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    How to Live According to the New Covenant, #2 © 2026 Christian Testimony Ministry
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    How to Live According to the New Covenant, #2
    How to Live According to the New Covenant, #2
    Kaung, Stephen

    Vida e Ministério na Nova Aliança

    Por favor, abram no livro de Hebreus, capítulo 8. Vamos ler três versículos: Hebreus 8:10-12.

    Porque esta é a aliança que farei com a casa de Israel
    Depois daqueles dias, diz o Senhor;
    Porei as Minhas leis em sua mente,
    E também as escreverei em seu coração:
    E Eu lhes serei Deus,
    E eles Me serão povo.

    E não ensinará cada um ao seu concidadão,
    Nem cada um ao seu irmão, dizendo: Conhece o Senhor;
    Porque todos Me conhecerão,
    Desde o menor até o maior deles.

    Porque serei misericordioso para com as suas iniquidades,
    E dos seus pecados não Me lembrarei mais.

    Abram também em Filipenses 1:21. Esta é a declaração do apóstolo Paulo:

    Porque para mim o viver é Cristo.

    Oração Inicial

    Querido Senhor, mais uma vez nos reunimos em Teu nome. Nós Te agradecemos por seres tão bondoso e misericordioso para conosco.

    Mais uma vez, Tu nos reuniste. Senhor, pedimos que vivifiques cada um de nós. Livra-nos não apenas do nosso cansaço, mas também das nossas complicações, para que sejamos simples e abertos diante de Ti, para que possas falar conosco e revelar o Teu coração.

    Senhor, pedimos que nos livres do nosso eu complicado e nos conduzas à simplicidade que há em Cristo, para que possamos ver, em nosso coração, que é Cristo Quem vive em nós. Pedimos em Teu precioso nome. Amém.

    A Nova Aliança como Vida e Ministério

    Bem, queridos irmãos e irmãs, agradecemos ao Senhor por nos reunir novamente nesta tarde.

    Agora, se vocês estavam aqui ontem, sabem que o nosso encargo para este tempo se resume a uma coisa: a nova aliança é vida e ministério.

    Sabemos, pela Palavra de Deus, que, dentre as muitas alianças que Deus fez com o homem, Ele menciona especialmente duas. Essas duas alianças têm muito a ver conosco, os crentes, embora tenham sido dadas à nação de Israel.

    Contudo, vemos que essas duas alianças, na verdade, nos mostram como vivemos e como servimos.

    Creio que todos sabem que hoje não vivemos debaixo da antiga aliança. Hoje, nós, os crentes, fomos libertos da antiga aliança da lei, e Ele nos transportou para a nova aliança da graça.

    É debaixo da nova aliança que Deus deseja que vivamos e sirvamos.

    A Aliança da Graça

    Ontem compartilhamos brevemente sobre o que é a nova aliança. A nova aliança, como a encontramos em Hebreus 8 e também em Jeremias 31, é muito simples. Nós a chamamos de aliança da graça porque ela não diz: “Tu farás” e “Tu não farás”.

    Pelo contrário, Deus diz: “Eu farei” e “Eu farei”. Se é “Tu farás” e “Tu não farás”, sabemos que se trata da lei, e a responsabilidade, na verdade, recai sobre nós — quer sejamos capazes de fazer isso, quer não sejamos capazes de cumprir o que foi exigido.

    Mas, quando chegamos à nova aliança, nós a chamamos de aliança da graça. Mais uma vez, é uma aliança incondicional. Isto é, Deus não exige algo de nós para então prometer fazer alguma coisa. Ele não exige que façamos nada.

    Pelo contrário, Ele diz continuamente: “Eu farei, Eu farei e Eu farei”. É por isso que a chamamos de aliança da graça. Graça é aquilo que Deus fará; lei é aquilo que nós devemos fazer.

    Já ficou demonstrado que não conseguimos fazer a vontade de Deus. Então, o nosso Deus é tão bondoso que diz: “Agora Eu farei isso por vocês”. Bem, isso é graça, meus irmãos e irmãs.

    A Graça Recebida pela Fé

    Como vamos receber a graça? Vocês se lembram de que, em Efésios 2, o apóstolo Paulo descreve como antes estávamos debaixo de pecados e transgressões.

    Exteriormente, seguíamos o curso deste mundo, mas, na verdade, estávamos sob o controle do poder das trevas. Vivíamos segundo a nossa carne e nos tornamos inimigos de Deus.

    Mas graças a Deus por Sua misericórdia, por ter providenciado graça para nós. A Bíblia diz:

    Pela graça sois salvos, por meio da fé.

    Vocês são salvos pela graça — mas como?

    Como vocês vão receber a graça? A Bíblia nos mostra que a única maneira de receber a graça é pela fé. E essa fé não vem de vocês; é obra de Deus. Portanto, não há nada de que possamos nos gloriar.

    Então, irmãos e irmãs, o que é fé? Muitas vezes ouvimos uma expressão como: “Fulano vive pela fé”. Quando vocês ouvem isso, o que significa?

    Provavelmente querem dizer: bem, essa é uma pessoa que não vive de uma profissão própria, mas depende de Deus para viver.

    Agora, irmãos e irmãs, posso lhes fazer uma pergunta? Se viver pela fé se limita àqueles que dependem de Deus para o seu sustento, então como vocês vão viver a vida cristã?

    Se vocês não vivem pela fé, como vivem pela graça? Creio que é por isso que temos problemas: porque não estamos vivendo pela fé. E, se não vivem pela fé, como podem receber a graça?

    Se vocês não conseguem receber a graça, então como realmente vivem? Creio que é evidente: vocês vivem por si mesmos. Vivem por suas próprias obras e estão tentando ser bons cristãos.

    É por isso que acabamos nos metendo em dificuldades. Portanto, antes de tudo, quero enfatizar isto: se a nova aliança é a aliança da graça, então a única maneira de viver a vida da nova aliança é pela fé.

    A Natureza da Fé

    Agora, o que é fé? É algo que produzimos por nós mesmos? Quantas vezes, quando enfrentamos uma situação e sabemos que precisamos de fé, dizemos a nós mesmos: “Eu creio, eu creio e eu creio”?

    Vocês tentam produzir fé. Mas sabem que isso não funciona. Não podem hipnotizar a si mesmos e depois pensar que têm fé. Isso é falso; não produz resultado.

    Então, o que é fé? Creio que, em toda a Bíblia, a explicação mais clara da fé se encontra em Hebreus 11:1. Por favor, abram nessa passagem.

    Estou lendo a tradução de Darby. A tradução de Darby nunca será popular. A razão é que ele procurou ser preciso e sacrificou a fluência. Talvez vocês prefiram outra tradução, mas creio que esta é uma tradução melhor.

    Agora vou ler a tradução de Darby:

    Ora, a fé é a substanciação das coisas que se esperam, a convicção das coisas que não se veem.

    O que é fé? Fé é uma substanciação. Isso não quer dizer que a fé seja a substância. É o poder de tornar essa substância real e viva para vocês.

    Há algo que vocês esperam. Há uma substância ali, embora não a vejam. Mas a fé é o poder de tornar essa substância parte da sua experiência.

    Por exemplo, há um piano aqui. Um piano é uma substância. Quando vocês entram neste prédio, como sabem que há um piano ali? Porque têm olhos.

    Se uma pessoa cega entrar na sala, não poderá ver esse piano. Isso não significa que, por não poder vê-lo, ele não esteja ali. Mas ela não pode experimentar a presença do piano por meio da visão.

    No que diz respeito a ela, não tem o poder de substanciar a substância. Como não consegue vê-lo, diz: “Não há piano”.

    E nós, que temos olhos, diremos: “Não, o piano está ali, mas você não tem o poder de substanciar a substância”.

    Suponham que vocês façam uma viagem e possam ver as montanhas e o rio. Podem ver toda a paisagem. Essas coisas estão sempre ali, mas como podem apreciá-las?

    É somente porque podem vê-las que vocês tornam essas substâncias reais para si mesmos. Assim, elas se tornam reais para vocês. Isso é fé.

    A Obra Consumada de Cristo

    Aqui está uma substância. Agora, qual é essa substância? A substância é a obra consumada de Cristo na cruz do Calvário.

    Quando nosso Senhor Jesus foi crucificado, algo real foi realizado. Ali, o poder do pecado foi quebrado. Ali, a punição pelo pecado foi removida. Ali, uma nova vida foi liberada.

    Irmãos e irmãs, esses são fatos consumados. Diante de Deus, isso é substância — substância espiritual. A substância espiritual é mais real do que a substância física, porque a substância física passa, mas a substância espiritual permanece para sempre.

    Quanto ao que Cristo fez na cruz do Calvário, quando Ele disse:

    Está consumado.

    Sabemos que a salvação foi consumada. Tudo foi feito. Vocês não podem acrescentar nada a isso.

    Agora, o problema é: como essa substância pode se tornar a experiência de vocês? Se vocês a conhecem apenas mentalmente, porque ouviram pessoas dizerem que há um piano, irmãos e irmãs, embora saibam disso e o que sabem esteja correto, isso não opera em sua experiência.

    Mas, um dia, quando o Espírito Santo abre os olhos interiores de vocês, Ele lhes dá fé. Imediatamente, vocês percebem que estão vendo, e isso começa a operar em sua vida.

    A fé é a convicção das coisas que não se veem. É algo que vocês não viram com os olhos naturais e, no entanto, sabem que já viram. Sabem que é uma substância. Sabem que é real e realmente desfrutam dela.

    Isso é fé. A fé tem uma base. A fé não é algo que fica flutuando no ar. Ela se baseia na realidade, e a fé é o poder de tornar essa realidade a experiência de vocês.

    Agora, irmãos e irmãs, como vocês vão viver a vida da nova aliança? Essa vida já está ali, porque Cristo já consumou Sua obra. Mas como podem viver essa vida?

    Vocês precisam ter fé, porque a fé é a substanciação da substância. Creio que o problema que encontramos aqui está nessa questão da fé.

    Estamos nos distraindo ao pensar que apenas algumas pessoas especiais vivem pela fé. Meus irmãos e irmãs, essa é uma aplicação errada.

    Creio que cada um de nós precisa perceber que a razão pela qual, hoje, nossa vida cristã não é vivida na nova aliança é que não vivemos pela fé. Todo crente vive pela fé.

    “Pela fé” significa simplesmente que não é por suas próprias obras. É por depender da obra consumada de Cristo.

    Portanto, queridos irmãos e irmãs, precisamos corrigir o nosso conceito. Precisamos ver que cada um de nós vive pela fé. E viver pela fé significa simplesmente viver pela graça.

    Viver pela graça significa simplesmente:

    Já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim.

    Espero que isso esteja claro para todos.

    A Nova Aliança e o Tabernáculo

    Agora vamos à aplicação. Já sabemos o que é a nova aliança, mas agora queremos saber como viver de acordo com ela.

    Já dissemos que a nova aliança é muito simples: apenas três artigos. Quando vocês leem a Bíblia e observam o tabernáculo no deserto, veem que o tabernáculo é o meio pelo qual Deus habita com o Seu povo.

    O tabernáculo tem três divisões. Se vocês lerem Êxodo, verão que, em primeiro lugar, ele menciona o Santo dos Santos. Ali está a arca. Ali repousa a presença de Deus, e ali Deus falava com o Seu povo.

    Depois temos o Lugar Santo, onde os sacerdotes servem. Eles acendem os candelabros, colocam os pães da proposição e queimam incenso no altar de ouro. É ali que servem a Deus.

    Depois temos o átrio exterior. No átrio exterior há duas coisas: o altar de bronze, onde oferecem sacrifícios, e também a bacia, onde os sacerdotes lavam as mãos.

    Essa é a ordem apresentada em Êxodo. Irmãos e irmãs, como dissemos antes, essa é a ordem de Deus. Ela parte do propósito eterno de Deus e chega, gradualmente, ao perdão dos nossos pecados.

    Mas, no que diz respeito à nossa experiência, é justamente o contrário. Em outras palavras, primeiro vocês vão ao átrio exterior. Ali oferecem sacrifícios no altar de bronze e, por serem sacerdotes que servem a Deus, lavam-se na bacia de bronze.

    Depois disso, podem entrar no Lugar Santo, onde realizam o seu serviço. Mas no Santo dos Santos somente o sumo sacerdote entrava, uma vez por ano, e precisava levar consigo o sangue e o incenso.

    Depois ele se retirava rapidamente, porque, nos tempos do Antigo Testamento, o caminho para o Santo dos Santos ainda não estava aberto.

    Mas, na nova aliança, no Novo Testamento, vemos que o véu foi rasgado. Quando Cristo morreu na cruz do Calvário, fora de Jerusalém, Deus rasgou o véu no templo.

    Isso mostra que o caminho para o Santo dos Santos agora está aberto. Portanto, quando falamos de experiência, como experimentamos a vida da nova aliança?

    Começaremos no átrio exterior e entraremos no Lugar Santo. O átrio exterior tem muito a ver com a questão da justificação. O Lugar Santo está relacionado à santificação. E, no Santo dos Santos, temos a glorificação.

    O propósito de Deus para o homem é que sejamos glorificados. E, por glorificação, quero dizer que seremos semelhantes a Ele.

    A Justificação e o Perdão dos Pecados

    Vamos olhar para isso do ponto de vista da experiência. É claro que já conhecemos algo a respeito, porque antes estávamos mortos em pecados e transgressões. Quando nossa consciência foi despertada, especialmente ao passarmos por alguma situação muito marcante, tomamos consciência da nossa necessidade.

    Por exemplo, há uma história sobre um ateu. Ele não acreditava em Deus e estava dando uma palestra. Aconteceu de um missionário estar ali.

    Depois da palestra, o missionário disse: “Posso dizer uma coisa? Ontem, num lugar deserto, ouvi alguém gritando: ‘Socorro! Socorro! Deus, ajuda-me!’”

    “Então corri até lá e vi uma pessoa se afogando. Eu a tirei da água. Quem era esse homem? Era justamente aquele que está dando a palestra”.

    No momento em que sua consciência for despertada, você clamará a Deus por misericórdia, porque sabe que não poderia comparecer diante Dele. Você será condenado.

    Como podemos ser libertos? Como podemos ser salvos? É claro que tentamos fazer algo de bom. Se acumularmos méritos, talvez possamos ir para o céu depois de morrer.

    Segundo o ensino católico, há alguns santos que têm mais méritos do que precisam. Então você pode orar a eles e pedir que compartilhem alguns méritos, para que o tirem do purgatório mais depressa.

    Mas, apesar de todas essas ideias, há somente uma maneira de nossos pecados serem perdoados, e ela está de acordo com a nova aliança.

    O Senhor disse:

    Perdoarei os seus pecados,
    E deles não Me lembrarei mais.

    Portanto, creio, irmãos e irmãs, que todos nós temos essa experiência. Se vocês não a têm, eu os aconselharia a buscá-la imediatamente. Não há salvação fora de Cristo Jesus. O Seu sangue é o único meio para o perdão de vocês.

    Agora vocês estão salvos. Depois de serem salvos, quero lhes perguntar: como se sentem? É claro que se sentem bem. Sentem-se gratos Àquele que os salvou e querem fazer algo que Lhe agrade.

    Antes de crerem no Senhor Jesus, vocês não conseguiam fazer o bem, porque toda a sua justiça era como trapos de imundícia. Mas agora estão salvos, então esperam fazer algo bom e querem agradar a Deus.

    Talvez, nos primeiros meses, vocês realmente se sintam nas nuvens. Mas, aos poucos, começam a cair. O antigo modo de vida começa a voltar.

    Vocês não estão vivendo pela vida de Cristo. Estão salvos, mas a mesma pessoa continua vivendo pelo poder da sua própria vida. Sua mentalidade ainda é: “Eu farei, eu farei, eu farei. Eu vou fazer isso”.

    “Antes de ser salvo, eu não conseguia fazer isso. Agora consigo”. Mas por qual vida? Pela nova vida de Cristo em vocês ou ainda pela velha vida adâmica em sua alma?

    Vocês não sabem que não apenas seus pecados passados foram perdoados; não sabem que até mesmo o poder do pecado foi quebrado na cruz do Calvário. Como não sabem disso, continuam vivendo sua velha vida.

    Então percebem que fracassam e fracassam novamente. Em vez de uma vida alegre, vivem uma vida muito infeliz. Só ficam contentes quando pecam, mas, depois de pecar, ficam entristecidos.

    Vocês não conseguem fazer o que querem e sempre fazem o que não querem.

    Miserável homem que eu sou!
    Quem me livrará do corpo desta morte?

    Irmãos e irmãs, não é essa a nossa experiência?

    A Vida pela Graça após o Fracasso

    Há muito tempo, conheci um homem. Ele era um cristão chinês famoso naquela época. Era uma pessoa de elevada moral.

    Naquele tempo, havia um movimento chamado Movimento do Grupo de Oxford. Não era o Movimento de Oxford, que representava um retorno ao catolicismo. Era o Movimento do Grupo de Oxford, e mais tarde mudaram o nome para Movimento de Rearmamento Moral.

    Na China, muitos cristãos da classe alta aderiram a esse movimento, porque ele enfatizava valores absolutos — pureza absoluta. Tudo deveria ser absoluto.

    Esse homem aderiu ao grupo. Durante a guerra, encontrei-me com ele em Chongqing. Ele frequentava a igreja do meu pai, e nós nos conhecíamos.

    Ele começou a me contar como seus pecados o incomodavam, porque, segundo aquele ensino, era preciso viver uma vida de tamanha pureza. Tudo precisava ser confessado, e ele fazia isso repetidamente.

    Mas, quando ficava fisicamente fraco, todos os seus pecados passados voltavam à sua mente, e ele precisava confessá-los novamente. Não havia paz em seu coração.

    Tentei ajudá-lo. Procurei lhe falar sobre a eficácia do sangue de Jesus Cristo — sobre como o Senhor diz que perdoará nossos pecados e deles não Se lembrará mais.

    Por que você fica trazendo de volta todas essas coisas? Estão todas debaixo do sangue. Mas ele não conseguia deixar isso para trás. Seus pecados o incomodavam.

    Irmãos e irmãs, pergunto-me se esse é o caso de vocês. Isso acontece porque vocês não vivem pela graça, mediante a fé.

    É verdade que Deus não quer que pequemos. Ele é capaz de nos libertar do poder do pecado. Mas, se pecarmos:

    Temos um Advogado junto ao Pai, Jesus Cristo, o justo.

    Ele perdoará nossos pecados. Não apenas perdoa, mas também esquece. Agora, se Ele esquece, por que vocês se lembram?

    Queridos irmãos e irmãs, agora que vocês caminham com o Senhor, sempre que caírem, não fiquem prostrados ali. Não voltem ao começo.

    Levantem-se. Confessem seu pecado. Confiem no sangue do Senhor Jesus e prossigam com o Senhor. Isso é a vida da nova aliança.

    O Conhecimento Interior de Deus

    Agora, irmãos e irmãs, não temos apenas esse problema do pecado. Temos outro problema: a questão da luz.

    Agora estou salvo. Quero fazer a vontade de Deus. Mas como sei que algo é a vontade de Deus? Esse é o segundo artigo da nova aliança.

    Em Hebreus 8:11, lemos:

    E não ensinará cada um ao seu concidadão,
    Nem cada um ao seu irmão, dizendo: Conhece o Senhor.

    A palavra “conhecer”, aqui, indica um conhecimento objetivo. Isto é, vocês conhecem por terem recebido instrução.

    No tempo da antiga aliança, eles não tinham o Espírito Santo dentro de si. Como conheciam a vontade de Deus? Precisavam ser ensinados. Os sacerdotes os ensinavam e, depois de serem ensinados, eles conheciam.

    Mas seu conhecimento de Deus era objetivo. Não era algo que vinha de dentro; era um conhecimento que vinha de fora.

    Agora, se o conhecimento vem de fora, ele pode lhes dar alguma informação, mas não há poder nele. Assim, o conhecimento, em vez de salvá-los, os matará.

    Essa é a árvore do conhecimento do bem e do mal. O conhecimento é bom, mas, se não houver vida nele, ele os mata. Esse é o conhecimento da antiga aliança.

    Não é verdade que, quando vocês são cristãos novos e estão caminhando com o Senhor, às vezes acham difícil saber qual é a vontade de Deus?

    Então, o que farão? O mais fácil é perguntar a alguém — alguém que esteja mais avançado no conhecimento do que vocês. Consideramos isso uma boa atitude.

    Como jovens, vocês procuram ser humildes e perguntam aos mais velhos: “Posso fazer isso? Posso ir lá?” Se fizerem isso, descobrirão que há muitos mestres por perto.

    Costumo dizer que todo cristão é um teólogo, porque, ao lermos a Bíblia, procuramos explicá-la. Então vocês esperam que as pessoas lhes façam perguntas e ficam contentes em ser mestres.

    Se vocês são bons alunos, receberam o ensino. Muito bem, então tentam fazer aquilo ou tentam não fazê-lo. Parece que o problema está resolvido.

    Mas posso lhes fazer uma pergunta? Existe algum contato pessoal com Deus?

    Vocês podem ter recebido um ensino correto e segui-lo corretamente, mas ainda assim não ter contato pessoal com Deus. Se esse for o caso, sua vida espiritual não cresce nem um pouco.

    Sua caminhada cristã é exterior, não interior. Vocês podem estar corretos, mas isso não é espiritual.

    Então, no tempo da nova aliança, o que vocês farão? É dito que não precisam agir dessa maneira exterior, porque todos Me conhecerão em seu interior.

    Curiosamente, na nova aliança, encontramos um conhecimento que está dentro de vocês. E o “conhecer” aqui é diferente do primeiro “conhecer”.

    O primeiro “conhecer” é um conhecimento mental. Vem de fora. Mas esse “conhecer” é um conhecimento experimental. É o que eu chamaria de epignosis — o pleno conhecimento de Deus.

    É um conhecimento interior. É um conhecimento intuitivo. E vocês veem que ele começa no menor e vai até o maior.

    O Ensino da Unção

    Assim que vocês são salvos, seu espírito é renovado, e o Espírito Santo passa a habitar em seu espírito.

    Por que o Espírito Santo habita em vocês? Em 1 João 2, lemos que vocês têm a unção dentro de si, e essa unção os ensina. Ele lhes ensina todas as coisas — as grandes e as pequenas.

    Se vocês ouvirem a unção em seu interior, permanecerão em Cristo. Agora, como posso permanecer em Cristo? Sei que estou em Cristo, mas como posso viver permanentemente em Cristo?

    É muito simples. Ouçam o ensino da unção em seu interior. Tudo o que Ele lhes diz os leva a permanecer em Cristo.

    Se vocês não ouvirem a unção em seu interior, então, em sua experiência, não estarão vivendo em Cristo. Pelo contrário, terão saído.

    Portanto, é dessa maneira que conhecemos a vontade de Deus.

    Agora, se é assim, vamos jogar todos os mestres pela janela. Eu tenho de pular pela janela. Vocês não precisam de mim.

    Graças a Deus por isso. Irmãos e irmãs, a alma de vocês é tão preciosa para Deus. Ele não vai confiá-los a qualquer pessoa. Ele mesmo cuidará de vocês.

    Isso acontece pela operação do Espírito Santo. Mas onde ficam os mestres? A Bíblia menciona mestres.

    Lembrem-se: os mestres não estão ali para governar a vida de vocês. Estão ali apenas para corrigir ou confirmar o que o Senhor já lhes falou.

    Mas talvez vocês não tenham clareza, então precisam que outros confirmem. Como ainda são novos, podem estar errados, então precisam ser corrigidos. Essas são as funções dos mestres.

    Mas vocês estão nas mãos do Espírito Santo, porque são preciosos demais.

    Cristo como o Poder da Vida

    Agora, irmãos e irmãs, ainda há outra questão. Eu sei o que devo fazer, mas não tenho o poder para fazê-lo.

    É como o apóstolo Paulo disse em Romanos 7: “Sei qual é a vontade de Deus, mas não tenho o poder para fazê-la”.

    Miserável homem que eu sou!
    Quem me livrará?

    No versículo seguinte, Romanos 7:25, ele diz:

    Graças a Deus, por Jesus Cristo, nosso Senhor.

    Então, aqui vocês encontram o primeiro artigo:

    Porei as Minhas leis em sua mente,
    E também as escreverei em seu coração;
    Eu lhes serei Deus,
    E eles Me serão povo.

    Vocês se lembram de que, no Antigo Testamento, na antiga aliança, Deus disse: “Vocês serão o Meu povo, e então Eu serei o seu Deus”. Se guardarem os Meus mandamentos, serão o Meu povo, e então Eu serei o seu Deus.

    Mas, na nova aliança, é o contrário. Ele diz: “Eu serei o seu Deus, e então vocês serão o Meu povo”.

    Em outras palavras, o que vocês não conseguem fazer, Ele fará por vocês. Ele é o poder da vida. Vocês não conseguem fazer, mas Ele fará por vocês.

    A Suficiência da Graça Divina

    Agora, permitam-me contar uma história para tornar isso claro. Havia um homem muito usado por Deus. Ele estava ligado à Convenção de Keswick e era um dos principais pregadores ali.

    Quando estava de férias, levou seus filhos ao litoral. Durante as férias, sua filhinha adoeceu e morreu.

    Ele levou o corpo de volta à Inglaterra. Era sábado, e no domingo precisava falar à sua congregação.

    Ele estava em seu escritório, esperando no Senhor. “Sobre o que devo falar?” Ele lutava interiormente porque sentia que a graça de Deus não era suficiente.

    Então, por acaso, levantou a cabeça. Viu um pequeno pacote que sua mãe havia colocado ali. Nele estava escrito:

    A Minha graça te basta.

    Ele disse ao Senhor: “A Tua graça não é suficiente”. Não conseguia superar a tragédia.

    Mas, enquanto lutava diante do Senhor, aos poucos começou a crer que a graça de Deus é suficiente, porque o poder de Deus se manifesta e se aperfeiçoa na fraqueza humana.

    Ele não conseguia superar aquela tragédia real e aquela dor. Era fraco. Mas, quando ele era fraco, Deus era forte.

    Então, simplesmente voltou os olhos para o Senhor e imediatamente foi consolado. Mas se esqueceu do sermão que deveria preparar.

    Na manhã seguinte, quando foi pregar, não tinha sermão. Apenas contou às pessoas o que havia acontecido.

    Havia lágrimas por todo o recinto. A graça de Deus é suficiente.

    Irmãos e irmãs, nosso problema não é a nossa fraqueza. Tentamos esconder nossa fraqueza. Queremos ser fortes.

    Mas, irmãos e irmãs, é aí que está o nosso problema. Vocês são fortes demais. Por serem fortes demais, acham que conseguem fazer isso.

    E, com isso, voltam a viver segundo a antiga aliança. Se um dia pudermos nos gloriar em nossa fraqueza, então descobriremos que a graça de Deus é suficiente para nós.

    A Simplicidade da Vida na Nova Aliança

    Portanto, essa é a vida da nova aliança. É muito simples.

    O apóstolo Paulo, em sua carta aos filipenses, revela o segredo de sua vida cristã. Em Filipenses 1:21, ele simplesmente diz:

    Porque para mim o viver é Cristo.

    Ele não diz: “Eu sou Cristo”, como algumas pessoas dizem. Não diz: “Eu vivo para Cristo”. Ele diz:

    Porque para mim o viver é Cristo.

    Como? Porque fui crucificado com Cristo.

    Já não sou eu quem vive,
    Mas Cristo vive em mim.

    Vivo na carne — ainda estou vivendo —, mas é pela fé: a fé Daquele que me amou e Se entregou por mim.

    Irmãos e irmãs, isso é viver na nova aliança. Quanto mais simples vocês forem, melhor. Somos complicados demais.

    Minha oração é que Ele nos torne simples. Que nos leve de volta à simplicidade de Cristo.

    Não tentem analisar demais. Apenas confiem no Senhor, e descobrirão que Ele é mais do que suficiente.

    O apóstolo Paulo podia dizer:

    Tudo posso Naquele que me fortalece.

    Isso é viver na nova aliança. Que vida gloriosa! Que o Senhor nos conduza a ela.

    Oração Final

    Querido Senhor, livra-nos das nossas complicações. Ensina-nos a ser simples diante de Ti, para que possamos declarar:

    Porque para mim o viver é Cristo.

    É dessa maneira que Tu podes ser glorificado.