Por favor, abram na carta aos Efésios, capítulo 2. Vamos ler Efésios 2:1-10. Eu lerei em inglês, e meu irmão lerá em chinês.
E Ele vos vivificou, estando vós mortos nos vossos delitos e pecados,
nos quais outrora andastes segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe das potestades do ar, do espírito que agora opera nos filhos da desobediência;
entre os quais também todos nós outrora vivemos nas concupiscências da nossa carne, fazendo a vontade da carne e dos pensamentos, e éramos, por natureza, filhos da ira, como também os demais:
mas Deus, sendo rico em misericórdia, pelo Seu grande amor com que nos amou,
estando nós ainda mortos nos nossos delitos, nos vivificou juntamente com Cristo — pela graça sois salvos —,
e nos ressuscitou juntamente com Ele, e nos fez assentar com Ele nos lugares celestiais, em Cristo Jesus:
para mostrar, nos séculos vindouros, as abundantes riquezas da Sua graça, em bondade para conosco, em Cristo Jesus:
porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus;
não vem das obras, para que ninguém se glorie.
Pois somos feitura Sua, criados em Cristo Jesus para boas obras, as quais Deus de antemão preparou para que andássemos nelas.
Por favor, abram também em Gálatas 4:4-5.
Mas, vindo a plenitude do tempo, Deus enviou Seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei,
para remir os que estavam sob a lei, a fim de que recebêssemos a adoção de filhos.
Por favor, abram no livro de Jó 19:25.
Quanto a mim, sei que o meu Redentor vive,
e que, por fim, Ele Se levantará sobre a terra.
Pai, queremos de fato agradecer-Te porque podemos nos reunir em Teu nome. Lembramo-nos da Tua promessa para nós:
Onde dois ou três estão reunidos em Meu nome, ali estou Eu no meio deles.
Agradecemos-Te pela Tua presença conosco. Na Tua presença há plenitude de alegria e delícias para sempre. Nós nos alegramos verdadeiramente na Tua presença e abrimos o coração a Ti, ó Senhor.
Fala conosco, transforma-nos e conforma-nos a Ti. Entregamos este tempo em Tuas mãos e confiamos que o Teu Espírito Santo fará a Sua obra, para o louvor da Tua glória. Amém.
Queridos irmãos e irmãs, é muito bom ver todos vocês. Graças a Deus por Sua fidelidade, pois Ele nos guardou durante estes tempos. São tempos difíceis, e o Senhor nos fez atravessá-los. Por isso, com o coração cheio de gratidão, reunimo-nos nesta manhã.
O encargo que o Senhor colocou no meu coração é muito simples: nosso relacionamento quádruplo com Cristo.
Agora, sabemos que a vida se expressa nos relacionamentos, e a vida é avaliada pelos relacionamentos. Assim que nascemos neste mundo, já nos encontramos em relacionamentos. Temos nosso pai e nossa mãe e, se a família é grande, temos nossos irmãos e irmãs. Portanto, crescemos em meio a relacionamentos.
À medida que crescemos um pouco mais, começamos a frequentar a escola. Temos nossos amigos e colegas de escola, e temos nossos professores. Assim, nossos relacionamentos começam a se ampliar.
À medida que crescemos ainda mais, talvez nos formemos na faculdade e constituamos nossa própria família. Então temos o relacionamento entre marido e mulher, e depois temos filhos. Assim, temos o relacionamento entre pais e filhos. Quando ingressamos na sociedade para trabalhar, temos colegas e outras pessoas com quem nos relacionamos. A vida está cheia de relacionamentos.
Embora nasçamos como indivíduos, não podemos viver independentemente de tudo, porque nossa vida está cercada de relacionamentos. Se nossos relacionamentos forem bons, seremos considerados bons. Mas, se não tivermos bons relacionamentos, seremos considerados maus. Tudo se baseia no relacionamento.
É claro que, se formos realmente ao fundamento de tudo, descobriremos que, antes mesmo de termos qualquer relacionamento com o ser humano, existe um relacionamento com Deus. Deus é o nosso Criador. Ele é Aquele que nos criou. Portanto, nosso relacionamento primordial é com Deus.
Mas, infelizmente, quando nascemos neste mundo e começamos a crescer, não temos nenhum relacionamento com Deus. Nem sequer sabemos que existe um Deus, embora um dia seremos julgados por Deus, porque Ele é Aquele que nos fez. Contudo, somos totalmente ignorantes disso.
Nossa vida parece ser composta apenas de relacionamentos terrenos, e toda a nossa atenção está voltada para eles. Mesmo entre os cristãos de hoje, vemos que o aconselhamento cristão é muito difundido. Há conselheiros que nos orientam sobre o casamento e sobre outros relacionamentos.
Mas, irmãos e irmãs, tenho uma impressão, e é simplesmente esta: a menos que nosso relacionamento com Deus esteja correto, todos os outros relacionamentos não poderão estar corretos. Nossa atenção deve estar voltada para nosso relacionamento com Deus, em vez de nos concentrarmos apenas em nosso relacionamento com as pessoas.
Nosso relacionamento vertical é a base dos nossos relacionamentos horizontais.
Por isso, tenho o encargo, nesta ocasião, de compartilhar com vocês, queridos irmãos e irmãs, especialmente sobre nosso relacionamento com Cristo. Gostaríamos de abordá-lo sob quatro aspectos:
Vocês podem perceber que esses relacionamentos se tornam cada vez mais próximos e mais queridos. Se nosso relacionamento com Deus estiver correto, nossos relacionamentos horizontais serão ajustados. É isso que vamos compartilhar juntos nesta ocasião.
Espero sinceramente que todos estejamos em oração, para que, pela graça de Deus, entremos no relacionamento correto com Cristo.
Deus é o nosso Criador, portanto nosso relacionamento fundamental deve ser com Deus. Mas, infelizmente, constatamos que não O conhecíamos. Isso aconteceu porque nossos antepassados pecaram.
Creio, irmãos e irmãs, que vocês conhecem a história de Adão e Eva. Eles foram colocados no jardim do Éden, que era um jardim de delícias. Deus plantou todo tipo de árvore no jardim, inclusive árvores frutíferas para alimentar o corpo deles.
Deus não apenas nos deu um corpo físico, mas também proveu as necessidades desse corpo. No meio do jardim estava a árvore da vida. Essa árvore da vida representa a própria vida de Deus.
Embora tivéssemos sido criados como seres humanos, com plena possibilidade de recebê-Lo como nossa vida, ainda não possuíamos Sua própria vida. Mas Sua intenção era que tivéssemos Sua vida. Embora tivéssemos sido criados como seres humanos, Seu propósito para nós era que fôssemos Seus filhos, para que pudéssemos alcançar o propósito supremo de Deus.
Podemos dizer que a árvore da vida é alimento para o nosso espírito. Deus quer que cada um de nós seja espiritual, porque Ele é Espírito, para que possamos ter comunhão com Ele e ser semelhantes a Ele. Esse é o propósito de Deus para nós. Como é glorioso, como é maravilhoso esse propósito!
Mas, ao lado da árvore da vida, estava a árvore do conhecimento do bem e do mal. Algumas pessoas dizem que essa era uma árvore má. Mas, na verdade, não era uma árvore má; era uma árvore boa. De fato, era melhor do que as árvores frutíferas, porque as árvores frutíferas eram alimento para o corpo, mas a árvore do conhecimento do bem e do mal era alimento para a alma.
Portanto, era uma árvore de ordem superior. Mas, em comparação com a árvore da vida, percebemos que, se você crescer no conhecimento do bem e do mal sem possuir a vida de Deus, esse conhecimento o condenará. Se você sabe o que é bom e não consegue fazê-lo, e se sabe o que é mau e o faz, será condenado por esse conhecimento.
Por isso, você precisa ter vida. Então será capaz de fazer o que é bom e resistir ao que é mau. Deus colocou essas árvores diante do homem para que ele escolhesse.
Por que foi assim? Porque Deus criou o homem segundo a Sua imagem. Ele possui a suprema liberdade de vontade, e criou o homem com livre-arbítrio. O que é o livre-arbítrio se não houver escolha? Assim, Deus colocou diante do homem uma escolha: como você quer viver sua vida?
Você quer viver pela vida de Deus? Seria uma vida dependente, mas uma vida que cresce rumo à glória. Ou você quer viver por si mesmo, aperfeiçoar a si mesmo, aumentar seu próprio conhecimento e viver uma vida independente? Se quiser fazer isso, você pode, mas essa escolha o levará à morte.
Infelizmente, nossos antepassados fizeram a escolha errada. Rejeitaram Deus como sua vida. Quiseram desenvolver a vida da alma, ser independentes de Deus e ser, eles próprios, deuses. Assim, caíram no pecado.
Irmãos e irmãs, isso também é verdade a nosso respeito. Todos os que descendem de Adão herdam a vida de Adão. Quando nascemos, nosso espírito estava morto para Deus. Não conhecíamos Deus.
Vemos que Efésios 2:1-3 nos fala do nosso passado — de como vivíamos antes de sermos salvos. Do ponto de vista humano, talvez fôssemos considerados bons ou maus; mas, aos olhos de Deus, era assim que vivíamos.
E Ele vos vivificou, estando vós mortos nos vossos delitos e pecados.
Antes de crermos no Senhor Jesus, ofendíamos a Deus e pecávamos contra Ele.
Porque todos pecaram e carecem da glória de Deus.
Deus queria que tivéssemos Sua glória, mas, em vez de entrarmos na glória, entramos na vergonha.
Como andávamos neste mundo? Paulo diz que outrora andávamos:
Segundo o curso deste mundo.
A palavra curso aqui fala da corrente ou da moda deste mundo. O mundo tem suas modas. Sempre que surge uma nova moda, o mundo inteiro a segue. Todos queremos estar na moda.
Mas, por trás da moda deste mundo, existe uma força maligna:
Segundo o príncipe das potestades do ar, do espírito que agora opera nos filhos da desobediência.
O mundo é organizado por Satanás, o adversário de Deus, para se opor a Deus. Portanto, quando seguimos o mundo, sem perceber estamos sob a tirania de Satanás, porque ele está por trás do mundo.
Quanto a nós mesmos, talvez pensemos que estamos apenas vivendo segundo a nossa carne — segundo o que a carne deseja e o que pensamos em nossa mente. Mas, na verdade, éramos filhos da ira. Essa era nossa condição anterior.
Irmãos e irmãs, às vezes não percebemos de que profundezas Deus nos libertou. Das profundezas, Ele nos elevou até o céu.
Em Efésios 2:4-10, encontramos o que Deus fez.
Mas Deus, sendo rico em misericórdia, pelo Seu grande amor com que nos amou.
Ele tem misericórdia de nós. Deus é um Deus misericordioso. Por causa do Seu grande amor com que nos amou, Ele nos ama, embora tenhamos resistido a Ele, ofendido a Ele e nos tornado Seus inimigos. Ainda assim, Ele nos amou. Queria nos redimir.
Assim, Ele nos libertou da morte. Com Cristo, Ele nos ressuscitou dentre os mortos e nos fez assentar juntamente com Cristo nos lugares celestiais. Essa é a plenitude da nossa redenção.
Mas como Deus fez isso? Estávamos perdidos no pecado e na transgressão. Havíamos perdido nossa alma. Não tínhamos esperança nem Deus. Mas Deus, em Sua misericórdia e grande amor, providenciou um meio para nós.
Será que Deus poderia simplesmente dizer: “Bem, tenho pena de vocês. Esqueço tudo. Agora está tudo bem com vocês”? Não, Deus não poderia fazer isso. Ele negaria Sua própria natureza. Ele não pode fazer nada injusto. Precisava julgar o pecado.
Deus não poderia enviar um anjo para nos salvar, porque um anjo pertence a uma ordem diferente de seres. Tampouco poderia encontrar alguém na terra capaz de ser nosso redentor, porque todos pecamos e carecemos da glória de Deus.
Havia apenas uma maneira de Deus nos salvar: Ele precisava nos salvar por meio de um homem. Deus não pode simplesmente dizer: “Eu perdoo vocês; é só isso”, porque isso seria negar a Si mesmo. Ele não poderia usar nem mesmo um ser de ordem superior, um anjo, porque os anjos são diferentes de nós.
A única maneira era que um homem fosse nosso parente-redentor. Precisávamos de Alguém que fosse próximo de nós, que fosse um de nós. Somente Ele poderia ser nosso Redentor.
O preço para redimir uma alma é tão alto que ninguém pode pagá-lo. Você mesmo não pode pagar esse preço. É por isso que todas as religiões procuram fazer algo de bom. O homem tem consciência do seu pecado, por isso tenta fazer boas obras.
Mas todas as boas obras que fazemos são como folhas de figueira para cobrir nossa nudez. Vocês se lembram do que Adão e Eva fizeram depois de pecarem contra Deus. Descobriram que estavam nus, então usaram folhas de figueira para costurar aventais e se cobrir.
Mas, quando o tempo mudou e o vento soprou, aquelas folhas de figueira não puderam cobrir sua nudez. Toda religião é assim. Nenhuma religião pode nos libertar. Precisamos de um Parente-Redentor.
Na Bíblia, somos informados do caso de um homem que empobreceu. Ele precisou vender todos os seus bens e até vender a si mesmo para se tornar escravo.
Levítico 25:25 nos diz que, quando um homem empobrece, seu parente mais próximo tem o direito de resgatá-lo da sua dívida. É isso que Deus está fazendo.
Estamos endividados. É como se tivéssemos vendido a nós mesmos. Um dia, enquanto lia Isaías 50:1, descobri que Deus faz uma pergunta:
Onde está a carta de divórcio de vossa mãe, a quem repudiei?
Ou qual dos Meus credores é aquele a quem vos vendi?
Eis que por vossas iniquidades vos vendestes,
e por vossas transgressões foi repudiada vossa mãe.
Aqui vocês encontram a razão pela qual fomos vendidos. Não foi Deus Quem nos vendeu. Foi nosso próprio pecado que nos vendeu.
Quem é o nosso credor? Talvez vocês pensem que nosso credor é Satanás. Não. Quem é o nosso credor? O próprio Deus é nosso credor, porque pecamos contra Ele — contra Sua justiça e contra Sua santidade.
Quando nos vendemos ao pecado, ofendemos a Deus. Mas o próprio Deus, nosso Credor, tornou-Se nosso Parente-Redentor. Isso não é maravilhoso? Pecamos contra Ele, e Ele, por Sua vez, veio e pagou toda a nossa dívida.
Ele Se dispôs a enviar Seu Filho amado a este mundo para Se tornar homem. Essa é a razão da encarnação. Por que o Filho de Deus, o Filho amado de Deus, deveria Se tornar homem e vir a esta terra? Porque Ele queria ser nosso Parente-Redentor.
Por Seu grande amor para conosco, Deus Se dignou a descer até nós. Ele Se rebaixou, por assim dizer, da posição de Deus à posição de homem. Isso é a encarnação — o amor de Deus.
Quando Cristo veio a este mundo, tornou-Se um homem perfeito. Ele tinha espírito humano, alma humana e corpo humano. Ele é homem perfeito, embora também seja Deus perfeito.
A Bíblia nos diz que Ele, sendo igual a Deus, não considerou a igualdade com Deus algo a que devesse Se apegar. Ele Se esvaziou de Sua glória, honra e posição. É claro que não poderia Se esvaziar de Sua divindade, porque isso é o que Ele é.
Contudo, enquanto esteve nesta terra, Ele assumiu a forma de servo. A palavra forma, em Filipenses 2, fala de Sua natureza e de Seu caráter. Ele assumiu o caráter de servo e tornou-Se obediente ao Seu Pai, até a morte, sim, a morte de cruz.
Esse é o caminho da salvação. Deus enviou Seu próprio Filho para Se tornar o Filho do Homem. Um homem perfeito pôde pagar o preço — a dívida de toda a humanidade. Esse é o Parente-Redentor.
Na Bíblia há um livro chamado Rute, e ele nos mostra o que realmente é um parente-redentor. Vocês se lembram da história. É uma bela história.
Elimeleque e sua família se mudaram de Belém de Judá para Moabe porque estavam tentando escapar da fome. Deveriam ter permanecido na terra e confiado em Deus, sabendo que a fome passaria. Mas, em vez disso, fugiram para Moabe.
A mão de Deus estava sobre aquela família. Elimeleque morreu, e seus dois filhos também morreram, deixando Noemi e suas noras. Então Noemi ouviu que havia alimento em Israel e quis voltar.
Rute se apegou à sua sogra e disse:
O teu povo será o meu povo,
e o teu Deus, o meu Deus.
Assim, Rute voltou com Noemi e foi fiel à sua sogra. Mas elas haviam perdido sua propriedade. Precisavam de um parente-redentor.
Graças a Deus, havia um homem chamado Boaz. Ele era um homem rico. Pela providência divina, Rute foi a um de seus campos para recolher as espigas que sobravam. Por fim, esse homem, Boaz, tornou-se o parente-redentor.
Ele não apenas resgatou toda a propriedade perdida; também resgatou Rute para ser sua esposa. É uma bela história — apenas quatro capítulos no Antigo Testamento. Se vocês nunca a leram, leiam.
O princípio é maravilhoso. Boaz representa o Parente-Redentor. Ele se dispôs a resgatar não apenas a propriedade perdida, mas também a pessoa perdida.
Rute, uma moabita, não poderia entrar na congregação de Israel nem até a décima geração. Mas agora ela foi recebida na comunidade de Israel, e até mesmo Cristo veio de sua descendência. O Parente-Redentor é uma grande verdade na Bíblia.
O Parente-Redentor não apenas nos redime dos nossos pecados; Sua obra vai além disso. Ele redime até mesmo nossa herança perdida.
Na mente de Deus, quando Ele criou o homem, não queria apenas que o homem tivesse Sua própria vida. Queria que compartilhássemos Sua glória. Ele quer que sejamos transformados e conformados à imagem do Seu Filho amado. Ele nos redime para que recebamos a filiação.
Quando Deus colocar todas as coisas debaixo dos pés do Seu amado Cristo, seremos coerdeiros com Cristo. Sua redenção não afeta apenas nosso espírito, para que sejamos semelhantes a Cristo; também afeta nossa alma, para que seja semelhante a Ele; e redimirá até mesmo nosso corpo, para que seja transformado em um corpo incorruptível.
Não apenas isso, mas seremos glorificados com Cristo. Toda a herança perdida será recuperada. Tudo o que Cristo tem é nosso. Cristo Se torna nossa herança, e nós nos tornamos Sua herança. Isso é redenção. Graças a Deus.
Portanto, irmãos e irmãs, o primeiro relacionamento fundamental com Cristo é que Ele é nosso Parente-Redentor. Tendo Cristo como nosso Parente-Redentor, qual deve ser nossa resposta?
Se você estivesse se afogando e alguém viesse e o salvasse, qual seria sua resposta à pessoa que o salvou? Certamente haveria gratidão em seu coração. Você lhe deveria a vida.
Cristo é nosso Parente-Redentor. Qual deve ser nossa resposta? Vocês a encontram em Romanos 12.
Romanos é um livro que nos oferece uma visão panorâmica da redenção de Deus. Em Romanos 1–11, vemos como estávamos profundamente mergulhados em pecados, como Cristo veio como nosso Parente-Redentor, como derramou Seu sangue por nós e como, por Seu sangue, nossos pecados são perdoados e somos justificados diante de Deus. Podemos estar diante de Deus.
Vemos como estávamos sob o poder do pecado e como Ele nos libertou até mesmo do poder do pecado, para que possamos viver uma vida santa. Não apenas isso, mas vemos como Ele nos glorificará. A graça nos foi estendida, e todas as misericórdias de Deus foram derramadas sobre nós.
Então, em Romanos 12, o apóstolo diz:
Rogo-vos, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus,
que apresenteis os vossos corpos como sacrifício vivo,
santo, agradável a Deus,
que é o vosso culto espiritual.
Irmãos e irmãs, quando percebemos que Cristo Jesus é nosso Parente-Redentor, nossa reação só pode ser uma: o amor de Cristo nos constrange a não vivermos mais para nós mesmos, mas para Ele, Que morreu por nós.
A resposta adequada de um cristão ao seu Parente-Redentor é apresentar seu corpo como sacrifício vivo.
Por quê? Porque vivemos por meio do nosso corpo. Na verdade, todo o nosso ser deve ser entregue como sacrifício vivo.
Sabemos que os sacrifícios geralmente estão mortos. Quando os israelitas recebiam graça e favor de Deus e queriam expressar sua gratidão, iam ao rebanho, pegavam um cordeiro ou um cabrito, levavam-no ao templo e o amarravam ao altar. Isso significava que queriam oferecê-lo a Deus em ação de graças.
Então o sacerdote o abatia, colocava-o inteiro sobre o altar, e o fogo o queimava até reduzi-lo a cinzas. Isso acontecia nos tempos do Antigo Testamento.
Mas, nos tempos do Novo Testamento, já não estamos na figura; estamos no antítipo — na realidade. Não se trata de darmos a Deus algo que faz parte dos nossos bens. Deus diz: “Eu quero você”. Então entregamos a nós mesmos a Deus.
Mas é um sacrifício vivo. Cada dia é um sacrifício. Isso significa que você vive todos os dias para Deus. Já não vivemos para nós mesmos; vivemos para Ele. Ele é nossa vida, e vivemos para Ele. Isso é consagração.
Sabem, irmãos e irmãs, muitas vezes não temos uma compreensão verdadeira do que é consagração. Deixem-me contar minha própria história.
Quando fui salvo, eu tinha quinze anos. Havia buscado o Senhor durante um ano inteiro. Mas um dia, graças a Deus, Ele abriu meus olhos.
Geralmente, quando se realizam reuniões de avivamento, o último dia é o dia da consagração. Naquela época, consagração significava consagrar a vida para ser pregador. Se você fosse mulher, consagrava-se para ser uma obreira bíblica. Consagração significava servir a Deus, e somente aqueles que seriam pregadores precisavam se consagrar.
Em uma reunião, havia um grande mapa da China na parede. O pregador dizia: “Agora o Senhor salvou você. Consagre-se para ser pregador. Você pode escolher aonde quer ir para servir”. Você ia até a plataforma, apontava com o dedo para um lugar no mapa, e era para lá que iria.
Como um jovem de quinze anos, disse a mim mesmo: “Preciso ir ao lugar mais distante, ao lugar mais difícil, para servir a Deus”. Então coloquei meu dedo sobre a Mongólia. Era para lá que eu queria ir.
Para mim, aquilo era consagração verdadeira. Eu ainda estava no ensino médio e me preparava para ir à Mongólia. Não queria fazer faculdade; achava que seria um desperdício de quatro anos. Escolhi a escola bíblica e me preparei para ir à Mongólia.
Mas nunca fui à Mongólia.
Irmãos e irmãs, existe uma compreensão equivocada da consagração. Consagração não significa que você se tornará pregador ou obreira bíblica. Significa que você vive sua vida para Deus.
Deixe Cristo ser sua vida. Deixe Cristo controlar sua vida. Deixe Cristo dirigir sua vida. Você já não vive para si mesmo, porque Ele o redimiu. Você pertence a Ele. Que a vontade Dele seja feita em sua vida. A vontade Dele é a melhor.
Viva diariamente em obediência a Ele. Faça a vontade de Deus em vez de fazer sua própria vontade. Isso é consagração. Essa é nossa vida diária. Essa é a vida de todo cristão.
Nenhum cristão deve viver para si mesmo, porque vocês foram comprados por um preço. Portanto, glorifiquem a Deus em seu corpo.
Esse é nosso primeiro relacionamento fundamental com Cristo.
Queridos irmãos e irmãs, esse é o relacionamento de vocês? Ele os redimiu. Ele pagou um grande preço por vocês. Para quem vocês estão vivendo hoje? Para sua família? Para quê? Ou para Deus?
Que o Senhor fale conosco, para que nosso relacionamento com Cristo esteja correto em seu fundamento. Se nosso relacionamento com Cristo estiver correto, não precisamos nos preocupar com nosso relacionamento com as outras pessoas.
Querido Senhor, estamos compartilhando o assunto mais fundamental da nossa vida cristã. Oramos, Senhor, para que Tu corrijas cada um de nós.
Que nenhum de nós, tendo sido redimido por Ti, continue vivendo para si mesmo. Senhor, Teu amor nos constrange. Não podemos viver para nós mesmos. Queremos viver para Ti.