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THAT THE WORD OF THE LORD MAY RUN AND BE GLORIFIED
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    What is New Covenant Ministry?, #3 © 2026 Christian Testimony Ministry
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    What is New Covenant Ministry?, #3
    What is New Covenant Ministry?, #3
    Kaung, Stephen

    Vida e ministério da nova aliança

    Por favor, abram em 2 Coríntios. Vamos ler o capítulo inteiro e, espero, refletir sobre ele enquanto lemos.

    Leitura bíblica: 2 Coríntios 3

    Porventura, começamos outra vez a recomendar-nos a nós mesmos? Ou necessitamos, como alguns, de cartas de recomendação para vós ou de vós?
    Vós sois a nossa carta, escrita em nossos corações, conhecida e lida por todos os homens;
    sendo manifesto que sois carta de Cristo, ministrada por nós, escrita não com tinta, mas com o Espírito do Deus vivo; não em tábuas de pedra, mas em tábuas que são corações de carne.
    E tal confiança temos por Cristo diante de Deus:
    não que sejamos suficientes por nós mesmos, para considerar alguma coisa como procedente de nós; mas a nossa suficiência vem de Deus;
    O Qual também nos fez suficientes como ministros de uma nova aliança; não da letra, mas do Espírito: porque a letra mata, mas o Espírito vivifica.

    Mas, se o ministério da morte, escrito e gravado em pedras, veio com glória, de maneira que os filhos de Israel não podiam fixar os olhos no rosto de Moisés por causa da glória do seu rosto; glória essa que estava desaparecendo:
    como não será antes com glória o ministério do Espírito?
    Porque, se o ministério da condenação tem glória, muito mais excede em glória o ministério da justiça.
    Pois, na verdade, o que foi feito glorioso não tem glória a esse respeito, em razão da glória que o sobrepuja.
    Porque, se aquilo que passa teve glória, muito mais aquilo que permanece é em glória.

    Tendo, pois, tal esperança, usamos de muita ousadia;
    e não somos como Moisés, que punha um véu sobre o seu rosto, para que os filhos de Israel não fixassem os olhos no fim daquilo que estava desaparecendo:
    mas os seus entendimentos foram endurecidos: porque até o dia de hoje, na leitura da antiga aliança, permanece o mesmo véu, sem ser levantado; véu esse que é removido em Cristo.
    Mas, até hoje, quando Moisés é lido, um véu está posto sobre o coração deles.
    Mas, quando se converter ao Senhor, o véu será tirado.
    Ora, o Senhor é o Espírito: e onde está o Espírito do Senhor, aí há liberdade.
    Mas todos nós, com o rosto descoberto, contemplando como num espelho a glória do Senhor, somos transformados na mesma imagem, de glória em glória, como pelo Senhor, o Espírito.

    Oração inicial

    Vamos fazer mais uma oração.

    Querido Senhor, queremos agradecer-Te por Tua preciosa Palavra. Tua Palavra é viva e eficaz. Assim, enquanto esperamos juntos diante de Ti, que Teu Espírito Santo — o Espírito de sabedoria e de revelação — vivifique Tua Palavra para nós e nos conduza ao verdadeiro conhecimento de Deus.

    Entregamos este tempo em Tua mão, confiando que Teu Espírito Santo fará Sua obra, para o louvor da Tua glória. Pedimos em nome de nosso Senhor Jesus. Amém.

    A nova aliança da graça

    Queridos irmãos e irmãs, agradecemos ao Senhor por nos reunir novamente nesta ocasião. Se vocês estiveram conosco na semana passada, sabem que o encargo que o Senhor colocou em nosso coração é este: queremos compartilhar sobre a vida e o ministério da nova aliança.

    Sabemos que hoje estamos vivendo nos dias da nova aliança. Quando nosso Senhor Jesus participou de Sua última ceia com Seus discípulos, tomou o cálice e disse:

    Este cálice é a nova aliança no Meu sangue.
    Fazei isto em memória de Mim.

    Portanto, sabemos que, pela graça de Deus, por meio da obra consumada de Cristo na cruz do Calvário, o Senhor nos trouxe a nova aliança. Já não vivemos debaixo da antiga aliança da lei. Ele já nos libertou dela.

    Graças a Deus, estamos vivendo debaixo da nova aliança da graça. Mas, como mencionamos antes, é bastante estranho perceber que muitos do povo de Deus ainda estão vivendo debaixo da antiga aliança da lei.

    As pessoas estão tentando agradar a Deus por si mesmas. Tentam, com sua própria força, fazer a vontade de Deus para agradar ao Senhor. Mas todos nós temos esta experiência: ao fazer isso, percebemos que, na condição em que estamos, somos de fato condenados. Não conseguimos viver uma vida alegre e vitoriosa.

    Por isso, é muito importante que nós, os que cremos, já que o Senhor nos colocou na nova aliança — e tudo é pela graça —, perguntemos: como devemos viver na nova aliança da graça?

    Em certo sentido, todos sabemos. Se é graça, como vamos receber essa graça? Podemos receber graça fazendo alguma coisa? Podemos receber graça cumprindo algumas leis? Claro que não. Todos sabemos que a graça só pode ser recebida pela fé.

    Portanto, para viver a vida do Novo Testamento, precisamos viver pela fé. A fé é o único poder que torna essa realidade substancial em nosso próprio ser.

    Temos uma certeza diante de nós, e essa certeza é a graça. O Senhor Jesus realizou tudo por nós. Ele fez toda a provisão necessária para o nosso viver. Chamamos isso de substância porque é real; é real para sempre.

    Como podemos fazer dessa substância a nossa experiência? Como aquilo que o Senhor fez na cruz do Calvário há dois mil anos pode se tornar a nossa própria vida hoje? O único caminho é pela fé, porque a fé é o poder que torna essa substância uma realidade em nosso próprio ser.

    Assim, queridos irmãos e irmãs, não olhem para alguns poucos e digam: “Fulano vive pela fé”. Precisamos lembrar que todos nós vivemos pela fé e, ao viver pela fé, experimentamos a vida do Novo Testamento.

    Como lemos em Filipenses 1:21:

    Porque para mim o viver é Cristo.

    Portanto, desviemos o olhar de todas as coisas e olhemos para Jesus, o Autor e Consumador da fé.

    O ministério da nova aliança

    Agora, se Deus quiser, nesta ocasião gostaríamos de prosseguir para esse assunto do ministério da nova aliança.

    Sabemos que, entre as epístolas escritas pelo apóstolo Paulo, há duas que tratam especialmente da experiência pessoal dele. Por meio dessas duas cartas, ele revela sua própria vida e seu ministério.

    Já vimos que a carta aos Filipenses é a carta que revela a vida de Paulo. Havia um relacionamento tão próximo entre Paulo e os crentes filipenses que ele podia abrir seu coração a esses irmãos.

    Ele lhes disse que o segredo de sua vida é este, em Filipenses 1:21:

    Porque para mim o viver é Cristo.

    Ninguém poderia viver, por si mesmo, o tipo de vida que Paulo viveu. Nem o próprio Paulo conseguiria. Como ele sofreu — não por causa de seu pecado, mas por causa de seu amor pelo Senhor. Como perdeu sua liberdade por causa disso. Mesmo quando estava na prisão, algumas pessoas procuravam aumentar sua tribulação.

    Vemos que ele viveu uma vida que ia além do que qualquer ser humano poderia suportar. Mas havia alegria. Havia paz. Havia o brado de vitória. Qual era o segredo dessa vida?

    Ele revelou esse segredo aos crentes filipenses. Na verdade, eles estavam numa situação muito melhor do que a de Paulo, mas tinham alguns problemas. Havia rivalidade entre duas irmãs que exerciam liderança, e, de alguma forma, isso lançou uma sombra sobre eles.

    O apóstolo Paulo procurou encorajá-los: se vocês olharem para si mesmos, se olharem para as circunstâncias ao seu redor, ficarão abatidos. Mas, se desviarem o olhar de tudo isso e olharem para Jesus, deixando Cristo viver em vocês, então estarão acima dessas circunstâncias. Vocês podem ser cheios de alegria — alegria indizível.

    É isso que encontramos na carta aos Filipenses. Ele disse, em Filipenses 4:13:

    Posso todas as coisas Naquele que me fortalece.

    Isso se refere à sua vida, e sua vida nos mostra o que é a vida do Novo Testamento.

    Quando falamos de ministério, sabemos, é claro, como Paulo serviu ao Senhor. Qual era o segredo de seu ministério? Ele escreveu 2 Coríntios, e nessa carta nos revela o segredo do ministério da nova aliança.

    O chamado do crente ao serviço

    Agora, irmãos e irmãs, sabemos que não somos chamados apenas para a vida. Estávamos mortos em pecados e transgressões, mas então o Senhor nos chamou, como lemos em Mateus 11:28:

    Vinde a Mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e Eu vos aliviarei.

    Graças a Deus, respondemos ao chamado e encontramos descanso em nosso espírito. Mas, logo em seguida, vocês se lembram de que, em Mateus 11, depois do versículo 28 vem o versículo 29. O Senhor disse, em Mateus 11:29:

    Tomai sobre vós o Meu jugo, e aprendei de Mim; porque sou manso e humilde de coração: e encontrareis descanso para as vossas almas.

    Agora, irmãos e irmãs, o que significa tomar o jugo com Ele? O que é um jugo?

    Sabemos que o jugo é usado na agricultura. Antigamente, não havia máquinas, então se usavam animais para arar. Faziam um jugo e o colocavam sobre o pescoço de um animal. Assim, o agricultor podia conduzir aquele animal para realizar o trabalho no campo.

    Você está fazendo alguma coisa; está servindo a um senhor. Não está fazendo seu próprio trabalho. Não está servindo a si mesmo. Está debaixo de um jugo, sob a autoridade de seu senhor, e deve fazer o trabalho dele.

    Mas, é claro, o animal precisa ser domado. Se não for domado, terá suas próprias ideias. Não seguirá o senhor; buscará seu próprio benefício. Ao fazer isso, os sulcos ficarão em zigue-zague.

    É por isso que o agricultor tem outro instrumento. Ele se chama aguilhão, um instrumento pontiagudo. Quando o animal tenta fazer seu próprio trabalho ou ir para outro lugar, o agricultor usa o aguilhão para tocar seu flanco.

    É claro que o agricultor não quer ferir o animal, porque deseja utilizá-lo. Ele apenas lembra ao animal: “Você tem um senhor. Não está fazendo seu próprio trabalho; está fazendo o trabalho de seu senhor. Deve ser obediente”. Depois de algumas vezes, o animal aprende a lição.

    Irmãos e irmãs, antes estávamos debaixo do jugo do pecado. Servíamos a Satanás como nosso senhor. Mas, graças a Deus, Ele nos libertou. Ele quebrou aquele jugo.

    Mas será que estamos realmente livres? Não. Ele nos coloca debaixo de Seu próprio jugo. Nosso Senhor Jesus nunca esteve debaixo do jugo do pecado, mas, quando vocês leem sobre Sua vida, veem que Ele estava debaixo de um jugo.

    Ele voluntariamente colocou Seu pescoço debaixo do jugo de Seu Pai, porque veio fazer a vontade do Pai. Não viveu para Si mesmo; não buscou Seu próprio benefício. Estava aqui para servir a Seu Pai. Era manso e humilde, e estava sempre alegre — com alegria transbordante.

    Quando nosso Senhor nos libertou do jugo de ferro do pecado, chamou-nos a compartilhar Seu jugo, para que juntos sirvamos ao propósito de Deus.

    Essa é a vontade original de Deus para o homem. Ele não quer apenas que vivamos pela árvore da vida, mas também que sirvamos ao Seu propósito — sujeitar todas as coisas e colocá-las debaixo dos pés de Cristo.

    Portanto, todo aquele que é salvo é chamado a servir. Não é necessário ser um pregador, mas, ainda assim, você serve, e serve ao propósito de Deus. Você serve àquilo que Deus determinou para Sua igreja.

    Quando Deus libertou os filhos de Israel do Egito, desafiou Faraó:

    Deixa ir o Meu povo, para que Me sirva.

    Hoje acontece o mesmo conosco. Ele nos libertou para que O sirvamos.

    Assim, todo crente é chamado a servir. Mas existem dois tipos diferentes de serviço.

    O serviço da antiga aliança e da nova aliança

    Aqui em 2 Coríntios 3, vemos que o apóstolo Paulo nos mostra que, no que diz respeito ao ministério, há dois tipos possíveis. Há um ministério que ele chama de ministério da antiga aliança e outro que chama de ministério da nova aliança.

    Todos nós devemos servir ao Senhor segundo o ministério da nova aliança, porque esse é o caminho que Deus estabeleceu para nós. Mas, infelizmente, vemos que, mesmo entre aquilo que se chama serviço cristão, a maior parte do serviço é realizada segundo o ministério da antiga aliança. Muito pouco procede do ministério da nova aliança.

    A natureza do ministério da antiga aliança

    O que é o ministério da antiga aliança? Ministrar é como escrever cartas uns aos outros. Quando servimos ao Senhor, tudo aquilo que resulta de nosso serviço deve escrever uma carta. É uma carta de Cristo — a epístola de Cristo —, para que as pessoas possam ler essa carta e ler Cristo.

    Em outras palavras, quando você serve, qual é o resultado? O resultado é que as pessoas veem Cristo. As pessoas recebem Cristo por meio da carta de Cristo. Todos nós estamos escrevendo cartas, mas aquilo que se expressa nessa carta é uma questão que merece atenção.

    Ele disse que, no ministério da antiga aliança, a questão é: como você escreve? Que instrumento está usando? Você escreve com tinta. O que isso significa? Quando você pensa em tinta, que imagem lhe vem à mente?

    É o estudo. Você está estudando, lendo e pesquisando. Ao fazer isso, usa tinta. Os que não têm instrução e os analfabetos não têm relação com a tinta.

    Lembro-me de meu avô. Ele era analfabeto. Não conseguia sequer assinar o próprio nome. Não tinha relação alguma com a tinta. Mas todos os que são considerados instruídos têm uma relação com a tinta. É assim que escrevemos.

    Como você escreve? Você escreve a partir de seu estudo e de sua pesquisa. Isso é o ministério da antiga aliança.

    Enquanto faz isso, sobre o que está escrevendo? Está escrevendo sobre pedras. O que significa a pedra? Vocês se lembram de que, quando os Dez Mandamentos foram dados, foram inscritos em pedra.

    As pedras não têm sentimento. São duras. A pedra representa nossa mente. Nossa mente é lógica — sem sentimento, muito lógica, muito fria. Portanto, você percebe que está escrevendo na mente.

    Para dizer de forma simples, o ministério da antiga aliança procede da mente e entra na mente das pessoas. Pode estar correto. Pode ser a Palavra de Deus, porque os Dez Mandamentos certamente são a Palavra de Deus.

    Os Dez Mandamentos nos mostram a santidade de Deus e a justiça de Deus. Os primeiros quatro mandamentos dizem respeito à santidade de Deus. Deus é único; há somente um Deus. Você só pode adorá-Lo, e não pode tomar Seu nome em vão. Deve guardar o sábado, porque Ele já fez tudo. Você não precisa fazer nada, a não ser aceitar tudo o que Ele fez e entrar no descanso.

    Esses são os primeiros quatro mandamentos. Eles revelam a santidade de Deus. Então, os últimos seis mandamentos revelam a justiça de Deus. Deus é justo em Seus relacionamentos; portanto, você também deve ser justo.

    Por ser a Palavra de Deus, vemos que ela começa com glória. Quando a lei foi dada, havia glória. Mas a glória foi desaparecendo gradualmente.

    Por ser lei, ela é uma exigência:

    Farás.

    E:

    Não farás.

    Embora seja a Palavra de Deus, embora devesse dar vida — porque, se você a cumprir, terá vida —, quem consegue cumpri-la? O resultado é condenação. O resultado é morte. Isso é o ministério da antiga aliança.

    A natureza do ministério da nova aliança

    O que é o ministério da nova aliança? O ministério da nova aliança também é escrever uma carta — a carta de Cristo. Mas ela não é escrita com tinta; é escrita pelo Espírito Santo de Deus.

    Em outras palavras, isso acontece pela operação do Espírito Santo dentro de você. É por meio de Sua revelação. É por meio daquele conhecimento intuitivo dado por Deus. É algo que procede de Deus, e não de sua mente.

    Quando é assim, será escrito no coração. Ao falar de coração, queremos dizer que há afeto. As pessoas serão verdadeiramente tocadas pela graça de Deus.

    Isso não procede de você mesmo; procede de Deus. Não por força, nem por poder, mas pelo Espírito de Deus. Isso é o ministério da nova aliança.

    Qual será o resultado? O resultado é justiça e glória. Esses são dois ministérios diferentes, e operam de duas maneiras diferentes. Um conduz à morte, e o outro, à vida.

    Moisés e Cristo como exemplos

    Deixem-me ilustrar isso. Creio que está muito claro aqui, porque o apóstolo Paulo usa Moisés como exemplo. A lei veio por meio de Moisés, mas a graça e a verdade vieram por meio de Cristo.

    Quando Moisés recebeu os Dez Mandamentos, havia glória ali. Enquanto Moisés esperava diante do Senhor e recebia os mandamentos, havia um reflexo da glória de Deus. Seu rosto estava tão glorioso que os filhos de Israel não ousavam olhar para ele.

    Por isso, ele precisou colocar um véu sobre o rosto. Somente quando entrava na presença do Senhor é que tirava o véu. Mas, mesmo assim, aquela glória foi desaparecendo gradualmente.

    Esse é o ministério do Antigo Testamento. Quando você ministra segundo o Antigo Testamento, tudo se resume a:

    Farás.

    E:

    Não farás.

    Como cristão, você deve fazer isto. Como cristão, não deve fazer aquilo.

    São leis, regras e mandamentos. Embora hoje existam muitas coisas falsas, também existem mandamentos verdadeiros. Não há nada de errado com eles. Mas aonde eles levam você?

    Sempre dizem: “Você deve fazer isto. Você não deve fazer isto”. É um ministério da lei, não um ministério da graça. O resultado é morte — condenação —, porque você não consegue cumprir. Quanto mais você ministra, mais as pessoas se sentem mortas.

    Mas, quando olhamos para o ministério de nosso Senhor Jesus, lemos em João 1:14:

    O Verbo Se fez carne, e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade.

    Quando nosso Senhor Jesus estava na terra, Ele nos ministrou graça. Embora tenha proferido o chamado Sermão do Monte, se você o interpretar equivocadamente como uma lei mais elevada, será condenado, porque não consegue cumpri-la, mesmo sendo uma lei superior.

    Mas, quando nosso Senhor proferiu o Sermão do Monte, não estava promulgando uma lei mais elevada. Estava nos dizendo o que Sua vida pode fazer. Se você viver pela vida de Cristo, essa é a vida do reino dos céus. Isso glorificará a Deus.

    Depois que terminou o Sermão do Monte e desceu do monte, vocês se lembram de que, em Mateus 8, imediatamente um leproso veio até Ele. O que o Senhor fez? O Senhor tocou nele e disse, em Mateus 8:3:

    Quero; sê limpo.

    Isso é graça.

    Durante toda a Sua vida, foi isso que Ele fez. Vocês se lembram de quando Ele desceu do monte da transfiguração. Havia um homem cujo filho estava possuído por um demônio. Ele havia levado seu filho aos discípulos, mas eles não puderam ajudá-lo.

    Quando o Senhor desceu, o homem foi até Ele e perguntou se Ele podia fazer alguma coisa por ele. O Senhor disse: “A questão não é o que Eu posso fazer; é se você pode crer”.

    Vocês se lembram daquele homem em seu desespero. Ele disse, em Marcos 9:24:

    Eu creio; ajuda Tu a minha incredulidade.

    Embora eu creia, minha fé não é suficiente. Ajuda minha incredulidade. Dá-me Tua fé.

    Imediatamente, o Senhor expulsou o demônio. Todo o ministério de nosso Senhor Jesus é um ministério de graça, e o resultado é vida — vida mais abundante.

    A transformação de Paulo: da lei à graça

    Se vocês ainda quiserem mais exemplos, gostaria de usar o exemplo do próprio Paulo. Vocês sabem que Paulo, antes de ser salvo, servia a Deus.

    Ele era fariseu. É muito raro um jovem desprezar o mundo e buscar as coisas espirituais. Ele aprendeu aos pés de Gamaliel. Naquela época, Gamaliel era o maior mestre, e Paulo se tornou fariseu.

    Hoje, quando se fala em fariseus, vocês pensam em fariseus falsos. Mas Saulo era um fariseu de verdade. Era capaz de guardar cada letra da lei e queria servir a Deus.

    Como ele servia a Deus? Servia a Deus segundo a tradição dos pais. Não desprezem a tradição dos pais, porque a tradição dos antepassados judeus era a melhor tradição que alguém poderia ter.

    Mas não havia revelação. Tudo procedia da mente humana. Ele servia de todo o coração. Era tão zeloso que perseguia os seguidores de Jesus até nas cidades dos gentios.

    Fazia coisas que uma pessoa normalmente respeitável não faria. Sua consciência estava endurecida por causa de seu zelo religioso. Fazia coisas que um homem de bem não deveria fazer, mas pensava que estava servindo a Deus.

    Que tipo de ministério era aquele? Era o ministério da antiga aliança. Mas, graças a Deus, Deus conhecia seu coração. Em vez de rejeitá-lo, Deus permitiu que ele fosse tão longe quanto pudesse.

    Quando estava quase chegando à cidade de Damasco para prender os crentes e levá-los a Jerusalém a fim de serem condenados, uma luz veio sobre ele. Era meio-dia, mas aquela luz era mais brilhante que a luz do meio-dia. Ele foi derrubado ao chão por aquela luz.

    Ouviu uma voz doce, terna e compassiva:

    Saulo, Saulo, por que Me persegues?
    Duro é para ti recalcitrar contra o aguilhão.

    Ali ele viu o Filho de Deus, rendeu-se e se entregou ao Senhor. De Saulo, o fariseu, tornou-se Paulo, o apóstolo.

    Que ministério surgiu desse homem! Ele não pregava a si mesmo. Pregava Jesus Cristo, e Este crucificado. Isso é o ministério da nova aliança.

    Testemunho pessoal sobre o ministério

    Irmãos e irmãs, creio que todos concordamos que nós, que vivemos debaixo da nova aliança, não devemos ter apenas a vida da nova aliança; nosso ministério também deve ser o ministério da nova aliança.

    Mas, quando vocês olham para o serviço que prestaram, o que encontram? Gostaria de falar de minha própria experiência.

    Antes de ser salvo, a princípio eu não queria ter nada a ver com Cristo. Não que, intelectualmente, eu não pudesse recebê-Lo como Salvador, mas, no coração, eu não O queria. Esse era o problema do pecado.

    Quando jovem, eu achava que era muito bom. Na escola, eu me dava bem com todo mundo. Muitas vezes dizia: “Que Jesus salve os pecadores, mas eu não preciso Dele”.

    Mas, quando eu tinha quatorze anos, fiquei muito doente — à beira da morte. Meu pulso ficou irregular. Naquela época, não havia remédio para esse tipo de doença. Tudo dependia de a pessoa conseguir resistir.

    Depois de vários meses, por meio das orações de meu pai e de outras pessoas, e enquanto eu também orava, graças a Deus, recuperei-me.

    Depois que me recuperei, veio-me um pensamento natural: Deus me curou. Preciso retribuir Sua graça. O que posso fazer por Ele para demonstrar minha gratidão?

    Aconteceu que pude me juntar a alguns outros para realizar reuniões em nossa escola de ensino médio. Não posso dizer que eram irmãos e irmãs, porque havia dois que eram filhos de pastores, como eu, mas nenhum de nós era salvo.

    Tentávamos servir a Deus. Como eu fazia isso? Era muito fácil. Eu ia ao escritório de meu pai e encontrava um livro sobre oração. Traduzia-o para o chinês e depois ia dizer às pessoas como Deus responde à oração.

    Pedia a meus colegas de escola e até a alguns professores que se ajoelhassem e orassem. Ninguém orava, e as pessoas começavam a rir. Então eu as repreendia. Dizia: “Como vocês podem agir assim diante de Deus? Vocês não podem fazer isso”. Era assim que eu dirigia as reuniões.

    Eu também pregava. Ia ao escritório de meu pai e encontrava um livro de sermões de um famoso pregador americano. Escolhia um sermão, traduzia-o para o chinês, decorava e o pregava.

    Depois de fazer isso, eu dizia: “Muito bem”. Ninguém me elogiava. Era assim que eu servia a Deus, mesmo antes de ser salvo.

    Aquilo era ministério do Novo Testamento ou ministério do Antigo Testamento? Estava correto. Eu não estava falando heresias. Mas, como não tinha experiência, aquilo não procedia da operação do Senhor. Procedia de minha própria mente.

    Um ano depois, fui salvo. Graças a Deus, eu estava muito grato a Deus e tinha muito zelo.

    Organizamos grupos para ir às aldeias pregar o evangelho e orar pelos enfermos. Na verdade, oramos por um morto. Havia um homem que já tinha morrido em consequência da ação de bandidos. Entramos, colocamos as mãos sobre todo o seu corpo e oramos para que ele ressuscitasse.

    É claro que nada aconteceu. Eu tinha muito zelo, mas de quem vinha esse zelo? De mim mesmo. Achava que era isso que Deus queria. Achava que era assim que os cristãos deveriam agir. Portanto, fazia todas essas coisas, mas tudo procedia de mim. Não funcionava.

    Isso só mudou quando o Senhor me mostrou: se procede de mim mesmo, não funciona. Isso não é servir ao Senhor. Servir ao Senhor precisa proceder do Senhor.

    Se vem do Senhor e procede do Senhor, então é verdadeiro. Irmãos e irmãs, ao longo de todos estes anos tenho aprendido — não que eu já saiba tudo.

    Sei, em minha mente, que, se não for o ministério da nova aliança, produzirá morte em vez de vida. Quero ter o ministério da nova aliança. Estou aprendendo.

    O serviço como transbordamento da vida de Cristo

    Há uma máxima escrita por Watchman Nee sobre ministério ou serviço. Ele disse: “Deus dá mais atenção ao que somos do que ao que fazemos”.

    O verdadeiro serviço é o transbordamento da vida de Cristo. Um serviço aceitável a Deus procede do fluir da vida.

    Quando nos consagramos ao Senhor, não é para fazer alguma coisa para Ele. É para permitir que Deus opere em nós. Se não permitirmos que o Senhor opere em nós, não estaremos qualificados para trabalhar para Deus.

    Irmãos e irmãs, o encargo de meu coração é muito simples. Devemos ter uma percepção do que realmente é o ministério. Deus quer que você O sirva, mas que tipo de ministério é esse?

    É o ministério do Antigo Testamento — correto, mas que condena? Ou é o ministério da nova aliança — novo, vivo e que comunica vida? Isso é algo que precisamos aprender.

    Uma advertência sobre o crescimento espiritual no ministério

    Há uma palavra de advertência. Quando você percebe pela primeira vez a diferença entre o ministério da antiga aliança e o ministério da nova aliança, é claro que a atitude correta é: “De agora em diante, não quero exercer o ministério da antiga aliança. Quero servir segundo o ministério da nova aliança”.

    Creio que isso é importante. Mas, quando você assume essa atitude, o que faz? Para de servir até poder servir somente segundo o ministério da nova aliança?

    Se fizer isso, você secará espiritualmente. Ou talvez diga: “Não estou completo. Há tanta coisa que procede de mim, e não do Senhor, tanta coisa que conheço, mas que ainda não experimentei de fato. O que devo fazer?”

    Movidos por nosso orgulho, podemos dizer: “Tudo o que procede de mim precisa ser ministério da nova aliança. Vou parar tudo e esperar até que o Senhor me dê esse ministério da nova aliança”.

    Se você assume essa atitude, o que deve fazer? Por um lado, reconhecemos a diferença. Por outro, reconhecemos nossa fraqueza. O único caminho é prosseguir apesar de nossas fraquezas e, nesse processo, continuar aprendendo.

    Se assumirmos essa atitude humilde, creio que o Senhor nos conduzirá cada vez mais ao ministério da nova aliança.

    O exemplo de John Wesley

    John Wesley sabia muito a respeito de Cristo. Foi à América para converter os indígenas. Mas, depois de estar naquele país, percebeu que ele próprio não era salvo. Tudo estava em sua mente. Seu ministério foi um fracasso.

    Então voltou à Inglaterra e consultou um irmão morávio. Se me lembro bem, era Peter Böhler. Perguntou: “O que devo fazer? Devo parar de pregar até receber fé?”

    O conselho que aquele irmão deu a Wesley foi: “Não. Continue pregando a fé até que a fé lhe seja dada”.

    Graças a Deus, Wesley seguiu esse conselho. Certo dia, enquanto estava numa reunião em Aldersgate, estavam lendo o prefácio escrito por Martinho Lutero à carta aos Romanos.

    Naquela época, quem não tivesse autorização não podia sequer pregar. Então eles liam — simplesmente liam — o prefácio escrito por Martinho Lutero à carta aos Romanos.

    Enquanto liam, ele disse: “Senti meu coração estranhamente aquecido. Percebi que eu realmente cria. Eu realmente tinha fé”.

    Daí em diante, como o Senhor o usou!

    Portanto, irmãos e irmãs, gostaria de usar isso para encorajar vocês e encorajar a mim mesmo. Se conhecermos a diferença, reconhecermos nossa fraqueza e prosseguirmos, Deus usará todo tipo de circunstância para nos conduzir até lá.

    Se Deus quiser, amanhã procuraremos ver como Deus nos conduz a essa nova aliança.

    Oração final

    Querido Senhor, entregamos em Tua mão estas palavras dispersas. Confiamos que Teu Espírito Santo nos dará luz e entendimento.

    Leva-nos ao zero, para que Tu possas começar conosco, até que tudo seja de Cristo e nada de nós mesmos. Oramos em Teu nome. Amém.