Por favor, abram em Hebreus 8:10. Apenas um versículo.
Porque esta é a aliança que farei com a casa de Israel
Depois daqueles dias, diz o Senhor;
Porei as Minhas leis na sua mente,
E também as escreverei no seu coração:
E Eu lhes serei por Deus,
E eles Me serão por povo.
Por favor, abram agora em Filipenses 4:13.
Posso todas as coisas Naquele que me fortalece.
E, finalmente, no Antigo Testamento, Zacarias 4:6.
Então respondeu e me falou, dizendo: Esta é a palavra do Senhor a Zorobabel, dizendo:
Não por força, nem por poder, mas pelo Meu Espírito, diz o Senhor dos Exércitos.
Vamos fazer uma oração.
Amado Senhor, enquanto permanecemos na Tua presença, inclinamos o nosso coração diante de Ti, esperando ouvir de Ti o que tens a nos dizer.
Oramos para que removas todo impedimento dentro de nós. Dá-nos um coração humilde, que confesse que sem Ti nada podemos fazer, mas que Te louve por saber que, contigo, todas as coisas são possíveis.
Assim, Senhor, pedimos que abras o nosso entendimento, reveles o Teu coração a nós e nos conduzas àquela vida que prometeste na Tua aliança conosco. Pedimos em Teu precioso nome. Amém.
Temos tido comunhão sobre a nossa vida na nova aliança. Acabamos de participar da Mesa do Senhor e, toda vez que nos lembramos do Senhor à Sua Mesa, em certo sentido estamos renovando com o nosso Deus a nova aliança.
Porque o cálice que bebemos é a nova aliança no sangue do nosso amado Senhor Jesus Cristo. Assim, pelo sangue do nosso Senhor Jesus Cristo, Deus estabeleceu uma aliança conosco. Deus firmou um contrato conosco.
Deus disse: “É desta maneira que tratarei com vocês, e esta é a única maneira pela qual vocês podem vir a Mim. Esta é a vida que quero que vocês vivam, e esta é a vida que preparei para vocês”.
Portanto, irmãos e irmãs, toda vez que viermos à Mesa do Senhor, lembrem-se disto: estamos renovando a nossa aceitação dessa nova aliança.
Então, a questão é esta: já que estamos no tempo da nova aliança, será que realmente estamos vivendo uma vida de nova aliança? Ou ainda vivemos segundo o modo de vida da antiga aliança?
Qual é a diferença entre viver na nova aliança e viver na antiga aliança? A antiga aliança é uma aliança da lei. Isso significa que Deus nos deu a Sua lei e disse: “Cumpram-na. E, se vocês a cumprirem, serão o Meu povo, e Eu serei o seu Deus”.
Em outras palavras, a responsabilidade está inteiramente sobre nós. Precisamos guardar a lei de Deus para sermos o Seu povo, e então Ele Se tornará o nosso Deus. Isso é viver na antiga aliança.
Em outras palavras: “Vivam de acordo com a lei que lhes ordenei, para provar que vocês são verdadeiramente o Meu povo. Então Eu os aceitarei e direi: ‘Serei o seu Deus’”.
Agora, o que é viver na nova aliança? A nova aliança é uma aliança da graça. Deus não nos diz: “Façam isto ou aquilo, e então Eu serei o seu Deus”. Deus disse: “Eu farei isto. Eu farei aquilo. Eu farei tudo por vocês. Tudo o que vocês precisam fazer é confiar em Mim, crer em Mim”.
“Porque Eu sou o seu Deus, e vocês serão o Meu povo.” Portanto, essa é a diferença entre viver na antiga aliança e viver na nova aliança.
Viver na antiga aliança é viver por nós mesmos, tentando provar a Deus que somos capazes de guardar a Sua lei e ser o Seu povo. Então Ele será o nosso Deus. Viver na nova aliança é viver numa aliança da graça. Deus disse: “Eu farei isto. Eu farei aquilo por vocês, se apenas vocês Me permitirem fazê-lo”.
“Se vocês permitirem, então Eu sou o seu Deus, e vocês são o Meu povo.” Temos conversado sobre isso do ponto de vista prático. Em outras palavras, como podemos viver diante de Deus?
Mencionamos anteriormente que Deus estabeleceu uma antiga aliança da lei com os filhos de Israel no monte Sinai: os Dez Mandamentos. Mas Deus não havia estabelecido uma aliança assim conosco, que somos gentios.
Será que, por causa disso, não temos nenhuma responsabilidade, nenhum dever diante de Deus? Não, porque Romanos 2 nos diz que, embora não tenhamos os Dez Mandamentos escritos em pedras, a lei de Deus já foi escrita na nossa consciência.
Assim, a nossa consciência nos dirá o que é a vontade de Deus e o que não é a vontade de Deus. Irmãos e irmãs, não é verdade que às vezes a nossa consciência desperta e percebemos que não estamos em uma condição correta diante de Deus?
Isso acontece especialmente quando alguém está prestes a morrer. Lembro-me de um colega da época em que eu estava no ensino médio. Ele estava gravemente enfermo, à beira da morte, e sentia muito medo enquanto morria. Ele sentia que tudo à sua frente era escuridão.
Até que, finalmente, aceitou Jesus como seu Salvador e partiu em paz.
Por isso, costumamos dizer que, quando um pássaro está morrendo, seu canto é lastimoso. E, quando um homem está morrendo, ele sempre procura dizer algo bom para aquietar a sua consciência.
Mas, irmãos e irmãs, todos pecaram e estão destituídos da glória de Deus. Como, então, nossos pecados podem ser perdoados? Como podemos ter uma consciência limpa? Como podemos enfrentar a morte e a morte eterna?
O único caminho é pelo sangue do nosso Senhor Jesus. Assim, na nova aliança, encontramos em Hebreus 8:12 que Deus disse:
Porque serei misericordioso para com as suas iniquidades,
E dos seus pecados não Me lembrarei mais.
Deus disse: “Eu purificarei vocês da sua injustiça. Eu perdoarei a sua iniquidade”. E Ele não apenas perdoará, mas também Se esquecerá dela.
Assim, tão logo nos voltamos para o Senhor Jesus, aceitando-O como nosso Salvador e confessando nossos pecados diante Dele, Ele é justo e fiel. Ele perdoará nossos pecados e nos purificará de toda a nossa injustiça.
Essa é, portanto, a base da vida na nova aliança. Irmãos e irmãs, nós que cremos no Senhor Jesus agora vivemos diante de Deus com uma consciência purificada — uma consciência limpa, sem ofensa nem para com Deus nem para com os homens.
Em outras palavras, fomos justificados, e tudo isso pelo sangue expiatório do nosso Senhor Jesus.
Depois que somos salvos, creio que é sobrenaturalmente natural desejarmos conhecer mais o nosso Salvador. Queremos conhecê-Lo e queremos agradar-Lhe. Queremos fazer algo de acordo com a Sua vontade.
Mas, infelizmente, descobrimos que há uma escuridão dentro de nós. Não conhecemos a vontade de Deus. E não apenas isso: há também dentro de nós uma natureza que não gosta da vontade de Deus.
Em 1 Coríntios 2:14, encontramos que o homem natural não recebe as coisas do Espírito de Deus, porque, para o homem natural, elas são loucura.
Depois, encontramos em Romanos 8:7-8 que a mente da carne é inimizade contra Deus. Ela se opõe a Deus. Não consegue se sujeitar à vontade de Deus.
E encontramos em Gálatas 5:17 que a carne deseja contra o Espírito, e o Espírito contra a carne.
Assim, irmãos e irmãs, descobrimos que, depois de sermos salvos, queremos conhecer a vontade de Deus, mas de alguma forma há uma escuridão dentro de nós. Simplesmente não conseguimos conhecer a vontade de Deus.
E não apenas somos incapazes de fazer a vontade de Deus, mas também encontramos dentro de nós algo que se rebela contra ela. Dito de outra maneira: em nosso espírito, queremos conhecer a vontade de Deus, mas, em nossa carne, nos rebelamos contra a vontade de Deus.
Creio que todos nós temos passado por uma fase assim. Por isso, em certo sentido, encontramos mais derrota do que vitória em nossa vida cristã.
Agora, como conhecemos a vontade de Deus? Em Hebreus 8:11, nos é dito que não precisamos dizer aos nossos irmãos ou concidadãos: “Conhece o Senhor”.
A palavra conhecer, ali, refere-se ao conhecimento em geral. Em outras palavras, é um conhecimento exterior. É a maneira pela qual acumulamos conhecimento. À medida que crescemos, acumulamos conhecimento vindo de fora, colocamos esse conhecimento em nossa mente, procuramos analisá-lo e tentamos entendê-lo.
É assim que procuramos conhecer qualquer coisa, e era assim que procurávamos conhecer a Deus. Tudo vinha de um conhecimento exterior.
Mas, na nova aliança, Deus disse que vocês não precisam dizer aos outros: “Conhece o Senhor”. Por quê? Porque vocês O conhecerão interiormente.
De alguma forma, há um conhecimento interior, um conhecimento intuitivo. Nós o chamamos de conhecimento intuitivo porque é um conhecimento direto. O conhecimento que tínhamos antes era reunido a partir do que vinha de fora; portanto, era indireto. Mas há um conhecimento direto, um conhecimento que está escrito dentro do seu coração. Você o conhece interiormente.
Mas, às vezes, sabemos disso e, ainda assim, acabamos nos rebelando contra esse conhecimento. Tentamos argumentar contra ele. Usamos a nossa mente para discutir com o nosso espírito.
O Espírito Santo habita em nosso espírito, e Ele nos ensinará em todas as coisas — nas grandes e nas pequenas, em tudo. Ele é um Consolador tão fiel!
Por isso, quando O ouvimos, o que fazemos? Discutimos com Ele. Argumentamos com Ele, como se fôssemos racionais. Muitas vezes, dessa maneira, tentamos apaziguar a nossa consciência.
Mas graças a Deus, depois que somos salvos, Ele não apenas restaurou o nosso espírito para que pudéssemos nos comunicar com Deus, mas também habita em nós pelo Espírito Santo.
Assim, todo crente tem o Espírito Santo habitando dentro de si. O Espírito de Deus está em você e em mim. A Bíblia diz que, se você não tem o Espírito de Deus, então você não pertence a Ele. Se você pertence a Ele, certamente tem o Espírito de Deus dentro de você.
E o Espírito de Deus dentro de você é a unção. Ele unge você e lhe faz conhecer a vontade de Deus. Quando Ele nos ensina, precisamos aprender a obedecer.
Se você obedecer ao ensino do Espírito Santo, permanecerá em Cristo. Caso contrário, não há como permanecer em Cristo. Já tratamos dessas coisas anteriormente.
Agora, nesta manhã, gostaríamos de entrar na parte mais importante: o poder para viver a vida da nova aliança.
Quando lemos Romanos 7, vemos a experiência do apóstolo Paulo. Ele encontrou o Senhor no caminho de Damasco. Ali, no caminho, ele se rendeu, entregou-se ao Senhor e recebeu o Senhor Jesus dentro de si.
Por causa disso, vemos que sua mente foi renovada. Antes, ele perseguia os cristãos e estava em grande escuridão. Pensava que estava prestando um bom serviço a Deus, sem saber que estava se rebelando contra a vontade de Deus.
Mas, depois de ser salvo, vemos que sua mente foi renovada. Ele não apenas queria conhecer a vontade de Deus, mas conhecia a vontade de Deus. Seu problema naquele momento era que ele sabia qual era a vontade de Deus, mas não conseguia realizá-la.
Vocês se lembram de Romanos 7. Ele clamou: “O que quero fazer, não consigo. O que não quero fazer, isso faço”. Então disse: “Não sou eu quem faz isso”. Agora, quem está fazendo isso? É o pecado que habita nele.
Finalmente, depois de muitas e muitas derrotas, ele começou a perceber que nele — isto é, na sua carne — não havia bem algum.
Agora, irmãos e irmãs, o que vocês pensam a respeito da sua carne? Algumas manifestações da carne parecem muito boas. Mas, por melhor que a sua carne pareça ser, tudo o que procede da carne é inimigo de Deus.
Nosso problema é que queremos negar o lado mau da nossa carne, mas continuamos usando o lado bom da nossa carne. Ao fazer isso, ainda vivemos na carne e, mais cedo ou mais tarde, o lado mau acaba aparecendo.
Assim, Paulo, depois de muitas derrotas — essa foi a sua experiência —, disse: “Agora descobri uma coisa: em mim, isto é, na minha carne, não há bem algum”.
Agora, irmãos e irmãs, já chegamos a essa conclusão? Se ainda não chegamos a essa conclusão, isso mostra que ainda estamos tentando viver pelo lado bom da carne.
E, se estamos tentando viver pelo lado bom da carne, lembrem-se: a carne deseja contra o Espírito, e o Espírito contra a carne. Não há conciliação.
Somente no dia em que descobrimos que em nós — isto é, em nossa carne — não há bem algum, podemos dizer imediatamente, como vocês se lembram de Romanos 7:25:
Dou graças a Deus por Jesus Cristo, nosso Senhor.
Em outras palavras, você descobre que já há um poder habitando dentro de você, mas não usa esse poder para viver. Você ainda usa a sua própria força para viver. Esse é o nosso problema.
Irmãos e irmãs, em Hebreus 8:10, Deus disse: “Escreverei a Minha lei no coração de vocês. Eu a inscreverei dentro de vocês”. E não apenas isso; Ele disse: “Eu serei o seu Deus, e vocês serão o Meu povo”.
O próprio Deus, pelo Seu Espírito, habita em cada um de nós. A própria palavra Deus nos diz que Ele é o Poderoso, Aquele que criou os céus e a terra. Esse é o Seu poder. Há um poder que habita em você.
Mas, infelizmente, negligenciamos esse poder e ainda usamos a nossa própria força, a força da nossa carne. É por isso que descobrimos que ainda estamos vivendo a vida do Antigo Testamento, em vez de viver a vida do Novo Testamento.
Quando falamos sobre essa questão do poder, irmãos e irmãs, vemos entre o povo de Deus um forte desejo de conhecer o poder de Deus no serviço.
“Como posso servir a Deus com poder? Como posso pregar com poder? Como posso fazer isto ou aquilo com poder?” Poder é o que todos querem ter.
Mas, quando pensamos em poder, geralmente pensamos no poder para servir, para fazer alguma coisa. É verdade que, nos tempos do Antigo Testamento, como o Espírito Santo ainda não havia vindo habitar no coração deles, quando o Espírito Santo vinha sobre eles, recebiam poder para fazer grandes coisas.
Mas, nos tempos do Novo Testamento, quando pensamos em poder, as pessoas sempre pensam no poder de Pentecostes. Porque, depois que veio o poder de Pentecostes, Pedro se levantou e falou, e três mil pessoas foram salvas. Nós gostamos disso.
Mas vocês sabem que, quando nosso Senhor Jesus ressuscitou dentre os mortos, antes da Sua ascensão, os discípulos estavam reunidos, conforme João 20?
O Senhor apareceu a eles. E o que o Senhor fez? Soprou neles e disse:
Recebei o Espírito Santo.
Àqueles a quem perdoardes os pecados, lhes são perdoados;
Àqueles a quem os retiverdes, lhes são retidos.
Geralmente, as pessoas interpretam esse acontecimento de maneira simbólica. Dizem que é apenas um símbolo: quando o Senhor soprou neles e disse “Recebei o Espírito Santo”, eles não haviam recebido o Espírito Santo. Era apenas simbólico, e isso se cumpriu no dia de Pentecostes.
Mas, se é assim que vocês leem a Bíblia, receio que estejam profundamente enganados.
Em primeiro lugar, vemos que João nunca trata de nada exterior. Todo o seu livro enfatiza as coisas interiores. Assim, quando João escreveu que nosso Senhor Jesus soprou neles e disse “Recebei o Espírito Santo”, isso deve ter sido real.
Em outras palavras, eles devem ter recebido o Espírito Santo depois que nosso Senhor Jesus ressuscitou dentre os mortos. Caso contrário, como cento e vinte pessoas — não pessoas fracas, mas pessoas fortes — poderiam se reunir e orar em unanimidade durante dez dias? Como isso seria possível?
Isso seria impossível, a menos que o Espírito Santo estivesse dentro deles. Mas o Espírito Santo que habita em nós trata da vida, do viver.
Agora, quanto ao dia de Pentecostes, as pessoas geralmente entendem que, em Atos 2, quando os cento e vinte se reuniram e oraram durante dez dias, o Espírito Santo veio de repente sobre eles.
A Bíblia diz que houve um som como de um vento impetuoso, que encheu a casa. Então eles foram cheios do Espírito Santo, e lhes apareceram línguas repartidas, como de fogo, que pousaram sobre cada um deles. Eles começaram a falar em línguas.
As pessoas geralmente pensam que Pentecostes é apenas o poder exterior que veio sobre eles, como línguas de fogo, capacitando-os a falar em outras línguas. Esquecem-se de que, quando ouviram o som como de um vento soprando, aquilo era, na verdade, o sopro de Deus.
Era como se Deus soprasse poderosamente, e esse sopro enchesse a casa. Isso é interior. Depois, o fogo apareceu sobre a cabeça deles; isso é exterior.
Em outras palavras, no dia de Pentecostes houve a consumação da vinda do Espírito Santo. As pessoas consideram isso apenas como poder, e não como vida.
Agora, irmãos e irmãs, esse é o problema entre os cristãos de hoje que buscam o Espírito Santo. Como não veem o aspecto interior da vida, procuram o aspecto exterior do poder, e isso causa muitos problemas.
Sabem, o poder é como uma faca, como uma espada. É poderoso. Mas, se você der essa espada a uma criança, qual será o resultado?
Sua vida ainda é tão imatura que ela não tem o entendimento necessário para saber manejar a espada, e o resultado é que alguém acaba ferido.
É preciso ter vida para manejar o poder. Assim, não apenas na Palavra de Deus, mas também em nossa experiência na China, percebemos que o Calvário precede Pentecostes.
Precisamos que a vida de Cristo cresça em nós para podermos lidar com o poder de Deus sobre nós. Caso contrário, será desastroso.
Portanto, irmãos e irmãs, infelizmente estamos todos tão envolvidos com Pentecostes que nos esquecemos de que, quando nosso Senhor Jesus ressuscitou dentre os mortos, Ele soprou em nós, dizendo: “Recebei o Espírito Santo”.
Ao lerem o Evangelho de João, vocês verão que, sempre que o Espírito Santo é mencionado, trata-se de algo interior: o Consolador. Ele habitará em vocês. Não os deixará nem os abandonará. Ele lhes ensinará todas as coisas.
Irmãos e irmãs, esquecemo-nos do que realmente é o poder de Deus para viver. Toda a nossa ênfase parece estar no poder exterior para o serviço.
Por isso, queremos enfatizar, de acordo com a Palavra de Deus, que a nova aliança promete poder, mas esse poder é o poder para viver.
Como podemos viver uma vida vitoriosa? A vida cristã deve ser vitoriosa. Por quê? Porque Cristo é vitorioso.
Quando Ele estava na terra, foi tentado em todas as coisas. Passou por todo tipo de circunstância — oposição, perseguição, incompreensão, tudo.
Como Ele conseguiu viver acima de todas essas coisas e viver de acordo com Deus, para fazer a vontade de Deus? Foi porque, quando Ele foi batizado, o Espírito Santo não apenas veio sobre Ele, mas também habitou Nele.
Foi pelo poder do Espírito Santo que nosso Senhor Jesus conseguiu vencer o inimigo. Portanto, irmãos e irmãs, o que aconteceu com nosso Senhor Jesus, de fato, aconteceu também conosco.
O mesmo Espírito está em nós, e Ele é o poder de Deus.
Mas, novamente, como podemos entrar nesse poder interior? Precisamos ser introduzidos nele. Para experimentar algo, primeiro precisamos ser introduzidos nessa experiência; depois, isso se torna quase um hábito, um modo de vida.
Parece-me que Paulo provavelmente foi introduzido nesse poder interior da vida. Ele comprovou em sua vida que Deus é Deus. Penso que ele foi introduzido nessa experiência, provavelmente — digo provavelmente —, em 2 Coríntios 12.
Sabem, ele nos contou que Deus lhe deu grandes revelações. Foi arrebatado ao terceiro céu e depois foi arrebatado ao paraíso, onde ouviu coisas que ninguém poderia contar.
Mas Deus lhe deu um espinho. Esse espinho veio do inimigo. Ele disse: “Tenho um espinho no meu corpo”.
Não era apenas uma coisinha minúscula; era como se uma estaca tivesse sido cravada em seu corpo.
Ele orou a Deus: “Senhor, estou pregando a obra poderosa de Deus, e agora eu mesmo estou tão fraco”. Dizemos que provavelmente era malária, porque ele viajou por uma região onde havia malária e talvez tenha contraído a doença.
Se você tem malária, sua visão pode ser afetada. Por isso, ele disse: “Quando escrevo, preciso escrever com letras tão grandes”. Não apenas isso: se você tem malária, você treme. Talvez tenha sido isso que aconteceu com Paulo.
Para um pregador, pregar a obra poderosa de Deus e tremer diante das pessoas seria uma contradição. Por isso, Paulo pediu ao Senhor que retirasse aquele espinho, e orou três vezes.
Mas o Senhor disse:
A Minha graça te basta: porque o Meu poder se aperfeiçoa na fraqueza.
Em outras palavras, Paulo queria ser forte em si mesmo, mas Deus disse: “Você será fraco, mas Eu serei forte em você”.
Então, o que Paulo disse? Ele aceitou isso. Disse:
Portanto, de muito boa vontade me gloriarei nas minhas fraquezas, para que o poder de Cristo repouse sobre mim.
Agora, irmãos e irmãs, vocês estão se gloriando na sua fraqueza, ou estão escondendo a sua fraqueza e lamentando por ela?
Como você pode se gloriar na sua fraqueza? Somente quando realmente perceber que em você — isto é, na sua carne — não há bem algum. Você desiste de si mesmo e permite que Deus manifeste a Sua glória.
Por isso, penso que provavelmente foi naquele momento que Paulo foi introduzido nessa experiência. Então, em Filipenses 4, vemos que ele disse: “Posso todas as coisas”. Que declaração ousada!
Mas ele disse: “Posso todas as coisas por meio Daquele que me fortalece”. Eu não posso, mas Ele pode.
Portanto, precisamos ser levados ao fim de nós mesmos. Precisamos ser levados à cruz. O Calvário precede Pentecostes. É assim que o poder de Deus se manifesta.
Finalmente, gostaria de usar Zacarias 4. Vocês observam em Zacarias 4 que um remanescente dos filhos de Israel voltou do cativeiro babilônico. A razão de seu retorno era reconstruir o templo de Deus.
Durante aquele período de cativeiro, Deus não tinha testemunho nesta terra. Jerusalém havia sido destruída. O templo havia sido destruído. O povo judeu estava no cativeiro.
Assim, naquele período, Deus era conhecido apenas como o Deus do céu, não como o Deus da terra. Ele não tinha testemunho na terra.
Mas graças a Deus, depois de setenta anos de cativeiro, Deus, em Sua misericórdia, permitiu que Seu povo cativo voltasse a Jerusalém para reconstruir o templo.
Mas apenas alguns, apenas um remanescente, estavam dispostos a sacrificar tudo para voltar a uma terra árida, uma terra destruída, cercada de inimigos, e ali reconstruir a casa de Deus.
Era uma tarefa difícil, mas eles foram para lá. Era tão difícil que foram ameaçados pelo inimigo. Interromperam a construção por vários anos, até que, finalmente, Deus levantou profetas: Ageu e Zacarias.
Ageu era um homem idoso, e Zacarias era um homem jovem. Deus os levantou para encorajar o povo a retomar a obra de reconstrução do templo.
Aqui vemos que Zacarias teve uma visão. Ele viu um candelabro de ouro. Vocês se lembram de que, no Lugar Santo, havia o candelabro de ouro que iluminava.
Em certo sentido, ele representa o templo porque dá luz. Isso é um testemunho para o mundo. Assim, ele viu ali um candelabro de ouro, e havia duas oliveiras, uma à direita e outra à esquerda.
As oliveiras produzem azeitonas. Essas duas árvores derramavam ouro para o candelabro.
O ouro que saía das oliveiras, ao entrar no candelabro, tornava-se azeite. Era por meio desse azeite que o candelabro podia dar luz.
Quando Zacarias viu essa visão, não sabia o que ela significava. Então lhe foi dito: “Esta é a palavra de Deus”:
Não por força, nem por poder, mas pelo Meu Espírito, diz o Senhor.
Não por qualquer força humana, não por qualquer poder humano; é pelo Espírito de Deus que isso pode ser feito.
Em outras palavras, como o templo pode ser reconstruído? Como a luz pode ser acesa? Como pode se espalhar o testemunho de que Deus não é apenas o Deus do céu, mas também o Deus da terra?
Não pelo poder humano, mas pelo Espírito de Deus.
Então, como isso funciona? Vemos duas árvores, duas oliveiras. Naquele tempo, as duas oliveiras também representavam Zorobabel, o governador, e Josué, o sumo sacerdote.
De qualquer modo, vemos que esses dois se levantaram e eram oliveiras. Em outras palavras, havia azeite dentro deles; estavam cheios do Espírito Santo. Eram pessoas cheias do Espírito Santo.
Mas, quando derramavam esse azeite, era ouro. Por quê? Porque era de Deus. Era o poder de Deus que fornecia o azeite ao candelabro e fazia a luz brilhar num mundo escuro.
Assim, irmãos e irmãs, como a obra de Deus deve ser feita? Como o testemunho de Deus pode ser restaurado? Isso depende de irmãos e irmãs que estejam cheios do Espírito Santo.
Vocês se lembram de que, nos dias da igreja primitiva, havia problemas entre eles. Como resolveram o problema? Escolheram sete homens cheios do Espírito Santo para servir às mesas. Foi assim que o problema foi superado.
Portanto, irmãos e irmãs, aqui vemos como precisamos de irmãos e irmãs cuja vida esteja cheia do Espírito Santo. Como alguém pode estar cheio do Espírito Santo? O que isso significa?
Significa que essas pessoas estão sob o pleno controle do Espírito Santo. Elas permitem que o Espírito Santo assuma o controle de sua vida, as encha e as use para fornecer o azeite ao candelabro de ouro, a fim de que a luz — o testemunho de Deus — brilhe por toda esta terra.
Portanto, irmãos e irmãs, o importante é que precisamos aprender a ser introduzidos no poder interior de Deus em nosso viver.
Deus prometeu isso. Essa é a maneira que Ele estabeleceu para vivermos. Nenhuma outra maneira Lhe agradará; somente esta Lhe agradará e cumprirá o Seu propósito eterno.
Assim, irmãos e irmãs, graças a Deus por ter feito toda a provisão para nós: para a nossa purificação, para o nosso conhecimento e para o poder de viver.
Precisamos nos submeter totalmente a Ele. Nada de nós; tudo de Cristo.
Por isso, Paulo pôde declarar:
Porque para mim o viver é Cristo.
Como isso acontece? Porque estou crucificado com Cristo. Já não sou eu quem vive; é Cristo que vive em mim.
Estou crucificado com Cristo; e já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim:
E a vida que agora vivo na carne, vivo-a na fé, a fé no Filho de Deus,
Que me amou e Se entregou por mim.
Vamos orar?
Amado Senhor, como Te louvamos e agradecemos, pois fizeste toda a provisão para nós. Tu conheces a nossa estrutura. Não há nada de bom em nós.
Abre os nossos olhos e o nosso entendimento, para que estejamos realmente dispostos a renunciar a nós mesmos e permitir que assumas o controle da nossa vida.
Ó Senhor, a nossa oração é que tudo seja de Cristo e nada de nós mesmos. Introduze-nos nesse segredo do poder de viver na nova aliança, para que sejas glorificado no meio do Teu povo. Pedimos em Teu precioso nome. Amém.