde possas habitar.
Que possas encontrar um lugar chamado pelo Teu nome, que ele não seja chamado pelo nosso nome, mas que encontres um lar — uma habitação adequada para Ti — entre o povo de Deus.
Em Teu nome oramos. Amém.